História What If You Hurt Me? - Capítulo 30


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Categorias EXO, Kris Wu, Lu Han
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Zhang Yixing (Lay)
Tags Chanbaek, Jongdae, Kaisoo, Máfia, Romance, Xiuchen
Visualizações 17
Palavras 2.039
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - 93 Million Miles


Fanfic / Fanfiction What If You Hurt Me? - Capítulo 30 - 93 Million Miles

Su Jin observava as nuvens do outro lado da janela do avião, imaginando como seria se pudesse voar como os pássaros lá fora. Tinha a noção de que se sentiria livre, embora nunca estivesse livre de verdade. Respirou fundo e desviou rapidamente o olhar para Jongdae, que dormia tranquilamente ao seu lado. Tinha a sensação de que seria a última vez que presenciaria aquela cena. 

Fechou os olhos e escorou a cabeça no apoio do acento, apreciando o fim da música que soava pelos fones de ouvido que a ajudavam a esquecer as preocupações. Querendo encontrar um certo conforto em suas lembranças, Su Jin se concentrou nos momento em que a paz reinava em sua casa e se trancou dentro deles. 

Não demorou muito para adormecer, se perdendo nos sonhos que mais pareciam lembranças de uma vida pacata que ela sabia que não conseguiria recuperar. Quando acordou novamente, sentiu um aperto no peito ao se dar conta da música que estava tocando. 93 Million Miles do Jason Mraz. Era irônico aquela música estar tocando justo naquele momento. Faltavam poucas horas para o fim da viagem e a ansiedade parecia crescer cada vez mais dentro dela. 

Meu pai irrefutável me disse: 

Filho, as vezes a vida pode parecer obscura,

Mas a ausência da luz é uma parte necessária 

Apenas saiba que você nunca estará sozinho 

Você sempre poderá voltar para casa...

Su Jin se perguntava qual era realmente sua casa, detestava o fato de se sentir tão para baixo com a ideia de deixar Las Vegas e voltar para Seul. Deveria se sentir feliz, não é? Afinal sua casa era Seul, não era? Respirou fundo e revirou os olhos, afastando aqueles pensamentos de sua cabeça. Odiava aquele tipo de crise.

Quando finalmente saíram do avião, Su Jin sentiu Jongdae segurando sua mão e agradeceu mentalmente por isso. Estava tremendo de ansiedade da cabeça aos pés.

—Vocês dois, mudanças de planos. – Disse Kyungsoo, se aproximando em passos largos de onde pai e filha estavam sentados. – Yixing disse para irmos ao escritório dele primeiro. Se ele for limpar nossa barra, precisa saber exatamente tudo o que aconteceu. 

—Tudo bem, vamos. 

Os três entraram em um dos poucos táxis vagos que haviam fora do aeroporto e Su Jin se pegou agradecendo mentalmente pelo encontro entre Jongdae e Minseok ser adiado. Estava com medo da forma que o mais velho poderia reagir. 

[...]

—Pronta? – Yixing perguntou, se sentando de frente para a garota na sala que usava para fazer interrogatórios. 

—Acho que sim...

—Comece me contando sobre como foi sua infância. – Sugeriu. – Apenas para eu ter uma noção de onde começar.

—Eu não tive uma infância, Xing. Tive que amadurecer muito cedo porque meu pai e eu nunca estavamos realmente seguros. Eu tinha que me proteger e ajudar a proteger ele e minhas irmãs. Chanyeol tentava manter o meu lado infantil vivo o tempo inteiro e... se eu sei o que é infância, é por causa da insistência dele. – Su Jin respirou fundo antes de continuar. – Agora pensa comigo, com quatro anos vi Suho matando uma pessoa para me salvar, com cinco tive minha primeira aula de tiro e luta, com seis anos tomei um tiro para salvar o meu pai. Como você acha que minha cabeça ficou depois disso? Lembrando, quando minha vida normal começou eu estava prestes a fazer sete anos. Foi só aí que uma parte de mim viu que estava tudo bem agir feito uma criança e deixar o Minseok pensar que eu não podia me defender. Antes disso, se vissem que eu aparentava ser uma criança indefesa, me usariam contra o meu pai na hora. 

—Então todo esse tempo você estava se escondendo? – A pergunta de Yixing saiu mais como uma afirmação e Su Jin acenou positivamente. O mais velho ficou em silêncio por alguns segundos antes de continuar. – Sehun me contou que você não é filha do Jongdae...

—Sou sobrinha.

