História We Stay Furious - Minsung - Capítulo 36


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Categorias ITZY, Neo Culture Technology (NCT), Stray Kids, TWICE
Personagens Bang Chan, Chaeryeong, Chaeyoung, Dahyun, Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Jaehyun, Jaemin, Jeongyeon, Jihyo, Jungwoo, Kim Seung-min, Kim Woo-jin, Lee Felix, Lee Min-ho, Lucas, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Seo Chang-bin, Taeyong, Tzuyu, Yang Jeong-in, Yeji, Yuta
Tags Changlix, Minsung, Seungjin
Visualizações 262
Palavras 4.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Helooou de novo. Att tarde ontem ent agora é mais cedo ksksks

Carro da capa: Cadillac CTS V, carrinho do Lix até o Mustang dele voltar.

Capítulo 36 - I want you


Fanfic / Fanfiction We Stay Furious - Minsung - Capítulo 36 - I want you

Colinas perto do mar – 22:00.

Ninguém estava com sono, ninguém estava cansado, ninguém queria dormir como se tudo fosse uma coisa fácil de se esquecer. O Lamborghini não desligava o motor naquela noite, ele estava de frente para ouro carro, um Lexus vermelho que estava marcado com uma batida na lateral direita. A porta estava lacrada e o motorista não tinha como sair.

A pessoa que estava dentro do carro não iria sair dali tão cedo, não com o corte grande que tinha na testa, mas o Aventador não estava com paciência para lidar com isso. As luvas de couro estavam firmes no volante e nas marchas, uma delas foi engatada e o Aventador negro foi para cima do Lexus outra vez. Não teve como escapar.

O carro estava sem uma roda, não tinha como se mover, foi um baque certeiro. O Aventador acelerou e derrapou para o lado, bateu sua lateral traseira esquerda contra o Lexus, um impacto certeiro. O carro foi empurrado para o mar, atravessou a proteção da borda e foi jogado em alto mar, de cima de uma queda de 6 metros até cair em cima das pedras que o aguardavam lá embaixo. 

A explosão chegou a iluminar uma parte daquela área, o fogo durou pouco, foi consumido pela água fria do inverno. De cima o Aventador estava apenas com a traseira amassada e Changbin saiu de dentro do carro, deixando o mesmo com as luzes ligadas para iluminar além do fogo baixo.

Quando o Seo foi para a borda, ele se agachou na beira das rochas e viu as ondas do mar engolirem o carro e arrasta-lo para o mar aberto. Sem vestígios, sem nada, tudo parecendo um acidente de transito porque ele havia batido justamente para parecer um acidente.

Os olhos de Changbin brilhavam no escuro, o vento frio levava seu cabelo clareado e suas luvas de couro mantinham suas mãos quentes naquele início de outono quase inverno. – Grande erro tentar vir atrás de nós – disse baixinho para as marés que batiam nas rochas. O carro não estava mais ali e nem o fogo, não havia restado sequer as marcas de queimado nas rochas. – Irão haver outros, espero que o mar saiba como limpar a sujeira.

Se alevantou e voltou para o carro, para o Aventador que agora era sua máquina de caça. Havia se livrado de dois capachos de Donghyuck até agora, só faltava achar os outros.

O V12 saiu dali em silêncio, pegando velocidade conforme descia a colina em direção à cidade, havia recebido uma mensagem e agora iria ver o que Woojin queria dele.

[...]

Agora o ponto de encontro não era em Tóquio, não era em Yokohama, era onde todos poderiam ir sem se preocupar com enxeridos. O primeiro carro que havia chegado era o de Woojin, este estava apoiado no Dodge Charger esperando os demais. Primeiro chegou o carro de Minho, o Jaguar estacionou na frente do Charger.

Depois o Aventador negro fez companhia, seguido pelo BMW azul de Momo, o Ford Raptor de Chan e dele desceram Seungmin e Hyunjin junto com Chan. O último a chegar foi o Mustang. O estado do carro chocou todos eles, o Ford estava com a frente destruída e com o motor saindo fumaça ainda mesmo com a chuva e o frio.

Quando Jisung e Felix saíram dele, Chan teve que ir até eles. – O que aconteceu?

- Um maluco tentou vir atrás da gente, tivemos que dar um jeito nele – Felix respondeu, mas não disse mais nada assim que viu o Seo sentado de braços cruzados em cima do capô dianteiro do Aventador. Quase não o reconheceu com a nova cor de cabelo, mas vê-lo tão cedo não foi agradável. – Olha, o mentiroso resolveu aparecer.

