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História What is love? - Fillie - Capítulo 44


Escrita por:


Notas do Autor


EU NÃO MORRI KKKKKKKK

******* EXPLICANDO MEU SUMIÇO**********

Leitores e leitoras de "What Is Love", primeiramente peço perdão por ter evaporado daqui ser ao mínimo ter dado alguma explicação, o que aconteceu foi que como eu estou no último ano do ensino médio, os professores resolveram me encher de trabalhos, tarefas, seminários e vários projetos que acabaram ocupando meu tempo, até demais, e acabou que eu não tinha tempo para escrever pois quando terminava estava cansada demais. Então eu primeiramente resolvi minha vida escolar para depois começar a escrever, e então veio um block em meu ser, pois teve dias em que eu não estava muito bem nem pra sair da cama, mas não se preocupem, eu estou melhor

E então veio essa merda do coronga vírus, sim, coronga mesmo, e as aulas pararam e eu resolvi que antes de voltar ao spirit iria escrever todos os capítulos até o 50 que é o último e somente então voltaria e aqui estou. Consegui me resolver e sim o final está escrito assim como todos os outros capítulos.

E como estamos parados decidi que publicar os capítulos pode ser uma boa forma de distração em tempos tão preocupantes como o que estamos vivendo.

Agradeço desde já os comentários do capítulo anterior, eu acabei de ler todos kkkkk amo vocês olha e é muito gratificante ver que vocês se importam com essa fanfic, eu amo vocês e boa leiturinha gente boa! Beijos no coração de todos!!

Capítulo 44 - Cap.43


Pov. Millie

Dezembro chegou e com ele o dia da apresentação. Noah estava mais feliz que eu e não parava de dizer que quem ia apresentar o vídeo e falar era ele, enquanto eu apenas entregaria os relatórios e fichas. Não reclamei, até porque não estava com a mínima vontade de falar em público.

Estávamos na sala, Finn não parava de bater a perna demonstrando sua ansiedade, fazia dias que Lisa não dava as caras e até agora ela não apareceu. E se ela não aparecesse quem teria que falar era Finn, e ele não estava muito confortável com essa ideia.

-Ei, fica calmo okay? Ela vai aparecer, relaxa – digo e coloco a mão em seu ombro

-E se ela não aparecer? Eu vou ter que falar na frente de todo mundo! – fala e começa a bater seus dedos na mesa, suspiro passando meus dedos em seu pescoço, ele me olha e tomba a cabeça para o lado em que eu estou, me fazendo rir fraco

-Se ela não aparecer, você vai na frente, fala o que sabe e fica olhando pra um ponto que te traga segurança,

-Você então....- sorrio e ele permanece me encarando

-Tá, eu então – digo e rimos – apenas finge que estamos sozinhos, no meu quarto, deitados na cama, conversando sobre o seu passeio ao aquário enquanto encaramos as estrelinhas do meu teto – digo calma e o menino sorri – agora me acompanha, inspira, expira.... – faço movimentos de inspiração e expiração e Finn me acompanha, e então sua perna aos poucos para de tremer

A professora que tinha pedido esse trabalho entra na sala dando bom dia, só dia né, quem gosta de acordar cedo? Finn me olha e eu apenas com um olhar lhe lanço conforto, mas acho que saiu engraçado pois ele apenas riu e estendeu a mão para que entrelacemos nossos dedos

-Bom dia turma, a apresentação dos pontos turísticos e históricos sendo essa a última nota do último trabalho do ano – fala e todos comemoramos – vejo que me amam – fala e rimos – iremos começar as apresentações por sorteio das duplas, se sua dupla faltou não tem problema, apresente e seu parceiro ou parceira perderá meia nota deste trabalho que vale 10. – ela explica e eu olho para Noah, que sorri abertamente – estou com as duplas nessa caixinha – ela fala levantando uma caixinha vermelha e começa a balançar – Wolfhard, pode fazer as honras? – ela lhe pergunta que sorri amarelo e confirma com a cabeça

-Brooke e Emmet – Finn fala em voz alta mas ninguém aparece

-Os dois faltaram, ótimo – a professora anota em seu caderno algo e o manda tirar outro papel, ele olha e sorri

-Millie Bobby Brown e Noah Schnapp

-IRRA, TODO MUNDO CALA A BOCA QUE É MINHA VEZ DE BRILHAR – Noah sai rapidamente da sua cadeira e todo mundo ri

-Pelo visto temos alguém animado aqui, isso é bom – a professora fala e Noah liga o projetor e chama a professora para falar sobre o vídeo

-Você vai falar? – Finn me pergunta enquanto eu organizo a papelada toda

-Não, só se ela quiser, o animadinho aí que quis – digo e ele ri – professora?

