História Werewolf Renegade - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lobisomem, lua cheia, Vampire, Vampiro, Werewolf
Visualizações 7
Palavras 1.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite seres.

Aviso nas Notas Finais.

Boa leitura ✌✌✌

Capítulo 19 - Annah "A Arqueira da Morte" (Parte 1)


Katrina acordou com os olhos pesados, levantou e foi até a sala, Endriw ainda dormia sentado na poltrona, era curioso o fato de ele conseguir dormir de uma forma tão desconfortável.

A loira suspirou e saiu, em silêncio. Quase no mesmo instante Endriw abriu os olhos, se levantou e foi até a mesa onde encontrava-se Zadrag.

-Não quis saber para onde ela ia? – perguntou o Espírito Auxiliar

-Não é da minha conta – falou colocando o colar no pescoço. Foi até o seu quarto, o mesmo ao qual Katrina dormira. Deitou-se e ligou a tv, ficou passando os canais um após o outro com um tremendo tédio. Na verdade, agora que os Wolves haviam despertado, ele tinha planos para buscar uma coisa que o ajudaria muito, mas infelizmente havia sido proibido de deixar a cidade.

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Enquanto andava, Katrina não pôde deixar de notar os enfeites que decoravam a cidade, com seu sentido de audição aguçado, conseguiu ouvir algumas pessoas falarem alguma coisa sobre a noite daquele mesmo dia ser comemorado o aniversário da cidade.

-Quanto tempo acha que vai custar até nos acharem? – perguntou Zaino

-A ligação de sangue que Lúcios possui com Endriw é fortíssima, ele com certeza sabe onde Endriw está, sempre soube, a pergunta é, quando virão até nós. – falou baixinho enquanto entrava em uma lanchonete, ciente dos vários olhares que lhe eram dirigidos por rapazes desacompanhados e também acompanhados. Sentou-se e fez o pedido. Quando um rapaz de cabelos loiros se aproximou, tinha uma altura media e um sorriso na face, com um ar de elegância.

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Endriw saiu do apartamento e para seu desgosto, uma porta abriu e Andressa saiu, acompanhada de uma jovem de cabelos loiros, a morena tentou disfarçar a apreensão e se dirigiu ao elevador, no instante em que as portas se fechavam, uma mão interrompeu fazendo as portas voltarem a se abrirem e o Rapaz entrou, percebeu a distância que as jovens mantinham dele, mas, foi outra coisa que lhe chamou a atenção, uma presença forte foi sentida, e certamente não era a de Katrina. As portas se abriram e o Mestiço se retirou rapidamente.

Andou calmamente pelas ruas, percebeu os enfeites e algumas barracas que estavam sendo arrumadas pela cidade, mas diferente de Katrina, não se importou em saber o por que. Espalhou um pouco sua presença, e esperou a resposta, logo depois sentiu uma ligeira presença, a de Katrina. Mesmo ciente de que Katrina não era a única que possa ter sentido. Andou até o lugar onde a presença da Wolf se fazia presente. Entrou na lanchonete e avistou a loira, concentrada com uma xícara de café e um lanche qualquer, fingindo prestar atenção em um rapaz loiro sentado a sua frente. Ao vê-lo a loira acenou, fazendo o Mestiço revirar os olhos enquanto se dirigia a mesa. O Renegado lançou um olhar nada gentil ao rapaz que se colocou em seu lugar e se retirou.

-Fazendo amigos? – perguntou se sentado não a frente, mas ao lado da loira, a surpreendendo.

-Está com ciúmes? – provocou, bebendo mais um pouco de café.

-Você sentiu? – agora estava sério. Falava em um idioma estranho.

-Não foi você que manifestou sua presença?

-Agora a pouco sim, mas estou me referindo a presença que senti quando estava vindo, era muito forte, semelhante a de um Precursor nível Alfa, não, era mais forte que isso, muito mais forte.

-Acha que resolveram agir?

-Você é uma deles, me diga você.

Katrina ficou pensativa por um tempo, até que:

-Meu pai com certeza sabe que estou viva, deve ter enviado alguém para ver se eu estou com você.

-E o que faria ele supor que você estaria comigo? – quis saber, com certa estranheza.

-Quem sabe – mentiu.

