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História Were You? - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Chapter VIII


Yoon Baek Hee POV's

   Hoje era sábado, só havia passado três dias naquele inferno – mas parecia ter sido anos. Senhor Ko já havia viajado para os Estados Unidos, o que me deixava mais tranquila, já que poderia ficar de bobeira em 'casa'.

   Logo que acordo me ajeito e desço indo em direção a casa de Hongseok. O mesmo me atende animado.

- Vamos tomar café comigo. – Apenas o sigo e sentamos na mesa.

- Hongseok?

- Sim? – Ele para de comer e me olha.

- Você acha que o Changgu está sendo sincero comigo?

- Claro, por que acha que ele não seria? – Ele apenas dá de ombros e volta a comer.

- Ele estava sentado ontem com Yanan, enquanto ele me provocava.

- Ah, Changgu é um cara popular na escola se dá bem com todo mundo. – Continua sem muito interesse no meu assunto. Claro, Changgu era seu melhor amigo, logo ele não diria nada comprometedor.

- Wooseok me disse que estava desesperada ontem por conta de Shinwon. -Ele dá uma pequena risada. – Conseguiu descobrir como ele está?

- Fui até a casa dele, ele estava péssimo. – Hongseok para de comer no mesmo instante, um tanto quanto surpreso.

- Como assim foi na casa dele? – Ele debruça sobre a mesa curioso.

- Ué, peguei o endereço dele e fui vê-lo. O coitado estava péssimo, acho que vou ir de novo lá hoje, não quer ir comigo.

- Uau, isso parece mentira, logo você na casa do Shinwon. Estou surpreso, muito... – Hongseok se mantem em silêncio me encarando, ainda debruçado sobre mesa.

- O que foi?

- Acho que se alguém soubesse que você ficaria tão legal se perdesse a memória, já teriam lhe jogado lá de cima antes. – Ele balança a cabeça e se ajeita na cadeira.

   Suas palavras me deixam admirada, já que ele havia falado com convicção sobre ser jogada e não pulado; Hongseok sabia de algo?

- Você também acha que me empurraram, certo? – Minha vez de debruçar sobre a mesa.

- Bem... – Ele coça a nuca nervoso. – Não era bem o que eu quis dizer... hum, vamos ver o Shinwon. – Ele se levanta indo pro quarto pegar algo.

X

   Hongseok e eu estávamos parados em frente ao portão da casa de Shinwon, nós havíamos passado em uma loja de conveniência e comprado algumas coisas para ele.

- Tem certeza que quer entrar? – Hongseok me pergunta enquanto segurava algumas sacolas.

- Por que eu não entraria?

- O que estão fazendo aqui? – Alguém pergunta antes que Hongseok me dissesse algo mais.

   Ao virarmos damos de cara com Yuto e Wooseok, os dois também estavam com sacolas. Wooseok estava lindo como sempre. Evito olhar para o mesmo, ainda estava tentando compreender o que acontecera.

- Viemos ver o Shinwon. – Hongseok toma a frente.

- Também viemos ver ele, vamos entrar então. – Yuto fala e puxa Hongseok e os dois entram na frente me deixando atrás com Wooseok.

   Com o silêncio constrangedor entre nós, dou o primeiro passo para entrar no pequeno corredor, mas no mesmo momento Wooseok também entra, o que faz com que esbarremos um no outro e eu tropece, mas antes de cair Wooseok segura em minha cintura. O espaço novamente é pequeno, e as lembranças do beijo faz com que eu me arrepie. Seus olhos encaram meus lábios, e ele passa a língua nos próprios.

- O que vocês estão fazendo? – Yuto pergunta nos tirando do transe, rapidamente empurro Wooseok e ele bate as costas no muro.

   Hongseok e Yuto estavam parados na metade do corredor, os dois nos encaravam. Talvez, numa situação como aquela eu deveria sentir vergonha, pela tal cena, porém eu estava frustrada por terem atrapalhado.

   Começo a andar novamente e esbarro nos dois pamonhas parados no meio do corredor, eles ficam sem entender nada. Paro em frente a porta de Shinwon e bato, logo ele aparece enrolado em um cobertor. Sorrio e o mesmo parece desapontado, mas mesmo assim dá espaço para que eu entre.

