História What happens in Vegas - Capítulo 4


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Categorias Sherlock Holmes
Personagens John Watson, Lestrade, Mycroft Holmes, Professor Moriarty, Sherlock Holmes
Tags Johnlock
Visualizações 120
Palavras 4.591
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Jim e Sebastian quem deviam ter se casado em Vegas


John ia comprar comida para o jantar daquela sexta, porém Sherlock disse que faria a comida. Como ele sabia cozinhar queria fazer algo especial para os amigos de John, ele disse que ia fazer lasanha vegetariana e um bolo de chocolate de sobremesa, e ainda prometeu que lavaria toda a Sherlyça direitinho.

- Vai lavar mesmo? – brincou John.

Sherlock assentiu.

- Vou sim.

- Tudo bem então – John sorriu –, pode fazer o jantar.

- Yey! – disse Sherlock animado – Obrigado por me dar algo a fazer.

E então, algo estranho aconteceu, Sherlock ficou animado e ele não te, problemas em ser carinho com amigos, ele e o Sebastian vivem se abraçando e inclusive andam de mãos dadas quando saem por aí, contudo, ele e John se conheciam a pouquíssimo tempo e apesar de Sherlock gostar de respeitar limites que as pessoas tem e seus devidos espaços pessoais, ele, espontaneamente, deu um beijo na bochecha de John como agradecimento. John colocou a mão no rosto onde Sherlock beijara e Sherlock ficou corado na hora.

- Perdão. – pediu Sherlock de olhos arregalados – Perdão, perdão. Foi por impulso, eu não sei, eu só quis fazer e fiz, não pensei se você poderia gostar ou não – ele estava falando tão rápido, nem dava tempo de John entender o que dizia, mexendo as mãos para todos os lados, completamente envergonhado –, eu juro que sei respeitar espaços pessoais e isso deve ter sido muito fora da linha…

- Ei, ei, ei, vamos com calma, Eminem. – pediu John interrompendo Sherlock, que respirou fundo recuperando o ar que havia perdido – Tudo bem, foi só uma coisa inesperada. A gente já transou só que não lembra, e eu falei da sua bunda no dia seguinte, o que tem um beijo na bochecha?

Sherlock riu.

- Isso é verdade.

John se perguntava como Sherlock ficava corado tão fácil, mas quando ele elogiou sua bunda no dia que acordaram juntos na cama em Las Vegas, ele não ficou. Talvez por serem momentos diferentes, em Vegas, eles haviam transado, só que não se lembravam, qual era o problema de mostrar a bunda e ter a mesma elogiada? (E como aquela bunda merecia ser elogiada, John ficava feliz por ter visto ela o suficiente para gravar em sua memória, definitivamente não era um bunda qualquer). E ali os dois estavam tendo que viver juntos para se divorciarem por serem estúpidos e terem se casados bêbados, não tinha como não ficar corado facilmente quando se age tão natural e espontaneamente perto de um desconhecido.

E apesar disso, John ainda achava adorável o quão Sherlock era animado e espontâneo. Afinal era diferente dele, e de acordo com sua mãe, é muito importante apreciar como as pessoas podem ser diferentes de você. Sherlock tem cara de que, se pudesse, um dia pegaria um avião para um lugar qualquer só pela diversão, só para conhecer e saber como é, e acredite em mim, Sherlock faria isso se tivesse capacidade financeira. Já John, completamente o oposto, tem que planejar cada detalhe, é como se ele vivesse numa partida de xadrez, a qual ele tem que saber no mínimo três jogadas do adversário antes de fazer a sua.

- Bom, eu vou indo para a faculdade, como você sabe a Maggie não virá hoje, então você terá essa casa toda para você. – disse John – Até mais tarde.

- Até mais tarde, bom dia na faculdade, querido.

John cansou seu tênis e abriu a porta.

- Obrigado, meu bem.

E dito isso, ele sorriu e saiu. Na sala de aula, logo Jim começou a ser inconveniente na opinião de John. Fazendo várias perguntas inapropriadas sobre Sherlock.

- Vocês não transaram ainda?

- O cara está na minha casa faz uma semana, Jim. – respondeu John.

