História West Coast - Capítulo 23


Escrita por: , Rose_Tico e tamycsol

Postado
Categorias Star Wars
Personagens Capitã Phasma, Finn, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Poe Dameron, Rey
Tags Finnpoe, Reencarnação, Reyben, Reylo, Romance, Star Wars, Stormpilot, Universo Alternativo
Visualizações 145
Palavras 5.520
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tailor Swift - The Last Time
Kelly Clarkson - Addicted
Gnash feat Olivia o'Brien - I hate u, I love u
Woodkid - I love you

Capítulo 23 - Conflito


Fanfic / Fanfiction West Coast - Capítulo 23 - Conflito

 

A esperança é muito mais brilhante do que a mais profunda escuridão, mas somente nós podemos mantê-la acesa.

Breha Organa

 

 

- Eu amo você… amo você… - ele sussurrava em seu ouvido entre um beijo e outro. - Vem comigo, minha família será sua família, lá, ninguém será contra nosso amor. - ele falava mexendo os lábios contra seu pescoço.

- Ben eu… - ela não conseguia falar, fechou os olhos e se concentrou nas sensações que a respiração dele contra sua pele provocava.

Estavam numa rua escura, já era tarde da noite. Era o único modo de se encontrarem. Rey sabia que aquilo era errado, que logo seria de outro, alguém do seu nível, mas nada disso importava, precisava dele, uma necessidade tão absurda que parecia irracional. Ela seria capaz de morrer ou matar por mais um beijo dele.

O momento foi interrompido por uma luz forte. Eles olharam para o lado assustados mas ainda abraçados.

-Levem-no!

Dois homens armados o agarraram e o levaram, deixando Rey nos braços do homem que havia dado a ordem. O conhecia? Sebastian? Ela se debatia desesperada. Para alguém com seu peso e altura ela era bem forte.

- Calma meu amor! - ele dizia enquanto tentava conte-la. - Eu sei que você está sofrendo, mas é só porque aquele cigano maldito enfeitiçou você. Não se preocupe, vai passar. Quando ele morrer, seus encantamentos morrerão junto com ele.

Rey se debatia e chorava, mas não conseguia gritar. Por algum motivo sua voz não saía.

- Ele vai pagar por todo mal que nos fez querida!

Ela ouvia a voz de Sebastian, mas, de repente, não o via mais. A luz do sol fez seus olhos doerem. Não conseguia enxergar direito, mas sentia a multidão a apertando. Não entendia o que estava acontecendo. Ao levantar os olhos, viu um palanque, um homem pendurado se debatendo até que ficou imóvel e foi jogado no chão.

- Não não não! - ela tentou correr até o palanque mas alguém a segurou.

- Tudo bem querida! Shhhh, acabou, acabou.

Em meio aos pulos que dava tentado se desvencilhar gritou:

-BEN!!!

Ela abriu os olhos assustada e suando. Colocou a mão no peito tentado normalizar a respiração.

Como que por instinto, levantou e caminhou até a porta do quarto de Ben. Tocou na maçaneta e lembrou. Ele não estava lá. Fechou os olhos, uma lágrima desceu.

- Isso não vai dar certo… - falou baixinho.

Ela entrou no quarto, enterrou a cabeça na cama se encolheu, agarrou o travesseiro dele, algo dele ainda estava lá, algo de Ben, seu Ben, não de Kylo Ren.

Ela se perguntava se um dia conseguiria parar de chorar.

Àquela altura, pensar que poderia viver longe dele chegava a ser ridículo.

---

 

Ben parou a moto em frente de casa e Han estava limpando o carro.

- Oi Han! Limpando o carro tão cedo?

- Bom dia garoto. Não tá tão cedo assim. - ele pegou um pano e jogou para Ben que começou a passar no carro também. - Então, sua mãe me contou que você decidiu sair de casa. É verdade?

- É, está na hora de eu crescer.

- Você parece bem alto para mim.

- Ora Han! Você mesmo sempre falou que eu deveria sair, que deveria encontrar meu caminho.

- É, e cada vez que eu disse isso levei uma bronca da sua mãe.

- Vai ser melhor assim.

- Para quem?

- Não sei é difícil explicar...