- Como você está? – Me aproximo dele e coloco a mão na sua face para ver se ele ainda estava com febre.

- Eu estou melhor. – Se afasta delicadamente tentando não soar grosseiro.

   Os meninos entram e colocam as sacolas no chão, Shinwon agradece e se senta no colchão, do seu lado Yuto e Hongseok fazem o mesmo. Eu prefiro me sentar no chão perto da mesa e Wooseok me acompanha.

   Eles conversam e riem entre si e eu apenas observava atenta, na minha antiga escola eu não tinha amigos, era tratada indiferentemente e por isso tentava passar despercebida. Por isso naquele momento observar aqueles quatro garotos rindo e se divertindo era fascinante, a amizade deles era invejável. Entretanto eu tinha que evitar ao máximo me apegar a eles, pois logo eu partiria e voltaria para minha vida em Busan, e aquilo tudo voltaria ser de Ko Chaewon.

- Você vem, Chaewon? – Yuto questiona e todos me olham.

- Desculpa, onde?

- Amanhã vamos ao clube da família do Wooseok, vamos jogar tênis. Você é tão boa, devia ir nos dar umas dicas. – Yuto sorri.

   Ele realmente era um doce de pessoa, o que fazia eu me perguntar diversas vezes se ele poderia estar na lista de inimigos. Desde minha chegada, posso afirmar plenamente que ele foi o único que não me tratara mal.

   Amanhã era domingo e eu não tinha nada a fazer em casa, talvez fosse legal conhecer de perto esses famosos clubes de ricos que eu apenas via nos dramas da TV.

- Tudo bem, eu vou. Mas não me lembro muito bem como se joga isso.

- Como não? – Wooseok finalmente me dirige a palavra interessado.

- Eu perdi a memória esqueci como joga. – Tento disfarçar pegando no meu celular e vendo que havia passado várias horas.

- As pessoas quando perdem a memória, apenas esquecem de coisas que ocorreram e não de coisas que aprenderam a fazer. – Wooseok fala sério enquanto tira uma mecha de seu cabelo dos olhos.

- É verdade, uma vez eu vi uma reportagem onde um cara perdeu a memória, mas ele sabia falar diversas línguas que havia aprendido antes do acidente. – Hongseok fala sobre o fato conhecido por ele, mas eu só queria pegar no seu pescoço e torcer.

- Galera, ela não só perdeu a memória, ela também passou vários meses em coma. – Yuto sai em minha defesa. Ele era um anjo.

- Ainda acho estranho isso, devia falar com seu médico isso. Amanhã veremos se lembra de alguma coisa. – Wooseok diz por último, apenas me olhando de lado.

    Eu não estava gostando disso, Wooseok vivia fazendo perguntas, e por mais que eu quisesse estar perto dele, esse sentimento bobo poderia me colocar em apuros. Eu precisava dar um jeito de afastá-lo de mim. E eu sabia como, e com isso eu teria outra experiencia que iria guardar para vida. Afinal para que me apegar a uma pessoa que logo eu não veria mais, então decidi que aproveitaria o máximo possível, mesmo que isso magoasse ele; ou pior, fizesse Chaewon se arrepender quando voltar como Wooseok havia dito.

x

    Era domingo de manhã, YoungCheol e eu tomávamos café enquanto conversávamos sobre assuntos aleatórios.

- Vai sair hoje?

- Sim, os colegas de Chaewon me chamaram para ir num tal clube da família de um deles.

- O clube da família Jung? Jung Wooseok? – Ele questiona meio surpreso.

- Sim esse mesmo, algum problema? – Pergunto pegando um pouco mais de café.

- Nada, apenas é um clube da alta sociedade. As pessoas se vestem bem, todos conhecem o Ko. – Acho graça na forma que fala despreocupado o nome do velho, ele também ri. – Ele frequentava muito aquele lugar, até que... – Ele pondera se deve continuar.

- Até que? – O incentivo.

- Bom, não deveria te falar isso, mas até que o senhor Jung descobriu que o Ko tinha um caso com sua mulher. Ele mandou a esposa embora, e tomou a guarda de Wooseok. Os dois viraram inimigos tanto na vida pessoal como no serviço; contratos que valiam milhões de dólares foram desfeitos. – Ele revira os olhos. - Foi um grande inferno tudo isso.

