1. Spirit Fanfics >
  2. What Do You Mean? >
  3. Revelações

História What Do You Mean? - Capítulo 22


Escrita por:


Capítulo 22 - Revelações


  POV'S SELENA GOMEZ. 

    Nova York, 21 de dezembro (00:23 AM) 

Abro a porta, colocando o meu corpo na frente e deixando apenas uma pequena brecha. Há dois policiais parados que parecem desconfortáveis por ter tocado a minha campainha a esse horário. Embora até imagino que tenha sido ordem de John checar como estou, ambos não estão felizes em fazer tal ato.

— Desejam algo?— Digo bem ríspida demonstrando estar incomodada.

— O chefe mandou perguntar se está tudo bem.— Um deles responde, tentando olhar para o lado de dentro. 

— Sim, e eu só queria pedir um favor a vocês: quando vierem chamar-me não toquem a campainha, eu tenho uma bebê pequena e ela tem o sono super leve. Esse horário já é bem tarde e incomoda até os vizinhos.— Repreendo-os arrumando uma desculpa e ambos assentem com a cabeça. — Ah mais outra coisa: qualquer notícia do fugitivo me avisem, agora terei que... — Viro-me na intenção de fechar a porta na cara de ambos. No entanto, sou barrada:

— Podemos entrar para checar se está tudo ok, senhora?

— Não.— Nego, rapidamente, fazendo os dois se entreolharem  desconfiados.— Digo, estou cansada. Sabe como é grávida...— Passo a mão sobre a barriga.— Minhas pernas estão doendo e eu não quero ter que descer novamente para fechar a porta.

— Será rápido, senhora, você poderá ficar aguardando aqui .— O guarda que noto ser o mais teimoso, dá alguns passos para frente, entretanto o paro:

— Vocês não têm um mandato para entrar, não é querendo impedir, mas eu me sinto cansada. Se o fugitivo estivesse escondido aqui, eu seria a primeira a entrega-ló.— Desvio o olhar por um mero segundo e vejo Justin parado na escada com um sorriso sarcástico. Esse homem ainda vai me levar pro inferno! Sinto vontade de ri, mas me seguro.

Os dois policiais parecem aceitar as minhas desculpas e vão embora. Fecho a porta soltando um suspiro fundo, encosto as minhas costas na madeira branca com o coração quase saindo pela boca com a adrenalina que o meu corpo acabou de passar. 

— Você acha que esses babacas acreditaram em você?— ele diz descendo os degraus enquanto segura no corrimão.  

— Não, claro que não!—Comento, sabendo como é o sistema que a polícia trabalha .— Eles perceberam o quanto eu estava tentando convencê-los, ou seja, nesse momento os dois devem estar ligando para o xerife. — Acrescento. O loiro aproxima-se de mim puxando-me para próximo dele. 

Seus olhos fitam-me com um ar de mistério. O que eu acho mais lindo é a maneira que o pai das minhas filhas aperfeiçoa um sorriso de canto e me faz parecer hipnotizada pelo brilho de seus  belos olhos. Consigo até sentir seu amor toda vez que Justin Bieber me olha assim!

— Detetive, você deveria seria mais eficiente.—Brinca, rindo baixinho e fazendo-me soltar uma gargalhada enquanto encosto minha cabeça em seu peitoral. Como eu senti saudade de escutar sua risada!

Aconchego-me mais em seus braços escutando como melodia as batidas do seu coração. Rápido e afobado, tranquilo e apaixonante. Recebo o chamego das suas mãos macias em tocar no meu cabelo. É bom sentir a sensação dos nossos corpos juntos, é como se fôssemos um só. Unidos pelo o amor.

Não me considero a pessoa mais perfeita para ele, no entanto Justin é o homem no qual eu resolvi entregar-me verdadeiramente nos momentos mais decisivos. Eu o amo, às vezes chego achar que não é o suficiente, mas ele é o amor da minha vida. Não posso continuar mentindo para mim mesma...

