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História Wedding Night - Capítulo 1


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Notas do Autor


Hello, já fazem alguns bons anos desde a última vez que eu publiquei alguma história nesse site, mas hoje eu resolvi publicar algumas histórias soltas que eu acumulei no meu computador durante esse tempo.

Antes de qualquer coisa, tenho alguns avisos/notas pra falar sobre essa história:

— Essa é uma au dos Marotos, mais especificamente do Sirius e Remus (Wolfstar) do universo de Harry Potter, não é uma história mágica;
— O conteúdo dessa fic é sexual e gay, se você se sente desconfortável com descrição de cenas de sexo, não leia;
— Essa au foi ideia de uma amiga minha, eu adorei e tive que escrever, muito obrigada Paola, você é massa;
— Caso tenha algum erro gramatical, ignore ou me avise, os tempos passam, mas eu ainda sou preguiçosa quanto a betagem de capítulos.

É isto, boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Wedding Night - Capítulo 1 - Capítulo Único

Sirius está somente na sua quinta taça de vinho, mas já sente os efeitos que a bebida alcoólica de uva é capaz de produzir em seu corpo: o relaxamento dos seus músculos e um calor inexplicável por baixo de suas vestes — se formos levar em consideração o fato de que era janeiro e janeiro é exatamente o pico do inverno londrino. 

Black já havia se desfeito do paletó preto de seu smoking, o colete igualmente preto estava com todos os seus botões abertos e a gravata borboleta de um vermelho marsala estava desfeita e aberta sob o colarinho da blusa social branca. Sirius odiava usar roupas sociais, o faziam lembrar da sua infância e do costume ultrapassado de sua família em utilizar roupas formais o tempo inteiro, mas hoje era uma ocasião muito — mas muito mesmo — especial. 

O casamento de James e Lily não era um marco especial somente para James Potter, era também para Sirius que teve que suportar o seu melhor amigo falar sobre aquela garota desde o segundo ano do internato e, principalmente, aguentar pelos próximos seis anos James falhar inúmeras vezes em suas tentativas infelizes de convencer Lily Evans (agora Potter), de que ele era sua alma gêmea tal qual ela era a dele. E, embora fosse doloroso de ver tantos foras da ruiva em seu amigo, Sirius não poderia negar que era até que divertido assistir a tudo aquilo. 

Sirius estava agora mesmo encarando James e Lily no meio da pista de dança em meio a sorrisos felizes e beijos apaixonados. James já estava com as vestes igualmente às de Sirius, o paletó cinza de seu smoking agora estava sob uma cadeira, a gravata estava desfeita e as mangas da sua blusa social estavam erguidas até os cotovelos. Por outro lado, Lily permanecia impecável desde o fim da cerimônia, ainda vestia o mesmo vestido branco longo que, ao ver de Sirius, não deveria ser nada confortável e dançava como se não estivesse posta sobre um salto enorme abaixo de todo aquele pano, a única coisa que havia sido retirada dali era o seu véu. 

Sirius Black sorriu genuinamente quando levava a sua taça novamente aos seus lábios. Ele não poderia ficar mais feliz pelo casamento de Lily e James.

Mas embora Lily e James fossem os personagens principais desse evento, não era bem deles que Sirius não conseguia tirar os seus olhos durante a noite toda. Era nele...

Remus Lupin. 

Professor da escola primária de Saint Mary, estudante de mestrado em Letras na mesma faculdade de Sirius, padrinho e melhor amigo de Lily Evans e também o tremendo gostoso que Sirius Black tem um verdadeiro abismo desde que o conheceu há cerca de dois anos atrás. 

Não é exagero algum dizer que o calor que o vinho produzira no corpo de Sirius aumentou quando os seus olhos cinzentos cruzaram com os olhos âmbares do loiro há alguns metros distância dele, e, muito menos que seu coração disparou descontroladamente no segundo que os lábios avermelhados e convidativos do loiro comprimiram-se um sorriso ladino antes de desviar os olhos do dele.

Isso era muito incomum, pensou, será que ter ilusões estava entrando na lista de efeitos colaterais do álcool no sangue de Sirius?

Remus, embora fosse, sem hipérboles, um grande gostoso na cabeça de Sirius, ele limitava-se em manter a sua atração física pelo homem consideravelmente mais alto somente em sua cabeça. Isso porque, apesar de admira-lo, não somente por sua beleza, como também por sua inteligência notável, o santo de Sirius e de Remus simplesmente pareciam não se bater desde que se conheceram de uma maneira não muito agradável, durante uma festa do primeiro ano de alunos do mestrado em que Sirius tropeçou e derramou vinho tinto nas calças brancas de Remus, que, por sua vez, não aceitou nenhuma das inúmeras desculpas vindas de Black. 

Foi um choque e tanto para eles dois dias depois serem devidamente apresentados por Lily e James que estavam empolgados em apresentar seus melhores amigos e que tiveram todas as suas expectativas frustradas quando uma infantil troca de farpas sobre vinho, calça e exagero de bebida, começou a ser deferida entre Sirius e Remus. Felizmente, eles não se viram muito depois daquilo, alguns encontros na faculdade, mas sequer um cumprimento e pouquíssimas vezes em alguma festa que Lily e James arrastavam, mas nunca forçando que os dois conversassem ou tentassem virar amigos ou algo do tipo. 

Como muitos caras que Sirius já teve algum tipo de queda, a que ele sentiu por Remus quando o viu pela primeira vez diminuiu aos poucos até que ela tornou-se quase inexistente e poderia — e deveria — ter continuado assim se, James não houvesse pedido Lily em casamento e ambos tornassem Remus e Sirius seus padrinhos, forçando-os a se ver com mais frequência, convidando-os para jantares e ensaios de casamento e apresentando meio que sem querer um pouco da intimidade um do outro. 

Sirius odiava admitir, mas apenas há algumas horas ver Remus vestido naquele smoking escuro e alinhado, com seu cabelo loiro organizado nos mais mínimos detalhes e um enorme sorriso de orelha à orelha em seus lábios, fez seus pensamentos mais insanos despertarem e uma vontade insana de colocar todas as mãos naquele homem. 

É óbvio que Sirius ainda detestava Remus e o achava idiota e um enorme de um almofadinhas, mas ele também gostaria de desfazer ele de todas aquelas vestes e passar a língua por todo o seu corpo pois, definitivamente, uma coisa não tinha nada a ver com a outra. 

– Você vai acabar despindo ele só com o olhar. - a voz sussurrada de Marlene pegou Sirius tão de surpresa que ele sobressaltou. 

– Santo Deus, Marlene! - exasperou-se Black, levando a mão livre para o peito onde seu coração permanecia em ritmos acelerados.

A loira riu e logo comprimiu os lábios dando um tapinha gentil no ombro de Sirius. Marlene passou a mão no seu vestido vermelho marsala, igualmente a gravata de Sirius. Ela estava linda em seu vestido de madrinha de James.

– Eu não sei do que você está falando. - Sirius ponderou, girando suas orbes cinzentas e direcionando seu olhar para qualquer lugar que não fosse Marlene ou Remus. 

– Ora, me faça o favor, Sirius Black. Não pense que você foi muito discreto em secar Remus a noite inteira, principalmente no altar. 

Sirius engoliu a seco, embora não quisesse, seu olhar pairou novamente em Remus; ele ainda usava todas as peças de suas vestes formais, ele dançava alegremente com a namorada de Marlene, Dorcas Meadowes que também usava um vestido vermelho marsala por ser madrinha de Lily. 

– Não sei do que você está falando. - insistiu. 

Sirius levou a sua taça novamente aos seus lábios e terminou de beber o vinho, voltando a sua atenção para a loira alguns centímetros mais baixa com um sorriso convencido em seus lábios.

– Se te serve de consolo, ele também não tirou os olhos de você desde então. - Marlene disse baixo, quase que como um sussurro e então saiu, deixando Sirius sozinho novamente. 

Black afastou seus lábios surpreso com a fala de Marlene. Ele realmente estava olhando para ele? Com certeza não, ele provavelmente teria percebido.

Quando Sirius ergueu seus olhos em direção à Remus novamente, sentiu sua garganta fechar ao vislumbrar Lupin olhando-o fixamente, não se sentindo intimidado ou desafiado à desviar o seu olhar quando Sirius encontrou o seu olhar. 

