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História We'll Be Together - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Olá meus amores como estão?

Aqui está mais um capítulo dessa história que eu amo de paixão escrever! <3

Me perdoem por qualquer erro encontrado, ainda não tive tempo de revisar!

Boa leitura! ✨

Capítulo 4 - Dinner


Fanfic / Fanfiction We'll Be Together - Capítulo 4 - Dinner

13 de Agosto, 1986, Los Angeles CA, 18:45 P.M.

- É só um rapaz Eliza, qual o motivo de tanta implicância? – Sentadas sobre sofá da sala de Scarlett, as duas amigas adentravam numa discussão desnecessária, onde a loira insultava sem motivo algum, o garoto que tanto havia cativado a atenção da morena, que borbulhava num ódio interno, somente de ouvir tais insinuações vindas da parte de Elizabeth.

- Ora Scarlett, eu só não acho certo que você se apegue tanto assim num homem que conheceu no bar, ou melhor, que lhe carregou bar afora. – A garota tentava ao máximo disfarçar o repúdio que tinha em seu tom de voz, porém, aquele ato não passara despercebido por Scarlett, que naquele momento, já se preparava para repreender severamente a amiga, o que não demorou a acontecer.

- Escute aqui Elizabeth, eu ainda não gosto daquele lugar sujo e nojento, e muito menos pretendo colocar meus pés lá novamente. Aquela noite foi apenas um deslize. Eu estava num momento de fragilidade e acabei cedendo, e foi somente isso. Quanto ao Steven, você deveria medir suas palavras e rever melhor os seus conceitos, e talvez agradecer ao garoto por não ter me deixado desmaiada naquele local de merda. – Irritada, levantou-se do móvel de uma só vez, rumando com brutalidade até a cozinha, procurando de alguma maneira acalmar-se, enquanto podia ouvir os resmungos incompreensíveis de Elizabeth, que a seguia como uma sombra. – E eu não estou “apegada” nele, ora essa loira, nós conversamos uma vez só! – Abria a geladeira com uma expressão indignada na face, pegando uma garrafa de vodka nas mãos, e bebendo o líquido gelado e ardente direto do gargalo, percebendo a expressão de nojo que a amiga fazia ao presenciar tal cena – Mas o que foi agora?

- Coloque isso num copo! Beber direto da garrafa é falta de educação e de higiene. – Eliza cruzava os braços insatisfeita e enojada, recuando alguns passos para trás, como se Scarlett fosse contagiosa. Sua reação não poderia ser muito diferente. Nascida e criada em Hollywood Hills a loira tinha construído uma amizade de longa data com a morena, que também nascera em família nobre, mas logo deserdou dos pais, quando percebera que não queria viver naquele mundo fechado e esnobe, e sim, queria viver a vida de forma diferente. De forma normal.

- Jura? – Scarlett retrucava com o sarcasmo carregado na voz, dando mais um gole na bebida ácida, levando a loira a revirar os olhos verdes e sair apressada da cozinha, indo até a porta de entrada, pronta para finalmente ir embora daquilo que costumava chamar de "inferno". Sem ao menos se despedir, bateu a mesma com força, deixando uma Scarlett com um sorrisinho vencedor nos lábios para trás. 

Guardando novamente o recipiente no refrigerador, caminhou sem ânimo até a sala de estar, encarando a vitrola antiga que estava bem exposta sobre a velha escrivaninha, com o carinho estampando seus olhos. Não havia palavras que pudessem descrever o quanto amava a música. Algo que lhe fora desde muito nova um assunto totalmente privado e proibido. Scarlett costumava ouvir os discos de seu pai escondida numa pequena sala da enorme mansão em que costumava morar, torcendo para que sua mãe não a pegasse apreciando os vinis de Rock clássico que seu velho guardava consigo. O objeto tão retrô e valioso fora a única coisa que trouxe de seu antigo lar, para que pudesse apreciar com deleite aquilo que tanto protegia.

