História Close To You (What Are Your Secrets?) (Reescrevendo) - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Norminah, Romance, Secrets
Visualizações 414
Palavras 4.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


N/a/a: Meu lindos!

Mais um capítulo reescrito, particularmente eu adoro esse capítulo.

Eu escrevi ouvindo Say Something - Boyce Avenue. Mas fica a critério de vocês.

Obs: essa música será bastante usada aqui.

Beijos lovers 💜

Capítulo 3 - Apenas ela.


     Camila Cabello Point’s Of View 

- Isso aqui tá demais! – Ally estava bastante animada.

A casa está cheia, música alta, pessoas bebendo, fumando, dançando. Como se nada mais importasse. Como se esse fosse o mundo deles e isso bastasse. 

Nunca foi o ambiente que eu gosto, mas Dinah está se divertindo, ela merece se divertir um pouco depois de anos tristes. Eu vou ficar por ela.

- Está maravilhoso garota! - Dinah deu um belo gole em seu copo. Ela estava pendurada no pescoço de um garoto que eu não conheço.

- Ei, Dinah vai com calma na bebida. – Lauren alertou, um pouco alto por conta da música.

De todas nós, Lauren é a única que não colocou uma gota de álcool se quer na boca.

- Eu estou ótima! – Dinah já estava animada demais. Apenas eu sei como ela fica quando bebe.

- Ela já está bêbada! – Mani riu e consequentemente todas rimos juntos, mais pelo fato de Mani estar tão bêbada quanto Dinah.

- Ei, Dinah, é sério vai com calma... – minha voz saiu um pouco rouca por conta do álcool que ingeri.

- Chan, relaxa! E-u estou ótima, ta bem! – se aproximou para beijar minha bochecha e quase caiu em cima de mim, um pouco de sua bebida caiu em minha roupa porém não liguei muito.

- Laur, vem dançar! – observei Nina se aproximar da morena e segurar firme em sua cintura. Lauren deu alguns passos para trás por conta do susto.

O cheiro de álcool estava impregnado nela, eu poderia sentir de longe.

Lauren nem teve chance de responder, Nina a puxou pela cintura para o meio das pessoas que estavam dançando ali, todas amoultoadas.

Nina rebolava em Lauren que acompanhava os movimentos da loira com as mãos em sua cintura e me fitava as vezes.

Eu não iria ficar aqui vendo isso. Essa loira esfregando esses... essa coisa... esses peitões grandes e... bonitos... e grandes... nela. 

Bebi o último gole da minha bebida de uma vez só e decidir ir ao banheiro. Enquanto eu passava pelo andar de baixo vi pessoas bebendo , fumando dos mais variados tipos de drogas, outras quase transando pelos cantos. O cheiro desse local já está me dando náuseas.

Passei por um casal ao meio do corredor se atracando e avistei a porta do banheiro no final do corredor, caminhei a passos preguiçosos. Senti meu braço ser puxado com certa força, logo minhas costas se chocarem com alguma parede daquela casa. Um canto escuro. Aquele mesmo cheiro que está por toda casa agora mais perto, invadindo minhas narinas. Com a pouca luminosidade daquele corredor pude ver um rapaz, completamente bêbado. Beijou meu pescoço e forçou – se contra mim. Tentei me desvencilhar dele, mas sua força era o triplo da minha. Tentei gritar, mas parece que perdi a voz junto da minha força. Foi mais um dejavu, o pior deles. 

  A vida se torna sombria as vezes.

Fechei os olhos e pedi aos céus pra que ele parase. Ouvi uma voz familiar, sim, eu conheço essa voz. Mas estou tão imersa na minha própria ruína. Abri os olhos com extrema rapidez. Encontrei os seus verdes raivosos, mas que me trouxeram uma calma fora do comum. Meu coração deu um salto por ouvi sua voz e se aliviou por vê-la ali.

- Solta ela, agora! – Lauren estava nervosa, pude perceber por seu rosto completamente vermelho, sua narinas inflando freneticamente indicando sua respiração rápida.

Ele não parou, acho que nem percebeu uma terceira pessoa ali. Fechei meus olhos novamente e repeti internamente que nada daquilo estava acontecendo.

- Cara, eu mandei você solta-lá!