Dorcas sussurrou algo no ouvido de Remus e mesmo com essa distração, ele ainda tinha ambos os olhos fixos em Sirius. Ele sorriu e nesse momento Sirius não sabia dizer se era por algo que Dorcas sussurrou em seu ouvido ou se era para ele, mas, de qualquer forma, um arrepio varreu pela nuca de Sirius de qualquer forma. 

Ele queria desviar o olhar, já conseguia sentir fortes rubores se formar em suas bochechas. Gostava de acreditar que era somente o efeito do vinho, mas Sirius não era bobo de tentar enganar a sua própria cabeça com obviedades estampadas bem na sua cara. 

– Não é assim Fred! - um resmungo infantil tomou a atenção de Sirius.

Black girou os seus calcanhares e ergueu suas sobrancelhas ouvindo pequenos burburinhos vindos de baixo da mesa coberta por um pano branco. Ele sorriu minimamente, sabendo exatamente do que e de quem se tratava — quer dizer, ele não sabia EXATAMENTE bem de quem se tratava.

Sirius abaixou-se à altura da mesa e ergueu o pano rapidamente recebendo olhares aflitos de Fred e George Weasley que foram pegos de surpresa com as mãos recheadas de bombinhas que eles sequer tentaram esconder, era tarde demais. 

– O que pensam que estão fazendo? - Sirius indagou, apossando-se de um falso tom de uma bronca. 

– Bem... Nós estávamos... - Fred (ou seria George?) tentou uma formular uma explicação, mas o branco pareceu apossar-se de sua cabeça.

– Fred-. - Sirius começou, mas fora interrompido. 

– George. - o garoto corrigiu. 

Sirius revirou os olhos, ele sempre cometia esse erro, mas era culpa dele, os garotos de 8 anos eram gêmeos idênticos, ele acreditava que nem mesmo os seus pais soubessem exatamente quem era quem.

– Certo. George... E Fred. - direcionou o olhar para o outro ruivo que não parecia tão assustado quanto o irmão, na verdade até pairava a sombra de um sorriso em seus lábios finos. – Esse não é um bom lugar para bombinhas. Sabe onde é um bom lugar? Próximo da banda, tem microfones lá, isso vai aumentar a frequência do barulho das bombinhas e causar um pânico ainda maior. - os olhos dos garotos brilharam, Sirius piscou para os dois. – Dicas de um maroto. - murmurou.

Os garotos olhavam admirados para Sirius e enormes sorrisos estamparam seus rostos sardentos e logo os garotos abandonaram a mesa e seguiram para executar o plano que Sirius havia lhe aconselhado. 

– Eu vejo de quem James conseguia tantas ideias criativas para suas pegadinhas no internato, como Lily me informou. 

Sirius virou-se num sobressalto, seu peso cedeu sobre seus calcanhares e seus joelhos encontraram o chão. Black ergueu os seus olhos e encontrou os de Remus encarando-o curioso de cima. Não que fosse incomum, visto que Sirius era consideravelmente mais baixo, mas ajoelhado diante de si, era realmente muito mais de cima. 

– Você já ouviu falar que é pecado se ajoelhar sem propósitos? - Remus murmurou, um sorriso divertido brotando em seus lábios. – Ajoelhou tem que rezar, Black. 

Sirius entreabriu os seus lábios chocado e um calor familiar passou por todo o seu corpo e um nó formou-se em sua garganta. Ele não conseguiu raciocinar muito rápido, pois permanecera de joelhos por algum tempo até descer o seu olhar e dar de cara com o quadril de Remus e um volume significativo sobre as suas calças e que Deus perdoe Sirius, mas ele não hesitaria de uma boa oportunidade de rezar bem ali. 

A risada baixa de Remus invadiu os sentidos auditivos de Sirius, sua mão grande parou a sua frente e mesmo hesitante, Sirius a tocou e logo sentiu o impulso de ser puxado para cima o fazer levantar. Seus olhos encontraram o de Remus e sua atenção desviou-se para as orbes âmbares e o sorriso que até então não havia abandonado o maldito rosto perfeito desse bastardo.

Sirius não se lembra de tê-lo visto sorrir tanto, pelo menos, não para ele.

Mas eis a questão, ele estava sorrindo para ele ou estava sorrindo dele?

– Por que você está falando comigo, afinal? - o tom de voz de Sirius soou rude e ele queria que soasse assim mesmo. 

O fato de estar tremendo por baixo daquelas vestes e da sua mente estar divagando sobre ajoelhar-se e pagar um boquete para aquele homem, não alterava a sua antipatia particular por ele. 

Remus avaliou Sirius por alguns instantes, seu sorriso não vacilou e tão pouco seu olhar. Seus dentes rasparam cuidadosamente os seus lábios avermelhados e ele torceu minimamente o seu nariz, movendo muito delicadamente as sardas de um marrom clarinho, quase imperceptível na sua pele alva. 

– Não tenho a intenção de ficar em uma guerra infinita com você, Black. - Remus respondeu e Sirius travou uma guerra com ele mesmo onde seus pensamentos discutiam entre si se o tom de Remus era soberbo ou extremamente sexy ao pronunciar o sobrenome dele. – Nossos melhores amigos estão casados e eu acho que... - Remus deu uma pausa, lambeu os seus lábios e tomou um gole até generoso do uísque em suas mãos. – Acho que seria muito mais interessante se nós tentássemos nos entender, sim? 

Sirius inspirou um ar que ele sequer havia lembrado de ter aspirado. Sentia-se totalmente desconcertado com a fala de Remus e definitivamente se odiaria se tivesse que admitir ou demonstrar aquilo para ele.

– E você acha que é uma boa ideia tentar se aproximar de mim com uma metáfora sobre sexo oral? - Sirius devolveu, sem nenhuma papas na língua.

Remus riu, uma risada real com sons emitidos. Sirius provavelmente também nunca o viu fazer isso antes, e então ele começou a criar em sua própria cabeça uma lista dos efeitos colaterais do álcool no organismo de Lupin, tal qual ele sempre fazia com ele mesmo. 

– Eu não estava fazendo uma metáfora, Black. Eu falava literalmente sobre rezar. - Remus disse naturalmente. Sirius preparou-se para rir. – Eu sou católico. - e essa foi sua deixa.

Sirius riu gostosamente ao ponto de levar sua mão para a sua boca afim de abafar um pouco da risada.

– Ora, óbvio que você é. - ele riu mais um pouco, mas Lupin, embora mantivesse um sorriso em seus lábios, não riu de volta, pelo contrário, seu semblante era firme e sério. Sirius parou de rir imediatamente. – Espera, você está falando sério?

Remus deu de ombros e assentiu num balanço de cabeça. 

Sirius engoliu a seco quando rubores fortes queimaram nas suas bochechas, ele não conseguia se lembrar da última vez que havia se sentindo tão envergonhado em toda a sua vida.

– Puta que pariu. - Sirius xingou, no mesmo instante um garçom passou com novas taças de vinho da qual Sirius apressou-se em puxar uma para si e beber toda o líquido de uma vez. – Me desculpa. - após alguns minutos, finalmente disse algo. – Eu estava só brincando, eu...

Remus mordeu os lábios e tocou a mão de Sirius que segurava a taça de vinho bem rente ao seu corpo. Sirius não sabia como reagir ao toque de Remus, mas ele até que gostava.

– Calma Black, está tudo bem. - o loiro o tranquilizou. 

Sirius abriu seus lábios e moveu sua língua prestes a responder algo, mas fora interrompido pela voz grave de James aproximando-se dele por trás de Lupin.

– Sirius, você... - James parou no meio da frase se dar conta de quem estava conversando com seu amigo. 

Seus olhos castanhos pairaram nas mãos de Remus e Sirius se tocando, foi instantâneo que ambos se afastassem rapidamente ao se darem conta de que o toque não havia sido quebrado. 

– Lupin? - James indagou, complementando o enorme ponto de interrogação que se formou em seu semblante. – E Sirius? Uou, está tudo bem por aqui? - o olhar de Potter pairou entre Remus e Sirius.

– Hm, sim. - Sirius foi quem respondeu. – Eu e o Lupin estávamos conversando sobre... - ele olhou para Remus, não entendeu bem o porque ele estava hesitando ou por quais razões estava procurando algum tipo de apoio no olhar do loiro. – Estávamos conversando sobre deixarmos nossas diferenças de lado por vocês. - Remus assentiu, aparentemente orgulhoso da escolha de palavras de Sirius.

– Por nós? - James voltou a questionar.

