História Well-to-do - Capítulo 11


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Categorias Fairy Tail
Personagens Gray Fullbuster, Juvia Lockser, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Natsu Dragneel
Tags Gruvia, Nalu
Visualizações 32
Palavras 1.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite pra quem não quer me matar, e boa noite pra quem quer. <3
Eu tinha dado um tempo de escrever e quando voltei não vim terminar essa fic, perdoem. Eu aviso que demorarei um pouco pra postar, mas não me ausentarei por um período tão longo novamente... Mais uma vez, me perdoem...


Boa leitura! :3

Capítulo 11 - TUM-TUM


- Não foi nada. –percebo que meu maxilar estava tenso só quando sou “obrigado” a usar a boca para respondê-la. Andávamos a caminho de sei lá onde. Na verdade eu é que não sabia, para Jade estávamos indo encontrar minha inexistente namorada.

- Deve ter sido alguma coisa... Pode me contar, foi uma barata, não foi?

Ela dá uma risadinha em seguida, que me faz enrubescer de raiva. Olho para o outro lado, procurando manter a calma e esquecer que aquele ser estava do meu lado. Só assim daria para recobrar a paz. Mas não por muito tempo.

- Não se preocupe, não contarei pra ninguém sobre seu medo de baratas. –ela insiste enquanto põe a mão no meu antebraço, para me “tranquilizar”.

- Não tenho medo de baratas. Não tinha barata nenhuma lá! –perco a linha e ando mais rápido, em vão, já que ela me acompanhava como uma raposa ágil atrás de um coelho indefeso. Andar depressa não vai ajudar, Gray. Só iremos chegar a lugar algum em menos tempo. Tem razão. Meu subconsciente ainda não se exasperou como eu. Obrigado!

- Então por que gritou?

Porque você estava me estuprando no meu sonho.

- Porque tive um pesadelo. SÓ isso. –estou tendo na verdade.

- Ah, coitadinho dele. –ela passa as mãos no meu cabelo em forma de consolo.             Que garota ousada! –Se ao menos eu estivesse lá para acalmá-lo. –ah, você estava. E tornou tudo o que aconteceu mais traumatizante.

- Jade!

- Ah, sim. Você é leal, desculpe. Até onde sabemos pelo menos... –ela afasta as mãos de mim, pousando-as atrás do corpo ao dizer aquela frase que jogava na minha cara o quanto não havia engolido minha desculpa.

Suspiro pela décima vez. Preciso sair dessa. E agora.

- Putz, Jade. Lembrei que ela ia sair de manhãzinha hoje pra conhecer uma padaria que tinha uns doces diferentes. –caraca, até eu acreditei em mim depois dessa. Só que não. Padaria, Gray? Sério?! Doces diferentes?!?

- Ótimo, também gosto de coisas diferentes! Podemos encontrá-la lá. –ela sorria falsamente e com o meu silencio, por eu ter precisado engolir em seco, ela prossegue. –A não ser que ela não passe de uma mentira para me despistar... –ela se aproximou do meu rosto para, novamente, me avaliar, deixando claro que eu podia ser sincero com ela.

Nem sonhando que eu voltaria atrás depois de tudo isso que inventei! Vou dar um jeito nessa garota maldita, sem que eu tenha que transar com ela.

 

Natsu P.O.V on:

Acordei sentindo a maciez do colchão. Devia ser o colchão mais macio em que já dormi! Aliás, de quem é ele? Me virei para identificar a quem pertencia aquela respiração que estava na minha nuca. Com a virada um pouco brusca, me deparei com olhos castanhos sonolentos me encarando.

Pode crer, eu tinha vindo com ela até seu quarto. Ela continuava linda mesmo naquela situação.

- Desculpa. –pedi, sem ter a menor intenção de acordá-la.

Lucy fez um movimento quase que imperceptível com a cabeça e fechou os olhos para voltar a dormir. Senti uma pontada de felicidade em meu coração quando recordei lentamente do que tinha acontecido.

Depois do bar nós fomos até o terraço do prédio e ela me mostrou como o céu parecia ser mágico visto de lá. Conversamos sob a noite estrelada e depois ela me levou para seu quarto. Lá jogamos vídeo game e conforme as partidas jogadas quem perdia bebia uma lata de cerveja. Acho que ambos acabamos ficando bêbados depois disso e dormimos. Só tinha certeza de que não tínhamos transado por estarmos com as mesmas roupas. Por algum motivo estava feliz por isso.

Toquei nas costas da mão dela que estava encostada no meu peito e me aconcheguei para voltar a dormir também, sem me preocupar com o tempo.

Quando ouvi a batida na porta tinha certeza de duas coisas: 1)Não fazia mais de 15 minutos que eu havia voltado a dormir e 2)não era a primeira vez que a pessoa batia na porta.

Parece que o sono de Lucy é mais tão pesado quanto o meu, porque ela estava acordando junto comigo, sendo que as batidas já eram de raiva nesse momento.

- Já vai! –ela gritou depois de murmurar, reclamando ao levantar e caminhar para a porta como um zumbi, sem nem mesmo me fitar durante o percurso.

