História What is it? - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.529
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Am... Cool

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction What is it? - Capítulo 3 - Capítulo 3

Vejo que meu pai tinha me mandado mensagens na noite anterior...

"Papa: Filha, eu sei que você não vai me perdoar... Eu acho que vou arrumar suas coisas... Você deve querer se mudar... Não vou tocar nas suas roupas, se vc quiser pode vir hoje à tarde buscar as suas coisas... Te amo, viu...
- Enviado às 23:39, ontem -

Você: Eu vou buscar sim minhas coisas... Só que não hoje, e nem com o sr aí... Eu estou com um molho de chaves... Só deixa o portão aberto e eu busco minhas coisas... Eu tô bem, estou na casa de um amigo... Não precisa se preocupar...
- enviado às 11:26, hoje -"

Fecho as mensagens e abro um joguinho... Enquanto saboreio o café que me foi dado.. A mãe do Lucas chegou na cozinha com uma roupa de dormir, oferecendo um almoço, simplesmente em um restaurante que eu nunca tinha ouvido falar... Mas só pelo porte do nome do lugar eu percebi que era caro.

- Eu posso te emprestar um vestido, não é bem meu mas tudo bem você usar ele, é só hoje mesmo - A mais velha falou se dirigindo à mim, eu logo supus que o vestido seria da namorada do irmão do Lucas... Ela deve ter deixado aqui e tal, perdeu huahauhaua!

- Por mim tudo bem, vou tomar um banho então...

- Você pode usar o banheiro do meu quarto, já deixei o vestido lá dentro, e quando à você, meu filho, vá indo se banhar que vou separar uma roupa pra você! - Ela saiu dando ordem as coisas e eu em direção ao seu banheiro...

Passei brevemente pelo seu quarto e não havia ninguém, entrei no banheiro e um brilho descomunal invadiu minha visão, várias partes do banheiro tinham folheamento a ouro... Foi muito estranho entrar num banheiro assim... Fiquei com medo de bagunçar algo e ter que pagar... Parecia tudo muito caro. Tomei um breve banho me secando em uma toalha disposta em um dos ganchos folheados à ouro, coloco os vestido e me olho no espelho... Eu me achei bonita... Não sei se era efeito das bordas do espelho... Que adivinha, também folheadas a ouro... Só aquele banheiro deve custar mais que a casa toda. Fiz minhas necessidades básicas com as coisas que tinham no banheiro, quando saí a sra. Non, já estava me esperando sentada na sua cama. Acho que agora entendo o por quê de ela não deixar o Lucas usar aquele banheiro...

- Que linda... - Falou enquanto me encarava com um olhar de surpresa.

- Obrigada, eu acho... - Respondo timidamente...

- Vamos pra sala esperar o Lucas, o meu esposo já deve estar voltando.

A acompanhei até a sala e não demorou muito para que o Lucas saísse de seu quarto, ele trajava uma blusa branca com pequenos detalhes em preto nas bordas, uma calça social preta e um sapato em o que eu acho que é um azul bem escuro, seu cabelo penteado levemente para o lado. Lembro que sempre o comparavamos ao super man, era icônico.


Quando saí daquele quarto e avistei ela, naquele vestido branco com detalhes pretos, com seu cabelo não muito curto jogado sobre seus ombros, um salto baixinho que a deixara na mesma altura que eu. Demorei até para notar a expressão de minha mãe... Ela parecia muito admirada... E admirado devia estar eu, ela sempre teve ciúmes de minhas amizades femininas... Ela parecia querer que eu e Stefh ficassemos ainda mais juntos. Estávamos os dois surpresos com a expressão de minha mãe.


Quando voltei minha atenção à outra pessoa ali... Acabamos fazendo contato visual... Tio Jeje...


Que olhos!


Acho que me deixei me levar por meus devaneios, acho que a mais velha falava algo, mas nós não demos muita importância, só acordei de meus pensamentos quando o mais velho chegou buzinando à frente da casa, com seu carro vermelho vinho, é realmente bonito... Entramos e fomos grande parte da viajem até o restaurante em um silêncio que não parecia incomodar.

