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História Welcome To The Shit Of My Fucking Life - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um, com mais umas surpresinhas para vocês hahaha<br />Não se esqueçam e comentar hein! Eu amo responder vocês! E as leitoras fiés, meu muuuuuito obrigada pelo carinho em cada capítulo! <br />Vocês são incríveis!

Capítulo 15 - Capítulo 15 - Bad decisions i


Fanfic / Fanfiction Welcome To The Shit Of My Fucking Life - Capítulo 15 - Capítulo 15 - Bad decisions i

Acordei e minha cabeça girou. Suspirei e senti um cheiro conhecido, mas que não sabia qual era minha lembrança dele. Novamente, minha cabeça girou. Aquela não era minha cama, sentia pela maciez diferente do colchão. Abri os olhos e encontrei um teto branco com um lustre que não era do meu quarto. Olhei para os lados lentamente e tudo girou, mas notei que aquele não era meu quarto. Não mesmo. Eu estava no quarto de outra pessoa. Imediatamente levantei o edredom que me cobria e estava quase nua, exceto pela camisa preta masculina que não era minha. Oh Deus … não me diga que estou na casa do Myles! Me sentei na cama atordoada e olhei ao redor tentando identificar alguma coisa que pudesse me descrever quem era o dono daquele quarto. Nada. Nem uma pista. 

Suspirei e levantei, não encontrando minhas roupas, o que me provocou um nervoso fora do comum. Como eu ia para casa nua? Afinal, onde eu estava?

Vi duas portas em direções diferentes. Segui e abri a primeira, encontrando um closet. Encontrei blusas e mais blusas de cores sóbrias, camisas xadrez, calças e jaquetas de couro e vários coturnos. Era um roqueiro, ok. Isso não ajudava em nada, eu estava rodeada por roqueiros! Irritada saí do closet e entrei na outra porta, sendo esta do banheiro. Vários itens de cuidado masculino, mas nada que entregasse o dono do quarto. Vi uma caixa de Marlboro, quem fuma no banheiro? Inferno, aquilo não estava me ajudando! Saí do banheiro irritada e cada vez mais nervosa. Que merda eu fiz na noite anterior?

Sentei novamente na cama e senti uma dor ao realizar o movimento. Senti meu corpo pesado, dolorido, como quando eu tinha uma noite de sexo bruto, selvagem. Fiz uma careta de dor e me levantei.Foi nesse momento que olhei para a janela e encontrei uma guitarra. Oh não … isso não pode ser! O sangue sumiu do meu rosto e senti o desespero em cada célula minha. Não pode ser verdade! 


— Que Eu esteja delirando! — sussurrei e fui andando vacilante até o instrumento, com as mãos e as pernas trêmulas. Precisava encostar naquela guitarra para ter certeza que não era um pesadelo. Lentamente, fui tremendo e quando já estava quase encostando nela, a porta do quarto se abriu. 

— Ah, você acordou!— ele disse e eu imediatamente gritei. 

— AÍ CARALHO — gritei pulando de susto — Mas que porra! O que eu estou fazendo no seu quarto, Brian? — cruzei os braços, querendo logo uma resposta. 

— Eu não sei! Eu acordei assim do seu lado e imediatamente sai do quarto sem entender porque diabos eu estava nu, do seu lado e na minha cama! — Ele respondeu e só então notei que tudo o que ele vestia era uma boxer preta — Encontrei nossas roupas pela casa e resolvi vir trazer para você, mas pelo visto você já encontrou minha blusa — ele disse irônico e senti seus olhos nas minhas pernas e lembrei que vestia somente a blusa. Puxei o tecido para baixo, tentando esconder o máximo possível do meu corpo. 

— Fala a verdade, Haner — estreitei os olhos e ele revirou os dele.

— Estou falando, Mitchell. Eu mais do que você gostaria de lembrar o motivo de tudo isso. Toma, sua roupa.

— Obrigada! Pode se virar, por favor? — pedi e ele se virou. Coloquei a calcinha e o short que vestia ontem. Tirei a camisa dele e coloquei meu cropped. — Pronto, pode virar! 

— O que você acha que aconteceu? — ele perguntou coçando os olhos. O analisei bem, a cara de sono era notável, porém não mais que as marcas que jaziam seu corpo. As costas dele estavam arruinadas de tantos arranhões. Os vergões vermelhos se estendiam por toda a sua coluna, haviam marcas de unhas cravadas nos seus ombros e chupões roxos no seu pescoço. 

