História What if it's real? - Capítulo 14


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Lilith "Lily" Page, Malévola, Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swanqueen
Visualizações 308
Palavras 3.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei,depois de ameaçarem me bater kskksks calma gente guardem as forças para me bater mais a frente ksksks
Pessoinhas paciência com a Emma...ela é um poço de confusão.
Boa leitura...

Capítulo 14 - Capítulo 13


 

Passou-se quase meia-hora e Emma não tinha retornado. O que era estranho. Cansada de esperar e também de estar no sol escaldante, Regina recolheu as suas coisas e pegou a Marina nos braços.

– La! La! – Marina dizia querendo descer dos braços dela.

– Não, meu amor, já ficamos tempo demais na praia, outro dia eu a trago novamente.

– Mama! – Marina choramingou. – La!

Regina beijou a testa da filha e sorriu suavemente. Andou apressada para fugir do sol quente, subiu as escadas que dava para a área externa, olhou ao redor e não encontrou a Emma, mas viu a Zelena que ainda estava no mesmo lugar e parecia muito empolgada mexendo no celular.

– Zelena? – Chamou.

– Oi? – Zelena a olhou e franziu o cenho ao ver a latina tão vermelha. – Você sabia que existe uma coisa chamada protetor solar, não é?

– Esqueci de passar em mim, você sabe onde está a sua irmã?

– Não estava com você?

– É, mas... Ela entrou pra buscar água e não voltou mais. – Regina respirou fundo ao terminar de falar, a mão de Marina tocou numa parte que estava bem ardida.

– Eu não sei... Talvez, ela esteja dentro de casa. – Zelena olhou para dentro da casa, bem na direção da cozinha, certeira. As paredes de vidros revelando o interior da mansão, os seus olhos quase saltaram ao ver a cena.

– O que foi? – Regina perguntou já se virando.

– Não! – Zelena gritou segurando o ombro da latina para impedir que ela se virasse de vez.

– Ai! – Regina fez uma careta. – Estou ardida, tira a mão. Ai!

– Desculpa. – Zelena soltou um sorriso amarelo, retirando a mão da pele quente da latina. – Sabe o que é bom? Um banho de chuveirão. Por que não faz isso? Tem um bem ali. – Apontou para o chuveiro.

– Acho que vou entrar, Marina está com fome e cansada. – Regina sorriu. – Obrigada mesmo assim.

Regina ia se virar quando Zelena tocou no seu ombro novamente.

– Ounch! – Reclamou sentindo a sua pele arder em dobro, afastou-se um passo para trás.

– Você está parecendo um camarão de tão queimada. Por que não me deixa levar a Marina?

– Oh. – Regina surpreendeu-se com a solidariedade da mais nova. – Claro.

No começo a menina não queria ir para os braços de Zelena, mas foi convencida. Regina sentiu-se muito aliviada quando o seu corpo sentiu um vento frio, sentia que sua pele estava em brasas! Depois que tomasse um banho, iria encher-se de pós sol, não estava aguentando mais.

Zelena balançava a Marina nos braços tentando persuadir a menina para não chorar, já que a bebê estava com uma carinha de choro. Foi indo em direção da casa, estava muito chateada com a sua irmã. Como Emma podia fazer aquilo? Depois de tudo que Lily a fez passar! A idiota da sua irmã ainda cometia o erro de se envolver com a jararaca. Queria muito que o relacionamento de Regina e Emma fosse para outro patamar, torcia por isso. Sentiu-se ressentida por Regina, era uma boa mulher, justamente o que Emma precisava na vida.

Mas a tonta desperdiçava as oportunidades!

– Onde será que a Emma se meteu? – Regina perguntou a seguindo.

– No inferno trocando fluídos contaminados com a diaba mãe. – Zelena retrucou.

Regina não entendeu, quase nunca entendia o sarcasmo da mais nova.

– O quê?

– Nada, estou apenas divagando, acho que o mal de família.

Regina apenas deu de ombros, tinha percebido que ás vezes, Emma gostava de divagar, deveria ser mesmo um vício de família. Respirou aliviada ao adentrar na sombra da casa.

– Vou na cozinha beber água.

Zelena virou-se rapidamente, esquecendo-se que tinha uma criança nos braços, mas a Marina riu, achando divertido aquela velocidade.

– Não! – A mais nova quase gritou, nervosa. – A cozinha não.

Regina apertou os olhos.