Han largou o pano e apoiou os braços no capô do carro, do lado oposto de onde Ben estava.

- Por que não tenta?

- Ah, ultimamente eu só tenho causado transtornos para vocês, para Rey...

- Não estou vendo esses problemas todos não mas, como passo a maior parte do tempo fora…

Ben não respondeu, só deu de ombros. Realmente, o que o pai dele poderia saber?

- Talvez eu tenha me equivocado Ben, sobre "encontrar seu caminho" quer dizer, eu passei a maior parte da minha vida sozinho, tive que me virar cedo muitas vezes precisei dormir nas ruas. E sabe, as pessoas não costumam ser generosas com os orfãos, ainda mais com aqueles que em algum momento, quando a fome falava mais alto, precisavam cometer alguns furtos.

Ben arregalou os olhos.

- Han porque você nunca me contou isso?

- Não vi necessidade. Bem, até agora. O que realmente importa nessa história toda garoto é que eu, erroneamente, cresci achando que nunca poderia confiar em ninguém e, por isso, eu me recusava a fincar raízes. Foi quando conheci sua mãe e tudo mudou. Mas com o tempo veio o casamento, a paternidade… - Han olhava para cima procurando as palavras. - a verdade é que isso tudo começou a me entediar.

- Ah claro, - lá estava o pai que ele conhecia. - e então você arrumou o emprego perfeito para te manter o mais longe possível de sua família entediante.

- Não vou mentir para você. Eu amo pilotar Ben. Quando eu era garoto, costumava olhar para o céu e me imaginava lá em cima pilotando aviões que me levariam para longe da minha vida miserável.

- Não entendo o que isso tem a ver com a minha decisão. Você só está me confirmando o que eu sempre soube, que sua família é um fardo.

Han se aproximou e colocou a mão no ombro de Ben.

- Não cometa o mesmo erro que eu Ben! Eu sempre te incentivei a ir porque achava que era a coisa certa a se fazer, mas eu estava errado! Ficar longe me fez ver que vocês são tudo pra mim! Então eu lhe peço que pense bem antes de tomar uma decisão tão séria pois, se você for sentiremos sua falta, todos nós.

- Eu...eu...eu nunca gostei de ver o senhor partir pai. Sempre me doeu a sensação que você não se importava em estar com a gente.

- Eu sei meu filho e te peço perdão por isso.

- Tenho me sentido sufocado por tantas coisas…

- Eu posso te ajudar filho. Anda, vamos para casa.

Ben sentiu seu coração disparar ao ouvir o pai falando isso novamente. Mas não conseguia dar outra resposta.

- É tarde. - Ben balançava a cabeça, só conseguia pensar em Rey pois, felizmente ainda havia coisas que ele poderia concertar.

- Não é! Ainda estamos todos aqui.

Ben abaixou a cabeça. Não queria chorar, muito menos na frente do pai, mas não teve jeito.

- Você está bem filho?

- Estou, eu só...

- Você sabe eu faria qualquer coisa por você não é Ben?

- Qualquer coisa?

- Ben você está chorando!

Ele abraçou o pai.

- Pai me perdoa! Eu não queria te machucar.

- O que é isso garoto!

- Eu farei tudo diferente pai, eu prometo!

Sentia a necessidade disso como se pedisse perdão por tudo que Kylo Ren havia feito, estava imensamente grato por isso, por poder fazer as coisas diferente dessa vez. Han o apertou como se esperasse a vida toda por isso, chegava a ser até um pouco sufocante.

- Eu acredito em você. - ele respondeu embora não conseguisse entender exatamente do que o filho estava falando.

Ao olhar para cima, ainda nos braços do pai, Ben viu que Rey os observava da janela do seu quarto. Do seu quarto? O que ela fazia lá?

Rey se escondeu mas já era tarde, Ben já havia visto. Pensou em correr e se trancar em seu quarto mas, não. Uma hora teria que enfrenta-lo.

- Agora enxugue essas lágrimas - Han o liberou do abraço e passou a mão no seu rosto. - Não quero que sua mãe pense que brigamos.

- Vou ver como Rey está Han. - Ben adotou a postura séria que tinha quando chegou, sabia que encarar a irmã não seria fácil. - preciso falar com ela antes de decidir ir embora ou não.