Ela puxou o garoto pelo ombro. Não precisou nem agredi-lo, ele estava tão bêbado que Lauren apenas o empurrou e ele caiu deixando um rasgo enorme em minha roupa.  

- Você está bem? – perguntou mais calma e tentou se aproximar de mim.

Me esquivei de seu toque e ela me olhou intrigada e confusa. Seu cenho franzido indicava isso.

As lágrimas já não pediam permissão para sair, elas saltavam de meus olhos enquanto eu continuava ali, encolhida naquele canto escuro do corredor. Eram lágrimas secas, sem dor, sem ruídos. 

- Ei, sou eu, Lauren. Eu não vou te machucar...

Lauren tentou se aproximar novamente e mais uma vez eu me afastei antes que ela me tocasse. Abaixei a cabeça, fitando o chão a minha frente.

“... Foi como se me tirassem de mim mesma. Algo que jamais se recupera quando se perde, algo que jamais terá de volta. Ele levou consigo a minha alma. Ele destruiu tudo o que eu sonhava, transformou a vida em um pesadelo. Eu que dizia que a vida era um sonho, logo eu que amava flores...”

Ela deu dois passos a frente, meu corpo permaneceu imóvel dessa vez, eu não tinha mais forças para reagir. O tecido de sua roupa tocou o tecido da minha, o ar quente de sua respiração agitada bagunçou alguns fios de meus cabelos, eu conseguia sentir o calor de seu corpo. Ela estava tão perto mas não ousou me tocar. O choro se tornou mais intenso, as lágrimas já escorregavam de meu rosto e se perdiam por meu pescoço.

- Sou eu....

Sussurrou em meus cabelos, eu não conseguia olha-la. Talvez por vergonha, talvez por medo, ou simplesmente por não conseguir encarar essa galáxia verde agora. Mas eu sabia, era ela ali.

"... O cheiro das rosas não serão o mesmo, assim como a cor do meu quarto. O aroma agora é amargo, ácido e seco, assim como eu..."

Meu corpo pendeu para frente por causa dos trancos causados pelo choro.  Eu não conseguia acreditar que isso aconteceria se ela não houvesse chegado. Eu não consigo... Lentamente senti mais de perto seu calor, minha cabeça encostou em seu peito, mas seus braços foram incapazes de me tocar. Chorei em seu em seu peito, deixei todas as lágrimas que não aguentei segurar. 

Ela foi incapaz de me tocar.

Seus braços delicadente traçaram o caminho ao meu redor. Cautelosamente eles me acolheram e ao contrário do que pensei, seu toque me trouxe calma. Levei minhas mãos até suas costas e puxei seu corpo contra o meu. Seu perfume teve um efeito imediato em mim, inspirei forte o cheiro e instantaneamente senti um conforto no meu interior. Ela passou a afagar lentamente meus cabelos. 

- Sou eu... Shiu... Sou eu pequena... Lauren... Apenas eu...

Era ela.

Apenas ela.

Nada foi dito, não havia nada pra se falar. O silêncio prevaleceu entre nós enquanto eu ainda sentia o calor do seu corpo.

Seus braços não deixaram de me amparar enquanto caminhávamos até seu carro. O caminho não foi longo, permaneci em silêncio, com a cabeça encostada no vidro da porta, enquanto ela guiava o carro. Eu sentia seu olhar sobre mim, mas ela estava muda assim como eu.

"... Ouvi batidas na porta mas não movi um músculo para ir atender. Quem quer que fosse não faria diferença agora. Não faria eu me senti melhor. Não obtendo respostas minhas a porta se abriu.

- Eu já disse que não quero ver ninguém.

- Sou eu Kaki... 

A voz de Sofi me fez sentar-se na cama. 

- O que faz aqui? - lhe perguntei. 

- Eu queria te ver. Faz dois dias que não te vejo Kaki... - seu tom soou afetado. 

- Você já passou mais tempo sem me ver... 

- Nós moramos na mesma casa  Kaki... Você não saiu do quarto...

Suspirei pesado e a fitei. Vestia um pijama rosa e pantufas. Olhei ao meu redor e meu peito se apertou. Nada estava igual. 

- Eu vim te abraçar antes de dormir... Mas a mamãe disse que eu não podia. Porque eu não posso te abraçar Kaki? - meus olhos marejaram.

