História Weakness - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bottom!jungkook, Bts, Jihope, Jikook, Sadfic, Top!jimin, Yoonkook
Visualizações 138
Palavras 2.295
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu ia soltar esse capítulo amanhã, mas sou bastante ansiosa e n aguentei :')

BOA LEITURA <3

Capítulo 2 - Recomeço


O dia parecia que não seria um dia produtivo, assim como todos os outros. Você continuou repetindo essa atitude repudiante de retornar tarde, entretanto, eu conseguia notar que algo estava diferente, até que você não conseguiu mais evitar e finalmente resolveu contar. 

Eu me senti tão abatido...

Ao ouvir sua notícia de que viajaria a negócios para o Japão, minhas pernas bambearam de uma forma que eu vi que necessitava de algum apoio. Meus olhos esquentaram, eu já não via seu rosto com nitidez, estava tudo borrado.

Desabei ali mesmo, em meu porto seguro, em seus braços firmes, apertei ansioso sua vestimenta social de sempre ao mesmo tempo em que a molhava com minhas lágrimas grossas, com medo de que você sumisse ali mesmo. Estamos colados um ao outro, mas ainda me pergunto o motivo de eu me sentir tão longe de te entender, tão longe de você. É torturante e acaba me enfraquecendo cada vez mais.

Não consegue ver?!

Eu, por mais incrível que pareça, já não admito, de forma alguma, imaginar minha vida sem ti ao meu lado. 

Não vivo longe de você, eu sobrevivo.

Meus olhos não suportavam mais a quantidade de líquido que escapava enquanto eu arrumava suas malas com lentidão. Você não pode me deixar desta forma, sei que é pelo trabalho e confio nisso, mas não acha melhor ficar aqui, fortalecer nossa relação e me dar aquele carinho que tanto amo?

No aeroporto, nossas vozes não saíam, estávamos sentados um ao lado do outro, aguardando sua vez de entrar na sala de embarque. Meu rosto se encontrava em uma coloração avermelhada, meu nariz principalmente, não parei de fungar, não estava um dos melhores, mas não tinha o que fazer sobre.

Eu apoiava meu cotovelo no braço da cadeira e descansava minha cabeça na mão, espiando você de canto, enquanto falava com alguém ao celular. Seu semblante contraído, parecia prestar atenção às palavras que lhe proferiam do outro lado da linha. Nesses momentos eu me perdia em seus detalhes.

Fitava seus lábios cheios e rosados, os quais eu adorava encher de beijos – não que eu não goste atualmente –, seus olhos acastanhados e inquietos que agora estavam concentrados em fitar algum ponto fixo, a pele levemente amorenada de seu pescoço, onde seu pomo de adão subia e descia calmamente a cada sílaba dita. 

Nunca assumi abertamente, mas confesso que adoro os piercings e os brincos prateados brilhantes de argola em sua orelha direita. Me fazia sentir jovem, me fazia recordar de quando éramos adolescentes irresponsáveis e de mal com a vida, tendo crises existenciais a cada cinco minutos. Você havia me dito que estava pensando em furar a orelha, mas na época, recordo que eu sempre colocava um pé atrás nessa situação. Isso nunca lhe fez desistir do que realmente queria, uma semana depois você apareceu me contando que realmente havia feito.

Não fiquei bravo, amor, nunca seria capaz disso verdadeiramente. Acabei me acostumando e até passei a brincar e puxar as argolinhas com minha língua e dentes de vez em quando. Me apeguei tanto que também acabei fazendo alguns furos. Lembro que você tinha adorado como os brincos caíam em mim, disse que eu ficava com um ar mais sensual e parecia mais ousado, um verdadeiro adolescente revoltado.

Sorri com minhas recordações, não sei se para você são, mas digo-lhe que para mim são bastante valiosas, como um verdadeiro tesouro, e as guardarei até onde minha saúde mental permitir. 

Mesmo perdido em minhas memórias, consegui acordar do transe ao escutar perfeitamente a voz feminina robótica tradicional dos auto-falantes chamando-lhe para entrar na sala de embarque. Ah meu amor, não se preocupe com meus olhos inundados, é comum hoje em dia.

Tchau, Jeongguk. Volto daqui a uma semana, se cuida. — Foram essas palavras que saíram de sua garganta de um modo arrastado. Parecia que você estava cansado. Sem demorar muito, ficamos de pé, um em frente ao outro.

Meu olhar se fixava no seu, seus olhos pequenos não esboçavam muitas emoções, mas eu sabia o quanto você desejava nunca ter se levantado da cama. Saiba que também estive rezando para que desistisse e que voltássemos para casa, para que eu sentisse você, que eu sorrisse, ao menos por míseros dez segundos.