Changbin preferiu não responder ele, apenas ficou quieto. Chan sabia que Woojin estaria aqui, mas não entendeu porque ele estava com Minho. O Lee deixou o lado do Kim e foi até Jisung, o Han estava segurando o braço dolorido o qual tentava esconder, mas não conseguiu esconder dele.

- Deixa eu ver – tentou tocar o braço dele, mas Han o afastou dele.

- Não é nada, eu estou bem.

- Jisung eu posso ver que está doendo, deixa eu ver por favor – ficou mais perto, bem perto até conseguir ter o mesmo olhando para si. Não era um olhar fixo, não era um olhar dos melhores, mas deixou que visse seu braço. Assim que o Lee o tocou, sentiu um coque leve de dor passar por ele. – Deve ter fraturado o osso, precisa ir ao hospital ver isso.

- Não vou – respondeu simples e puxou seu braço de volta. – É só uma dorzinha, eu aguento.

O olhar do Lee não podia ficar pior. – Tem certeza?

- Tenho – o silêncio entre eles ficou estranho outra vez, não sabiam o que dizer um ao outro. – O que viemos fazer aqui?

Minho suspirou. – Contar as coisas.

Chan, Felix, Hyunjin, Seungmin, Momo e até mesmo Jisung olharam surpresos, ele iria mesmo contar a eles? Depois de 5 anos escondendo e vendo tudo que aconteceu, achou ser a melhor coisa a se fazer.

Enquanto ele contava, Woojin e Changbin ficaram sentados no capô de seus carros, apenas ouvindo a conversa toda e entendo o que Minho tinha a ver com o mesmo grupo que eles, mas de uma forma bem diferente. Se tratava de uma vingança familiar de um irmão doente e traumatizado que decidiu viver com isso. Minho não queria ter que ser assim, não queria ter esse alvo nas costas.

Quando Jisung contou o que ele e Felix viram na loja do Bae que o medo ficou maior por parte do Lee. Jisung não queria ter que olhar no rosto dele, Minho tinha seus motivos para esconder deles, para manter eles longe disso, mas agora era tarde demais, eles já estavam envolvidos no momento que souberam de tudo.

As coisas não ficaram mais calmas, não para Hyunjin agora que Minho contou sobre seu pai. – Meu pai tinha envolvimento nisso o tempo todo...? 

- E ele ainda reclamava de mim – Han suspirou de braços cruzados.

- M-Mas... e a minha mãe? E a minha irmã? Sabem delas? – Hyun olhou para o Kim mais velho. – Elas estão bem?

Woojin não sabia o que responder. – Não tenho mais notícias do seu pai a muito tempo, Hyun. Nayeon deveria estar de olho nele, mas nem ela viu.

Hyun podia odiar a mãe, podia ter raiva da irmã, mas nunca chegaria ao ponto de querer algo de ruim a elas. Uma parte dele ficou desabada e teve que se apoiar na frente da picape. Seungmin tentou calmar o mais velho mesmo vendo que estava sendo duro de aceitar.

Não só para ele.

- Então somos todos alvos agora? – Felix encarou Minho, que assentiu para a sua infelicidade.

- O que eles fizeram com o Bae, é só uma amostra do que podem fazer com quem incomoda eles – suspirou de novo e se sentou contra o Jaguar atrás dele. Cobriu o rosto com uma das mãos e tentou se acalmar. – Por isso eu não queria que se envolvessem... eu sabia que isso ia acontecer um dia.

Jisung queria poder ficar bravo, mas não estava conseguindo. Minho só estava tentando proteger ele, como ficaria bravo? O irritava que estava dando pouca importância para ele mesmo, mas era um sacrifício que ele queria fazer, essa mentira protegeu ele por tempo, mas agora não tinha mais o que esconder. 

Pensando nisso, ele se sentou ao lado do namorado e passou o braço por trás de suas costas. – Desculpa não ter te ouvido... – disse contra o ombro dele, apoiou o queixo no mesmo e tentou olhar para seu rosto. – Mas... não tem mais como voltar atrás agora.

Minho não queria ter que lidar com isso, tentou fugir isso sim, mas agora estava tendo que vivenciar o que ele mais temia ao lado de amigos que ele não queria no meio. Tentou manter eles longe disso, mas agora as coisas chegaram a um ponto que não daria mais para evitar.