- Você... Você pode me dar um abraço. - abri os braços um tanto receosa para recebê-lá. 

Senti seu corpinho se chocar com o meu e abri a boca deixando escapar um soluço. Senti a quentura de sua pele, seu perfume misturado ao seu cheirinho natural.

Estava errada. Fez sim a diferença. Porque ali  era minha pequena..." 

Me sentei no sofá e fitei o meio vazio a minha frente. Não havia dor, mas havia lágrimas. Talvez fossem lágrimas de medo, saudade. O local ao meu lado afundou e eu sabia que era Lauren. Levantei meu olhar até encontrar aquela imensidão verde que me olhava com cautela e um enorme ponto de interrogação estampado ali.

Eu sabia que ela estava se perguntando o porque disso tudo. Eu sabia...

Eu me entreguei aquele mar. Eu enxerguei o universo ali. Uma galáxia que me acalmava, havia algo ali. Havia algo...

- Você quer tomar banho? – sua voz não passou de um sussuro.

Acenei com a cabeça. Ela se levantou e estendeu a mão para mim. Fitei sua mão estendida por alguns minutos.

Eu ainda conseguia ver através de seus olhos. Eu conseguia ver compreensão.

Segurei sua mão e ela acolheu muito bem a minha. Me guiou até o banheiro e entrou comigo. Frente a frente com ela e eu não consiguia olha-lá nos olhos. Fiz menção em abaixar a cabeça mas seus dedos delicados me impediram e levaram meu olhar até o seu. Foram minutos mergulhando em seu olhar. Ergui meus braços, um pedido mudo para ela me livrar do  vestido, ela o fez, passando – o com cuidado por minha cabeça, deixando-me apenas de lingerie. Seu olhar não se desviou do meu. Prendeu seus cabelos em um coque mal arrumado, pegou minha mão novamente e me guiou até o box. Ligou o chuveiro e me empurrou levemente para debaixo. A água fria entrou em contato com meu corpo, molhou meus cabelos fazendo – os ficarem pesados sobre minhas costas, naquele momento meu corpo inteiro parecia pesado. Ela retirou a camiseta que usava e ficou apenas com seu sutiã preto na parte de cima. Encostei minha testa no azulejo frio. A observei pelo canto dos olhos pegar uma bucha e despejar um pouco de sabonete líquido nela. Fechei meus olhos com força.

Porque ela está fazendo tudo isso?

Ela não deveria fazer nada disso...

Quando voltei a abri – los senti a bucha macia deslizar delicadamente por meus braços, depois costas, busto, pernas. Ela estava cuidando de mim, me limpando daquela noite horrível.

Mas ela não é capaz de limpar toda a sujeira que existe em mim, ela precisaria me limpar de mim mesma...

Ela estava perto, sua respiração quente contra minha pele gelada, provocando arrepios por todo meu corpo. O calor de seu corpo, que percebi estar embaixo da agua fria, continuava quente, tão próximo de meu corpo frio, assim como por dentro, frio, mas havia algo agora, um pequeno calor, uma sensação boa e ela foi a causadora.


Saiu do banheiro deixando uma muda de roupas limpas e secas, e a promessa de que estaria ali ao lado de fora quando eu retornasse.

“... Na minha cabeça ninguém merece amor, pois ninguém sabe amar. Na minha cabeça não existe amor. Alguém tirou meu direto de amar. Alguém tirou de mim a crença e esperança de ser amada...”

Me vesti com as roupas escolhidas por ela e sai do banheiro. Ela estava sentada na beirada da cama, segurando uma xícara que exalava fumaça, seu olhar estava fixo em algo a sua frente mas logo me percebeu, abriu um sorriso acolhedor e indicou o lugar ao seu lado.

Assim que me sentei ela estendeu a xícara para mim. A peguei e tomei alguns goles da bebida que descobri ser café.

- Está melhor agora? – ela me olhava, avaliando todas minhas feições e eu era incapaz de olhar em seus olhos, pelo menos agora. Acenei com a cabeça. 

Apenas uma pergunta rondava minha cabeça no momento.

- Então, já vou indo...

Ouvi sua voz rouca. Estava tão perdida em minhas lembranças, meus monólogos internos, que mal percebi que ela já estava em pé perto da porta quando não obteve nenhuma palavra minha.