X

   YoungCheol havia levado Hongseok e eu até o tal clube, e o lugar realmente era requintado. O clube parecia mais um hotel, era enorme e de luxo; logo que o carro parou YoungCheol nem precisou abrir a porta, pois alguém já havia feito isso. Um atendente logo se reverenciou assim que Hongseok e eu nos aproximamos.

- O jovem mestre os espera na área VIP, queiram me acompanhar. - O atendente diz e sai andando, nós o acompanhamos.

   Se o lugar era luxuoso por fora, por dentro não havia palavras para descrever. Mas para minha infelicidade o lugar era mal frequentado, logo numa sala de esperas vejo Hyunggu, Yanan e Min HaRi, os três riam e se divertiam. Tento andar o mais rápido para evitar que os mesmos me vejam.

   O funcionário nos leva em um lugar que era reservado aos mais finos, já que até seguranças havia presente. De longe avisto Wooseok, Shinwon, Yuto e o Falso Changgu.

   Eles estavam propriamente vestidos, assim como YoungCheol havia dito que eu devia me vestir.

- Não imaginava te ver aqui, Chaewon. - Hoetak e Jinho aparecem na nossa frente.

   O dia seria longo, parece que nem nos fins de semana eu teria folga do pessoal da escola.

- Também não imaginava ver tanta gente desagradável aqui. - Digo me referindo aos três de antes, mas acaba soando rude com os dois.

- Oh, se nós tivermos te inco... - Hoetak começa a dizer triste. DROGA! Eu não queria que ele tivesse entendido dessa maneira. Mas antes que eu tente ajeitar as coisas sou salva por Hongseok.

- Ela não se referia a vocês, ela acabou de ver Yanan e o bando novo dele. – Ele fala e me entrega uma das grandes raquetes.

- Me desculpa, Hoetak. Não quis dizer isso apenas, bom apenas... você sabe.

- Tudo bem, Chaewon. - Ele sorri, ele realmente era um príncipe. E eu voltava a ficar triste pelo beijo interrompido.

   Uau, em quem eu estava me tornando? Eu andava abusada referente a meninos, minha puberdade havia chegado só agora? Só isso poderia explicar minha vontade de sair beijando a escola inteira.

   Wooseok e os outros meninos logo se aproximam, Yuto é o primeiro a me cumprimentar, Shinwon tenta fingir que não estou ali, assim como Wooseok. O que me deixa brava, mesmo eu precisando daquilo. Changgu logo gruda em Hongseok e os dois saem de perto.

- Quer jogar comigo, Chaewon? - Hoetak pergunta, enquanto ajeita os cabelos por cima da faixa. Aquilo era extremamente sexy, e eu precisava parar de pensar em coisas como essa.

- Por que não joga comigo, Hoetak? - Wooseok pergunta em um tom desafiador antes mesmo que eu diga algo.

- Isso vai ser épico. - Jinho provoca.

- Pessoal é só um jogo, nada importa. – Yuta, o sensato diz.

- Sabe, Wooseok não estou com vontade de jogar contra você. - Hoetak dá de ombros voltando a sorrir para mim.

- Você está com medo? - Wooseok zomba, passando a mão nos cabelos.

- Ah eu definitivamente não deixava isso passar. - Jinho alimentava a tensão, até que para um baixinho almofadinha ele era bem provocativo. A máscara de santo não ficava por muito tempo.

- Jinho! - Yuto o repreende.

Ah, droga! O meu fetiche em ver caras bonitos brigando estava falando maia alto.

- Aposto que Hoetak ganha. - Falo colocando a mão no ombro do mesmo que sorri.

- Você acha mesmo? - Ele me pergunta.

- Claro, o que você não sabe fazer? Sempre o melhor em tudo. - Sorrio para o mesmo.

    Wooseok me fuzila com o olhar.

- Vamos lá então. - Hoetak diz num tom zombador e os dois vão em direção a quadra. Mas não sem antes Wooseok dar uma última olhada brava em minha direção.

- Você não aguenta não provocar os dois. - Yuto fala do meu lado. Shinwon se mantinha quieto.

