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História We're Meant to be - Capítulo 38


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Capítulo 38 - We're Meant to Be


Fanfic / Fanfiction We're Meant to be - Capítulo 38 - We're Meant to Be

Pov. Lexie

É uma sensação estranha. Foram algumas vezes em que eu senti o medo de perder o Mark, e em seguida vinha o alívio por ele continuar aqui. Eu estou esperando por esse alívio. Puxo a respiração rapidamente contando os segundos na esperança desse alívio invadir o meu corpo me dando um pouco de calma. Olhei para a mesa de operação, e ali estava, sereno, com um corte pequeno perto de sua sobrancelha, tubo de oxigênio amarrado em sua boca, e seus olhos fechados. Como se estivesse dormindo.

-Grey...- Webber disse soltando as pás.

Pisquei rapidamente voltando a realidade. O silêncio passou, as memórias cessaram. A realidade é dolorosa. Olhei mais uma vez sua imagem, e caminhei até a porta de saída, me sentindo um pouco zonza, abri a porta e tirei minha máscara deixando-a pendurada em meu pescoço. Assim que abri a porta me deparei com Kepner, Derek, Callie e Arizona parados, esperando alguma resposta.

Eu puxei fortemente o ar mas não conseguia senti-los entrando em meus pulmões, doía, era como se minha passagem de ar estivessem bloqueadas e senti um líquido subir do meu estômago

-Lexie?- callie disse desconfiada.

Rapidamente virei até o lixo, e vomitei um líquido amarelado com gosto amargo. Callie arregalou os olhos e com uma batida abriu a porta da S.O e se deparou com a cena das enfermeiras cirúrgicas retirando os equipamentos do corpo, e Webber com Meredith saindo da sala retirando sua touca com cara de abatido. Meredith derrubava lágrimas vindo em minha direção. Eu estava enxergando tudo em camera lenta.

-Nao- Callie suspirou caindo no choro nós braços de Arizona. Jackson desceu correndo as escadas que dava na galeria, e se juntou a nós com seus olhos vermelhos e expressão triste. Eu observava a todos, e não conseguia pensar em nada, como se eu estivesse paralisada a ponto de não sentir nem vontade de chorar. Caminhei até o elevador, entrei no mesmo e apertei o andar 2, que é onde fica o berçário do hospital. A porta se fechou, e a imagem de todos me olhando, foi substituída pelas portas de aço prateadas. Fechei os olhos e senti litros de lágrimas se formando em meus olhos, engoli seco e fui até o berçário. Do vidro eu já avistava Jenny brincando com Zola, e os gêmeos estavam dormindo.

-Mamae-a pequena correu em meus braços

-oi meu amor- a abracei com força, puxando o ar para sentir seu cheiro. Olhava meus filhos e meu coração se despedaçava ao pensar que iriam crescer sem o pai. São tão novos, que quando ficarem maior não vão ter lembrança alguma de seu pai, que tanto os amou. Mark odiaria a ideia de perder o crescimento deles. Qual o objetivo de tudo? Se depois que formos embora desse mundo, vamos ser esquecidos. Como se nunca tivessemos existido. Eu vou sempre me lembrar daquele sorriso, daquele abraço. De sua voz levemente rouca dizendo "eu te amo Lex". De suas mãos exageradamente grandes passando os dedos em meus fios de cabelos. Da textura de sua pele. Ainda consigo sentir seu cheiro em meu ofato. Não parece real, sinto como se eu fosse andar pelo corredor e ver Mark andando em minha direção com aquele sorriso incrivelmente sincero e aberto.

Dei meia volta, andei pelos corredores vazios e fui até a sala dos atendentes tomar um banho para tirar o sangue que já estava seco de minha roupa.

-Voce quer que eu fique com as crianças?- Callie entrou com os olhos inchados e seu nariz todo vermelho.

