História What I Need - Capítulo 3


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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, Howard Stark, Maria Stark, Steve Rogers
Tags Steve, Stony, Superfamily, Tony
Visualizações 314
Palavras 6.618
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente! Voltei. Como que vocês estão? Eu to ótima e prontíssima pra sentir vocês querendo me matar pois: é o penúltimo capítulo!

Eu falei que ia postar no domingo, mas estive ocupada, espero que me desculpem.

To tendo a Carla me incomodando pra escrever mais, só que eu não tenho nenhum plot no momento (mas ando olhando muitas fanarts, principalmente spideypool e, meu grande vício, Tomarry. Aliás já convido vocês pra ler Karma is a Babies (amo minha ficzinha fave, e eh isto))

Relembrando que: a história foi unicamente baseada na fanart, juro pra vocês. ♡

Boa leitura ;*

Capítulo 3 - Wanna be missed


Fanfic / Fanfiction What I Need - Capítulo 3 - Wanna be missed

CAPÍTULO III – TONY 25; STEVE 37


"This is as good as it gets

Don’t you dare second guess"


Dez anos. Esse foi o tempo que Steve precisou para superar Anthony. Ele precisava respirar, pensar e ter certeza de que aquilo era errado. Todo esse tempo ele aproveitou para lutar as guerras de seu país, acompanhou as baixas de seus soldados e se envolveu com algumas pessoas aqui e ali, mas nada que o fizesse sentir aquela queda livre eterna de um penhasco, não como ele sentia quando via Tony.

De toda forma, Rogers fez o que pode para se manter longe. Ele negava as propostas de voltar para a família, negava as cartas de Howard sobre visitá-los, negava para Maria que algo tinha acontecido e acima de tudo, negava o quanto doeu após o terceiro ano quando Tony enviou a última carta. As palavras eram simples e marcaram seu coração como fogo:

"Você desistiu de mim"

Tão simples e tão verdadeiro. Mesmo que Steve soubesse que ele nunca desistiria do jovem Stark, ele ainda assim o fez. Steve nunca pensou que algo poderia doer tanto, mas ali estava ele. Após dez anos o Capitão não teve escolha, Bucky Barnes estava se casando e ele era o padrinho. Infelizmente, para Steve, Tony também era. Bucky achou melhor avisar para ele no que estava se metendo e bem, Rogers já não tinha como desistir. Bucky Barnes era seu melhor amigo e Charlotte Hudson era uma garota de garra que colocava o Sargento na linha.

Bucky e Charlotte concordaram com um casamento simples. A mulher nem queria se casar, então Bucky teve que ser insistente por dez anos e finalmente conseguiu o que queria. Howard como um bom amigo, logo ofereceu a mansão Stark para abrigar a família e os amigos na data especial e assim foi feito, Steve estava em frente à mansão Stark sentindo que poderia correr a qualquer momento, mas ele não era à favor disso. De qualquer forma, ele acenou para o conhecido porteiro e teve sua passagem liberada.

O jardim da frente ainda continuava o mesmo, as grandes árvores centenárias, o cascalho de sempre e os arbustos bem cuidados dos Stark's. Steve estava para apertar a campainha quando a porta foi aberta por uma garota de cabelos azuis, ela arregalou os olhos quando o viu e saiu correndo para dentro da mansão. Rogers não entendeu, mas ele entrou mesmo assim e encontrou o caos. Crianças corriam, adultos conversavam, empregados arrumavam e Maria estava no final da escada o encarando.

— Steve! — Ela saudou, sua voz alta o bastante para todos pararem e observarem o homem na porta. — Quanto tempo, meu querido!

Maria abriu os braços para um saudoso abraço e Steve de bom grado o retribuiu. Ele largou a mala no chão e essa logo foi pega por Jarvis que subiu as escadas até o quarto que o homem sempre ficava.

— Meu Deus! Steve Rogers realmente veio para o circo! — Charlotte se aproximou, também cumprimentando o homem com um abraço. — Seu amigo armou isso, eu o odeio, Rogers.

— Pelo contrário, querida. Você me ama. — Bucky falou, atrás da noiva. — Ela insiste que me odeia e nós estamos nos casando em poucas horas. — Barnes abraçou o amigo, batendo em suas costas com uma força desnecessária, mas foi retribuído da mesma forma. — Como vai, meu amigo?

— Estou bem e você está se casando! É inacreditável, Charlotte você fez o impensável.

— Eu sei, acredite, penso o mesmo e me arrependo todos os dias. — Ela foi mordaz e Bucky a olhou como um cachorro que caiu da mudança. — Foi essa cara, Steve! É um absurdo um homem desse porte fazer essa maldita cara!

— Charlotte! — Uma mulher apareceu atrás da noiva, elas eram muito parecidas. — Como sua mãe, proíbo você de dizer essas palavras da residência da senhora Stark.

— Mamãe… — A mulher saiu resmungando e revirando os olhos com sua mãe atrás.

— Você tem um pacote inteiro, Bucky. — Steve observou, provavelmente as outras pessoas na sala também eram parentes de Charlotte.

— Cara, eu amo essa mulher. — Barnes suspirou, olhando pesaroso para o amigo. — Mesmo que a mãe dela seja louca.

