História What if it's real (REPOSTANDO) - Capítulo 6


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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Lilith "Lily" Page, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Swanqueen
Visualizações 435
Palavras 3.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo seis.


O resto da viagem foi tranquilo, felizmente, o trânsito estava livre e chegaram antes do previsto em Recife. Emma sentiu-se nervosa quando o seu carro passou pelo pedágio e seguiu em frente. Sua família morava na Reserva do Paiva, um lugar muito bonito, bem cuidado e exclusivo. Apenas pessoas com alto poder aquisitivo que residiam na Reserva.

– Uau, que lindo! Sinto-me até fora do País. – Regina comentou com os olhos fixos na janela, contemplando as mansões, as palmeiras e a praia que dava para ser vista em alguns trechos.

 Emma sorriu.

– Sim, é muito lindo e maravilhoso também.

– Não consigo parar de olhar...

Emma compreendia o encantamento de Regina, aquele era um lugar dos sonhos para se morar, tranquilo e seguro, ideal para famílias. Intercalando com as mansões, tinham alguns hotéis e também condomínios.

– Estamos chegando. – A loira avisou.

Ligou o alerta do carro, e virou a esquerda, parando o carro em frente a um enorme portão preto com o brasão em dourado com as inicias “SN” no alto. Na lateral do muro alto, tinha duas câmeras de segurança, na calçada bem posicionado um interfone. Emma baixou o vidro do carro e apertou o interfone.

– Quem é? – Uma voz berrou do outro lado que assustou as três dentro do carro.

Emma revirou os olhos.

– Se você olhar pelo monitor de segurança, vai saber!

Um minutos depois, outro grito e Emma estava rindo.

– Emma! Mainha... Emma chegou! – Sua irmã gritou com o interfone ligado. – Bem vinda de volta, vadia! – O interfone foi desligado e os portões liberados.

– Quem é essa? – Regina perguntou com os olhos arregalados.

– Minha irmã, Zelena. – Emma comentou, olhou rapidamente para latina. – Preparada?

– Sim. – Regina respondeu um pouco nervosa. – Por que tem SN no portão?

– Swan Nolan. Sobrenome da família.

Emma avançou com o carro diante do silêncio de Regina, percorreram alguns metros sendo prestigiadas por um imenso jardim bem cuidado até avistaram a casa de vidro. Era incrível, Regina ficou abobalhada como a mansão imponente, achava que casas assim existiam apenas em filmes, além do mais, era na beira do mar. Uau. A latina estava assombrada.

– Se está assim vendo apenas com a frente dela, vai enlouquecer quando descer do carro e ver a parte da beira do mar. – Emma comentou bem humorada.

 

Elas desceram do carro, Emma deu a volta para junto de Regina, a latina tinha aberto a porta traseira para retirar a Marina da cadeirinha quando Emma a segurou pelo braço, impedindo-a e fazendo-a se virar para ela.

– O que foi? – Regina perguntou um pouco preocupada com a reação da outra.

Ao longe, Emma via a sua família se aproximando... Sua mãe juntamente com o seu pai e sua irmã. Não era boba, também viu pela resta da janela do andar de cima alguém a observando, e pela estrutura corporal soube de pronto que era a Lilith. Um misto de sensações e também um frio capaz de congelar todo o seu ser invadiu a loira. Ela sabia que encontraria a Lilith, mas ainda não estava preparada para isso e droga! Tinha que ser bastante cautelosa e camuflar qualquer sentimento que estivesse sentindo, não poderia dar brechas para Lilith e muito menos deixá-la perceber que ainda existia algo dentro do seu coração.

O motivo de ter levado a Regina para essa farsa era pra afirmar que tinha superado e que estava muito feliz com a sua vida em Natal, não poderia fraquejar agora. Tinha que dar todos os motivos para que sua família e Lilith acreditassem em sua versão.

– Precisamos demonstrar intimidade. – Emma murmurou para a latina.

Sua família estava cada vez mais próxima, podia até escutar a voz animada de sua mãe.