—Minseok sabe? 

—Não... 

Alguns minutos se passaram e as perguntas continuaram, enquanto Yixing montava uma estratégia para sumir com o rastro dela e dos outros. Aquilo era contra tudo o que sua profissão representava, quebrava o juramento que fez ao se formar, mas parecia valer a pena. Não era novidade que Yixing era um amigo leal, leal demais, e aquilo era sua maior qualidade. Porém também poderia dar um fim à carreira e a vida dele. Mais uma coisa que não só todos sabiam como também temiam.

—Quem de vocês matou aquele homem?

Su Jin se mexeu desconfortável na cadeira e respirou fundo antes de responder:

—Não sei. Queria que tivesse sido eu. 

—Queria? – Yixing a lançou um olha que parecia conseguir enxergar sua alma. – Tem certeza? 

—Voce viu o corpo do meu pai, não viu? Deve ter notado que não só atiraram nele como torturaram. – O rosto de Su Jin se tornou totalmente inexpressivo enquanto ela falava. – O que eu mais queria era fazer a mesma coisa com aquele cara. Não duvide disso. 

Por alguns segundos, Yixing se encontrou sem palavras e Su Jin não demorou muito para notar isso. Era a primeira a vez que havia sido tão sincera sobre quem realmente era ou sobre o que realmente havia se passado na sua cabeça quando ficou frente a frente com o cara que mandou matar seu pai. 

Era nova? Sim. Deveria pensar ou fazer aquele tipo de coisa? Claro que não. Porém Su Jin não se importava nem um pouco com a sua idade ou com o que deveria ou não fazer, principalmente quando tudo envolvia Daehyun. Algo havia mudado dentro dela no momento em que viu o corpo sem vida de seu pai, era como se uma parte sobria houvesse despertado dentro de si. Naqueles dias tudo o que se passava em sua mente era vingança, principalmente quando estava sozinha. 

Olhou para Yixing, o analisando por alguns segundos até que ele percebesse os olhos dela sobre si e a encarasse de volta. Su Jin contou o que estava pensando e o que havia passado por sua cabeça nos dias em que estavam em Las Vegas. Se o chinês havia se assustado com aquelas confissões, conseguiu esconder atrás de uma expressão um tanto compreensiva e dos conselhos que deu a menina. Su Jin não tinha ideia do motivo de ter dito tudo aquilo a ele, apenas disse e foi grata por ter tido coragem para dizer tudo aquilo em voz alta. Não sabia se o investigador iria guardar tudo para ele ou não, mas também não se importava muito.

—O que você pretende fazer agora? – Perguntou ele. 

—Colocar minha vida nos trilhos? – Su Jin deu de ombros fazendo uma careta. – Primeiro eu preciso ver o que vai acontecer com o Jongdae e o Minseok.

—E se... você sabe. 

—Se eles se separarem, eu acho que supero. – Apoiou os braços sobre a mesa enquanto girava a caneta de Yixing entre os dedos. – O que eu não quero é outro pai. Três 'tá ótimo. 

—Luhan? – Su Jin assentiu. – Acha que o Minseok faria isso? 

—Sei lá, Xing... Meu irmão disse que está preocupado com a aproximação dos dois e ele confia muito no Minseok. 

—Tem falado com o seu irmão? – Yixing perguntou, franzindo o cenho. – Como? 

Su Jin sorriu fraco e tirou o celular do bolso, colocando em cima da mesa.

—Sempre desconfiei que aquele garotinho sabia de algo a mais. 

Antes que a mais nova pudesse responder, o som de um celular tocando invadiu a sala. Yixing rapidamente levou uma das mãos até o bolso e retirou o aparelho de lá, olhando para Su Jin brevemente antes de atender. 

—Que horas que ele chegou?... Ah... Pode deixar, mas fala com o Jongdae primeiro.

Su Jin arqueou uma sobrancelha, esperando o mais velho finalizar a chamada para poder perguntar o que estava acontecendo.

—Minseok está na sala ao lado, falando com o Jongdae. – Disse Yixing, vendo a expressão da menina se tornar preocupada. – Min Hye e Taewon estão aqui também. Quer ver eles? Acho que vai ser bom para você...

—Claro. Você pode deixar eles entrar? – Yixing assentiu, juntando suas coisas e se levantando. 

—Ah... Xing. 

—Sim? 

—Obrigada. 

—De nada. – Yixing sorriu fraco, antes de sair da sala.