- Ele tá certo – Chris ficou na frente de e Minho lhe olhou minimamente. – Agora a gente bate de forma discreta ou todos saímos ferrados no meio, a gente precisa de um plano.

- Mas o que a gente pode fazer? – Seung olhou para eles, ainda com seu braço na tipoia. – Eles são assassinos de gangues e nós meros corredores de rua que se meteram no buraco errado, que chance temos?

- Mais do que imaginam – Changbin tira a atenção deles, e agora tinha ela sobre si. – Podem ser só pilotos, mas são bons. Não será motivo de crime se revidarem em defesa.

Woojin assentiu. – Pode ser uma forma. 

- Fizemos isso com um deles – Han olhou para eles. – Ele nos deu um nome antes do carro explodir. Lucas. O outro era o Donghyuck.

Woojin e Changbin se entreolharam. – Lucas não era o cara que vigiava as cargas no porto? – Seo olhou para ele e o Kim assentiu. – Merda.

- Meu pai no meio, minha irmã e minha mãe sumidas, a gente no meio desse fogo cruzado e acho que nem é por causa do Minho – Hyun apontou para o Lee mais velho. – Olha não interessa achar o motivo ou o que qualquer um escondeu de nós, agora não vale mais a pena saber quem escondeu e porquê, a gente não pode mais ficar escondendo mais nada uns dos outros agora. Minha família estava no meio disso e eu levei um tiro sem saber de nada!

- Calma – Seungmin abraçou o mesmo de lado, dava para ver que ele estava instável e Minho e Woojin não deixaram de se sentirem culpados por isso. Sabiam de tanta coisa que quem sabe, algumas poderiam ter sido evitadas, mas agora, se a gangue fez isso tudo por causa do pessoal de Yokohama ou por causa de Minho, isso não interessava. Eram alvos, ponto.

Tentaram esconder tudo uns dos outros, mesmo já sabendo que estavam todos envolvidos nisso de ambos os modos. 

- Pessoal – Momo chamou os rapazes. – Chega de escondermos coisas um dos outros, se sabem de mais coisas sobre esses caras, contem. Querendo ou não, estamos todos no mesmo time agora.

Minho olhou para Woojin e Changbin, os dois estavam deslocados com a ideia de se juntar a eles, mas agora seria diferente, tinha que ser diferente. Se meteram em um buraco fundo e agora tinham que juntar as mãos para saírem dele, mesmo alguns sendo contra tudo isso. não tinham escolha.

[...]

Uma semana depois.

Oficina, Tóquio – 12:00

O silêncio entre os dois da equipe foi muito além do esperavam. Por uma semana inteira, Minho não teve qualquer mensagem de Changbin ou Woojin. Tentou voltar ao trabalho para relaxar um pouco, mas até agora estava travado olhando para o motor do One:1, pensando em várias coisas.

Sua cabeça estava bem aérea nesses dias, mesmo se sentindo mais leve depois de contar tudo para seus amigos, mas ainda sabendo o que viria por causa disso. Jisung não deixou de perceber isso dele. Chegou mais perto dele até que Minho sentiu seus braços ao redor de sua cintura e um beijo em sua nuca.

- Para com isso, não aguento mais te ver com essa cara – disse contra suas costas. – Eu sei que está com medo e que só escondia de mim para me proteger, eu também morri de medo quando vi o que aconteceu com o Bae... mas eu prometo me cuidar, tá?

- Eu não paro de pensar no que pode acontecer com vocês – se virou para o mesmo e passou os braços pela cintura fina dele. – Eu sinto muito por tudo... te fiz muito mal nesses últimos dias... não sabia se ia querer continuar comigo depois de tudo.

O sorriso do Han foi curtinho. – Deixa de ser idiota. Admito que passou pela minha cabeça, mas eu estava sendo imaturo em achar que namoro sério seria tão fácil. Se chatear mais de uma vez, brigamos, acabarmos os dois mal um com o outro, isso acontece sempre e eu acho bom que aconteça. Fui um besta em querer acabar com tudo só por causa de uma briga.

Agora foi ele quem sorriu. - Desculpa por ter mentido, te machucado, por te deixar esperando esse tempo todo.

