História Welcome To The Horror Mansion. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Bruxas, Demonios, Elfos, Fadas, História Originais, Magia, Magos, Seres Misticos
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Palavras 2.552
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Orange, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prologe 1 - past: Haren


"a Anfitriã da festa, eu me tornei assim. Eu não sou a mocinha em perigo, mas não sou a vilã. Eu sou simplesmente a protagonista da minha própria história. Eu me tornei rainha de um império invisível para você. Lógico, não é atoa que eu posso te manipular. Não se preocupe, eu não sou a vilã, eu apenas quero as coisas sob meu controle, é assim que deve ser, eu já perdi as rédeas uma vez, isso não pode se repetir"


Centenas de anos antes, pela autora - Gagnam - South Korea:

_ O que vocês ainda fazem aí? Querem mais marcas? - o pai das gêmeas ameaçou fazendo com que estas negassem com a cabeça e saíssem as pressas do barraco de madeira no meio da floresta que moravam.

Estava extremamente frio, a neve já havia encobrido muita parte do chão da floresta.

Erguiam seus vestido e iam caminhando, empurrando a neve com os pés a cada passo.

_ Hanen - a de cabelos azuis chamou a de cabelos rosas - se...eu tivesse mais poder que você, ficaria brava comigo? Se eu pudesse estar naquela legião de bruxos você ficaria brava comigo? - perguntou aflita.

_ você já é mais forte que eu Eun, papai te ensina mais coisas, só não sei se você é forte o suficiente para aquilo, e se você for, eu ficarei sozinha - por fim suspirou triste.
_ você estaria comigo, que tal? - sugeriu.

_ como? - a rosada estava confusa.
_ confia em mim? - a azulada perguntou, recebendo um aceno. Pegou uma adaga de sua bolsa - estenda sua mão esquerda - logo a ordem foi acatada - qui ceciderit super nos sanguinem super nivem united in aeternum, non refert in malum (sangue na neve que cai sobre, nós unidos para sempre, não importa o mau) - circulou o dedo anelar da outra que mordeu o lábio, tentando no gritar de dor, depois circulou o próprio anelar e entrelaçou seus dedo - estamos juntas sempre - concretizou.

_ o que você fez Haren? - a (por minutos) mais nova perguntou.

_ uma promessa, estaremos sempre juntas, mesmo que uma de nós morra - deu de ombros, rasgou um pedaço de seu vestido e amarrou no dedo, arrancou mais um pedaço do pano e amarrou ao dedo da outra - a adaga é mágica, a peguei no baú de papai.

_ sabes que não deve fazer isso Haren - a mais nova advertiu.

_ Você sabe que ele não vai perceber - riu a mais velha - chegamos - disse feliz ao avistar o vilarejo - vamos! Hoje é dia de feira - correu feliz para atravessar o riacho que separava a área da floresta e o vilarejo.

_ Haren! - a rosada chamou - os cabelos! - lembrou a outra.

_ ah é.... - a azulada riu sem graça e recitou o feitiço para que seus cabelos ganhassem uma cor acastanhada - pronto.

Seguiram o caminho, cumprimentavam quem passava perto de seus corpos e pegavam alguma fruta de uma barraca ou outra.

_ a mãe ali - Hanen apontou para a mulher um tanto barriguda e corcunda.

_ deveríamos nos aproximar? Acho melhor voltar para casa - virou de costas e saiu andando, a mais nova a seguia.

[...]

Já era noite, ambas as irmãs estavam sentadas em troncos de árvores caídos envolta de um fogueira que as aquecia.

_ A noite está calma hoje, não acha? - Hanen perguntou à irmã.

_ Uhum - a mais velha concordou aérea.

_ Haren, você ficou esquisita o dia inteiro, o que te acontece? - a rosada perguntou preocupada.

_ Nada, nada, deveríamos entrar, nossa mãe ficará brava - mudou de assunto.

A mais nova assentiu e ambas se levantaram e seguiram para dentro do barraco de madeira.

Entraram sem fazer barulho e seguiram até o "quarto" que dividiam, deitaram-se no colchão fino e estreito que ficava no chão.

_ Boa noite Haren - a rosada desejou.

_ Boa noite Hanen - a azulada retribuiu.

[...]

♪te vejo errando isso não é pecado
Exceto quando faz uma pessoa sangrar
Te vejo sonhando, e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar♪

Haren era realmente ótima com percepção de horário, então sabia que eram exatamente duas e quarenta e três da manhã, então levantou-se devagar para não acordar a irmã.

Ela tinha que ir rápido, logo daria às três da manhã e ela precisava de tudo pronto.

Foi para um ponto específico da floresta, onde as árvores formavam um arco, e a lua iluminava um espaço na neve. Pegou o pergaminho que havia, pego "emprestado" de seu pai e viu o que deveria fazer um pentagrama.

Fez o símbolo em um tamanho mediano na neve, em uma das pontas, colocou um pequeno recipiente com água, em outra, um punhado de terra, em outra, catou gravetos e ateou fogo, e na quarta, criou um pequeno redemoinho referindo o ar.