- E daí? – perguntou Jim – FaSherly o cara que conheceu um homem qualquer num show da Britney e casou com ele depois de alguns beijos.

- Ele tem um ponto. – concordou Greg.

- Greg! Escolha um lado. – pediu John,

- Ah tá, que eu vou escolher um lado. Tem o cara que aprende o nome de alguém e casa com ele…

- Eu estava bêbado! – defendeu-se John.

- Não ajuda no seu caso, John. – disse Greg – E o cara que é só pedir e ele tira as calças…

- Eu estava bêbado! – defendeu-se Jim.

- Não, não estava. – Jim revirou os olhos – Enfim, eu não estou escolhendo lado de nenhum de vocês, seus esquisitos, só estou dizendo que ele tem razão no que disse.

- Enfim – disse Jim –, ele é tão bonito, como você aguenta ter ele dormindo tão perto de você e não fazer nada?

- Não sei, Jim, a gente só não tem vontade. Ele é fofinho, ele me deu um beijo na bochecha hoje de manhã e ficou todo vermelho.

- Awwwn. – disseram Greg e Jim ao mesmo tempo.

- Ele te beijou na bochecha porquê? – perguntou Jim, colocando o rosto nas duas mãos.

- Porque eu deixei ele cozinhar para a gente hoje à noite. Ele tem esse complexo de ser inútil, ele sempre quer ajudar e ser prestativo. – disse John brincando com a caneta que tinha na mão.

- Isso não me soa bem. – disse Greg.

- Como assim? – perguntou John tirando os olhos da caneta para encarar o rapaz.

- O quão você sabe da família dele?

- Quase nada, ele nunca faSherly dos pais dele.

Greg deu de ombros.

- Eu posso estar vendo coisas onde não há, porém meu irmão vive falando das coisas que aprende na faculdade de psicologia, uma vez estávamos em família rindo de uma vez que fomos a um restaurante e a cada cinco minutos o mesmo garçom vinha até nós e perguntava se precisávamos de uma coisa e ele começou a falar que ele provavelmente fazia aquilo porque o chefe mandou, porém existem pessoas que realmente são assim, que querem ser prestativas a todo custo porque tiveram algum problema familiar.

- Oi, John. – disse Nick, ao passar pelos três, sorrindo para John e acenando e logo indo sentar-se no seu lugar.

- Oi, Nick.

- Porque ele só dá oi para você? – perguntou Jim.

John deu de ombros.

- Continue, Greg.

- Então, ele deve querer ser muito prestativo porque algo aconteceu, não sei, talvez os pais dele eram exigentes e viviam fazendo ele ser o melhor ou algo assim.

- Bom, eu não sei ao certo. Eu só sei que ele estava na faculdade de artes e estava pagando sozinho com o salário que ganhava, porém ele teve que sair da faculdade por não ser suficiente para viver e pagar a faculdade. – disse John.

- Ai coitado. – disse Jim.

- Eu estava pensando em ver se ele gostaria que eu pagasse a faculdade dele, mas ele provavelmente vai dizer não. – comentou John – Ele nunca vai deixar eu fazer isso.

- Você pode falar que é presente de aniversário e vai ser mal educado da parte dele recusar. – Greg deu a ideia.

- Isso é ótimo. – John pegou o celular e procurou no Instagram de Sherlock para ver se tinha algo sobre o aniversário dele – Vinte e quatro de dezembro. – eles estavam em outubro então não seria um problema – Posso falar que é presente de aniversário e natal. E pode ser até mais fácil conseguir colocar ele de volta na faculdade, ai ele já começa junto com o novo semestre.

- Olha você todo fofo dando presentes pro maridinho. – disse Jim – Será que ele te dá se você fizer isso?

John revirou os olhos.

- Você é muito idiota. E saiba que não, tivemos uma conversa outro dia sobre como dinheiro não consegue comprar pessoas. – disse John – Pelo menos, não a maioria, e com certeza não ele.

- Eu já sei que gosto muito dele. – disse Greg – Depois da Taylor, você merece alguém que realmente gosta de você.