– Fingiremos sem nenhum problema, ok? – Regina a olhava diretamente nos olhos, sua testa franzida.

Emma estava se sentindo cada vez mais agitada com sentimentos que não podia conter. Era uma mulher controlada, sabia disso, não podia se dar ao luxo de perder o controle, principalmente na frente dos seus. Respirou fundo tentando se conter, enquanto, tremia levemente.

– Você está bem? – Regina perguntou preocupada, via o conflito nos olhos da loira, sem contar uma palidez quase doentia no rosto branco. Tocou suavemente no braço da loira. – Emma? Não entre em pânico, eu estou aqui com você. – Tentou confortá-la.

Uma calma extremamente fria invadiu Emma quando sentiu a mão pequena de Regina em seu braço. A sensação de paz foi imediata, arrastando os sentimentos negativos para bem longe do seu coração e isso fascinou a loira... Emma olhou para a mão de Regina e depois para os olhos achocolatados. Regina visualizou a frieza estranha nos olhos da loira que deixavam os seus olhos mais claro, desconhecendo aquela reação de Emma, a latina retirou a mão do braço dela, receando que tivesse feito alguma coisa errada.

Ao vê-la recuar, Emma a puxou para os seus braços pela cintura, deixando a Regina surpresa, os olhos achocolatados se iluminaram e aquela tonalidade avermelhada estava ali, presente. A latina não entendia que estava acontecendo e não teve muito tempo para questionar até porque... Emma abaixou a cabeça e capturou os lábios carnudos de Regina em um beijo caloroso. Uma corrente elétrica atravessou os corpos de ambas quando os lábios se uniram... Era eletrizante e muito quente.

O corpo de Regina amoleceu quando Emma a enlaçou com possessivamente, enquanto os seus lábios se encaixavam e a loira exigia com a ponta da língua passagem para a boca da latina que imediatamente entreabriu os olhos e recebeu a língua treinada de Emma em sua boca, causando reações poderosas em seu corpo, Regina jogou os braços pelos ombros de Emma e a abraçou pelo pescoço, saboreando mais daquele beijo arrebatador. A boca da loira tinha gosto de menta, era viciante... Regina gemeu quando as línguas se encontraram em uma brincadeira quase pecaminosa... Lançando tremores e um desejo sexual tão palpável que as deixaram tontas.

Ambas suspiraram, beijaram-se com sintonia, as línguas se encontraram com toques presunçosos e provocativos. Emma puxou mais a Regina para o seu corpo tendo a necessidade de ter o corpo da latina emoldurado ao seu e quase morreu do coração ao constatar que o encaixe era maravilhosamente perfeito. Regina entregou-se aquele momento, querendo sentir mais do calor de Emma, querendo sentir mais de sua pele, do seu corpo, dela... Emma compartilhava da mesma necessidade já que suas mãos esparramaram pelas costas da latina e pararam um pouco acima do cóccix.

Regina resfolegou com aquilo, mais um pouco e as mãos de Emma estariam esparramadas em sua bunda, do jeito que o seu corpo estava em brasa, não iria reclamar se tivesse esse avanço. A corrente elétrica continuou firme... Elas se embriagavam com as suas salivas, os seus cheiros e seus toques – mesmo sendo respeitosos. Emma virou um pouco o rosto e encaixou ainda mais os lábios, fazendo com que Regina sentisse algo flutuando em seu estômago... Algo quente e leve. Os corações de ambas batiam violentamente contra o peito, a ponto de uma sentir aquela pressão vinda do peito da outra.