Sirius voltou a olhar para o seu amigo e assentiu, voltando a respirar mais tranquilamente.

Afinal, o que diabos está acontecendo?

– Sim, você e a Lily. - foi a vez de Remus ajudar. – Nós sabemos o quanto essa pequena picuinha entre Sirius e eu pode ser desconfortável para vocês dois. E Lily é como uma irmã para mim, como Sirius é um irmão para você e acho que isso faz de nós praticamente uma família. - Remus abriu um enorme sorriso empolgado.

Sirius e James franziram a sua testa desconfiados. Muito provavelmente ambos estavam se questionando o quanto de uísque e vinho Lupin tivera consumido essa noite. 

– Tudo bem. Eu agradeço, isso é realmente importante para nós. - James falou um tanto quanto intrigado. – Mas, Sirius? - chamou novamente.

– Sim?

– Você poderia me ajudar a pegar alguns vinhos na adega? Os vinhos do bar estão quase acabando e nós não queremos que a festa acabe tão já, não é? 

James esfregou suas mãos animado, rodou seus olhos pelo seu jardim ornamentado e as diversas pessoas dançando na pista de dança montada bem ao centro. 

Foi bonito de ver como seus olhos brilharam ainda mais quando pairaram sobre a sua linda noiva, divertindo-se com seus pais e amigos.

– Sim, claro. Você quer ir agora? - Sirius chamou-o de volta para a realidade.

– Sim, não posso demorar. Lily me falou que não é muito gentil o noivo sumir da própria festa.

Sirius riu da empolgação de seu amigo e assentiu, pronto para acompanhá-lo até a adega de sua casa, quando fora interrompido pela voz rouca e firme de Remus:

– Sabe de uma coisa, fique. Eu vou com ele. - Remus arregalou sutilmente os seus olhos, pareceu ter se dado conta do que disse. Sirius e James encaravam-o igualmente surpresos. – Bem, a Lily tem razão. Não é gentil sumir na sua festa de casamento. Eu vou com o Sirius.

James dividiu seu olhar desconfiado entre Sirius e Remus. Sua mente era uma grande incógnita para aqueles dois e possivelmente até para ele mesmo.

– Eu acho que tudo bem. - respondeu um pouco de contragosto. – Tudo bem para você Sirius? 

Black sentiu seu coração disparar e sua mão suar sobre o vidro da taça em suas mãos. Rapidamente ele se recompôs e tentou dar o seu melhor sorriso afim de esconder a sua hesitação de se afastar dos demais juntamente com Remus em seu encalço.

– Ora, vamos... Eu não vou te matar. - Remus brincou, rindo.

– Idiota. - Black revirou os olhos, mas não foi verdadeiramente ofensivo. – É, tudo bem. Fique tranquilo James, se eu morrer, ao menos você sabe quem foi. 

James riu, negando com um balanço de cabeça.

– Valeu, vocês são incríveis. Os melhores padrinhos que poderíamos ter.

– Somos mesmo. - Remus e Sirius responderam em uníssono, isso assustou até eles mesmos.

James torceu o nariz e soltou uma risada nasalada antes de se afastar, deixando Remus e Sirius parcialmente sozinhos. 

– Bem... - Remus começou, olhando em todas as direções, exceto para Sirius. – Vamos então?

– É, vamos. 

Sirius lambeu os seus lábios e deu à mesa mais próxima uma nova taça suja para a sua decoração.

A cerimônia e a festa de casamento ocorreram na mansão da família Potter. Não era exagero dizer que Sirius conhecia aquela casa tanto quanto conhecia a sua própria casa, tendo passado aqui, muitos verões e natais com a família Potter e até morado durante uma temporada após ter sido expulso de casa e deserdado de sua própria família. 

Essa deveria, mas não era, uma memória triste para Sirius. Na realidade, sair da casa dos Black, independente da forma que ocorreu, foi um tremendo alívio para ele na época e se havia algum arrependimento sobre esse fato no coração de Sirius, era de não ter o feito tão anteriormente. 

Remus andava pelo medos dois passos atrás de Sirius apenas seguindo-o pelos corredores da enorme casa. Um silêncio até que confortável pairava por eles dois, apenas abafado da música e dos convidados do lado de fora era ouvido por ambos. 

Sirius chegou até a cozinha, direcionando-se para a porta que anteriormente fora o porão que ele e James planejavam algumas das inúmeras travessuras que eles executavam em Hogwarts. Foram realmente bons anos aqueles no internato. Ele abriu a porta e tateou a parede ao lado de dentro para ligar as luzes de baixo e não foi nenhuma surpresa para ele quando a luz que se acendeu estava fraca e inconstante, piscando algumas vezes. Anotou mentalmente de avisar James ou Fleamont sobre isso. 

Black desceu as escadas de madeira e ouviu o ranger dos sapatos de Remus logo atrás dele chocando-se também contra as madeiras no olho. Quando estava alcançando o último degrau, quase se assustou com a batida forte da porta acima e do grito assustado de Remus logo atrás dele.

Ele riu, embora estivesse uma péssima iluminação, ficou claro a palidez que atingiu o rosto do homem atrás de si.

– Calma Lupin, essa porta faz isso mesmo. - tranquilizou-o. 

– Inferno. - Remus praguejou, olhou para trás onde a porta agora encontrava-se fechada e então voltou a olhar para Sirius. 

– Está tudo bem. - Sirius garantiu, Remus assentiu. 

O moreno desceu os últimos degraus da escada e já via as inúmeras prateleiras dos mais variados tipos de vinho. 

– Você acha que devemos levar quantos? - Sirius questionou, passando pela enorme mesa de madeira no centro do porão e se aproximando da prateleira recheada de garrafas de vinhos deitadas. – E quais? - sua mão alcançou seu queixo e parou ali, pensativo.

Remus não respondeu, o silêncio era ainda maior agora, Sirius só conseguia ouvir o som da sua própria respiração. 

– Remus? - chamou-o, mas não obteve respostas. – Remus, você... 

Sirius estava pronto para girar os seus calcanhares e virar-se para chamar a atenção do loiro, mas fora interrompido quando o corpo de Remus chocou-se contra as suas costas e ambas as mãos grandes e firmes dele se fecharam na sua cintura, enviando respostas automáticas para o seu corpo, arrepiando-o e tornando trêmulo dedutivamente contra a sua vontade.

– Remus, o que você está... - a voz de Sirius tremeu, ele não teve como evitar.

Seus olhos fecharam-se no segundo em que os lábios de Remus tocaram o seu pescoço livre, as mãos na sua cintura se apertaram ainda mais firmemente e os quadris de Remus se chocaram contra as nádegas firmes de Sirius, revelando para ele uma ereção nada sútil sob as suas calças. 

– Eu não quero te forçar à nada. - Remus sussurrou no ouvido de Sirius, o moreno pendeu a cabeça para trás e manteve seus olhos fechados enquanto o loiro explorava todos os seus sentidos. – Mas já faz um bom tempo desde que eu tenho fantasiado sobre como seria te comer. - Sirius gemeu com a simples menção suja de Remus, sua mente trabalhou automaticamente na imaginação disso. – Não me entenda a mal Black... Eu sou muito controlado, mas te ver nessas roupas tão formais, mas principalmente ver você se desfazer delas... - Sirius interrompeu a fala de Remus ao forçar seus quadris para trás e pressionar desavergonhadamente a ereção de Lupin.

Sirius se virou em movimentos rápidos e suas mãos atingiram em cheio a nuca de Lupin e seus lábios pressionaram-se rudemente contra os dele em um beijo acelerado e um pouco desesperado. A língua de Remus tinha gosto de uísque e o sabor parecia perfeito combinado ao vinho da boca de Sirius. 

As mãos de Remus subiram na cintura de Sirius e começaram a desabotoar com extrema habilidade e precisão, enquanto que as de Sirius trataram de retirar o blazer do smoking de Remus e abrir os botões grossos do colete. Remus sorriu entre o beijo quando acabou mais rápido do que o esperado o seu trabalho de desabotoar a camisa de Sirius. 

O beijo foi interrompido por Lupin, ele afastou seu rosto do de Sirius e aguardou que Black abrisse seus olhos, quando Sirius o fez, quase sentiu necessidade de rosnar para o olhar quente de Remus. Já sentia os efeitos do olhar e do toque de Remus em seu corpo, abaixo do seu ventre, com o incômodo da sua própria ereção presa por tantas peças. 