— Bucky! — Maria chamou a atenção do homem, mesmo que ela estivesse rindo daquela forma elegante que só ela fazia.

— Mamãe, eu precis…. — Anthony estava descendo as escadas com a garota de cabelo azul atrás, ele parou na metade ao ver Steve Rogers ali.

Steve diria que ficou sem ar, mas na verdade não. Por um momento seus olhos ficaram presos aos de Tony e ele percebeu o quanto o garoto mudou, Anthony agora era um homem de 25 anos e ele estava lindo. Todos aqueles anos só fizeram bem a sua aparência e ele parecia tão certo quanto antes. Dez anos, Steve.

E então, um segundo foi o bastante para perceber que ele não superou. E, de quebra, ele sentia com ainda mais intensidade. Dez anos jogados no lixo e ele sabia agora o quanto era burro.

— Rogers. — Tony falou, um cumprimento frio assim como seus olhos e Steve tremeu, curiosamente não foi de pena de si mesmo pelo tratamento.

Bucky se afastou do Capitão com uma velocidade incrível, de repente ele estava do outro lado da sala com Maria ao seu lado discutindo sobre as rosas brancas que decorariam o altar improvisado no jardim. Steve trocou olhares com Anthony, mesmo que ele estivesse tão frio quanto gelo, mas o soldado conseguia sentir aquele fogo que incendiava entre eles de forma automática.

— Tony? — A garota atrás do jovem Stark envolveu seu braço possessivamente e sorriu para Steve. — Esse é o Capitão?

— Sim, Steve Rogers. — O olhar de Tony mudou ao olhar para a garota. Ele amoleceu completamente e um sorriso fácil tomou seus lábios. — Essa é Madison Baudelaire.

— Prazer! — Madison estendeu a mão e mesmo que Steve sentisse que deveria odiá-la de alguma forma, ele achou a garota extremamente simpática.

— Prazer, Baudelaire. — Ele deu um de seus sorrisos brilhantes e os olhos de Tony pesaram sobre ele. — O seu cabelo, eu gosto.

Madison corou adoravelmente e voltou a segurar o braço de Tony, dessa vez ela foi um pouco mais delicada no agarre e seu sorriso era dirigido para Rogers.

— Obrigada, minha prima disse que ficaria bom e eu pintei. — Ela deu de ombros, suspirando. — Minha tia odeia, de qualquer forma.

— Uma pena. — Libby apareceu ao lado de Steve, causando um susto mortal no soldado. — Wow! Steve fucking Rogers, você por aqui!

— Nós sempre nos encontramos em festas. — Ele constatou, abraçando a amiga rapidamente. — Mas, espera, você no casamento do Bucky?

— Correção, Libby no casamento da melhor amiga. — Charlotte voltou, Bucky atrás dela como um soldado a serviço. — O que seria do meu casamento sem a minha madrinha? O fato dela ser ex do meu noivo é irrelevante.

— Foi mais chocante pra mim. — Bucky murmurou para o amigo, não tão baixo quanto queria. — Elas são como irmãs gêmeas, até mesmo falam juntas!

— E são horríveis. — Tony ressaltou, ele tinha descido as escadas e estava junto com Madison. — Eu adoro elas!

Lottie e Libby sorriram para o herdeiro Stark e puxaram Madison com elas, Charlotte levando Bucky pelas orelhas quando notou que ele atrapalharia o momento que elas estavam tentando proporcionar.

— Como você está? — Steve não sabia bem o que perguntar, por isso preferiu o mais fácil.

— Bem, como sempre. E você?

— Estou bem. — Um silêncio pesado caiu sobre eles, mas nenhum dos dois parecia disposto a sair daquela proximidade acolhedora. Steve só queria receber aquele garoto em seus braços, ele se odiava tanto naquele momento. — Anthony, eu…

— Steve, meu amigo! — Howard desceu as escadas rapidamente. Tony disfarçou e saiu de perto, seus pés sendo rápidos em levá-lo até onde Madison estava na parte de trás da casa. — Quanto tempo, nós sentimos sua falta e ficamos tristes com as recusas.

— Eu entendo, Howard. — Rogers abraçou o amigo de longa data. — Muito trabalho em campo, meu caro. Felizmente eu consegui algum tempo longe devido ao casamento.

— E você pretende voltar? — Howard parecia surpreso com aquela confissão indireta. — Talvez esteja na hora de sossegar, soldado. Você já tem 37 anos, Steve e até agora nós não vimos um mini Rogers correndo por aí.

Steve adoraria falar que provavelmente eles nunca iriam ver um pequeno Rogers, mas ele apenas sorriu condescendente.

— O tempo passa e nós nem percebemos, Howard. Essa é a grande verdade. — Aquelas palavras eram verdadeiras demais e profundas como o infinito. Eram adagas de prata no coração de um vampiro e Steve estava assistindo muitos filmes de ficção atualmente, ele acreditava.

— O casamento é em poucas horas, o que você acha de tomar um banho e descansar? Jarvis vai chamá-lo na hora de se arrumar e seu quarto continua sendo o mesmo. — Howard mudou o assunto ao perceber o olhar perdido do amigo. — Peggy continua solteira.