- Perdoado – passou os braços ao redor do pescoço dele e uniu seus lábios em um beijo simples e suave. – Agora me ajuda a consertar o carro do Felix.

Ao longo da semana, algumas coisas foram se ajeitando. Chan estava mais presente na oficina e estava mais ativo esses dias também, afinal, Chan era o que mais aguentava Minho o tempo todo naqueles tempos de aflição insuportáveis como no bar, agora que todo mundo sabia, tinha mais de uma pessoa para consolar o garoto. 

Felix estava bem melhor, aquilo que ele viu tinha sido apenas um choque, estava com medo, mas estava esperto com quem se metia na rua. No entanto, chorou a noite toda durante toda a semana no travesseiro por conta do Mustang que estava com a frente destruída. 

Jisung tinha prometido consertar, mas estava tão difícil que teve que pedir ajuda ao Minho, e ele fez uma cara de pasmo quando viu o estrago. – Licença, como se conserta isso?

- Nunca lidou com isso?

- NÃO! – levou os dedos nos cabelos e tirou o casaco. – Vamos ver se ainda tem salvação – deixou o casaco em cima da cadeira e começou desmontando a parte que restou da lataria do Ford. Tirou as partes prateadas do para-choque, a grade de proteção e teve acesso direto à parte da frente.

Jisung ficou com um olhar curioso enquanto via o namorado trabalhar. Ficou com olhinhos de pena a cada coisa errada que Minho encontrava ali no meio. – Acha que bati muito forte?

- Se eu acho? Acho que o chassi reforçado deveria estar aqui e não no Bass – disse com deboche enquanto tentava de todas as formas tirar o filtro de ar de dentro do carro, já que este estava esmagando motor. – Por isso não parava de sair fumaça... – puxou, mas nada da grade se mover. – Merda, tá preso.

- Deixa que eu te ajudo.

- Não, seu braço – apontou para o braço enfaixado dele, o qual ele finalmente tinha ido ver no hospital depois de insistência de todo mundo da equipe. Estava com ele enfaixado e com uma pá de plástico para manter ele parado e não mover demais. – Ô HYUN! VEM AQUI!

- Já vou! – o Hwang estava junto deles agora, achou que seria melhor para ele ter algo para fazer do que ficar em casa se preocupando com a mãe e a irmã. – Pera que eu ajudo, puxa no três! – segurou a grade junto com o Lee, para melhorar e ninguém se machucar, pegaram a mesma com um pé de cabra. 

Minho e Hyunjin puxaram com toda a força que tinham, depois de três puxadas intensas que eles finalmente conseguiram tirar a grade. A mesma se soltou e caiu no chão se quebrando toda. Já os dois... voaram para o chão e o pé de cabra fez um barulhão que fez Han encolher os ombros. 

Chan e Sana vieram correndo ver o que tinha acontecido e viram os dois no chão tentando se levantar. – Vocês estão bem?!

- Foi só uma queda... – Hyun se levantou e puxou Minho com ele. – O filtro grudou no motor ou o quê?

- Bateu tão forte que enterrou no motor – Minho respirou fundo e foi ver o estrago, agora além de quebrado, estava vazando óleo e lubrificante também. – Merda, as mangueiras de fluido já eram.

- Ao menos tem como recuperar o motor? – Jisung pediu a ele. – O Lix deu duro para tunar ele, se for para mudar de carro, ao menos que seja com o mesmo motor.

- O Felix não vai aceitar outro carro sem ser um Mustang, ele tem um fraco por esses carros fortes e barulhentos – Chan diz a ele, mas Jisung teve uma ideia.

- Minho... tem uma carroceria velha nos fundos? Eu mesmo vou montar um, mas preciso da sua ajuda.

Minho achou estranho, mas assentiu. – Deve ter um carro que ele vai gostar no depósito, vai ser legal remontar. Prata com faixas pretas no capô – Jisung não gostou de ter destruído o carro do amigo e estava lhe devendo um Mustang, ele mesmo faria um usando o que sobrou do outro Mustang. – Vamos e eu te mostro ele – Minho chamou e Jisung o seguiu.

Enquanto isso, Hyunjin pensava em algo também. – A GTO do Seung também foi destruída, queria poder dar algo a ele mesmo ele não podendo correr com o braço quebrado.

