História We're just friends - Capítulo 18


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Ban, Diane, Elaine, Elizabeth Liones, Hauser, King, Margaret, Meliodas, Merlin, Veronica
Tags Arden, Baine, Deldrey, Diane, Kiane, King, Lionessy, Melizabeth, Mistério, Musical, Nanatsu No Taizai, Romance, Segredos, Universidade, Zelda
Visualizações 64
Palavras 2.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


NÃO, EU NÃO MORRI!!! (Foge das pedras)

AAAAAAAAA FINALMENTE CONSEGUI CONDIÇÕES DECENTES PRA TERMINAR ESSE MALDITO CAPÍTULO, SOCORRINHO

Então, pessoal, antes de tudo, como vão? Eu estou feliz por finalmente estar com um celular que preste (é, o antigo morreu de vez mesmo, daí ganhei um novo). Perdi boa parte do planejamento da fic, mas não perdi os capítulos, então tá de buenas, né non?
Queria confessar que esse foi, sem sombra de dúvidas, o capítulo mais difícil que já escrevi (o que levou mais tempo também, doze dias), porque quis criar uma atmosfera onde vocês se sentissem felizes e putos ao mesmo tempo, sabe? Também precisava estar num momento melancólico pra escrever coisas sentimentais.

Para muitos leitores, esse pode ser um capítulo triste ou que faça ficar muito bravo, mas fiquem tranquilos, É ESSE O OBJETIVO MHUAHAHAHAHA!
Brincadeiras à parte, o arco Universidade de Lionessy chega ao fim do ato I, o que significa que, nos próximos capítulos, o tempo vai passar mais rápido. Consequentemente, outros personagens serão explorados e Kiane vai ter seus altos e baixos (mais altos do que baixos, isso eu garanto)

Enfim, já escrevi demais aqui, boa leitura!

Capítulo 18 - Capítulo treze: Me decepcione aos poucos


Fanfic / Fanfiction We're just friends - Capítulo 18 - Capítulo treze: Me decepcione aos poucos

Anteriormente em We're Just Friends...

De repente, o quarto pareceu ficar mais apertado, me deixando com uma sensação claustrofóbica. Senti meu rosto esquentar e minhas mãos suarem, mas Diane continuava olhando séria para mim.

— Vamos! O que tem para me dizer?

— É melhor você se acalmar. — Respondi com dificuldade, já hiperventilando — Porque é uma longa história.

◄••❀••►

Por King

Eu estava sem saída. Não podia mais esconder o que sentia e o que tinha acontecido. Mentir só pioraria a situação, talvez Diane passasse a me odiar mais do que já estava odiando. Mesmo sentindo que algo terrível estava para acontecer, escolhi o caminho mais difícil: contar a verdade a ela. Aos poucos, eu ia convencendo a mim mesmo que aquilo iria doer, mas tiraria um peso enorme das minhas costas. A necessidade de me preparar para esse momento nunca estivera tão gritante.

O motivo de nossa crise estava prestes a ser revelado, então cada segundo que se seguia era torturante. Céus, como isso pode ser tão difícil? Sentia meu rosto aquecer-se a cada segundo, com certeza estava vermelho como um pimentão. Minha garganta estava seca, enquanto o estômago embrulhava, dando mais e mais nós. Eu estava mais nervoso do que nunca.

Diane arqueou uma sobrancelha e manteve seu olhar focado em mim. O livro que lia estava agora em cima da mesinha de centro, com a capa vermelha virada para baixo. O cabelo, que não estava no penteado se sempre, foi colocado para trás, dando a ela uma melhor visão da minha pessoa. Puxei um dos pufes para perto dela e suspirei fundo, sentindo meu coração dar a sua milésima acelerada. Observei seu olhar distante do meu, os olhos sem vida, revelando um sentimento de raiva.

— Eu não tenho nada da faculdade esta tarde, mas saiba que não tenho o dia todo, então vê se fala logo. — Comentou, ácida. Foi ali que percebi que estava em silêncio há tempo demais.

— D-desculpe...

— Então...? — Bufou baixinho. É, ela estava brava.

Tomei fôlego e inflei as bochechas antes de falar.

— Tiveram certas coisas... — Pigarreei — Certas coisas que eu não te contei...

— Novidade... — Ironizou, me interrompendo.

Céus, isso vai ser mais difícil do que eu imaginei.

— E nos afetam, nós dois. Elas começaram há muito tempo. — Disse baixinho.