— Te amo!— Declaro baixinho de olhos fechados mergulhada  no calor do seu abraço.

— Eu também te amo, Selena Bieber.— Suspiro apaixonada. Meu coração acelera-se em escutar suas palavras e principalmente o sobrenome. Quer dizer que...

Ergo o olhar abrindo os olhos e encarando-o com curiosidade. Há um misto de faísca nas minhas íris escuras que reflete o rosto do loiro, quero lhe perguntar, só que Justin é rápido o bastante para erguer a mão esquerda e amostrar a aliança. Ele voltou a usar aliança! 

O objeto dourado brilha na sua mão. Entrelaço os nossos dedos unindo os nossos anéis de casamento. Nossos olhares estão descidos para o gesto declarativo que estamos tentando repassar um para o outro. Solto um sorriso meigo encostando nossas testas e o vejo sorrir. Justin lança aquele meu sorriso, o sorriso que amo vê-ló dá para mim. 

— Não vou voltar para você só porque está grávida, baby.—Seu tom soa rouco e sereno, pego-me admirando-o o quanto ele é lindo. Amo a cor dos olhos de Justin.

— Querido..— Quero interrompo-lo, sentindo-me tímida. Contudo, ele prossegue:

—E sim, porque você é...— Levanto a cabeça um pouco trêmula com o coração disparando. Sinto minha boca seca. — A mulher da minha vida, Selena. Te acho foda e me orgulho demais em ter alguém feito você me amando. Por mais que você diga que tem vergonha de mim, eu sei que no fundo você está mentindo mamacita.— Declara deslizando os dedos e acariciando as minhas bochechas, fecho os olhos sentindo fluir seus adoráveis toques. 

Realmente ele tem razão, Justin vai muito mais além das minhas expectativas. Ele quebra qualquer clichê ocorrente na minha rotina. Nosso relacionamento proporciona inúmeras emoções, fora que a maior delas é: amar um psicopata que é capaz de sentir. É hilário porque foge da ciência da psicologia. 

— Quantas vezes eu vou ter que dizer que te amo, Justin Bieber?— Pergunto dando lhe o melhor sorriso e recebendo o seu olhar apaixonado.—Prometo confiar mais em você a partir de agora.— Faço o juramento, o loiro assente orgulhoso de mim beijando-me.

Nosso beijo é calmo no início pois queremos apenas desfrutar do gosto um do outro. Nossas línguas se entrosam em extrema sintonia. Temos um sentimento eletrizante percorrendo em nossos corpos, ele agarra minha cintura com mais firmeza fazendo-me soltar um gemido fraco. 

Agarro-lhe como se não houvesse o amanhã e intensifico o beijo num ritmo desesperador. É bom beija-ló e nossos lábios desfrutam da química que possuímos com luxúria. Somos no momento apenas um casal apaixonado se amando e fazendo as pazes depois de longos desencontros. Sinto-me feliz em saber o quanto Justin está entregue e que seu sentimento por mim é recíproco.

Nos amamos e não há nada que o mundo possa fazer para mudar isso

Desperto-me soltando dele quando algumas batidas são disparadas na minha porta. Estou ofegante e tento controlar a minha respiração olhando para Justin que está no mesmo estado que eu. 

— Selena, é John, você pode abrir a porta.— Escuto me martirizando mentalmente. Que diabos ele veio até aqui uma hora dessas!

Justin revira os olhos incomodado. 

— Eu preciso ir.— Sussurro querendo que o meu marido se esconda. Porém, ele continua parado:— Merda, Bieber, não coloca tudo a perder agora. — Peço, puxando-o com a mão. 

Noto o seu semblante atacado de ciúmes. Pelo que eu conheço a vontade de Justin é ir tirar satisfação. Empurro-o para ir se esconder na cozinha, mesmo a contragosto ele atende o meu pedido. Recompor-me ajeitando o meu vestido rapidamente, passo a mão pelo cabelo ajeitando-me.

