História What I Hide - Capítulo 1


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Categorias Billie Eilish, Christopher Uckermann, Fifth Harmony, Harry Styles, Shawn Mendes
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Billie Eilish, Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Harry Styles, Larry, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Visualizações 24
Palavras 1.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ola.
Olha quem voltou?? ;)
Essa é uma historia de minha autoria, espero que gostem...

:)

Boa Leitura!

Capítulo 1 - 01


Fanfic / Fanfiction What I Hide - Capítulo 1 - 01

Lauren Jauregui ~

 

Ela estende sua mão em minha direção. Eu já sabendo o que ela queria, lhe entreguei meu celular. Quando o motorista estacionou a BMW na porta de casa, consequentemente ele abriu a porta do automóvel azul para minha mãe sair. Eu saio pela outra porta sem precisar da ajuda do homem, carregando minha mochila escolar.

Eu entrei na casa antes de Clara! Assim que faço o movimento para me sentar no sofá da sala de estar, minha mãe me “pede” para subir para o meu quarto. Eu já não tinha vontade de retruca-la, apenas subi sem discutir. Sento em minha cama sentindo-me desgastada e com um mau pressentimento.

Abaixo a cabeça e colocou-a entre minhas mãos. “Tudo culpa daquele garoto idiota”. Eu ficaria sem celular e provavelmente teria mais um castigo, dos grandes dessa vez.

Após algumas horas que pareceu minutos, escuto o salto alto no piso de madeira do corredor.

A mulher que me deu a vida entrou e trancou a porta em seguida. A observei se aproximar com os braços cruzados atrás de suas costas. Fiquei sentada e percebi que sua camisa social branca de tecido fino estava com os botões abertos, deixando um pouco do seu colo a mostra. Diferentemente do que eu me lembrava de quando era menor, agora suas feições eram exaustas e insatisfeitas, como se não quisesse estar aqui. Talvez não com minha companhia.

- Perdi horas por sua causa, para ir até a sua escola. – Se pôs em minha frente. Tentei dialogar, mas seu olhar antipático me manteve calada. Assoprei o ar frustrada. – Meu tempo é dinheiro... Abandonei meu financeiro pra que?! Pra saber do seu mau comportamento, Lauren. Como sempre.

- Mãe...

- Eu não terminei. – Reprimo todo sentimento de ansiedade e angustia. – Estou cansada disso... – Exclamou. Fechei os olhos com força, esperando pelo seu murro verbal rotineiro, que surpreendentemente não veio. Abri os olhos e percebi que suas mãos estavam à mostra, vi o que ela segurava. – Liguei para o seu pai. Ele concordou com o novo método que vou usar com você.

O meu verdadeiro desespero se iniciou quando, o pequeno objeto em suas mãos cresceu em apenas um movimento para o lado. Aquilo me lembrou um cassetete de um policial.

- Ma-mãe... – Engulo saliva, enquanto admirava seus dedos finos envolver o cabo do bastão retrátil. – Pa-para o que...?

- Comprei isso aqui para defesa pessoal, mas vou usa-lo com você a partir de agora.

Fecho minhas mãos em punho, apertando meus dedos entre eles, sentindo minha respiração se desajustar.

- Tire a blusa!

Mordi os lábios, segurando as lagrimas.

- Mommy...

- Achei que já soubesse que sentimentalismo comigo não funciona mais. – Sua voz rude e seu olhar ignorante me atingiram.

Desabei. Deixei as lagrimas tomar conta e tombei meu pescoço para o lado.

- Tive motivos, ele...

- Não quero saber, - tonta, me levantei. – se você acredita que com violência as coisas se resolvem, então vamos lá... tire a blusa, Lauren.

- Nã-não. – Meu peito subia e descia desregular. Sentia-me um tanto arrependida e também decepcionada.

- Você vem pedindo por isso, Lauren... Foi expulsa do seu antigo colégio particular, desperdiçando meu tempo e dinheiro. Você repetiu o ano por causa disso... Para depois fazer o que?! Fazer-me passar a maior vergonha que já passei, para te matricular numa escola publica por causa de uma garota... deveria ter deixado Michael te levar para Suíça, se eu soubesse que teria esse tipo de problema...- Sua voz ia aumentando conforme falava: – aceito que seja uma aluna regular para ruim, Lauren. Aceito que seja lesbica e goste de garotas. Mas aceitar que você haja como um moleque mal criado, isso não...

Entre as falas cortadas ela me puxou para si, pelos meus punhos. Me girou e levantou ela mesma minha blusa, sem tirá-la por completo.

Eu tinha meu corpo amolecido quando senti o primeiro golpe do bastão nas minhas costelas. Soltei um grito mudo enquanto o meu choro molhava minha face e meu pescoço. Apertei meus dedos e foi assim até aquela tortura acabar.

Durou por volta de um minuto inteiro.

- Eu amo você, filha. – A mulher me abraçou por trás, eu não conseguia entender o que sua voz queria me passar. Largando o bastão ao chão, seus braços envolveram meu pescoço, me causando dor. – Você tem apenas a mim. Entenda que faço tudo pelo seu bem. Eu quem estou aqui! Só eu. Somos só eu e você.

Senti seus lábios encontrar minha bochecha, num beijo estalado.

Fechei a expressão com repulsa, magoa me descrevia no momento. E observei que ainda mantinha meus dedos apertados.

- Espero que isso não aconteça mais... – eu também. – Quero você na sala de jantar em meia hora.

Quando notei que estava sozinha no quarto, cambaleie até o banheiro que havia ali.

