História What Hurts the Most - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Olhe só que voltou depois de 340 mil anos... hehe.
Por favorzinho, eu imploro real que me perdoem, eu confesso que tive um senhor bloqueio com essa história e repentinamente MUITA coisa começou a acontecer e eu já não conseguia mais escrever como antes, porque eu não conseguia mais me colocar 100% aqui como vocês merecem, então, por favorzinho, me desculpem, e saibam que eu sou imensamente grata por chegarmos até aqui, cada um de vocês que por aqui passam são MUITO importante para o desenvolvimento desse surto que eu chamo de fanfic, rs. (eu sou muito Steve Rogers, emocionada, não sei se vocês já notara, rs').
Enfim, eu super entenderei se não estiverem mais aqui, e peço perdão pelas decepções ou caso já não seja a mesma coisa... Eu amo muito vocês, independente, não esqueçam! <3

Capítulo 12 - 11


- Tony?! – o loiro pergunta preocupado, sentando-se a cama, sem entender o que está acontecendo. Do outro lado da linha não há resposta, apenas um alto solo de guitarra e ruídos de alguém chorando. – Tony, onde você está? – Steve continua, coloca-se de pé sem entender se tudo não se passa de uma alucinação ou sonho. – Tony, você está ai?

                  - Eu sempre estive, Steve Rogers. – finalmente a voz do moreno se faz audível do outro lado, em meio aos ruídos, aparentemente embriagada. – Tony Stark sempre esteve aqui por Steve Rogers, Stephen Stranger e a puta que pariu, mas sabe o que acontece no final? Ele morre sozinho porque ele é um merda...

                  - Tony. – o loiro o interrompe, procurando suas roupas para sair, não sabe o que está acontecendo, mas algo o diz que se faz necessário encontrar o moreno.

                  - Para de me interromper, Capitão. – o moreno continua gritando entre soluços e risadas nervosas. – Você sempre foi muito bom em me levar no seu papinho, e olha onde o seu papinho de “eu te amo” me trouxe, Steve Rogers...

                  - Tony, pelo amor de Deus, me fala onde você está?! – o loiro ergue rapidamente a voz, sendo tomado pelo nervoso que todo o momento o causa.

                  - Você sabia que eu ainda te amo? – o moreno ri e chora ao mesmo tempo do outro lado. – Mas eu amo ainda mais a mim mesmo, e ao Stephen, só que sabe o que vai acontecer? Ele também vai embora, Steve, ele vai embora como você, a Natasha, meus pais... – o choro se torna mais audível, assim como o som de algo se estilhaçando. – Todos vão embora e eu morro sozinho...

                  - Tony... – Steve tenta com todo o restante de suas forças não surtar, a preocupação aumentando mais a cada segundo, sente-se gelado, trêmulo e tem como único objetivo encontrar Tony, mesmo não fazendo ideia ainda se tudo realmente está acontecendo. – Eu não fui embora, eu estou aqui, ok? E eu não pretendo mais ir embora, eu sinto muito...

                  - Eu também... – o moreno continua chorando, o coração de Steve respectivamente se despedaçando.

                  - Então, por favor, me diz onde você está, me deixa te ajudar como você sempre me ajudou... – o loiro senta em sua cama, colocando os sapatos, amansando a voz na tentativa de convencer o moreno a falar sua localização.

                  - Meus pais me odeiam, meu namorado vai embora, eu só queria os meus melhores amigos, o meu melhor amigo... – uma pausa se faz presente, respirações ofegantes e sentimentos confusos se chocando. – Eu não tenho mais ninguém, Stee, eu não sei o que tá acontecendo, mas eu sei que não quero mais...

                  - Tony, ei... – Steve suspira, procurando a maior mansidão possível em seu tom de voz. – Você não está sozinho, ok? Coloca isso na sua mente. – ele se coloca de pé e volta a andar pelo quarto. – Eu estou indo ai para te provar que você não está sozinho, pode ser?

                  - Não, eu posso te amar, mas o ódio é muito maior... – Stark ri em meio às lágrimas, causando um pequeno sorriso no loiro. – Eu só estou com tanto medo...

                  - Tony Stark com medo? – Rogers ri, ouvindo um longo suspirar do moreno pelo telefone. – Então me deixa ir ai e a gente conversa sob...