Em certo ponto do percusso notei que Lucas havia colocado seus fones e estava distraído na batida da música que nem me percebeu avançando em sua direção, chegando mais perto tiro um de seus fones e rapidamente o coloco em meu ouvido, à principio havia gostado da música, demorei alguns segundos para perceber que ele estava me fuzilando com seu olhar. Dou um sorriso de canto e enquanto ainda estou inclinada me equilibrando sobre minha mão direita, falo baixinho ao seu ouvido;

- Me permite ouvir algumas de suas músicas, senhor? Como sabes, não tenho fones, então achei uma boa ideia, para mim, usurfruir-me de seus fones. - Dou um leve sorriso ingênuo e anasalado, enquanto ele me olha com a cara de quem não foi convencido ainda.


Ela é realmente fofa buscando o que quer... Esse modo formal de falar quando quer persuadir... Ah como isso me incita... Vou ceder um fone pra ela... Só dessa vez, quando voltarmos vou arranjar um fone pra ela.

- Pode usar. - Digo indiferente enquanto percebo que ela fez uma breve comemoração, como se fosse uma criança ganhando um doce...

Ficamos alguns minutos ouvindo música enquanto o silêncio era entrecortado por breves diálogos entre os mais velhos.

- Chegamos... - Lucas sussurra de forma quase inaudível ao pé de meu ouvido enquanto retira levemente o fone.

Eu... Estava imaginando um lugar grande... E tal... Mas isso não é um "lugar grande"... É quase uma fucking mansão!

- Como é grande! Tem elevador? - Ironizei me dirigindo à Lucas.

- O pior, ou melhor, é que tem sim um elevador - Ele dá uma breve risada quando olha sobre o ombro e vê minha reação catatônica diante de suas palavras.

- Serião?! - Ele apenas lança uma afirmaiva com a cabeça à minha surpresa infantil.

Andamos até a entrada, da entrada para o ELEVADOR... E do ELEVADOR fomos guiados até a nossa mesa próxima à janela por quem me aparentava ser o garçom... Mais bem trajado que todos nós juntos... Andei o caminho todo até a mesa olhando e admirando as decorações espalhadas pelo restaurante.

Outro garçom veio até a gente com alguns cardápios, após nos acomodarmos em nossos respectivos assentos. Olhei brevemente o cardápio, notei que eu não sabia do que se tratava a maioria massiva dos pratos que estavam à disposição ali...

Cutuquei o Lucas até ele me dar atenção, e com um olhar confuso, sussurro ao seu ouvido, enquanto tapavamos nossos rostos com os cardápios que eram enormes.

- Eu... Não sei o que pedir... Me ajuda?

- Claro, você pode escolher só com base na imagem, todos são muito bons, mas se fosse pra te recomendar um, eu diria que esse - Apontou brevemente para um prato em meu cardápio.

- Sério? Você não vai me fazer um prato ruim e eu me ver forçada a comer, não né? - Ele me olha enquanto dá um sorriso descontraído, me deixando ainda mais confusa.

- Eu não faria isso, pelo menos não aqui. Eu gosto desse prato, vou até pedir ele também. - Disse em um tom confiante enquanto abaixava o cardápio a sua frente.

- Dois macarrons in the flor, por favor, um pra mim e outro para a moça ao meu lado. - Ele falava enquanto tocava a imagem do prato escolhido ainda olhando para o garçom, apenas o observei e assenti cada palavra.

- Vou querer um crêu from hell, por favor. - Informava a mais velha ao garçom que anotava tudo atentamente.

- Um Dois pi erre pra mim. - O mais velho disse rápido.  -- 2.π.R :v (dois pi erre hushuahah)----

- Algo para beber? - O garçom perguntou educadamente.

- Você bebe? - O mais velho perguntou se dirigindo à mim.