Suspiro fundo antes de ir. 

Puxo a fechadura e com a cara irritada e de sono:

— John, o que houve?

— Estou preocupado.— Entra no meu apartamento sem nem pedir permissão. Reviro os olhos.— Ele esteve aqui?— Olha para os lados vazios.

— Que eu saiba não. 

— Por que parece fria, vida?— Analisa-me de cima abaixo, engulo seco. Santo Deus, não seja carinhoso comigo! Justin vai surtar. 

— Estou exausta, eu preciso de paz. É toda hora alguém vindo, John. Eu já disse que ele não está aqui.

Suspiro fundo.

O xerife abraça-me, quero recusar. 

— Desculpe pelo incômodo, vida. Não vai mais acontecer de novo.— Garante dando um selinho em meus lábios. Desvio, virando o rosto.— Por que está estranha?

— John, é sobre isso que quero conversar.— Murmuro.— Não está legal ficar nessa situação, você é casado!— Relembro-o — Preciso de alguém que me ame por completo...

— Você quer que eu me separe de minha esposa?— Sugere para que continuarmos juntos.

— Não, não, longe disso. Você é casado há anos com Laura, ela é uma senhora incrível e não merece sofrer. 

— O que mudou?— ele indaga confuso. Há horas atrás estávamos bem, minha mudança de humor não está convencendo-o.

— Eu ainda sou apaixonada pelo meu ex marido.— Jogo a verdade, fazendo John piscar os olhos algumas vezes.— Sempre será o Justin, eu sempre irei amá-lo.

— Como pôde fazer isso?— Nega-se indignado.— Vadia! — Acerta-me um tapa no rosto com bastante força. Ele rosna com a mão fechada em punho, arregalo os olhos incrédula.

Quero xinga-ló e expulsa-ló da minha casa, mas Justin surge  acertando um vaso de porcelana na cabeça dele. Quero gritar, mas ponho a mão na boca para esconder a cara de espanto que  faço por vê John caído no chão da minha sala morto. 

Devido o impacto da queda sua cabeça acabou batendo na quina da mesa de centro causando sua morte fatal. Justin continua espancando-o da forma mais desumana e deformando o seu rosto. O loiro está tão transtornado de um jeito.... nunca o vi assim totalmente fora de controle! 

— FOI ESSE MERDA QUE QUIS MATAR AS NOSSAS FILHAS, SELENA, FOI ELE QUE COLOCOU AQUELE EXPLOSIVO NO CARRO PARA ME MATAR.— ele dispara as palavras cheio de ódio, abro a boca literalmente assustada.

Ao mesmo tempo que acredito que seja verdade, como eu fui me deixar enganar colocando um velho desses para conviver com as minhas filhas?

É uma sensação de nojo de mim mesma. 

Quero vomitar para tirar esse sentimento ruim e a cena forte que estou presenciando no momento. Sobretudo, alerto-me quando escuto lá da escada:

— Mamãe, o que está acontecendo?

É Emory com Sophia nos braços. Ela olha para o chão onde vê o próprio pai terminando de matar o homem que ela chamava de " tio". Seus olhinhos ficam apavorados, ela estar prestes a chorar, a minha reação é correr para tentar impedir-la de continuar olhando.

— Sobe.— Tento leva-la para cima em meio ao desespero, mas paro:

— Deixa ela assistir, Selena. Ela precisa conhecer quem eu sou de verdade— Profere um pouco rouco, observo em seus olhos frieza e amargura.

— Justin...— Busco negar com as mãos trêmulas, sinto-me tensa. 

Não era dessa maneira que gostaria que as minhas pequenas  descobrissem que ele é um assassino. Sophia não entende, mas Emory já tem uma certa mentalidade. 