Emma sentia vontade de devorar a Regina. Estava surpresa com a reação do seu próprio corpo que estava fervilhando por dentro, e pulsando. Ela queria mais, muito mais... O beijo era viciante, os lábios de Regina eram como a porta para o pecado. Um pecado doce e enlouquecedor. Sabia que estava sendo correspondida com louvor e arriscaria dizer que Regina estava sentindo a mesma sensação, dando-se conta a maneira que ela a correspondia. Parecia que as duas tiveram muito tempo perdidas em um deserto e que aquele beijo era as suas salvações. O oxigênio – o grande vilão da história de um beijo – se fez presente. Elas tiveram que diminuir o ritmo, mas não pararam. A boca de Regina era como uma fruta proibida, quanto mais se tinha, se queria... Agora a Emma entendia como Eva tinha fraquejado e provado o fruto proibido, porque era impossível se manter longe. Era magnético, elas se puxavam, não dava para fugir daquilo.

Os sentidos da loira estava em alerta, o seu corpo estava sofrendo de uma grande descarga sexual que fazia as suas áreas erógenas ir à flor da pele. Os seus mamilos reagiram marcando a blusa de seda já que Emma estava sem sutiã, a sua intimidade dava-lhe contrações quase doloridas. A loira escorreu as mãos para os quadris de Regina e a puxou mais para si ao mesmo tempo que a empurrava contra a lataria do carro, pressionou o seu corpo no da mais nova. A vontade de Emma era se encaixar nela e saciar toda a sua fome que tornou-se dez vezes pior depois que provara a doçura dos lábios de Regina.

Regina estava em um estado caótico, seu corpo parecia que estava sendo derretido igual gelatina, era muito difícil ser imune a Emma, principalmente com aqueles beijos deliciosos. Subiu as mãos pelos cabelos da loira e os segurou, dando uma puxada firme, arrancando um gemido rouco de Emma que a pressionou mais contra o carro querendo fundi-la em seu corpo. Quando a mão da loira deslizou por uma área bastante comprometedora, escutou a voz alta de sua irmã, devolvendo toda sua racionalidade.

– Isso não é um beijo, é um desentupidor de pia! – Gritou Zelena. – Eu não acredito que vão transar bem na porta do carro na frente da sua família, Emma pervertida!

Emma sorriu entre o beijo, o encerrando com um selinho e voltando-se para a sua família, largando praticamente a Regina lá, desorientada, com o corpo em chamas e a mente em frangalhos.

Os rostos de ambas estavam bem avermelhados, principalmente na área dos lábios inchados. Regina tinha os olhos faiscando, sua boca formigando violentamente pelo o que tinha acontecido, sem contar que a sua respiração estava entrecortante. Ela precisava de muito para se recuperar de todos aquelas sensações que prendiam-se em seu corpo e sua mente. Regina não conseguia compreender como a Emma agia normalmente abraçando os seus familiares, enquanto, a própria Regina estava com as pernas tão trêmulas que seria incapaz de se mover.

O beijo tinha abalado todas as estruturas de Regina. 

Depois de muitos beijos e abraços em sua família, Emma arriscou uma olhada para a janela superior, a sombra não estava mais lá. Uma felicidade quase sádica envolveu a loira, se tivesse sido realmente a Lilith que estava na janela tinha assistido a cena que ela e Regina protagonizou, isso era mais que maravilhoso! Sua atenção foi desviada por sua mãe que a enchia de beijos e tinha lágrimas nos olhos.

Emma também se emocionou, deu-se conta de que realmente estava com saudades dos seus pais e também de sua irmã caçula. Era tão bom ser acolhida no seio da família.

– Que saudade de vocês! – Emma confessou, distribuindo beijos pra todos, até mesmo para Zelena que reclamou do grude, mas aceitou de bom grado o carinho da sua irmã do meio. – Amo vocês! – Murmurou, recebendo o abraço coletivo das três pessoas que mais amava no planeta.

Mas em meio de tantos sorrisos, abraços e beijos trocados... No fundo, bem no fundo, Emma sentia-se pelo avesso, e tudo isso porque tinha provado da doçura dos lábios de Regina... Algo que ela não ia esquecer nem tão cedo, e que o seu peito flamejava na esperança de ter uma segunda vez...

 

(...)