— Vou aceitar a proposta de descansar, mas eu descarto você como casamenteiro, Howard Stark. — Steve brincou e riu junto com o amigo.

Howard saiu resmungando como o amigo era ingrato e lento, mas Rogers apenas subiu as escadas e entrou no primeiro quarto à esquerda. Tudo parecia absolutamente igual, mas anos tinham se passado e Steve tinha certeza que as paredes eram azuis e não beges. Ele fechou a porta com o pé e pegou a mala ao lado da cama, jogando-a em cima da mesma. O homem retirou uma muda de roupa confortável para descansar e deixou sobre a cama. Como sempre a toalha estava no banheiro quando ele entrou, felizmente todos os quartos da mansão eram suítes, então Steve tinha sua liberdade ali.

Ele tomou um banho demorado lavando todos os seus erros no processo. Afinal, o Capitão tinha se afastado de tudo que era ligado a Anthony Stark, isso incluía seus amigos de longa data e suas companheiras. Foi uma escolha errada, agora ele sabia. Nem todos os anos longe de Tony fariam com que ele esquecesse o garoto e finalmente, depois de dez anos, ele estava disposto a aceitar aquilo. Ele queria aceitar aquele sentimento, porque não existiam escolhas.

No mundo de Steve Rogers sempre foi Anthony Stark.

Desde o primeiro segundo, aquele no qual ele segurou o pequeno Tony em seus braços e soube que Anthony seria a coisa mais preciosa de sua vida. Obviamente Steve não tinha noção de que aquilo evoluiria quando Tony crescesse e bem, ele não estava arrependido. Céus, ele amava o garoto com todo o respeito do universo e nada faria aquilo diferente. De repente aquilo bateu em Steve como um soco, ele precisou de dez anos para obter a própria aceitação. Ele finalmente tinha aceitado que não era um pedófilo nojento, porque ele não amou Tony daquela forma desde sempre. Ele amou Tony como o garoto deveria ser amado em cada etapa da vida, ele estava lá sendo o tio Stee e aquilo evoluiu como qualquer relacionamento na vida pode evoluir.

E Steve suspirou. Ele estava feliz e triste ao mesmo tempo, não era fácil obter aceitação de outras pessoas, mas a própria era ainda mais difícil. O homem sabia que tinha pessoas que poderia confiar, Bucky que sempre enviava notas sobre Tony, Charlotte que se tornou sua confidente, Libby que o fazia rir das cartas irônicas. Eles o aceitavam, todos sabiam e estavam ok com aquilo. Howard e Maria poderiam querer matá-lo, mas tudo bem.

Em anos, Steve estava em paz consigo mesmo.

O Capitão saiu do banheiro após se enxugar, a toalha branca enrolada na cintura, algumas gotas caindo dos fios loiros acobreados e descendo sobre o peitoral malhado até sumir no início da toalha. Ele ficou surpreso ao encontrar Anthony ali, mas o olhar que recebeu de cima a baixo queimou como a mais ardente brasa. O jovem Stark fazia seu corpo pegar fogo e seus pelos eriçarem em desejo reprimido.

— Tony, o que voc…

A pergunta foi perdida, assim como os atos a sua frente. Steve só conseguiu ver o garoto, seu garoto, os passos rápidos e as mãos em seu rosto. Os lábios finos preencheram os seus e ele estava caindo. Rogers sentiu seu coração quente, seu estômago revirando e sua mente parecia em um looping eterno despencando por um penhasco de arrependimentos constantes. Tony estava ali, ele era real e seus lábios estavam fodidamente juntos.

— O que aconteceu com o "Anthony"? — O Stark mais jovem sussurrou, seus lábios mal desgrudando para pronunciar. — Eu senti sua falta.

Steve não processou. Ele sabia que queria e por Deus, Tony estava tão perto. Rogers puxou o garoto pela cintura, agora Stark estava mais pesado, mas aquilo não significava muito na visão do mais velho. Tony envolveu as pernas em volta da cintura do loiro e seus lábios se abriram, aceitando de bom grado a língua desconhecida envolvendo-o em uma dança saudosa. Como ele queria aquilo, não era normal necessitar daquela forma, mas ali estavam os dois. Os lábios grudados, as línguas brincando como velhas amigas e os corpos tão próximos.

Tony soltou um gemido. Era tão baixo e preciso, Steve precisava guardar aquilo com ele pelo resto da vida, ele gostaria de ouvir aquele gemido toda noite em sua cama ou toda manhã antes de sair de casa. Ele queria aquelas mãos curiosas que apertavam seus ombros e deslizavam por suas costas e ele necessitava passar suas mãos pelas coxas torneadas até subir nas nádegas durinhas e maravilhosas.

Stee… — Tony gemeu, ele perdeu a noção do momento ao sentir os lábios macios descerem por seu pescoço. A barba raspando contra sua pele e deixando avermelhada, suas mãos agarrando com força os fios loiro-acobreados e o sentido do mundo se esvaindo a cada beijo e mordida recebida. — Céus.

Steve caminhou até a cama e colocou Tony ali com todo cuidado do mundo. Os olhos percorrendo o rosto do seu garoto, seu homem. Ele procurou a recusa, ele buscou algo que deixasse claro o quanto Tony abominava aquilo, mas não encontrou pois Rogers sabia, o pequeno Stark estava tão intensamente envolvido quanto ele.