Han riu.

- Ja voltei a ser Han?

Ben deu um sorriso amarelo para o pai.

- Sim garoto. Faça isso. Quem sabe vocês não se resolvem e você consegue animar essa menina.

Ben entrou em casa, subiu correndo as escadas e parou na porta do quarto.

- Pode procurar o quanto quiser, não tenho nada a esconder.

Rey, que ainda estava virada para a janela, deu meia volta e o encarou, dessa vez ela o analisava, não queria correr o risco de ser injusta nem de ser ludibriada.

Ben olhou para a cama bagunçada.

- Você dormiu aqui?

Ela abaixou o olhar.

- Rey. - ele chegou mais perto dela abaixou a cabeça para encontrar seus olhos e falou baixinho. - por que você veio pro meu quarto?

Rey respirou fundo.

- Rey?

- Eu tive um pesadelo droga! - ela gritou com as mãos na cabeça. - dos grandes! Essas lembranças e visões estão me deixando louca!

Ben continuou perto o suficiente para toca-la, mas não o fez.

- Daria qualquer coisa para que você não precisasse passar por isso.

- Sei… - ela bufou. - daria qualquer coisa para que eu continuasse sem saber quem você é com certeza…

Ele balançou a cabeça e respirou fundo.

- Rey, por favor! Me diga o que eu posso fazer para você entender.

Ela baixou a cabeça e droga! Será que essas lágrimas não acabam?

- Não é culpa sua, ainda assim...

- Não é fácil. - ele completou.

Rey balançou a cabeça, a presença de Ben era tão sufocante que seu peito doía. Ela caminhou em direção à porta, tinha que sair dali mas Ben a impediu.

- Me deixe passar!

- Não Rey! Pára de fugir de mim! Não é isso que você quer!

- Você não sabe o que eu quero!

- Eu sei sim, - ele segurou seus braços.- assim como eu não consigo esconder nada de você, você também não consegue. Nós estamos lig..

- Ligados? É isso que você vai falar? Pois saiba Ben Solo - ela apontava o dedo para ele cutucando seu ombro às vezes. - que eu não dou a mínima para essa suposta conexão! Não pense que que você pode ler meus pensamentos porque não pode!

- Mesmo que pudesse, isso não seria necessário. - Ben tentava manter seu tom de voz o mais calmo possível, o que deixava a voz dele irresistivelmente rouca, sedutora até. - Essa ligação, conexão, chame como quiser, é algo tão profundo que nem agora que somos irmãos conseguimos ficar longe um do outro.

- Fale por você. - ela deu de ombros.

- Pois eu acho que falo por você também, levando em consideração a bagunça na minha cama. - Ben olhou para a cama, suspirou, olhou para ela novamente e segurou sua mão. Ao sentir seu toque a moça fechou os olhos, sua respiração a deixaria na mão a qualquer momento. - Não estou reclamando, minha noite também não foi das melhores. Além do mais, ela é sua também mesmo, sempre foi assim. Rey, Kylo Ren amou você, você sabe disso. Mas Ben Solo a ama muito mais. - ela se afastou e sentou na ponta da cama. Ben se ajoelhou na sua frente e a abraçou. - Eu não existo sem você - ele sussurrava.

Ela, embora relutante, não o afastou. "Que brincadeira sem graça, Força"- pensou. "Será que não seria mais fácil amar outra pessoa? Por que você nos quer tanto juntos?"

Ben encostou a cabeça em seu peito, as mãos em volta da sua cintura. Como a amava!

Rey fechou os olhos em meio às lágrimas e sentiu o cheiro do cabelo de Ben penetrando em todos os poros do seu corpo. O que sentia era mais do que amor ou desejo, era como se a razão da sua existência fosse amar aquele desgraçado. O que poderia fazer? Lembrava das palavras de Maz: "Ele é você Rey…" . Seu corpo, sua mente, o ar, o universo, a Força, todos clamavam por isso.

Cansou por fim de resistir. Levantou a mão, relutou por um instante mas tocou seu cabelo. O sorriso aliviado no rosto de Ben era visível e óbvio para ela embora ele estivesse com a cabeça baixa, pois o mesmo sorriso nasceu no seu próprio rosto. Ela permitiu que seus braços o envolvessem. E, de repente, parece que

o mundo voltou ao lugar certo.

