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História We'll Be Together - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, queridas! <3

Aqui vai mais um cap pra vocês! Espero que gostem!

Perdoem-me qualquer erro que possa passar despercebido! Ainda não o corrigi!

Um beijo, e boa leitura! <3

Eliza na capa ❤️

Capítulo 7 - We'll Be Fine, Eliza.


Fanfic / Fanfiction We'll Be Together - Capítulo 7 - We'll Be Fine, Eliza.

PELA MANHÃ....

07:00 A.M.

Algumas frestas de luz atravessavam a janela do quarto, que até então estava completamente escuro, e lentamente Scarlett abria os olhos azuis claros, amaldiçoando o maldito dia, por começar tão alegre. Demorou alguns segundos para que realmente se situasse, e lembrasse dos homens que dormiam debaixo de seu teto. Riu, divertida, pensando em como de uma noite para a outra, haviam cinco rockeiros deitados no chão da sua sala tão pequena.

Jogou as cobertas fofas para o lado, tomando impulso e sentando sobre a beirada da cama, sonâmbula. Estava zerada. E somente um bom café da manhã poderia ajuda-la naquele quesito, de renovar seu combustível. Levantou-se ainda meio tonta, permitindo que os pés  descalços entrassem em contato com o assoalho gelado, e caminhou cambaleante até a porta, abrindo-a devagar.

Estavam imóveis.

Exatamente da mesma maneira que haviam deitado durante a madrugada.

Não tinham se mexido um milímetro sequer.

Quis rir, mas segurou, e decidiu que os deixaria descansar, pois eles mereciam.

Imediatamente lembrou-se de uma conversa qual teve com Steven dias antes do show, onde o loiro dizia que não comiam de todas as refeições, e que raramente tinham sequer um café da manhã decente.

E então, como uma luz, atravessou silenciosa a sala cheia de corpos sonolentos, rumando até a cozinha velha, decidida a preparar um delicioso desjejum para os rapazes.


[...]

O ambiente cheirava á panquecas. Como em uma manhã familiar de domingo jubiloso, onde todos sentavam-se ao redor da mesa, e degustavam de uma refeição farta.

Foi quando Elton Jonh brilhou na mente da garota, e sem pestanejar, Scarlett, simplesmente cantou.

- Don’t go break my heart... – Iniciou, em tom baixo, não querendo que ninguém lhe escutasse, mexendo os quadris leves de um lado para o outro.

- I couldn't if I tried – Uma voz doce, conhecida e desejada, continuou sutilmente a canção, também num tom baixo para não acordar ninguém, e os olhos da loira voltaram-se aos dele. Chocando seus azuis. 

O coração pulsou mais forte. Steven.

- Honey, if I get restless – Sorriram grande, dando vivacidade aos versos daquele artista tão perfeito, sentindo na pele cada palavra da letra. Scar se aproximou de leve, e o loiro continuou parado ao batente de madeira da porta, não desviando o mar límpido de suas íris das dela.

- Baby, you're not that kind – A voz de Steven era simplesmente angelical. Assim como seu rosto, que mesmo indicando uma forte ressaca, ainda continuava belo e gentil. Scar deu dois passos em frente, diminuindo o espaço entre seus corpos tensos, ainda sorrindo como idiotas do colegial.

- So don’t go break my heart – Cantaram juntos o refrão, e Scarlett puxou o rapaz pela mão de maneira suave, iniciando uma série de passos desengonçados e desastrosos, deixando a música soar nas cabeças, rodando pela cozinha inteira, e somente parando quando finalmente bateram na superfície dura e fria do balcão, e a morena lembrou-se das panquecas ao fogo. Empurrou de leve o peito de Steven e voltou-se para a frigideira.

- Bom dia! – Disse o loiro, e a morena impressionava-se com sua alegria matutina, e aquilo lhe deixou feliz, pois tinham tantos anos que não deleitava de um café animado, que até havia se esquecido de como era essa sensação.

