História What I Hide - Capítulo 2


Escrita por:

Visualizações 18
Palavras 1.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi..

Capítulo 2 - 02


Fanfic / Fanfiction What I Hide - Capítulo 2 - 02

Camila Cabello ~

 

Usei a pequena mureta para amarrar meus cadarços soltos. Aposto que foi uma brincadeira de mau gosto de algum veterano, para fazer com que eu caísse. Como se eu já não fosse desastrada o suficiente para aquilo acontecer. Eu tinha um azar fora do comum, era impressionante.

Com meus all star devidamente presos em meus pés, continuei o caminho para o refeitório.

Minha nova escola tinha uma arquitetura velha, com apenas um andar. Com três dias eu já havia decorado onde encontrar as devidas salas. Diferente da antiga, essa escola era ampla, tinha muitas arvores e bancos de concretos onde alguns alunos descansavam. Alguns conversavam sentados na grama verdinha mesmo, outros na grande escadaria. A maioria usando regata e shorts.

Nesta quinta o dia amanheceu terrivelmente ensolarado, me fazendo ficar suada logo cedo. Eu não gostava muito do calor e quase todos que me conheciam sabiam disso.

Abri a porta branca do refeitório que continha um vidro redondo ao meio. Foi inevitável o encontro dos nossos corpos, trombei com outra aluna que estava saindo:

- Me desculpe. – Ela pediu e se afastou em passos rápidos.

Foi possível enxergar que ela não havia me reconhecido, pudera, apenas tenho uma aula com ela e era nas terças, pelo menos por enquanto.

Encarei suas costas, seus cabelos negros balançavam enquanto ela andava. Tossi um pouco, pois o perfume do shampoo que a garota dos olhos verdes usou neles era forte, mas deixava-os invejavelmente brilhantes e com uma provável maciez.

Surpreendia-me encontra-la hoje, pois todos viram quando ela iniciou uma briga com um garoto no pátio central. Achei que ela estaria suspensa, mas vejo que ela provavelmente ganhou apenas uma advertência da (também nova) diretora. Os boatos que correram a escola toda era que ela havia defendido uma garota de homofobia. Fiquei sabendo de mais, que tinha sido expulsa de seu antigo colégio e que era lesbica. Uma grande fofoca! Não sabia se acreditava ou não. Entretanto, a morena e o garoto terminaram na direção, onde lá só saíram acompanhados por seus pais.

Ganhei minha bandeja, sem a geleia a meu pedido e escolhi uma mesa vazia. Abri meu lanche e enquanto mordia o pão, furei o meu suco de caixinha com o canudo. Engoli alguns goles do suco de uva, quando percebi que alguém se sentou a minha frente.

- Novata!

- Olá. – Lancei um sorriso educado para a garota, que sinceramente nunca tinha visto.

- Eu não faço isso sempre, mas minha amiga pode ser um tanto irritante quando assunto é aposta.

- Pelo jeito essa aposta me envolve.

Continuei comendo meu lanche.

- Sim. – Se debruçou sobre a mesa e eu lhe encarei sem entender. Então ela ajeitou seu gorro amarelo na cabeça e sussurrou: – A aposta é um beijo seu.

- Então você perdeu essa...

- Não mesmo.

Suas mãos ágeis e seus gorduchos grudaram em minhas bochechas, puxando minha cabeça em sua direção. Seus lábios brutos encontram os meus. Eu demorei alguns segundos para compreender a situação e logo a empurro.

- Idiota, quem pensa que é?

- Billie, agora que você me conhece... – A garota de cabelos azuis se levanta. – Lembre-se, sou aquela que nunca perde uma aposta... – Antes de caminhar até a saída e sumir de minhas vistas, Billie me lança um beijo no ar.

Nego com a cabeça, sorrindo sem vontade, sugando todo meu suco.

- Eu não mereço isso.

Uma garota estranha havia me roubado um selinho no meu quarto dia nessa escola, mas aquilo não era um real problema. Sentia-me embaraçada por ela ter feito aquilo na frente de muitos alunos presentes. Não gostava daquilo, odiava ficar envergonhada.

- Não são todas que ganham um beijo de Billie. – Escutei uma voz feminina ao meu lado, enquanto eu depositava minha bandeja num balcão perto da lixeira.

- Não queria aquilo. – Sussurrei, observando a garota dos cabelos marrons me seguir.

- Claro que não, aquela olhos de peixe trapaceou.

A encarei enquanto saiamos do refeitório. Ela sabia da aposta?!

Como se lesse meus pensamentos, ela disse:

- Achei que fosse hetero, sua figura toda menininha e lacinho na cabeça me demonstrou uma falsa primeira impressão. Queria ganhar dinheiro fácil...

- E quem disse que não sou hetero? – minha voz saiu num tom indignado.

- Oras, sua secada na bunda de uma colega de classe minha e sua reação positiva ao beijo.

- Não teve beijo e muito menos reação positiva. O que teve foi um selinho, rou-bado. E não sequei bunda de ninguém.

- Do ninguém eu não sei, - soltou uma risada divertida. – mas a bunda da Lauren ficou alguns centímetros mais murcha, por sua culpa.

A ignorei entrando no corredor dos armários, não querendo saber mais daquele assunto.

- Sonhou com isso, só pode. Nem sei quem é Lauren.