Fiquei uns quinze minutos debaixo d’agua da banheira, expulsando qualquer tipo de pensamento destrutivo. Logo que me levantei, encarei meu reflexo no espelho. Meus olhos e nariz estavam vermelhos, meus lábios tinham cortes por conta das minhas próprias mordidas.

Admirando meus dedos enrugados e trêmulos, sai do banheiro.

Descalça, desci para jantar vestindo um shortinho largo e uma blusa folgada velha, deixando meus cabelos molhados mesmo. Encontrei Clara sentada à mesa com a mesma vestimenta de quando chegamos da escola. Quando seu olhar me avaliou, eu olhei para o outro lado da sala, onde me deparei com o olhar cheio de compaixão de Joan.

- Sente-se filha! – Me arrastei a contragosto enquanto lhe observava mexer no celular. Fiz careta de dor quando senti minhas costas encontrar o encosto da cadeira. – Joan, peça para que sirvam o jantar.

- Sim, senhora. - A mulher de estatura baixa e cabelos negros curtos entrou na cozinha.

Em questão de segundos, as assistentes da cozinheira punha a janta sobre a mesa.

Alguns minutos em silencio, sem fome lentamente eu comi pouca coisa, apenas para não gerar mais conflitos. Eu estava combatida, fraca. Sentia-me dolorida por fora e por dentro.

- Posso ir para o meu quarto? – Perguntei sem animo, encarando meu prato vazio.

- Espere um instante. – Digitou algo em seu celular. – Joan! – Chamou a governanta. A mulher apareceu rapidamente. – Quero que comunique a Matthew que ele deixara de ser meu segundo, que de agora em diante ele será o motorista exclusivo de Lauren.

Que merda era aquela agora?

- Não quero.

- Sim, você quer. Percebi que sua rota para ir a escola é perigosa demais.

- Perigosa, ou que passa por vários bairros pobres?- Encarei seus olhos pela primeira vez depois da agressão.

- Não vai andar entre estranhos e drogados. Não discutirei mais hoje, Lauren. – Sua voz saiu mais aguda. – E Joan, pode fazer isso por mim? Eu mesma faria isso, mas tenho uma reunião logo cedo. Diz a ele que o salario será avaliado e que eu mesma vou comunica-lo.

- Farei isso com toda certeza, senhora.

- Ótimo. Pode subir para o seu quarto, Lauren. – Voltou a mexer no celular.

Ela não saberia da minha rota pra escola se aquela nova diretora, - querendo mostrar que era chata pra cacete -, não tivesse a chamado.

Porra, maldita hora que soquei a cara do Mendes”.

Com movimentos rápidos, deixei a mesa. Mas pude escutar a tempo minha progenitora ordenar algo a governanta, o que claramente eu não quis saber.

Sem celular e com as costas ardendo, dormi mais cedo naquela noite. Sendo assim, no dia seguinte acordei mais cedo que o normal. Não tomei banho já que tinha exagerado ontem à noite. Tirando meu shorts e minha blusa/pijama, eu vesti meu jeans com rasgos propositais nos joelhos e calcei meus vans surrados.

De repente, encarei a porta instantaneamente após ela se abrir. Joan me olhou constrangida.

- Desculpe, senhorita. Deveria ter batido, não acontecera novamente... é que sua mãe havia me pedido para lhe acordar já que você esta sem seu celular, consequentemente sem o despertador.

- Tudo bem! – caminhei até meu guarda-roupas e tirei uma blusa azul do cabide. – Ela realmente fez... –sussurrou bem baixinho, porem eu consegui ouvir.

- O que? – Vesti a blusa com cuidado para não deixar meu sutiã roçar nos machucados.

- Nada, eu só...

Ficou sem jeito, movimentando as mãos. Ela tinha visto as marcas.

- Todo filho apanha um dia, não? – A mulher fez que ia negar, mas não o fez, talvez lembrasse que ela apenas era uma funcionaria ali. – Você tem uma filha, não é Joan?

- Sim, quase da sua idade. Mora com o pai, mas fica alguns dias do mês comigo.

- Já a colocou de castigo? – Encarei a senhora que vestia macacão linho de cor creme, de alcinhas.

- Sim, senhorita.

- Claro, toda criança em algum momento passa dos limites. – Joan balançou a cabeça em positivo. - Alguma vez já bateu nela?

- Não, senhorita.

- Por quê? –Apanhei minha mochila de trás da porta.

- Tem muitas opções para educar um filho, violência não é uma delas.

- mmm...

Para a mulher que um dia já foi agradável, humana e carinhosa mãe, violência não era opção. Mas para essa mulher que virou uma empresaria impiedosa e madame divorciada sim.

Por minha causa! Para Clara Jauregui, violência virou opção.

Na cozinha, comi uma panqueca doce e tomei um suco natural de laranja.

- Estava muito gostoso.

- Obrigada, senhorita... – A governanta me encara. Estávamos apenas eu e ela ali. A cozinheira e suas assistentes chegariam mais tarde. – Na frente da casa Matthew já esta a sua espera.

- Vou dar um perdido nele na saída da escola. – Pensei alto.

- Ouvi isso!

Pelo canto dos lábios, lancei um sorriso envergonhado e também divertido.

- Jo...

- Senhorita, sua mãe quer o seu bem.

Não disse mais nada, Joan poderia acreditar naquilo, eu não mais.

 


Notas Finais


E ai?? Me deixa saber o que acharam?

Se der tudo certo posto o segundo ainda hoje.
:)


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