História What a Wonderful Confusion - Capítulo 6


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Categorias One Direction
Personagens Niall Horan, Personagens Originais
Tags Amizade, Brigas, Cachorros, Colégio, Conquista, Festa, Horan, Niall, Romance
Visualizações 5
Palavras 2.269
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláá, pessoal! Falta pouco para a história acabar.
Boa leitura a todos!

Capítulo 6 - Parte 6


Já fazia alguns dias que eu não via Charlotte. Era como se ela simplesmente tivesse desaparecido do planeta Terra e se tele transportado para alguma galáxia ou qualquer dimensão paralela a nossa, provavelmente se mantendo o mais distante possível de mim que podia.

Não a culparia por isso. Como poderia?

Eu continuava jogando e jogando na minha cabeça todas as palavras que ela disse para mim, e mentia para eu mesmo todos os dias tentando me convencer que aquilo não havia passado de um sonho muito, muito ruim.

Charlotte era simplesmente tudo o que eu pensava.

Conclui (talvez um pouco tarde) que eu não apenas gostava dela, o que eu sentia era mais forte que isso. E depois de tudo o que eu a fiz passar, doía saber que machuquei a garota por quem eu estava apaixonado.

Numa coisa pelo menos James estava certo: eu era o cretino da história.

Todos os dias quando eu deixava minha casa, procurava por ela sempre. Todas as vezes que eu fechava meus olhos, lá estava ela. O que eu faria então?

Josh havia me dito simplesmente que eu estava passando dos limites, quer dizer, se ela sequer estivesse disposta a esquecer todo o ocorrido, teria dado as caras no colégio esses últimos dias, porém não foi isso que aconteceu.

Mas independente do que ela estivesse pensando sobre mim agora, eu precisava ao menos tentar me explicar, conversar com ela onde não existisse uma plateia nos assistindo, porque definitivamente eu entendi (da pior maneira) que nem sempre os fins justificavam os meios.

Eu jamais poderia esquecer a forma como ela me olhou aquele dia sem saber que pelo menos eu não tinha tentado consertar meus erros.

Foi então que eu decidi que precisava urgentemente de um plano. Algo que fizesse com que ela me ouvisse mesmo que por poucos minutos.

Passei praticamente minha tarde inteira limpando aquela desgraça de piscina, tentando usar meu cérebro e bolar uma brilhante ideia com a esperança de conseguir o mínimo do perdão dela.

Quando voltei para casa pronto para realizar o que seria meu plano, parei por um segundo, olhei ao redor e não encontrei meu cão. Busquei pela casa inteira imaginando que ele estava se escondendo, mas não o achei em parte alguma. E acredite, com o tamanho do Spike, não haviam muitos lugares ali dentro onde ele pudesse ficar muito tempo sem ser visto.

Seria muito azar isso acontecer logo agora, mas definitivamente a sorte estava passando bem longe de mim ultimamente.

- Mãe! – Eu gritei tentando disfarçar o nervosismo em minha voz. – A senhora viu Spike por aí?

- Senhora é sua avó! – Ela gritou de volta. – Não me diga que perdeu o cachorro de novo, Niall! 

Engoli em seco olhando ao redor.

- Claro que não, mãe! – Falei de volta, torcendo internamente para ela não vir até aqui conferir e ver que eu estava mentindo. – Spike está bem aqui do meu lado, não é garotão? Aliás, vou passear com ele, viu?

- Menino, se você perdeu esse cachorro de novo...

- Até mais! 

Não esperei por sua resposta e saí praticamente voando pela porta. De longe eu a escutei resmungando alguma coisa que provavelmente deveria ser um xingamento direcionado a mim.

Apesar desta vez o lugar estar relativamente limpo, e eu não estar planejando nada escondido de ninguém, graças a minha linda mãe que está em casa agora, o meu desespero atrás de Spike era o mesmo, senão até pior, que no dia da festa propriamente dito. Eu ainda tentava procurar sentido na fuga dele dessa vez, e infelizmente ainda não tinha a menor noção. Estava tudo certo a horas atrás!

De novo eu praticamente andei em círculos por todo o condomínio chamando por meu Golden, feito um retardado.

Será possível que ele tinha saído atrás de mim enquanto eu estava limpando a piscina? Puta merda. Se foi, então ele podia estar literalmente em qualquer parte do condomínio. E eu sabia, por experiência, que não adiantaria eu gastar toda voz atrás dele, pois Spike simplesmente não viria. 

Mas talvez com outra pessoa fosse diferente, talvez ele aparecesse.

Se ela ao menos me ajudasse...

Corri imediatamente até a casa dela e toquei a campainha vezes seguidas, já sabendo que ela provavelmente não me atenderia. Fingiria que não estava em casa ou simplesmente ignoraria minha presença. Mas eu precisava dela!

