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História Westerfild - Madasaku - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oi gente ❤ Espero que estejam todos bem...

Antes de qualquer coisa, eu panejava dar uma betada nesse e nos outros capítulos hoje, ( no mesmo dia da postagem sim, porque sou preguiçosa e sigo o lema "porque fazer hoje se você pode fazer amanha?" )

P.S.: Não sigam o lema, ele é vicioso e dificilmente tem volta.

Mas em fim... O ponto é que minha rinite atacou e fica meio foda corrigir erros de português assim (entendedores entenderão) E por conta disso é provável que tenham mais erros neste capitulo do que nos anteriores...

Caso tenha erros, porque eu to rezando para não ter kkkk

Desejo a todos uma boa leitura ❤❤❤

Capítulo 5 - "Removida"


 

Aos poucos a minha consciência voltava, tão lentamente quanto a vontade abrir os olhos, e quando finalmente me senti forte o suficiente para tal, pude ver uma senhora sentada ao pé da cama analisando cuidadosamente o meu tornozelo que se encontrava totalmente machucado. Ao seu lado havia uma pequena maleta com alguns esparadrapos sujos de sangue, e me perguntei por alguns segundos se tudo aquilo pertencia a mim, mas a resposta era tão óbvia que apenas me mantive em silêncio enquanto observava a mulher trabalhar sobre o meu pé.

-Se acalme meu bem, não lhe farei mal.  - ouvi seu sussurrar, e pela primeira vez desde que cheguei ali, senti de verdade que não havia a necessidade de temer alguém.

-Está tudo bem… - ela murmurava para mim com um pequeno sorriso nos lábios, como se quisesse de alguma forma me acalmar, mas eu sabia que não estava nada bem. E por mais que minha vida tenha sido envolta em mentiras até agora, esta era uma que eu de fato não iria me permitir acreditar. 

Sob hipótese ou circunstância alguma.

-Você está com fome? - me perguntou baixo, como se temesse que seu tom de voz pudesse me assustar, e mesmo que ela estivesse sendo gentil comigo, eu não tinha vontade nenhuma de lhe responder.

-Está assustada não esta? 

-Está tudo bem, não precisa mais ter medo. - ela repetiu, e se eu estivesse sã o suficiente, poderia até mesmo rir diante daquilo.

-Eu quero que saiba que eu não lhe farei mal algum, tudo bem? - perguntou, colocando mais uma gaze em cima das demais.

-Eu vou cuidar de você. - disse, e com essa frase uma lágrima me escapou, esta que eu nem mesmo senti se formar. 

-Oh, não chore, está tudo bem… - pediu ao levar sua mão até o meu rosto, limpando aquela lágrima fujona antes que outras tornassem a cair. Eu odiava o olhar de pena que ela tinha sobre mim, mas ainda sim, eu não sabia se deveria ou não me afastar do seu toque. Então apenas me limitei a permanecer deitada, e esperei em silêncio até que ela terminasse o que estava fazendo.

Conforme ela trabalhava, sentia seu olhar pesar sobre mim, fazendo com que eu me perguntasse o quão miserável eu aparentava estar, mas essa era a última das minhas preocupações no momento, pois antes de qualquer coisa, eu queria saber onde eu estava, quem era o responsável por aquilo e quais eram seus motivos...

-Terminei querida. - anunciou, deixando novamente o meu pé sobre o colchão com tamanha delicadeza que eu cheguei a estranhar.

-Eu já venho. - avisou, e eu apenas a acompanhei com o olhar, passando então a fitar a porta pela qual ela passou, que se manteve aberta após a sua saída. Eu escutava murmúrios vindos de lá, mas não altos o suficiente para que eu pudesse entender algo.

-“Venha.” - foi a única coisa que pude ouvir com clareza antes que ela voltasse a adentrar ao meu campo de visão, o que me deixou novamente alarmada, pois dessa vez ela não estava sozinha.

-EI! Se acalme, por favor não faça isso! - ela correu até o meu pé, tentando me impedir de movê-lo para não piorar meus ferimentos, mas ainda sim não acatei ao seu pedido.

-Pare por favor! - pediu dessa vez um pouco mais alto, e percebi que ela não estava falando comigo quando os passos daquele que a acompanhava cessaram.

Minha respiração estava descompassada, e o fato daquela mulher ter impedido que o homem se aproximasse ainda mais não aliviava nem um pouco o meu estado. Eu ainda queria com todas as minhas forças sair dali, e por conta disso, custou um pouco até que eu percebesse que ele não avançaria mais que que aquilo.

