História What If You Hurt Me? - Capítulo 35


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Categorias EXO, Kris Wu, Lu Han
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Zhang Yixing (Lay)
Tags Chanbaek, Jongdae, Kaisoo, Máfia, Romance, Xiuchen
Visualizações 29
Palavras 3.219
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 35 - Start Again


Fanfic / Fanfiction What If You Hurt Me? - Capítulo 35 - Start Again

—Tudo bem? – Minseok perguntou, se apoiando no batente da porta do quarto de Su Jin. 

—Tudo... – Sorriu fraco, girando um envelope entre os dedos antes de se levantar e parar na frente dele, estendendo o envelope. – Meu pai pediu para te dar isso. Não o Jongdae... Daehyun. Meu pai biológico. 

Minseok arqueou uma sobrancelha, observando o envelope com uma caligrafia parecida com a de Jongdae. Resolveu que só o abriria quando estivesse sozinho, então esperou até anoitecer e os filhos irem para a cama. Sentado em sua cama, ficou alguns segundos encarando a carta em suas mãos, tentando tomar coragem para lê-la. O que Daehyun poderia ter escrito para ele? Os dois nem mesmo se conheciam. 

Com as mãos tremendo, desdobrou o pedaço de papel em suas mãos e começou a ler o que estava escrito nele.

"Olá, Minseok Hyung... 

Você não deve me conhecer(ou conhece, mas mesmo assim), eu sou o irmão gêmeo do Jongdae. Me chamo Daehyun. 

Acho que a essa altura do campeonato meu irmão deve ter te contado sobre quem ele era e o que fazia, então peço que entenda o lado dele. Jongdae só topou finalmente ter uma vida normal quando você apareceu, antes disso ele não queria sair do meu lado por nada nesse mundo. Sou grato a você, hyung, porque acho que meu irmão não estaria vivo agora se ainda estivesse levando a mesma vida que eu.

Mas enfim, o motivo que estou escrevendo isso não é exatamente o Jongdae e sim a minha filha, ou nossa já que vocês que estão criando ela. Quero agradecer por isso, por você ter aceitado cuidar dela mesmo que não fosse sua filha. Sim, eu sou o pai biológico dela. Eu, não Jongdae. Essa mentira também tem uma justificativa, só não sei se você vai acreditar nela.

Para que meu irmão saísse e tivesse uma vida normal, eu tive que jurar ficar na "família real" até o meu último suspiro. Isso quase matou minha filha. Sabe a cicatriz que ela tem? Foi feita por um tiro que ela tomou para me salvar. Nunca fiquei tão apavorado quanto naquele dia. Foi quando pedi para que Jongdae ficasse com ela, pelo menos até que fosse maior de idade. Su Jin sabia se virar, mas não tinha idade para se meter naquele mundo. 

Foi assim que ela entrou na sua vida, hyung. Foi assim que ela começou a experimentar uma vida normal. Vez ou outra Jongdae e eu trocávamos de lugar para que eu pudesse ver ela, mas nada que a colocasse em perigo como morar comigo. 

Só queria te agradecer por cuidar da Su Jin. Por ser o pai que eu não pude ser e que ela merece ter. Considerando as circunstâncias, acho que não vou ter tempo para te agradecer pessoalmente, então espero que eu tenha conseguido me expressar bem por essa carta.

De novo, obrigado por ser um bom pai para ela e um bom companheiro para o meu irmão.

Atenciosamente,

Kim Daehyun "

Minseok ficou alguns segundos apenas encarando o papel, pensando em como seria se Jongdae simplesmente tivesse contado quem ele era e o que sua família fazia. Será que estariam juntos agora? Sua reação teria sido diferente? Bom, não tinha mais como saber. 

Voltou a dobrar a carta e a colocou de volta no envelope, prometendo silenciosamente a Daehyun que continuaria cuidando bem da filha dele, embora não pudesse dizer o mesmo em relação a Jongdae. De repente, se sentiu arrependido por não ter ido se despedir dele mais cedo. Porém, o que diria? Não achava que tinha como os dois ficarem no mesmo ambiente sem que uma atmosfera pesada se estabelecesse. 