Da posição em que eu estava não conseguia ter visão de quem estava na porta. Me assustei quando Lucy deu uma exclamação exagerada demais com aquela voz rouca.

- Juh! Como foi ontem? –eu não precisava conhecer Lucy tão bem para saber que sua pergunta soara um tanto quanto maliciosa propositalmente. Com o apelido dito junto à pergunta me lembrei da garota que estava ali em frente a ela. Ela parecia ser bem legal.

- Não vem com essa, Lucy! Não devia ter me deixado lá, com aquele... Babaca! –ou não tão legal assim. Sua voz carregava revolta e ela havia pronunciado tudo muito rápido. Se eu fosse Lucy teria evitado a fúria da azulzinha fechando a porta.

- Quer dizer que vocês não ficaram? –confesso que a curiosidade não era só de Lucy e atendei os ouvidos para escutar a resposta. Até me sentei na cama.

- HÃ?! Eu... É.. Mas q.. nã-não é isso! –a garota suspirou e passou por Lucy para entrar, mas assim que nossos olhares se encontraram corou mais do que eu podia imaginar ser possível e se virou para a porta para sair novamente –Ah! Desculpa, eu não sabia... E você nem me fala nada, Lucy! –pronto, agora ela tava exaltada de novo.

- Ei, não tem problema não. Ele é um babaca mesmo. –não dava pra negar que ele era, e sorri para que ela se sentisse melhor. Ela não tinha dado bem um “fora”, quer dizer, pelo menos eu deixei claro que não ligava.

Ela me olhou ainda vermelha e fez um tchau tímido antes de passar por Lucy e voltar para a entrada do quarto. Ignorado com sucesso.

- Depois conversamos. E bem sério. Meu horário de almoço vai acabar.

- Tá bo- QUE? QUE HORAS SÃO? –Lucy aumentou o som da voz mais do que o necessário novamente. Mulheres... Nunca irei entendê-las.

Deitei na cama e bufei. Eu só queria dormir um pouco mais com aquela loira incrível.

- São meio dia e alguma coisa. Queria eu ter dormido até tarde. Muita coisa já aconteceu hoje, mas depois te conto tudo. –a azulada deu um beijo na bochecha de Lucy e com uma corridinha sumiu dali.

Lucy adentrou novamente o quarto fechando a porta devagar. Ela veio em minha direção com um semblante chocado, logo tinha certeza de que a culpa cairia sobre mim. A culpa é sempre do Natsu!

- Por que não me disse que seu amigo era um babaca? –seu tom era acusador, o que me fez ficar na defensiva. Mas tenho que admitir que ela ficava fofa brava, com as mãos na cintura daquele jeito.

- Ele não é babaca! –me sentei novamente na cama para demonstrar seriedade. Ela retrucou com um olhar cético. –Bom, talvez seja um pouco... Mas normalmente ele trata as mulheres bem até que consiga o que quer. E pelo visto eles não... Você sabe. Então não entendi nada.

- Wow, ele é realmente um babaca. Eu fui errada mesmo... –ela se senta na cama e percebo seu remorso como uma nuvem cinza em sua cabeça.

- Ei, não tem que ficar triste por isso. Ele é meu melhor amigo, claro que você pensou que ele fosse legal como eu. E olha, ele até pode ser pervertido, mas tem um coração bom. –disse ao me aproximar dela e abraçá-la. –Relaxa.

- E quem me garante que você não é como ele? Só um aproveitador barato que vai me usar? –ela se afastou, desfazendo meu abraço e meus sentimentos caíram no chão, destroçados. Ela não podia estar falando sério.

Fiquei mudo com sua resposta, não havia como falar o óbvio. Mas eu precisaria. Para não perdê-la.

- Se eu quisesse te usar teríamos transado ontem mesmo. E não o fizemos, não porque eu não queria, muito pelo contrário, eu te quero pra caralho, mas cara, foi maravilhoso não ter transado ainda contigo, porque antes do sexo quero te conhecer, te entender, ver quem você é e descobrir o que te torna tão especial a ponto do meu coração disparar ao trocar um simples olhar com você. –olhei em direção ao piso ao terminar, envergonhado com meu próprio romantismo. Aquilo só... saiu. E bem de dentro.

Ela continuava quieta, sentada ao meu lado. Estava tudo tão silencioso que era possível ouvirmos nossas próprias respirações. Senti sua mão no meu ombro e devolvi o olhar a ela.

“TUM-TUM TUM-TUM TUM-TUM”

Ela nos uniu com aqueles macios e doces lábios, dos quais eu não conseguiria esquecer em nenhum momento da minha vida. Ternura, carinho e paz. Eram coisas que ela me passava com aquele toque tão único. Ao me abraçar reparei que seu coração dançava a mesma musica que o meu. Abri os olhos quando senti que ela fazia o mesmo.

- Desculpe. –ela falou apreensiva, com a testa colada à minha. Não pude evitar em sorrir com isso.

- Tá tudo bem, Luchi.



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