Engoli seco, não conseguindo mais retesar minha tristeza que almejava sair de dentro de minha alma em forma de lágrimas. Avancei, abraçando seu pescoço e escondendo meu rosto ali por alguns minutos, aspirando meu cheiro preferido... seu perfume. Estou molhando o tecido de seus ombros continuamente, espero que realmente não se importe. Deixei um beijo longo ali e tremi ao sentir suas mãos nem tão grandes me acariciando as costas em forma de conforto. 

Afastei meu corpo de leve, apenas para checar suas feições aparentemente sentidas, espero que essa mínima tristeza seja por estar me deixando sozinho. Só não quero que sinta pena de mim, sabe que não gosto disso.

Foi segurando as laterais de seu rosto, com um beijo em seus belos lábios que me despedi de forma definitiva. Colei nossas testas e funguei uma última vez, eu tinha que te deixar ir mesmo?

Eu te amo, meu anjo, nunca esqueça disso. Tudo bem? — Procurei uma resposta em seus olhos, mas eles não quiseram falar. Um suspiro largou de sua boca.

Tá, Kook, vai ficar lotado lá, tenho que ir. Fique bem. — Foi em um piscar de olhos, você se esticando minimamente para deixar um rápido selar por entre minha franja negra, seus passos apressados até a sala de embarque enquanto checava seu relógio de pulso. Naquela hora eu procurei mentalizar ali os momentos quando saíamos do colégio e você me deixava no portão de meu condomínio, onde assistia sua figura se afastando lentamente no horizonte com as mãos nos bolsos da calça.

Você vai voltar, você sempre volta, e eu aguardarei impacientemente por isso, amor.

Suspirei e esfreguei meu nariz, tentando dissipar o incômodo breve que me acometeu. Retornando para casa em um táxi, apoiei minha cabeça na janela fria enquanto uma música um tanto melancólica ressoava em minha mente. 

Eu já sentia sua maldita falta.

Minha mão solitária apertava o couro bem hidratado daquele banco, eu ansiava encontrar sua mão ali perto, para que eu pudesse me sentir seguro, me sentir querido. 

O taxista me perguntava as vezes em quais ruas ele deveria entrar e eu apenas o guiava, alongando meu caminho para casa e guardando os atalhos para mim mesmo. Não suportaria ficar em nosso apartamento sabendo que você não estaria lá. Ficaria sem você durante uma infinita semana, sabe o quanto machuca?

Mas não se preocupe, vou ficar bem.

Taehyung? — Procurei não soar falho naquela ligação. Segurei o choro e molhei os lábios. — Posso te buscar em sua casa? Preciso me distrair e você é o único que pode me ajudar.

Sim, um de meus melhores amigos, Kim Taehyung, foi um dos responsáveis por tentar me animar. Infelizmente, eram apenas tentativas, tentativas vagas. Me animar naquela situação era complicado, eu até abria um sorriso mentiroso de vez em quando, era o máximo que eu conseguia oferecer naquele momento delicado. Só Deus sabe quantas vezes fui obrigado a escutar meus amigos falando o quanto você é um babaca sem coração, cafajeste, cretino, canalha, infiel e traidor. Insistiam em dizer que a felicidade que vivíamos antes do noivado nunca mais voltaria à tona, que você não me ama de verdade.

Eu sei que é mentira. 

Me diga que é mentira, eu imploro.

O fato de você me trair nem é tão relevante quanto imaginam, não é algo no qual eu já não tenha refletido sobre. Eu só preciso de você e não da porra do seu suposto amante, só fique ao meu lado e eu ficarei mais do que satisfeito. É difícil compreender?!

Fique calmo, meu bem, isso são águas passadas. Hoje, me encontro em casa novamente, com você ao meu lado, nem tão sóbrio como eu desejava. Esses dias foram difíceis de aturar, você passou a beber compulsivamente, além de ainda continuar a retornar em casa em horários absurdos. Lágrimas ansiavam em cair quando eu fitava seu rosto cansado, sentia o cheiro do álcool, que escapava por cada poro de seu corpo.

 

Poxa, não cansa de me deixar preocupado? Olhe para mim, Jimin, olhe em meus olhos pelo menos uma vez!

Não cansou de me machucar dessa forma? Parece que ainda não. 

Andei percebendo, na verdade, sempre percebi que você só pensa em si mesmo, eu é que não queria confessar. Não, não estou reclamando. Você está aqui, ao meu lado, não tenho motivos para reclamar, está de bom tamanho. 

Ainda ouço constantemente por parte de meus amigos que você não me merece, não vale meia moeda e o relacionamento no qual vivo não é decente. A exaustão em dizer que você me faz bem está me consumindo, eles não acreditam no fato de que no fundo você me faz bem só por ser você. Queria que estivesse acordado para ouvir o que tenho a falar.

Seu corpo desleixado na cama, não aguento vê-lo assim, desconfortável. Te levantei com o maior cuidado, me fiz de apoio até chegarmos ao banheiro, onde me dispus a te dar um banho, olhar por ti, te por sob meus cuidados. Você resmungava sonolento, acordar que é bom... nada. Mas eu entendo, meu bem, quero que durma, recupere suas forças, volte a sorrir. 