Não iria negar que ainda amava Jongdae e não achava que aquilo fosse mudar tão cedo. De qualquer forma, pensar naquilo não ajudava em nada. Enquanto se jogava na cama e fechava os olhos, pensava em como seria sua vida com seus filhos. Seria um novo começo de qualquer forma e novos começos, em seu ponto de vista, eram sempre bons.

Três Anos Depois

Su Jin não pensava que sua vida fosse voltar ao normal depois que tudo tivesse acabado e realmente não voltou. Teve que começar do zero em tudo que não fosse sua vida acadêmica. Os primeiros dias após a ida do pai foram complicados, a garota sentia o peso da culpa sobre seus ombros e aquilo estava a destruindo. Porém, assim que voltou a ir para a escola e ocupar sua mente com coisas do cotidiano, as coisas se tomaram um tanto mais leves e o fardo que carregava um tanto menos pesado.

Jongdae vivia trocando mensagens com ela e costumava aparecer em seu aniversário ou no do Taewon, porém ele e Minseok cortaram quase que completamente os laços. Aquilo machucava Su Jin, mas ela e Jongdae sempre souberam das consequências. O problema era que aquilo não tornava as coisas mais fáceis.

Su Jin sabia de todos os planos que Minseok fazia envolvendo a família toda e vê-lo desistir de tudo a deixava triste por ele. Mesmo que entre os dois nada tivesse mudado, ainda era estranho acordar pela manhã e encontrar somente Minseok... ou Minseok e Luhan, que estava praticamente morando lá. 

Luhan. Aos olhos da garota ele não era mais uma ameaça, já que não tinha mais o que ameaçar. Aprendeu aos poucos a conviver com a presença constante do chinês e até mesmo começou a gostar de tê-lo por perto. De qualquer forma, Luhan era um cara legal, ela apenas demorou para perceber isso. Ele sempre tentava se dar bem com ela e Taewon, o esforço era de certa forma comovente.

Porém, o ponto auge que fez Su Jin realmente abrir os olhos em relação ao chinês foi a conversa que tiveram nas primeiras semanas após a partida de Jongdae. Luhan disse que queria esclarecer as coisas, já que estava passando tempo demais com Minseok e confessou ainda ter alguns sentimentos por ele. Disse que não estava lá para substituir Jongdae, aquela ideia nem havia passado por sua cabeça, só queria que Su Jin e Taewon não o entendessem mal ou ficassem com raiva dele. Estaria bem se os dois apenas o considerassem como amigo.

Naquele dia, Su Jin se sentiu um tanto culpada pela imagem que tinha do rapaz. Ele estava tentando bloquear seus sentimentos por causa dela e de Taewon e aquilo estava longe de ser justo. Aos poucos, Luhan foi se tornando mais do que um amigo. Com o passar do tempo, Su Jin e Taewon foram o aceitando como membro da família e se acostumando a fazer várias coisas junto com ele. 

Porém, devido a um certo incidente, os dois voltaram a se afastar. Suas conversas naturais se reduzindo a apenas trocas educadas de cumprimentos. De início, foi um pouco complicado tanto para a garota quanto para Minseok, mas todo mundo se readaptou com o tempo. Afinal, não havia muito o que fazer já que Luhan não acreditava nela.

—Acorda! – Su Jin abriu um olho, tentando identificar quem era o ser humano irritante que a estava incomodando. 

—Sehun, eu acabei de deitar... – Resmungou, se virando para o outro lado. 

—Acabou de deitar? Você dormiu quase 12 horas. – Sehun puxou o cobertor da amiga, que se sentou na cama ainda com os olhos fechados. 

—Su Jin-Ah, nós temos que... – Mark adentrou o quarto, se interrompendo ao ver o estado da garota. Ele e os pais estavam passando um tempo na Coréia e o garoto não saia de perto da amiga, que até agradecia por isso sem que ele soubesse. – Jesus, você 'tá parecendo uma bruxa. O que diabos aconteceu durante a noite? 

—Obrigada pela parte que me toca. – Sorriu irônica enquanto coçava os olhos. – Por que estão me acordando às seis da manhã? 

