História What Can I Do - Capítulo 10


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Categorias DAY6
Personagens Dowoon, Jae, Junhyeok, Personagens Originais, Sungjin, Wonpil, Young K
Tags Day6, Donpil, Everyday6 August, Jaehyungparkian, Jung Eunji, Romance Colegial, Sunghyeok, Sungpil
Visualizações 63
Palavras 3.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de mil anos estou aqui.
Me desculpem pela demora. Eu comprei um celular e ainda é difícil de digitar nele (meus dedos estão doendo agora), além do que eu passo o dia jogando q

De qualquer forma, a fanfic está quase acabando. Quarta (?) Ela vai fazer um ano, e eu não queria estender ela assim, me perdoem. Enfim, espero que gostem do capítulo.

*Lim e Im são a mesma coisa, apenas formas de escrita diferentes.

Capítulo 10 - Capítulo Dez


Sungjin estava encarando Jiwon, que se mantinha sentada à sua frente observando os papéis oferecidos, há quase dez minutos. Ele não sabia se deveria ou o que poderia falar naquele momento, pois tudo parecia tão tenso e confuso. Descobrir e aceitar que tudo o que sentia por Jiwon era uma farça de seu corpo e que, de uma hora para outra, nutriu verdadeiros sentimentos por Junhyeok foi complicado, principalmente pela sua falta de coragem. Mas agora que o Im precisava de ajuda, não tardou em ser o primeiro a se voluntariar para ajudar. E por isto precisava da ajuda de Jiwon.

Sungjin sabia que Jiwon não havia saído da cidade. Era claro que seu pai estava doente, mas ela não havia ido embora. Saiu da escola pois precisava morar do outro lado da cidade e pediu transferência para que pudesse ficar mais próxima de sua casa e de sua família. Sem saber o que fazer, o Park pediu sua ajuda, pois tinha certeza de que ela poderia ajudar.

— Eu não sei se posso ajudar. — Ela disse, tirando os olhos dos papéis.

— Mesmo? — Sungjin perguntou com o olhar triste.

Jiwon deu um meio sorriso e se inclinou na mesa, apoiando o corpo nos braços, da mesma forma que fazia com Jaehyung na escola para falar sobre Younghyun.

— Por que quer tanto isso?

— Preciso ajudar alguém. E eu... Já fiz coisas ruins o suficiente.

Jiwon se afastou e voltou a olhar os papéis, pensando se deveria ou não aceitar ajudar Sungjin. Enquanto isto, o Park olhou pela janela da cafeteria em que estavam e pôde ver Younghyun o encarando. Ele soube que seus olhares se encontraram no momento em que percebeu os olhos dele se moverem na direção da garota e depois voltarem para si, logo ele tirou o celular do bolso e começou a mexer nele. O desespero correu pelo corpo de Sung e ele não soube o que fazer no momento, o que diria para ele quando se encontrassem?

Sungjin voltou sua atenção para a garota quando a ouviu coçar a garganta para chamá-lo e a encarou assustado. Ela tinha um sorriso nos lábios, aquele mesmo que fazia o Park derreter por dentro e passar horas e horas falando sobre isso a Wonpil. Suspirou, pensando no quanto estava enganado e confuso sobre tudo. Deveria mesmo ajudar Junhyeok? Podia simplesmente se afastar e deixar com que os outros tentassem ajudar, já não tinha problemas o suficiente? Seus pais, a escola, a banda, seu futuro. Tudo girava em torno de uma bomba prestes a explodir e ele não queria ter mais um problema. Entretanto, apenas de pensar na dor que Jun poderia estar passando por saber que a mãe estava viva e o pai escondeu isso por tanto tempo, Sungjin sentia a necessidade de ajudar, pois sabia como o mais velho ficava bonito sorrindo.

— E então? — perguntou esperançoso.

— Se eu conseguir alguma coisa, eu te ligo em dois dias. — Ela respondeu e se levantou. — Mas, Sungjin, você não precisa fazer isso para se desculpar. Sabe disso, não sabe?

Dito aquilo, Jiwon deixou o dinheiro do café que havia pedido em cima da mesa, pegou a mochila e foi embora. Sungjin assentiu assim que ela saiu. Era certo: não precisava fazer aquilo para pedir desculpas a Junhyeok pelo tanto de lágrimas que o fez derramar, mas queria. Queria ajudar, queria participar. Não era justo apenas Younghyun fazer aquilo, fazer algo bom. E por falar no mais novo...