A mão de Remus tocou o queixo de Sirius, subindo delicadamente pelos seus lábios entreabertos e inchados. O seu dedão massageou cuidadosamente os lábios de Sirius, que, por sua vez, limitou-se a encarar fixamente o rosto de Lupin, sentindo um tesão absurdo percorrer todo o seu corpo. 

– Você mencionou algo sobre me comer, sim? - Sirius questionou. Sua voz soou baixa, como um sussurro, embora estivessem sozinhos e muito distante das outras pessoas, ele não havia necessidade alguma de aumentar o tom de voz devido à proximidade de ambos os corpos. 

– Sim, eu mencionei. - Lupin respondeu no mesmo tom, sem desviar os olhos de seus dedos circulando os lábios de Sirius.

– E o que faz pensar que eu sou aquele que dá e não aquele que come? - Sirius indagou, a voz recheada de desafio.

Remus ergueu seus olhos para encarar os cinzentos de Sirius. Seu semblante era sério e nada vacilante, mais uma vez, ele pareceu avaliar todo o rosto de Sirius, até os mínimos detalhes. Ele empurrou o corpo de Black com nenhuma delicadeza, mas de uma forma que o machuque contra a estante de vinhos, quando as costas de Sirius se chocaram contra o vidro, a mão direita de Remus fechou-se como um colar em sua garganta e apertou ali o suficiente para manter Sirius no lugar, mas não parar a sua respiração.

– Eu não sei Sirius. - ele sussurrou contra os seus lábios. Sirius sentiu suas pernas fraquejarem e sua excitação dobrar a cada aperto que Lupin dava em seu pescoço. Ele amava aquilo, definitivamente. – Você é?

A cabeça de Sirius embaralhou-se toda e não encontrou nenhuma resposta. A mão livre de Remus encontrou a sua nádega e o loiro pressionou o seu corpo contra o de Sirius, forçando ambas as ereções e pela frente, as costas de Sirius contra o vidro e a nádega do mis baixo firmemente em seus dedos. 

– Vamos Sirius, eu preciso de respostas. - Remus sussurrou, rende aos lábios de Sirius que gemeu em resposta.

– Você é um bastardo, Lupin. - resmungou. Remus apertou seus dedos em sua garganta a procura da resposta adequada, o aperto levava ondas intensas de excitação por todo o corpo de Sirius. – Por Deus... Não, eu não sou. Eu... por favor, faz o que quiser comigo. - Remus sorriu, extremamente satisfeito da resposta de Sirius.

O aperto na garganta de Sirius afrouxou, Remus afastou seu corpo do dele, mas manteve uma proximidade considerável. Seus lábios foram selados muito rapidamente e suas mãos, todas elas, foram retiradas de todas e quaisquer partes do corpo de Sirius. 

– Ajoelha. - Remus mandou. Sirius piscou pesadamente por baixo dos cílios e por alguns instantes não fez nada. – Ajoelha agora, Black. - Lupin voltou a repetir, ainda mais firmemente. 

Sirius obedeceu depois que Remus deu mais um passo para trás, dando a ele espaço o suficiente para se ajoelhar sem dificuldades, mas não muito a ponto de afastá-los totalmente. Lupin sorriu satisfeito, olhando para Sirius de cima era como ter uma visão incrível do paraíso. 

– Você é um bom garoto, Sirius Black. - seus dedos enfiaram-se entre os fios negros, grossos e longos do homem ajoelhado à sua frente. – Você tem algo para amarrar? Eu não quero que nada nos atrapalhe. 

Sirius lambeu seus lábios e devolveu o sorriso sacana confirmando silenciosamente. Black retirou a sua camisa desabotoada de seu corpo e ouviu o arfar de Remus e por não retirar seus olhos do dele, pode ver suas íris claras escurecerem de luxúria e encararem curiosas as tatuagens que marcavam a sua pele.  Quando enfim se livrou da camisa, Sirius ergueu suas mãos no seus cabelos, juntando o máximo de fios e amarrando-os em um coque rápido e desajustado que, na opinião de Lupin, deixou o moreno ainda mais delicioso. 

Remus desabotoou a própria camisa e se desfez dela, dando a camisa, o colete e a gravata os mesmos destinos: o chão. Sirius quase teve o instinto de toca-lo quando o abdômen de Remus tornou-se visível e toda aquele conjunto de músculos ficou bem rente aos seus olhos, tornando-o quente e necessitado. 

As mãos de Remus logo ganharam a atenção de Sirius quando o som do zíper abaixando invadiu os seus ouvidos. Seus olhos cinzentos pairaram imediatamente nas mãos do loiro, tornando-o ainda mais ansioso para aquilo que estava abaixo daquelas vestes. Ele poderia facilmente se sentir um idiota por estar salivando nos movimentos lentos de Lupin. 

– Você quer tanto isso, não quer? - Remus provocou, parando todos os seus movimentos. Sirius assentiu. – Com palavras Sirius, eu quero que me responda com palavras, o tempo todo.

– S-Sim. Eu quero. - respondeu vacilante.

Remus abaixou as suas calças mediante a resposta de Sirius. O moreno deixou seu queixo cair e sua respiração parar por alguns instantes quando o membro petrificado, rosado por toda a sua extensão e perfeitamente grande e grosso de Remus Lupin se projetou bem na sua frente, exatamente na altura dos seus lábios. 

Remus afastou-se um pouco para que Sirius não colocasse a sua boca lá tão já, os dedos de sua mão direita se fecharam no seu próprio membro e começaram a dar a ele uma massagem leve e sútil que ganharam toda a atenção de Sirius. O homem ajoelhado voltou a respirar, sua língua mais uma vez passou por seus lábios e seu coração batia forte no seu peito, ele sabia bem que só poderia fazer algo mediante o pedido (ou melhor dizendo, mandamento) de Lupin, mas havia um instinto canino gritando em sua cabeça implorando para que ele lambesse Remus por completo. 

– Eu não vou mandar você fazer nada, Sirius. - Remus retirou Sirius de suas próprias divagações. O mesmo levantou sua cabeça e olhou para Remus com os olhos claros arregalados. – Eu quero que você peça. - Remus esclareceu, olhando-o sobre os seus cílios grossos. 

– Você quer o que...

– Sim, quero. - Remus lambeu os seus lábios e sorriu, o sorriso mais sacana que Sirius se lembra de ter visto por toda a sua vida. 

– Eu não vou. - Sirius respondeu simplesmente e se sentou sobre os seus calcanhares. – Definitivamente eu não vou... 

Sirius calou-se no segundo que a mão esquerda de Remus fechou-se no coque quase solto do seu cabelo e puxou-o firmemente para trás. Sirius engoliu a seco quando o pênis de Remus foi colocado a frente do seu rosto, estava levemente úmido de pré-gozo, ele definitivamente daria tudo para passar a sua língua ali e poderia, estava tão próximo que era só colocar a língua para fora que alcançaria o seu objetivo. 

Mas ele queria mais, muito mais. 

– Você não quer desperdiçar um orgasmo meu, quer Sirius? - Remus falou, a voz arrastada, mas firme. Sua mão ainda deslizava no seu pau em um movimento constante e lento. – Eu estou tão duro que poderia gozar só me tocando e me tocar olhando pra você tão necessitado assim é ainda mais excitante. 

Remus mordeu os seus lábios, os olhos de Sirius fixaram-se no seu pênis e mais precisamente na sua mão trabalhando ali. Ele queria tanto tocar com as suas mãos, mas queria mais ainda toca-li com a sua boca.

– Remus. - Sirius choramingou. Lupin puxou o seu cabelo, devolvendo a distância do rosto de Sirius do seu pênis. – Por favor. - a voz de Sirius soou como um gemido. Sua boca salivava tanto que ele engolia uma quantidade excessiva de saliva. 

– Por favor o que, Sirius? - Remus brincou, ele estava claramente se divertindo. Sirius não respondeu, Remus intensificou as bombeadas que deferia em seu próprio pênis.

Sirius resmungou, muito alto, como uma criança mimada sendo negada o seu brinquedo favorito. Ou a sua mamadeira favorita. 

– Porra, Lupin. - praguejou. Ele respirou fundo, sua respiração descompassada não o ajudava a se concentrar. – Remus. - Lupin murmurou um “hm” incentivando-o a continuar. Sirius engoliu um pouco mais de saliva. – Por favor, me deixe chupar o seu pau. 