—Primeiro, são seis da tarde não da manhã. E segundo, nós só temos mais dois dias em Busan. – Disse Sehun, a puxando pela mão enquanto Mark a empurrava para fora da cama. As vezes Su Jin se perguntava o motivo de ter apresentado os dois. – Prometemos ao seu pai que voltaríamos no final de semana.

—O que vamos fazer hoje?

—Ir para todos os lugares que nós ainda não fomos a noite. – Respondeu Mark. – Então se importa de se arrumar logo?

—10 minutos. – Disse Su Jin, se ajoelhado em frente a mala para escolher uma roupa.

Quando os dois finalmente deixaram o quarto, a garota arrumou a cama e se trancou no banheiro para tomar um banho. Era triste pensar que só tinha mais dois dias para aproveitar o que Busan tinha a oferecer, poderia facilmente se adaptar e morar naquele lugar. Quando chegou e foi até a praia, foi como se boa parte do peso que carregava tivesse saido de seus ombros. Se sentia melhor agora e agradecia por Minseok ter deixado ela viajar sem ele pela primeira vez.

Su Jin não sabia, mas os motivos de Minseok – que era um tanto superprotetor – deixar ela viajar com os amigos foram: A) Yixing fazendo a cabeça dele. B) O fato de a maior parte do pessoal ser maior de idade. C) A promessa de que ela e Mark não dormiriam no mesmo quarto, já que Minseok ainda desconfiava da amizade dos dois. E D) Mas não menos importante, o fato de que Su Jin sempre estava trancada no quarto e raramente saia.

Aquilo estava preocupando Misneok, que vinha notando mudanças pequenas, mas perceptíveis no comportamento da filha. Durante algum tempo, teve medo de que ela bloqueasse o mundo lá fora e se trancasse em sua própria mente. Porém, com a chegada de Mark, ela parecia mais animada e quase não parava quieta no quarto. Estava sempre tentando acertar o garoto com alguma coisa enquanto corriam pela casa. 

Naquela noite, todos os doze saíram para jantar e explorar Busan. Su Jin se sentia extremamente bem em ter seus amigos reunidos, todos ignorando temporariamente os problemas que o aguardavam quando voltassem para casa. Não tinham que pensar naquilo naquele momento, só tinham que se preocupar em aproveitar o que aquela cidade tinha a oferecer. 

Ao fim do passeio, quando estavam prestes a voltar para a casa que haviam alugado, Sehun, Ji Soo e Jaebum resolveram apostar racha sem avisar as pessoas que estavam em seus carros. Isso resultou em alguns gritos vindos de Taehyung – que estava no carro com Jaebum –, Hyuk invocando todas as divindades que se lembrava enquanto pedia para Ji Soo parar e Mark fazendo um escândalo.

—Sehun, você é policial e está apostando racha??? – Gritou Mark, observando o momento em que um carro ultrapassou Sehun. – Aquele é o Ji Soo??? Por que tem dois policiais apostando racha com duas pessoas inocentes dentro do carro???? Meu Deus, são três!!! Alguém liga pra polícia!!!!

—Mark, eles são a polícia! – Su Jin gritou de volta, achando graça da situação.

—Sehun!!! Eu vou te matar, Sehun!!! – Voltou a gritar, no momento que o rapaz fez uma curva brusca. – Ai, eu vou morrer!! Não foi para isso que eu vim para a Coréia!!! 

—Deixa de ser desesperado. – Sehun olhou para o amigo pelo retrovisor, vendo que este segurava o cinto de segurança como se sua vida dependesse disso.

—Da para focar na rua, por favor??? – Mark pediu, fazendo Su Jin e Min Hye gargalharem. – Kim Su Jin, Kim Min Hye, vocês me pagam.

Os três carros só pararam quando chegaram até a praia, acabou que quem venceu foi Sehun mesmo com Mark gritando em seu ouvido. Assim que todos estavam fora dos carros, o garoto quase vomitou enquanto os amigos riam da situação que o cabelo dele se encontrava. 

—Assim, eu amo velocidade. – Disse Lisa, se escorando no carro de Jaebum enquanto observava ele e Ji Soo colocarem uma certa quantia em dinheiro na mão de Sehun. – Mas avisar as vezes é bom.