— Anthony… — Steve murmurou, mesmo que fosse para chamar a atenção de alguma forma, Tony não permitiu. O jovem Stark puxou o loiro para outro beijo insano e seus corpos estavam tão colados, Steve conseguia sentir a ereção de Tony e a sua própria entrando em um atrito sensacional. — Eu quero você. — O Capitão desgrudou os lábios para confessar, ele precisava. — Há muito tempo, eu quero você.

— E eu também quero você. — Anthony confessou, seu fôlego era escasso naquele momento. — Desde que eu me entendo por uma pessoa que tem desejos, eu quero você. Eu queria você a dez anos atrás e você me deixou. Eu te odeio tanto, Stee.

— Eu sei. — Steve suspirou, seus olhos derramando lágrimas e ele podia ver o quanto Tony estava segurando as próprias. — E eu fugi, tudo bem você me odiar, Anthony.

Tony soltou um grunhido frustrado e afastou Steve dele. Todo aquele momento quente se esvaiu com a declaração dolorida dos dois.

— Você estragou tudo como sempre. — Tony levantou da cama e arrumou a roupa, fingindo que nada tinha acontecido. — O casamento começa em três horas, tenha um bom descanso. — E ele saiu tão silencioso quanto entrou.

Mesmo que ele tivesse sido barulhento, Steve não teria percebido. O homem suspirou resignado e vestiu a roupa separada, que estava amassada devido ao momento peculiar que Steve e Tony tiveram. Rogers secou o cabelo e deitou na cama, ele precisava de um descanso antes de encarar Anthony novamente.

O seu garoto, a coisa mais preciosa que Steve já teve, acabou por desistir dele. Sim, Steve Rogers era um idiota completo.

Ele não descansou. Como ele poderia? De qualquer forma Steve estava pronto vinte minutos antes do casamento, sentado em sua cama refletindo. Ele estava em um terno elegante, mas seu olhar era morto como ele mesmo estava por dentro. Rogers estava sendo tão resiliente naquele momento.

— Steve! — Bucky entrou no quarto desesperado. — Steve eu vou morrer. Ela vai dizer não e eu vou morrer! Você tá entendendo? — O homem estava desesperado e Rogers se obrigou a engolir a própria merda para ajudar o melhor amigo, ele era o padrinho. — Ela vai jogar na minha cara que me odeia e eu vou ser o idiota apaixonado que foi deixado no altar! Ela me odeia, meu Deus!

— Calma, Bucky. Ela não te odeia, você só está sendo um idiota. — Steve conseguiu rir do amigo, Barnes era uma figura. — Aquela mulher permaneceu dez anos com você, ela jogou com você até fazer com que você comesse na mão dela. Cara, se essa não é a mulher que te ama eu não faço ideia de quem seja. Agora você vai se recompor, respirar fundo e repetir comigo: Ela ama me odiar.

Bucky respirou fundo como foi dito, arrumou o terno elegante e repetiu:

— Ela ama me odiar.

— Você está pronto para o casamento. — Steve levantou e foi até o amigo, batendo em seu ombro com a firmeza que Barnes precisava. — Se você não agarrá-la, alguém vai.

Bucky não precisou de outro incentivo, ele saiu as pressas do quarto e nem notou a mulher escondida no corredor. Ela entrou no quarto e sorriu para Steve.

— Isso foi ótimo, mas eu realmente odeio ele. — Charlotte caminhou até o padrinho do noivo e arrumou a gravata dele. — Eu odeio cada pequena coisinha dele, mas ele faz de tudo para que eu ame duas coisas a mais das que eu odeio. Você é um burro, Steve Rogers, mas você é obstinado. Essa cara de peixe morto não conquista ninguém, meu querido. Seja como o Bucky, seus atos compensam mais do que os erros.

— Você é perfeita pra ele. — Steve sorriu e ganhou um beijo na bochecha.

— Alguém tem que colocar homens como vocês na linha. — Charlotte Hudson, futura Barnes, deu uma voltinha em torno de si mesma. — O que você acha?

— Quanto você precisou da ajuda de Maria pra escolher esse vestido curto?

— Você me conhece tão bem, mamãe vai odiar e eu amo irritá-la. Bem, eu não sou uma noiva normal. — Ela caminhou para fora do quarto, mas parou no batente.

— Noivas normais não odeiam seus noivos. — Steve ressaltou, era muito importante aquele fato.

— Ah, as pequenas coisas… — Charlotte suspirou, dramática. — Você esperou por dez anos, pode esperar meu casamento e a festa. Não queremos Bucky chorando nas nossas orelhas, certo?

— Temos um acordo.

Charlotte saiu e Steve a seguiu. Ele encontrou ela no final da escada junto com Madison, Maria, a mãe e algumas garotas que ele não conhecia. Steve fez um sinal em reconhecimento e seguiu para a parte de trás da casa. A piscina estava tampada e o jardim ricamente decorado com rosas brancas, o caminho até o altar era composto por um tapete vermelho e mais rosas brancas. Steve caminhou até o lado do noivo e bateu no ombro dele em apoio.

