História Welcome to the Madness - Capítulo 1


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Otabek Altin, Yuri Plisetsky
Tags Lemon, Otabek, Otayuri, Otayurio, Romance, Striper, Yaoi, Yoi, Yuriplisestky
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Palavras 1.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quando eu digo que não tenho controle é porque eu realmente não tenho ksksksksksks

Fanfic que eu tinha guardada na gaveta a um tempinho e finalmente postei (tem capa, yay!) porque aaaa Otabek stripper é tudo que eu quero pra minha vida hahaha além disso, vamos ver o Yuro aprendendo a rebolar hehehehe aquele Welcome to the Madness realmente me deixou inspirada :v


Agradecimentos a diva da @aliecorn por fazer as melhores capas do mundo

Capítulo 1 - Prólogo


Tudo parecia se mover devagar enquanto se posicionava no centro do ringue, havia um silêncio cortante e curioso que tomava o estabelecimento e a plateia – que aguardava ansiosa o início da apresentação –, e Yuri sentiu o coração na boca quando posicionou-se a vista dos juízes e das câmeras que transmitiam tudo ao vivo na televisão.

Com os cabelos loiros amarrados num penteado despojado e os olhos pintados de forma ousada, pela primeira vez na vida, ele encarou na ponta da pista a figura rebelde de Otabek, que o encarava como se fosse a criatura mais sexy da face da terra, e aquilo o trouxe de volta o fulgor determinado quando as luzes brancas foram substituídas por holofotes coloridos.

Era hora do show.

•••

Meses antes…

Os olhos verdes se acanharam diante da luminosidade posta sobre o pódio, refletindo o ligeiro incômodo causado pelos reflexos excessivos na medalha prata que carregava no peito, e Yuri, ou Yurio – como era chamado por algumas pessoas próximas, teve de controlar cada um de seus músculos faciais para não torcer o nariz em desagrado.

O alvoroço sobre aquela competição foi gigantesco, haviam fãs enlouquecidos e a mídia não deixou passar um único segundo sem transmiti-la nação afora. No início, o loiro achava tudo aquilo excitante, mas agora parecia invasivo.

Após a premiação e algumas entrevistas, mais focadas no ganhador japonês Yuuri Katsuki – que encerrou sua carreira aos vinte e oito anos com uma medalha de ouro para juntar-se ao marido na aposentadoria – para o alívio de Yurio, os patinadores finalmente tiveram um momento para relaxar no salão do hotel em que se instalaram; e aquela foi a glória momentânea do Plisetsky.

Todos se reuniram para dizer adeus ao xará do jovem russo, parabenizando-o por seu casamento recente enquanto Yuri observava tudo de longe com um semblante descontente. Não que estivesse insatisfeito com a união de Yuuri e Viktor, na verdade, foi o primeiro a se emocionar na cerimônia – embora jamais fosse admitir – e foi ele quem carregou as alianças com orgulho antes que dissessem os votos, o único problema era o sentimento de abandono que o consumiu diante do afastamento do  moreno.

Primeiro foi Viktor, que fez sua última apresentação na temporada passada e usou seu momento no ringue para fazer o pedido, deixando somente o, então, noivo nas competições como única pessoa próxima de Yurio. E agora o maldito Katsudon ia embora e ele estaria cercado por quase desconhecidos!

Quase. Não poderia dizer que eram completos desconhecidos pois aquelas pessoas faziam parte de seu convívio por serem próximas ao malditos Katsudon e Viktor – os traidores.

Bufou, surrupiando um pouco de champanhe de um garçom que circulava e virando-o quase todo de uma vez só. A taça repousou no balcão que guardava suas costas e ele sorriu vendo a felicidade dos dois idiotas porque, no fim, também estava feliz por eles.

Feliz e puto. Ele não poderia dizer qual dos dois sentimentos era mais forte.

—Ei, Yurio! Venha pra cá! Yuuri está começando a beber então vamos nos divertir bastante!—Viktor o chamou, balançando um dos braços com um sorriso maior que o rosto enquanto escutava as afirmações do marido, dizia que “não beberia mais que duas taças” mesmo que todos soubessem que era só questão de tempo até que ele iniciasse outra competição de dança seminua – e o Plisetsky sorriu meio torto diante daquilo. Não queria perder outra competição de dança para um Katsudon bêbado.

No fim, acabou recusando, e se esgueirou para longe do salão quando Chris e Yuuri começaram a bagunça. Precisava tomar um ar.

A futura ausência de Viktor e Yuuri era só uma das coisas que incomodavam o patinador, mesmo que potencializasse o maior de seus problemas, e estava soterrada por uma montanha sufocante que punha em risco a estadia de Yuri no ringue.

De fato, ele não queria mais patinar. E aquele era um segredo que guardava consigo a algum tempo.

Yuri Plisetsky era um gênio da patinação artística, um verdadeiro talento descoberto ainda cedo e que tomou o mundo com sua habilidade excepcional; não só prometeu como se equiparou e até mesmo superou lendas do esporte – como o próprio Viktor Nikiforov. Desde sempre treinou com o técnico Yakov, que tinha um olho clínico para grandes talentos, e não demorou a cair nas graças do homem ao demonstrar seu potencial. Yuri era perfeito: habilidoso, determinado, um corpo esguio que tornava ainda mais satisfatório o efeito das roupas de apresentação, um rosto angelical que encantava até o mais duro dos corações...e por isso ele foi iniciado em apresentações bastante específicas que casavam com sua aparência.

A primeira coisa foi pôr Yuri sobre os cuidados de Lilia Baranovskaya, uma ex-bailarina rígida e conceituada que deveria transformá-lo numa primma ballerina – sim, no feminino, com direito a figurino sugestivo e expressões de Barbie – delicada e romântica para casar com as coreografias e ritmos que Yakov lhe mandava. A combinação foi um completo sucesso e então Yuri Plisetsky se tornou o sinônimo de ternura e habilidade no ringue.

