História Welcome to my dream world - Capítulo 3


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Categorias Dreamcatcher
Personagens Dami, Gahyeon, Handong, JiU, Personagens Originais, Siyeon, SuA, Yoohyeon
Tags Bora, Chase Me, Dami, Dreamcatcher, Fly High, Gahyeon, Good Night, Handong, Jiu, Kpop, Minji, Siyeon, Sua, Yoobin, Yoohyeon
Visualizações 6
Palavras 965
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capítulo, curto porém estou feliz com ele. Essa semana tem sido muito corrida pra mim e hoje é o único dia livre que eu tenho. Consegui escrever sem problemas (AMÉM!).
Espero que apreciem!

Capítulo 3 - O outro lado


Fanfic / Fanfiction Welcome to my dream world - Capítulo 3 - O outro lado

Ao descer para o café da manhã, Seyoon notou que o número de hóspedes havia caído pela metade em apenas uma noite. Porém sabia que o número cresceria novamente dali a algumas horas, já tinha notado que boa parte das pessoas ali eram jovens e adolescentes ansiando por aventura. Sentou em uma mesa no canto da sala e espalhou seus papéis em cima dela, seus olhos os examinavam avidamente. Ainda era um fiel adepto de papel e caneta, a tecnologia era uma aliada e tanto mas trabalhava melhor à moda antiga. Percebeu o carrinho com os alimentos se aproximando, todavia continuou focado na leitura. Os pratos foram colocados em cima da mesa, com cuidado para que não cobrisse nenhum papel.

- Escritor, não é?!

Ele olhou para cima e notou Minah com o mesmo sorriso travesso do dia anterior.

- É tão óbvio assim?

- Nós já vimos muitos como você por aqui. Aguentam dois ou três dias mas depois saem correndo assustados e nunca mais voltam.

- Acho que não sou como eles então.

- Veremos daqui a dois dias.

Riu.

- Você parece achar que sabe ler muito bem as pessoas.

- Modéstia a parte, sei sim.

- Então, me fale sobre eles.

Apontou para uma mesa cheia de jovens com ar de quem se achava melhor que os outros.

- Apenas crianças metidas a cineastas. Acabaram de sair da faculdade e acham que vão revolucionar o cinema com a história do hotel mal assombrado. Esses não aguentam nem uma noite.

- Boa! E eles?

Apontou para um casal que parecia bastante apaixonado.

- Apenas uma palavra: fetiche. Acham que vão ter uma aventura sexual aqui mas dou apenas algumas horas para eles saírem correndo do quarto vestindo absolutamente nada.

- Parabéns! – Bateu palmas para ela. – E o que você diria de mim?

- Está investigando tudo e não é nem um pouco cuidadoso. – Apontou para a papelada a sua frente. – Se algum caçador de histórias quisesse roubar suas informações conseguiria facilmente. Daqui a pouco vai encher todos os funcionários de perguntas, então se quiser fazê-las, faça agora enquanto estou com horário livre.

Disse se sentando na cadeira do lado aposto ao de Seyoon.

Ele ficou boquiaberto com a astúcia da mulher, entretanto não perderia a oportunidade que lhe foi dada.

- Trabalha aqui a quanto tempo?

- A vida toda, meu pai é o dono do hotel.

Seyoon ergueu uma das sobrancelhas, surpreso com a informação.

- Já deve ter presenciado muitas coisas... interessantes.

- Você nem imagina.

- E o que poderia me contar sobre toda a história daqui?

- Ainda bem que estamos sentados por que isso vai demorar.

Ele se ajeitou na cadeira e os papeis em cima da mesa, pronto para anotar tudo. Ela começou.

“O terreno em que o hotel está localizado hoje, ficou vazio por quase 100 anos. Todos achavam que o lugar era mal assombrado, diziam ver silhuetas de mulheres andando pelos escombros da casa queimada. Ninguém tinha coragem de comprar o terreno porque achavam que trazia mal agouro. Isso até meu pai resolver dar um voto de confiança e dar tudo o que tinha para comprá-lo. Minha mãe foi quem insistiu e o convenceu. Mas isso não é o que você precisa saber, você pode achar o que eu disse em qualquer lugar da internet. A história antes disso é que interessa. Muitas lendas foram criadas e modificadas, você nunca vai conseguir encontrar uma história 100% verídica por aí. Mas você está falando com a pessoa certa. Eu ouvi a história das sete bruxas a minha vida toda, minha mãe adorava contá-la para mim e eu adorava ouvir. Posso te assegurar que ela nunca inventaria nada, nunca modificaria uma vírgula sequer da história verdadeira. Basicamente, as sete bruxas eram garotas que perderam suas famílias e se juntaram para se proteger. O medo e o infortúnio as uniu. Algumas nem chegaram a conhecer seus pais. Elas compraram esse terreno em 1910 usando nomes falsos e não foi difícil conseguir, ninguém o queria pelo medo que tinham de atravessar a floresta. Por anos elas conseguiram ficar em segurança, isoladas das pessoas. Mas bastou uma pequena distração e um coração mal intencionado para que todo o cuidado das garotas fosse por água abaixo. Todas as lendas as descrevem como monstros, desalmados e sem coração, mas eu não acredito nisso e minha mãe também não acreditava. Elas sempre viveram entre os humanos, escondidas, mas viveram. E elas nunca fizeram nada contra eles, nunca tocaram um dedo em um humano sequer. Elas só queriam viver em paz, mesmo quando eles as queimaram, elas não revidaram. Nunca quiseram machucar ninguém... As pessoas podem ser cruéis quando lidam com o desconhecido.”

Minah se levantou sem mais nem menos, deixando Seyoon sem entender. Ela parecia ter ficado chateada ao contar a última parte de seu relato, e ao mesmo tempo com raiva.

- Onde você vai?

- Meu horário livre acabou, preciso voltar ao trabalho.

- Então é isso? Vai me deixar aqui cheio de dúvidas?

- Você é apressado demais para um escritor. Tem sorte de eu ter te contado isso, a maioria dos que vem aqui não merecem saber nem um terço.

- Então por que me contou?

- Você parece querer contar a verdade e essas garotas merecem um pouco de justiça. Além disso... gostei de você.

Disse ela virando as costas e levando o carrinho consigo.

- Pode pelo menos me dizer que distração é essa que culminou na morte delas?

Disse, segurando o braço dela com delicadeza, impedindo-a de ir.

- Amor, a maior das distrações. Uma delas se apaixonou por um humano... não deveria.

- Qual delas?

Ela começou a se afastar, mas antes de estar longe demais para que ele pudesse ouvir, lançou um nome.

- Handong.


Notas Finais


Já sabem sobre quem vai ser o próximo capítulo, não é?!


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