– Por que não? Estou com sede.

– Porque eu faço questão de levar água pra você no quarto.

– Não precisa fazer isso, eu estou a poucos metros da cozinha, e não quero incomodar.

– Claro que precisa! Eu fiz uma promessa à mim mesma que começaria a ser prestativa, sabe... Tô querendo ganhar uns pontinhos com o carinha lá de cima. – Apontou para o céu.

Zelena estava estranha, não a conhecia bem, mas definitivamente aquele comportamento não a pertencia. Regina ficou desconfiada, o seu sexto sentido avisando que estava sendo enganada. Olhou bem para as costas de Zelena que seguia na frente com passos rápidos. Não fazia sentido. Ela não tinha cara nem jeito de que fazia caridade para ninguém. Por que a mais nova estava tão empenhada para que a latina evitasse a cozinha? Nesse angu tinha caroço!

– O que tem na cozinha que eu não posso ir nela? – Regina questionou ao cruzar os braços embaixo dos seios e parar de andar.

Zelena virou-se e parou, ficou um pouco intimidade pelo olhar que recebeu dos olhos achocolatados.

– Na... Nada! – Gaguejou por estar nervosa.

Isso foi o suficiente para aumentar a desconfiança de Regina que soltou os seus pertences no meio da escada e voltou a andar, na direção contrária, em direção a cozinha. Zelena correu atrás, tinha que fazer alguma coisa para alertar a sua irmã.

– Regina! Espere! – Gritou bem alto esperando que Emma escutasse.

Rezou para que a tonta da sua irmã tivesse escutado ou a confusão estava feita.

 

(...)

 

Emma estava com uma perna de Lily em sua cintura, o seu corpo apertando o da outra e os lábios fixos no pescoço cheiroso da sua ex quando escutou o grito de sua irmã. O choque de realidade a atingiu, fazendo-a retroceder. Soltou a Lily da mesma maneira que a agarrou. Deu alguns passos para trás, estava um caos! Os cabelos desgrenhados, os lábios inchados e o rubor do seu rosto mais acentuado, o biquíni estava meio torto. Lily estava do mesmo jeito ou pior.

Onde estava com a cabeça ao ter correspondido o beijo de Lily? Se não tivesse escutado o grito de Zelena, provavelmente transaria com a sua ex na cozinha mesmo.

– Arrume-se! – Emma ordenou com raiva pela lerdeza da ex.

Emma passou as mãos nos cabelos, tentando ficar apresentável. Lily finalmente tinha saído do torpor e arrumou-se, iria questionar o porquê do afastamento quando a Regina entrou na cozinha de vez. Ah, claro... A maldita suburbana!

Regina parou no meio da cozinha, o seu olhar intercalou de Emma para Lily. Primeiro ficou surpresa, depois uma raiva súbita invadiu todo o seu ser, fazendo a sua boca amargar e seu corpo estremecer. Bufou. Não sabia o que tinha acontecido, mas pela cara de culpada da Emma e a cara de vitória da Lily, não foi muito difícil de adivinhar. Isso explicaria muitas coisas: O sumiço de Emma, a gentileza exagerada de Zelena, e até mesmo o nervosismo.

– O que está acontecendo aqui? – Regina perguntou com a voz fria e afiada como se tivesse inúmeras adagas em suas palavras.

Emma sentiu-se receosa com aquele tom, o olhar da latina também não era um dos melhores. Parecia uma pantera pronta para atacar. Se antes Regina estava vermelha por conta do sol, parecia o próprio vulcão de irritação.

– Não parece óbvio para você? – Lily provocou, sentindo-se vitoriosa.

Regina apontou para Lily, mas com o olhar fixo em Emma.

– Você fica caladinha que a conversa ainda não chegou no chiqueiro.

Lily ficou irritada, colocou as mãos nos quadris e jogou os cabelos para trás, adquirindo uma postura superior, ao menos no pensamento dela.

– Você está insinuando que sou uma porca?

Regina desviou o olhar de Emma para finalmente encarar a Lily, aproximou-se sem se intimidar com a outra, até a voz de Lily era irritante para os seus tímpanos.

– Não, minha querida, eu não estou insinuando, estou afirmando e é melhor você sair do meu caminho ou eu vou meter a mão na sua cara. – Ameaçou no ápice da raiva.

– Você não teria coragem. – Lily desafiou.