Sungjin voltou a olhar para fora e viu que Younghyun ainda estava lá, agora ele falava com Jae enquanto comiam tteokbokki. Ele suspirou e repetiu o que a garota vez antes, assim seguiu até o casal do outro lado da rua. Estava nervoso e não sabia o que falar, mas sabia que perguntaria e não poderia mentir ou inventar qualquer desculpa, pois era capaz do Kang ter tirado fotos para comprovar aquilo.

— Younghyun? — chamou baixinho e o mais novo quase engasgou com a comida.

— Sungjin? — ele respondeu, fingindo tom de dúvida.

— Você me pegou. — sorriu sem graça. — O que vocês fazem nessa parte da cidade?

— O Jae hyung teve que fazer um exame e pediu para que eu o acompanhasse. E quanto à você?

— Acho que você já sabe, certo? — O mais novo assentiu e Jaehyung se aproximou para ouvir a conversa. — A mãe de Jiwon trabalha em uma empresa chamada Lim&Ji Entertainment. É uma empresa famosa, o cargo dela é alto. O sobrenome... Ele bate com o sobrenome do Jun, então pensei que a mãe dele pudesse estar nesta empresa. Ela não está em nenhuma outra que consegui procurar, eu estava perdendo as esperanças...

— Então vamos torcer para que tudo dê certo. O festival é em cinco dias, estamos sem tempo e meu pai parece que não conseguiu encontrar nada também.

Sungjin assentiu. Precisavam encontrar a mãe de Junhyeok antes do festival para que pudessem levá-la até ele, para que ele pudesse cantar. Sabiam que ele tinha medo de palco, mas ele precisava enfrentar esse medo e seguir seu sonho e nada melhor do que a palavra de sua mãe para animá-lo. O Park se despediu do casal sem falar mais nada e seguiu seu caminho para casa, pensando em como seria caso encontrassem a Sra. Lim. Junhyeok ficaria mesmo feliz? Esperava que sim.

Enquanto caminhava, Sungjin se pegou pensando em como era solitário. Todos os seus amigos namoravam agora, Soora não queria mais encará-lo após descobrir sua paixão por Junhyeok e o mesmo... Jun estava distante e Jin nem mesmo sabia como trazê-lo de volta. Odiava se sentir daquele jeito: culpado, triste, angustiado. Temia que Jun nunca mais quisesse encará-lo, que não quisesse mais contato, que desistisse de tudo o que o Park estava lutando agora. Foi pensando nisso que, quando voltou para o mundo real, Sungjin se viu parado em frente à casa que tanto fora dias atrás: a casa de Junhyeok. Pensou em ir até Wonpil, mas o que menos queria era chegar sem aviso e pegar ele namorando com Dowoon no sofá da sala de estar. Estremecia só de pensar que aquilo podia acontecer.

Estava nervoso. O que falaria caso apertasse a campainha e Jun atendesse? Não havia preparado nada, estava de mãos vazias, sem roteiro, sem regras. Sua programação interna gritava em desespero, pois ele ia contra todos os comandos. Nada era mais certo, mas ele apenas apertou o botão e até conseguiu ouvir a música que tocava. Não demorou muito para que conseguisse ouvir a voz de Junhyeok pedindo para que esperasse um pouco. Um tempinho curto depois,  o garoto apareceu na porta usando roupas de dormir, o cabelo bagunçado e o rosto completamente sujo de molho de pimenta.

Os dois permaneceram se encarando por um tempo, ambos sem saber o que dizer. O que Junhyeok poderia dizer? O cara que ele gostava estava ali, parado na porta de sua casa, enquanto ele estava com o rosto sujo de molho. E Sungjin, ao mesmo tempo que achava fofo a forma como Jun estava, sua mente estava em caos e ele nem mesmo conseguia se mexer para sair correndo dali.

— Sung... Sungjin. — O Im disse, tentando limpar o rosto com as mãos da forma mais discreta que pensou que estava. — O que faz aqui?

— Eu... — ele começou, mas perdeu totalmente a pose de durão quando seu olhar encontrou o de Junhyeok. Seus lábios tremeram e sua voz quase sumiu. — Para ser sincero, eu não sei. Eu só estava andando e, quando me dei conta, já estava aqui.