Chan e Sana se entreolharam. – Acho que sei qual pode ser. Estaria disposto a algumas noites em claro para montar ele? – Bang pediu a ele e Hyunjin nem precisou pensar em uma resposta, ele apenas assentiu. – Sana, pode mostrar pra ele uma pasta que eu tenho na gaveta da estante?

- Posso, vem Hyunnie – chamou e assim como o Han foi com Minho, Hyun foi com ela. Duas pessoas dispostas a montar carros para pessoas que gostam, que gesto amigável. Ao menos Chan achou isso, imaginava que Seungmin esteja quase morrendo de tanto ficar dentro de casa sendo cuidado pela irmã como se fosse um bebê. Era engraçado de pensar como as coisas ficaram mais calmas essa semana, mesmo sabendo que o pior podia acontecer a qualquer momento.

Era normal ser feliz mesmo sabendo que a desgraça paira sobre você? Talvez. Ao menos para eles era assim que funcionava. 

Mas ainda tinham coisas que precisavam mudar.

[...]

Felix estava em casa, escolheu passar um tempo longe das pistas depois que quase teve um infarto com a perseguição de semana passada. Mesmo estando de molho por um tempo, não gostava de ficar em casa muito tempo, tinha que ao menos sair de casa um pouco. Para não passar demais do limite e para ter uma viajem mais calma, estava com um Cadillac CTS V até achar um substituto para o Mustang.

Sabia que estava sem conserto e por isso nem colocou fé de que Han poderia consertar, por isso nem exigiu demais dele por isso. Apenas queria sair um pouco, já estava com o carro fora da garagem e quando abriu a porta, viu que tinha um carro parado na frente da saída do portão.

Era o Aventador preto do Changbin.

Suspirou e fechou a porta do Cadillac, indo da trilha de cascalho até o portão fechado onde Changbin estava encostado, querendo falar com ele. Felix chegou perto do portão, as barras grossas na horizontal e pouco afastadas separavam eles, estaria mentindo se dissesse que o Seo não estava bonito com aquele cabelo loiro escuro, mas uma parte dele ainda tinha resguardos. – O que está fazendo aqui?

O Sol não estava ali naquela hora mesmo sendo meio-dia, estava cheio de nuvens com uma face clara de que iria chover logo. O vento estava mais forte também, mas mesmo assim o Seo estava ali, parado na frente do portão da casa dele. – Vim te ver – respondeu simples.

Felix queria ter olhado mais, mas não escondeu que estava se sentindo estranho naquela conversa. – Você sumiu do mapa sem dizer nada.

- Eu sei... eu sei, foi um erro imenso da minha parte – abaixou o olhar. – Achei que seria melhor não contar e sumir para ajudar o meu amigo, não podia deixar o Woojin lidar com aqueles caras sozinho, mas nunca me passou pega cabeça de que... Minho também estivesse no meio.

- Olha eu já conheço a história toda, o lado dele e o de vocês, mas você ainda se escondeu de mim esse tempo todo e sequer me ligou ou nada parecido. Eu ainda preciso lidar com isso, tá legal?

- Ainda está chateado comigo, não está? – disse olhando através da grade. 

- Sinceramente, não quero esconder. Estou – admitiu com a voz mais fraca. – Veio se desculpar tudo bem, eu aceito as desculpas, mas quero um tempo sozinho agora.

- Não, não quer – disse rápido antes que o Lee voltasse para o carro. – Posso ver que ficar só é a última coisa que você quer agora. Vem comigo.

Felix se virou para ele sem entender. – Eu não entendo... o que você quer, Changbin? Por que veio aqui só para me dizer isso?

Não chegou mais perto do portão, mas conseguia ver bem as feições do Seo através das barras. Um olhar sério enquanto dizia aquelas palavras. – Não apenas para me desculpar, mas eu quero você, Lix.

O Lee alargou minimamente os olhos, entreabriu os lábios, mas nada saiu. – E se eu não quiser...?

- Aprendi a não largar do que eu quero sem ao menos lutar um pouco mais – disse com as mãos nas barras, sem tirar os olhos do Lee. – Eu te decepcionei, menti e ainda escondi algumas coisas, te deixei de lado sem me importar muito quando eu quem insistiu com você, por isso me desculpa, mas sobre eu achar você interessante e atraente, eu não menti.

- Eu sou esquentado e direto, as vezes afasto algumas pessoas de mim e por isso poucos se entendem comigo, quer mesmo insistir em tentar? Eu não prometo que serei bonzinho com você.

