1. Spirit Fanfics >
  2. Welcome to life >
  3. Panic e Toronto EVERRRRRRRRRRRRR

História Welcome to life - Capítulo 40


Escrita por:


Notas do Autor


Olá cadelinhas de Cophine, foi difícil recuperar essa conta e juro que não lembrava nem mais o e-mail cadastrado. Masssss como todo fã de casal lésbico, superamos juntas o drama e seguimos em frente firmes e fortes!

Segue mais um capítulo para vocês!!!!!!!!!!!

Capítulo 40 - Panic e Toronto EVERRRRRRRRRRRRR


 

Naquele momento estava perdida e sem muito o que pensar, ao meu redor apenas o silêncio de meus pensamentos e de minha vida vazia. O que eu poderia esperar do futuro? 

 

Faço alguns movimentos bruscos e sinto uma dor fina em minha perna, carambolas - pensei!

 

Logo fiquei impaciente na banheira e resolvi sair da banheira, era muito difícil sair sem estar 100% curada da minha perna, então tudo se trata de sair lentamente e realizar tudo de forma minuciosa.

 

Sai da banheira com muita cautela, foi difícil confesso mas é o que nós temos para hoje, dor e desgosto! - Rir de mim mesma, pode acreditar!

 

Por fim, saí dessa maldita banheira, logo me segurei nas paredes e fiz um esforço tremendo para alcançar meu roupão.

 

Oh céus, o que diabos fiz para merecer isto? - Suspirei fundo.

 

Fui em direção a penteadeira quando ouvi um barulho, achei estranho inicialmente, quem poderia ser? As empregadas organizando meu quarto, agora? Não!

 

NÃO! De repente fiquei um pouco tonta ao me recordar de que minha mãe estava na fazenda e que ela tinha uma mania terrível de mexer nas minhas coisas. Até aí tudo bem, mas eu deixei minha mala em cima e lá tem algumas recordações de Toronto. Socorro! - Suspirei forte!

 

Imediatamente abrir a porta do box e sai em direção ao quarto, fui tão rápida na ação que esqueci completamente das muletas e dei de cara com a minha mãe revirando as minhas coisas e segurando a minha foto com Cosima.

 

Mãe! –  Ela imediatamente virou de costas.

 

Tão logo ela me olhou um pouco assustada com a minha cena tratando de responder na maior cara de pau possível. 

 

"Eu estava arrumando suas coisas e encontrei essa foto, quem é?" 

 

Eu tinha absoluta certeza de que minha mãe estaria com a foto na mão, tive que agir rápido e evitar o máximo de perguntas possíveis de sua parte, aproveitei para tirar a foto de suas mãos. Ela ficou sem reação com a minha grosseira e a minha tentativa de afastá-la foi por água abaixo. 

 

Mas o que significa isso Delphine? Você está louca? Sabe que não pode soltar essas muletas e para que tanta grosseria em tirar essa foto de minhas mãos? - Questionou-me com as sobrancelhas levantadas e os olhos atentos em minha estranha reação. Evitei contato visual direto e lhe questionei.

 

Porque mexeu nas minhas coisas? Por qual motivo? Você sabe que eu odeio invasão de privacidade!  - Sim, eu estava muito brava e não muito afim de prolongar aquela discussão também, de pronto imediato tomei uma decisão antes mesmo que ela pudesse responder.

 

Mãe por favor, estou muito cansada e minhas duas pernas estão doloridas. Me desculpe por esse alvoroço todo, não estou nos meus melhores dias hoje, sinto muito. - Ela me olhou intensamente e pensativa com a minha reação, cruzou seus braços e balançou a cabeça.

 

O que aconteceu com você? Eu sou sua mãe e tenho direito de saber, te vejo dessa forma e não te reconheço. De fato, você sempre fez o que quis e sempre foi rebelde mas eu não entendo o seu comportamento nos últimos tempos. - Indagou triste. 

 

Tentei afastá-la naquele momento, eu não queria fugir dos meus fantasmas mais, precisava mesmo encará-los e talvez assim poderei seguir em frente. Então me arrastei até a cama, afastei as minhas lembrança de Toronto e disse:

 

Prometo lhe contar, mas prefiro por hora descansar! - Passei a mão em meus cabelos para continuar falando.

Vou contar tudo para a Senhora, mas agora preciso de um tempo, podemos conversar mais tarde? - Respirei fundo.

 

Minha mãe entendeu o recado rápido, ela estava curiosa para saber o que eu teria para contá-la e essa curiosidade lhe deixava disposta a fazer de tudo para que esse momento acontecesse logo. Me ajudou a guardar todas as coisas na mala roxa e colocou no chão, foi gentil e me cobriu como se eu fosse uma garotinha ainda, deslizou suas mãos em meus cabelos e saiu em seguida. 