 

Regina estava atordoada, nunca tinha se sentido daquela forma com um simples beijo, era como se o mundo tivesse parado e ela tivesse a consciência de cada ser vivo existente na terra. Suas pernas estavam bambas e os seus pulmões trabalhavam arduamente para regularizar a sua respiração. Um redemoinho passou por si, deixando-a de cabeça para baixo, esse redemoinho tinha nome e sobrenome: Emma Swan. Cada partícula da Regina queria novamente sentir os lábios da loira sobre os seus e a pressão do corpo quente... Emma tinha uma pegada tão forte que a deixou loucamente excitada.

Emma continuava lá com sua família, sem demonstrar nenhum abalamento pelo beijo...

Deu-se conta que a loira não tinha ficado afetada com o beijo, Emma tinha a beijado apenas para se exibir para a família, essa constatação deixou a latina com muita raiva! Raiva da Emma, raiva de si mesmo por ter sido tão estupidamente fraca e amolecido com um simples beijo.

O tremor do seu corpo mudou drasticamente de tesão para raiva. Quando estivesse ás sós com Emma, iria dizer com todas as palavras que beijos não faziam parte dos planos e estavam proibidos.

Sentiu uma pequena mão em seu braço e virou-se, Marina estava com o rosto todo vermelhinho de choro, fazia biquinho com os braços estendidos, querendo se livrar daquela cadeirinha. Prontamente Regina a soltou, e a abraçou carinhosamente.

– Não precisa chorar, meu amor, a mamãe está aqui. – Regina murmurou baixinho para que a filha escutasse, respirando fundo em seguida umas três vezes para se acalmar.

– Oh meu Deus, é um bebê! – A voz animadamente de uma mulher fez com que a Regina se virasse.

A mulher vinha em sua direção com um sorriso aberto que estancou no meio do caminho quando Marina virou o rostinho na direção dela. A desconhecida fez uma cara confusa, atrás dela, estava um homem alto que tinha a mesma expressão confusa da mulher, e de lado dele, uma garota mais nova que parecia pensativa. Deu-se conta de que deveriam ser a mãe, o pai e a irmã da Emma, já que eram parecidos.

Regina não estava entendendo aquelas reações, olhou de relance para Emma que parecia tão perdida quanto. A mulher que a latina deduziu ser Mary Swan era muito bonita, estrutura mediana com a pele impecável, os olhos claros e cabelos lisos numa tonalidade escura cortados estilo joãozinho.

Emma e Regina entenderam a confusão quando a mulher virou-se para loira, e soltou em tom magoado:

– Emma Beatriz Swan Nolan, eu não acredito que lhe carreguei por nove meses dentro de mim, sofri 36 horas de parto, lhe criei com leite ninho e todo amor do mundo para você ter escondido para mim que teve uma filha!

– O quê? – Emma engasgou, ficando extremamente vermelha.

Regina sentiu-se mais confusa ainda com aquela acusação.

– Eu sei que você tem uma vida muito corrida em Natal, mas eu não iria me importar em ir até lá para compartilhar de um momento tão especial que é uma maternidade. Você nem mesmo disse que estava grávida! Meu Deus. – Mary levou a mão no peito, dramaticamente. – Você teve uma filha, e eu não estive lá para orientá-la, para segurar a minha neta recém-nascida nos braços...

– Realmente, Emma, onde você estava com a cabeça em ter omitido a existência de uma filha? – David ralhou, olhando fixamente para a filha com profunda decepção. – Ela é a nossa neta, não poderia ter feito isso.

Emma quase teve uma sincope ao se dar conta o que estava acontecendo. Nessa altura do campeonato, a Regina já estava achando graça o desentendimento. Já a Zelena continuou pensativa, olhando de um para outro sem se expressar.

– Não, não, não! – Emma apressou-se em dizer cada vez mais vermelha, gesticulando com as mãos. – Marina não é minha filha! Ela é filha de Regina, a minha namorada. – Apontou pra Regina que sorria abertamente.

Mary e David piscaram diversas vezes, confusos. Olharam de Marina para Regina, de Regina para Emma. Em seguida, ficaram assombrados.