- Eu amo você! Amo você! - Ben sussurrava apertando mais o abraço.

Os dois levantaram sem se afastarem e permaneceram assim por longos instantes, um nos braços do outro, em casa, o lugar onde eles estavam destinados e pertencer.

- Pai! -Rey se afastou dos braços de Ben ao ver seu pai parado na porta. Como se estivesse acordado de um sonho, voltou à realidade.

- Fico feliz de ver que vocês decidiram parar de brigar. Então você não se importa em ir para a faculdade de moto né? Vou precisar do carro.

A moça lançou um olhar duro para Ben.

- Vou me arrumar. - se aproximou do pai e beijou seu rosto. - Bom dia pai!

- Bom dia querida!

Rey entrou em seu quarto, bateu a porta e ficou encostada nela por uns instantes tentado recuperar a sanidade. O que estava pensando? Realmente iria esquecer tudo e se unir a ele novamente? Mas céus! Como precisava dele! Em seus braços se sentia completa novamente.

Escorregou pela porta e sentou no chão. Até que ouviu batidas na porta.

- Rey?

- Vá embora! Eu não vou trai-los, não de novo!

- Sinto muito Rey, sinto muito mesmo…

Ben se afastou e voltou ao seu quarto.

Rey se levantou e ligou para Finn para pedir carona para a faculdade.

- Chego em quarenta minutos. - foi a resposta dele. Ela se arrumou e desceu, Ben veio logo atrás.

- Ah! Que bom que está aqui! - Leia aplaudiu ironicamente ao ver o filho.

- Bom dia para a senhora também mãe! Eu só vim pegar umas coisas que tinha esquecido e…

- Ah sim? O que por exemplo? As luvas de boxe ou as armas brancas?

- O que?

- Princesa? Andou dando uns tragos de novo? Já falei que não temos mais idade para essas coisas! - Han ria enquanto tomava café.

- Mais uma palavra Han Solo e será a última!

Han levantou os braços e piscou para a filha que estava sentando a mesa, ela sorriu.

Leia pegou o celular e começou a ler em voz alta:

- Pancadaria no campus! Ben Solo, filho da conceituada promotora de justiça Leia Organa se envolveu em uma briga ontem no estacionamento da universidade de Seattle. Clique aqui para ver os vídeos. - ela largou o celular na mesa irritada e encarou o filho.

- Ele… foi ele quem começou mãe, eu só…

- Que droga Ben! Eu acordo de manhã e dou de cara com um e-mail desse? Minha enxaqueca voltou com toda força! - ela colocou as mãos nas têmporas. - tem ideia do que eu vou ter que ouvir no trabalho hoje?

- Quem foi o remetente? - Han se meteu.

- Não faço ideia. - ela se virou para o filho. - alguém que queira ferrar com você com certeza.

- Isso nos dá muitas opções…

- Você não vai me envergonhar dessa forma novamente Ben Solo! Tranque esse curso se não tem importância para você!

- Mãe, eu já falei que aquele louco me atacou! A senhora quer ver o corte nas minhas costas? Ele me atacou com um canivete!

- Droga! - Rey gritou ao tentar servir o café quente e queimar o dedo. Todos a olharam. Ela tocou o corte em seu rosto feito pelo mesmo canivete - É verdade mãe. Foi o Snip... digo Stephen que o atacou. - ela tomou um gole do café.

- Filha, você não precisa ficar acobertando todas as loucuras do seu irmão.

- Mas eu não tô acobertando nada. Seu filho realmente não está mentindo, não dessa vez. - ela se levantou ao ouvir a buzina do carro de Finn na porta. - Já vou, minha carona chegou. Bom dia mãe, pai.

- Bom dia querida!

- Bom dia Rey. - Ben respondeu e a olhou nos olhos, somente seus lábios se moveram sem som nenhum quando ele disse : Obrigado.

Ela prendeu a respiração e o encarou por uns segundos até que se assustou com a buzina e saiu.

- Você deu pelo menos um soco nele? - Han brincou.

- Han!

- O que foi princesa? Tenho certeza que ensinei esse garoto a chutar umas bundas!