- Querido, não é todo dia que você tem dois anjos perfeitos brigando. Você não entenderia o bom gosto.

- O que você está insinuando? - Yuto se altera. - Você não sabe o que está falando, Chaewon.

   Yuto realmente sai de seu controle, ele nunca havia agido dessa maneira comigo, e o pior de tudo é que eu não sabia o que tinha dito demais. Tudo bem que eu estava provocando seus amigos, mas aquilo era só uma brincadeira.

- Hey, Yuto. - Shinwon o chama fazendo com que ele pare de me encarar friamente. - Eles não vão se matar por uma partidinha, relaxa.

   Era a primeira vez que Shinwon me defendia, mesmo que indiretamente. Ele puxa Yuto para o canto numa tentativa de acalmá-lo.

- Quem diria que você voltaria a pisar aqui. - Yanan para do meu lado e fala em sentindo de reprovação.

   Ele era realmente alto e bonito de perto. Era totalmente meu estilo, uma pena Chaewon não ter visto tantas qualidades nesse garoto. Eu não o culpava pelos acontecimentos passado, ele deveria ter os seus motivos para me atacar; mas de qualquer forma eu não podia baixar minha guarda para um rostinho bonito.

- Eu te desculpo pelo ocorrido. - Falo sem dar muita importância, apenas olhando o jogo que havia começado entre Wooseok e Hoetak.

- Você não tem que me perdoar em nada, você que vai suplicar o meu perdão, Ko Chaewon! - Yanan fala friamente e um tanto psicótico.

- Acho justo, mas acho que isso vai demorar um pouquinho. - Bocejo em tédio.

   Qual era a graça de ver uma bola ir e voltar pela quadra, pessoas ricas adoravam inventar moda.

- Não acho que isso vá demorar.

- Tanto faz, Yanan. - Começo a andar em direção a Hongseok, mas antes que seja possível Yanan pega na minha mão e me arrasta para outro lugar, deixo a raquete cair no chão. Mas infelizmente ninguém nota.

   Ele me arrasta até uma outra quadra e me joga na grade de arame, colocando uma de suas mãos na mesma evitando que eu possa sair.

   Ele que devia estar descontrolado, mas eu é quem estava sem fôlego, aquilo era clichê demais até para mim, mas eu não negava que estava adorando.

- Qual seu problema? Por que não está surtando feito uma doida, não é pra você me ignorar. - Ele gritava atordoado.

   Droga, ele era lindo demais...

- Você está me ouvindo, Chaewon? Eu não estou brincando. Olha aqui...

- Estou com uma puta vontade de te beijar. - Acabo falando em voz alta e eu me assusto com meu comportamento descarado. Eu devia estar internada num manicômio.

   Os olhos de Yanan saltam para fora, e ele fica vermelho só não sei se aquilo era raiva ou vergonha.

- Você não seria louca a esse ponto. - Ele engole em seco.

- Ah, eu seria sim.

- Para com isso, Chaewon! - Yanan tira a mão da grade e tenta se afastar.

   Mas eu seguro em sua manga e o empurro na grade, agora era minha vez de estar no comando. Coloco minha mão na grade e o mesmo se encolhe, ele estava com medo?

- Chaewon, você vai se arrepender se fizer isso. - Ele adverte, mas sua voz sai trêmula.

- Talvez eu queira experimentar o sabor do arrependimento.

   Pego no colarinho de Yanan e fico nas pontas dos pés para poder alcançar seus lábios. E assim o faço, colo nossos lábios, e fecho meus olhos aproveitando o momento. Os lábios de Yanan eram macios e tinha gosto de chiclete de menta.

   Ele não abre a boca e nem eu, ficamos apenas num longo selinho. Até que finalmente ele me empurra pra longe - mas não havia sido bruto, apenas havia tentado me afastar de si.

- Qual seu problema? Você está louca? - Ele grita assustado colocando os dedos nos lábios.

-Ah qual é Yanan. - Falo brincando. - Pra quem estava pagando de surtado, você está realmente surtando. Foi apenas um selinho.

- Você não sabe se eu queria te beijar, como ousa? - Ainda com as mãos nos lábios ele me olha bravo.

    Ah eu não estava acreditando nisso, só podia ser.