- A gente está junto para conseguir um divórcio, Greg.

- Aposta quanto que daqui quatro meses ele vai implorar para não ter o divórcio? – perguntou Jim.

- Eu aposto cem libras que o Sherlock implora para não rolar o divórcio. – aceitou Greg.

- Vocês dois são impossíveis. – disse John se virando para frente.

{…}

- Eu dei um beijo na bochecha dele, Sebastian, eu quase explodi de vergonha. – disse Sherlock cortando a massa de lasanha que ele mesmo fez, após elas serem cortadas iam ser cozinhadas um pouco na água fervendo que Sebastian colocou no fogão, o rapaz veio mais cedo justamente para ajudar.

- E eu estou quase explodindo de fofura, ai meu casalzinho favorito. – disse Sebastian sorrindo.

Sherlock olhou para ele com cara de poucos amigos.

- Nos casamos bêbados em Las Vegas, que casal mais lindo e que se ama.

- Da uma chance pro casamento.

- Meu caralho de asa, Sebastian Payne, você é impossível.

Sebastian riu quando Sherlock tentou bater nele com o pano de prato que estava no ombro dele.

- Mas enfim, e os amigos dele? São bonitos também? – perguntou Sebastian fazendo Sherlock revirar os olhos – Ei, se eu tenho que cooperar com essa farsa de quatro meses eu tenho o direito de me divertir.

- Tá, tá, tanto faz. – disse Sherlock – Pega meu celular entre no instagram dele, minhas mãos estão cobertas de farinha. – Sebastian tirou o celular de Sherlock do bolso de trás da calça dele e desbloqueou.

- Maridão mandou mensagem. Tá querendo saber como estão as coisas. – avisou Sebastian.

- Responde que estão indo muito bem. – pediu Sherlock.

Sebastian abriu a conversa com John que Sherlock tinha, respondeu o que ele queria e abriu a câmera.

- Sorria para mim. – pediu Sebastian, Sherlock o olhou e sorriu – Ai você é muito fofo, me mata. – e a foto que ele tirou de Sherlock, enviou a John, depois, entrou no instagram e finalmente foi ver as fotos de John, antes de abri-las ele recebeu notificação de John – “Ai que fofinho”, emoji de coração – leu Sebastian –, olha ou ele tá fingindo muito bem que vocês estão apaixonados ou ele está mesmo.

- Acho que sem chances para a segunda opção, Sebastian. – disse Sherlock colocando a massa na água.

Sebastian começou a mexer e olhar as fotos do instagram de John, tudo tão aesthetic e combinando, era lindo.

- E porque não?

- Eu não tenho dinheiro, já viu a quantidade de grana que esse cara tem? – perguntou ele.

- Você nunca ligou para essas coisas, Sherlock. – afirmou Sebastian tirando os olhos do celular para olhar Sherlock.

- Eu não ligo, mas os pais dele podem ligar, ele estava noivo dessa filha de um empresário, porque o pai dele queria ser sócio do pai dela.

- Ãh, foda-se. Ele não casou com ela, mas casou com você. Ele estava bêbado? Completamente, mas ainda sim, ele pode ter que ficado bêbado perto dela e nunca fez nada sobre isso.

Sherlock deu de ombros.

- Acho melhor você deixar isso para lá, só vamos ficar juntos até conseguirmos o divórcio, tá bom? E além do mais, eu não gosto dele assim.

- Você beijou a bochecha dele.

- Eu beijo a sua também.

- Ah é, esqueci que você é uma puta que sai dando assim pra qualquer um. – brincou Sebastian – Por isso, que casou com o ricaço, interesseira.

Sherlock bateu em Sebastian de novo com o pano de prato.

- Otário.

Sebastian riu e logo sua boca abriu em choque.

- Quais são os nomes dos amigos dele que vem aqui hoje à noite?

- Greg e Jim. Por quê?

Sebastian mostrou o celular para Sherlock, ele já havia aberto o instagram do Jim e estava mostrando uma foto dele a Sherlock.

- Meu cu…

- Que invasão já até abriu o instagram do cara. – disse Sherlock cruzando os braços.