Ergui o olhar ao perceber que ela ficara em silêncio. Os braços já não estavam mais cruzados, estando somente apoiados em suas coxas, um do lado do outro. O olhar já não estava selvagem, sendo rebaixado somente a um ar entristecido e curioso. Assim como eu, Diane agora parecia bem nervosa. Vendo que ela não diria mais nada, tomei fôlego e disse:

— Nunca foi minha intenção esconder a verdade de você, por isso peço desculpas. — Fechei os olhos. Olhar para ela era difícil demais — Mas naquele momento, com tudo o que estava acontecendo, senti que fosse a coisa certa a se fazer.

Silêncio.

— Nós sempre fomos muito próximos. Mas, depois de um tempo, — continuei — eu passei a te amar de um modo diferente, Diane. Não como um irmão ama uma irmã, ou como um amigo ama uma amiga. Foi algo intenso, avassalador. Mas depois de você começou a falar que gostava do Howser, eu fui obrigado a guardar isso pra mim. Não queria encher a sua cabeça com vários novos sentimentos, te deixando num dilema amoroso. Como o melhor amigo, eu deveria zelar para o seu bem, não é?

Meu peito doía de um jeito terrível, como se incontáveis facas estivessem atravessando-o sem piedade. Sentindo minhas mãos começarem a ficar cada vez mais úmidas, esfreguei-as com cuidado na calça jeans, tentando normalizar toda a pane que estava acontecendo naquele exato momento. Era como se meu cérebro e coração estivessem fora de sintonia.

— Eu sempre soube que não tinha chance alguma. Afinal, quando é que amigos se gostam dessa maneira? Por medo de destruir tudo o que construímos juntos, eu apenas fugi quando não aguentei mais a barra. Ver você com outra pessoa me machucava demais.

Senti meus olhos encherem-se de lágrimas, e, ao abri-los, dei de cara com elas, só que desciam pelo rosto de outra pessoa. As orbes violeta de Diane estavam encharcadas e vermelhas, numa expressão magoada.

— P-por que... — Balbuciou, com dificuldade — Por que não me contou antes? Eu poderia ter me declarado também...

Arregalei os olhos, fechando as mãos em punhos e derramando as lágrimas que estava segurando há um bom tempo. Todo o nervosismo que eu sentia sumiu, e meu coração acelerou de um modo diferente. Sem palavras, aguardei que ela falasse.

— Não sei o que dói mais, o fato de você ter escondido o que sentia ou eu ter feito o mesmo.

Por Diane

A avalanche de sentimentos me engolira de vez. Tentava a todo custo não revelar a King que eu tremia como o inferno. A dor de saber que algo tão importante foi escondido pelo meu melhor amigo me dilacerava, me fazia querer sair dali e chorar até desidratar. Porém, meu orgulho era mais forte, queria ouvir e dizer tudo o que precisava ser ouvido e dito. Engoli em seco, apertando as unhas nas palmas das mãos, deixando-as com pequenos e profundos formatos de lua. Certo, esse é o momento de usar tudo o que aprendeu nas aulas de yoga, Diane. Tente normalizar a sua respiração...

Meu sexto sentindo nunca falha: desde que King me ajudou a cuidar dos pequenos ferimentos hoje cedo, senti que ele queria me dizer algo, só não sabia como fazer isso. Um gosto amargo subiu pela minha garganta.

— E-eu também senti isso... — Disse devagar, tentando soar o mais confiante possível, inspirando e respirando em intervalos mais normais — Houve um tempo em que eu senti algo diferente por você, algo que superava a nossa amizade.

Enquanto falava, um flashback me veio à mente. Num certo ponto da minha vida, King passou a ser importante demais para um amigo de infância. Ele sempre esteve ali, junto comigo, contribuindo para que meus sentimentos por ele mudassem drasticamente. Quando estávamos juntos, meu coração se aquecia e acelerava, eu me sentia bem e segura.

Passei alguns anos com essa coisa estranha dentro de mim, baixando a guarda quando estava perto dele. Entretanto, parece que o calor daquela paixão de infância se esvaiu quase totalmente nos últimos meses. Ainda dói vê-lo todos os dias, dividindo o mesmo teto que eu. Depois de tudo, todas as brigas e lágrimas derramadas, é como se nós não fôssemos nem mais amigos.

Como se não houvesse mais nada.

— Mas você se afastou, as coisas mudaram. — Suspirei, enquanto secava as lágrimas com as costas da mão — Não sei o que sinto por você agora.