                  - No mesmo lugar de ontem. – Stark diz suavizando a voz. – Obrigado por me apresentar a essa antiguidade de lugar, Capitão. – é a última coisa que diz antes de desligar, deixando Steve completamente imóvel. Ele finalmente já sabe para onde ir. Sem mais pensar, se apressa em pegar uma garrafa de água e chamar um táxi para ir até a ponte onde encontrara Tony na noite anterior. Passa pela sua mente a possibilidade de ir com o próprio carro, mas ele logo desconsidera a ideia uma vez que Tony agiria de tal forma se não estivesse completamente embriagado e precisando de ajuda.

                  O automóvel não demora a chegar, mas para Steve é como se tudo acontecesse em câmera lenta, como se cada milésimo de segundo se arrastasse por anos. Rogers tenta encontrar quaisquer explicações para o estado do moreno no telefone, para a maneira como ele chorava, falava ou bebia, sobre os sons de vidro se estilhaçando e a música alta, mas nenhuma resposta lhe parece plausível, o que o deixa ainda mais preocupado. Em todo o tempo que conhece Stark, em toda a caminhada, jamais vira o amigo em tamanho desespero e desabando como ouviu no telefone segundos atrás. Pelo caminho, responde algumas mensagens enviadas por Sam e Peggy, seus amigos de trabalho, enquanto tenta não surtar em meio a todo o trânsito noturno. Pensa em avisá-los sobre o que está acontecendo, caso algo aconteça e o mesmo precise de ajuda, mas logo retira a ideia de sua mente, julgando-a imprópria e totalmente contraditória as vontades de Tony.

                  Após eternos minutos e engarrafamentos, Steve finalmente se vê próximo ao local dito por Stark. O coração a pulsar mais fortemente à medida que o táxi diminui a velocidade e se aproxima, fazendo o carro do bilionário tornar-se visível. Sem pensar duas vezes, o loiro rapidamente paga o motorista e se retira, caminhando apressadamente até o automóvel parado. Porta do motorista aberta, estilhaços do que um dia foi uma garrafa de bebida alcoólica jogados pelo gramado próximo a uma árvore. Rogers sente-se a cada segundo mais ansioso e preocupado, cada vez mais confuso sobre os motivos que fizeram o moreno chegar a tal extremo. Há vômito espalhado pelo chão perto a porta aberta do motorista, e dentro do veículo um Tony Stark encontra-se desacordado, garrafas em mãos e um rock ensurdecedor se fazendo audível por toda a cena.

                  - Tony!  - o loiro exclama, sentindo algo tão além da preocupação que não encontra nem palavras para descrever. – Tony, ei, sou eu, Steve... – ele continua, aproximando-se do moreno, começando a aninhar o corpo pequeno e assustadoramente magro do moreno em seus braços, sem se preocupar se está ou não pisando na sujeira fisiológica presente no gramado ao redor.

                  - Quem foi que te chamou? – o moreno resmunga, tentando sair dos braços do loiro que o envolve, completamente fora de sua sanidade mental. – Porque você não me...

                  - Você me ligou, Anthony! – o loiro o interrompe, o chamando pelo nome para que o moreno compreenda a seriedade de toda a situação. Contorna o automóvel com o moreno aninhado nos braços, abrindo a porta do passageiro após certo malabarismo. – Eu que não estou entendendo o que está acontecendo aqui...

                  - Você não tem que entender nada. – Stark ri, se deixando colocar no banco do passageiro, rapidamente arrumando seu corpo sobre o banco em busca de fugir da dor que começa a tomar conta de sua região lombar. – Pode ir embora agora.

                  - Não, eu não vou embora, Tony, e sabe porque? – o loiro se abaixa frente o moreno. – Porque você me ligou completamente desesperado, me fez vir até aqui e por mais que você tenha seus motivos para pensar o contrário, eu me preocupo muito com você, estou sem carro e não saio daqui enquanto não souber o que está acontecendo. – ele termina diminuindo a voz. – Você me quis aqui, então...

                  - Você deveria esquecer que eu te liguei, foi um momento de surto alcóolico. – Stark tenta proferir as palavras e gesticular ao mesmo tempo, sendo praticamente levado a vomitar novamente. – Você sabe que eu jamais te ligaria e te chamaria aqui se estivesse no meu estado normal.

                  - Sei... – Rogers suspira, mexendo rapidamente nos cabelos. – E é por isso que estou aqui, e vou te levar para o hospital.

                  - O que? – o moreno se levanta rapidamente, se entregando ao vômito que outrora tentou evitar, fazendo o loiro levantar-se rapidamente e se colocar a caminho do volante, colocando a garrafa de água que trouxera em meio aos dois bancos. – Acho que você não está entendendo, Steve Rogers...