– Que pagar pra ver? – Regina empurrou a Lily, pegando-a desprevenida que tombou para trás e ficou horrorizada pela audácia da latina.

Emma assista a cena com certo interesse, imaginou as duas numa piscina de chocolate, de biquínis e brigando pelo seu amor. Certo! Isso foi totalmente errado de se pensar, apesar de ser algo bem sensual. Um pigarro forte a vez voltar para si, Zelena a fuzilava com os olhos, o olhar carregado de decepção, balançava a cabeça em negativo, Marina coçava os olhinhos aparentemente com sono.

– Como ousa? – Lily gritou avançando em cima de Regina que já a esperava pronta.

– Parem! – Emma segurou o braço de Lily e a puxou para trás.

Regina sentiu mais raiva ainda ao ver a Emma tocando em Lily, o ciúme a deixava fora de si. Nunca tinha sentido algo tão poderoso nessa intensidade. Queimou a mão de Emma com os olhos, até que os seus olhos subiram para o rosto da loira.

Emma ao ver o olhar furioso quase dilatados em um tom avermelhado de Regina, soltou a Lily imediatamente. Surpreendeu-se por ficar excitada naquela situação, mas Regina se tornava irresistível quando estava furiosa. Sentiu tanta vontade de domar a fera e enchê-la de beijos. Encararam-se por uns segundos, a raiva se mesclando com desejo, era deliciosamente sufocante.  A loira se aproximou de Regina, tentou segurar no pulso dela, mas a latina ergueu as mãos evitando o toque.

– Não me toque com essas mãos suja de vadia! – Regina rangeu os dentes. – O que estava fazendo com essa piranha aqui na cozinha?

– Piranha não! Você me respeita! – Lily gritou pelo ombro de Emma.

– Você não tem respeito nem por si mesma e vem querer me pedir? Por favor! Aliás, você nem sabe o significado da palavra “respeito”. – Regina soltou uma risadinha sem humor. – Poupe-me! – Olhou para a loira. – Eu fiz uma pergunta Emma e exijo a resposta!

Lily ficou carrancuda.

– Não estava fazendo nada, só vir pegar a água quando o copo caiu e quebrou. – Emma apontou para os cactos no chão. – Por isso que demorei.

– Um copo quebrado que durou uma eternidade para ser observado estilhaçado no chão? – Regina perguntou com sarcasmo.

– Não, o problema é que fui atender um telefone de Merida e demorou um pouco, depois vir pra cozinha, só isso. – Emma tentou explicar usando algumas mentiras, não estava louca de contar a verdade, sabia que não devia nenhuma satisfação para a latina, mas o jeito que era olhada, não seria muito inteligente se ficasse calada. Aproximou novamente de Regina, e desta vez, ela não se afastou. – Desculpe-me fazê-la esperar, meu amor... – Acariciou o rosto da latina com um sorriso nos lábios.

Regina ainda estava com muito ciúmes, não sabia que acreditava em Emma ou não. Escutou a Lily resmungar alguma coisa e passar por elas. Sabia que não tinha motivos para cobranças, não era namorada da loira nem nada disso, mas não sabia se controlar e muito menos se conter, estava a ponto de cometer um crime. Esse ciúme enlouquecedor juntamente com posse não era saudável e a assustava, muito.

Por outro lado, Emma estava mais que encantada com reação da Regina. Sentia-se muito culpada por ter cedido a Lily, sabia que no fundo, tinha correspondido ao beijo por conta do medo que sentiu ao se dar conta que poderia estar apaixonada por Regina, não justificava a sua atitude, mas... Tinha sido patética com sua tentativa chula de resolver os problemas.

– Eu não quis chateá-la... – Emma murmurou com suavidade, estava dizendo a verdade. Se pudesse voltar atrás, não teria beijado a ex e muito menos mentido para a Regina.

– Mas chateou. – Regina respondeu séria. – Já disse à você que não irei me submeter a traições. Não importa as circunstâncias do nosso “relacionamento”. Aqui, eu sou a sua namorada e exijo respeito. – Falou baixinho para que a Zelena não escutasse, olhando atentamente nos olhos esverdeados. – No dia que eu sonhar, imaginar ou flagrar qualquer coisa que destrua a minha confiança ou confirme as minhas suspeitas. Aposte a sua vida que eu vou fazer muito pior. – Terminou de dizer com a voz elevada.

A latina deu-lhe as costas, pegou a Marina dos braços de Zelena e se retirou da cozinha, deixando as duas irmãs sozinhas, se olhando.