Lhe vesti em uma roupa confortável para dormir e deitei-lhe na cama de casal. Abri um sorriso ao te ver limpinho e senti seu bom cheiro uma última vez. 

Suspirei pesado, eu te amo tanto, mas me sinto perdido, não sinto sua mão sobre a minha, apertando-a e me guiando nesse caminho turbulento que é o nosso noivado. Era meu sonho adolescente te colocar uma aliança dourada e te chamar de meu marido pelo resto de nossas vidas, ter filhos adoráveis nos chamando de pais, vê-los crescerem e serem pessoas de valor nesse vasto mundo. Quero viajar o planeta ao seu lado, quem sabe até o universo todo, envelhecer contigo sempre me pareceu uma meta já confirmada. 

 

Por que agora isso me parece tão utópico? Por que esses sonhos estão sumindo?

 

Me responda...

 

Afago seus cabelos escuros bagunçados e contorno sua feições tão belas com a ponta de meus dedos, lembro-me de que eu nunca pensei que te teria ao meu lado, você era o sonho de todos, o tal garoto tachado de perfeito e inalcançável, que seria conquistado pela garota ideal. 

 

Você não tinha que ter ficado comigo, querido.

 

Eu te amo muito mesmo, por isso estou fazendo isso...

 

Procuro em silêncio uma mala comportada, em que caiba tudo o que eu achar necessário. Pode parecer clichê, muito clichê, até ridículo, mas não é você, não é sua culpa, nunca é você, sou eu. 

Preciso pensar mais um pouco, esfriar a cabeça e fazer parar essas engrenagens de minha mente que insiste em te culpar, em querer te deixar à mercê da crueldade mundo afora, em querer te deixar se afogando nas próprias lágrimas, na solidão, na culpa, em querer te abandonar. 

 

Não quero te abandonar.

 

Uma lágrima teimosa escorria por meu rosto e eu fiz questão de secá-la com as costas de minha mão. Eu suava em antecipação, me doía como o inferno fazer tal coisa, mas eu não tinha escolha. Cada passo eu sentia que pisava em pontas das mais afiadas facas existentes, cada passo uma lágrima escorria, mais lâminas fincavam, cortavam meus pés por dentro e por fora. 

No elevador, uma senhorinha simpática me olhava preocupada.

Não chore, meu jovem, pode parecer o fim de tudo, mas acredite, nunca é. — Ela tocou gentilmente meu ombro com suas pequenas mãos enrugadas. — O amor é um abismo sem fundo, depois que nos jogamos nesse abismo é praticamente impossível parar de cair, parar de amar. Não há fim.

É tão... maçante.

Fique calmo, cair se torna tão normal que você acaba esquecendo, vira uma rotina, mas veja, você apenas esquece que está caindo, você não para de cair. Necessita de um paraquedas.

O que faço para ativar meu paraquedas? — Resolvi entrar em sua metáfora.

Seu paraquedas é aquele que te sustenta, que te faz sentir seguro. Aquele que te distrai. Cair sem nada para se segurar é sufocante, não acha? — Consegui rir com ela por alguns instantes. Mesmo que eu apenas o tenha feito por educação. — Em outras palavras, querido, seu paraquedas é suas amizades... ou quem sabe um novo companheiro. 

Ela parecia me conhecer, nos conhecer, afinal, nossas brigas não ocorriam em volume mudo. O barulho característico avisando-nos de que havíamos chegado no térreo nos tirou de nossa conversa sobre o amor. Eu havia me identificado um pouco com suas palavras. Cair sem nada é sufocante, amar é sufocante, te amar é sufocante. 

 

Está na hora de eu ativar meu paraquedas?

 

Com uma mão em meu bolso, mexia nos poucos wons que eu havia pego justamente para conseguir um ônibus e ir atrás de meu paraquedas. Ainda não consigo parar de pensar em você, me sinto tão morto.

Foi uma trajetória nem tão curta e nem tão longa de nosso apartamento até o apartamento de Taehyung. Lembra dele? Aquele meu amigo que divide o espaço com Kim Namjoon. Eles me acolheram de braços abertos e eu não podia estar mais aliviado.

Tae e Namjoon ficavam em cima de mim, faziam o máximo para não me deixarem no tédio e me permitirem lembrar de você. Mal sabiam eles que eu lembrava de ti a todo minuto. Por uns momentos, me esforcei a me divertir com eles, mas ao vê-los sorrindo juntos... eu lembrava de nós, do quanto você adorava me fazer gargalhar, tanto com cócegas indevidas ou com piadas infames.

 

Ainda que pareça impossível, sonho no dia em que voltaremos a sorrir, como nos velhos tempos.


Notas Finais


Gente eu to com um medo de vcs acharem confuso, mas enfim, Jungkook é difícil de entender mesmo e vida q segue rs

ATÉ O PRÓX CAP \o


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...