História Welcome to New York - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5sos, Ashton Irwin, Calum Hood, Drama, Luke Hemmings, Manhattan, Michael Clifford, New York, Romance, Upper East Side
Visualizações 19
Palavras 1.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 3 - A Festa no Empire - Parte 2


– Luke? – A voz fina de Jennifer nos fez todos olhar para trás, onde a loira segurava uma taça em mãos com uma cara nada boa fixando os olhos na mão de Luke segurando a minha, obviamente minha reação foi desfazer o contato rapidamente, mandando um olhar de socorro para Michael que se mantinha sério. 

Naquele momento percebi que o soberbo a minha frente era Luke Hemmings, dono do lugar onde estávamos – e namorado de Jennifer também, mas o título de dono da rede de hotéis era mais relevante –. Pude concluir também, que não seria diferente um cara, rico, bonito e metido a galã, tinha que ser soberbo e grosso.

– Ah, oi Jenny. – O tal Luke suspirou fundo, praticamente ignorando a cena que sua namorada tinha presenciado. Como se não tivesse que dar explicações ou algo assim.

– Todo mundo está te procurando. – Ela fala substituindo a expressão raivosa, por um sorriso. Que loucura!

– Então, vamos. – Luke virou para Michael e eu frisando os lábios e então partiu, atrás da namorada que insistia em sorrir e cumprimentar todos no salão principal.

– O que aconteceu aqui? – Pergunto com um ar de incredulidade. Michael da um sorriso de canto.  

– Bem vinda ao Upper East Side, Em. Onde as pessoas guardam segredos, ficam chapadas antes do meio dia e não passam de ricos fingindo um sorriso no rosto. – Dito isso, minha cabeça parecia que ia explodir.

Michael, por outro lado, apenas segurou meu braço para irmos procurar nossos pais. Assim como Jennifer e Luke, fingindo que nada tinha acontecido.

 

– Eu não aguento mais ficar cumprimentando gente. – Sussurro para Michael, que estava ao meu lado bebendo um líquido estranho. – Onde você conseguiu isso? – Perguntei pegando o copo e cheirando. – É vodca! – Exclamo assustada. Até onde eu sabia ninguém estava consumindo bebidas alcoólicas, afinal, era perto do meio dia.

– Todo mundo quer conhecer a filha do Joseph, porque até ontem ninguém sabia da sua existência, Em. – Ele fala me assustando com sua sinceridade. Acho que percebeu minha reação, pois riu e me abraçou de lado. – Não quis ser grosso, mas é a verdade, convenhamos. E sobre a vodca, eu consegui com um amigo.

– Vocês são estranhos. – Reclamo. Ouço alguém me chamar e me viro dando de cara com meu pai e um homem alto de olhos puxados.

– Em, quero te apresentar o prefeito da cidade e um dos meus melhores clientes, Robert Hood. – Ele fala sorrindo, mostrando orgulho de seu trabalho e profissão e de certa forma, de mim também. O que era estranho, como Michael disse, para todas as pessoas do circulo social de meu pai, eu não existia até ontem de tarde. Ele sumiu por dois anos não fazendo nem uma ligação para mim e agora me apresenta para todos seus amigos e clientes como se eu fosse um troféu e ele o pai do ano. Errado, muito errado.

Meus olhos começaram a marejar com aquele pensamento.

– É um prazer, Sr. Hood. – Digo sorrindo e o cumprimentando. – Eu preciso pegar um ar, sou claustrofóbica. – Falo rapidamente saindo daquele salão cheio de gente.

Acho uma porta aberta que dá para um jardim e saio por ali mesmo. As lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto.

– Claustrofobia é medo de lugares fechados, você mente mal. – Uma voz arrastada fala sentando ao meu lado. Não quis olhar para a pessoa, eu só queria ficar chorando sozinha por pelo menos cinco minutos.

– Eu só precisava ficar sozinha. – Respondo tentando disfarçar a voz de choro.

– Às vezes preciso também. – A sua voz era doce, mas ao mesmo tempo estava rouca. Fiquei em silêncio olhando para as flores que tinham no jardim. O sol estava forte e mesmo sendo outono, dava para sentir um pouco de calor ficando exposto a ele.  Fechei os olhos pensando em tudo o que tinha acontecido nas últimas horas enquanto as lágrimas escorriam em minhas bochechas.