As palavras saíram da boca de Sirius sem que ele sequer percebesse. Ele certamente se sentiria constrangido quando se lembrasse disso mais tarde, mas agora isso sequer passava pela sua cabeça.

– Me diga porque eu deveria fazer isso, Black. - provocou Lupin. 

– Porque eu sou muito bom. - Sirius respondeu de imediato, sem precisar pensar ou tomar coragem. – Eu sou realmente muito bom. Me deixe te mostrar, deixa eu te mostrar o quanto a minha boca é excelente. - Black sorriu malicioso para Remus, adotando uma postura muito segura e decidida. – Eu tenho certeza absoluta que ninguém nunca chupou o seu pau como eu sou capaz de fazer. 

Foi a vez de Remus prender a respiração por alguns segundos. A visão de Sirius ajoelhado aos seus pés, não somente implorando para chupar o seu pau, mas garantindo à ele a sua própria eficiência nisso, poderiam fazer Remus gozar ali e agora, sem sequer ser tocado. 

Mas ele não o faria, reuniria toda as suas forças e aproveitaria até o último segundo. Ele não esperou tanto tempo por uma oportunidade de foder com Sirius Black para desperdiça-la tão rapidamente. 

– Chupa. - Remus finalmente cedeu e antes que Sirius fizesse alguma coisa, ele acrescentou: – Sem as mãos.

Sirius sorriu empolgado.

– Como se eu precisasse disso. 

O aperto no cabelo de Sirius foi afrouxado e Sirius quebrou toda a maldita distância que existe entre os seus lábios e o pau de Lupin. Sua língua deslizou pela glande, limpando o membro do pré-gozo transparente, permitindo a Sirius finalmente sentir o gosto de Remus e por Deus... Ele tinha um gosto maravilhoso. 

Sem precisar de instruções ou de pedidos, Sirius abraçou o pau de Remus com os seus lábios e deslizou a sua língua pelo comprimento muito lentamente, disparando arrepios por todo o corpo de Remus. As mãos do loiro voltaram a se fechar no punhado de cabelos negros, enquanto que a outra era espalmada no vidro atrás de Sirius para lhe dar apoio. 

A boca de Sirius parecia ter sido feita exatamente para acomodar o pênis de Remus, pois este movia a sua cabeça para frente, deslizando Lupin para dentro de sua boca, realizando sucções prazeirosas e muito precisas que arrancavam suspiros e gemidos entrecortados de Lupin. 

Não demorou muito para que os movimentos de Sirius se acelerassem e tornassem mais intensos. Lupin já não realizava nenhum tipo de pressão nos cabelos de Black, mas manteve a mão ali, enquanto o moreno comandava todo o movimento e o engolia tão profundamente que atingia a sua garganta e o seu nariz batia no ventre do outro. 

Sirius levantou o seu olhar e gostou muito de encontrar os olhos de Remus fixados aos seus. A partir dali ele resolveu levar aquele homem à loucura olhando profundamente nos seus olhos. 

Retirou sua boca do pau de Lupin e deslizou a sua língua generosamente por todo o comprimento. Sirius voltou a sua boca para engoli-lo, dessa vez, Remus não se conteve e passou a mover os seus quadris ajudando a foder a boca de Sirius e arrancando dele suspiros muito pesados e alguns espasmos. 

Sirius queria muito que Remus gozasse na sua boca, mas aparentemente essa não era a vontade do loiro. 

Remus puxou os cabelos de Sirius e afastou os seus lábios do seu pau, os olhos âmbares agora estavam sombrios e a respiração do homem de pé era ofegante e muito acelerada. 

– Não, assim não. - Remus protestou. 

Suas mãos envolveram os braços de Sirius e fizeram-o se levantar. Remus envolveu seus lábios nos de Sirius e beijou o mais baixo com uma precisão enorme e os sentidos a flor da pele.

Sirius afundou suas mãos nos cabelos de Remus e deixou que o loiro o guiasse até a mesa há poucos metros de onde eles estavam. Quando suas coxas bateram na madeira, o barulho de uma garrafa sendo colocada sobre a mesa se tornou audível e as mãos de Lupin puxaram Sirius pelas coxas colocando-o sentado sobre a mesa.

Quando os lábios de Sirius se afastaram dos de Lupin, ele não pode evitar a curiosidade de olhar para a garrafa de vinho recém colocada ali. 

– Da onde você tirou isso? - Sirius questionou, intrigado.

Remus riu e beijou os lábios de Sirius retirando alguns fios soltos de seu cabelo.

– Nós estamos em uma adega. - informou, como se fosse óbvio e de fato era, haviam vinhos em todas as paredes e de fácil acesso. – Agora, eu acho que nós temos uma história com vinho, não acha?

Sirius umedeceu os seus lábios e direcionou o seu olhar para as mãos de Remus que desceram deliberadamente pelo seu dorso nu até alcançarem o botão e o zíper da sua calça de alfaiataria. 

– Nós temos? - Sirius questionou, concentrado.

Suas mãos apoiaram nos ombros de Lupin quando as mãos do loiro afundaram no cós da calça e da sua cueca, Sirius ergueu seus quadris para permitir que Remus passasse aqueles pedaços de pano pelas suas pernas com maior facilidade. E foi quase um alívio para ele quando seu pênis saltou para fora de todo aquele aperto e muito mais aliviado quando a mão de Remus, agora livre, passou a acariciar o seu comprimento para cima e para baixo. 

– Sim, temos. - seus lábios foram pressionados. 

Remus puxou para si a garrafa de vinho novamente, e sem cortar o seu contato visual ou o da sua mão no pau de Sirius, ele levou a garrafa à sua boca, prendendo a rolha com os dentes e puxando para abrir o mesmo.

– Merda. - Sirius gemeu, pois um choque de excitação vasculhou o seu corpo incapaz de processar a imagem de Remus abrindo aquele vinho com a boca. 

– Se eu me lembro bem, a primeira vez que nos vimos você derramou uma quantidade bem generosa de vinho em mim, sim? - Remus comentou, assistindo o corpo de Sirius responder a cada vez que sua mão se apertava no estímulo do seu pau. 

– Ah, sim... - Sirius engoliu a seco, seus quadris erguiam-se involuntariamente, afim de muito mais daquilo que Lupin estava lhe oferecendo. 

– Eu acho que é minha vez de retribuir. 

Sirius abriu os seus lábios para questionar, mas fora impedido quando seu corpo fora pressionado para se deitar sobre a mesa, apoiando-se sobre os cotovelos. Lupin derramou uma quantidade generosa do líquido alcoólico no abdômen de Sirius e sem nenhuma demora, afundou-se ali, lambendo toda a extensão da barriga de Black recheada de tatuagens. 

O líquido se espalhou rapidamente e desceu em direção à virilha de Sirius, Remus não demorou a acompanhar. O gosto do vinho misturado ao gosto salgado da pele de Sirius Black eram sabores que Remus certamente poderia se viciar. 

Alguns chupões foram dados pelo corpo de Sirius a medida que Remus abaixava para acompanhar o líquido que se espalhou por ali. Sua mão voltou a acolher o pênis de Sirius, mas logo ela foi acompanhada pela sua boca que abocanhou Sirius sem avisos prévios ou enrolações. Ele não era maior do que Remus, mas certamente não ficava atrás no que se dizia respeito a sua grossura. 

Sirius fechou os seus olhos e jogou a sua cabeça para trás enquanto gemia descaradamente a medida que Lupin engolia o seu pau por completo. Ele mal podia acreditar em sua própria sorte. 

As mãos de Sirius se fecharam nos cabelos claros de Lupin, o apertou incentivou ao outro a chupar ainda mais forte e fundo. 

– Puta que pariu. - Sirius xingou.

Seus quadris se ergueram com uma certa dificuldade devido a posição, ele queria tanto foder a boca de Lupin, queria estar ao máximo lá dentro, ele se sentia incrível. Ele queria mais, ele queria muito mais. Queria foder a boca de Lupin e queria que Lupin o fodesse de todas as maneiras inimagináveis possível. Sirius não conseguia se lembrar a última vez que ele quis tanto se afundar e sentir ser afundado por alguém. 

E como se lesse os pensamentos de Sirius, Remus retirou sua boca de seu pênis, fazendo com que Sirius abrisse seus olhos e direcionasse olhares pedidos e suplicantes pra ele, mas logo entendesse do que se tratava quando visualizou dois dedos enfiados na boca do loiro, umidificando-os. Sirius sorriu de ansiedade e excitação. 