Sungjin abaixou a cabeça e se preparou para sair. Quando Jun ficou quieto, seu coração apertou; não sabia o que falar, o que fazer ou como fazer.  Queria pedir desculpas, voltar com as brincadeiras de antes, queria poder voltar a andar com ele como antes. E ele poderia se não fosse tão egoísta, tão idiota e todas as outras coisas que Wonpil lhe dissera. Custava-lhe dizer apenas uma pequena frase que mudaria tudo, seu orgulho não deixava. Mas manter seu orgulho era tão importante a ponto de afastar aquele que tanto amava?

Foi pensando nisso que ele teve coragem suficiente para se virar antes mesmo que o mais velho fechasse a porta. Até mesmo Junhyeok ficou assustado com o movimento repentino do outro e, mais ainda, quando Sungjin se aproximou e o envolveu num abraço. As coisas aconteceram tão rápido, tão de repente, que nenhum dos dois tiveram tempo suficiente para raciocinar. Quando os braços de Sungjin apertaram o corpo magro de Jun, ele fazia o mesmo. Sungjin apoiou o rosto no ombro de Junhyeok e respirou fundo, sentindo as palavras que queria tanto dizer se acumularem em sua garganta.

— Sungjin... O que você está fazendo?

— Eu... sinto muito! — As paredes fortes que tanto construiu ao seu redor desabaram no momento em que dissera aquilo. As lágrimas começaram a cair e a garganta doía, tentando manter todas as palavras ainda ali. — Eu não quero mais isso, Jun. Eu não quero mais ficar longe de você, não quero mais ser um idiota. Eu sinto sua falta e eu não ligo mais pra nada. Eu gosto de você! Muito!

Junhyeok se afastou um pouco, tanto pelo choque quanto pela vontade que tinha de encarar os olhos de Sungjin. Um suspiro pesado escapou de seus lábios assim que viu o rosto do outro molhado pelas lágrimas e não tardou em levar as mãozinhas até o mesmo para limpá-las, sorrindo ao fazê-lo. Já fazia um tempo que tinha compreendido a situação de Sung, apenas não queria se aproximar para não parecer que estava o forçando a algo. E agora se sentia péssimo ao ver a situação que o outro se encontrava.

— Park Sungjin... — disse após outro suspiro. — Você é mesmo um idiota.

Ele riu.

— Eu já ouvi isso.

Junhyeok sorriu e estava pronto para pegar mão do mais velho e levá-lo até seu quarto para conversarem melhor e mais acomodados, matando a saudade que tanto sentiram do outro nesses últimos dias. Contudo, os passos pesados e o som alto de salto se fizeram presentes, o que fez com que Jun se afastasse ainda mais de Sungjin e virasse o próprio corpo na direção de uma porta grande. No mesmo momento, um homem alto, trajando um terno aparentemente caro, veio acompanhado de uma mulher. Os dois encaram os jovens ali e o homem se digiriu ao mais novo.

— Jun, quem é este rapaz? É tão importante para largar o prato em cima da mesa e não voltar mais?

Sungjin revirou os olhos, já imaginando o que estava por vir, e logo seu olhar se encontrou com o da mulher. A expressão de arrogância e pose de gente fina fazia Sung querer vomitar; ambos eram o típico casal de família rica que proibia o filho a fazer qualquer coisa com a jovem que ele amasse apenas por ela ser pobre, como nos doramas de romance que Wonpil costumava assistir com a sua irmã. Estava desacreditado e esperava  muito que conseguisse contatar a mãe do garoto, pois se recusava a namorar alguém com esse tipo de familiar. Já bastava o drama que estava vivendo. Mesmo assim, não perdeu sua pose e lançou o mesmo olhar de arrogância para a mulher, que desviou o olhar parecendo chocada com a audácia do garoto, este que sorriu vitorioso.

— Ah, sim. Pai, este é Sungjin, um amigo meu. — Junhyeok disse, chamando a atenção do mais velho.

O Park se curvou educadamente e forçou seu melhor sorriso, fazendo Jun sorrir sem graça. O homem alternou o olhar entre os dois, desconfiado. Será que não acreditava que o filho tinha amigos?