- Alguém acordou com as galinhas... – Respondeu, divertida, espiando de leve a expressão sonolenta do garoto. – E de ressaca! – Riu. – Vejo que terei de preparar um coquetel para os rapazes festeiros... – Repousando mais uma rodada de massa sobre o prato raso e redondo, servia a mesa já posta, e viu os olhinhos de Stee brilharem.

- Foi você quem fez? – Aproximando-se da comida, Steven avançava até as rodelas clarinhas, mas parou quando recebeu um tapa forte e doloridos sob os dedos, e via o olhar repreensivo de Scar, que agora tinha um frasco de mel e caldo de cereja nos braços.

- Vá lavar as mãos primeiro – Disse fingindo braveza, mas não sustentando a pose durona por muito tempo, diante da carinha de cachorro arrependido que Steven fazia. – Vou acordar aqueles dorminhocos.

Seguiu até a sala com o loiro em suas costas, encarando os quatro homens parecendo cadáveres jogados no solo.

- Meninos! – Sem resposta. – Meninos! – Aumentar o tom de voz nada adiantara, e foi quando lembrou do quão eficiente pode ser a música.

Sem nada dizer, apenas foi novamente até a vitrola e os aparelhos sonoros potentes, nunca usados. 

Procurou pelas prateleiras preenchidas por discos, pensando no mais barulhento que poderia ter. E achou.

Lembrou-se de um vinil antigo que ganhara de presente de um amigo da época de infância. Tratava-se de Shout At The Devil, do Mötley Crüe. Sabia que ali encontraria o que precisava.

Não tardou ao retirar o papelão empoeirado da coluna de madeira, e o virar para Steven, que ria em silêncio. Encaixou-o no suporte, e como conhecia aquele disco como as pontas dos dedos, pulou para uma música específica, ligando os aparelhos no maior volume possível, e logo os primeiros acordes de Mars em Too Young To Fall In Love soaram ao máximo, e a cena que se seguiu foi hilária, fazendo Scarlett quase cair de tanto rir. Os quatro rapazes simplesmente pularam e Slash até acabou por deixar um grito escapolir de seus lábios. Vince Neil preenchia todo o apartamento, os quatro tapavam os ouvidos, e suas expressões não eram uma das melhores. A morena diminuiu o volume, ainda rindo escandalosa, juntamente com Steven, que caiu ao sofá, perdendo o fôlego.

- Bom dia, dorminhocos! – Exclamou a morena, radiante. – Vão lavar as mãos e venham para a cozinha, preparei um café da manhã para vocês! – Passou por Steven, chamando-o, e deixando os garotos sozinhos novamente, tais que xingavam em silêncio.

[...]

Estavam todos reunidos á mesa. Scar podia jurar que aqueles olhinhos estavam tão brilhantes quanto as estrelas, e sentiu-se satisfeita por poder minimamente ajudá-los. Os rapazes comiam tudo com uma vontade gigantesca, matando uma fome que os perseguia desde muitos anos atrás, quando somente tinham bebidas e drogas na casa onde residiam. A morena sentia-se como uma mãe realizada, que via os filhos degustarem de sua comidinha simples e caseira, e mesmo que nada dissessem, somente de ver a satisfação nítida em suas expressões, era mais que o suficiente para deixar seu dia completo e glorioso.

Apesar de tudo, eles ainda riam contentes, imensamente felizes pelo público alcançado na noite anterior, e sonhadores pelo o que viria a seguir.

Mesmo não tendo nada, vivendo com pequenas migalhas, e sobrevivendo ao lugar de realmente viver, não desistiam de seus objetivos concretos, e por mais defeitos que tivessem, Scar não poderia simplesmente os chamar de vagabundos. Eram batalhadores.

Tudo ia bem, até a porta se abrir, e uma voz doce e melosa soar pelo apartamento.

- Scar? O que são esses instrumentos aqui? – Os barulhos de salto e o cheiro de perfume caro não enganavam. Elizabeth havia aparecido, e a mulher já tinha dor de cabeça somente de imaginar a cena que ocorreria a seguir. Deixou que a loira trilhasse o próprio caminho, e apenas apaziguou os garotos com um olhar gentil, dizendo que não tinham com que se preocupar. – Quem derrubou esse vaso? Ah! Já sei, teve uma noite de sexo selvagem, não é espertinha? Vamos Scarlett apareça, eu quero detalhes. – As bochechas da garota ruborizaram de leve, e os cinco rapazes continham os risos.