- Fica... – pedi e dessa vez eu a olhei. Ela já vestia outra blusa, era uma das minha favoritas.

Ela não respondeu nada, apenas caminhou de volta para perto de mim e se sentou ao meu lado. Me levantei e depositei a xícara vazia sobre o criado-mudo ao lado da cama. Me deitei e depois de alguns minutos a luz foi apagada e o som da porta fechando foi a última coisa que ouvi.


O lugar ao meu lado na cama afundou, seu perfume inconfundível espalhou-se ao meu lado, eu soube que ela ficou.


Quando acordei no dia seguinte meu corpo ainda parecia pesar toneladas. Eu tive um pesadelo, um dos mais assustadores porque ela estava lá. 

Naquela manhã ela também não estava mais ao meu lado na cama.

Me levantei enxugando as gotas de suor que escorriam por minha testa, minhas costas já estavam encharcadas. Tenho certeza que durante a noite Lauren me ouvi enquanto estava tendo um pesadelo. Tomei um banho consideravelmente longo, dessa vez quente. Depois de finaliza – lo me vesti e voltei para o quarto. Encontrei sobre o criado-mudo alguns analgésicos e um copo de água junto de um bilhete.

“Espero que sua noite não tenha sido tão ruim quanto a minha, mas que minha presença tenha lhe feito tão bem quanto a sua me fez. Tome esses remédios e descanse, volto logo. – Beijos, Laur.”

Deixei escapar um leve sorriso com sua referência. Saber que apesar de tudo estar em minha companhia fez bem a ela. E é claro que a presença dela fez mais do que bem a mim, afinal... Ela não precisava ficar.

[.............]


Me recostei na bancada da cozinha enquanto levava a xícara com café até meus lábios. O barulho da porta se abrindo me despertou do meu pequeno transe, onde minha mente viajou até Sofi... Como eu sinto falta da minha pequenina.

Um perfume forte ja conhecido por mim invadiu todo o ambiente, fechei os olhos e aquele cheiro doce se misturou ao aroma do café, tornando-se uma mistura interessante.

- Oh, você já acordou.

Abri meus olhos e fitei Lauren parada perto da porta, cheia de sacolas em suas mãos. Sua roupa já não era à mesma que a de ontem, os cabelos molhados deixavam claro que ela tomou banho, fora seu perfume bom.

- Acordei agora a pouco. Obrigada pelos remédios, foram de grande ajuda. – ela sorriu tão lindamente. Um dos sorrisos mas lindo que já vi. Acho que tudo nela é lindo.

Depositou as sacolas sobre a bancada e se aproximou de mim, com cautela. Meu coração acelerou pela proximidade, e ela nem estava tão perto. Seu olhar era questionador e duvidoso, com lentidão levou as costas de sua mão até minha testa e não pude evitar fechar os olhos com seu toque macio.

- Não está com febre... – afirmou. Seu tom saiu baixo.

Sua mão escorregou levemente pela linha de contorno do meu rosto em um carinho tão simples mas intenso demais.

Ela é a primeira que está me tocando. A primeira que eu deixo me tocar. A primeira que eu quero que me toque.

- V – Você tem noticias da Din... 

Novamente o barulho da porta sendo aberta. Lauren se afastou de mim, assim como eu, parecia perdida naquela áurea que nos rondava.

- Até que enfim encontrei vocês! Aonde se meteram a noite inteira?! – Dinah apareceu na cozinha com uma cara nada boa.

- Aconteceu uma coisa e...

- A gente precisou voltar, você derrubou bebida no meu vestido e Lauren era a única apita a dirigir. – menti. Lauren me olhou boquiaberta e intrigada.

Eu não poderia contar o que houve para Dinah. Eu a conheço o suficiente para saber que ela surtaria, e depois nos mataria por não ter dito nada e saído daquela forma.

- Nossa, e você não me mandou nenhuma mensagem avisando? Onde essa amizade está indo parar? – revirei os olhos e Lauren riu baixinho.

- Não seja dramática, eu estou bem. – afirmei.

- Vocês já tomaram café? – eu e Lauren negamos com a cabeça – Pelo amor de Deus, vocês parecem crianças! – Dinah exclamou transbordando cuidado e se dispôs a vasculhar as sacolas que Lauren trouxe.


