História Welcome to The Real Internet. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinatos, Deep Web, Detetive, Drama, Policial, Sequestros, Suicídios, Suspense, Violencia
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Palavras 1.485
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eae :3 Espero que gostem do que vão ler, vai uma fic mais séria e que em certos vai rolar de se tratar de uns assuntos mais pesados, obrigado por ler desde já.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Essa cidade está um lixo ultimamente, pessoas sempre sumiam, eram sequestradas ou assassinadas ou simplesmente cometiam suicídio, mas de alguns meses para cá, tudo isso está bem mais frequente, e com isso, eu estou trabalhando muito mais, tudo está mais complicado e eu estou tendo de deixar meu telefone fora do gancho de tantas pessoas que tem me ligado para eu ajudar a resolver seus casos, por sorte os que realmente devem me contatar como as pessoas da delegacia local tem meu telefone pessoal.

 

-Até amanhã Seu Antônio, não esquece de trancar as portas, essa cidade tá um caos ultimamente... – Peguei minha carteira dentro do sobretudo e paguei as doses de Whisky que bebi naquela noite, esse era um dos vícios que eu tinha, mas eu não queria o perder, me ajudava a lidar com a vida que eu tinha.

 

-Cuidado até o caminho de casa garoto, se cuida. – Eu ouvi a voz arrastada do velho senhor antes dele fechar a porta do bar, por sorte esse lugar existia desde antes de eu começar trabalhar.

 

Andei até meu carro e abri a porta, ficando sentado no banco por longos minutos antes de dar a e começar ir em direção a meu apartamento, era uma coisa que eu costumava fazer, aquilo me relaxava, como já passei por várias situações perigosas durante esses anos de careira como detetive, e em muitas dela, meu carro me salvou de assassinos, tiros, ladrões e muitas outras coisas que poderiam me matar, aquele carro era um lugar seguro pra mim, onde eu poderia ficar sentado e nada me conseguia me atingir.

 

-Por sorte não me chamaram pra voltar pra delegacia hoje. – Liguei o carro e senti um leve cheiro de gasolina, acontecia isso quando eu acabava de abastecer e deixava o carro parado por um tempo, nunca fui atrás de resolver esse problema, não me atrapalhava em nada, então não tinha de ser resolvido.

 

Acelerei dali e comecei ir em direção ao prédio em que morava, por sorte ficava apenas alguns quarteirões dali, só não ia andando porque eu tinha de deixar o carro na garagem do prédio que eu morava, era um lugar bom, tranquilo, e fácil de se disfarçar que eu morava ali, os recepcionistas eram de confiança, mais meus do que da delegacia, pediram para que eu não contratasse aqueles dois, mas eu quis fazer mesmo assim, tenho 28 anos e sou detetive desde os 18, dez anos nesse trabalho, e dez anos que eu tenho aqueles dois como parceiros de confiança.

 

-Olha só quem chegou perto do horário de fecharmos as portas de novo... – Catarina disse bebendo um pouco de seu café sem tirar os olhos de uma das telas de computador em sua frente, provavelmente olhando as câmeras de alguns dos apartamentos – Dez anos morando aqui e você não aprendeu nada Tomás?

 

-Tem carta pra você Tomás, não era bem uma carta, era um pacote bem grande até, mandei pro seu apartamento. – Nicolas voltou com sua tradicional xícara cheia de café quente, era possível ver a fumaça saindo levemente pela boca da xícara, se sentando em frente a outras telas logo em seguida.

 

-Como assim pacote, eu não estava esperando nada por esses, o que eu tinha comprado pela internet chegou no começo da semana. – Entrei dentro do balcão e me sentei em meio aos dois, olhando rapidamente o apartamento de um suspeito que eu tinha, ninguém em casa como sempre.

 

-Pode ser de alguns dos seus clientes, você não me disse que pegou o serviço de uma velha que mora numa das casas ricas na área antiga da cidade, ela deve se comunicar por cartas, ou coisa assim. – Catarina amarrou seu cabelo ruivo em um rabo de cavalo e voltou a beber café virada para seus amigos.

 

-Sim, a Senhora Joana, deve ser ela mesma, agora estou subindo, tenho muita coisa pra rever hoje. - Sai de trás do balcão e logo entrei no elevador, apertando o botão de meu andar, desde que ele falou do pacote eu fiquei pensando sobre aquilo, podia realmente ser a Senhora Joana, ela me disse que sempre me mandaria cartas para me falar sobre coisas que lembrava sobre a rotina de seu já falecido esposo, mas isso tinha um grande problema, eu não lembrava de ter dado meu endereço a ela, mas apenas ignorei no momento, Catarina estava comigo no dia, ela deve ter passado enquanto eu comecei a andar pela casa.