Todos riram.

- Eu te amo Ben! - a mãe beijou o rosto do filho. - Mas se aprontar dessas de novo eu te mato!

Ele riu.

- Desculpa mãe, prometo que… - Ben ouviu o toque do celular, já estava esperando aquela ligação.

- Com licença. -Ben se afastou excitado com o número que brilhava na tela do celular, o escritório enfim havia entrado em contato.

- Alô.

- Senhor Solo aqui é Anne da D&D Advogados. Estou ligando para informar que infelizmente o senhor não foi aprovado para estagiar conosco, mas manteremos seu contato em nosso banco de dados para futuras oportunidades. Tenha um bom dia.

Em choque Ben ficou sem palavras e sequer percebeu quando o aparelho escorregou por seu dedos caindo no chão. O estrondo causado pela queda o despertou de seu transe.

- Porra!

- Ben? - Leia chamou assustada com o barulho do celular caindo e com o grito dele.

- Desculpem. Era do escritório que eu fiz entrevista, eu não… - ele se abaixou para pegar o celular no chão, quando o pegou viu que ele estava com a tela destruída. - Ah Ótimo! Que dia maravilhoso! - ele já estava preparado para despedaçar o aparelho no chão quando ele tocou novamente. Um número desconhecido.

- Alô?

- Senhor Solo, pelo seu tom de voz posso concluir que as coisas não deram muito certo não é? Sua tentativa patética de estagiar em um escritório que não seja um dos meus foi no mínimo risível. Acha mesmo que pode se esconder de mim?

- Como conseguiu meu número?

- Não foi difícil conseguir.

- Você está por traz disso não é seu maldito? Se acha que assim vai conseguir colocar suas garras em mim está muito enganado.

- Ora vamos! Não seja teimoso criança! Você sabe que eu consigo tudo o que eu quero.

- Escuta aqui pela última vez! Me deixe em paz!

- Estou sendo paciente demais Kylo Ren! Não esqueça que posso destruir sua carreira! Minha paciência está se esgotando! Você virá até mim por bem ou por mal!

- Foda-se seu merda!

Num acesso de ira, ele jogou o celular no chão de novo com toda força transformando o aparelho em um amontoado de peças soltas.

- Garoto! Está louco?

- Não fui aprovado para o estágio, ainda tenho que aguentar esse professor idiota. - Ben começou a caminhar em direção ao hall, precisava ficar sozinho.

- Filho, vem cá.

Ele se aproximou da mãe que estava sentada ainda, se abaixou para ficar da mesma altura que ela e a abraçou.

- Fique calmo, - ela acariciava seus cabelos negros com tanto carinho. - outras oportunidades aparecerão. Esperança lembra? Depende de nós mantê-la viva.

Ben apenas concordou com a mãe e balançou a cabeça que ainda pendia sobre o ombro de Leia.

- É garoto! - Han se aproximou e tocou seu ombro. - vai dar tudo certo.

Han pensou por uns instantes.

- Tive uma ideia! - continuou- por que nós não chamamos Chewie e Lando e vamos comprar um celular novo para você. Depois a gente pode almoçar.

- Programa de rapazes! - Leia riu se afastando do filho.

Han ficou encabulado com a expressão da esposa. Ben tinha uma expressão parecida com a do pai no rosto.

---

 

- Você está bem? - Finn encarou a amiga quando o sinal fechou.

Ela balançou a cabeça negativamente.

- Quer conversar?

Fechou os olhos. Ele não entenderia. Rey estava mergulhada em seus pensamentos. As palavras de Maz, o pesadelo e o abraço, ela se sentiu tão protegida naquele momento envolta em seus braços seu cheiro impregnando em sua pele os lábios dele roçando em seu pescoço! "Argh! Maldito Ren!- pensou- " ele está conseguindo me seduzir!"

- Rey?

Ela virou a cabeça e olhou para ele.

- Você não tem mais com o que se preocupar Finn. Acabou. E ele sabe disso…

Finn viu uma tristeza tão profunda nos olhos da amiga que quase se sentiu culpado pelo alívio que suas palavras causaram.

- Tudo bem… - ele voltou a olhar para a rua. - sabe que estou aqui né?