Na verdade o que eu faço eu não chamaria de beber... Sim.. Degustar, nunca consumo mais de meio copo de qualquer bebida alcoólica.

- Bebo. - Respondi simplória depois de poucos segundos em silêncio.

- Um bordô, suave, o mais antigo que vocês tiverem, de preferência. - A mais velha disse rápida e pausadamente. O garçom se retirou fazendo uma leve cara de desprezo e descaso, que só percebi por olha-lo de canto enquanto o mesmo se retirava.

Poucos minutos depois o mesmo garçom voltou com uma bandeja com o vinho, serviu à todos e saiu mais rápido do que voltou.

Depois de um tempo só em vinho, a comida chegou. Me surpreendi, a comida realmente foi boa, tudo foi bom... Mas, do meio pro fim do almoço, comecei a sentir vontade de chorar, só chorar como uma criança que não acha o brinquedo preferido.

- Lucas, pode abrir o notpad do seu celular rapidinho? Preciso usar... - Ele olha pra mim, encaro seus olhos, ele hesita brevemente, já puxando o celular do bolso da blusa social, que o deixa com cara de empresário, é icônico. Ele desbloqueia a tela e me entrega o celular com o aplicativo já aberto.

"Notpad;

Título:
Lembrete:


Quero chorar... :-: vc acha que ainda vai demorar muito?"

Devolvo o celular, ele rapidamente lê, sinto seus olhos em mim, quando o olho novamente ele parece estar digitando uma resposta.

"[...]

Eu acho que não... Todos já terminaram, posso pedir para irmos logo pra casa, de boa?"

Eu leio e respondo;

"[...]

Eu posso aguentar mais... Eu acho... Mas seria uma boa você pedir... E tal..."

Devolvo o celular e começo a brincar distraidamente com o garfo nos restos de comida no meu prato, ouço o Lucas dizer algo aos seus pais... Acho que era o pedido... Depois de uns dois minutos eles pedem a conta. Cinco minutos depois estávamos saindo do restaurante. Dois minutos depois eu estava agarrada às roupas do Lucas enquanto permanecia deitada em seu colo, ao longo dos bancos traseiros. Chorando. Muito. Felizmente pra mim, baixo.


Ela está tão vulnerável assim... Acho que todos já ficaram assim alguma vez. Tento de todas as formas que conheço demonstrar segurança à ela. Cheiro seus cabelos, a abraçando carinhosamente, sussurrando súplicas do nosso amor fraternal ao seus ouvidos. Sem perceber, eu também estava chorando, algumas lágrimas solitárias escorriam por meu rosto... E caiam na bochecha da menor aos meus braços.


Ele está chorando... O que eu faço? Faço algo? Não? ...

Me levantei ainda em seu colo, diminuindo a distância entre nossos rostos.

Ela vai fazer de novo? E AQUI?! NA FRENTE DOS MEUS PAIS?! Ela ainda está chorando... Por mais estranho que pareça, essa imagem dela tão próxima de mim, com lágrimas escorrendo por suas delicadas feições, é linda. Ela hesitou, e tocou meus lábios com os seus. Trocamos um beijo curto, mas foi o suficiente para acalmar a nós dois. Também o suficiente para deixar minha mãe com uma expressão que eu acho que era de surpresa e... Satisfação?! Ela se separou de mim lentamente, de olhos fechados e cabeça baixa.

- Olha só o que você está me levando à fazer, seu baka... - Sussurrei baixinho, com um sorriso sútil em meus lábios, eu apenas me deitei novamente em seu colo quando percebi a situação que estava ao meu redor. Dormi.

Ela me chamou de baka... E... O que foi aquele sorrisinho?

Se passaram alguns minutos e chegamos en casa, a pego em meu colo tentando não acorda-la.


Ele me pegou no colo?! O que ele vai fazer? Vou ficar parada fingindo que ainda durmo...