Precisava pegar o livro da ultima aula, pra não ter que voltar aqui depois. Ficar andando não era a minha coisa favorita de se fazer.

Senti alguém se aproximar de nós.

- Olha para isso, Mani? – Olhei para a garota de pele negra e sorriso bonito. – Essa criatura de peito pequeno esta negando que secou a Lauren?

- Por Deus, Dinah. Como você pode xingar alguém que nem conhece?

Agora eu sabia seu nome.

- É, Dinah, não sabe quem sou eu. – Abri meu armário, após girar a senha. – Posso guardar uma faca dentro do meu armário e te matar.

- Um nano humano desse, você não deve nem acertar uma mosca morta.

Fecho a expressão e o armário, assim que meu livro já estava em mãos.

- E no que a altura atrapalha para se tornar um serial killer?

- Primeiro tem que ser um psicopata, para então ser assassino.

- Ou não... – sussurrei.

- Meu Deus, - a garota a minha frente ajeita os cabelos, jogando-os para trás. – chega dessa conversa mórbida... Sou Normani.

Estendeu o braço em minha direção, ainda sorrindo.

- Camila... – aperto sua mão e ela se lança em mim para trocarmos dois beijos no rosto. – Por causa de sua amiga, acho que sou uma possível psicopata.

Rimos, Dinah tentou segurar, mas a risada da morena era contagiante. Ela acabou rindo também.

- Ok, psicopata... digo Camila, qual é a sua próxima aula? – Normani quis saber.

- Educação física.

- Hu, hu, educação física na quinta?! Tsc, tsc...  – A garota grande de cabelos marrons fez um chiado descontente e Normani desfez o sorriso.

- Boa sorte. O treinador William costuma pegar pesado no aquecimento.

- E não é só isso, vou te dar um conselho. – Dinah me encara de um modo que me causa horror: – Nunca, de forma alguma, Camila. Em nenhuma circunstância, never, jamais, nunquinha ouviu pequeno Walz? De maneira nenhuma...

- Não a assuste desse jeito... – Normani empurra a amiga pelos ombros. – O que Dinah esta querendo dizer, é para que nunca fique sozinha com o treinador, existe boatos de que ele é tarado.

- Não são apenas boatos, Mani. Não viu como ele encarou Hailee enquanto ela se aquecia?! – Do nada começou a cutucar varias vezes minha cintura enquanto dizia: – Leve aquela sua faca contigo...

Cambaleei com cuidado para trás. Porque essas coisas sempre acontecem comigo? E eu não tinha uma faca de verdade.

Quando o alarme do fim do intervalo soou, Dinah e Normani me fizeram prometer que eu as encontraria no refeitório no dia seguinte. Dessa maneira caminhei até o ginásio. A quadra era coberta, o que me causou uma pequena felicidade, pois refrescaria aquele calor todo.

Alguns alunos entravam no ginásio atrás de mim, cumprimentavam o grande homem de pele negra e dreads no cabelo.

- Você é a aluna nova?! – se aproximou, enquanto eu assentia com a cabeça. – Cabello estou certo?

- Sim.

- Bem, sou Tyrone William, a partir de agora seu professor de educação física e treinador. Já estou ciente do seu registro medico e do seu pedido para que fique em completo sigilo, fique tranquila.

Ele piscou pra mim e eu sorri sem graça assentindo em agradecimento, era claro que meus pais já os avisaram dos problemas.

Do acidente e que eu havia sido diagnosticada com asma aos meus quatro anos de idade, de gravidade leve. Desde então levo meu inalador (bombinha) na mochila comigo. As complicações estavam sempre presentes nas atividades físicas e tinha alguns dias que sofria de insônia devido a isso.

A questão do sigilo era simples, não queria que ficassem me chamando de problemática.

Com um sorriso no rosto, o treinador me pediu pra sentar na arquibancada, eu ficaria fora dos exercícios pesados que ele provavelmente passaria. Inspirei em alivio e em passos lentos sentei-me em dos primeiros degraus da arquibancada, sem nem prestar atenção naqueles que já estavam sentados por ali.

- Mal chegou e já virou a queridinha do professor?! Isso vai pegar mal. – Sentou-se ao meu lado.

Rolei os olhos ao reconhecer sua voz. Aquela garota não me deixaria em paz?

- O que realmente “pega mal”, é beijar alguém sem autorização.

Neguei ao escutar sua risada debochada.

- O’Connell já pra cá.

- Larga do meu pé, Ty. – Reclamou. Quis rir da sua resposta ao treinador, mas não o fiz. Eu já estava ficando envergonhada com tantos olhares em nós. Billie mais uma vez estava me fazendo ser o centro das atenções dos restantes dos alunos. – Admita que gostou?! – Sussurrou.

- O que disse?

- Que já estou indo. – se levantou e seus olhos clarinhos me encararam: – Nos vemos mais tarde, lacinho.

- Pode ficar distante, não ligo.

Billie, já não usava mais o gorro, provavelmente por causa do calor, seus cabelos azuis sacudiam conforme ela pulava os degraus. Depois de me ouvir, ela então se virou outra vez pra me encarar pela ultima vez:

- Você não tem essa opção, querida. – Gritou e me jogou um beijo no ar.

Já vi que essa garota vai ser um pé no saco.

 


Notas Finais


E ai??


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...