Rey sorriu para o amigo e deitou a cabeça em seu ombro.

- Obrigada Finn. Vai passar. Daqui a pouco volto ao normal. Prometo.

--- 

 

- Sra Solo? - Professor Plutt a chamou pela quinta vez. - Sra Solo!

- Rey? - Jess a cutucou, fazendo com que ela voltasse à realidade.

- An? Ah sim. Desculpe senhor Plutt.

- A senhorita pode dar a honra de me dar um minuto da sua preciosa atenção e responder ao problema do quadro?

Rey levantou e resolveu o problema de física, alguma coisa a ver com aceleração de materiais metálicos. Não tinha problema com números, na verdade, se sentia até que bem confortável com alguma coisa exata em sua vida. Porém, ela não estava em condições de responder o interrogatório daquele ser asqueroso afogado em banha que era o professor Plutt. Resolveu o problema, pediu licença e saiu da aula.

-Rey! - Jess a chamou assim que entrou na lanchonete e a viu com as mãos no rosto.

- Terrível! Terrível! Nunca fiz um papel de boba maior que hoje! Como certeza o nojento não vai me deixar em paz…

- Ah Rey! Deixa de ser nerd! Nem que você tivesse vomitado na cara do Plutt ele teria como te prejudicar.

Rey esboçou um sorriso para Jess.

"Ainda bem que amanhã é sábado. Dois dias para colocar a cabeça no lugar." -pensou.

- Mas o que você tem mesmo que tá te deixando tão distraída?

- Ela tá com a cabeça em outro planeta Jess. - Finn chegou de repente. E beijou a cabeça de Rey. - Como você está?

- Acho que se eu tivesse vomitado na cara do professor Plutt estaria melhor.

Todos riram. Rey sentiu um pouco de alívio por estar entre seus amigos, pessoas que ela confiava. Embora..

Uma sensação estranha surgiu. Rey fechou os olhos e podia jurar que conseguia ver Ben, caminhando com seu pai, ele o abraçou e entrou por uma porta, uma loja? Havia mais alguém? Não tinha certeza, mas, se concentrando mais, conseguia sentir o clima amistoso entre eles, como seu pai estava feliz e como Ben parecia se sentir aliviado.

- Rey?

Ela se levantou depressa.

- Tenho que ir. Depois te ligo Finn.

- Onde você vai? Rey?

Rey já tinha ido. Caminhou um pouco e lembrou que estava sem carro, então pegou um táxi.

---

 

- Tem certeza que quer ficar aqui garoto? - Han parou o carro em frente à entrada do parque.

- Tenho sim, eu gosto daqui.

- Fala a verdade, é uma garota né? Por isso estava tão ansioso.

Realmente estava ansioso. Não sabia bem porque, mas precisava ficar alí.

- Você marcou um encontro com alguém aqui no Mirante, anda conta!- Chewie cutucou seu ombro.

- Não! Eu… Han, eu vou logo pra casa, não se preocupe.

- Ah filho tudo bem, não precisa contar nada pra gente. Só lhe dou um conselho, seja sincero com ela, não esconda nada. Caso contrário vai estar encrencado.

- Porque?

- Porque as mulheres sempre descobrem a verdade. Sempre. Agora vá, já que você não quer vir com a gente, nós vamos assistir ao jogo no MacLaine.

Ben desceu do carro rindo, se sentido muito feliz pelo dia tão agradável que teve ao lado do pai e dos "tios". Como era grato por tê-los nessa vida. Até o Kylo Ren dentro dele parecia estar em paz.

" Pelo menos isso." -pensou enquanto caminhava.- " quem sabe um dia Rey veja…"

Lembrar de Rey fez com que a alegria e a sensação de paz fossem embora. Como poderia estar feliz quando metade da sua alma o odiava? Como conseguiria realizar qualquer coisa, conquistar ou concertar qualquer coisa sem sua luz ao seu lado?

Mas Ben ainda se agarrava a um fio de esperança. Ele sentiu o conflito em Rey tanto quando ela sentia em Kylo muito tempo atrás. Ela o procurou no meio da noite, o abraçou, o defendeu quando foi acusado por causa do ataque do Stephen. Essas atitudes significam alguma coisa.