Para tentar disfarçar o que sentia, levantei-me e segui até a penteadeira, agarrando com dificuldade a escova de cabelo. Pelo fato das minhas mãos estarem úmidas e tremendo, quase derrubei-a algumas vezes, esbarrando nos perfumes e acessórios em cima da superfície de madeira pintada de branco. Suspirei fundo, desembaraçando e dividindo minhas mechas castanho-escuras, para prendê-las no penteado de sempre.

— Eu sinto muito... — Sussurrou.

— Eu sei. Também sinto. — Agradeci mentalmente por não gaguejar.

— O que vamos fazer? — Perguntou King.

A escova caiu no carpete.

Abaixei-me para pegar, secando as poucas lágrimas que haviam se formado novamente. Era a primeira vez que não tinha uma resposta plausível para algo. Isso dá medo.

— Não sei.

— Você pode me perdoar?

Droga.

— Eu... Não sei.

— Entendo. — O ouvi suspirar, quase numa fungada — Tem mais uma coisa que eu preciso te contar...

Oh, droga. O que eu faço?

Meu coração acelerou mais uma vez, mas foi de um jeito diferente: algo quente. Meu corpo estava sendo estimulado a tomar alguma atitude, mas minha mente insistia em me manter no mesmo lugar, de joelhos e de costas para King. Uma sensação de euforia me invadia, o sangue correndo em minhas veias com mais rapidez, os dedos tremendo cada vez mais. O que é isso?

Por King.

— Eu passei dos limites uma vez.

Diane estava de costas, passando os dedos nas cerdas da escova que estava em suas mãos, completamente imersa em seus próprios pensamentos. Eu tinha que dizer de uma vez, mas por que isso é tão difícil? As palavras estavam travadas na garganta, recusando-se a sair.

This night is cold in the kingdom

I can feel you fade away

From the kitchen to the bathroom sink and

Your steps keep me awake

(Esta noite é fria no reino

Eu posso sentir você desaparecendo

Da cozinha para a pia do banheiro e

Seus passos me mantêm acordado)

— Tudo começou na noite do bai...

A escova caiu no carpete.

Os cabelos castanho-escuros esvoaçaram-se.

Num vislumbre de seus olhos violeta, meus lábios foram capturados pelos de Diane. Assustado, dei um passo para trás, caindo na cama. Ela estava por cima. Minhas mãos foram agarradas pelas dela, prendendo-me em meio aos lençóis de linho egípcio.

— Diane... — Murmurei, perdendo-me mais uma vez no universo violeta dos seus olhos.

— Cale a boca.

Agradeço aos céus por passar a ser mais forte que ela depois que nos tornamos adolescentes. Num impulso, troquei nossas posições, ficando por cima e observando sua expressão envergonhada antes de beijá-la.

Don’t cut me down, throw me out

Leave me here to waste

I once was a man with dignity and grace

Now I’m slipping through the cracks

Of your cold embrace

So please, please

(Não me corte, me jogue fora

Deixe-me aqui para desperdiçar

Eu já fui um homem com dignidade e graça

Agora estou escorregando pelas rachaduras

Do seu abraço frio

Então por favor, por favor)

Uma explosão de prazer me atingiu. Não perdi tempo e levei minhas mãos aos pequenos botões da sua camisa cor-de-rosa, arrancando quase todos e ouvindo o som baixinho deles se chocando com o carpete. Acariciei seus seios, ainda cobertos pelo sutiã de renda lilás, fazendo-a suspirar baixinho no meio do beijo. Levantei seus braços, prendendo seus pulsos com uma das minhas mãos, usando a outra para acariciar seu corpo.

É ainda melhor do que aquela vez.

A pele macia, o perfume adocicado, os lábios com sabor de morango, as curvas que pareciam terem sido esculpidas por anjos, era quase uma mentira tê-la ali, completamente submissa à mim.

Nos separamos pela falta de ar, nossas orbes âmbar e violeta se encontrando. Ofegante e corada, Diane desviou o olhar, entrelaçando suas pernas nas minhas. Não sei se é porque estamos sóbrios, mas a experiência está sendo bem mais prazerosa desta vez...

Could you find a way to let me down slowly?

A little sympathy I hope you can show me

If you wanna go then I’ll be so lonely

If you’re leaving baby let me down slowly

(Você poderia encontrar uma maneira de me decepcionar aos poucos?

Um pouco de simpatia eu espero que você possa me mostrar

Se você for, eu ficarei tão solitário

Se você estiver partindo baby, me decepcione aos poucos)

Soltei seus pulsos, sendo agarrado por ela e colando nossos lábios novamente. Senti minha camiseta sendo puxada por uma de suas mãos, vendo-a desaparecer num canto qualquer do quarto em seguida. Num impulso, agarrei o fecho do sutiã.