- Pouco me importa, só quero tentar de novo e desta vez do jeito certo – sorriu um pouco mais agora. – Acho que... com tudo isso acontecendo agora, deve ser a melhor coisa a se fazer. Não quero arriscar perder tudo de novo.

Podia ir, podia tentar, podia aceitar mais do que as desculpas dele. Não era do tipo que ficava bravo para sempre, mas guardava certas mágoas. Achou estar bem depois que decidiu que não iria insistir no Seo, mas estava indeciso com ele agora. Cedeu ao lado mais forte. Apertou o botão do controle e abriu o portão. – Entra com seu carro.

O Aventador ficou dentro da garagem e Felix destravou a porta do carona no Cadillac, mas antes de qualquer coisa, ele teve que perguntar uma coisa. – Quer tentar comigo de novo mesmo sabendo de tudo que pode acontecer? Não tem medo?

- Sempre tive, mas nunca foi razão para desistir – respondeu e entrou no Cadillac junto ao Lee. O caminho dos dois foi quieto, tranquilo para um almoço a beira de alguma montanha e longe dos ciscos de chuva.

[...]

A oficina estava fechada para todos irem almoçar, mas Chan ficou ali dentro, no outro galpão que ficava no outro lado do pátio. Preferiu ficar um tempo ali para pensar um pouco, estava melhor agora que Minho havia esquecido aquele peso enorme nas costas dele, mas ele mesmo ainda sentia um pouco mais agora. Talvez porque haviam mais alvos agora.

Ficou sentado no sofá de couro branco em forma de cama e grande que estava no meio de carros que estava consertando e lanternando, olhava para uma foto dele e de Felix, tinham tirado quando chegaram ali. Outra com Minho que foi quando conheceram o mais novo e ele lhes ajudou a se adaptar ali, emprestando o Koenigsegg para corridas e ganhar um pouco para se sustentar ali.

Eram tempos engraçados e divertidos, mas uma coisa ainda não deixava ele muito feliz. Sentia falta de Woojin. Mesmo o Kim escondendo muito dele, entendia o motivo. Ele era parecido com Minho afinal, os mesmos motivos. Mas e se tirasse esses segredos, o Kim seria verdadeiro com ele sobre gostar dele? Queria que sim.

No meio daquela escuridão de uma garagem fechada e apenas com o ar quente ligado e os pingos de chuva fazendo eco no teto, ele ouviu o som de motor. O Charger branco estava ali, o motor dele é desligado e o silêncio volta a reinar al dentro.

Chan engoliu o seco e o nó na garganta quando viu Woojin sair de dentro dele. Estava de preto branco, um boné cobrindo maior parte de seu rosto. Seus olhos estavam cobertos, mas levantou a aba ao chegar mais perto do Bang. Nem precisou chegar muito perto, o mais novo foi até ele.

Pode ter sido um pouco estranho no começo, mas Chan queria ver ele de novo já que haviam se evitado no hospital. Levantou mais a acaba do boné até tirar, agora jogou os fios castanhos para atrás até ter a visão de seu rosto. – Veio ficar... ou dizer desculpe pra ir de novo...?

Sorriu um pouco. – Eu não vou mais a lugar nenhum – depois disso as ações do Kim foram objetivas. Suas mãos grandes foram à cintura do baixinho e o puxaram para mais perto e Chan não queria mais enrolar tanto, passou os braços ao redor do pescoço do mais velho e o arrastou para um beijo.

Sem demora, sem permissões, a língua do Bang estrava e explorava a do mais velho e este deixava, sorria no meio e mordia o lábio inferior do loiro. As mãos que antes estavam no pescoço agora estavam nas costas, apertando com os dedos e as mãos que estavam na cintura de Chan apertavam ali também. Aos poucos davam passos para trás até bater na borda do sofá.

Woojin caiu por cima, mas sem separar o beijo de modo algum. Se separaram por falta de ar e voltaram em seguida, o tempo todo era assim, uma dança de provocações e risos enquanto tudo ficava mais quente naquele espaço, e não era culpa do ar condicionado. 

Um sorriso apareceu nos lábios do Woo quando sentiu uma das mãos pequenas de Chan no cinto de sua calça. – Tem certeza?

Chan? Ele também estava sorrindo. – Cansei de enrolar, eu quero você, hyung...



Notas Finais


Deixo vcs no desejo por hoje ✌️

Bye


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