Ele caminhou até a parte mais alta do Kerry Park, havia um farol, bancos, e uma cerca de ferro como parapeito, de onde se podia ver grande parte da cidade. Ele sentou num dos bancos e começou a olhar em volta.

---

 

Ao chegar no Kerry Park, ela subiu até o mirante, sentou num dos bancos e puxou o celular.

"vou ter que formatar esse negócio" - pensou ao encarar o aparelho que estava lotado de Ben Solo. Desde o papel de parede (uma selfie tirada quando ele tocou para ela sua música de Natal) até às milhões de mensagens de tanto tempo que ela nem se lembrava. Guardou o celular na bolsa, mas a paisagem, o lugar onde estava também não ajudavam. Por que tinha ido até lá afinal? Para sofrer?

Ela ainda estava sentada no banco, distraída com a paisagem quando olhou para o lado e, num banco próximo o viu sentando. Ela baixou a cabeça e apertou os olhos e, pedindo a Deus para que ele não a visse, começou a pensar num jeito de sair dalí. Mas já era tarde, Ben, ao vê-la, levantou e sentou-se ao seu lado.

- É, parece que tivemos a mesma ideia…

- Eu vim aqui procurando um pouco de paz, gostaria de ficar sozinha, então, se tiver a bondade de ir embora!

- Se você quisesse paz ou me esquecer, esse seria o último lugar que viria.

Rey balançou a cabeça e virou o rosto, as lágrimas já estavam voltando.

- O que você quer Ben, por que não me deixa em paz?

Ele sorriu para si mesmo.

- Sabe por que eu vim aqui? - Rey levantou os olhos. - eu vim até aqui porque eu sinto sua falta, esse lugar, onde eu beijei você pela primeira vez, onde eu cometi o maior erro da minha vida mas que, ao mesmo tempo, me mostrou onde eu deveria estar, me mostrou que não existe lugar para mim nesse mundo longe de você, esse lugar faz eu me sentir perto de você de alguma forma.

Rey não sabia o que responder, tudo aquilo era verdade, sabia disso, mas, como esquecer tudo que Kylo Ren havia feito? Não podia aliar-se a ele, não podia trair seus pais, seus amigos dessa forma. Apesar de que a relação dele com os pais parecia estar bem melhor e ela conseguia sentir o sinceridade nas intenções dele. Só podia estar enganada.

- Você estava com papai.

- É, precisei comprar um celular novo e… Como você sabe?

- Eu vi.

- Quando?

- Vocês estavam se abraçando, então você entrou em uma loja. Eu fechei os olhos e vi.

Ben arregalou os olhos.

- Eu achei que isso não iria acontecer mais. Não aqui.

- Maz me falou que a força trabalha de modos diferentes aqui, então eu também não imaginava…

- Ótimo …- ela lamentou e virou o rosto.

- Sinto muito. Foi por isso que você veio aqui?

A respiração de Rey acelerou, tinha que ter certeza.

- Você os ama?

- Como?

- Nossos pais Ben, você os ama?

- Oh Rey! Como eu poderia não ama-los? São meus pais.

- Isso não significa nada. Já que está aqui, quero te dar um aviso.

Ele se endireitou no banco.

- Eu vou estar de olho. Não vou permitir que você faça mal a eles de novo!

- Ah, quanto a isso não se preocupe. Vocês são minha vida Rey, a razão de eu estar aqui, de eu lembrar das coisas que eu lembro. Tudo o que eu quero é que vocês estejam bem, felizes e seguros. Mas, já conversei com Mitaka, se você se sente mais confortável, eu vou sair de casa, passar uns dias com ele até conseguir um lugar definitivo. Vou sair da sua vida Rey, o máximo possível, embora isso me mate.

- É… - ela deixou escapar.

- Só queria que você visse que eu ainda sou a mesma pessoa, não mudei só porque você lembrou de Kylo Ren. E que, mesmo ele tinha seus momentos bons.

Rey tentou disfarçar mas acabou sorrindo. Realmente, Kylo Ren tinha seus momentos. Por um tempo, ele se tornou seu maior confidente, era a única pessoa com quem ela se sentia a vontade para falar sobre si mesma. E, embora estivessem em lados opostos, um sentimento existia entre eles, nunca tiveram coragem de nomea-lo, mas sabia que Kylo tinha um lugar específico em sua vida, em seu coração, sabia que chegou várias vezes a pensar em largar tudo e ir atrás dele, ficar com ele. Eles não tinham medo um do outro, nem mesmo quando lutavam.