— Você transou com alguém ontem na boate? — perguntei receosa. Nunca torci tanto para ouvir um “sim” da boca dele.

— Não. Eu lembro que antes de sair da boate estava com uma garota, mas não passamos dos beijos — ele disse com cara de pensativo — Aí depois eu lembro que você, Zacky e Jimmy estavam fumando maconha do lado de fora. Eu fui até vocês e os trouxe para casa … 

— E depois? — engoli em seco.

— Depois eu lembro de vocês falando merdas e de ter puxado dois becks com vocês — ele parou e pensou — E é até aí que eu lembro. Por que? 

— Porque você está cheio de marca de sexo selvagem no corpo — disse ainda torcendo por meus pensamentos estarem errados. Ele arregalou os olhos e olhou pra mim assustado. Correu para o espelho do closet e só ouvi os murmúrios dele de dentro do cômodo.

— Oh não! Oh my God … — ele dizia como quem torcia por estar errado — Ashley … vem aqui e se olha no espelho!

Receosa fui até o cômodo e pela primeira vez fiz o que ele mandou. Me olhei no espelho e minha situação não era muito diferente da dele. Minha barriga estava cheia de chupões e eu tinha marcas de dedos na minha cintura. Olhei meu pescoço e tinham mais chupões ali e marcas de dentes nos meus ombros. 

— Caralho … — murmurei enquanto olhava meu corpo marcado. Cada marca entregava que eu havia transado no dia anterior e transado muito! — Gates … a gente transou? 

— Eu acho que sim — depois de um minuto de silêncio ele disse. Nos encaramos assustados e pela primeira vez eu queria estar brigando com ele por ele estar errado. 

— Puta que pariu … — passei a mão nos cabelos nervosa e levantei da cama, começando a andar de um lado para o outro. Mas que porra! Como isso aconteceu?! — Você lembra de alguma coisa? 

— Não mesmo! Você lembra? — ele perguntou pálido. Neguei com a cabeça e ele passou a mão no rosto. 

— Meu Pai eterno … — gemi passando a mão pelos cabelos. Eu não podia ter transado com ele, de forma alguma! — A gente usou camisinha? 

— Eu não lembro! 

— Você não tem AIDS não, não é? Tem alguma DST? 

— Que porra de pergunta é essa?! Claro que não! — ele respondeu ofendido

— E Eu vou saber? Você tem maior cara de quem come prostituta! — respondi dando de ombros. 

— Você tem?

— Eu não durmo com qualquer um, Gates! E meus exames estão todos em dia É claro que não tenho nada! — um minuto de silêncio enquanto ele me encarava com os olhos ainda mais arregalados.

— Você toma pílula? — ele perguntou.

— Sim, todo santo dia! É a única coisa na vida que eu sigo a risca — disse certa e ele soltou o ar que prendia — Okay … tem mais alguém aqui na casa? — perguntei parando no meio do quarto.

— O Jimmy e o Zacky estão na sala — ele respondeu. 

— Okay! Eu vou embora … Isso não pode sair daqui, okay Gates? Se não eu corto o teu pau. Nada de falar que transamos pra ninguém. Ouviu? — perguntei séria. 

— Relaxa, Foguetinho. Ninguém irá saber. Eu não digo nada a ninguém e você também não abre a matraca pra ninguém. Feito? — ele respondeu e me estendeu a mão para fazer o acordo.

— Feito — apertei sua mão e sai do quarto. Cheguei a escada e nesse momento ouvi risadas no andar de baixo. Parei e entrei na primeira porta que vi na minha frente, ao ouvir alguns passos na escada. 

— Cadê o viado do Gates? To com fome — ouvi Jimmy falar. 

— Já procurou ele lá em cima? — agora foi Zacky. 

— Estou indo ver agora — Jimmy respondeu e logo os passos ficaram cada vez mais próximos. Por segurança me coloquei exatamente atrás da porta, puxando-a comigo, de forma a abri-la. Vi a sombra do Jimmy aparecendo na porta e seu corpo entrando rapidamente. Me apertei ainda mais na parede, torcendo para que ele não me visse. Suspirei aliviada quando ele saiu, indo para Deus sabe onde. Porra, como vou sair agora? Se eles souberem que eu dormi aqui e acordei com essas marcas eles vão saber que eu e o Gates dormimos juntos. 