-Deixando isso de lado, me responda uma coisa.

-O que?

-Onde está a Espada de Sanquitos? – Endriw sentiu uma leve coceira nos olhos, mas decidiu ignorar.

-Como sabe sobre a espada? – perguntou surpresa. Aquele era o maior segredo dos 7 Wolves, fora os sete e os Progenitores, apenas duas pessoas sabiam disso, Lúcios Lowell e... Claro, agora tudo fazia sentido. – Andrew Lowell. Ele também mencionou a espada no livro?

-Sim – respondeu apenas. – Da mesma forma como fez questão de ressaltar o por que ela foi criada.

-Onde está o Li... – não teve tempo de terminar, pois os olhos de Endriw deixaram sua cor azul claro, e começaram a assumir uma cor amarelada. – Seus olhos ficam amarelos com frequência? – perguntou, o Mestiço se levantou bruscamente e se dirigiu até o banheiro do estabelecimento.

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O Clã das Sombras, o mais poderoso clã de vampiros que havia, seu líder, Victor Valerious, avô materno de Endriw. O Vampiro estava em seu trono, quando algo lhe chamou a atenção, uma presença obscura e poderosa que até aquele momento havia se mantido oculta, saiu das sombras da sala, revelando um ser de aparência humana, os Olhos de uma cor azul claro intenso, uma aparência nem velha nem jovem, roupas negras ocultando todo o resto de seu corpo. Victor fez questão de se levantar e encarar com seus olhos cor Verde escuro o visitante.

-A quanto tempo, Lúcios – falou o Vampiro, voltando a se sentar em seu trono.

O outro deu um pequeno sorriso e se aproximou, saindo das sombras e revelando o seu rosto.

-Muito, muito tempo – disse se aproximando um pouco mais

-A que devo essa visita tão inesperada? – o tom era manso e suave.

-Vim lhe fazer uma pergunta – foi direto – Não acha que já está na hora?

-Poderia ser mais específico? – fez-se de desentendido

-É muito feio um avô prometer algo para seu neto e não cumprir com a promessa.

Victor sorriu.

-É tem razão – disse se levantando – Recebi o seu recado a pouco, se ele irá enfrentar inimigos como os cinco Wolves, vai de fato precisar do presente que eu o prometi, quando ele tinha cinco anos.

-Vai entregar pessoalmente? – Lúcios pareceu surpreso.

-Porque não? Já faz 3 séculos anos que não o vejo. Nunca se sabe quando será seu último dia de vida nesse mundo.

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Endriw observava atentamente a íris dos olhos que haviam assumido uma coloração amarelada intensa, os olhos latejavam e já era possível ver um pouco de sangue saindo de um deles.

-Não pensei que tivesse dado certo – murmurou, como se soubesse o que estava havendo consigo mesmo.

-Por um instante pensei que ainda não estivesse pronto. – exclamou o Espírito Auxiliar.

-Acho que ficará tudo bem se eu me concentrar – fechou os olhos e tentou fazer o possível para se concentrar no dom que havia adquirido, tornou a abrir os olhos que haviam voltado a sua cor normal. – Agora só me falta conseguir controlar. – falou antes de se retirar do lugar. Encontrou o olhar confuso e apreensivo de Katrina, que aparentava está... Preocupada?

-Você está bem? – aproximou-se, a voz estava suave e assim como o semblante da loira, aparentava preocupação, mas porquê?

-Sim, eu explico depois. Vamos sair agora? – a Wolf assentiu.

Os dois andavam calmamente pelas ruas da cidade que apesar de ainda ser cedo da manhã já tinha algumas barracas prontas na praça central, e já era possível ver um parque de diversões sendo montado.

-Interessante não acha? – falou Katrina, quebrando o silêncio

-O que eu deveria achar interessante? – respondeu, seco.

-A festa de aniversário da cidade. – falou, com o seu típico sorriso no rosto. Diferente de Endriw, e de tantos outros, Katrina nunca viu motivos para desprezar os humanos ou vê-los como um bando de coisas descartáveis, pelo contrário, sempre quis viver comi eles, ter uma vida pacífica, queria poder declarar seus sentimentos pelo homem que amava, queria ser correspondida, queria um dia ter filhos, queria uma família. No entanto, não importava o quanto quisesse, sempre lhe parecia ser, um sonho muito distante. – Não que vir hoje aqui? – Endriw a encarou parecendo incrédulo. – Só porque estamos senso caçados pelos Wolves não que dizer que não possamos nos divertir – exclamou, ainda mantendo o sorriso.