                  - Você que não está entendendo, Tony Stark. – o loiro segura a mão que tenta o impedir de segurar o volante assim que adentra o automóvel, tentando usar o mesmo tom de desdém utilizado pelo moreno ao pronunciar seu nome. – Você me ligou completamente em surto, chorando, dizendo coisas desconexas, fora do que eu sei que é a zona de conforto de um Stark. – Steve abaixa a gritaria em forma de rock que se faz presente no interior do carro, ainda segurando a mão do moreno, olhos completamente imersos um nos outros. – Eu estava dormindo, você por algum motivo me ligou e eu estou aqui porque, sim, se passaram cinco anos, eu sou um completo idiota, mas ainda me preocupo para caralho com você, às vezes muito mais do que comigo mesmo. – uma pausa para um longo suspiro. – Eu não sei o que está acontecendo,  mas eu te imploro, por mais que eu mereça, não faça esse joguinho comigo, não agora, deixa eu só te ajudar, depois você pode nunca mais olhar na minha cara, olha seu estado, Tony...

                  - Eu te chamei aqui porque o álcool me torna um Steve Rogers. – é a única coisa que o moreno diz, soltando a mão de Steve e permitindo-se fechar os olhos. - Um completo idiota.

                  - Agora estamos nos entendendo... – Rogers ri, ligando o carro e saindo, ainda sem um rumo certo. – Você sabe que quase vomitou em mim, não sabe? Não adianta fingir que não lembra...

                  - Steve Rogers, vai se fud... – o moreno começa, abrindo apenas um dos olhos, um sorriso se formando no canto dos seus olhos.

                  - Olha a língua! – o loiro exclama, interrompendo o palavrão do amigo, assim como nos velhos tempos.  

(...)

                  Steve não consegue mais calcular a quantidade de gasolina gasta, ou o tempo em que se encontra dirigindo o bilionário automóvel Stark. Tony finalmente dorme tranquilamente no banco do passageiro, ao seu lado, silenciosamente, nem parecendo a mesma pessoa que minutos atrás surtava e gritava com Rogers sobre não querer beber água, fazendo Rogers obriga-lo a beber pelo menos alguns goles, nem ir para lugar algum. O loiro permite-se estacionar o carro frente a uma praça movimentada da cidade, olha ao redor e estuda o movimento, voltando-se ao rosto descansado de Stark adormecido ao seu lado. Observa o moreno por mais tempo que consegue se dar conta, seu cabelo bagunçado, assim como sua roupa social toda amarrotada e suja. Há um tom diferente na pele do amigo, Steve não consegue deixar isso passar despercebido. É como se o Tony que ele conheceu a cinco anos atrás, estivesse escondido abaixo dessa pele morta e cansada que ele observa no momento, e o mesmo sabe o tamanho da culpa que carrega pela presente situação do moreno. Rogers permite seus olhos observar cada detalhe de Tony, deixando-se chamar a atenção com o detalhe de pequenas manchas em suas mãos, as mesmas que mais cedo tremiam na hora do almoço. Ele sabe que o Tony de hoje esconde segredos, e que a única chance de descobrir algo acaba de passar bem a sua frente, quando o mesmo estava completamente embriagado. Mas Steve não entende muita coisa, apenas que o ama mais do que consegue admitir a si mesmo, e que há em seu interior um desejo bobo e incontrolável de cuidar, proteger e tocar em Tony.

                  Fecha os olhos rapidamente com o turbilhão de sentimentos, recosta a cabeça sobre o apoio do banco e respira em busca de ar fresco, uma vez que o tudo a sua volta o faz inalar Tony Stark. Abre os olhos, mexe rapidamente pelo telefone em busca de alguma ajuda, procurando desesperadamente por respostas a toda confusão que ele mesmo causou a anos atrás.

                  - Steve Rogers... – o moreno diz repentinamente, olhos fechados, sorriso no rosto. – Eu ainda estou muito bêbado ou o carro está parado?

                  - Você ainda está muito bêbado. – o loiro ri e guarda o celular em seu bolso, se recuperando do pequeno susto que a voz do moreno o causou. – E nós estamos parados mesmo, porque eu não faço ideia do que fazer.

                  - Você é muito... – Tony começa.

               - Emocionado, eu sei. – Roger continua, rindo, pega a garrafa com um resto de água colocado ao meio dos bancos, obrigando Stark a beber. – Agora anda, bebe mais água.

                  - Eu não quero mais água, Steve. – o moreno tenta desviar-se de Rogers.