Caminhou até a prateleira, pegando um disco específico que tanto gostava de ouvir quando estava de certa forma, desanimada. She’s So Unsual da Cyndi Lauper logo fora encaixado perfeitamente na vitrola, e Girls Just Wanna Have Fun tomou conta de todo aquele ambiente solitário que incomodava Scarlett todos os dias. Não demorou muito para que seus quadris se movimentassem juntamente com a melodia animada, que contagiava todas as suas células já incentivadas pelo álcool que corria solto por suas veias. Balançava animadamente o corpo que era coberto somente por uma blusa larga do “Cobra Kai” e um shortinho de pijama branco, jogando os cabelos castanhos para os lados de maneira bagunçada, e acompanhando Cyndi nos vocais. Sua cantoria foi interrompida por tímidas batidas vindas da porta. Ainda ofegante pela dança desengonçada que havia feito segundos antes, atendeu, dando-se com Steven sorrindo para ela. Franziu o cenho, confusa, estranhando a aparição repentina do rapaz, mas também, estando de certa forma, feliz por poder vê-lo novamente.

- Cobra Kai? – ao notar a camiseta que Scarlett vestia, o loiro apontava para a estampa grotesca da naja desenhada meticulosamente no tecido preto, confuso pela preferência da garota. 

- Eu sou fã de Karatê Kid – ainda sem graça pela visita, coçava os cabelos úmidos de maneira nervosa, procurando as palavras certas para iniciar um diálogo entre eles. – Mas o que te traz até aqui, Steven? Precisa de algo?

- É que eu havia te ligado, mas seu telefone está mudo, então resolvi vir até aqui para ver se estava tudo bem. – O loiro prendia as mãos no fundo dos bolsos da calça jeans surrada, quase rasgando o tecido pela força que depositava, descontando de forma grotesca a ansiedade que sentia somente de a ver. Não podia negar, algo nela o atraía de uma forma inexplicável, e aquilo o atormentou durante toda a noite passada, onde pegava-se lembrando de seus olhos azuis e de seu sorriso encantador. É... Ele era um verdadeiro babão.

- Merda! Eu esqueci de pagar a conta... – a expressão de Scarlett passara de alegre para preocupada numa fração rápida de segundos. A garota estava desempregada, e aos poucos suas reservas para emergência iam se esgotando conforme as contas aumentavam gradualmente. – Me desculpe por ter feito você vir até aqui Ste... Eu agradeço por tudo que tem feito por mim, como posso recompensar? – Apesar das circunstâncias, seu convite não soara nem um pouco malicioso. Ao contrário, era inocente e verdadeiro, fazendo Steven sorrir feliz, vendo que ali poderia ter uma brecha para iniciar uma amizade.

- Isso não é nada, gata – Diz erguendo os ombros, mostrando estar despreocupado – Eu não tenho uma vida das mais agitadas... Então ver você não se torna nenhum peso para mim – ainda mantinha seu sorriso galante nos lábios, fitando Scarlett que sentia seu coração se amolecer a cada palavra proferida por ele.

- Qual é, Steven! Vamos, você vai sair para comer comigo. Essa será minha forma de recompensa. – Antes mesmo que o loiro pudesse contrariar sua decisão, a morena o puxou pelos braços, encaminhando-o até o sofá de cor preta, colocando-o sentado sobre o móvel, observando com graça sua expressão totalmente confusa – Espere aí, eu já volto, e então vamos sair, ok? E nem pense em dizer ao contrário! – apontou o dedo para ele antes de sumir quarto adentro, deixando-o sozinho na sala, acompanhado somente da voz de Cyndi Lauper, que agora rodava num tom mais baixo.

 

[...]

- Chegamos! – os dois adentravam a lanchonete, sendo recepcionados por olhares rápidos e curiosos e logo depois, recebendo a total desatenção dos clientes ali presentes. A estrutura rústica do estabelecimento, mostrava que Scarlett não era uma daquelas mulheres que se importavam com restaurantes caros, nem comidas finas, aumentando ainda mais o carinho que Steven sentia pela moça. Penduraram os casacos sobre a estrutura de madeira, dirigindo-se até o balcão de cor clara, tendo em vista que todas as mesas estavam ocupadas.

- É um lugar legal – Steven girava a cabeça ao redor, observando cada detalhe da bela decoração, que fascinava os olhos do loiro, que admirava o bom gosto de Scarlett.