-Oi querida?

-Está aqui os relatórios e as fichas como a senhora pediu – digo me aproximando e a mulher sorri pegando

-Assina o seu nome e o dele aqui por favor – pede e eu confirmo com a cabeça

Assino nossos nomes e volto a me sentar em meu lugar, Noah coloca o vídeo e nossa cara aparece estampada no quadro branco, mas a luz forte nos impede de ver com nitidez

-Professora? Posso pedir para que desliguem a luz? Aí dará para ver melhor – digo e a mulher confirma – já volto – sussurro para Finn que apenas confirma com a cabeça e sorri

Saio das salas as pressas procurando por alguém que saiba onde desliga as luzes da sala, pego meu celular para ver se Sadie sabe, quando esbarro em alguém e acabo caindo ao chão, junto com a pessoa. Olho para a frente e me encontro com Louis, com o rosto cheio de tinta, começo a rir junto com ele

-Que diabos aconteceu com você? – pergunto rindo enquanto me levanto, espero o maior se levantar

-Pergunta pra aquela garota ali – aponta para trás e eu vejo Iris rindo com as mãos e rosto manchados de tinta, ela se aproxima de nós

-Trabalho de artes – ela responde – a professora mandou formarmos duplas para pintarmos um quadro, mas esse idiota acabou me melando toda! Idiota – fala e bate fraco em Louis que ri – vou me lavar, tchau bebê – fala e beija minha bochecha e por sorte não suja

-tchau flor – digo rindo e nego com a cabeça e volto a olhar Louis que a encara com um ar apaixonado – por que não namoram de uma vez?

-Porque ela não quer! – responde e suspira – ela me mandou parar de nutrir sentimentos e bla bla bla porque queria um tempo pra se amar, se cuidar....

-Bem, se ela quer assim não é você que vai força-la a nada né – digo e ele suspira confirmando

-Ah o amor é uma merda – responde e me olha, rio fraco – menos pra você né safada, você e o Wolfhard são dois foguentos – fala rindo e eu nego

-Nem é pra tanto – digo e ele arqueia as sobrancelhas – ah vai tomar banho, literalmente seu filhote de cruz credo

-Anã de jardim

-Paquita do capeta

-Toco de amarrar jegue – se aproxima rindo e eu dou um passo pra trás

-Vai se foder seu cara de cu com cãibra – digo colocando a mão na cintura e ele ri

-Por que é tão agressiva comigo Millie Milena?

-Seu mal hálito desperta meus extintos – digo e ele abre a boca

-Agora você vai ver sua pulguinha

-NÃO! – digo e Louis começa a me encher de cosquinha já que sua mão não tem tinta, ele pressiona meu corpo nos armários enquanto eu me remexo de tanto rir – PARA SEU GELINHO DE ESTRUME

-NÃO SUA FOCA ELETROCUTADA

O empurro com força rindo o fazendo se esbarrar justamente com Lisa, que cai cheia de papeis nas mãos, diria alguma coisa, mas sua aparência extremamente destruída me deixou tão perplexa que tudo o que falei foi uma pergunta se ela estava bem

-S-sim, desculpa Mills e...Louis – ajudo a menina se levantar enquanto Louis a encara sério, a ajudo a recolher os papeis espalhados, vendo que são as fichas sobre o aquário

-Tudo bem....a professora está na sala, mas ainda está na primeira dupla que é a minha, vai logo que ela te deixa entrar – digo e olho para Louis que me encara, ela apenas confirma com a cabeça e continua andando, mas antes, pega em meu braço para que eu não saia

-Finn veio hoje?

-Sim – ela confirma e então me solta, indo em direção a nossa sala, suspiro e olho para Louis

-Por que ela queria saber dele? O trabalho de vocês é hoje? – confirmo – cuidado Millie, essa aí não é flor que se cheire, e sim daquelas que a gente pisa e joga fora – fala e eu suspiro – vou indo boneca, antes que essa porra manche totalmente minha pele – ele sorri e corre até o banheiro

Suspiro e continuo caminhando, encontro um senhor e o peço para que desligue a luz da nossa sala até a campa bater e ele confirma com a cabeça, correndo volto a sala e quando entro todos me olham e Noah para de falar para me olhar, sensação horrível, dou um joinha e caminho rapidamente até minha carteira, vendo Lisa sentada nela

-Com licença Lisa, tá sentada na minha carteira por que?

-Precisava falar com Finn

-E já falou?