Remus voltou sua boca para o pênis recém abandonado de Sirius, acompanhado disso, seus dois dedos colocaram-se entre as nádegas dele e circularam a sua entrada antes de deslizar para dentro dele os dois dedos de uma vez. Sirius gemeu alto, muito mais alto do que ele desejava, mas nenhum deles se importou. Lupin passou a sugar generosamente o membro de Sirius quando começou movimentos calmos com os seus dedos, a procura do ponto de prazer de Sirius ali. 

A boca de Remus abandonou o pênis de Sirius, mas a sua língua não abandonou o seu corpo. Enquanto enfiava seus dedos lentamente para dentro de Sirius, Remus lambia os resquícios de vinho da pele do moreno.

– Remus. - o nome de Remus soou como um gemido na boca de Sirius. Seus quadris ondulavam e se pressionavam contra os dedos do rapaz. – Por favor, Remus. - Sirius choramingou. 

Remus ergueu seus olhos para encarar Sirius que se contorcia abaixo dele. Foi inevitável não sorrir do estado caótico que o outro se encontrava com a sua língua percorrendo o seu corpo e os dedos de Remus estimulando por dentro.

– Por favor? O que você quer dizer Sirius? - Remus provocou, incentivando o outro a dizer tudo o que queria.

Os dedos de Remus aceleraram no interior de Sirius, o moreno remexia seus quadris em busca de muito mais daquele contato e principalmente na busca incessante para atingir o seu ponto mais fraco lá dentro, mas, embora os dedos de Remus conseguissem encostar em sua próstata, Sirius precisava de muito mais. 

– Por favor, me fode. 

– Eu estou fodendo você, Sirius. - Remus brincou, lambeu o baixo ventre de Sirius deixou ali um novo chupão.

– Porra, não. - Sirius xingou, tentando empurrar ainda mais contra os dedos de Sirius.

– Não? - Remus parou os movimentos com os seus dedos e encarou Sirius com o falso semblante de ofendido. – Estou dando tudo de mim e você me diz isso?

Sirius rosnou, ele talvez nunca quisesse socar tanto alguém quando queria agora.

– Remus Lupin, você é um grande cretino. - a voz de Sirius era cheia de tesão e raiva, tudo acumulado. 

Remus, que parecia se divertir com a insolência de Sirius, retirou os seus dedos lentamente de dentro de Sirius e apoiou uma de suas mãos sobre a mesa, do lado do rosto de Sirius. Seu corpo desceu alguns centímetros e seus olhos eram fixos no do moreno abaixo de si, ele levou os dois dedos que antes estiveram dentro de Sirius para a sua boca e provou o gosto do outro com muito afinco. 

Sirius podia sentir a respiração de Remus batendo contra o seu rosto, estava quente, assim como o corpo nu deles dois. 

– Eu odeio você. - Sirius cuspiu as palavras.

– Odeia? - Remus questionou ao retirar os dedos da sua boca, a mão voltou para baixo, mas não para tocar Sirius, seus dedos fecharam novamente ao redor de seu pau da qual ele voltou a punhetas muito sutilmente. – Eu acredito que não. - sussurrou muito próximo dos lábios de Sirius. 

– Remus... - Sirius choramingou de novo, suas mãos apoiaram nos ombros desnudos de Remus. 

– Eu estou aqui Sirius. Você pode me pedir o que você quiser.

Lupin levou o seu pênis para entrada de Sirius, mas não forçou para entrar, ele apenas pincelou ali e se divertiu com as reações ansiosas de Sirius. 

– Pede. - insistiu. 

– Seu grande cretino. - Sirius praguejou, mas deu-se por vencido: – Por tudo que há de mais sagrado, Lupin! Me fode, me fode logo. Enfia esse...

Sirius não teve tempo de terminar a sua fala, Remus invadiu o seu corpo sem avisos prévios, fazendo Black arquear as suas costas e gemer ainda mais alto. 

Aquilo doeu como o inferno, mas foi a dor mais prazeirosa e aguardada de toda a vida de Sirius Black. 

Remus parou os seus quadris quando seu pau estava todo dentro de Sirius, ele não se moveu, embora tenha feito uma entrada abrupta, ele não queria machucar Sirius então deu a ele o tempo necessário para se acostumar com o corpo estranho dentro de si, mas mesmo parado, era delicioso estar daquela forma, sentindo Sirius se contrair ao redor do seu pau. 

– Pode ir. - Sirius deu a permissão necessária. 

Suas pernas abraçaram a cintura de Remus, este levantou o seu tronco para conseguir se movimentar melhor. Seus quadris passaram a se mover muito lentamente, sentir Sirius se contrair ao redor de si não fazia nada bem ao juízo de Remus, mas ele estava controlado para não se empolgar demais. Sirius apertou ainda mais suas pernas ao redor da cintura de Remus, fazendo-o entrar ainda mais fundo e pegando Lupin de surpresa.

– Você está com pena, Lupin? - Remus parou todos os seus movimentos para encarar o rosto de Sirius. Ele estava uma desordem completa, mas era uma desordem deliciosa.

– Como? - Remus entendeu da primeira vez, mas resolveu questionar uma segunda vez.

– Eu perguntei se você está com pena. - Sirius repetiu, apertando ainda mais suas pernas na cintura de Lupin e movimentando seus quadris sutilmente em busca do atrito que Remus interrompera.

Remus segurou firmemente nos quadris de Sirius e puxou-o violentamente contra o seu corpo fazendo com que seu pau entrasse por completo e a bunda de Sirius se chocasse contra os seus quadris. Black arfou pesadamente, mordendo seus lábios com agressividade e uma falsa inocência em seu olhar. 

– Eu ia pegar leve por ser a nossa primeira vez Black, mas pelo que vejo você não é um bom menino, afinal. - Sirius sorriu, um sorriso sacana e safado. 

Remus retirou-se por completo de dentro de Black e puxou-o sem qualquer sutileza de cima da mesa, em movimentos rápidos, o corpo de Sirius foi virado de frente para mesa e de costas para Lupin. Não demorou muito até que ele estivesse novamente dentro de Sirius que, agora, possuía ambas as mãos espalmadas na mesa. Remus voltou uma mão para a garganta de Sirius e a outra para os seus quadris, apertou ambas as mãos afim de manter Black o mais preso possível. 

Sem avisos prévios, Remus moveu os seus quadris e passou a estocar violentamente para dentro de Sirius, provando estrondos altos dos seus corpos se chocando que preenchiam as paredes do porão mal iluminado. 

Sirius pendeu a cabeça para trás, sua boca encontrava-se entreaberta e seus lábios liberavam ruídos prazeirosas que, com toda certeza, se Remus não estivesse apertando a sua garganta, agora seria gemidos que fariam companhia ao barulho seus corpo. 

– Então você gosta assim, sim? - Remus sussurrou no ouvido de Sirius, arrancando um arfar pesado do outro. – Eu quero te ouvir gemer. - informou. 

Remus soltou o aperto no pescoço de Sirius e empurrou as suas costas de modo que Sirius agora estivesse com seu dorso deitado sobre a mesa. Remus, que investia pesado e sem pausa, aproveitou a sua mão livre para deferir um tapa forte e estalado em uma das nádegas de Sirius que arqueou as suas costas e gemeu gostosamente. 

Essa mesma mão, Remus enfiou todos os dedos entre os cabelos desgrenhados de Sirius, apertando e puxando os fios negros para trás, dando a ele ainda mais apoio e liberdade para socar sem dó para dentro de Sirius. 

Sirius poderia estar tomando uma das maiores surras de pau que ele poderia se lembrar ter tomado nos últimos anos, mas isso não o impediu de procurar ainda mais por aquele contato bruto e agressivo quando passou a ondular seus quadris afim de devolver a Remus parte da loucura que o loiro estava o deixando. 

– Puta que pariu. - foi a vez de Remus gemer, apertando ainda mais suas mãos no corpo de Sirius. 

Remus puxou Sirius pelo cabelo, fazendo-o levantar novamente da mesa, pressionando as suas costas contra o seu peito, enquanto permanecia o ritmo forte e rápido nas investidas contra o corpo de Sirius. Com a nova posição, Remus lambeu e chupou o pescoço de Sirius, sem se importar com as marcas facilmente fixadas em sua pele extremamente clara... Embora não quisesse admitir, Remus tinha a intenção de marcá-lo essa noite, de deixar Sirius pensar sobre essa transa pelas próximas semanas. 