-Eu passo – respondeu, não importava o quanto Katrina olhasse, Endriw conseguia parecer mais frio do que de costume.

-Desde que eu passei a viver entre os humanos, sempre gostei de festas comemorativas – disse, com clima de descontração. – Você não gosta, Endriw?

-Não, eu odeio. – falou, agora Katrina estava certa, ele de fato tinha o dom de ficar mais frio a cada segundo.

Não demorou para que os dois chegassem ao apartamento, Endriw foi logo se sentando no sofá, Katrina o imitou.

-Onde está o Livro de Zaire? – perguntou, séria.

-Eu queimei – respondeu apenas. Deixando a Wolf com uma boca aberta de surpresa.

-Você o que?

-Eu queimei o livro – respondeu, visivelmente cansado, o que causou estranheza em ambos.

-Posso saber o por que?

-Eu memorizei cada parte dele na minha memória, ele havia se tornado descartável para mim. - falou, simplesmente.

-E então – ar de interesse – Vai me dizer o que aconteceu naquela lanchonete?

-Talvez sim talvez não, na verdade, não sei se deveria.

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Naquela noite a praça central da cidade estava lotada, barracas de comes e bebe, um parque de diversões, circo e um palco montado para autoridades e artistas convidados. Katrina andava pela multidão, ignorando os olhares maliciosos que lhe eram lançados, enquanto xingava Endriw mentalmente por ele ser tão cabeça dura. Se bem que... Era de se esperar de alguém a quem ela mesma já vira dar ordens para que milhares de milhares, não só monstros, mas também humanos, fossem mortos. Mas como ela mesma insistia para si, isso foi no passado. Entretida com os pensamentos a Wolf esbarrou em uma jovem.

-Me desculpe – falou olhando-a nos olhos – Eu não lhe vi.

-Tudo bem – falou a jovem que estava acompanhada de outra adolescente e de um rapaz – Não foi nada.

-Eu nunca te vi por aqui – falou a jovem de cabelos loiros que estava na companhia da garota ao qual Katrina havia esbarrado

-Eu sou nova aqui – diferente de Endriw, Katrina sempre gostou de socializar com os humanos.

-Eu sou Júlia – apresentou-se a loira – Essa em que você esbarrou é a minha prima Andressa – a morena deu um sorriso – E esse é o Jefferson, namorado da Andressa.

-Katrina – sorriu – É um prazer.

-Você está sozinha? – perguntou Andressa.

-Sim – respondeu apenas.

-Por que não fica com a gente – convidou, simpática

-Eu odeio incomodar.

-Imagina, não será um incômodo – falou Jefferson, pela primeira vez.

-Ok então.

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Endriw andava como uma sombra pelas ruas desertas do outro lado da cidade, usava suas roupas típicas, um conjunto de roupas pretas e um casaco longo e negro, o Mestiço seguia a presença que havia sentido, e que continuava sentindo, e quando se deu conta, estava na entrada da floresta da cidade. Suspirou e entrou no local, andava sorrateiramente, quando um barulho chamou sua atenção, e o Renegado elevou a mão para segurar a flecha que veio em sua direção, uma flecha feita de aço puro. Não teve tempo para pensar, teve que se desviar de outra flecha.

-Muito bom, lobinho – disse uma voz que saia da escuridão, assumindo a forma de uma mulher que tinha os olhos de um verde intenso, uma aparência adulta com uma idade de no mínimo 30 anos, os cabelos negros e curtos. Endriw sabia quem era, Annah “A Arqueira da Morte”.


Notas Finais


Aviso: Pessoas, a história sobre o pais do protagonista Endriw. Eu decidir que será melhor postá-la como alguns capítulos bônus, o motivo:

1 - Como não é muito longa não vale a pena criar uma história só pra ela.

É isso.

Espero que tenham gostado do capítulo. No próximo teremos uma luta.

Fui ✌✌✌✌


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