História What if it's real (REPOSTANDO) - Capítulo 8


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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Lilith "Lily" Page, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Swanqueen
Visualizações 301
Palavras 2.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Capítulo oito.


Sabe-se lá qual fosse as expectativas e medos para quando reencontrasse a Lily, mas nada fazia jus o que estava sentindo naquele momento. Era um misto de desejo e também ódio que a deixava sufocada.

Emma olhou bem no fundo dos olhos de Lily, os sentimentos foram expostos e também sufocados. Porém, era quase impossível controlar o tremor dos corpos e as respirações ofegantes.

Ela estava linda como a cinco anos atrás ou até melhor. Constatou Emma com desgosto. Os olhos de Lily diziam tantas coisas que Emma preferia não lê-los porque não acreditava neles. Lily tinha a abandonado, a tinha feito sofrer, mostrou-se ser uma canalha e interesseira, não podia se deixar levar pela avalanche que aquela mulher causava dentro de si, mesmo que o seu coração quisesse saltar de dentro do peito.

Escutou a voz de sua irmã, mas não foi o suficiente para desviar o olhar.

Mas recordou-se mais uma vez que Lily era uma traíra. Uma mulher sem caráter que queria apenas dinheiro, não era digna de nenhum sentimento, muito menos demonstração de emoções.

Anos atrás, escolhas foram feitas e as consequências ainda existiam. Não podia ser trouxa novamente – ou mais ainda. Não podia deixar que o seu coração fosse triturado novamente pela Lily. Antes de ser magoada pela mesma, tinha uma percepção tão doce do amor, acreditava no sentimento, acreditava que ele podia mudar o mundo. Permitia-se amar e ser amada. Mas, então, o seu mundo caiu e ela constatou com muita dor que o que movia o mundo não era o amor, mas sim o dinheiro.

Desde então, nunca mais foi a mesma.

Quase morreu de ciúmes e enlouqueceu de dor, quase se tornou intolerante com tudo e com todos. Desacreditou do amor e adquiriu uma desconfiança para todas que se aproximasse dela. Droga! Tinha até contratado uma namorada de aluguel por ter se tornado um iceberg por dentro e não ter desencadeado um relacionamento de verdade por não se permitir mais.

Ao lembrar-se de Regina, fez menção de ir até a latina, mas foi impedida de passar por Lily que a segurou no braço.

O primeiro pensamento que Emma teve foi de puxar o braço por sentir asco por ser tocada pela traíra, mas controlou-se. Agindo racionalmente, virou-se para Lily, olhando-a de perto, bloqueou qualquer sentimento que pudesse ser revelados dos seus olhos. Os esverdeados tornaram frios e impessoais. Uma grande parte de Emma amava a Lily – ou ela achava isso – mas estava muito magoada e não tinha sido capaz de perdoá-la por tudo, nem sabia se conseguiria, pra falar a verdade.

– O bom filho a casa retorna. Seja bem vinda, Emma. – Lily disse amável, bastante doce, então abraçou a loira, enterrando o rosto no pescoço alvo. – Meu Deus, como é bom sentir novamente o seu cheiro. O meu coração está em festa por vê-la.

Emma respirou fundo, indecisa se retribuía o abraço ou não, até que passou um braço pela cintura de Lily retribuindo o abraço tão apertado que os seus batimentos cardíacos aumentaram consideravelmente e sua respiração tornou-se quase insuportável. Lily continuava com o mesmo cheiro delicioso de sempre, sentiu vontade de afundar o rosto no pescoço dela e inalar todo o cheiro até ficar tonta, mas...

Reuniu um pouco de orgulho para não fazê-lo. Os seus olhos vagaram até que se focaram em Regina que estava com o rosto tingido em um vermelho escaldante. Os olhos achocolatados estavam com aquela pintada de vermelho bem nas íris, a latina lançava olhares furiosos para loira, os punhos da mais nova estavam cerrados.

Regina estava furiosa! Isso aguçou não apenas a curiosidade de Emma, mas como também incendiou a vontade de beijá-la, principalmente porque os lábios carnudos estavam entreabertos, e a latina respirava pela boca.

Isso foi o suficiente para que Emma perdesse completamente o interesse em Lily e saísse do transe que era a ex na sua vida. Afastou-se delicadamente, mas a Lily beijou intimamente o canto de sua boca, fazendo a Emma gelar e os olhos de Regina quase saltarem das órbitas.

– Olá Lily, é bom vê-la também. – Emma soou fria, distraída, mas por dentro estava um emaranhado de confusão de emoções e reações. Não esperou por uma resposta e foi de encontro da sua suposta namorada, tocou o rosto da latina, percebeu que Regina tinha retraído o rosto, a loira lançou um olhar que ordenasse que ela ficasse relaxada. – Você está bem?