- Não acredito que esse foi seu primeiro beijo?! - Mais respondo que pergunto, levo as mãos na boca incrédula e começo a rir.

-Cla... claro que não, já beijei várias! - Ele afirma veemente, mas suas bochechas ruborizadas me dizem outra coisa.

   Yanan sai correndo da quadra me deixando sozinha rindo. Ele tentava se proteger mostrando uma imagem má, mas não passava de um coração mole.

   Resolvo entrar para dentro do clube, lá havia várias piscinas cobertas, spas e inúmeras diversões para gente rica. Recebo uma mensagem e vejo que é Hongseok, mas antes de poder responder trombo com alguém e meu celular cai no chão.

   Me abaixo para pegar, mas alguém pisa em minha mão. Olho para cima e vejo HaRi com um sorriso cínico.

- Você quer tomar um soco na boca de novo? - Pergunto tirando minha mão e me levantando.

- Não se cansa de ser ridícula, Chaewon? - Ela pergunta cruzando os braços.

- Me poupe, HaRi. - Falo e abaixo para tentar pegar o celular novamente. Porém, Hyunggu o chuta e ele escorre pelo chão indo parar do outro lado do corredor.

   Esses dois estavam começando a encher minha paciência.

- O que vocês querem? - Cruzo os braços e falo ríspida.

   HaRi tambem cruza os braços em sinal de provocação. Isso só podia acabar de duas maneiras, ou eu iria apanhar ou eles que iriam; entretanto eu podia afirmar algo: eu não sairia machucada dessa.

   Ando em direção ao celular e tento abaixar, mas Min HaRi pega no meu braço e me empurra na parede. Fecho meu punho e dou um soco na boca da mesma. Vejo sangue escorrer Hyunggu corre em sua direção e inspeciona.

- Yah, Ko Chaewon! - Ele grita bravo. - Você está louca? - Ele pega no meu braço e segura com brutalidade. Aquilo deixaria uma marca.

   Em um ato rápido, giro meu braço fazendo com que o braço dele seja torcido ferozmente; dobro o braço atrás de suas costas e o coloco de joelho. Era em momentos como esse que eu agradecia as aulas de defesa pessoal feitas no passado.

   Hyunggu solta alguns palavrões e se move tentando se soltar, mas tudo em vão.

- Me solta, sua louca!

- Solta ele! - HaRi grita desesperada dando alguns pulos. Ridícula!

- Ko Chaewon? - Alguém me chama num tom de pergunta.

   Observo um homem alto, ele parecia ser mais velho, mas ainda era bonito; podia ver sua classe com suas roupas caras. Um homem estava ao seu lado, presumo ser seu secretário. Ele fala algo para o mesmo que o deixa sozinho.

-Posso ajudar? – Pergunto e solto Hyunggu.

- Não imaginava ver você aqui.

- Já vi que ninguém me queria aqui. Não se preocupe vou me indo.

- Queria falar com você... – Ele olha HaRi e Hyunggu atentamente. – A sós. Poderia tomar um café comigo?

- Claro.

   O que um homem todo refinado como aquele poderia querer com Chaewon?

   Nos dirigimos a um dos cafés presentes no local, pedimos umas bebidas. E ele dá início.

- Eu não quis soar arrogante com você, não tenho nada contra você. – Ele fala bebericando o café e com a outra mão um de seus dedos bate na mesa como apenas um hábito.

- Me desculpe, mas eu não sei quem é o senhor.

- A esqueci do que Wooseok disse. Sou Jung MinSeok, pai de Wooseok. – Ele me estende a mão e pego na mesma.

   Levando em consideração o que Ahn havia me dito, ele depois de tudo que sofreu trataria a suposta filha de Ko bem, ou era só mais um jogo para se vingar do mesmo?

- Fiquei sabendo do que aconteceu, sinto muito. – Falo com sinceridade.

- Obrigada, sabe eu só queria te pedir um favor. – Ele cruza as mãos na mesa e limpa a garganta.

- Claro, se eu puder ajudar.

- Não machuque mais o Wooseok. Eu não posso proibir ele de ver ou ter qualquer coisa com você, mas peço que não faça ele sofrer. – Ele dá uma pausa. – Ele não merece mais uma decepção.