- Você casou com um cara e no dia seguinte não sabia o nome dele. – retrucou Sebastian.

- Touché.

- Ele é lindo demais. Ai que sucesso. Deus – disse Sebastian olhando para cima com o celular de Sherlock no peito, o cara queria ser ator, dava pra entender o drama, Sherlock apenas se encostou na pia e ficou observando o teatro –, eu queria agradecer por ter um amigo inconsequente, mas que sabe escolher maridos com amigos lindos. Obrigado, senhor. Olha esse topete. – Sebastian chegou a rosnar olhando a foto novamente.

Sherlock riu.

- Você não presta.

- Obrigado, eu sei.

- Agora, para de ser piranha e me ajuda a preparar o molho.

Sebastian fez cara feia, mas deixou o celular de lado e ajudou Sherlock.

{…}

As comidas estavam todas prontas, eram oito da noite e Jim e Greg tinham chegado. John atendeu a porta e Sebastian estava grudado em Sherlock perguntando se ele estava lindo para impressionar Jim. Sherlock apenas assentia e ria do desespero do amigo.

Como John tinha dito que Jim e Greg eram um pouco inconvenientes por isso eles não apertaram a campanhia, mas sim se fizeram notados na porta cantando Katy Perry, mais especificamente, Waking up In Vegas.

- Shut up and put your money where your mouth is, that's what you get for waking up in Vegas, get up and shake the glitter off your clothes, now, that's what you get for waking up in Vegas. – berravam eles em couro do outro lado da porta.

John olhou para Sherlock com cara de exausto e abriu a porta fazendo Jim e Greg pararem de cantar e sorrirem amarelo para a cara de John.

- Boa noite. – disseram Jim e Greg ao entrar.

- Então, Jim, Greg, esse é meu marido, Sherlock. – disse John apontando para Sherlock pedindo que ele se aproximasse, Sherlock se aproximou sorrindo – Esse é Jim – Sherlock apertou a mão do rapaz de topete – e esse é Greg – ele apertou a mão do rapaz de cabelos claros.

- É um prazer finalmente conhecê-lo, Sherlock. – disse Jim.

- O prazer é meu. – disse Sherlock – E esse é meu amigo, Sebastian.

Sebastian se aproximou e sorriu.

- Olá.

Jim sorriu de canto e ofereceu a mão, empurrando a mão de John da frente, que estava querendo cumprimentar Sebastian primeiro.

- Olá, eu sou Jim.

John encolheu a mão.

- Sutil. – disse ele fazendo Sherlock rir.

- Sebastian, passou o dia todo chorando por causa de uma foto que ele viu do Jim. – contou Sherlock baixinho para John, fazendo Greg sorrir.

John riu.

- Que bom que um gostou do outro.

- Concordo.

- Então, se os pombinhos permitem, nós deveríamos ir comer. – disse Greg.

- Exato – concordou John olhando Jim e Sebastian –, pombinhos, guardem para depois e vamos jantar.

- Eu estava falando com vocês. – avisou Greg sorrindo.

John apenas ignorou.

- Vamos jantar.

Jim fez questão de puxar a cadeira para Sebastian sentar. Greg e John reviraram os olhos enquanto sentavam e Sherlock riu da cara que Sebastian fez a ele, indo buscar a lasanha de dentro do forno colocando-a no centro da mesa.

- O cheiro está ótimo, Sherlock. – elogiou Jim.

- Obrigado. – Sherlock pegou uma faca, cortando um pedaço para cada um depois um para si e finalmente se sentou – Espero que gostem.

Assim que provaram, os gemidos de pura satisfação dos outros quatro a mesa o fizeram sorrir.

- Está uma delícia, Sherlock. – disse Greg.

- Obrigado, fico feliz que gostou.

- Então, Sherlock, como você foi parar no mesmo show da Britney que nosso querido John? – perguntou Greg pegando mais um pedaço da lasanha.

- Eu ganhei um concurso de uma rádio e consegui a viagem, o hotel e o ingresso pro show. – respondeu ele.

- E o marido também. – brincou Sebastian.

Todos riram, porém Jim deu uma gargalhada alta.