- Eu sempre costumo vir até aqui, é um local muito reconfortante... Embora eu não tenha mais a mesma grana que tinha antes para poder gastar a noite inteira. – a morena riu sem graça, lembrando-se da época em que podia gastar o quanto quisesse, e que hoje em dia, tinha de contar as moedinhas para poder sair nos finais de semana.

- Todos nós temos épocas de vacas magras, sabe? – sem perceber que recebia o olhar curioso de Scarlett sobre si, continuava a contar sobre sua vida como se fosse um livro aberto – Quer dizer... Eu moro com cinco caras numa casa minúscula e suja, me entende? Eles nem sequer se preocupam com a limpeza e aquele cafofo parece mais um lixão... – via os olhos azuis de Steven brilharem ao falar, demonstrando que passavam por tudo aquilo por terem um objetivo consigo. – Porém nós ainda temos fé de que iremos ficar famosos, e ser uma das maiores bandas do mundo, entende? – Até aquele ponto, Scarlett não sabia que o loiro participava de uma banda, e percebeu que ao falar da mesma, o sorriso de Steven dobrara de tamanho, e seus olhos azuis ganharam uma espécie diferente de brilho. – Nós damos tudo o que temos toda semana, tocamos em troca de pratos de comida e vivemos duros de grana, mas isso não nos impede de ser feliz, compreende? – ao chocar seus olhos azuis nos dela, pode sentir seu corpo esquentar por dentro, como se seus órgãos estivessem cozinhando dentro de si. Uma faísca afetuosa subiu por suas veias e chegou até seu coração, que deu um pulo fora de ordem em seu peito. – O dinheiro não compra felicidade, mas acho que ter uma grana extra de vez em quando não deve ser tão ruim assim – Scarlett sorriu largo, ainda presa as íris do loiro que a observava de forma fascinada.

- Sabe, Steven? – a morena tirou-o de seu transe, deixando-o alerta para suas palavras – Você é um bom homem, e merece todo o sucesso desse mundo – as palavras doces que deixaram sua boca foram o suficiente para que os olhos do loiro se enchessem de água, e que seu sorriso tomasse posse de seus lábios avermelhados novamente – E eu espero poder ver você na frente de milhões de pessoas e estar lá no meio da multidão para te mandar um “Oi” com as mãos – os dois acabaram por rir juntos, desfrutando daquele momento tão caloroso e confortável que vinham tendo.

Era como se eles se conhecessem a anos, e tivessem um grau de intimidade suficiente para falar sobre qualquer coisa, aprofundando numa conversa de horas e horas, não percebendo que já eram os últimos clientes por ali, e que os funcionários se preparavam para fechar o estabelecimento.

Saíram então pelas ruas escuras, cambaleando em direção  ao prédio de Scarlett, que, por pura sorte ou talvez coincidência, era pertinho de onde Steven morava, sem que a mesma ao menos soubesse disso. A quase madrugada era preenchida somente pelas vozes arrastadas e altas dos dois jovens já embriagados, que corriam e brincavam no meio do asfalto gasto, bêbados pelas várias doses que consumiram de forma totalmente obscena no bar, enquanto tagarelavam sobre a vida, e suas supostas injustiças. Não demorou muito até que o edifício de cor verde musgo fosse visto, levando o sorriso de Scarlett a murchar um pouco, não aprovando a ideia de ter que se separar de Stee, que ainda pulava no meio da rua vazia. Ao adentrarem a portaria do edifício, se despediam de maneira desengonçada e divertida, arrancando ainda mais risos escandalosos de ambos, que sentiam o efeito do álcool ficar ainda mais intenso em seus organismos.

- Até mais, Scarlett – a voz arrastada e fofa do loiro fazia a morena sorrir discreta, se pegando presa novamente sobre seus olhos celestes, que retribuíam aos seus na mesma intensidade.

- Até mais, Steven – se aproximou de supetão, depositando um beijinho sob a bochecha quente do loirinho, lançando um sorriso tímido para a moça, que desparecia pelas sombras do prédio, deixando o rapaz parado de maneira boba na calçada, enquanto a observava sumir escadas acima. Deu um último sorriso alegre, cambaleando finalmente na direção da “Hell House”, ainda sentindo suas bochechas queimarem aonde os lábios macios de Scarlett haviam repousado minutos antes.


Notas Finais


Mais uma vez, perdoem-me pelos erros! <3

Até mais


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