De qualquer forma, Bucky estava bem mais calmo e Steve menos resiliente. Charlotte era um furacão igual a Libby e Rogers conseguia entender porque Bucky foi capaz de se envolver com as duas. Com suas formas peculiares elas eram ótimas pessoas.

Maria estava em seu lado alguns minutos depois e Libby já estava posicionada ao lado de Tony do outro lado, eles eram os padrinhos da noiva. Steve se controlou o tempo inteiro. Durante o casamento ele riu das palavras duras, porém carinhosas de Charlotte e percebeu o quanto a mulher tinha colocado Bucky Barnes na linha totalmente. A festa foi ótima, Madison não desgrudou de Tony, mas Steve sabia que aquilo era uma amizade verdadeira.

Ele tinha certeza que aquela reação chocada e o ataque de possessividade se deviam ao fato de Madison saber da história deles, ela era prima de Charlotte e fazia parte da vida de Tony há nove anos, então Madison era uma boa pessoa e cuidava o jovem Stark como uma mãe protetora.

— Você deveria aparecer no quarto dele. — Madison estava ao lado de Steve em um segundo e Tony tinha sumido. — Ele alegou estar cansado, nós sabemos que é mentira. Bem, ele está me esperando como a boa amiga que sou, mas a surpresa é…

— Você está me entregando ele de bandeja.

— Eu sei, eu sou uma cobra. Desculpe, passei muito tempo com aquelas duas. — Ela apontou para Charlotte e Libby que estavam claramente debochando de Bucky por causa de algo. — Boa sorte, vocês são lindos juntos.

— Obrigado. — Steve sorriu sincero e não perdeu mais um segundo.

Ele passou rápido pelo jardim, fugindo de Peggy como fez durante toda a festa e quiçá, toda a vida. Subiu as escadas com pressa e correu até o último quarto do corredor. Steve entrou de supetão e encontrou Tony apenas de boxer, este que assustou e pulou ao ver Rogers ali. O jovem Stark tentou pegar as roupas confortáveis que estavam separadas, mas Steve fechou a porta e trancou tão rápido quanto ele estava próximo do outro homem, segurando-o entre seus braços em um abraço apertado.

— Eu te amo. De todo o meu coração eu te amo e por Deus, meu maior medo sempre foi estar errado sobre isso. Não sobre te amar, isso sempre foi certo e sim sobre aliciar uma criança. Eu sempre te amei, no começo totalmente leve e decente, você era a pequena luz que corria ao meu redor. Foi muito difícil aceitar que você cresceu e virou um adolescente com hormônios, esses os quais eu estaria disposto a saciar. Você não sabe como eu me senti e eu precisei me afastar. Me desculpe, eu errei. Dez anos não foram o suficiente e nada nunca vai ser porque eu te amo.

— Ar. — Tony murmurou e Rogers soltou ele. O homem respirou, Steve precisava lembrar que Anthony era um homem agora e mesmo no momento impróprio, era um belo homem. — Você demorou tanto pra perceber, Cap. Eu sei disso desde os dezessete anos e você percebeu agora aos trinta e sete, deve ser um novo recorde. Apesar de tudo eu também te amo e nós podemos pular pra parte em que você me beija e nós concordamos que você é burro demais por nos negar isso por dez anos? Obrigado.

Steve atendeu de bom grado e beijou Anthony. Eles mal esperaram antes de grudarem as línguas com saudade, mesmo que tivessem trocado beijos horas antes. Tony puxou o Capitão para a cama e empurrou ele, subindo por cima do corpo musculoso deliciosamente estirado em sua cama. Suas pernas ficaram de cada lado do loiro e os lábios voltaram naquela batalha sensual que parecia uma dança demoníaca, fazendo o fogo percorrer cada mísero canto em ambos.

Anthony tirou o paletó do soldado com maestria, ele puxou a camisa sem pena alguma ao detonar os botões de cima à baixo e Steve elevou o corpo sem desgrudar os braços para retirar a camisa branca que estava detonada sem os botões. Tony rebolando no colo de Steve foi como a segunda guerra mundial ocorrendo dentro de um corpo, Rogers estava tão extasiado que não conseguia manter as mãos em um único lugar, conhecendo cada pequeno pedaço de pele do jovem Stark.

— Eu quero foder você e eu quero que você me foda, porra, nós podemos fazer assim? — Anthony murmurou em uma voz tão pedinte que Steve não conseguiu negar. Ele só concordou, seus lábios descendo para o pescoço moreno e deslizando entre mordidas e chupões para o peitoral desnudo. — Steve, ah. — Tony suspirou com a boca do homem em seu mamilo, ele era uma porra habilidosa com aquela boca desgraçada. — Eu preciso…

— O que você precisa, Anthony? — A voz era tão forte e imponente, o jovem Stark admirava e adorava aquilo, mas não funcionava tão bem com ele. Tony esfregou sua ereção contra a do homem, ambos duros como rochas. — Você pretende me torturar?

— Você nos torturou por dez anos, Stee. — O moreno provocou, abrindo as calças do homem e descobrindo que ele estava sem boxer. A mão ágil segurou o pênis duro e bombeou com cuidado, testando todo aquele tamanho e grossura entre seus dedos. — Eu só estou te dando uma amostra do paraíso.