_ Por fim, o sangue de uma virgem - pegou a adaga e fez um corte na palma da mão, permitindo que o sangue caísse sobre a neve.

O pentagrama se acendeu, fogo em cada linha do símbolo, um fogo dourado, e dali do meio surgiu uma figura alta e feminina.

_ quem ousa me invocar? - pergunta o demônio.

_ Mabel Foster, eu lhe invoquei e quero um acordo com você! - disse a mais nova com bravura.

_ E o que uma pequena bruxa pode querer? - a de cabelos castanhos indagou, arqueando as sobrancelhas e examinando a mais nova.

_ eu quero o poder de todos os bruxos do reino de Euphoria - disse, fazendo a mais velha rir.

_ Tem certeza criança? Tudo tem um preço, e o que me pede, tem um custo muito alto - sorriu de lado e cruzou os braços.

_ eu tenho mil e duzentos anos, não acha como se eu fosse uma mera criança mortal - reclamou - e qual seria teu preço?

_ sua alma - respondeu a outra, um sorriso esboçava uma pequena parte da psicopatia presente naquele ser, e os olhos vermelhos completavam o estilo.

_ trato feito! - estendeu a mão e a outra tratou de apertar.

_ eu já volto - o demonio sumiu num piscar de olhos, voltando segundos depois com uma esfera de energia e poder em mãos - estenda as mãos e deixe seus anéis bem a mostra - ordenou e a azulado fez o que fora pedido.

_ funcionou! Eu me sinto mais forte! - comemorou a menor.

_ agora, se me der licença, eu preciso voltar - a mais velha estendeu a mão direita, cujo nesta havia um pentagrama - sua alma agora, é minha - disse devagar, enquanto as mãos de aproximavam, até finalmente estabelecerem contato. A maior fechou os olhos esperando sentir a sensação boa de tantas vezes, mas não sentiu, então abriu os olhos e reparou que seu pentagrama não havia se acendido, na cor habitual - como?

- "como?" O que? - a azulada perguntou sem entender.

_ você tem um feitiço de proteção - disse ainda inacreditada - você sabia?!

_ tenho o-oque? - disse confusa e com medo.

_ maldita! - gritou e sumiu, a mais nova entrou em desespero, e logo este aumentou pois ouviu barulhos no barraco de madeira.

♪Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar♪

Correu para dentro e viu ali, tudo revirado, e a demônio bem no meio de tudo. Seus olhos tinham as chamas do próprio inferno e os corpos de seus pais flutuavam perto do teto se esperneando.

_ Largue-nos - pediu a azulada em desespero.

_ eu tenho direito pequena bruxa, e eu irei usar e abusar dele - gargalhou - mas já que pede... - largou os dois corpos no chão - se me der licença - ia estralar os dedos, porém, uma cabeleira rosada chamou a atenção da morena.

♪Se não souber voltar
Ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar♪

_ Haren...o que está acon- - parou de falar quando viu a Demônio.

_ ora, ora, o que temos aqui? És meu dia de sorte? - sorriu largo.

_ Hanen, sai já daqui - a azulada pediu.

_ Mas, H-Haren... - a mais nova encarava o corpo dos pais no chão, estes que possuíam agora um pentagrama na testa.

_ Desculpa interromper a reunião de família, mas se me permitem - Mabel faz com que o corpo de Hanen flutue.

♪To aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui
Vire uma tragédia

Haren novamente entrou em desespero, dessa vez maior, sua irmã era com quem mais se importava. As lágrimas quentes desviam pelas bochechas pálidas e ela tentava a todo custo parar a demônio com magia. O problema era que ela estava aflita de mais, e isso atrapalhou seus encantos.

_ Diga adeus Haren - a morena disse, a voz rouca. O corpo que flutuava gritou, rodeada em fogo, sem realmente estar queimando, depois parou, o corpo desceu, e o símbolo do pentagrama estava bem em sua testa.

_ s-sua demônio! - a mais nova disse baixo, correndo até o corpo da irmã, passando o indicador sobre o pentagrama, que aos poucos, perdia o brilho do inferno.

_ Essa sou eu, bruxinha. Não tem como mudar - disse fria - adeus, espero não fazer mais acordos com você.

A maior estalou os dedos, um pentagrama surgiu abaixo de si, logo ela sumiu, mas algo deu errado, pois ela ressurgiu em outro local do barraco de madeira.

_ mas que merda acontece? - perguntou indignada.

A mais nova que ainda estava abraçada ao corpo da sua irmã, ergueu o olhar, vislumbrando da imagem irritada do demônio.

_ o-o que a-a...a-ainda faz aqui? - soluçou e fungou.

_ sua inútil, não consigo voltar! - verberou - o que você fez comigo? RESPONDA! - Em seu estado de fúria, Mabel foi para perto de Haren rápido de mais para a pequena raciocinar. Logo, a azulada estava sendo prensada na parede com a mão direita do demônio em sua garganta, dificultando a circulação do ar.