Carrego seu corpo vulnerável em meus braços, a deito em minha cama e saio do quarto... Volto... Fico em baixo do batente da porta. Me aproximo dela, dou um selo demorado em sua testa, finalmente saindo do quarto.


Hm... Preciso entender o que acabou de acontecer.... Como eu faço pra não surtar? Vou tentar dormir... Aquele idiota... Acabo dormindo com um sorriso bobo nos lábios.

Acordo com alguém me abraçando, é o Lucas. Ele sempre agarra tudo que está ao seu alcance quando dorme... E eu estou no seu alcance. Não é ruim, é só que ele sempre me acorda quando faz isso. Então também não é bom.

Ele me puxa para perto de seu corpo... Tá duro... Supimpa. Viro para o seu lado, tento acorda-lo, sem sucesso.

Começo a acariciar seu rosto, encosto minha testa na sua. Ele acorda, quando ele começa a abrir seus olhos pergunto:

- Você quer urinar? - Pergunto mordendo o lábio inferior, na intensão de umidecer meus lábios.

- Por que? Você tá com medo de ir sozinha? - Ele ironiza sem perceber a elevação em sua box.

Me aproximo lentamente de seu rosto, à milímetros de sua boca, podia sentir sua respiração lenta em meu rosto.

- Está duro - Vejo-o corar imediatamente, saindo da minha frente se pondo de pé próximo à cama, buscando equilíbrio com as mãos à frente de sua vergonha desnecessária.

Me jogo novamente na cama quando o mais velho sai do quarto em direção ao banheiro. Espero que ele tenha uma boa mira.

Pego meu celular para ver a hora. 20:33... Que horas eu havia deitado aqui? Será que eu consigo dormir mais ou já era? Ah... Estou entediada.

- Eu não sei se te agradeço ou se te bato. - O mais alto falava enquanto passava pela porta.

- Faz os dois. - Retruquei.

- É... Você é masoquista, não tem graça.

- Eu não sou masoquista, só sei que você não vai me bater. - Abro um sorriso ladino quando vejo sua cara de "desafio aceito".

- Cê dúvida?! - Indagava com um brilho nos olhos.

Subiu na cama, ficando ajoelhado ao meu lado, eu estava deitada, levantei e fiquei encarando-o, ele começa a rir, eu deito de novo na cama.

- Sabe se tem algum baralho por aqui? Pergunto tentando achar algo para me tirar do tédio.

- Acho que sim... - Fala enquanto se vira e vai na direção do guarda roupas
Retirando uma caixa de um compartimento alto.

Depois de alguns segundos remexendo a caixa ele me entrega uma caixinha de baralho.

- Torça para que existam cartas aí dentro. - Falava enquanto ironizava sobre o pouco peso da caixinha.

Abri e existiam sim cartas... Perguntei se ele queria jogar, ele dispensou, então fiquei jogando um jogo que gosto. Até o sono falar mais alto. Nessa hora, acho que eram umas 3:25... Não tenho certeza. Apaguei, já era segunda, pela manhã iria conversar com minha chefe, ia tentar pegar minhas coisas pela tarde... Com o Lucas, já que ele trabalha de manhã, preciso pegar minhas coisas da faculdade.


Acordo poucos minutos depois com o Lucas me abraçando como se eu fosse um ursinho, logo volto à dormir.



Acordo primeiro que ela, como eu ia trabalhar a deixei dormindo, com apenas um bilhete ao seu lado. Depois de me arrumar e comer algo, saio.


Ele saiu... Ia pedir pra ir com ele... Tô no tédio, bem... Vou falar com a Joise, minha chefe.

- Oh! Um bilhete... "Fui trabalhar, ah cê sabe o resto" - Depois de lê-lo começo a procurar meu celular para resolver meus problemas.

Felizmente ou não, Joice é uma pessoa bem flexível. E na época que estamos meus serviços na loja podem ser dispensados facilmente. Fica mais fácil.



Notas Finais


Meio muito grande... Mas meh vlw ae


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