Peguei o celular e decidi enviar uma mensagem ao porco espinho: 

“Estou presa em algum dos quartos. Por favor, desça com eles para que eu possa sair” 

Esperei cerca de 15 minutos e recebi a resposta:

“Ok. Estou com eles na sala. Seja rápida”

Bufei irritada e digitei novamente.

“Como vou sair com eles na sala, animal?”

Cinco minutos depois ele respondeu:

“Simples. Pule a janela!” 

Quase gargalhei de nervoso com sua resposta. Esperei cerca de 20 minutos aguardando ele me dizer que era brincadeira e quando sua mensagem respondeu senti vontade de socar a cara dele:

“Já pulou? Não vou conseguir segurá-los toda vida” 

Cara … como ele consegue ser tão insuportável? Eu acho que ele quer me matar mesmo! Já não basta ter me atropelado, agora quer que eu pule a janela do segundo andar?! 

Filho da puta! Não, eu não vou pular a janela, de forma alguma! 

“Eu não vou pular, Gates” 

Digitei possessa de raiva. Ele que de o jeito de eu sair! Já não basta ter me fodido a noite toda, quer me foder agora também?! É muita sacanagem comigo. 

Quer saber? Que se foda! Eu vou descer e fingir que nada aconteceu. O mínimo que ele pode fazer é me oferecer um banho e um café da manhã descente, eu não mereço menos que isso! Simplesmente guardei o celular. 

Pela primeira vez decidi analisar o quarto … aparentemente pertencia a uma criança, devido a decoração do ambiente. As paredes eram brancas, com prateleiras com algumas pelúcias de bichos e bonecas que entregavam que pertenciam a uma menina. A cama era de ferro, com mais alguns ursos e almofadas. Havia um cesto com brinquedos, uma mesinha com uma cadeira branca e mais alguns itens e um violão ao lado da cama. Oposta a cama havia uma porta, que deduzi ser a porta do banheiro. Entrei nela decidida a tomar um banho. Estava suja da noite anterior e se de fato transei com o Sonic, precisava tirar o cheiro maldito dele de mim. Não fiz questão alguma de ser rápida, aproveitei cada segundo embaixo daquele chuveiro. Precisava relaxar e aquela água quente massageava minha coluna no ponto certo que eu precisava. Estava tão desligada no meu universo paralelo, que não ouvi quando a porta do banheiro se abriu, notando somente quando uma doce voz feminina falou:

— Oh meu Deus, Desculpa! — Pulei de susto e tentei esconder meu corpo, enquanto encarava a dona da voz. Uma menina me encarava assustada, não devia passar dos 10 anos — Desculpa, Brian não me avisou que tinha alguém no banheiro! 

— Tudo bem … eu já estava terminando — respondi sem graça. Fui pega no flagra! Nossa, que vergonha! Esse dia não poderia ficar pior … 

Me sequei e vesti a roupa me preparando psicologicamente para sair.

— Me desculpa mesmo, o Bri não costuma deixar ninguém entrar, eu achei mesmo que não tinha ninguém! Me desculpa mesmo, moça! — a menina disse nervosa, ficando com as bochechas rosadas. Os cabelos lisos caiam como um véu sobre o rosto dela, tão parecido com o do Brian, a ponto de parecer sua filha. Deus, ele era pai? 

— Oi, imagina! Eu quem peço desculpas por ter invadido seu banheiro … achei que o quarto estava vazio — ri envergonhada e me abaixei na altura da menina e estendi minha mão receosa — Eu sou a Ashley, vizinha dos amigos do Brian!

— Você parece a Pequena Sereia! — ela me surpreendeu me dando um abraço apertado. Sorri surpresa com o ato doce da menina — Eu sou a Mckenna, irmã do Brian. Mas pode me chamar de Mac ou Kenna! 

— Vocês são irmãos? Que legal! — disse surpresa, já que de fato achei que ela era filha dele 

— Quantos anos você tem? — perguntou ela com os olhos brilhando de curiosidade. 

— Eu tenho 23 anos, e você? — perguntei com um sorriso.

— Eu tenho já tenho 10 anos, sou quase uma adolescente — gargalhei com sua felicidade. 

— Uau, você está bem grande mesmo! — concordei com um sorriso e ela me respondeu com um sorriso exibido.

— Sim, daqui a pouco eu vou ter chupões no pescoço que nem você! — ela respondeu e eu gargalhei. Deus, como pode ela saber o que são chupões com essa idade?!