-Já

-Então ainda está aqui por que? – pergunto e olho para Finn

-Finn! – Lisa fala e eu encaro o moreno com uma sobrancelha arqueada e de braços cruzados

-Lisa, já decidimos o que faremos aqui, deixa minha namorada sentar por favor, seu lugar está vago ali – aponta para sua cadeira e eu encaro Lisa que bufa e se levanta. Me sento e encaro o vídeo passando para todos – tudo bem? – pergunta e eu confirmo com a cabeça sem o olhar

-Sim

-Está bem mesmo?

-Uhum

-Então fala que me ama

-Vai te fuder – digo e escuto uma risada sua

-O casal pode ficar calado ou terei que leva-los a diretoria? – a professora nos repreende e calamos a boca

-Obrigado prof – Noah fala e ri olhando para nós enquanto eu reviro os olhos

O vídeo é passado e a única maravilhada era a professora e Finn, pois o resto e até mesmo eu estávamos caindo de sono, reúno minhas forças para me manter acordada e encaro Noah que está me secando, por isso que estou com sede, ele se senta em minha frente e eu sorrio amarelo

-Está com sono bebê? – confirmo – então devia ter ficado em casa, sabe que eu dava conta sozinho

-Mas aí perderia metade da nota – digo e ele suspira

-Pra quem já tem o boletim de ouro, o que é meia nota? – reviro meus olhos e ele ri – acho que vamos ficar com dez, olha a cara da professora – encaro e a mulher sorrindo é engraçado

O vídeo é finalizado e Noah volta para falar coisas básicas e então termina tendo palmas de todos, a professora agradece e fala a nossa nota e claro, dez. Ele, feliz da vida volta pulando e me abraça sorrindo

-Somos fodas, sabia, sempre soube que somos uma boa dupla, eu sabia, sabia de tudo porque eu sempre sei – rio e novamente a professora pede para que Finn retire um papel da caixa. O cacheado congela e eu toco em seu ombro

-F-Finn Wolfhard e Lisa Jackson

-E quem vai apresentar?

-Eu professora – Lisa toma a frente e caminha até a mulher que sorri – Finn – ela o chama e o menino se levanta entregando os papeis

-Muito bem, ficaram ótimas – a mulher fala e eu sorrio, mesmo que Finn não me veja, me orgulho dele, demais – certo Jackson, pode começar

Meu namorado menos pálido se senta e como tem uma cadeira vaga atrás de si, me sento atrás, chego mais perto o abraçando por trás e escuto um sorriso se formar em seus lábios, beijo seu pescoço rapidamente para não sermos pegos e Finn coloca suas mãos em meus braços envoltos em seu pescoço, Lisa nos vê, suspira e revira os olhos

-Então, fomos..... – ela começa a contar e eu olho para Finn, que está de olhos fechados e encosta a cabeça em meu ombro

-Tudo bem? – sussurro

-Sim...se encontrou com Louis?

-Ah foi...estava indo procurar alguém para desligar a luz né, quando nos esbarramos no corredor...

-E estavam bem íntimos....- sussurra mas eu escuto

-Como?

-Nada bebê....coisa minha

-Você não tá bem né?

-Eu tô pequena, relaxa...- fala e faz uma careta de dor

-Não tô convencida, que foi?

-Só uma dorzinha de cabeça, nada sério

-Finn...eu tenho remédios aqui, quer um?

-Não anjo – ele abre os olhos e me olha sereno – eu tô de boas tá, fica tranquila – confirmo com a cabeça a contragosto e ele ri fraco voltando a fechar os olhos e repousar a cabeça em meu ombro

Fico fazendo carinho em seus cachos e olho devagar para Noah que me olha confuso e curioso, sibilo um “dor de cabeça” e Noah pega uma cartelinha de paracetamol em seu estojo

-Ele não quer – sussurro

-Mas tem que tomar – ela sussurra de volta

-Como se ele não quer? – falo quase sem voz e ele revira os olhos

-E quem disse que tem que querer? – fala no mesmo tom e eu olho para Finn, e sorrio ao perceber que o cacheado está em um sono profundo

-Dormiu – digo e Noah ri

-Dormiu ou morreu? – arregalo os olhos e coloco minha mão por dentro de sua camisa, toco delicadamente em seu peito, sentindo os batimentos leves de seu coração dando-me a sensação de alívio

-Amor.....aqui não - fala e eu me assusto retirando minha mão do local rapidamente, o fazendo rir fraco

-Finn toma isso – Noah lhe estende sua garrafinha com água – Millie me falou que está com dor de cabeça, água ajuda muito – encaro Noah confusa

-Não ajuda não – Finn fala e ri – mas aceito a água, a minha já acabou – ele pega a garrafinha ingerindo todo o líquido, olho para a mesa de Noah, vendo um tubinho branco de paracetamol líquido em suas pernas, sorrio e Noah coloca o dedo no meio de sua boca para que eu não fale nada – acho que minha boca está com um gosto estranho, meio amarga....