- Estou na cozinha, Eliza, quero que conheça umas pessoas. – Não deixou a voz tremular nem vacilar. Estava na hora da loira parar com seus chiliques sem noção, e acordar para a realidade da vida real, e não a de Hollywood Hills.

- Pessoas? Mas que pes... – A garota parou de falar assim que viu a cena diante de seus olhos verdes. A amiga sentada com mais cinco homens destrambelhados, e entre eles, é claro, Steven. Forçou um sorriso amarelo, e caminhou devagar ao redor da mesa cheia, parando ao lado de Scar. – Olá rapazes, e Steven... – O loiro acenou com a cabeça, sorrindo fraco. Elizabeth tentou esconder o desdém, mas fora quase impossível, quando todos na mesa notaram seu desconforto estampado na face contorcida.

Suas roupas já a denunciavam. Um vestido preto e soltinho num tecido de seda, simples, mas que custavam uma fortuna em lojas de marca e renomadas pelas revistas influentes.

- Bem... Sente-se, Liza, tome esse café com a gente. – Indaga Scarlett, puxando a única cadeira restante, ao seu lado.

Por mais que a loira fosse realmente implicante, a morena ainda tinha um tiquinho de fé em sua amiga, e não desistiria dela, nem por um segundo. Acima de tudo, Scar a amava.

Elizabeth cogitou surtar, e sair pisando alto, da mesma maneira como fora instruída pelos pais. No entanto, estava ali, por ter a esperança de passar uma manhã agradável com a amiga, já que sua própria família não o fazia, e a loira via o como todos os presentes estavam felizes, e de como o clima se encontrava harmonioso. Percebeu finalmente, o como  aquilo seria uma atitude infantil e sem sentido, sem motivos. Afinal, qual seria o problema?

Tomou o lugar vazio, largando a bolsa  vermelha que tinha pendurada nos braços sob o balcão vazio, e tentou soltar-se mais, sorrindo, dessa vez sem falsidade, deixando o pesado ficar leve, e a lente imunda se limpar.

_______________________________________

Scarlett nunca pensara que aquilo poderia ser real.

Elizabeth estava totalmente leve, como uma pluma de pavão, e a mesma até se permitiu flertar com o rapaz alto e de cabelos louros, libertando-se do casulo rude e arrogante, desabrochando como uma rosa em plena estação, de uma maneira como somente Scarlett já havia a visto antes.

Scar havia permitido que os garotos tomassem um banho, e vestissem algumas roupas que seu ex-namorado havia esquecido ali durante vários anos correntes, e que a mesma nem lembrava-se delas, que estavam jogadas bem aos fundos do guarda roupa.
Aquela manhã de sol havia se passado na velocidade da luz, e agora, os sete amigos esperavam uma pizza para o almoço.

Duff e Eliza conversavam baixo e insinuantes entre si, sorrindo como dois idiotas. Axl, Izzy e Slash, brincavam num jogo de tabuleiro antigo, e Scar e Steven estavam na cozinha, arrumando tudo para que pudessem almoçar.

 - Sabe, Scar?... Tem consciência que não precisa fazer tudo isso por nós cinco, não é? – Steven falava para a morena, que agora franzia o cenho, confusa. – Quero dizer, não queremos parecer um bando de vagabundos, que vive nas custas dos outros... Não queremos dar trabalho. – O loiro secava os pratos, posicionando-os em cada lugar da mesa.

- O que? – Sorriu, incrédula. – Steven eu adoro ter a casa cheia! Céus, faz tanto tempo que não recebo amigos ou algo assim, eu passei mais de seis anos sozinha, somente com Eliza frequentando minha vida! Por mim vocês morariam aqui, mas infelizmente não temos quartos suficientes... – Disse a última frase cabisbaixa e brincalhona, mas animou-se quando o riso tão doce e único do homem lhe acariciou a audição.