—Eu só queria dizer... – Mark respirou fundo. – que eu odeio vocês. Que tipo de policial aposta racha?

—Esses três delinquentes. – Hyuk respondeu e só então os outros notaram o quão pálido ele estava. 

—Cara, você 'tá bem? – Kris perguntou, tentando conter o ar de riso.

—Olha, eu acho que morri e voltei. – Hyuk sorriu irônico. – Então eu estou ótimo.

—Taehyung? – Jaebum balançou o ombro do garoto, que havia gritado o caminho inteiro. – Tudo bem? 

—Hyung, ainda não acredito que não batemos naquele caminhão. – Disse inocentemente, fazendo o mais velho arregalar os olhos e colocar a mão na frente da boca dele. 

Hyuk fuzilou Jaebum com o olhar, enquanto Su Jin, Sehun e Su Min seguravam a risada. 

—Quase bateram em um caminhão? – Perguntou ele, fitando Jaebum como se o julgasse. 

—Quase, mas não batemos. – O mais novo o encarou, fazendo a melhor cara de anjo que conseguia. 

Hyuk ameaçou avançar em Jaebum, que se escondeu atrás de Soyoung enquanto os outros caíram na gargalhada. A relação de amor e ódio entre aqueles dois era comovente. 

—Acho que essa viagem fez bem para a gente. – Su Min comentou, apoiando os braços nos joelhos enquanto observava os garotos conversando próximo a água. – Tipo, todos nós juntos, tentando fugir um pouco dos nossos problemas...

—É a primeira vez que a gente parece um bando de jovens normais, fazendo uma viagem aleatória. – Su Jin completou, sem conseguir evitar o sorriso. – E é bom ver o Mark se dando tão bem com os meus amigos ao ponto de conspirar contra mim junto com eles.

—Aliás, o que rola entre você e o Mark? – Soyoung perguntou, esticando um pouco o corpo para a frente para que pudesse olhar para a amiga.

—Nada, mas todo mundo acha que a gente é praticamente casado. 

—Até o Minseok. – Min Hye completou. 

—Até o Minseok. – Su Jin concordou, revirando os olhos. 

—Mas você não sente nada por ele? – Perguntou Lisa.

—Não... – Fez uma careta, fazendo as amigas rirem. – É estranho pensar nele desse jeito.

—Eu acho que é porque você já se acostumou em ter ele apenas como amigo. – Soyoung sugeriu, dando de ombros. – Te entendo. 

As cinco continuaram falando sobre coisas aleatórias e muitas vezes Soyoung foi perguntada sobre seu relacionamento com Kris, já que muita gente – incluindo Su Jin – achava que o coração dele era praticamente de pedra. Ao longo da conversa, Su Jin correu o olhar pela beira da água e notou Jaebum um tanto afastado dos outros, que começavam a caminhar em direção a elas. Cutucou Su Min, avisando que voltava logo e foi até ele em passos lentos, tentando pensar se algo havia acontecido sem que ela percebesse.

—O que está fazendo sozinho aqui? – Perguntou parando ao lado dele.

—Só pensando... – Jaebum respirou fundo, fitando o horizonte antes de olhar rapidamente para Su Jin. – Todos eles são como você?

Fazia pouco tempo que o policial havia descoberto quem Su Jin realmente era e o que boa parte dos seus amigos faziam em Las Vegas. De início, ficou com raiva por não terem contado antes e começou a se questionar se deveria ou não prendê-los. As palavras da garota sempre vagavam por sua mente "Me pediu para ser sincera então estou sendo. Essa é a informação que você tem, agora faça o que bem entender com ela.". No fim, acabou que o rapaz escolheu não contar. Mais por amizade do que qualquer outra coisa. 

—A maioria. – Respondeu Su Jin, olhando brevemente para os amigos sentados na areia antes de desviar o olhar para a água.

—Isso é estranho... – Jaebum sorriu fraco, enfiando as mãos nos bolsos frontais da calça. – Eles parecem pessoas normais, por que têm esse tipo de vida?

—Para alguns de nós não é exatamente uma escolha. Alguns nascem lá dentro, outros simplesmente são adotados por membros da máfia... – Explicou. – A quantidade dos que entram por livre e espontânea vontade é bem menor do que você imagina, geralmente tem motivos como: dívida, vingança... Esse tipo de coisa.