- Charlotte, por favor! Eu sei que você está em casa, consigo ouvir a música tocando. - Gritei quase suplicando. – Preciso da sua ajuda!

O som se silenciou, mas a porta não se abriu. Ao menos eu sabia que ela havia me escutado.

- Precisa de ajuda? – Ela gritou lá de dentro. – Peça pra Andrew! 

Fiquei com uma súbita vontade de chutar o vaso perto da porta, mas me detive. Quebrar as coisas não me ajudaria. Eu precisava manter a calma.

- Charlotte, é sério! 

- Não quero saber. – Ela berrou de volta

- Spike sumiu!

No segundo seguinte, sem hesitar, a porta se abriu. Quase me permiti soltar um suspiro aliviado, mas me contive antes disso acontecer. 

Charlotte me encarou com aquele olhar acusador, procurando mentiras no que eu havia dito. Entretanto, dessa vez eu não estava escondendo nada. E acho que ela viu isso, pois nem se importou em tirar a toalha da cabeça ou em colocar algum sapato que não fosse sua pantufa quando trancou a casa e saiu andando na minha frente sem sequer esperar que eu dissesse mais alguma coisa. 

- Onde foi o último lugar que você o viu? – Ela questionou firme. 

- Em casa, mas então eu saí para limpar a porcaria daquela piscina e quando voltei ele não estava mais lá! – Falei logo a alcançando e permanecendo ao lado dela.

- Vamos acha-lo. – Ela me garantiu. – Ele é um cão esperto, não deve estar longe de onde conhece.

A partir daí, Charlotte guiou o caminho. Eu sabia que Spike era importante para ela, mas não tanto a ponto dela simplesmente nem hesitar em me ajudar a busca-lo por aí, principalmente depois de eu ter sido um babaca tão grande com ela.

Lembrei-me de um dia em que conversávamos sobre coisas aleatórias, onde ela me disse que apesar de preferir gatos, Spike tinha a encantado com toda sua animação, os olhos brilhantes e a fofura, sempre pronto para brincar ou receber carinho. De fato, foi assim que ele me conquistou também. Spike podia ser só um cachorro grandalhão ao olhar de muitos, mas para mim ele era como um melhor amigo, tão importante quanto uma pessoa. Às vezes eu chegava a pensar que ele conseguia ser mais inteligente que eu. O que não devia ser mentira.

Acho que desde o começo ele sabia o valor de Charlotte, afinal, foi ele quem me levou até ela naquele dia da festa. Sem ele, seria provável que eu nunca tivesse a conhecido, e consequentemente, nunca teria me apaixonado e também nunca teria a magoado. Como eu devia me sentir em relação a isso? Porque sinceramente, eu estava em dúvida entre algo bom e algo péssimo.

Ainda mais, que, tecnicamente, meu Golden era a única ligação que ainda tínhamos, por menor que talvez fosse.

- Por que a minha ajuda, Niall?

Se eu pudesse dizer que seu tom de voz tinha ficado 10º C mais frio, eu diria.

- Você é a única que pode! – Falei convencido, porque de repente várias coisas começaram a se juntar na minha mente como um quebra cabeça. – Spike passou a semana inteira resmungando e choramingando para mim como se quisesse que eu fizesse alguma coisa ou o levasse a algum lugar. Mas e se na verdade ele quisesse que eu o levasse a alguém? Pode ser coisa da minha cabeça, mas tenho quase certeza que ele fugiu para te achar. Era isso que ele queria o tempo todo! Spike sente sua falta. – Tanto quanto eu sinto, quis acrescentar.

- Quer dizer que a culpa é minha por ele fugir?

- Não, não foi isso que eu disse. – Balancei a cabeça para dar ênfase a negação. – Só estou dizendo que se ele estava atrás de você, então não importa o quanto eu o chame, ele não vai vir. Mas se você fizer isso? É provável que ele apareça. Não custa tentar, não é?

A garota me estudou outra vez. Não demorou mais que cinco segundos para que ela enfim acreditasse no que eu estava dizendo e começasse a chamar por meu Golden em todos os cantos que passávamos. 

Charlotte não me dirigiu palavras, olhares e nem sinais em momento algum conforme continuamos a busca. Apenas seguiu andando, liderando o caminho como antes. Por várias vezes eu ensaiei dizer alguma coisa. Mas o quê? Era tão estranho vê-la me desprezando dessa forma. Nem mesmo sarcasmos ou petulância saía de sua boca. E naquele momento eu simplesmente não conseguia pensar em nada bom o bastante para pronunciar. Não queria correr o risco de falar o que não devia.