Regina e Emma se encararam.

– Só estou um pouco cansada da viagem... – Regina respondeu suavemente, mas os seus olhos estavam irritados e acusadores.

Escutaram passos firmes, em seguida a porta do vidro se fechando com toda força.

– Ainda bem que o vidro bastante reforçado, se não, estaria todo espatifado no chão pelo ódio que foi fechada. – Zelena comentou com sarcasmo.

Emma olhou para a irmã que estava rindo divertida com a situação, depois sentiu uma ardência em sua mão por conta de uma tapa estralada, retornou a sua atenção para a Regina que agora não disfarçava a raiva que estava sentido.

– Para o quarto, agora! – Regina ordenou passou por ela. – Quero falar com você. – Avisou ao alcançar as escadas.

– Ela está furiosa. – Zelena murmurou.

– Eu sei. – Emma suspirou.

– Estou começando a achar que não é apenas tensão sexual que existe entre vocês...

– Como assim? – Emma perguntou voltando a olhar para a irmã com o cenho franzido.

Zelena abriu a boca pra responder, mas um grito no alto da escada, a fez calar.

– Você vem ou não? – Regina gritou aos plenos pulmões. – Eu não sei aonde é o quarto!

Com um breve olhar preocupada, Emma recebeu umas tapinhas de condolência nas costas de sua irmã quando foi em direção da escada. Era hora de enfrentar a fera!

 

(...)

 

 

 

Regina queria ir embora! Nem tinha feito uma hora que tinha chegado e achava que tinha passado por coisas demais. Primeiro, estava com a Lily entalada na sua garganta, toda aquela humilhação que escutara não ficaria assim. Não seria humilhada gratuitamente!

Permitiu que Emma passasse em sua frente. Regina estava com tanta raiva que desejava que a loira tropeçasse naqueles saltos e batesse com a cara no chão, uma deformação seria perfeito naquele rosto bonito, seria a cereja do bolo para a latina.

Emma abriu a porta do quarto e abriu caminho para que Regina que entrou rapidamente. O quarto era luxuoso como os demais cômodos da casa. Mas o que prendeu atenção da latina não foram os móveis luxuosos e sim a cama enorme e bem acolhedora, engoliu a seco ao pensar que teria que compartilhar a mesma cama com a loira.

As malas de Regina estavam empilhadas e aparentemente vazias, tudo indicava que a empregada tinha arrumando as roupas no closet. Nada mal. O lado bom de ter dinheiro era não se preocupar com esse tipo de coisa. A sua nécessaire com os seus produtos higiênicos e íntimos estava em cima da penteadeira.

Apenas um breve relato mental.

Virou-se para Emma que estava encostada à porta, parecia que estava a analisando, rapidamente Regina lembrou-se do porquê ter chamado a loira para o quarto e o motivo não era nada atraente, recordou-se de sua fúria.

– Desde quando me beijar fazia parte do nosso contrato? – Regina a olhou irritada, os olhos faiscando enquanto falava. – E que história é essa de dormimos no mesmo quarto? Você não me disse nada disso, nem cogitou a hipótese! E aliás, que é essa Lily? – Aproximou-se de Emma, cega de raiva. – Escute bem que eu só vou falar apenas uma vez... Eu não vou receber desaforo daquela idiota metida a besta, vou logo lhe avisando, que dá próxima vez que ela ousar me humilhar, não vai ter conversa, vou descer do salto e vai ter barraco! Aliás, nem mesmo bronca sua eu vou engolir, tá me entendendo?

As narinas de Regina estavam inflamadas e sua respiração acelerada, a raiva saia pelos poros, estavam de frente a frente com a loira. Os seus olhos encontraram-se, era pura energia e fúria.

Emma estava achando uma delícia vê-la assim, tão furiosa, tinha algo em Regina que a deixava fissurada. Sua irmã tinha total razão ao dizer que a latina não fazia seu estilo, mas, a maneira que o seu corpo respondia e a fome distinta que Regina causava em si, dizia que sim, a latina era do seu estilo. A loira sempre gostou de mulher temperamental, resolveu que tinha que provocar mais ainda a latina, queria vê-la ir até o limite.

– Não fizemos contrato. – Emma sorriu, mostrando o seu sorriso perfeito que até mesmo os dentes levemente tortos o tornava absurdamente charmoso. – E se me recordo bem, eu disse “sem contato físico exagerado”, não acho que um beijo trocado não vai macular a sua imagem, e sobre dormirmos no mesmo quarto, reclame com a minha mãe, não tenho nada a ver com isso... – A loira deu de ombros. – E sobre Lily, não gaste o seu tempo nem energia com ela, não vale a pena, se ela lhe incomodar muito, me diga que converso com ela.