– Tem certeza que ela não é sua também? Não tem um quê de DNA seu nela? – Mary questionou ainda espantada.

– Não, mãe! Eu não esconderia uma filha de vocês, pelo amor de Deus. – Emma retrucou com agastamento.

– Uau. Ela é a sua cara, filha! – David comentou abismado.

Ironicamente, Marina tinha algumas características que lembravam muito a Emma, como a palidez acentuada da pele, os olhos grandes esverdeados, a boca avermelhada e os cabelos lisos e loiros.

– É apenas coincidência do destino. – Emma murmurou olhando pela primeira vez com grande análise para Marina.  

Todos ficarem em silêncio por uns segundos, até que Mary voltou a falar depois do choque, de maneira mais animada:

– Deixe-me pegar essa gracinha. – Mal terminou de falar e tinha pegado a menina nos braços. – Que linda! E essas bochechas? Que amor! Emma também foi um bebê gorduchinho e exalava fofura.

– Mãe... – Emma gemeu com medo de que a mãe começasse a falar sobre coisas de sua infância que a mataria de vergonha.

Mary não deu atenção a filha, e continuou a falar:

– Desculpe-me por toda essa confusão. Regina, não é? – Perguntou, e a latina balançou a cabeça em positivo. – Bem, prazer! Eu sou Mary Swan, a mãe dessa filha desnaturada que é a Emma... – Beijou as bochechas de Regina e virou-se um pouco, ignorando o semblante lastimoso da loira. – Aquele ali detrás, é o meu marido e pai da Emma, o David... E aquela moçona ali é a Zelena, irmã da Emma.

Regina acenou para eles, que sorriam, mas antes que a latina pudesse processar qualquer informação, braços grandes e fortes a sufocaram em um abraço de urso. Era o David que abraçava com um sorrisão a nora.

– Seja bem vinda a nossa casa, Regina. É um prazer recebê-la aqui. – David disse ainda sufocando a Regina. – É bom saber que Emma sossegou com alguém.

– Pai! – Emma reclamou com um bico. – Você está esmagando a Regina.

– Desculpe! – Ele riu, soltando a latina que também ria com a receptividade.

– Tudo bem. – Regina respondeu simpática. – É um prazer conhecê-los também.

Regina não esperava toda essa receptividade dos Swan. Simpatizou com eles, de cara! Demonstravam ser boas pessoas, e o melhor de tudo: que deixava a Emma constrangida com facilidade. Ela olhou para os quatros, definitivamente era uma família muito bonita, recém-saída de um comercial de margarina, diria até que era a típica família de um sonho americano, se eles não estivessem no Brasil.

Verdade seja dita, a latina estava era chocada como os pais de Emma pareciam joviais para ter filhos na casa dos 30. Pelo o que a loira tinha contado, o irmão mais velho tinha 36 anos, então, Mary e David beiravam quase os sessenta anos. Mas não aparentavam! Outro ponto que chamou atenção era que Emma parecia ser a mais pequena da casa – em questão de altura. – Já que até mesmo a Zelena era alta, e Emma ficava beirando o ombro da irmã mais nova.

– Vamos entrar. – Mary chamou ainda com Marina nos braços que surpreendentemente não estava estranhando os braços da desconhecida. – Vocês devem estar cansadas da viagem.

A latina fez menção de ir pegar as malas quando sentiu a mão da Emma sobre a sua, a puxando suavemente para dentro da casa.

– Os empregados se encarregam de cuida das malas, querida. – A loira disse com gentileza.

Regina iria ordenar que Emma soltasse a sua mão, já que o mínimo contato fazia com que ondas de arrepios fossem lançados pelo seu corpo, mas percebeu que a Zelena estavam a observando com bastante interesse.

– Claro, meu amor. – A latina respondeu com um sorriso suave.

Ignorando os pequenos choques, entrelaçou as mãos com de sua suposta namorada e adentrou na casa que era regada de luxo, e bom gosto...

 


Notas Finais


Perdoem-me os erros.


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