— Desde quando você tem amigos? — foi a vez da mulher perguntar. Sua voz era abusada e Sungjin não conseguiu controlar a expressão de desgosto.

— Isso não é da sua conta. — foi o que Junhyeok respondeu, assustando todos presentes. — Agora, com licença.

Ele segurou o pulso de Sungjin e o puxou escada acima, guiando-o para onde, provavelmente, seria o seu quarto. O Park não sabia o que estava acontecendo, mas soube que aquilo não ia acabar bem quando viu o Im soltar a respiração e suspirar de forma pesada, assim que fechou a porta e se escorou na mesma. Sungjin permaneceu em silêncio, pensando que não era certo perguntar o que diabos estava acontecendo.

— Não pergunte. E não me olhe assim. Por favor.

Sung sorriu pequeno e aproximou-se um pouco, envolvendo a cintura do mais novo com os braços.

— Tudo bem. Aquela mulher é arrogante e irritante, é compreensível. Eu já teria dado uns tapas na cara dela. — Jun sorriu ao ver o jeito que Sungjin falava, ele tentava melhorar o humor do outro de uma forma natural, como se tivesse nascido para aquilo. — Mas, eu tenho uma pergunta.

— Pergunte.

— Por que, enquanto o casal trajava roupas finas, você ainda está de pijama?

— Ah... Então, sobre isso...

Ele riu, sem graça, e até tentou se desvencilhar dos braços do Park, sem sucesso. Seu sorriso morreu quando os olhares se encontraram e o Im percebeu toda a situação: estava com as mesmas roupas que dormiu a semana inteira e tinha certeza de que ainda havia molho em seu rosto, enquanto Sungjin estava bonito e arrumado. Queria se enterrar por vergonha.

— Meu pai vive para o trabalho, junto daquela mulher. Eu não, então... Você me pegou desprevenido.

Sungjin sorriu.

Ele não sabia como descrever aquele sorriso. Com a proximidade de ambos, seu coração estava acelerado e ele sentia que poderia surtar a qualquer momento, mas simplesmente sorriu. Sozinho ali com Junhyeok, teve a certeza de que o que sentia por ele era forte o suficiente para fazê-lo parar tudo apenas para poder vê-lo. Com esse sentimento e pensamento, Sungjin o beijou.

Era a primeira vez que o beijava, na verdade, era a primeira vez que beijava alguém. Não sabia muito bem o que fazer, mas sabia que não deveria seguir regras. Apenas... seguir o ritmo. As mãos pequenas de Junhyeok foram de encontro ao seu rosto e foi o momento em que seus lábios passaram a se mover em um ritmo lento que caia muito bem nos dois. Sungjin havia esquecido de tudo o que estava acontecendo ao seu redor, mas no momento em que se lembrou disso, se afastou rapidamente. Os dois se encararam por um tempo até que Jun resolveu dizer algo.

— Eu vou... Você pode ficar aí enquanto eu... Sabe, tomo um banho? — Ele disse, gaguejando um pouco. Quando Sungjin assentiu, ele correu até o armário e pegou uma roupa para, depois, correr até o banheiro.

Assim que ouviu a porta do banheiro ser fechada, Jin se sentou na cama e suspirou, desesperado. Não sabia o que faria depois, deveria fugir? Não. Não podia, não agora. Deveria ficar ali e enfrentar o que viesse pela frente. Sim. Isso mesmo. Enquanto tentava controlar e organizar seus pensamentos, sentiu o celular vibrar no bolso e, ao pegá-lo, viu o nome de Younghyun no contato que estava ligando. Se perguntou o porquê da ligação repentina.

— O que foi? — Perguntou.

Sungjin, você estava certo. A mãe do Jun... ela realmente trabalha na Lim&Ji e eu estou indo para lá agora. Você quer ir também?

O que?! Eu não posso agora, eu estou na casa dele! — ele respondeu, baixinho com medo de Junhyeok ouvir. — Por que de repente? Por que agora? Como você descobriu isso?

Como assim, "eu estou na casa dele"? Você foi falar com o Jun?!

— Isso não importa! Acabei de lhe pedir desculpas e lhe dar um beijo, não posso ir embora assim.