Só havia um problema:

—Mais que merda! Vá pro inferno seu desgraçado maldito! Filho de uma...—Ele xingou com todas as suas forças ao chutar sem querer uma pedra no parque gélido onde passava.

Yuri Plisetsky não tinha absolutamente nada de bailarina delicada.

No início estava motivado pela adrenalina da competição e o desejo de superar Viktor, depois manteve uma competição saudável com o Katsudon irritante, por isso seguiu a risca os mandamentos dos mais velhos e se deixou embarcar naquela fantasia de Barbie e o lago dos cisnes no gelo, mas a falta de liberdade e individualidade nas apresentações – nenhuma delas jamais teve uma marca genuína sua – começara a desmotivá-lo aos poucos e agora, com os dois longe das pistas, não haviam motivos para continuar com aquilo.

Não haviam motivos para deixar ser manipulado em algo que, para si, havia perdido o encanto.

Aos vinte anos e no auge da carreira, Yuri Plisetsky queria simplesmente sumir e abandonar tudo, e só conseguia pensar nisso enquanto caminhava no inverno russo aos arredores do hotel.

•••

—Ugh...droga...—Ele reclamou de nada em particular, segurando um copo com uma bebida forte cujo nome ele não iria se lembrar. Haviam vantagens em ser famoso, uma delas era conseguir entrada em lugares adultos mesmo sendo menor de 21 – certo, faltava apenas um ano naquele momento, mas a primeira vez que fez aquilo foi aos 17 – e poder beber como o belo frustrado que era enquanto assistia um monte de homens gostosos tirando a roupa.—Como eu vim parar aqui?

Seu celular havia sido desligado, tocou exaustivamente por quase dez minutos e foi lotado de mensagens antes disso, as pessoas possivelmente estavam preocupadas e Yuri quase podia ouvir a voz manhosa e chorona de Viktor em sua mente. Que merda.

Mas não queria falar com ninguém, queria ter seu próprio momento egoísta e se isolar do mundo para pensar no que fazer com sua própria desgraça. Sabia que Yakov não aceitaria bem sua saída e que haveria uma explosão midiática ao seu redor – e, honestamente, não sabia se conseguiria passar por isso sem bater em alguém – procurando por causas e motivos. Além disso, ainda havia uma parte sua – quase suprimida pela vontade esmagadora de desistência – que se recusava a desistir, querendo encontrar um jeito de entrar no ringue a sua maneira (mesmo sem saber exatamente qual era ela).

Quando completou seus vinte anos, achou que havia se livrado da inconstância da adolescência, mas agora aquilo se mostrava irreal e Yuri sentia-se como um menino de quinze anos. Só que agora ele bebia enquanto assistia um desconhecido extremamente atraente se despir aos poucos.

E põe atraente nisso...

Usava uma máscara que cobria a região dos olhos e se movia no ritmo selvagem da música sob holofotes coloridos, que instigavam ainda mais o clima pecaminoso do local, a dança era sugestiva mas não chegava a linha do vulgar. Aquele moreno alto com um corte de cabelo agradável passou a prender a atenção do loiro, que se perdeu naquela vista até o fim da apresentação; antes de voltar a remoer seus pensamentos e ideias.

E será que alguém no mundo tem ideia do quanto é difícil remoer sua vida dramática com a lembrança fresca dos movimentos ritmados da pélvis de um stripper?

—Porra...—Yuri xingou sem saber mais como proceder. Queria achar uma solução para seus problemas mas tudo o que conseguia pensar era nas mãos grandes espalmando o próprio corpo ao descer as roupas, e naquele volume ridiculamente chamativo na sunga dourada.—Que coisa mais ridícula…

Yuri realmente não era fã de sungas, mas, por algum motivo, aquelas não o causaram tanta repulsa, muito embora ele fosse preferir uma cueca comum. Ou nenhuma das duas, aqueles caras não eram pagos para ficarem nus?

Recostou no bar, bufando e observando as redondezas. Havia algo de maduro naquele lugar, uma peculiaridade sensual que contrastava com o que esperavam dele – a pureza e inocência – e, por um segundo, ele invejou os dançarinos dali, já que pareciam muito mais livres para se expressar naquelas apresentações. A prova era o homem com a coroa na cabeça, que rebolava de um lado para o outro enquanto parecia se divertir com a apresentação.

O álcool borbulhou em sua mente, e Yuuri apertou os lábios desejando ser livre daquela forma. Se ao menos soubesse rebolar daquela forma…

Foi quando os olhos claros se fecharam por um segundo, um milésimo, e a luz negra bateu em suas pálpebras fechadas reforçando o clarão, ele não a via mas sabia que estava ali, e quando os olhos se abriram ele vislumbrou o ringue de patinação cercado pelas mesmas luzes.

—Caralho...—Diante do estalo em sua mente, uma ideia aparentemente brilhante surgiu e ele nem sequer ousou contestar seu momento de bebedeira, apenas largou uma quantia qualquer sobre o bar e saiu caminhando cheio de determinação.

Quando acordou no dia seguinte, Yuri Plisetsky havia assinado um contrato que o punha como stripper no club chamado “Madness”.







Notas Finais


Oin, primeiro a gente joga na rodinha um Viktuuri e depois de um tempo lança o Otayuri, porque aqui trabalhamos com produções descontroladas que vão me fazer surtar absurdos pra atualizar hahaha

Sim, o Yurio assinou um contrato pra se tornar striper, e sim, ele vai gritar muito quando descobrir hahaah

Até o próximo capítulo;

Beijos da tia Mandy ❤️


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