- Ai como você é engraçado, Sebastian. – disse ele recebendo um chute de John na perna, ele ignorou John apenas – E seus pais, Sherlock?

- O que tem eles? – perguntou Sherlock comendo um pedaço da lasanha.

- Seu pai ou sua mãe não sabem que você está vivendo com o John?

Sherlock sorriu fracamente.

- Bom, minha mãe faleceu quando eu tinha treze e meu pai, quando eu tinha dezesseis.

Agora Jim recebeu dois chutes por debaixo da mesa, um de John e um de Greg. Ele olhou para Sherlock culpado.

- Me desculpe, Sherlock, eu… eu não queria… eu não sabia…

- Tudo bem, Jim.

- Eu sou um idiota de boca grande.

- Calma, Jim, sério, você não sabia, não se culpe.

- Desculpa.

- Está tudo bem. – Sherlock sorriu docemente – Sebastian é minha família e ele sabe de tudo, então está tudo certo.

- Onde vocês se conheceram? – perguntou Jim.

- No orfanato. – respondeu Sherlock.

- Eu vou calar a boca e parar de fazer perguntas.

Sherlock e Sebastian riram.

- Tudo bem, Jim. – reafirmou Sherlock.

- A gente não se importa com isso, pode ficar tranquilo. – confirmou Sebastian.

Depois disso, as coisas ocorreram mais suavemente. John não sabia dos pais de Sherlock, por isso ele nunca faSherly de nenhum dos dois ou como John pediu descrição sobre o casamento porque os pais poderiam ficar magoados. Ele ficou um pouco magoado e lembrou-se do que Greg tinha dito mais cedo, será que Sherlock realmente teve problema com os pais? Será que a mãe dele ou o pai dele eram exigentes e não faziam ele se sentir bom o suficiente e agora ele vivia querendo agradar e fazer coisas só para não se sentir inútil?

Às vezes, perder alguém da família não era tão ruim. John sabe melhor que ninguém que família é o primeiro sinal de abuso que temos na vida, seja psicológico ou físico, muitas pessoas sofrem com pais ou responsáveis ruins. O pai de John nunca lhe foi bom, felizmente ele tinha sua mãe e o padrasto, porém nem todos tinham sorte e muitas pessoas desenvolve doenças mentais por causa desse quadro tóxico. John só esperava que Sherlock estivesse bem agora, que estivesse mais feliz.

Sherlock chorava mais a perda de sua mãe do que de seu pai, isso é um fato. Sua mãe lhe ensinou que ele não é obrigado a amar ninguém, respeitar ele deve a todos, porém não amar. Ela até lhe disse “Você nem a mim deve amar se eu não te tratar com carinho, não te demonstrar amor, você não é obrigado a amar a sua família como a sociedade diz, você deve amar quem te faz sentir amado.”, por isso Sherlock nunca se sentiu culpado em não sentir amor por seu pai, para ele, seu pai foi apenas um fardo por três anos que ele teve que carregar e carregar toda a bagagem emocional que ele lhe deixou desde então.

Na hora da sobremesa, só faltou Jim chorar de tão bom que estava o bolo.

- Essa cobertura. Eu vou morrer – ele olhou para cima –, deus, me leva.

Sherlock se inclinou para perto de Sebastian.

- Olha lá – sussurrou ele para Sebastian – ele é dramático igual a você.

Sebastian fez cara feia.

- Se fuder.

Sherlock riu.

O pintor fez questão de dar um grande pedaço do bolo para Jim levar para cara, o que fez o rapaz quase chorar.

- Eu nunca fui tão feliz na minha vida. – afirmou ele levando o pote com o bolo seguindo Greg para fora da casa.

- Não exagera. – pediu Sherlock rindo.

- Ele nem deve estar. – afirmou Greg – Ele adora um doce. – Greg sorriu para Sherlock – Foi um prazer conhecê-lo, Sherlock. Me marque na foto que tiramos juntos.

- Pode deixar, Greg. Tchauzinho.

Greg e Jim seguram para o corredor e sumiram no elevador. Sherlock fechou a porta e olhou Sebastian.

- E você?