_ E-eu n-n-não.... - tentou puxar ar - p...por fa....favor - pediu cansada, porém a mais velha somente apertou mais.

Quando a azulada já quase estava inconsciente, uma força maior explodiu dela, fazendo com que a morena fosse arremessada para outra parede da casa.

_ MALDITA! - em completa ira, a maior avança novamente, mas o corpo de Haren agora possui um campo de proteção a sua volta.

_ v-vá pa-para o in-ferno - a mais nova diz antes de desmaiar.

[...]

♪E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu♪

Já pela manhã, Haren acorda com um certo peso em sua barriga, mas o peso era leve de mais, mais leve que uma pena.

Abriu os olhos devagar, piscando para se acostumar com a luz, em sua frente havia uma pequena raposa rosa, com uma leve transparência no ser.

_ O-o que é você? - perguntou assustada.

O animal foi em direção ao corpo de Hanen, depois "entrou" e logo saiu, simulando a saída da alma.

_ Hanen?! - perguntou espantada, recebeu um aceno positivo - Ah, você se tornou meu animal ancestral! - disse desacreditada.

O bichinho se alinhou melhor em seu colo, mas logo pulou, quando ambas ouviram um grito vindo de não muito longe dali.

A azulada caminhou então para fora do barraco que se encontrava uma verdadeira bagunça, mesmo contra os rosnados da raposa e as tentativas falhas do animal em tentar puxar seu vestido.

Ao sair, Haren olhou para todos os lados, prestando atenção se ouvia algo, quando escutou, seguiu na direção, percebeu que o caminho que seguia, a levava para onde havia invocado o demônio.

_ tenha piedade - ouviu uma voz suplicar, era infantil e estava embargada.

Chegou mais perto e viu ali, o demônio com sua adaga em mãos, alguns corpos estirados com as gargantas cortadas.

_ CALE A BOCA! - notava-se claramente que estava alterada.

Ao lado de Mabel, Haren vislumbrou um dragão azul de olhos vermelhos, com o susto, deixou um som escapar de sua boca, que não passou despercebido pela morena.

_ Você! - soltou a criança, que correu pela floresta a dentro. A morena correu em direção a azulada, logo a prensando numa árvore, segurada do pelo pescoço.

Mesmo se debatendo, a mais velha era mais forte, não adiantava.

_ me diga como voltar, agora! - gritou com a azulada.

_ eu...E-eu não s-sei - tentava a todo custo puxar ar, mas a cada segundo se tornava mais difícil.

A raposa até tentou morder a demônio, mas não dava, era um simples espírito, sem contar o momento de intromissão do dragão.

_ acho bom que não saiba mesmo - soltou a mais nova, esta que caiu ajoelhada sobre a neve fofa - ou irá se arrepender - decretou e se afastou - Vamos Elliot.

[...]

♪Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido♪

Já haviam se passado algumas dezenas de anos, a bruxa e o demônio viviam "bem", agora sabiam que havia um selamento entre elas, que não deixava a morena ir embora.

Isso se devia ao fato de que, devido a promessa que Haren e Hanen tinham feito, a tentativa de apoderamento da alma já prometida, aprisionou Mabel à Haren.

♪Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia♪

_ Mabel, pode por favor parar de atormentar a vila? - pediu cansada, tinha ido a feira comprar suas ervas e raízes, lá escutou murmúrios de bruxas e demônios atormentando os moradores - logo virão atrás de nós, somos as estranhas, você sabe - suspirou, abriu a cesta e retirou o pano que continha algumas folhas.

_ eu não ligo, bruxinha - gargalhou - sabe disso.

_ okay Den - suspirou cansada e pegou a chaleira, botando um pouco de água e suas ervas e depois a colocando no fogão a lenha.

_ Você não deve me chamar assim, somente Lúcifer deve me chamar assim - disse brava.

_ não gosta que eu te chame assim? - provocou - pois eu também não gosto que me chame de bruxinha, estamos de acordo, querida Den.

A maior bufou e saiu da (agora) casa de madeira, batendo os pés e deixando a porta aberta.

♪Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham
Não se curam (não)
E essa abstinência uma hora vai passar♪

_ Ah Mabel, eu também desejava que fosse embora - murmurou enquanto ia até a chaleira, pegou o objeto, e despejou o líquido em uma xícara de porcelana.

Caminhou até fora da casa com a xícara em mãos, indo para os troncos que antes ficava com a irmã.

_ Olá Hanen - disse se sentando em um dos troncos.

_ Olá irmã - a raposa respondeu.

~ Estante - Pitty 


Notas Finais


"O Homem de Lata não sabia o quão era sortudo por não ter um coração"

Eu tenho uma breve noção que a música não tem o mesmo sentido que usei para cá, mas, ela se encaixou tão bem que eu decidi que essa seria a música da minha querida Haren.
Não a julguem por favor, entenderão melhor o jeito dela ao longo da fic
Foi um prazer conhecê-los, saudações.


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