- Chee? – a chamei enquanto ela cortava alguns pedaços de queijos. Ela respondeu com um som nasal. Me aproximei dela. – Eu posso te pedir um abraço? – minha voz quase vacilou.

Ela largou a faça sobre a bancada e me olhou com as sobrancelhas arqueadas.

- Porque está me pedindo isso? – perguntou intrigada.

- Eu não posso querer um abraço da minha melhor amiga? – debochei com um riso nervoso, apesar de querer chorar.

Ela riu gostosamente e se aproximou de mim, me acolheu em seus grandes braços, levou uma das mãos até meus cabelos e os afagou. Inspirei fundo seu cheiro.

- Ontem eu tive uma sensação ruim... Um aperto no peito... Achei que algo tivesse te acontecido... – comentou ainda afagando meus cabelos. Fechei os olhos com força e segurei uma lágrima que queria escapar.

Senti outro peso sobre minhas costas e mais dois braços me rodearam. Lauren se juntou a nós no abraço e eu desejei não sair dali nunca. Elas eram como duas colunas que me sustentavam, apesar de Lauren ainda ser uma desconhecida para mim.

[..............]


Ainda não me sentia muito bem para ir a aula. Decidi ficar em casa, o que rendeu uma série de questionamentos de Dinah do porque eu queria ficar em casa se eu não estava doente.

Não me importava em ficar só, foi assim todos esses anos. Mas agora, faltava algo...

Já passava das três da tarde quando a companhia soou me despertando mais uma vez do meu mundinho pessoal. A TV estava ligada em um canal onde eu assistia a um filme de comédia romântica.

O filme é um dos melhores que já vi, mas... existe mesmo amor? Existe mesmo alguém capaz de amar tão intensamente, alguém que passe o resto da vida te fazendo lembrar que a ama, das coisas que gosta, alguém que recrie todos os dias o dia em que te conheceu, por que você não se lembra. Alguém capaz de todos os dias fazer você se apaixonar mais por ela, de te lembrar todos os dias quem você é, de fazê – la lembrar que ama você....

Me levantei do sofá e caminhei até a porta, estranhando muito a campainha tocar a essa hora. Abri a porta e não sei explicar qual expressão tomou conta do meu rosto, surpresa, alívio, felicidade... felicidade?

Lauren balançou algumas sacolas no ar e sorriu. Lhe dei passagem para entrar e ela o fez.

- O que está fazendo aqui? – perguntei sorridente por sua presença novamente aqui.

- Fiquei preocupada com você. – ela me olhou tão intensamente. – Pensei em ficar por aqui e lhe fazer companhia, trouxe algumas coisa para comermos...

- Fique a vontade...

Lauren foi para cozinha enquanto eu voltei para o sofá e despausei o filme. Depois de alguns minutos eu não aguentei de curiosidade e fui até a cozinha espiar o que ela estava aprontando. Me sentei em um banco alto que complementava a bancada. Lauren estava concentrada fazendo uma mistura que não descobri qual. Seu olhar encontrou o meu e ela mergulhou a colher na mistura, tirando de lá uma quantidade generosa. Me ofereceu e eu torci os lábios.

- É seguro comer isso? – fiz careta e ela riu.

- Claro que é, experimenta...

Trouxe a colher cheia até minha boca que já estava entreaberta a esperando.

Tinha algo em seus olhos que me prendia. Algo que me hipinotiza, me faz levitar...

Fechei meus lábios envolta da colher e automaticamente meus olhos também fecharam – se. Era uma mistura divina, algo com morango e chantily, e o sabor inconfundível de nutella.

- Isso é muito bom! – deixei escapar minha animação. O sabor dessa mistura realmente é divino.

- Quer mais? – assenti.

Trouxe outra colher cheia até minha boca.


Perdi bons minutos a olhando, sem conseguir me conter eu me aproximei dela. Uma mecha de seu cabelo caia sobre seu rosto, cobrindo parte de seus olhos. A coloquei atrás de sua orelha e meus dedos deslizaram pela extensão de seu rosto até pararem em seus lábios levando meu olhar até eles.

Seus olhos eram vacilantes, pareciam inseguros e foi a primeira vez que os vi assim.  

- Camila...