Afasto-me quando o pai das minhas filhas deixa o corpo do cadáver de lado e vai até a cozinha. Ele remexe nas gavetas e quando volta é com uma faca. Minha filha apenas esconde a cabecinha atrás do meu corpo, a bebê está nos meus braços distraída brincando com o  meu cabelo. Sophia ama brincar com os fios. 

— Baixinha, venha.— O loiro a chama, não entendo o porquê do apelido. Emory sobressai um pouco amedrontada.— Não precisa sentir medo de mim.—Acrescenta ele, com o rosto marcado pelo sangue de outro alguém.

Eu acho um absurdo o que o mesmo está fazendo, mas me calo. Quero vê até que ponto o próprio irá chegar fazendo Emory segurar uma faca para esquartejar um corpo humano.

— Justin, não faça isso.

— Cale-se, Selena!— Manda e é a primeira vez que ele fala de uma maneira tão dura comigo.— Eu sou o pai dela, preciso educa-lá! 

— Ensinando-a matar?— Esbravejo incrédula com as veias saltando pelo meu pescoço. 

O que deu no meu Justin? Cadê aquele menos idiota para conter esse louco que está na minha frente.

Ele gesticula ensinando todas as táticas que a loirinha tem que fazer para cortar um braço. Viro a cara enjoada. Oh meu Deus, como a minha garotinha está aceitando tudo isso sem protestar? Alguém me acorda desse pesadelo!

— Diga para sua mãe o que você fez quando ficou na cabana. 

A menina vira para mim, seus olhos claros e ingênuos deixa-me perplexa ao ouvir: 

— Eu matei, mamãe! 

Paraliso em choque.  

— Fale quem te ensinou.— Justin manda tentando fazer a menina contar.

— a Hailey, a prima dele. — Aponta inocentemente para o  loiro. Algumas lágrimas desce pelo meu rosto e a aflição atingi-me. 

Que diabos é Hailey? E porque Emory só vem me falar agora. 

Quando vejo que não tem como piorar, sinto um líquido descendo pelas minhas pernas e constato que a minha bolsa estourou. Meu filho irá nascer antes do tempo e não tenho estado emocional para dar à luz no meio deste lugar sangrento.  

— Bieber, o bebê vai nascer!—Grito sentindo as dores das contrações.— Faça alguma coisa.— Imploro aflita, com um imenso medo de não conseguir chegar a tempo a um hospital. Eu preciso de alguém que faça o meu parto!

Meu marido larga tudo para vim me socorrer. Ele ajuda-me a deitar no chão, embora eu não quero que o bebê nasça nessas condições, mas não há tempo. Solto um gemido de dor fazendo esforço com a cabeça para empurrar o bebê ao mundo, porém está sendo dificultoso. Diferente de meus outros partos, Lorenzo está fazendo a mamãe sofrer mais do que o normal. Falo para Justin que eu não vou aguentar, é como se a minha pressão estivesse subindo muito rápido ao ponto de causar uma dor de cabeça muito forte. 

— Aguenta mais um pouco!—pede desesperado, com o suor descendo pela testa. Ele está igual um doido impulsionando movimentos no pé da minha barriga. 

— Salva a vida do nosso bebê, Justin.—Suplico chorosa— Por favor!— Choramingo. 

Minha vista escurece e a perda da minha consciência acaba diminuindo num ritmo distante, apenas escuto-ló dizer que o nosso bebê está nascendo, mas algo que me deixa preocupada é quando não o escuto chorar. Toda criança chora quando nasce saudável, mas diferente disso, o meu bebê não mostra sinal que possa estar vivo.


Notas Finais


O que acharam? Eu não vou dar spoiler, mas a vida da Selena vai mudar muito daqui pra frente. Não posso ainda falar se o bebê nasceu morto ou se ele está vivo 🙈🥺. Este capítulo aconteceu muita coisa e espero que não tenha sido corrido demais. Deixem seus comentários e até breve <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...