Regina soltou uma risada sem humor.

– Vai conversar com ela, como? Exibindo sua expressão patética e apaixonada ao olhar para ela? – Regina perguntou com raiva, estava blefando sobre o apaixonada, mas odiou ter que assistir aquele momento encantado das duas. – Mesmo não sendo a sua namorada de verdade, não admito ser taxada de corna. Ouviu bem? Quero respeito e você me deve ele!

Emma começou a se irritar, o tom de voz de Regina a deixava louca da vida. E não se recordava de ter sido desrespeitosa.

– Desde o primeiro momento que a respeitei, se quer tanto se passar por minha namorada que faça por tal e deixe de ser tão apática! Principalmente quando eu fizer carinho em ti, não precisa ficar com a cara de virgem assustada quando a beijo ou fizer menção de beijá-la. Você nem convence a si mesma, imagina a mim ou as outros. – Emma soltou recordando-se da Zelena. Fugiu um pouco do foco da discursão, mas não queria tocar no assunto Lily.

Regina fechou a cara, se antes estava irritada, agora sentia vontade de matá-la. Virgem assustada? Isso era uma afronta.

– Quem você pensa que é pra me chamar assim, sua babaca?! – Gritou para Emma que arqueou a sobrancelha em sarcasmo. – O fato de eu não querer que me beije ou me toque não me faz uma virgem assustada, eu só não quero que o faça!

– Mentirosa! – Emma falou um pouco mais alto, desencostando-se da porta e ficando mais próxima de Regina. – Você quer sim que eu a beijei e que a toque, os seus olhos e o seu corpo me diz isso... – Ela abaixou o tom, sentindo o desejo aflorar por estar tão próxima da loira. – Está vendo como o seu corpo se move para junto do meu? Como os seus lábios se entreabrem a procura dos meus? – Encaravam-se firmemente, sem nem ao menos piscar, a voz de Emma estava extremamente rouca, que deixava a Regina louca de vontade. – Você me quer... Posso escutar todo o seu ser clamando por mim.

Feiticeira! Era isso que Emma era, uma feiticeira porque a Regina sentia-se enfeitiçada por ela. Era egocêntrica também, mas a loira tinha razão em tudo que tinha dito, mesmo que a latina não quisesse admitir. Viu a Emma aproximando mais o rosto, tocando os lábios macios contra os dela. Era o paraíso, se Regina não tivesse tão irritada e ainda queimando de ciúmes pela cena que presenciou entre Emma e Lily. Não seria o brinquedinho de ninguém.

E esse pensamento que se afastou e esbofeteou o rosto de Emma, que a olhou bastante surpresa. A loira levou a mão até o rosto que estava vermelho e com a palma da mão de Regina bem desenhado na bochecha pálida, um brilho de fúria clareou os olhos esverdeados.

– Você está proibida de me beijar! – Regina gritou fora de si. – Está muito equivocada em relação a mim, e se você ousar me tocar novamente, eu vou...

– Vai o quê? – Emma esbravejou interrompeu a Regina, como também a assustando. A loira estava furiosa, deu um passo à frente, sua respiração tão acelerada que sua fala se partia um pouco. – Eu vou beijá-la quando bem entender e quando estiver com vontade porque é isso que eu quero e é isso que você também quer! – Foi se aproximando mais, intimadora, Regina foi andando para trás, sentindo-se cada vez mais ameaçada. – Paguei dez mil reais para que se passasse por minha namorada e na frente da minha família é mais que sua obrigação cumprir o seu papel. Se eu a beijar, retribuía e sorria no final, porque se não fizer isso... Eu a arrastou para esse quarto e farei tudo que eu tenho em mente, entendeu? – Claro que Emma estava blefando, jamais faria algo que desrespeitasse ou ferisse a latina, jamais faria algo que não fosse consensual.

Regina andou para trás até que sentiu as suas panturrilhas baterem na cama, obrigando-a parar. A sua frente estava a Emma que tinha a acompanhado o seus passos. Parecia uma mulher primitiva, isso assustava e também excitava a latina. Nesse momento, não duvidava nada de Emma, mas não daria o braço a torcer.

– Você não seria capaz... Se fizer ao contra mim, eu a denunciarei por estupro! – Regina ameaçou com o queixo erguido.

Emma deu um sorriso malvado, presunçoso. Segurou o queixo de Regina que estremeceu com o toque. A latina estava tão entregue...

– Não é estrupo quando é consensual.

– E quem disse que é consensual? – Regina questionou com a voz trêmula.

– Isso...

Emma não terminou a frase porque os seus lábios captaram os de Regina num beijo quente que Regina gemeu totalmente entregue, e correspondeu com todo desejo do seu ser...

 


Notas Finais


Perdoem-me os erros.


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