— Não … são machucados que eu fiz ontem, quando caí da cama — menti descaradamente. Não poderia admitir pra ela que ela estava certa— Tá tudo bem, nem está doendo.

— Tudo bem, as namoradas do Bri sempre saem com essas marcas — ela deu de ombros e minha vontade de rir aumentou. 

— Mas eu não sou namorada dele, tá amarrado! — me acalmei ainda segurando o riso 

— Mas podia ser, você é linda! — ela deu de ombros e agora eu a puxei para um abraço. 

— Obrigada, eu acho! Mas eu e seu irmão nunca seremos um casal! Na verdade se a gente não se matar, vai ser um milagre! — disse rindo — Bem Kenna, eu tenho que descer porque já deu minha hora de ir. 

— Tudo bem! Espero te ver mais vezes, você é legal! Diferente das namoradas nojentas que o Brian traz aqui! — gargalhei novamente me retirando do quarto. Aquela menina era incrivelmente inteligente para idade dela, ou então as crianças estão sabendo cada vez mais o que é sexo. 

Desci as escadas tentando tirar da minha cabeça os meus pensamentos e dei de cara com o trio ternura conversando na sala.

— Oi para os 3 porquinhos, tchau para os 3 porquinhos! — disse indo para a porta principal. 

— Ruiva, o que faz aqui? — perguntou Zacky. 

— Eu vim para cá ontem com vocês, lembram? — disse dando de ombros olhando pra eles com naturalidade. Jimmy estranhamente me olhava com os olhos semicerrados. 

— Ah, com certeza eu lembro de tudo — ele respondeu e eu engoli em seco — Teve uma boa noite? 

— Não sei, eu acho que apaguei de cansaço. De qualquer forma, tenho que ir! Minha coluna está me matando! Beijos! — dei de ombros e sai da casa. 

Felizmente (ou não), Brian morava perto, no mesmo condomínio, somente na rua errada. Fui andando calmamente pela rua, pelo menos era isso que eu achava até sentir uma mão me puxar pela cintura. Imediatamente me defendi, levando o cotovelo até a altura do queixo da criatura idiota que decidiu me agarrar. 

— Porra, Ashley! Você é doida! — ouvi a voz conhecida falar e virei curiosa encontrando Myles segurando o nariz com a mão ensanguentada — Caralho, você quebrou meu nariz, cara!

— WOW! Desculpa, eu não sabia que era você! Meu Deus, me desculpa! — disse nervosa balançando as mãos no ar buscando fazer alguma coisa. 

— Porra … o que você tinha na cabeça? Merda, preciso ir ao hospital — ele murmurou e eu soltei um gemido. 

— Vem, eu te levo! Vamos na minha casa e eu te levo de carro! — disse indicando para ele me seguir. 

— Meu carro está ali! Vamos, você dirige — ele me tacou a chave do carro e indicou o tão conhecido Mustang 1966 conversível vermelho do outro lado da rua. Eu adorava aquele carro e se não tivesse quebrado o nariz dele, estaria super feliz por dirigi-ló. 

— Me desculpa mesmo, Myles! — gemi apreensiva e não pude deixar de encarar o tanquinho dele quando tirou a camisa, para usá-la para estancar o sangramento do nariz. 

—Ok Ashley! Só … dirige! — ele falou fanho e soltou um gemido de dor. Porque eu tinha que ser tão desastrada? — E por favor, olhe para a estrada.

— Okay, olhos na estrada — tirei os olhos de seu abdômen definido, tentando focar no caminho a minha frente. 



Notas Finais


E aí? Curiosas? Hahahaha<br /><br />Quarto da Kenna: <br /><a href="https://www.spiritfanfiction.com/link?l=https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcR0W7RBQUbl7sMgNoqeWxqw9efn3Y6B-UF8RYlXsMWO1rEQgmq1" class="link" rel="nofollow" target="_blank">https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcR0W7RBQUbl7sMgNoqeWxqw9efn3Y6B-UF8RYlXsMWO1rEQgmq1</a><br /><br /><br />Carro do Myles: <br /><a href="https://www.spiritfanfiction.com/link?l=https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcTCAtv4XBR_eHy969MyEWALsc5cJLyZ1MPAvCLw9JCjCmkzAOz0" class="link" rel="nofollow" target="_blank">https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcTCAtv4XBR_eHy969MyEWALsc5cJLyZ1MPAvCLw9JCjCmkzAOz0</a>


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