Neguei com a cabeça e me aproximei mais, seu rosto tomou uma coloração vermelha. Minha mão traçou o caminho por entre os fios de seus cabelos e a puxei delicamente até meus lábios encontrarem a maciez dos seus. Fechei meus olhos e a beijei sendo correspondida. Calmamente e sem pressa nenhuma. Calmamente e sem repulsa nenhuma.

Dessa vez eu não corri, dessa vez eu não quis fugir, dessa vez eu a quis. Quis tanto que até me assustei.

Algo em minha barriga estava agitado, algo me dava a sensação de leveza que jamais senti. Talvez fosse seus dedos delicados em minha cintura, ou seus lábios macios contra os meus, sua língua acariciando a minha.

Quando voltei a realidade, meu corpo estava por baixo do seu sobre o sofá da sala. Os beijos já estavam em meu pescoço e eu me sentia cada vez mais leve.

Ela pareceu despertar, voltou a beijar meus lábios com delicadeza. Deixou vários selinhos sobre eles antes de se afastar.

Apoiou seu peso sobre os braços acima de minha cabeça e acariciou meu rosto.

- Nós não podemos... Você sabe que não... – fechou os olhos e suspirou – Eu vou fazer pipoca pra gente terminar o filme...

Se levantou ajeitando suas roupas e foi para cozinha fazer o que prometeu.

Como escapar daquilo que lhe persegue? Como fugir de algo invisível aos seus olhos mas tão perto de seu toque. Como amar e ser amado sem que você saia machucado?

Como ficar perto de você se a todo instante tu foges de mim?

[..............]


  Lauren Jauregui Point’s Of View.

Dinah ja havia chegado então decidi vir pra casa. Tomei um banho frio enquanto minha mente viajava naquele beijo, nas mãos suaves e macias, os lábios tão delicados e no meu maldito coração acelerado.

Fui para cozinha preparar algo de verdade para comer. Ouvi o barulho da porta sendo aberta e estiquei o pescoço para ver. Ally entrou e veio direto em minha direção me abraçou apertado e suspirou em alívio, para logo depois me estapear.

- Onde você estava? Eu te liguei e te procurei por todo canto! O que você tem na cabeça para sair por aí sem nos avisar, você é uma irresponsável Lauren Jauregui! – seu rosto estava um pouco vermelho, sua mãos na cintura e a expressão fechada. Não aguentei e soltei o riso que estava prendendo. Ela me olhou incrédula e começou a me estapear novamente. A segurei pelos ombros. 

- Você ainda ri criatura? Eu estou furiosa com você não está vendo?

- Estou vendo sim, mas você não sabe fazer cara de brava, isso só te deixa mais fofa ainda. – à puxei para um abraço demorado – Obrigada pela preocupação...

- Você me assustou... Eu pensei que poderia ter acontecido algo a você... – seu tom foi baixo e choroso.

- Allycat? – ergui seu queixo - Está tudo bem, notícias ruins chegam como o vento... – sorriu e limpou algumas lágrimas que escorriam por suas bochechas.

- Deixa que eu cuido disso para você... – pegou a colher da minha mão e apontou para o sofá – Vou preparar o jantar, descanse.

Ally é a melhor pessoa do mundo, mesmo brava comigo, na verdade eu sabia que ela não estava brava de verdade, mas ainda sim se preocupava comigo, ela sempre cuidou de mim, me protegeu e sempre foi recíproco.

Terminamos de jantar e eu fui para meu quarto e Ally para seu. Me deitei na cama e suspirei, eu estava exausta. E aquele beijo não saía da minha mente.


...Dia seguinte

      Camila Cabello Point’s Of View

Essa noite não tive nenhum pesadelo, na verdade eu sonhei... Sonhei como a muito tempo não sonhava, sonhei como a muito tempo não acreditava ser possível. Sonhei com olhos, os olhos dela.

Depois de fazer minha higiene pessoal fui até a cozinha. Encontrei a mesa posta e recheada, e Dinah sentada já tomando seu café.

- Nossa! Isso tudo é pra mim? – brinquei e me sentei a mesa junto a ela. Aproximei minha testa e ela deixou um beijo terno sobre ela.

- É sim. Mas não se acostume certo? Não é todo dia! – sua expressão convencida me fez gargalhar. – Está rindo de que?