Steve poderia rir com a audácia do Stark, mas ele estava muito ocupado concordando com aquelas palavras enquanto gemia baixinho a cada bombeada firme da mão habilidosa. Rogers sabia que aquela habilidade não foi adquirida sozinha e seu peito inchou em puro ciúmes. Tony tinha estado com outros caras.

— Quantos? — Steve virou os corpos, ele prensou Tony contra a cama, mas o moreno sorriu e os virou novamente. — Com quantos você esteve?

— Isso é ciúmes, Capitão? — A voz arrastada de Anthony pronunciando “Capitão” daquela forma tão sensual, aquilo deveria ser chamado de pecado. — Eu estive com vários, Steve. Eu não sou puritano e você também não, você não aproveitou sua oportunidade na época certa, no entanto eu nunca… — O Stark mordeu o lábio inferior, ele estava nervoso por um momento.

— Entendi. Eu também nunca. — Steve sorriu, selando seus lábios amorosamente. — Você vai ser o primeiro e único, Anthony.

— Oh, eu amo como meu nome sai da sua boca. — Tony gemeu contra os lábios do loiro, suas mãos agarrando novamente o pênis duro e bombeando com exatidão. — Soa como uma oração das mais raras e preciosas, isso me deixa quente.

— Anthony. — Steve provocou, deixando a cabeça cair no travesseiro macio.

O Stark mais novo gemeu e puxou as calças do Capitão, retirando-as junto com os sapatos e jogando no chão do quarto. Ele ficou entre as pernas de Steve e não se fez de rogado ao abocanhar metade do membro teso. Era grosso, mas foi tão bem abrigado em seus lábios que ele diria ter sido feito pra isso. A reação de Rogers foi jogar a cabeça para trás e gemer num tom um pouco mais alto, o que fez Tony se esforçar para ter o restante em sua boca.

— Anthony, porra. — O Capitão não gostava de xingar, mas ele não tinha certeza se existiam palavras não chulas que expressassem aquilo. — Isso, sim. — Ele murmurou.

Tony puxou as pernas do loiro, obrigando-o a flexioná-las e soltou o membro em sua boca. Ele deu um sorrisinho sacana antes de lamber os lábios e rolar para o lado. O Stark puxou um tubo de lubrificante da gaveta do criado mudo e voltou para onde estava antes. Ele molhou os dedos e abocanhou Steve novamente ao mesmo tempo em que um dedo lubrificado penetrou o soldado. Era incomodo, mas Rogers mal poderia notar isso enquanto tinha a boca do moreno em seu pau.

Anthony adicionou o segundo dedo quando Steve se acostumou e o loiro soltou um gemido dolorido, nada que mais algumas chupadas fortes e uma língua sacana pressionando a fenda de seu pênis não resolvesse. Steve mal percebeu quando começou a ir de encontro a Tony, ele não sabia se pedia mais dos dedos ou mais da boca quente, ele apenas queria mais. Outro dedo dentro e o gemido foi incontrolável, Tony mexia eles com tanta precisão que Steve teve que morder a mão quando sentiu ele encontrando sua próstata.

— Anthony, puta que pariu. — Steve estava suando, o cabelo bagunçado, sem fôlego e xingando como um condenado. Tony amou essa visão com todo seu coração. — Agora, Anthony.

O Stark não discutiu, ele retirou os dedos do loiro e soltou seu membro com um som molhado. Sua boxer foi retirada com pressa e o lubrificante revestiu seu membro.

— Camisinha? — Steve murmurou, aconchegando Anthony entre suas pernas.

— Eu vou gozar dentro de você. — Tony respondeu e forçou seu membro contra a entrada rosada. A glande entrou com dificuldade e o moreno ficou ciente das reações do seu soldado. Steve gemeu dolorido, mas não reclamou e nem pediu pra parar, então Tony foi forçando com calma e deslizando até estar totalmente dentro. — Porra, Stee. É tão apertado, tão bom. — Ele estimulou o pênis do loiro, bombeadas rápidas e duras, assim como ele queria estocar naquele momento. — Tão bom pra mim, Steve. Você me recebe tão bem, caralho.

Steve suspirou, seus olhos fechados e concentrado demais naquelas palavras sujas como o inferno. A mão desgraçada fazendo ele perder o controle e porra, o pênis era grosso o bastante para acabar com ele, mas Anthony era tão fodidamente delicado e com medo de machucar. Tão doce, mesmo tentando mostrar o contrário.

— Vem. — O loiro pediu, sua entrada contraindo e tirando a sanidade de Tony. — Devagar.

Anthony assentiu, seus quadris lentamente iniciando o movimento. Ele foi para frente e para trás sem tirar muito e colocando com cuidado, ele tratou Steve como seu primeiro e de alguma forma, eles eram. Tony foi tomando confiança conforme os gemidos dolorosos passavam e eram substituídos por prazer.

— Eu preciso forte, eu posso? — Tony sussurrou, ouvindo um suave som em concordância.