Não.

Isso não está certo.

Afastei minha mão dali, separando nossos lábios e olhando para Diane, que me observava confusa. Por mais que eu quisesse uma oportunidade dessas, o que estávamos fazendo é realmente certo?

— Você quer continuar? — Perguntei, baixando a voz — Se sim, lembre-se de que nós dois estaremos traindo nossos parceiros.

Ela abriu a boca para dizer algo, mas permaneceu em silêncio. Sua expressão foi entristecendo-se aos poucos, a ficha finalmente começara a cair. Assim como ela, eu também estava sentindo o peso na consciência. Mesmo que o momento estivesse favorável, estamos traindo pessoas importantes para nós, e isso é inadmissível.

Let me down, down

Let me down, down

Let me down

(Me decepcione, decepcione

Me decepcione, decepcione

Me decepcione)

— Isso dói tanto... — Sussurrou.

Afastei-me dela, sentando na cama com as pernas dobradas. Diane murmurou algo que não pude entender e também se sentou, agarrando uma das almofadas. O rosto ainda estava vermelho, mas agora eu já não sei se é pela vergonha, nervosismo ou tristeza.

— Eu não sei o que fazer. — Comentei — O que você quer fazer?

— Eu amo o Howser, King. — Gritou, com a voz esganiçada — Não posso fazer isso com ele.

— Gerheade também é importante pra mim, seria muita falta de consideração fazer isso com ela.

Fechei os olhos pela bilionésima vez naquele dia, tentando pensar num modo que nós dois pudéssemos ficar juntos sem nos machucar ou machucar alguém. Infelizmente, só uma coisa veio à minha mente:

Corte seus laços com ela.

If you wanna go then I’ll be so lonely

If you’re leaving baby let me down slowly

(Se você for, eu ficarei tão solitário

Se você estiver partindo baby, me decepcione aos poucos)

— Não quero magoar ninguém.

— Nem eu. — Disse ela, se levantando — O problema é que já estamos magoados.

— Diane, eu quero resolver isso de uma vez por todas. Se você disser sim, largo a Gerheade agora, não me importo com isso. — Também me levantei, aproximando-me dela — Você quer tentar?

— E-eu... — Baixou a voz — Desculpe. Não posso fazer isso.

Foi naquele momento, naquele maldito momento, que percebi que havia perdido o amor da minha vida por covardia.

— Eu entendo. Mas não vou conseguir olhar pra você com os mesmos olhos. — Respondi devagar, escolhendo as palavras.

— Quero que nos afastemos de vez. — Disse ela, virando-se de costas — A partir de hoje, somos apenas colegas de irmandade, nada mais, nada menos. Nossos momentos juntos não vão passar de lembranças.

Assustei-me com suas palavras, ela pensou no mesmo que eu? Peguei a camiseta jogada no chão e a vesti, caminhando até a porta do quarto.

— Certo. — Respondi e ela se virou, chorando como nunca — Foi bom enquanto durou, Diane. Obrigado.

— D-digo o mesmo.

— Me perdoe por tudo.

— Você também.

Naquela noite, chorei tudo o que poderia chorar, descarregando minha dor em milhares de lágrimas.

Você pode até ter me perdoado, mas eu nunca vou me perdoar por isso.


Notas Finais


Certo, eu tô chorando com esse capítulo, admito.
Antes que venham dizer que eu poderia ter feito um hentai, pensem bem: os dois estão em relacionamentos, não seria legal, né? Além disso, eu considero a traição um ato imperdoável. Ah, e vocês perceberam que King não contou sobre a noite do baile? Pois é, essa vai ser a chave pra cena fofa de Kiane, aguardem!

Foi um capítulo bem difícil pra mim, e acho que será pra vocês também, mas não desistam da fic, nada do que eu realmente quero mostrar a vocês foi mostrado. Fiquem comigo, mesmo todos estando na bad (rindo de desespero).

Mas então, o que acharam? Gostaram? Choraram? Querem me matar? (Por favor, não façam isso, sou muito jovem pra morrer)
Espero que tenham gostado, essas próximas semanas serão bem conturbadas pra mim, já que tenho a viagem de formatura do colégio e o lugar para onde vou não tem sinal. Por isso, novos capítulos só sairão depois do dia 20, okay?

Beijinhos na teta e até breve!


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