O quê?! — ele gritou da outra linha, fazendo Sungjin afastar o celular do ouvido. — Quer dizer que vocês passaram dias afastados para depois se beijarem no primeiro pedido de desculpas?

Sungjin suspirou e se amaldiçoou por ter dito tamanha besteira. Até mesmo conseguia ouvir a voz de Jae no fundo perguntando quem ele havia beijado e se sentiu estúpido e irritado.

— Esqueça isso, faça você. Apenas... Dê o meu número. Ok? Não se esqueça disso.



* ^ *



Younghyun estava muito, muito nervoso. Suas mãos estavam suadas a ponto de não conseguir nem mesmo seguras as de Jae e ele não conseguia entender o motivo de tamanho nervosismo. Era apenas uma conversa, não sabia se daria certo, afinal a mulher havia ido embora há muito tempo e ninguém sabia o motivo, não se tinha certeza de que ela iria querer rever o filho, mas nada custava tentar. E foi pensando nisso que Young respirou fundo e se aproximou da recepção.

— Olá, em que posso ajudar? — A moça simpática perguntou.

— Olá. Eu... eu gostaria de falar com a Senhora Ma. A filha dela me mandou aqui. — ele respondeu, forçando um sorriso.

— Desculpe, mas não reconheço apenas pelo sobrenome. Poderia me dizer o nome completo?

— Ma JiEun. — Jae respondeu. Eram amigos, então ele saberia o nome da mãe de Jiwon.

— Ah... A Secretária Ma. Só um instante.

Ela digitou algumas coisas no computador e falou com alguém no Telefone. Após isso, sorriu gentilmente para os garotos e lhes disse que podiam entrar. Younghyun nem mesmo conseguiu acreditar que aquilo estava acontecendo. Jae apertou seus ombros e acompanhou seu sorriso.

Quando chegaram no prédio do CEO, deram de cara com a mulher. Ela sorriu largo ao ver Jaehyung e cumprimentou os dois de forma doce e amigável. Parecia mesmo a mãe de Jiwon. Quando Jae explicou toda a situação, já que Younghyun ainda estava nervoso, ela ficou animada e disse que chamaria a Sra. Lim em um instante. Ela entrou numa sala e Young soltou a respiração.

— Você tem que se acalmar. — Jae disse. — Vai dar tudo certo.

Quando ele assentiu, a mãe de Jiwon voltou e disse que eles poderiam entrar. Younghyun disse que faria sozinho e se dirigiu, em passos lentos, até a sala da mulher. Ele abriu a porta devagar e adentrou a sala. Assim que o fez, deu de cara com uma mulher bonita de cabelos curtos e castanhos, usando mais maquiagem do que deveria.

— Olá. — Younghyun disse. — Eu sou Kang Younghyun. Eu só tenho dezesseis anos e uma banda... Mas, eu não vim aqui para debutar em sua empresa. Ao invés disso... — ele respirou fundo. Vai dar certo, apenas se acalme. — Tenho certeza que já ouviu muitos nomes em sua carreira, mas já ouviu falar de Lim Junhyeok?

Os olhos da mulher pareceram curiosos no momento em que disse seu nome. Ela pareceu interessada. Talvez lembrasse do Jun?

— Lim Junhyeok, dezesseis anos... Ele tem a minha idade. — ele riu sem graça. — E ele toca piano muito bem.

— Por que não vai direto ao ponto, garoto?

— Queria que o conhecesse. Ele... Ele vai tocar no festival de outono da nossa escola. Eu não sei a sua história, mas... Junhyeok tem talento, mas ele parece ter medo. E você... você é realmente a mãe dele. — Ele riu outra vez, estava começando a ficar emocionado com seu discurso não ensaiado. — A senhora...

— Como descobriu onde trabalho?

— Meu pai... E um amigo nosso. Eles conseguiram descobrir.

— E por que quer que eu vá ver o garoto que abandonei há tanto tempo? Por que tenta me convencer?

Younghyun suspirou.

— Porque a senhora não me expulsou. E se não o fez é porque não quer que eu vá embora. Estou certo? De qualquer forma...

Ele tirou o panfleto do festival e colocou em cima da mesa dela, de curvou e saiu da sala logo em seguida. A mãe de Jiwon ainda estava lá, mas ele não se importou. Apenas abraçou Jaehyung com força e implorou silenciosamente que ela fosse ao festival.



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