Os próximos minutos se passaram em silêncio absoluto, apenas com nossos passos ecoando pelo vazio e os chamados que ocasionalmente eram feitos por um de nós dois para Spike. E foi assim até que do meio de alguns arbustos afastados de onde estávamos, num lugar que eu nem mesmo me lembrava de algum dia já ter ido, o farfalhar alto de folhas chamou nossa atenção. E assim que ousamos dizer alguma coisa, Spike saiu dali, repleto de folhas presas em seu pelo, todo sujo de terra, mas aparentemente bem. E animado.

Descrever meu alívio naquele instante seria impossível.

Meu Golden correu em nossa direção e simplesmente começou a pular em nós como se fosse uma festa. Comecei a prometer para ele que de agora em diante ele estaria sempre com uma coleira, porque se desaparecesse pra valer algum dia, eu endoidaria com certeza.

Charlotte sorriu, e foi a primeira vez desde o dia da confusão que a vi mudar a expressão facial. Percebi, enquanto a olhava brincar com Spike, o quanto eu havia sentido falta daquele sorriso.

Sinceramente não sei muito bem, mas acho que esse foi um dos motivos quais me impulsionaram a começar falar:

- Charlotte, sei que muito provavelmente você não quer me ver nem pintado a ouro, mas precisa me ouvir!  

Disse tão rápido que as palavras soaram atropeladas e difíceis de entender mesmo para eu que as pronunciava, mas aparentemente, esse não foi um problema para a garota dos cabelos coloridos.

- Quer falar alguma coisa, então fale. Não tem ninguém impedindo você.

E mesmo que ela não estivesse de fato olhando para mim, ainda assim continuei:

- Eu fui um idiota.

- Foi mesmo. – Ela concordou.

- Eu não devia ter dito nada daquilo, juro que se eu pudesse, jamais teria feito algo que te magoasse depois.

- Então por que fez, Niall?

Sua pergunta acabou me pegando de surpresa.

- Você sabe o porquê, eu te contei tudo!

- Você me contou que precisava entrar no time, mas não disse que para isso precisava rebaixar os outros e magoa-los para se fazer de superior e finalmente ser aceito.

- Mas essa nunca foi minha intenção! – Tentei dizer. – Foi coisa do Andrew e do James, eles...

- Ah, agora está passando a culpa para eles?

Eu hesitei por um segundo.

- Não... A culpa é toda minha.

Houve um pequeno período de silêncio enquanto Charlotte soltava um suspiro e fazia carinho na barriga de Spike, ainda sem me olhar, mas já totalmente inexpressiva.

- É que... – Fiz uma pausa. Incerto se deveria continuar ou não. Contudo, olhando para ela agora, sabia que a garota merecia saber o que pensei em relação a isso logo no começo. – Era minha última chance, a única forma de entrar no time. Eu... Eu sinto muito pelo que fiz.

- Sente muito, Niall? – Além da frieza calculada, também havia uma mágoa tremenda em sua voz. – Estava assim tão desesperado por atenção que resolveu inventar coisas sobre mim?

- Me desculpe, Charlotte. Eu não quis isso. Foi ideia de Andrew, ele queria se vingar por você não ter dado bola para ele e... – Me interrompi de repente, sabendo que aquele detalhe não mudaria nada. – Isso não importa, mas você precisa saber que eu estou arrependido. Eu juro que...

- Palavras não mudam nada. – Ela me disse com intensidade. – Eu achava que você fosse diferente, mas depois disso... Você só mostrou ser igual a todos os outros.

- Charlotte...

- Espero que você ao menos esteja no time. Que tudo o que fez tenha valido de alguma coisa. – Por um mísero segundo ela me olhou nos olhos, quase como se dissesse adeus através deles, e logo em seguida os desviou de volta ao meu cachorro, emendando a frase rapidamente: – Adeus Spike, tente não fugir mais, ok, garotão? Não me deixe preocupada assim de novo.

Ele choramingou aos seus pés e lambeu sua mão uma última vez antes dela sair correndo e nos deixar ali. Meu Golden soltou alguns murmúrios de tristeza, como se soubesse exatamente o que as palavras dela significavam. Eu me sentei ao lado dele e o acariciei, numa tentativa falha de consola-lo.

- Eu sei, Spike, eu sei. – Minha voz não foi mais alta que um murmúrio totalmente desanimado e desiludido. – Sinto muito por isso, de verdade. 

O sentimento de tristeza era mútuo.

Eu não conseguia acreditar que algo que nem sequer havia começado, podia ter chegado tão cedo ao fim. As coisas não podiam simplesmente acabar assim.

Tinha de haver uma maneira.

Palavras não mudam nada, foi o que ela disse. Bem, então eu transformaria tudo em atitudes. Se fosse para conseguir seu perdão, eu faria qualquer coisa.


Notas Finais


E aí, genteee? Mais uma parte apenas e a história chega ao fim. Mas, enquanto o capítulo novo não sai, leiam minhas outras histórias!
É isso, gente. Beijos e até mais ;)


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