- Nossa, já estou indo, ingrato, nem parece que eu vim ajudar na boa vontade.

- Só vai embora que eu quero dormir. – brincou Sherlock sorrindo.

Sebastian se aproximou de Sherlock e o abraçou apertado, John apenas observou, ele se sentiu meio carente, queria um abraço também, a mãe dele era um doce, mas ela não era muito de abraços tão demorados assim e deve ser tão bom.

- Eu amo você. – disse Sherlock.

- Eu amo você. – repetiu Sebastian soltando Sherlock e caminhando com ele até a porta – Tchau, John.

- Tchau, Sebastian, foi um prazer conhecê-lo.

- Igualmente.

Sherlock abriu e fechou a porta para Sebastian e olhou John e sorriu.

- Acho que tudo ocorreu bem, Sebastian e Jim com certeza gostaram de se conhecer. – ele riu da cara de choque de John fez.

- Você viu? – perguntou ele – Eles estavam flertando tanto, pareciam que tinham quinze, socorro. Eu jurava que eles iam acabar um em cima do outro.

- E em cima da mesa.

John riu.

- Imagino eu tendo que segurar o Jim, o Greg, o Sebastian e você berrando “A minha lasanha!”.

Sherlock gargalhou.

- Eu faria isso mesmo. – Sherlock suspirou fundo – Eu vou arrumar as coisas e vou deitar.

- Eu ajudo.

Sherlock assentiu e um ding vindo do seu celular chamou atenção dos dois, o rapaz pegou seu celular e viu as mensagens que recebeu e começou a rir.

- Jim é rápido, nem esperou chegar em casa. – riu ele.

John sorriu ficando ao lado de Sherlock para ver o celular.

- “Aaaaaaaa” – leu Sherlock – “eu cheguei no carro e recebi uma notificação do instagram falando que o Jim começou a me seguir” – ele riu – Perdão pelo meu amigo. “Espero que a gente transe logo” – continuou – “aquele topete, nossa, que vontade de puxar enquanto ele…”

- “Me paga um boquete”. – John riu terminando de ler por Sherlock.

- Desculpa por ele. – pediu Sherlock.

John riu de novo.

- Fica tranquilo. E só para você saber, o Jim ama ter o cabelo puxado, ele vive falando sobre isso, que o cara puxou o cabelo dele e que quando a menina pegou no cabelo dele e puxou ele foi pro céu e voltou e… – John parou quando um ding veio do seu celular, ele pegou abriu as mensagens de Jim que ele recebeu e mostrou para Sherlock – Eu falei.

- “Abençoado seja você, John Watson, por ser burro e casar bêbado” – Sherlock riu – Apesar disso ter sido para você estou ofendido também. “seu marido é incrível, um fofo, porém aquele amigo dele, cacete hein? Eu não acredito que você me deu o prazer de ir na sua casa hoje e conhecer ele, imagina ele puxando meu cabelo enquanto eu fodo ele com força.” Gente eles são feitos um para o outro.

- Eu disse que não tem problema, seu amigo é igual ao meu e aparentemente eles vão se divertir muito. – John riu olhando Sherlock.

- Aparentemente sim. – Sherlock olhou John.

Eles estavam perto, os rostos próximos, ambos trocando os olhares dos lábios do outro para os olhos, indo e voltando. John tinha que admitir que os lábios de Sherlock eram lindos demais, davam vontade de beijar. Só que eles não se beijaram, apenas sorriram sem graça e se afastaram.

- Vamos jogar? – perguntou John apontando para a cozinha com o polegar.

- Eu adoraria. – Sherlock sorriu abertamente indo até o sofá sentando-se esperando por John.

O dono da casa ligou o console, e pegou os controles e entregou um deles para o rapaz sentado no sofá e sentou-se ao lado dele.

- Então, Sherlock, você não tinha comentado dos seus pais, eu falei dos meus e tudo mais, não queria ficar forçando você a falar de nada então deixei quieto, talvez se você tivesse comentado eu poderia ter avisado aos meninos e eles não tocariam no assunto. – disse John.

- Eu só não quis comentar. E não tem problema o Jim ter perguntado está tudo bem. – reafirmou Sherlock, John ficou em silencio – Você também pode perguntar algo se quiser.