 

Logo quando sai do elevador, percebei algo que era muito de acontecer, o corredor estava silencioso e vazio, as crianças que moravam nos apartamentos vizinhos já deviam estar dormindo por algum milagre desconhecido, normalmente os mais novos estavam correndo, brincando, ou simplesmente gritando pelo corredor, me incomodavam muito enquanto eu trabalhava, mas pelo o que parecia, hoje seria a primeira noite tranquila em semanas. Destranquei a porta do meu apartamento e a tranquei novamente logo depois que entrei, respirei fundo e senti o conforto que o lugar me trazia, fui pra cozinha e coloquei o café para ficar pronto na cafeteira, e quando me virei pra sala, vi o pacote que tinham comentado quando entrei, era bem grande a parecia estar cheio com muitas coisas, e em cima, uma carta com a mesma cor do papel em que a caixa estava embalada, um preto sem nenhuma marca, ou nada em toda sua volta.

 

-Vamos ver o que tem aqui... – Peguei a carta e me sentei no sofá, a abrindo e começando a ler, e logo nas primeiras linhas, percebi que não era uma carta da Senhora Joana.

 

"Olá Detetive, como está no momento em que está lendo essa carta, peço que não se assuste, e muito ao menos fique exaltado, seria uma pena que seu apartamento ficasse todo manchado de sangue por um dos vigias que está em algum dos prédios em volta atirasse em sua cabeça e te matasse não é mesmo? Meu nome, nem nada sobre mim é importante no momento, mas eu quero pedir sua ajuda, assim eu sei que é mais fácil do que te ligar ou mandar alguma mensagem em qualquer lugar, muito mais seguro para mim, e consequentemente para você também. Nesse pacote que enviei junto a essa carta tem tudo o que precisa para montar nosso principal meio de comunicação e sua estação de trabalho para o que estou te contratando, monte isso, e me contate com os dados no fim dessa carta. As únicas pessoas que você pode contar sobre o que está acontecendo são para seus dois parceiros que imitam os recepcionistas de onde você mora, se outras pessoas descobrirem, irão morrer sem nem sabe o que as atingiram, e outra coisa, você não pode negar isso, terá de fazer isso."

 

Depois de ler a carta eu destravei minha arma no coldre fiquei alerta a minha volta, que tipo de carta era essa? Uma ameaça e ao mesmo tempo um contrato? Andei até a janela e olhei para todos os prédios a minha volta, não vi nada nem ninguém, já tive de reconhecer atiradores de elite, sabia como sua mente funcionava e podia facilmente descobrir o lugar onde se escondiam e como faziam isso, mas dessa vez, eu não consegui ver ninguém, talvez fosse culpa das partes embaçadas na janela, a abri e logo fui para a varanda e continuei olhando em volta, como esperado, uma simples piada de mal gosto que algum vizinho deve ter feito.

 

-Eu ainda vou pegar o idiota que fez isso! – Disse entrando para dentro do apartamento de novo, um breve erro, já que quando fechei a porta da varanda, uma pequena decoração de cerâmica que eu tinha em cima da mesa de centro explodiu depois de alguém atirar nela – Que porra?

 

-Você finalmente apareceu colega, eu estava ficando entediado aqui já, e eu não lembro de minha chefe dizer que você podia ficar tentando me procurar. – Uma voz masculina apareceu em algum lugar do apartamento, tinham colocado escutas e algum tipo de microfone na minha casa?

 

-Quem são vocês e o que querem comigo? – Perguntei de onde estava vindo a voz, mas no fim foi inútil, não consegui encontrar – Isso é algum tipo de jogo doentio?

 

-Colega, apenas siga as instruções da carta que leu, tudo vai ser explicado em seu tempo. – A voz apareceu novamente, dessa vez ela estava mais calma e com um tom menos ameaçador, como se estivesse tentando fazer um tipo de piada.

 

-Como posso saber se devo confiar em vocês, e que vocês na verdade não foram encomendados para me matarem? – Perguntei me sentando no sofá, por sorte estava conseguindo disfarçar a tensão em minha voz, já tinha passado por situações parecidas, mas em todas as outras eu podia ver quem queria me matar.

 

-Se eu quisesse te matar, pode ter certeza que nem teria voltado para ser apartamento. – A voz ficou muito séria nessa frase, pude até mesmo ouvir ele engatilhar sua arma novamente – Ande logo.



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