- Dinah, você não preparou nada disso. Eu sei que você encomendou tudo... – arqueei as sobrancelhas durante minha indagação. Ela me olhou incrédula mas com divertimento em seus lábios – Mesmo assim muito obrigada mi amor. – beijei sua bochecha.

- Tudo bem, eu confesso! – levantou as mãos pro ar em sinal de rendição – E, disponha, eu quero te agradecer por tudo... Esse lugar não seria o mesmo sem você...

- Porque diz isso?

- Eu vou te falar a verdade... Quando eu soube da nossa admissão eu fiquei muito feliz, tão feliz que a alegria não cabia em mim, mas... – não estou entendendo onde ela quer chegar – Eu não queria vir... Eu quis desistir. Mas eu vim... Por você... – sua última frase não passou de um sussurro.

Ouvir tais palavras me deixaram triste. Eu não queria que ela abdicase de sua vida para fazer minhas vontades, eu não queria destruir a vida dela mais uma vez.

- Dinah eu...

- Mas vir pra cá foi a melhor escolha que já fiz. – ela sorriu – Esse lugar é incrível e está me mudando...

- Me desculpe fazê – la passar por isso, mas eu...

- Você me ouviu? – me interrompeu e sorriu – Esse lugar é incrível, foi a minha melhor escolha...

Pegou minhas mãos entre as suas.

- Obrigada meu luar... Obrigada...

Foi impossível conter as razas lágrimas que se formaram ali. Tanto por suas palavras, quanto pelo apelido a anos não usado. Eles nos remetia ao passado doloroso.

- Pizzagirl. – rimos. Ela se levantou e abriu seus braços para me receber. Me coloquei em pé e me encaixei em seus braços. Ela afagou meus cabelos e beijou o topo de minha cabeça.

Minha Pizzagirl... – sussurrei contra seu pescoço.

[..........]


Acabei de sair do banheiro e ouvi a campainha tocar. Dinah está na sala então não me preocupei em ir atender. Ouvi Dinah me chamar e fui para a sala. Ally, Mani e Lauren estavam paradas no meio da sala com algumas coisas nas mãos.

- Mila! – Ally veio em minha direção e agarrou meu pescoço – Como você está? Você sumiu ontem! – quando me afastei de seu rosto pude perceber algumas lágrimas se formando ali, eu soube que não foi só porque eu sumi ontem. Lauren com certeza deve ter contado a ela.

- Calma Ally, eu estou bem! – sussurrei em seu ouvido e afaguei seus cabelos, aos poucos ela foi se acalmando – Shiiu... está tudo bem, meu amor, não aconteceu nada... está tudo bem. – continuei sussurrando em seu ouvido, sem me importa se Dinah veria isso ou não, afinal quando Mani está no mesmo ambiente que ela, ela não tem olhos para mais nada. Beijei seus cabelos e afaguei suas costas sentindo sua respiração mais calma.

- Eu fiquei com medo... – sussurrou enquanto me apertava mais.

- Fica tranquila... Eu estou bem... Não aconteceu nada... – a apertei contra mim – Nada...

- Allycat? – Lauren tocou seus ombros e fez a pequena olha-la. – Solta a Camz, ela já está ficando roxa pela falta de ar... – soltou uma risada anasalada e a pequena riu enquanto circulava minha cintura com as braços e se aconchegada em mim.

- Camz? – sussurrei perdida em como soava bem, ainda mais em sua voz marcante, rouca e grave. Arregalei os olhos ao perceber que disse alto demais, o suficiente para ela ouvir.

- Desculpe, é-é que e-eu... Bem... Seu nome é muito grande e...

- Eu gostei... Camz... Camz... – experimentei esse novo som.

Um pequeno sorriso surgiu no canto de seus lábios, seus olhos caíram para o chão envergonhados, suas bochechas tomaram uma coloração mais avermelhada, eu não estava tão diferente, mas vê-la dessa forma tão... fofa, fez meu bobo coração dar alguns saltos.

Tudo nela é tão leve, delicado. Ela me faz sentir – se leve, como eu nunca me senti. Apenas seu sorriso tem a capacidade de melhorar meu dia. Não é exagero, quando ela sorri, automaticamente eu sorrio também, automaticamente meu coração também sorriu.  


Notas Finais


Espero que estejam gostando <3

3/42 reescrito.


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