– Remus... - Sirius gemeu, sua mão direcionou ao seu próprio pau, mas Remus foi rápido em segurar a sua mão e espalmar ela contra a mesa. 

– Não. - outro tapa foi deferido na outra nádega de Sirius. – Você queria que eu te fodesse sem dó, não queria? Então você vai gozar assim, sem tocar no seu pau... - Remus mordeu os ombro de Sirius, um arrepio forte varreu o corpo dos dois.

E não que isso fosse ser muito difícil. 

Remus não somente investia pesadamente contra o corpo de Sirius, como socava sem pausas a sua próstata já inchada. Sirius sentia o seu saco pesado abaixo do seu pau negligenciado, sabia que a combinação do pau de Remus na sua próstata e duas bombeadas em seu pênis seriam o suficiente para fazê-lo se derramar ali, mas ele não poderia e embora doesse não acelerar a sua liberação, era extremamente prazeroso. 

Sirius grudou as suas costas novamente no peito de Remus, sua mão foi para trás e fechou-se nos fios claros do homem atrás do seu corpo. Seus olhos se fecharam e seus gemidos já não eram nada contidos e ele sequer conseguia temer ou imaginar que alguém lá de cima pudesse ouvir. A respiração de Remus no seu pescoço era enlouquecedora. Ele definitivamente não se sentia tão bem, tão preenchido há muito, muito tempo. 

– Remus, eu es-tou... - a voz entrecortada de Sirius surtiu como um incentivo para Remus. Suas mãos arranharam a nuca do loiro enquanto utilizavam dali como um apoio para que em não despencassem. 

– Sim, sim. Vamos lá, Black. Venha para mim, goza pra mim.

Remus aproveitou-se de sua altura para olhar o pau de Sirius balançando devido as suas estocadas. Ele queria ver tudo, queria ver o momento exato em que Sirius iria se desmanchar completamente sobre a mesa e felizmente, não demorou tanto assim...

Sirius gozou violentamente, espalhando uma quantidade significativa de gozo espesso e branco sobre a mesa enquanto seu corpo tremia sobre o corpo de Remus e suas mãos apertavam o pescoço do homem mais alto em busca de todo apoio possível. 

Diferente do que pensou, depois de gozar, Sirius não parou os estímulos que dava ao pau de Remus enterrado no seu interior, muito pelo contrário, as ondulações dos seus quadris tornaram-se ainda mais intensas quando os espasmos trêmulos abandonaram o seu corpo. Remus desceu suas mãos para os seus quadris e permaneceu investindo pesado ali dentro.

Era quente e apertado, o pau de Remus sentia-se realmente acolhido. 

– Você quer que eu goze aonde? - Remus questionou, a respiração arfante e os dedos firmes na carne macia de Sirius. 

– Exatamente onde você está. - Sirius respondeu sem inibições, a voz ainda fraca e atrapalhada por gemidos. – Quero que goze dentro de mim. Eu quero me sentir preenchido por você. 

E isso foi como o mais sensacional incentivo para o ápice de Remus. Ambas as mãos apoiaram nos quadris de Sirius, seus próprios quadris investiram mais algumas vezes contra os de Black e logo Remus sentiu seu pênis lutar por espaço no buraco apertado de Sirius com o seu gozo espesso tomando todos os espaços. 

Mesmo que de contragosto, Remus saiu de dentro de Sirius e afastou os seus corpos. Sirius espalmou as mãos sobre a mesa e apoiou todo o seu peso ali, enquanto que Remus deu alguns passos para trás e apoiou as suas costas no vidro da estante logo atrás de si. 

A visão de Sirius curvado sobre a mesa, suas nádegas vermelhas e formando vergões exatamente do tamanho das mãos de Remus foram a imagem da perdição para ele, mas se tornou ainda pior quando o recém injetado líquido branco de Remus passou a escorrer por dentre as pernas de Sirius. 

– Porra. - Lupin murmurou com sua respiração tão ofegante que seu peito subia e descia pesadamente. 

Ele fechou os seus olhos e equilibrou os seu peso entre os seus pés, afim de não cair devido às reações pós orgasmo que seu corpo emitia.

– Pobre Lupin, você está tão sujo. - Sirius observou, arrancando uma risada desajeitada de Remus. 

– Você acha é... - a fala de Remus foi interrompida por ele mesmo quando abriu os seus olhos e deu de cara com Sirius se ajoelhando bem na sua frente. – O que você está fazendo? - questionou intrigado.

– Ajudando você a se limpar.

 E pedir permissão Sirius envolveu o pau meio duro de Remus em seus lábios, arrancando um gemido estalado do loiro devido a sensibilidade do local. Remus levou a sua mão aos cabelos de Sirius e acariciou ali enquanto assistia o moreno engolir o seu comprimento sem qualquer dificuldade, espalhando sua língua por todos os cantos afim de retirar o máximo possível de resquícios do seu sêmen dali. 

O boquete não durou muito, mas foi o suficiente para Remus confirmar o que já havia sido dito anteriormente: ele realmente nunca tinha sido tão bem chupado em toda a sua vida como fora essa noite. 

– Obrigada. - foi a única coisa que Remus conseguiu pensar.

Sirius riu e balançou os seus ombros.

– Há qualquer hora. 

 

 

Em sua cabeça, Sirius rabiscou a nota feita anteriormente sobre avisar à Fleamont e James sobre a luz falhada da adega de vinhos. O local cheirava intensamente a sexo e porra e ele definitivamente não gostaria que James e muito menos Fleamont soubesse que ele havia dado como uma perfeita vagabunda em sua mesa. 

Mas, por outro lado, Sirius também não pretendia avisar, pois a luz falhada criava uma penumbra extremamente excitante naquele ambiente e principalmente sob o corpo de Remus que o fazia querer atirar aquele loiro novamente de volta à mesa e o força-lo a lhe comer incessantemente até às seis da manhã. 

– Remus, que horas são? - Sirius perguntou por pura curiosidade. Ele não tinha ideia de quanto tempo eles estavam naquele porão e provavelmente já era tarde demais para levar os vinhos pedidos por James. 

Remus puxou o seu celular do bolso da sua calça e ao acender o aparelho em suas mãos, seus olhos se arregalaram assustados com quanto tempo eles haviam passado ali.

– Caralho, são quatro horas da manhã. A gente tá aqui desde uma hora.

– Como assim? - Black desceu de cima da mesa que estivera sentado desde que se vestiu para vislumbrar Lupin se cobrindo. Ele caminhou até Remus e confirmou com seus próprios olhos o horário. – Puta merda. Eles devem estar preocupados com a gente. 

– James sabe onde nós estaríamos. - Remus devolveu, devolvendo o celular ao seu bolso. – Eu acho que eles sequer se lembram da gente. 

– Era pra gente levar os vinhos. - Sirius ponderou, definitivamente ele não gostava da ideia de ser esquecido. 

– Bem, eu acho que agora é um pouco tarde. - Remus riu do semblante decepcionado de Sirius. – Pare de ser tão narcisista Black. Eu acabei de te comer e te dar uma goza sensacional, eu espero que no mínimo você não fique com essa cara. 

Rubores automaticamente passaram a se formar nas bochechas de Sirius e ele engasgou com a própria saliva diante da fala tão intensa de Remus. 

– Santo Deus, Lupin! Você é tão inapropriado. - Sirius acusou, envergonhado. 

Remus riu, umedeceu os seus lábios e chocou seu corpo contra o de Sirius o prendendo novamente contra a parede. 

– Que gracinha, você é tímido, afinal? - Sirius assentiu, arrancando uma risada ainda mais calorosa de Lupin. – Bem, você não parecia tão tímido assim quando estava gemendo o meu nome enquanto eu te fodia. - seus lábios roçaram nos de Sirius que sorriu constrangido. 

– Você é mesmo um lobo selvagem, sem modos e sem alcateia. - Sirius pressionou os seus lábios e espalmou as mãos nos peitos de Remus que apenas sorriu ladino e assentiu com a sua afirmação. – Eu acho melhor a gente subir. Eles podem realmente estar nos procurando e se você continuar se esfregando assim em mim, eu vou ter que te obrigar a... Você sabe...

– Me obrigar a te comer? - Remus ofereceu, Sirius riu, embora os rubores em suas bochechas tornavam-se ainda mais intensos. 

– Por Deus, vamos embora logo, Remus.