- Sabe, eu não quero machucar ele. Eu prometo tentar me afastar dele.

   Senhor Jung estava sendo tão respeitoso e educado comigo, que eu realmente não queria que nenhum dos dois se magoassem. Até por que eu não tinha direito de usar Wooseok para satisfazer meus desejos, e nem criar um falso sentimento no mesmo. Eu iria apenas fazer o que foi me pedido: descobrir o motivo, nada mais.

- Não precisa se afastar dele, só tente evitar que ele saia machucado, seja sincera sobre seus sentimentos perante a ele, tudo que peço. – Ele olha em seu relógio. – Preciso ir Chaewon, espero que melhore logo.

X

   Era quase onze horas da noite, eu havia marcado com Hongseok em frente à escola às onze – já que ele precisara ficar com os meninos no clube até a hora de irem embora, para não deixar suspeitas -, pois hoje iríamos invadir a sala do diretor e tentar pegar a fita das CCTV's. Tentar não, porque tudo que eu queria, eu conseguia. O plano era esperar segunda, mas eu estava ansiosa demais que resolvemos fazer isso no domingo à noite.

   O relógio acabara de marcar onze em ponto e eu não parava de olhar para o mesmo, Hongseok estava atrasado e eu impaciente e nervosa. Ele não atendia o celular e nem respondia minhas mensagens. Quem mandou eu confiar nele, ele deveria ter percebido a loucura que isso era e desistido! Eu estava sozinha nessa e não seria agora que eu iria andar pra trás.

   Resolvo entrar sozinha, com a lanterna do celular, ilumino o breu que se forma naqueles corredores de escola, ainda mais a noite. Seria um pouco complicado e um longo jogo de degraus que eu deveria subir até o terceiro andar. Eu havia memorizado o mapa, então não teria problemas em achar o caminho, se não fosse HyoJong, eu estaria ferrada nesse momento.

   Fui andando pelos corredores até achar o primeiro jogo de escadas que eu subiria, o segundo andar foi um pouco mais fácil caminhar. Como HyoJong disse, os lugares que ele havia circulado de azul, eram bem mais fáceis de se esconder das câmeras de segurança. Então, com facilidade, chego ao terceiro andar e logo acho a porta que dá em direção a sala do diretor. Por sorte, não havia dado de cara com os vigias noturnos.

   Com as chaves que o homem me dera, abro a porta e entro na sala às pressas, apenas encostando a porta. Com o celular ainda iluminando o ambiente, observo a luxuosa sala do diretor, ele tinha bom gosto: móveis caros e luxuosos como os da casa do senhor Ko. A mesa ficava ao meio da sala, em cima estava o computador, onde eu acharia as imagens, e no meio da sala havia um grande sofá branco. Para uma escola de alunos riquinhos, a sala do diretor não passava longe. Atrás da mesa tinha uma grande estante de madeira, nelas continha muitos livros e porta-retratos, uma das fotos tinha me chamado a atenção, um rosto muito conhecido: mas não havia tempo para isso, eu precisava achar logo as imagens.

    Então, não perco tempo e ligo o computador e com um pouco de agilidade, acho a pasta com os vídeos das CCTV's, as pastas eram bem datadas, com os meses, dias, horas e até mesmo de anos? Ainda bem que o secretário Ahn havia comentando o mês do acidente. Encaixo o meu pendrive e logo arrasto a pasta do mês que eu quero para o próprio.

   10%, 20%...., 90% ouço passos vindo do lado de fora, 91%, apago a lanterna do celular e torço para acabar logo, 93%, mas parece que o tempo está contra mim, 95%, os passos estão mais próximos, 97%, posso ver uma luz vindo de fora, iluminando o corredor. Droga! 99%, a luz se aproximava mais, 100%. Com rapidez, fecho as pastas do computador e desligo a tela do mesmo, pegando o pendrive e correndo para trás do sofá de centro. A porta se abre e a luz ilumina todo o ambiente, passando pelo sofá até o outro canto da sala. Minha respiração logo falha, mas preciso me controlar para não ser pega. Não agora! Não posso ser pega justo agora! A porta se fecha e suspiro em alívio, mas sinto uma mão em meu ombro. Ferrou tudo!

— Te peguei!

 



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