- Eu só queria saber mais dessa parte da sua vida, estamos casado apesar dos pesares e acho que vamos nos ver bastante depois do divórcio porque tenho a leve impressão de que Jim e Sebastian vão se dar muito bem.

Sherlock riu.

- Pois bem. Eu fui criado pela minha mãe, porém ela teve câncer e morreu quando eu tinha treze. Ai eu fui morar com meu pai biológico, e fiquei com ele até ele ter um infarto quando tinha dezesseis, então fui para um orfanato onde conheci o Sebastian, como tínhamos dezesseis não fomos adotados. Então quando fiz dezoito, eu já trabalhava naquele colégio que comentei, eu era monitor, e Sebastian também trabalhava, alugamos um apartamento qualquer e estamos nele até hoje, bom, o Sebastian está e eu estou aqui. É a primeira vez desde o orfanato que eu tenho uma cama só minha. – confessou Sherlock fazendo a garganta de John fechar – Eu e Sebastian trocávamos, um dia ele dormia na cama e no outro eu quem dormia, a gente só tinha uma cama de solteiro, desde que eu perdi o emprego obriguei Sebastian a ficar com a cama e eu fiquei com o sofá.

- Nossa…

- Eu acho que não falei antes por vergonha.

- Vergonha de que?

- Você é tão rico e eu sou só o Sherlock.

- E eu sou só o John. – afirmou John olhando Sherlock vendo-o sorrir enquanto jogava.

- Você vai ficar pra trás. – avisou Sherlock.

John voltou a jogar e pigarreou.

- A Maggie disse que sua mãe te ensinou a cozinhar.

- Sim, ela me ensinou, ela era incrível, ela lia Guia do Mochileiro das Galáxias para eu dormir, ela era do caralho.

- E seu pai?

- Ele era ruim. – foi só o que Sherlock disse e era só o que John iria ouvir se Sherlock não dissesse mais nada, o mais novo não iria obrigar o outro a falar nada.

- Eu nunca vi nenhuma das suas pinturas ou seus desenhos. – disse John depois de um tempo que eles dois ficaram em silêncio.

- Quer ver?

John apenas pausou o jogo.

- Vai buscar.

Sherlock riu e se levantou indo buscar seu bloco de desenhos no seu armário. Ele voltou, sentou-se no sofá e deixou o bloco sobre o colo de John, que logo abriu e nem sentiu seu queixo cair, Sherlock tinha talento.

- Eles são lindos, Sherlock. – elogiou John – Eu estou em choque, são incríveis demais. – dizia ele virando as páginas – Você tem algum quadro novo ou desenho novo a caminho?

- Não. – Sherlock suspirou – Estou com bloqueio criativo.

- Espero que passe logo, você tem que continuar desenhando. – John torceu o nariz – Você deveria vender arte, ganharia muito dinheiro, o padrasto da minha mãe adora arte, ele deve conhecer algum dono de galeria para você expor seus quadros.

- Não sei se as pessoas gostariam. – negou Sherlock com a cabeça.

- Porque você não deixa os compradores decidirem se gostam ou não? – John deu de ombros.

- Você é impossível.

- Eu sei, e muito obrigado. Eu só estou dizendo, tente sabe? Se não der certo, você tentou. Minha mãe me ensinou isso quando eu quis chamar uma menina da sala para sair e eu fiquei com medo de pedir, ela disse “é melhor você tentar e falhar do que não tentar e sofrer para saber se poderia ter dado certo”. Eu vou ver com meu padrasto sim e veremos o que ele acha.

Sherlock assentiu e pediu para eles voltarem a jogar. Ele provavelmente teria crise de ansiedade durante a noite, John queria tanto ajudar e o que ele podia oferecer a John? Nada. Ele não tinha como comprar algo para John, iria gastar o dinheiro dele para dar um presente para ele. Ele só sabia cozinhar e fazer desenhos, mas desenhos não seriam suficiente para agradecer a paciência e como John vinha tratando-o e a calma dele com essa situação toda. Sherlock estava fodido.



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