                  - Era assim que o senhor fazia comigo, então a culpa a sua. – Rogers diz, forçando Stark a beber mais um pouco de água. – Agora é sério, já está ficando bem tarde... – o loiro continua após conseguir acabar com a água.

                  - Agora você pode ir, Steve. – o moreno tenta se arrumar no banco, sendo atingido por uma forte dor na lombar.

                  - Ir para onde? – o loiro pergunta, um sarcasmo amargo e indesejado brotando em suas palavras sem seu consentimento. – Quer dizer, você não pode estar falando sério...

                  - Eu não quero ir para lugar nenhum, de verdade. – o moreno continua, ainda tentando achar uma posição sem dor. – Preciso disso, sabe? Solidão, longe dos meus pais, indústrias, namoro, hospital... – a voz de Tony começa a querer embargar-se em lágrimas novamente, mas ele reluta, não é o momento, não pode expor-se novamente frente a Steve. – E você me foi o único disponível hoje.

                  - Único disponível hoje? – Steve ri, tentando entender o rumo repentino da conversa e tudo o que acontecera desde o início da noite. – Você me ligou e me fez girar toda a cidade...

                  - Exato. – Tony tenta sorrir. Agora, mais sóbrio e com as rédeas de seus sentimentos, encontra na situação a oportunidade perfeita de consertar seu erro e afastar novamente Rogers, ele precisa fazer isso. Ambos já se aproximaram perigosamente demais em uma única noite, o álcool fizera Stark sair completamente de seu controle e por mais que doa e que tudo o que foi dito fora verdade, o moreno não pode deixar isso acontecer. – Eu exagerei um pouquinho no álcool? Talvez, mas, por favor, não leva em consideração nada que eu disse...

                  - Tony... – o loiro suspira, voltando-se completamente para o moreno. – Olha bem para mim e vê se eu acredito no que você está falando...

                  - Você não tem que acreditar em nada, Stee. – é a vez de Stark virar-se por completo a Steve, aproximando os corpos perigosamente, como mais cedo.

                  - Você está mentindo. – o loiro sorri, aproximando-se um pouco mais. – Nesse seu joguinho, você só se esqueceu muito fácil que eu te conheço há muito tempo, não é...

                  - Ah, essa versão você não conhece. – Tony o interrompe. – A versão que você ajudou a construir.

                  - Você realmente quer ficar sozinho? – Steve cessa a aproximação entre eles, retirando o cinto. – Ótimo, boa noite, Tony. – ele continua, sem qualquer resposta do moreno. – Se precisar de mim, você já sabe como me encontrar.

                  - Espera... – Stark o segura pelo braço, fazendo-o voltar rapidamente a atenção. – Isso não pode e não vai se repetir, foi um erro te chamar hoje, se um dia eu te ligar embriagado, por favor, desligue na minha cara.

                  - Eu só queria, por Deus, entender, Tony... – Steve se vira um pouco mais para Tony novamente, a voz quase como um sussurro.

                  - Boa noite, Steve Rogers. – é tudo o que Tony diz, cruzando os braços e fechando os olhos, busca constante em controlar-se perante a presença de Rogers. – Obrigado por se dispor a cuidar de mim no meu momento embriagado, mas foi um erro.

                  - Boa noite, Tony Stark. – o loiro profere em um suspiro único. Tantas palavras se formam em sua mente para serem ditas, mas o loiro sabe que não há qualquer fórmula mágica que o faça ganhar algo de Stark. Dentro do carro, um Stark abraça o próprio corpo e se deixa chorar, ainda levemente tomado pelo álcool, sentindo-se cansado, dolorido, sozinho e completamente estúpido por ter se deixado momentaneamente levar pelos sentimentos por Steve.

                  Caminhando pelas ruas, mãos nos bolsos, completamente perdido em seus pensamentos, Steve Rogers ainda não consegue distinguir se tudo fora um sonho ou não. Em anos com Tony, nunca o vira tão estranho e relutante entre sua razão e emoção. Pode ser que o plano de Stark seja o de se afastar definitivamente de Rogers, o que o mesmo deixou bem claro em suas atitudes, mas o do loiro é completamente o oposto. Steve Rogers, depois de longos cinco anos e da fatídica noite, não tem mais dúvidas sobre o que sente por Stark e está disposto a descobrir o que acaba de acontecer, custe o que custar. 


Notas Finais


É isso, meus amoressssss!!
Mais uma vez, eu peço, por favorzinho, perdão por qualquer decepção e por não correspondê-los de alguma forma.
Obrigada por estarem aqui, não esqueça que eu os amo muitooooooo!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...