– Isso porque é um relacionamento é de faz de conta, imagina se fosse de verdade? – Zelena comentou ainda um pouco chocada com o gênio da latina. – Agora me conta, por que inferno estava aos beijos com a Lily?

 

(...)

 

August estava em sua terceira dose de uísque, achava que tinha levado um bolo. Ou a pessoa tinha ido embora, aliás, ele tinha demorado a chegar por ter ficado para ver a cara da filha de Regina. Perguntou ao garçom se a pessoa com as características que ele esperava tinha aparecido por ali, e ficou aliviado ao saber que não. Aliviado e angustiado, porque existia a possibilidade da pessoa não ir vê-lo. Estava no restaurante de um hotel de cinco estrelas à beira mar de Boa Viagem. Essa fatura do cartão teria que esconder bem para que sua esposa não visse.

Infelizmente, ainda se preocupava com as atitudes de Lily. Querendo ou não, ainda precisava dela para manter a farsa viva, se os seus pais descobrissem a verdade... Sem contar que tinha preconceito consigo mesmo. Nunca se aceitou. Para si, era mais fácil ter uma vida dupla. Não importava em viver assim, com tanto que ninguém soubesse do seu caso extraconjugal.

Caso extraconjugal... Como tinha sido feliz ao viver aquela aventura, desde que termina era um homem triste e amargurado. Não era mais o mesmo, e nunca seria porque não tinha o seu verdadeiro amor ao seu lado. Era agonizante deixar de viver apenas para sobreviver sem o amor. Deu mais um gole em seu uísque com os olhos fixos na porta quando o viu entrando... O seu coração perdeu-se nas batidas rápidas, enquanto, os seus olhos marejaram.

Estava lindo! O corpo mais magro desde a última vez que o viu, porém, continuava atraente. Usava uma camisa social, calça jeans e tênis. Andava calmamente, não parecia compartilhar do mesmo nervosismo do August. Isso causou medo no mais velho, será que ele não o amava mais?

Os olhos se cruzaram, August sorriu, mas o seu amado continuou sério... Ele tinha uma carinha de cachorro pidão na realidade... O cabelo bem penteado para trás, o rosto limpo de pele sedosa, o óculos de grau o deixando com aparência mais intelectual.

Ele se aproximou lentamente, August levantou-se para recebe-lo. Ficaram parados um na frente do outro por um longo tempo, apenas se comunicando com os olhos, até que não suportaram mais e se abraçaram comovidos.

– Robin... – August murmurou no ouvido do seu amado, sentindo o cheiro tão bom e peculiar do mais novo.

– Gus. – Robin respondeu baixinho com a voz trêmula.

Ambos parecia sofrer com a distância, estarem juntos novamente era um acalento para os corações tão apaixonados. Sentiam vontade de se beijar, até sorriram quando se afastaram com a vontade explicita nos olhos. Mas não podiam fazer isso em público, e também tinha um assunto importante para resolver.

– Você quer beber alguma coisa? – August perguntou para o Robin assim que eles se sentaram.

– Água com gás com rodelas de limão.

Robin não bebia e também não fumava, não tinha vícios, era um ser humano bastante pacífico, também era vegano, respeitava todos os seres vivos da terra e achava inadmissível se alimentar deles. Ao todo, era politicamente correto. August fez o pedido, ficaram em silêncio até a bebida do mais novo chegar. Ele estava nervoso, assim como o August, só não estava deixando transparecer.

– Está do jeito que você gosta?

– Sim, querido. Obrigado. – Robin ajeitou-se na cadeira. – Agora me conte sobre a filha de Regina... Marina, não é?

August entortou a boca, não queria falar sobre esse assunto, mas tinha chamado o Robin justamente para isso. Contou o pouco que sabia, não deixou de fora a confirmação indireta de Regina que Marina era filha do Robin.

O mais novo escutou tudo em silêncio, desde que soube de sua suposta filha que o seu coração transbordava de amor. Sempre quis ter filhos, só não achava que uma aventura na boate iria proporcionar isso. Estava se remoendo de ciúmes no dia que conheceu a Regina. A viagem era para ser romântica e divertida, mas o August tinha estragado tudo ao flertar descaradamente com uma moça, bem à sua frente. Para se vingar, Robin ficou com a primeira mulher que surgiu na sua frente. Não pensou ou mediu as consequências, só o fez. Depois tudo tinha se tornado uma confusão porque o August flagrou os dois juntos. August quase bateu em Regina, só não fez porque o Robin impediu. Mas os três foram expulsos da boate.