- Você não pode ser real... – Balançou a cabeça de um lado para o outro, jogando os fios louros com graça, e se aproximando da morena novamente, parando ao seu lado.

O rapaz apoiou o cotovelo na pia escura, e continuou fitando a garota um pouco menor que ele. Passou os olhos azuis turquesa por sua pele esbranquiçada como um floco de neve, repousando as pupilas em seus lábios rosados por natureza, e uma imensa vontade de os beijar tomou conta de si, que não reprimiu o desejo, aproximando-se sutilmente de seu rosto belo como o de uma pintura renascentista, ansiando por uma breve continuação da degustação que teve na madrugada passada, onde tiveram seus lábios colados por míseros e mágicos segundos.

Scarlett vibrou, e também tremia em vontade de o sentir de maneira profunda, provar de seu gosto na língua.

Entreabriu os lábios, também dando um passinho em frente, já fechando os olhos. Sentiu as mãos quentes e fofas de Stee em seu pescoço, firme, repuxando alguns fios soltos de seus cabelos castanhos escuros, e quando roçaram as bocas de forma desejosa e excitante, a campainha tocou, quebrando completamente o clima.

Bufaram juntos, revirando os olhos para a porta da cozinha, vendo que tinham vários olhinhos coloridos e curiosos sobre eles, e os pequenos sorrisinhos maliciosos vindos dos rapazes fizeram Scarlett estupidamente corar as bochechas. Porém, também não passara despercebido pela morena os dedos entrelaçados de Duff e Eliza, que logo o desataram, percebendo o olhar azul da garota sobre eles.

Pagaram pela pizza e se sentaram á mesa, degustando de uma grande e deliciosa, massa de Queijo.

 

 

DE NOITE...

Scar e Elizabeth estavam deitadas na superfície macia da enorme cama, com os pés apoiados nas paredes creme, e as costas no colchão. Os pézinhos cobertos com meias combinadas em rosa e branco brincavam numa guerrinha infantil, e risadinhas finas saíam de suas gargantas.

- Scar? – A loira pergunta, receosa, preparando a amiga para a notícia que viria a dar.

- Sim?

- Bom, preciso lhe contar uma coisa... – Parando de brincar com os pés, Elizabeth tinhas as pupilas negras da morena para si, esperando por uma continuação. – Quando apareci pela manhã, era porque tinha algo importante para lhe dizer, só que como os garotos estavam aqui e aconteceu o que aconteceu, eu esperei pela noite...

- Desembucha, Elizabeth. – Respondeu, ríspida. Scarlett odiava enrolações.

- Mamãe e Papai me tiraram de casa. – Soltou de uma vez, já com os olhos marejados.

- Como assim? – A morena sentou-se de imediato na cama, enfurecida pela notícia. 

Nunca pensou que aqueles quais um dia foram seu exemplo, poderiam fazer isso com a própria filha.

- Nós tivemos uma discussão na noite passada, e eu disse que não terminaria a faculdade de direito, pois não é o que realmente quero... E bom, você já deve imaginar o resto. Se enfureceram e me disseram que não queriam uma vagabunda debaixo do teto deles, e me deram até amanhã no período da tarde para pegar o restante das minhas coisas e sair de vez ... – A voz embargada pela tristeza da loira quebrou Scarlett no meio.

A morena levou os dedos finos até o rosto encharcado pelas gotinhas salgadas da amiga, retirando com eles o excesso de água presentes em suas maçãs rosas claras, como algodão doce, lhe transmitindo uma paz e tranquilidade desumana.

- Ei, está tudo bem, ok? Você vai ficar bem aqui, comigo. – Eliza sorriu, e afirmou positivamente com a cabeça.

Scar sabia que estava totalmente dura de grana, e que agora seria ainda mais difícil manter o imóvel, porém nunca fora de desistir da luta, e estava disposta a acolher Elizabeth.

- Nós vamos ficar bem, Eliza. – Por fim, a envolveu em seus braços maternais, deixando-a chorar até adormecer, assim como a loira já havia um dia, feito consigo.


Notas Finais


<3


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