Quem via os dois conversando tão abertamente sobre aquele assunto nem imaginava a briga que resultou da primeira vez em que tocaram nele. Talvez, se não fosse a insistência de Sehun, Ji Soo e Hyuk – que nem sabiam o motivo da briga –, os dois ainda estariam sem conversar. Eram pessoas orgulhosas e aquilo interferiu bastante. 

Ficaram mais algum tempo conversando enquanto Jaebum ainda tinha algumas dúvidas sobre como a Família Real funcionava e como ninguém nunca conseguiu pará-los. Mesmo confiando no amigo, Su Jin não respondeu às perguntas tão detalhadamente. Tinha que ser cautelosa ou poderia arruinar o império que o pai de Suho levou anos para construir.

[...]

Dias Depois

—Sinto falta do Mark... – Su Jin comentou, olhando a foto da tela de bloqueio do celular. Era a imagem dela e Mark tentando imitar uma pose que viram na internet. 

—Meu Deus, Mark hyung foi embora não tem nem uma semana. – Taehyung sorriu, tirando seus cadernos e livros da mochila. Su Jin adorava o fato de terem mandado o garoto para estudar em Seul, gostava de ter Taehyung por perto já que ele era bem diferente da maioria dos herdeiros. De certa forma, mesmo com o "título" que carregava, ainda era um tanto inocente. – Acho que é por isso que seu pai acha que vocês estão juntos. 

—Maybe. – Deu de ombros, girando a caneta entre os dedos antes de apontá-la para o material de Taehyung. – O que é isso? 

—Tenho prova hoje e amanhã. – O garoto soltou um suspiro cansado, coçando os olhos. – Tenho sorte que o Sr. Han me entendeu e me deu forga hoje.

Taehyung fazia faculdade de medicina veterinária e foi justamente essa faculdade que o trouxe para Seul. O garoto era completamente apaixonado pelo que estava aprendendo e não via a hora de se formar para abrir sua própria clínica. Dizia que tinha dinheiro o suficiente então não cobraria caro, muitas vezes nem cobraria. Sobre ser um herdeiro, bom, ele não queria pensar muito sobre isso, só queria seguir seu verdadeiro sonho que não envolvia tiros, drogas, jogatinas ou vingança. 

Quando o garoto expressava o que sentia sobre ser um herdeiro, Su Jin sempre fazia uma anotação mental de sumir com qualquer rastro dele como herdeiro quando voltasse para Las Vegas. Não sabia se assumiria o lugar de Daehyun ou não. Seu pai havia dado o direito de escolher, mas ela ainda não havia escolhido. Acreditava que só poderia decidir quando estivesse mais velha, mas não tinha ideia de que o tempo passaria tão rápido. 

Os dois ficaram algumas horas naquele café, ambos estudando e vez ou outra se ajudando em alguma coisa. Foi quando Su Jin recebeu uma ligação que fez seu coração disparar. 

—Está sentada? – Yixing perguntou do outro lado da linha, fazendo a garota encarar o amigo que mantinha um semblante confuso. 

—O que que aconteceu? – Perguntou, sentindo uma leve, mas incômoda falta de ar. Resultado da ansiedade. 

—Olha, você precisa manter a calma, tudo bem? Se desesperar não vai te ajudar em nada. – Yixing parecia estar tomando cuidado com as palavras, o que fez a ansiedade de Su Jin aumentar. – Aconteceu uma coisa e eu preciso que você vá para o hospital agora. Vão estar te esperando lá e vão te explicar o que aconteceu. 

—Por que você não me explica? 

—Porque eu não sei como explicar. – Su Jin percebeu o momento em que a voz do chinês falhou de maneira que só seria possível se ele estivesse chorando.

Algo grave havia acontecido. Yixing não chorava por nada e aquilo só serviu para a calma da garota ir cada vez mais por água abaixo. 


Notas Finais


Último capítulo, gente!!! Espero que gostem!

Ps: Ainda vou postar o epílogo e aí decido se vou fazer uma segunda temporada ou não.


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