Regina estava tão bêbada que não conseguia se manter em seus próprios pés. O Robin teve a decência de colocá-la dentro de um táxi, depois de se prontificar que a motorista era uma mulher e pagou a corrida. Depois desse dia, o seu relacionamento com o August foi se afundando consideravelmente. E Claro, o fato dele ser casado também contribuiu muito, a Lily sempre fazia inferno, mesmo não querendo o August, ela gostava de proporcionar mal estar e dor. Aquela mulher parecia uma praga na vida de qualquer um.

– Eu quero vê-la. – Robin disse com emoção. – Preciso vê-la. Quero tocá-la, abraça-la, preencher todo esse tempo que fiquei sem ela. Oh, eu preciso conhecer minha filha!

August ficou decepcionado com a emoção e animação do Robin, nem sequer questionou sobre a paternidade, simplesmente aceitou que era filha dele.

– E se não for a sua filha? Aquela mulher pode ser uma leviana e ter dormido com vários. – August tentou semear a dúvida, recebendo um olhar de advertência do Robin. Olhos idênticos da menina.

– Creio que não. Responda-me com sinceridade: Você acha que Marina se parece comigo? – Robin sorriu verdadeiramente pela primeira vez desde que chegara.

August podia mentir, dizer que não, mas conhecia muito bem o Robin, ele iria querer falar com Regina e ver a Marina de todo jeito, então...

– Sim, se parece muito. Não a vi por muito tempo, mas... Os olhos, a cor de pele... O sorriso também.

Robin colocou a mão na boca e sorriu ainda mais, os seus olhos brilhavam cada vez mais. August sentiu-se miserável por não poder compartilhar dessa felicidade tão ingênua.

– Você tem uma foto dela?

– Não. – August deu um gole na sua bebida.

– Preciso conversar com a Regina. Quero ver a minha filha o mais rápido possível. Você poderia ligar para marcar um encontro? Ou sei lá, me levar até a sua casa?

– Por que não vamos com calma? – August colocou a mão em cima da do Robin.

– Calma? Eu estou um ano e dois meses se conhecer a minha filha, não posso ficar calmo agora. – Robin respirou fundo, puxando a sua mão.

– Eu sei que é um bom tempo, mas você não está levando em consideração a opinião da Regina. Não sabemos se ela vai querer lhe apresentar a menina, deixei-me falar com ela antes, por favor. – August pediu docemente.

Robin pensou um pouco, era melhor do que nada, não conhecia a Regina e ela de fato poderia colocar algumas barreiras. Tentou se acalmar, deu um gole na sua água, percebeu o olhar de expectativa do August, era hora de encerrar tudo.

– Eu tenho que ir. – Robin avisou ao se levantar.

– Mas já? Achei que iríamos conversar sobre... – August baixou o tom de voz. – Nós.

– Gostaria de fazer isso. – Robin confessou. – Mas infelizmente, estou com uma grande campanha para entregar e o meu prazo estar se esgotando. Podemos conversar amanhã? Á noite, de preferência? Um jantar, que tal? – Não queria se mostrar ansioso, mas, não conseguiu se controlar.

August queria ficar com ele agora! Mas sabia como o trabalho do Robin era corrido, sempre tinha uma companha de publicidade grande, o que rendia muito tempo e estresse também. Apesar de tudo isso, o seu amado adorava o que fazia, e isso que era importante.

– Tudo bem. – August disse por fim.

– Ás oito, ok? – Robin se aproximou do August, dando uma leve acariciada na mão do mais velho, sorriu e foi embora.

August ficou olhando o seu amor ir embora, mas o seu coração estava em festa, sabia que o amanhã seria um dia muito especial e que poderia por fim, alimentar o monstro da saudade que implorava pela presença do Robin...

 


Notas Finais


Sim Regina é barraqueira e olha que nem está na metade dos barracos.
Emma errou,mas relaxem as duas ainda cometeram muitos erros.
Sim August é gay e sim Robin é o papai da Marina.

Gente eu sou péssima em identificar cor de olho,daí fui analisar o olho do Sean e em cada foto tava uma cor diferente,enfim joguei na rodinha olho verde.

Perdoem-me qualquer erro.
É isto.Beijin.


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