Ele olhou para a senhora por breves segundos antes de voltar seu olhar para mim e levar as mãos para trás de seu corpo. Eu não saberia descrever o que estava sentindo naquele momento, talvez eu devesse olhar para a mulher que estava tentando manter o meu pé imóvel, talvez ela pudesse me dar alguma resposta do porque dele estar ali mas, mesmo que eu quisesse fazer isso, eu me via incapaz de desviar a minha atenção do homem que estava a poucos metros daquela cama.

-Ela está assustada. - disse a mulher agora mais calma, vendo que eu finalmente parei de me mover.

-Não faça mais isso, só irá piorar a sua situação. - me repreendeu, e eu não sabia se ela estava se referindo ao meu pé ou ao fato de estar presa naquele lugar.

-Tenho ordens para removê-la. - aquele que eu temia se pronunciou, e percebendo a minha reação, logo a mulher explicou:

-Fique calma, ele apenas vai te tirar daqui. Não vai te machucar. - aquelas palavras fizeram uma grande bagunça na minha cabeça.

 Para onde me levariam?

-O tempo está acabando. - a voz grossa ecoou novamente, e como permaneci em silêncio, ele deve ter tomado isso como um consentimento já que voltou a se aproximar.

Não reparei, mas se fiz algo, foi involuntário ou por puro reflexo pois novamente a mulher o parou e pediu para que eu a olhasse, e mesmo que relutante, eu o fiz.

-Quero que me escute com atenção, eu sei que deve estar se passando muita coisa na sua cabeça nesse momento, mas precisa acreditar em mim quando digo que não vamos te fazer mal. Esse homem… - apontou para ele - … Tem a chave para tirar essas correntes, então precisa deixar que ele as tire, tudo bem?

Assenti e logo em seguida ele chegou até mim. Não houve delicadeza ou cuidado algum em seus toques para me soltar, e quando finalmente me vi livre daquele aperto, soltei o ar que eu nem sabia estar prendendo.

-Vamos. - disse tentando me pegar no colo, suspirando irritado ao ver que eu ainda relutava.

-Consegue ir andando? - perguntou de forma ríspida e eu apenas neguei, afinal, a resposta era óbvia. 

-Foi o que eu pensei. - respondeu na mais pura ironia antes de me levantar daquele colchão. Naquele momento, vi a mulher se levantar apressada para vir atrás de nós conforme eu era carregada para fora daquele quarto, e observei atentamente cada um dos cômodos pelo qual passamos até que chegássemos no que eu acreditava ser uma sala de estar.

-Demoraram. - até então eu não tinha notado que havia mais alguém naquele cômodo, e a surpresa de não estarmos a sós, não foi tão grande quanto o pavor de ver que o dono daquela voz era o mesmo homem que tentou me tocar na noite anterior. Automaticamente me encolhi nos braços daquele que me segurava, ao mesmo tempo em que levantei o olhar para o seu rosto em um pedido mudo por piedade.

Mas ele nem sequer me olhou.

-Sabem o que devem fazer. - ditou e por mais perdida que eu estivesse naquela conversa, voltei a observar o que acontecia à minha volta tentando assimilar o que estava acontecendo. Vi os mesmos homens da noite anterior caminharem a passos largos até uma porta que eu descobri logo em seguida ser a saída, e pude notar também pela visão periférica um terceiro, este que dava alguns passos calmos em nossa direção.

-Nós iremos passar por aquela porta, e entraremos em um carro que está nos esperando. Você ficará quieta, não irá gritar, e se eu suspeitar de que você está pedindo ajuda ou tentando se comunicar com alguém, esse homem tem minha permissão para atirar.

Minha mente dava voltas, para onde estavam me levando? Porque em plena luz do dia? Quem eram eles? 

As perguntas me assombravam cada vez mais, e apesar de poder ter dito ou perguntado qualquer coisa mais inteligente, uma pequena frase ecoava em minha mente...

-Vocês disseram que não iriam me machucar… - até mesmo eu estranhei minha voz rouca pela falta de uso e pelo choro recorrente.

-A bala não é para você, mas você pode ter a certeza de que se aquela arma for disparada depois que passarmos por aquela porta… Você desejara que fosse.


Notas Finais


Sobre o lema das notas iniciais, fiquem tranquilos (as), ele não se aplica a escrever e att... Somente betar os capítulos e coisas relacionadas a faculdade (infelizmente).

Quero a opinião de vocês para algo: vocês preferem capítulos curtos ou longos?

Espero que estejam gostando da fic ❤ E obrigada a cada um de vocês que vem comentando, eu amo ler cada comentário, e fico apaixonada nas teorias de vcs ❤❤❤


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