Su Jin não estava agradecendo somente por ele ter limpado qualquer rastro das coisas que ela, Jongdae e Kyungsoo fizeram em Las Vegas, mas também pelos conselhos que havia dado e por ter escutado todas aquelas coisas sombrias que ela tinha a dizer.

Algumas batidas na porta a tirou de seus pensamentos e duas pessoas enfiaram a cabeça na fresta da porta, fazendo-a se levantar enquanto um sorriso surgia em seu rosto.

—Noona! – Taewon adentrou a sala correndo e praticamente pulou no colo da irmã. 

—Ai meu Deus, eu senti tanto sua falta! – Su Jin sorriu, apertando o pequeno em seus braços enquanto tentava segurar as lágrimas. Nem sabia porquê estava com vontade de chorar. – Vocês se comportou, né? 

Taewon assentiu, sem querer se soltar da irmã. Tinha medo de que ela fosse desaparecer ou ir embora de novo.

—Estou orgulhosa de você...

—Você deu o maior susto na gente. – Min Hye comentou, abraçando a amiga com cuidado para não apertar muito Taewon. 

—Foi mal... – Su Jin sorriu fraco, dando impulso com os braços para ajeitar a posição do irmão. – A propósito, valeu por deixar as pistas para eles. Pelo que me disseram você é uma atriz e tanto.

—Mereço um Oscar, okay? – Disse a mais velha, fazendo a outra rir. – Mentir para o Jongin até tudo bem, mas para o Yixing? Aquele homem consegue farejar quando eu estou mentindo.

—Triste. 

[...]

Um silêncio desconfortável se estabeleceu na sala no momento em que Minseok passou pela porta. Nenhum dos dois sabia exatamente o que dizer. Ambos tremiam. 

Jongdae notou que Minseok estava mais magro, haviam olheiras bem perceptíveis abaixo de seus olhos e parecia ligeiramente mais pálido. A culpa o atingiu como um soco no estômago. Sabia que seu desaparecimento prejudicaria Minseok, mas não esperava que fosse tanto. Sentiu seus olhos arderem, era a segunda promessa que estava quebrando. 

Aquele silêncio incômodo permaneceu durante alguns minutos, onde cada um parecia imerso em seus próprios pensamentos enquanto não conseguiam quebrar o contato visual. Estavam enxergando além dos olhos um do outro. Era a primeira vez que Minseok via Jongdae como ele realmente era. Ainda era o rapaz pelo qual se apaixonou, a pessoa com quem planejou viver o resto da vida ao lado. O único "porém" era o lado obscuro escondido por trás de toda aquela doçura e carisma, aquele lado que sempre esteve lá mas Minseok nunca enxergou. 

Agora ele enxergava e aquilo apavorou Jongdae. Nunca alguém além dos membros da família real havia enxergado aquele lado dele. 

—Você devia ter me contado... – A voz de Minseok soou quase como um sussurro. 

Jongdae fitou o chão e não disse nada. 

—Tem noção de quantas coisas passaram pela minha cabeça quando eu cheguei em casa e não vi vocês lá? – O mais velho continuou, dando alguns passos a frente. – Eu achei que você tinha desistido da gente, Jongdae... Eu achei que... Meu Deus! O que custava me contar? O que você achava que eu ia fazer? Te entregar para a polícia? 

Nenhuma resposta. 

Jongdae sentiu o impacto de suas costas contra a parede quando Minseok o empurrou e o prensou contra o concreto, mas continuou quieto. Sentiu algumas lágrimas descerem por sua bochecha ao ver que os olhos do outro estavam vermelhos. 

—Tem noção do que eu senti quando o Yixing ligou dizendo que acharam seu corpo? Meu mundo inteiro desabou, Jongdae! – Minseok praticamente gritou, diminuindo o aperto contra o peito de Jongdae. Estava começando a fraquejar enquanto lágrimas começavam a escorrer por seu rosto e odiava aquilo, pois queria colocar para fora toda a angústia que havia sentido nos últimos dias. – Eu realmente acreditei que tinha te perdido! 

—Me perdoa... – Jongdae murmurou, levando as duas mãos até o rosto de Minseok. – Me perdoa... 

Foi quando Minseok permitiu que sua muralha desmoronasse por completo e escondeu o rosto no peito de Jongdae, começando a soluçar e deixando que toda a dor e angústia presa dentro dele finalmente se libertasse. Jongdae o cercou com seus braços, o apertando mais contra si enquanto também chorava. Ver Minseok daquele jeito acabava com ele de uma maneira inimaginável. 



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