Stark investiu com mais força, ele aumentou gradativamente até estar saindo totalmente e voltando sem pena. O corpo de Steve balançava na cama e ela batia na parede causando um som seco. Rogers mordia o ombro de Tony pra não gemer alto e o moreno gemia gostoso contra seu ouvido.

Anthony saiu totalmente e virou Steve, ele colocou o corpo contra as costas do Capitão e estocou com força novamente. Steve viu estrelas e melhor do que isso, gemeu alto e mordeu o travesseiro ao sentir a próstata ser surrada. Tony sorriu ao perceber onde tinha acertado e mirou ali, ele surrou o local sem pena alguma tão contemplativo ao ver seu pênis saindo e entrando daquele buraco rosado. Ele não podia acreditar, mas porra ele estava fodendo Steve Rogers e o homem estava amando.

— Steve, porra, eu te amo. — Ele só pode pronunciar aquilo, perdido demais. Intenso demais. Tempo demais. Eles poderiam ter tido aquilo antes, mas parecia certo naquele momento e droga, Steve era tão apertado em torno dele. — Tão bom, apertado, quente. Eu quero te receber assim também, você quer?

— Sim, caramba, sim. — O loiro respondeu, a voz falhando no sussurro. — Mais forte, isso. — Steve empinou de encontro ao pau do moreno e gemeu deliciado. — Porra, você é maravilhoso.

— Vem amor, goza pra mim. — Anthony pediu, ele mordiscou a orelha do homem e se afundou nele em uma estocada forte, jorrando tudo dentro de Steve. O loiro gemeu arrastado junto com o mais novo e gozou contra os lençóis, aquilo era fodidamente mais do que ele esperava. O corpo de Tony caiu contra o dele, mantendo os dois ligados. — Oficialmente você é o homem da minha vida.

— Só por causa do sexo? — Steve brincou, sentindo Tony apoiar o rosto contra suas costas.

— Por causa de tudo, Cap. — O moreno murmurou, ainda sem vontade de desgrudar os corpos. — Você pensa em mim antes de qualquer coisa, você me ama mais do que ninguém e você faz escolhas burras achando que é o melhor pra mim. Claro, porra, sexo com você é maravilhoso.

— Você precisa me sentir dentro pra pode falar isso.

— Eu posso dizer isso antecipadamente. — Tony riu e deslizou pra fora do loiro, tirando um gemido baixo de ambos. — Eu preciso de um tempo, tô esgotado.

Steve virou na cama e puxou seu garoto, eles selaram os lábios e trocaram um beijo apaixonado. Tony escondeu o rosto no pescoço do Capitão depois disso e ambos caíram em um sono profundo.

No meio da noite Rogers acordou. Tony estava deitado de bruços e aquela bunda estava chamando pelo loiro. Ele sorriu e beijou a nuca do moreno, seus lábios deslizando nas costas bronzeadas e seguindo para a bunda do rapaz. Steve mordeu o lado direito e abriu as nádegas dele.

— Oh, sim. — Tony murmurou sentindo a língua em sua entrada sem pudor. — Posso me acostumar a acordar dessa forma, cuidado.

Steve riu, ele molhou os dedos no lubrificante que estava perto e inseriu um dígito na entrada do mais novo. Anthony soltou um gemido incomodado, mas rebolou e esfregou o pênis contra o colchão. Rogers não tinha como negar, as reações do seu moreno eram lindas de observar. Ele gemia baixo, seu rosto estava afundado no travesseiro e o quadril mantinha o movimento hipnótico para frente e para trás.

O Capitão inclinou o corpo contra o do amado, seus lábios capturando a pele da nuca em beijos suaves e molhados, distraindo o moreno do segundo dedo invasor que alargou a entrada um pouco mais. Um gemido arrastado e Tony estava rebolando contra os dedos do loiro, ele tinha a necessidade de estar largo o suficiente para receber o seu soldado. Steve mordeu o ombro do moreno, seus dedos acertando um lugar que fez Tony gemer arrastado e assustadoramente alto.

— Porra, o que é isso? Foi assim que você se sentiu? — Anthony forçou os quadris em um vai-e-vem forte contra os dedos habilidosos. — Steve, eu preciso de você.

Rogers não viu porque negar e ele não conseguiria mesmo que quisesse. O loiro tirou os dedos e lubrificou o próprio membro, com cuidado Steve forçou para dentro da entrada apertada e o gemido choroso que Tony soltou o deixou preocupado. Ele parou, o medo de machucar Anthony tomando seu corpo, mas para sua surpresa o homem forçou para trás até o fim e acomodou seu pau duro inteiramente dentro do buraco apertado e quente.

— Anthony. — Steve gemeu quase arrependido em sentir prazer ao ouvir os choramingos do seu Tony. — Maldito garoto apressado.

— Você é muito fraco quando se trata de mim. — Anthony fechou os olhos, rebolando lentamente para se acostumar com todo aquele volume dentro dele. Doía como o inferno, mas ele se sentia completo pela primeira vez. Era aquilo, de todas as formas que eles fizessem seria como completar um ao outro e não importava a ordem do fator. — Eu estou tão cheio, Steve. — Ele agarrou os fios loiros entre seus dedos, eles estavam tão fodidamente colados naquele momento. — É tão bom sentir você me completando.