- Não precisa sair de casa. Somos civilizados e podemos, por papai e mamãe, conviver em paz.

- Conviver em paz… - ele repetiu. - é um começo.

- Não! Não é um começo Ben, é o que teremos a partir de agora.

Ele torceu os lábios.

- Não sei se consigo viver assim.

- Vamos ter que nos acostumar. - como aquilo doía.

- Infelizmente. Mas é escolha sua, uma pena porque você sabe que juntos nós…

Ele se aproximou e tentou segurar sua mão mas ela se afastou.

- Está me oferecendo poder de novo Kylo Ren?

- Não. - ele respirou fundo, seria difícil fazê-la confiar nele de novo, mas tinha que tentar, quantas vezes fosse necessário tentaria. - o que eu tenho para te oferecer é o que você sempre quis de Kylo Ren e ele nunca foi capaz de te dar. Eu te ofereço Ben Solo, sem máscara, sem ambições, sem lado negro. Eu finalmente estou pronto. Sinto muito ter demorado tanto. Mas estou aqui agora. Por favor não me afaste de você.

Rey baixou a cabeça e colocou a mão na boca tentando esconder o sorriso que insistia em nascer. Como queria acreditar naquelas palavras que esperou tanto tempo para ouvir. Mas o medo de estar somente sendo enredada pelas palavras sedutoras de Kylo Ren gritava no fundo do sua mente como uma sirene.

- Está mentindo. - ela respondeu sem convicção nenhuma.

- Olhe nos meus olhos Rey e me diga se eu estou mentindo.

Rey não tinha coragem de levantar os olhos. Ben levantou seu rosto segurando o queixo.

- Olhe pra mim. Você realmente acha que eu estou mentindo?

Rey olhou em seus olhos, sorriu emocionada e balançou a cabeça.

- Não, não está…

Ben respirou aliviado e pegou sua mão.

- Acha que eu quero te fazer mal?

Rey o abraçou, não conseguia mais fugir, não precisava, acreditava mais nele do que em si mesma.

- Eu acredito em você Ben. - ela disse em seus braços. - me desculpa! Não desista de mim.

- Já te prometi isso meu amor! Não vou desistir, nunca!

Ele se afastou, olhou para seu rosto, tirou uma mecha de cabelo de sua testa e a beijou. Deus! Como precisavam disso.

- Eu amo você Ben, eu também amava Kylo, embora ele fosse um canalha, não tenho como negar isso. Mas, se você trair minha confiança eu te mato!

Ben riu e a abraçou mais forte. Duas ameaças de morte no mesmo dia? Era melhor ele se manter na linha.

Ele mergulhou o rosto no pescoço dela e respirou fundo o que causou um arrepio que percorreu toda coluna de Rey e a fez fechar os olhos. Por um momento, eles não se mexeram. Mas Rey, que se sentia entorpecida por aquela sensação, segurou o rosto de Ben com as duas mãos e beijou seus lábios com força, o empurrando contra o parapeito do mirante.

- Rey melhor irmos com calma, - ele tentava afasta-la - vamos acabar sendo presos!

Ela sorriu de maneira provocativa enquanto suas mãos deslizavam por dentro da camisa de Ben arranhando levemente seu abdômen definido e arrancando um suspiro dele.

- Rey! - ele advertiu mais uma vez. Já estava no limite, as carícias dela estavam lhe deixando louco.

- Desculpe mas é que esse lugar me traz tantas recordações eu não posso evitar.

Ela continuou acariciando ele, seus dedos encontraram o cós da calça e ela pôde sentir o quanto ele estava excitado.

- Veja o que você faz comigo Rey. - Ele gemeu mais alto quando a mão dela alcançou seu membro duro.- Oh foda! - ele a olhou nos olhos segurando seus braços - vamos para outro lugar.


Notas Finais


Amores!
Segurem-se nas cadeiras e respirem.
Esperamos que gostem desse capítulo tão lindo! 😘😘😘


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