Sirius afastou-se de Remus e seguiu para as escadas sentindo seu coração acelerar e uma vontade indescritível de ficar ali e receber tudo e muito mais do que aquele homem tinha a oferecer, mas ele tinha certeza de que teria novas oportunidades para aquilo. 

Antes de acompanhar Sirius, Remus pegou a garrafa de vinho que havia aberto anteriormente para lamber do corpo de Sirius. Ele definitivamente pretendia manter aquele vinho para si, pois ele foi um objeto importante de um dos melhores sexos da sua vida. 

O caminho que Remus e Sirius fizeram fora o mesmo que tinham feito anteriormente há duas horas atrás, entretanto, dessa vez, havia realmente silêncio por toda a casa, não havia nenhum barulho abafado ou coisa do tipo. 

Quando chegaram ao jardim, os dois sorriram instantaneamente ao visualizarem seus dois melhores amigos sozinhos em duas cadeiras no centro do jardim, enquanto alguns funcionários do casamento recolhiam as inúmeras mesas e cadeiras espalhadas para os convidados que, aparentemente, já tinham ido todos embora. 

James usava apenas a sua camisa social e o seu colete, o seu paletó estava debruçado sobre os ombros de Lily e os dois cantavam e riam juntos a música do primeiro beijo deles. Não era uma música romântica, definitivamente não, era uma música sobre prostitutas, drogas e sexo, mas era uma piada interna para eles já que, o beijo não fora planejado e ele ocorreu no dormitório masculino do internato após James ganhar o campeonato de futebol daquele ano. 

– Senhor e senhora Potter, é um prazer vê-los. - Sirius gritou, chamando a atenção dos dois. 

– SIRIUS! - James e Lily gritaram erguendo seus braços.

Definitivamente, eles estava muito, muito bêbados. 

– Você sumiu. - James acusou. – Você deveria ter trago o vinho, mas você sumiu. Sabe, por um segundo, eu pensei que talvez Remus tivesse matado você. Mas eu achei pouco provável que ele pudesse fazer isso, afinal estávamos em um casamento e haviam tantas testemunhas. 

Ele tentou me matar sim, mas foi de foder. — Sirius pensou, mas não disse. 

– Remus? - a ruiva intrometeu-se na conversa, adotando um semblante bêbado e irritado. – Eu estou tão chateada com Remus Lupin. Não posso acreditar que aquele bastardo tenha ido embora no meu casamento e...

– Ei, meu Lírio. - Remus chamou a atenção de Lily, logo atrás de si. 

Nem ela e nem James haviam notado a sua presença ali antes.

– REMUS!  - Lily e James gritaram empolgados, tal como quando gritaram o nome de Sirius. 

Remus riu e abraçou a sua melhor amiga por trás, sem que houvesse necessidade dela se levantar da sua cadeira. Lupin depositou um beijo casto em seus cabelos alaranjados e bagunçados. 

– Onde você estava? - Lily questionou, fixando seus olhos esmeralda em Remus.

– Eu... Hum... - Remus engoliu a seco e olhou para Sirius, este, limitou-se a rir baixinho. – Eu fui buscar vinho, para vocês. - Remus ofereceu a garrafa que estava em suas mãos e Lily prendeu a sua própria respiração. 

– Remus, você é tão bom amigo. - as mãos da garota prenderam o rosto de Remus e forçou-o a abaixar seu rosto para beijar o seu rosto antes de pegar para si a garrafa de suas mãos. – Se você não fosse gay, eu com toda certeza teria me casado com você.

– EI. - James exasperou, ofendido.

– Ora, querido... Relaxe. Em um universo paralelo em que eu me caso com o Remus, você é gay e casado com o Sirius. 

James fez uma careta e tanto ele quanto Sirius fizeram som de nojo.

– Uh, definitivamente não. Se eu sou casado com algum Black em algum universo, certamente é com o Régulus. - James ofereceu, Sirius deu-lhe um tapa em sua cabeça. – Eiiiiii...

– Não fala do meu irmão, Potter. Se você é casado com algum Black em algum universo certamente é com a Bellatrix. 

E então, todos os quatro emitiram o mesmo som de nojo pois a antipatia pela prima de Sirius era um sentimento mútuo que pairava sobre todos os quatro. 

Durante algum tempo, Lily, James, Remus e Sirius conversaram sobre inúmeras coisas e soltaram muitas risadas sobre muitos acontecimentos desse dia. James contou sobre as travessuras dos gêmeos Wesleys e de como a mãe deles, Molly, enlouqueceu com os garotos. 

– Vocês estão muito bêbados. - Remus observou, encarando James e Lily. – Como vocês vão aproveitar a sua noite de núpcias? 

– Bem... - Lily pareceu um pouco pensativa agora, seu olhar caído e cansado direcionou-se para James, este não estava tão diferente quanto ela. – Somos casados agora... Acho que vamos ter tempo o suficiente para transar por tipo, a vida toda sabe? 

Os quatro deram risadas. 

– Oh, sim. E nossa festa de casamento é apenas uma. - James ofereceu a conclusão perfeita do pensamento da sua esposa.  – Bem, de qualquer forma, querida, vamos para os nossos aposentos? - James se levantou e ofereceu o braço para Lily.

– Amém, finalmente. Eu pensei que você nunca iria perguntar. 

A ruiva se levantou com alguma dificuldade e com a ajuda de Sirius para encaixar o seu braço ao redor do braço do seu marido.

– Rapazes. - James os cumprimentou. Remus e Sirius seguravam com muita garra as risadas. – Desejo-lhes boa noite e quero lembra-pelos que amanhã Lily e eu partiremos para a Itália ao meio dia. Caso eu não os veja, muito obrigada por sua colaboração essa noite e vejo-os em duas semanas. 

Remus franziu o seu cenho e quando ia abrir a boca para dizer algo, Sirius balançou a cabeça negativamente e voltou a sorrir para James. 

– Não há de quê. Boa noite senhor e senhora Potter.  - Sirius respondeu, acenando para o casal de noivos que seguiam para dentro de casa voltando a cantarolar a canção de antes. 

– Mas o que diabos foi isso? - Remus questionou quando Lily e James desapareceram do seu campo de visão. 

– Ele sempre fica estranhamente formal quando bebe. - Sirius respondeu, rindo da lembrança de todas as vezes que ele é James ficaram bêbados. – Você quer subir, tomar um banho e dormir comigo? - Sirius questionou com uma naturalidade absurda. 

Remus engasgou com a própria saliva e tossiu repetidas vezes antes de se reestabelecer para encarar o moreno olhando-o sem entender.

– O que disse?

– Eu perguntei se você quer subir e tomar banho. - repetiu, sem a última frase. 

– Não, a última frase.

Sirius abriu a boca e fechou, umedeceu seus lábios e colocou algumas mechas do seu cabelo, agora solto atrás da orelha. Ele sequer havia se dado conta de que tinha falado aquilo.

– Dormir comigo? - desconfiado, ele repetiu. Remus encarou-o durante alguns segundos e aquele olhar pareceu julgatório demais, mais do que Sirius é capaz de suportar, então ele resolveu retirar: – Olha, me desculpa. Você não precisa dormir comigo só por...

– Eu adoraria. - Remus interrompeu-o. Sirius olhou para ele e piscou sob seus cílios. – Eu adoraria dormir com você Sirius. 

– Mesmo? - Black indagou um tanto quanto empolgado, talvez empolgado demais.

Remus riu, assentindo enquanto aproximava seu rosto do rosto de Sirius outra vez aquela noite. 

– Mesmo... Eu acho que é nosso dever honrar uma noite de casamento e entregar aos santos uma noite de núpcias, sim? 

A mão Lupin correu pelos cabelos de Sirius, levando novos fios de cabelo para trás da orelha. Eles dois se olhavam profundamente um nos olhos do outro: os amarelados âmbares e os azuis cinzentos se misturando em um mix de cores repleto de química. 

– Por Deus... Eu adoro suas metáforas católicas safadas. - Sirius murmurou, diminuindo a distância entre eles e colando seus lábios.

Remus riu contra os lábios de Sirius, segurando seu rosto entre as suas mãos. 

– Isso não foi uma metáfora cató... 

– Ora, cale essa boca Lupin! 

E Sirius o puxou para si, calando-o com um beijo.


Notas Finais


Essa e outras oneshots da época dos marotos no Wattpad.

https://www.wattpad.com/1029257252-mischief-managed-•-the-marauder%27s-oneshots-so-you


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