-eu agradeço. Vou cuidar do que precisar assinar, e vou para casa- exclamei sentindo um frio na barriga com medo do que iria sentir entrando na casa que Mark comprou e decorou para nossa família.

-2 horas depois-

Em passos leves eu caminhei até a porta de entrada, e com um leve suspiro a abri. Quando a abri, eu vi a cena do Mark sentado no sofá balançando Jenny em seus braços. Subi as escadas e entrei em nosso quarto. Sentei na cama e peguei no criado mudo ao lado, um porta retrato com uma foto do nosso casamento. Não pude evitar de dar um sincero sorriso, e libertar a dor que estava presa dentro de mim o dia todo. Por que isso está acontecendo? Agora parece que é real. Ele não vai voltar, ele nunca mais vai entrar por aquela porta. Eu nunca mais vou tocar seu rosto, e nunca mais irei ver aquele sorriso. Eu nunca senti um vazio tão grande dentro de mim a ponto de eu querer gritar, mas não ter voz. Eu querer socar algo, mas não ter força. Eu só estava existindo e nem sei como, pois eu não conseguia respirar sem sentir meu peito doer. O meu amor se foi, e eu não sei se vou conseguir seguir sozinha.

-Por que você me deixou?- dizia olhando a foto.- vai ficar tudo bem... Eu sei que você vai estar sempre comigo, sempre- eu procurava um conforto de uma maneira que eu não sabia se um dia iria encontrar, mas eu sei que preciso continuar vivendo. Mark iria detestar me ver chorar, e me ver desistindo assim. Ele me deu força, e três filhos lindos. Eu vou usar essa força, e vou sempre me lembrar do sorriso que fazia meu coração bater a cara dia.

-1 ano depois-

-Jenny termina de comer, vamos nos atrasar- Disse rapidamente pegando Ben no colo e o colocando na cadeirinha de refeição.

Hoje eu teria minha primeira apresentação na palestra do CAT, centro americano de traumatologia. Eu vou trabalhar por um ano com treinamento de trauma para residentes do segundo ao quinto ano. A ideia, é treina-los para traumas inusitados e evitar mortes, como acidentes, incêndio, tiros... Por exemplo, eu passo por um acidente de carro, e quero ajudar, dificilmente eu terei um tubo de oxigênio ou um bisturi na bolsa ou no carro. Então, a ideia é usar o que provávelmte teria no cenário, para evitar que a vítima morra durante os primeiros socorros, e assim possamos diagnosticar sem exames a fonte do problema para solucionar rapidamente.

Eu tive um ano extremamente difícil. Precisei ser forte pelos meus filhos, mas por pelo menos três meses eu não tinha a vontade de conversar com ninguém além deles. Fiz seis meses de terapia até conseguir dizer a palavra viúva. E hoje, não posso dizer que superei, pois acho que nunca irei superar. Mas posso dizer que eu entendo, as vontades de Deus não são as minhas. Mark disse uma vez que fomos destinados a acabarmos juntos, e ele me amou até seu último segundo de vida. Eu vou ama-lo até o último segundo da minha vida, e espero que realmente possa encontrá-lo um dia. Me agarrar a essa esperança, é o que faz eu conseguir viver. Pois não sou mais uma pessoa inteira, uma parte minha se foi com ele, mas eu sei que uma parte dele sempre estará comigo. E é por ele que eu me levanto todos os dias, porque ele não me amou em vão, ele nao salvou minha vida várias vezes em vão. Eu não vou desistir, e ele me inspira a cada dia, a cada ensino, no meu novo centro de trauma, o qual chamo de Centro Traumatologista Sloan memorial. Por que todos os dias eu vou lutar, e ele sempre será minha força. Abri a porta para sair de casa, olhei para o céu incrívelmente azul, respirei fundo e sorri, imaginando que ele estaria me desejando boa sorte.

-Destinados...-sorri, sentindo sua energia comigo.


Notas Finais


Acabou a fanfic ihuuul
O que vocês acharam? Alguma ideia para a próxima?


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