Sinto alguém se aproximar ficando em minha frente e tirando meu contato do sol. Abro os olhos devagar enxergando o garoto com uma rosa estendida para mim.

Eu rio fraco, sem reação diante a isso.

– Pega. – Ele fala suavemente e assim faço. – É clichê demais perguntar o porquê de uma moça tão bonita estar chorando? – Ele zomba com um sorriso de canto. Continuo em silêncio o analisando.

Assim como seus cabelos, seus olhos são escuros. Os olhos puxados e um sorriso simpático no rosto.

Eu suspiro, limpando meu rosto.

– Na verdade é um pouco ridículo. – Falo sincera, porém com um sorriso. Ele franze as sobrancelhas grossas e abre a boca fingindo incredulidade.

– Ei, devolve minha rosa então. – Brinca e tenta tirar a rosa de mim, mas sou mais rápida e a coloco para trás.

– Nunca ouviu falar que presente não se pede de volta? – Pergunto levantando do banco e andando para trás com a rosa nas mãos.

– Você acabou de me chamar de ridículo. – Ele reclama me seguindo.

– Não gosto de clichês. – Dou ombros parando. O garoto para em minha frente colocando as mãos nos bolsos.

– E eu não gosto de ver garotas chorando. – Rebate. – E você mente mal, pois eu vi a hora que você ia chorar e saiu correndo falando que tinha fobia de lugares fechados sendo que as janelas do hotel estão todas abertas.

– Era para parecer que eu tinha fobia de gente aglomerada. – Assumo rindo.

– Isso se chama agorafobia.

– Que seja, eu menti sobre os dois.

– Péssima mentirosa. – Ele nega com a cabeça. – Posso saber seu nome?

– Emily, mas pode me chamar de Em, você é legal.

– Ah, obrigada. Não vai perguntar meu nome? – Ele pergunta fazendo uma cara óbvia. – Deixa pra lá, sou o Calum.

– Então Calum, o que você faz nessa festa cheia de ricos patéticos? – Pergunto sem me dar conta que Calum também pode ser um “rico patético”. Faço uma careta, ele ri alto e se senta no banco onde eu estava sentada antes.

– Tudo bem, Em. Meu pai é o prefeito, não deixa de ser um rico patético e egoísta, também. – Assume suspirando.

– Então somos dois insatisfeitos com nossos pais. – Digo me sentando ao seu lado.

– É por isso que estava chorando? – Pergunta e eu fixo meus olhos no chão tentando não chorar novamente.

– Quando meus pais se separaram, meu pai veio para NY e nunca mais deu as caras. Ontem, após dois anos eu o vi... Hoje nessa festa ele vem me apresentar às pessoas como se ele fosse o pai do ano. É tão ridículo. – Explico a situação para ele. Calum fica em silêncio por um tempo.

– Meu pai é ladrão. – Sua voz estava um pouco rouca. Olho em sua direção e vejo lágrimas em seus olhos. – Ele não sabe que eu sei, mas eu sei. – Assume engolindo seco. – Eu descobri, mas não tenho coragem de confrontá-lo. Não sei o que fazer.

– Não deve ser fácil guardar isso.

– Não mesmo. Uma parte minha quer escancarar e fazer justiça, mas a outra parte fica sussurrando “ele é seu pai”. Então eu não tenho coragem de fazer nada e me sufoco com esse segredo.

– Isso é bem difícil. – Não sabíamos o que falar, então ficamos em silêncio.

– Então, você não é daqui? – Ele pergunta trocando de assunto. Decidi respeitar seu segredo e o momento também, então ajudei a criarmos um assunto.

– Sou da Califórnia.  

– Você ainda não conheceu nada aqui?

– Não, cheguei ontem de tarde.

– Então vamos resolver isso. – Diz se levantando, Calum me puxa de forma estabanada.

– Ei, calma. – Falo o parando. – Aonde a gente vai? O almoço vai ser servido daqui a pouco.

– Eu prometo que a gente volta antes do almoço. – Ele pisca me puxando para dentro do salão.

Passamos reto pelas pessoas e novamente estava nos fundos, mais especificamente no estacionamento. Calum fala com um manobrista pegando suas chaves.

Ele chega até mim com elas em mãos e dá um sorriso.

– Você vai conhecer uns pontos turísticos de NY hoje. – Pisca me puxando em direção ao seu carro.


Notas Finais


Calum dando o ar da graça. Muito fofo né gente?
O que acharam?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...