A resposta do loiro foi uma estocada leve, ele testou os limites de Tony e foi agraciado com um gemido baixinho de prazer. Steve era cuidadoso por natureza, mas tendo o homem por quem foi apaixonado, durante anos, abaixo de si ele conseguia ser ainda mais cuidadoso. Seus quadris balançaram para frente e para trás com uma calma surpreendente, ele não estava fodendo Tony e sim o amando. De todas as formas possíveis eles estavam se completando e tornando aquilo real, Steve não poderia pedir nada mais, porém o moreno sabia como o surpreender.

Anthony apressou seus movimentos de uma forma que ficou indefinido quando Steve começou a realmente foder o homem com tudo dele, mas eles estavam tão intensos naquilo e Tony só sabia gemer por mais, então o Capitão obedeceu ao moreno de bom grado. Steve tinha uma mão na cintura do Stark, a outra ele apoiava na cama e as unhas do homem estavam cravadas em uma de suas nádegas, forçando-o a não abandonar o ritmo alucinante.

— Steve, aí! — Tony mordeu a fronha do travesseiro, ele precisava segurar aqueles gemidos alucinados de alguma forma. — Eu sinto como se fosse derreter, é maravilhoso. Você é maravilhoso.

O loiro não respondeu, ele puxou o rosto de Tony para o lado e beijou-o da forma que pode. Seus quadris em movimentos fortes, afundando seu pênis duro no interior quente e receptivo, os lábios unidos como conseguiam e as línguas fazendo um ótimo trabalho dentro e fora de suas bocas. Céus, Rogers nunca poderia imaginar como era bom ser impudico entre quatro paredes, mas Tony estava obrigando-o a conhecer esse lado adormecido.

— Anthony, porra. Eu preciso gozar.

— Me dê o que você tem, Cap. — Tony bombeou o próprio pênis e ele urrou de prazer com as estocadas fortes e longas que sempre acertavam sua próstata.

Steve afundou com força no interior quente e gemeu rouco ao despejar sua semente no interior que o recebia tão bem. Tony gemeu em deleite ao sentir o quão cheio estava e mordeu os lábios quando as mãos exigentes do loiro envolveram seu membro, tomando-o em bombeadas rápidas e logo ele estava gozando contra a mão do Capitão. Os dois caíram na cama, o peso do homem mais velho sendo bem vindo contra o corpo jovem. O silêncio preencheu o ambiente por algum tempo até que o loiro se afastou e desconectou os corpos.

— Por que você não quis a camisinha? — Steve murmurou a primeira coisa que veio à mente.

— Você é um soldado e é certinho demais pra transar sem camisinha e o único com quem eu confiei fazer isso foi você.

— Acho que você está certo. Eu nunca deixei a camisinha de lado.

Ele sentou sentindo um incômodo em sua bunda, mas ignorou a sensação e observou seu amado. Anthony sorriu e se aproximou, seus braços envolveram a cintura do mais velho com carinho. Eles sabiam que tinham tido o melhor momento de suas vidas depois de muito tempo, mas Steve só conseguiu colocar a mão sobre o rosto e suspirar.

— Howard vai me matar.

Anthony gargalhou jogando o corpo para trás, a risada preenchendo o quarto e muito provavelmente, sendo ouvida pela casa inteira. Ele adorava como Steve conseguia se preocupar mesmo depois daquela noite maravilhosa. Os raios de sol entravam por entre as frestas da cortina indicando que em pouco tempo todos estariam em pé e os dois teriam que enfrentar aquilo.

— Ele não vai te matar, talvez te ameaçar bastante e praguejar sobre as suas futuras gerações. — O garoto murmurou, levantando da cama e desfilando sem pudor até o banheiro. — Vamos tomar um banho e enfrentar a fera depois.

Steve concordou de bom grado e seguiu Tony até o banheiro. Eles tomaram uma ducha rápida e o moreno não insistiu em nada mais do que alguns beijos, eles não estavam mais no clima depois de pensar sobre o que enfrentariam no andar de baixo. Ambos se arrumaram com calma tentando ao máximo adiar aquele momento, mas quando pararam um ao lado do outro no batente da porta, Tony sorriu.

— Eu amo você. — Ele repetiu como se fosse um mantra e selou os lábios do seu Capitão. — E você não pode se livrar de mim.

— Eu nunca tentaria. — Steve o segurou pela cintura e beijou Anthony verdadeiramente. — Eu amo você com todo o meu coração.

— Então você está preparado para Howard Stark, meu Capitão.

Eles saíram do quarto de mãos dadas e com sorrisos no rosto. Mesmo que enfrentar Howard estivesse entre as coisas mais corajosas que Steve já fez, ele nunca se arrependeria. Não enquanto ele tivesse aquele sorriso apaixonado dirigido exclusivamente a ele.

Tony era o único que valia a pena.


Notas Finais


Confesso pra vocês: a coisa mais difícil no mundo foi fazer o Steve ativo, desculpa. Eu sou totalmente Tony ativo, mas esse plot é muito flex e eh isto. Quem gostou bate palma e quem não gostou grita, rs.

E aí, o que vocês acharam desse lemon? Deus me ajude, mas acho que já fiz melhores ;-;


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