 

Neste momento pude soltar todo ar preso que existia dentro de mim, acredito que carrego este ar desde que sair de Toronto, foi uma partida difícil e a história que eu vivi lá me marcou de uma forma que não posso explicar. Já se passou tanto tempo e eu ainda continuo deitada no lado esquerdo da cama como se no lado direito fosse o dela e com esses pensamentos pude adormecer.



 

***** (6 meses depois) ****

 

POV Cosima e família. 

 

Toronto EVERRRRRRRRRRRRR

 

Adoro quando chega o verão em Toronto, as pessoas saem por aí felizes e com roupas confortáveis, tem gente que até se arrisca em sair de qualquer jeito, outro dia eu vi um cara pelado, que loucura minha gente. - Felix

 

Felix, meu querido! Eu concordo com você, eu adoro o verão essa é uma das melhores épocas para nós e com certeza eu tenho bons pressentimentos deste verão. - Siobhan

 

Ohhh yeahh!!! Pelo menos nós agora temos uma chance de verdade, saímos daquele muquifo de lanchonete e estamos dentro da Universidade. - Felix respondeu entusiasmado.

 

Voltar para casa era uma mistura de alívio com depressão, eu tenho minha família ao lado e os fantasmas que Delphine deixou em meu quarto. Tenho caminhado muito desde que encontrei um emprego fixo, as viagens me fizeram bem porém é difícil ficar longe da minha família. Bom, não estou trabalhando no emprego dos sonhos, mas estou dando o meu melhor e isto que importa! 

 

Esse é o melhor jeito que encontrei para dizer que minha vida não está uma merda. - Disse sorridente para minha terapeuta Evie.

 

Sim, eu resolvi fazer terapia! 

 

Cosima, preciso que entenda uma coisa muito importante! Tudo em nossa vida existe um propósito de vida, tudo que fazemos de bom ou de ruim tens valor, nada é em vão. Precisamos aprender a ser resiliente e extrair o melhor de nossas experiências. Entende? - Só balancei a cabeça afirmando que sim!

 

Tudo, absolutamente tudo nos ensina, a vida é 100% dividida por 50% cada, 50% de boas experiências, 50% de más experiências e todas elas vão te transformar em um ser humano de valor. E você claro, tem o poder de decidir como será a sua jornada na Terra. - Ela inclinou sua cabeça e apontou para eu. 

 

Protagonista ou vítima? - Respirei tão fundo que senti uma dor no peito.

 

Terapia é um saco, mas sempre que eu saio das sessões fico pensativa no que realmente quero para a minha vida ou para a minha jornada, como diria a terapeuta. E de fato, fico pensando mesmo no que eu posso fazer para mudar minha vida, as vezes me encontro de mãos atadas e sem muito o que fazer. 

 

O interessante da vida é que nós nunca sabemos quando vai começar e quando irá terminar, não dá para ter uma previsão de início, meio e fim. Só dá para viver mesmo e encarar os fatos. Desde que aceitei os conselhos da Camilla e comecei a ouvir atentamente os conselhos de minha mãe, resolvi mesmo que fazer terapia era uma boa. 

 

O que eu fico me perguntando é como a terapia irá me ajudar a consertar os erros do passado, como eu posso mudar um momento? Como a psicóloga e Freud podem explicar que mesmo após 03 anos eu ainda continuo passando pela casa em que Delphine morava para ter um pouco dela comigo? Como podem explicar que eu sinto saudades e que a amo apesar de tanto tempo? 

 

Fiquei parada na frente a casa que desde que Delphine mudou-se para o Quebec encontra-se desocupada e sem vida. 

 

Essa casa tinha mais vida quando você estava aqui, meu amor! - Disse baixinho para mim mesma.

 

Aprender aceitar que os meus demônios sempre estarão comigo é um fato, não posso mudar quem sou e sempre vou ter esses momentos de querer estar sozinha sem ter ninguém por perto. Mas o exercício de se amar, de se aceitar é outro dos dilemas que preciso urgentemente fazer acontecer. Tampouco a vida seria mais fácil se eu tornasse tudo fácil e tranquilo de se resolver, a vida não teria tantos dramas e a Delphine poderia estar aqui comigo, agora! 

 

Por isso me odeio tanto, não soube aproveitar os 50% de bons momentos com você ao meu lado e deixei que os meus 50% de maus momentos fossem os nossos 100%. - Abaixei a cabeça e caminhei rumo a Estação de trem. 

 

Seja lá aonde você estiver Delphine, queria que você soubesse que eu te amo e que amor verdadeiro não adormece com a distância e com escolhas erradas. Ele irá viver para sempre em nossos corações  e embora possamos conhecer outros amores, o verdadeiro permanecerá sempre conosco em nossas lembranças e não há nada neste mundo que faça isso mudar. 


Notas Finais


Primeiramente quero agradecer a vocês por todo o apoio e por pedirem para a fanfic continuar. Segundo, quero pedir desculpas por não ter dado continuidade a fanfic e bom, espero que gostem do mega capítulo, aproveitem para comentar o que acharam e especular o que vai vir por aí!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...