-É pode ser – Noah responde guardando a garrafinha e o tubinho de uma vez só

-Finn quer dizer alguma coisa? – a professora pergunta e só então nos damos conta de que Lisa já terminou sua apresentação

-Ah....não, Lisa já explicou tudo – responde tranquilamente e a professora com Lisa sorriem

-Venha aqui por favor – a mulher o chama e Finn se levanta indo até as duas

Enquanto a professora falava suas notas e observações, percebo Lisa tocando no ombro de Finn e ele desviando, depois tentou tocar em sua mão e o cacheado foi forçado a cruzar seus braços. Se eu pudesse, estaria fritando Lisa com raios laser agora, neste exato momento, só dela ter o atrevimento de tocar nele assim

-Em um multiverso, Lisa estaria morta pelos seus raios lasers – Noah sussurra e eu rio fraco

-Em um multiverso ela não existiria – digo e Noah ri – ou ela seria alguma espécie de parasita...ah nem sabe, essa vadia... – conto o ocorrido de minutos atrás, dela ter falado com o Finne Noah bufa

-Ai que diabos que essa fofoqueira nojenta apareceu do nada, brotou do inferno só pode – confirmo e encaro os dois de costas – quer que eu bata nela? Vou arranhar a cara dela todinha – fala e eu rio fraco

-Não precisa, deixa que eu mesma me entendo com essa desgraçada – digo e encaro Noah que está com uma sobrancelha arqueada

-Adoro

 

Pov. Lisa

A sementinha estava plantada, Finn Wolfhard, por mais que não queria, vai ficar pensando, lhe contei tudo o que vi, sem eliminar ou acrescentar nada e sei que ele ficou frustrado, afinal, nenhum namorado gosta de ver sua namorada rindo sozinha com outro, por mais que sejam amigos

A verdade é que sim, eu me apaixonei por Finn Wolfhard mesmo tentando convencer a mim mesma que era errado e que eu não podia fazer isso, mesmo dizendo a mim mesma que ele a ama e nunca irá me amar, me apaixonei pela sua voz no dia do show de talentos mesmo que a música não era dedicada a mim, me apaixonei pelos seus cachos, suas sardas, sua personalidade e sua beleza, sua risada, por ele, me apaixonei platonicamente e nada mais dói do que isso

As risadas, os melhores momentos não eram comigo e sim com Millie, sempre a Millie, Millie com os meninos mais bonitos da escola, Millie com Jacob, Millie ganhando os prêmios, Millie com o garoto novo, Millie amiguinha de todos, Millie, Millie, Millie, sempre a porra da Millie no meio.

Não ligava ou me importava mais, estava disposta a conseguir tirar Finn dessa menina, me fingi de boazinha e respeitosa, uma amiga, mas chega, cansei, eu o quero e ele será meu, nem que eu precise fazer algo além com Millie para que isso aconteça e para começar porque não envenenar um pouco uma mente tão insegura?

Nossa mente é um campo de batalha onde travamos lutas entre acreditar e focar ou não ligar e esquecer de uma vez, o que certamente não é o caso de Finn. Já notei que quando o assunto é Louis, uma súbita irritação e alteração o domina e será isso que irei usar em minha conquista

As apresentações foram passando assim como os tempos e já é intervalo, percebo Finn ir em direção a biblioteca e o sigo sem ser percebida, me escondo entre os livros somente para observar sua concentração no livro, seu maxilar bem definido, e seus lábios carnudos que falam alguma coisa sem emitir algum som

-Quer tirar uma foto de recordação? – escuto a voz irritante de Millie e suspiro, me viro a encontrando de braços cruzados e uma sobrancelha arqueada

-Millie não enche

-Não, não enche você, agora eu e você vadia, iremos conversar – ela segura firmemente em minha mão e me puxa com força

-Está maluca? Me solta – digo mas não consigo me desprender de sua mão que esmaga a minha

-Maluca? Você vai ver o que é ser maluca – responde entredentes e me arrasta para fora da biblioteca até o banheiro, o trancando

-EI – vou até a porta mas a mesma se coloca em minha frente me empurrando

-Primeiramente querida está vendo essas mãos? – ela fecha os punhos e mira em meu rosto, confirmo – eu já pratiquei vários e vários tipos de luta sabia? Se não eu posso te mostrar na prática e quebrar esse rostinho lindo, pois será a coisa mais fácil e simples de fazer – dou um passo para trás e ela ri – você vai ficar bem longe do meu namorado tá entendendo?

-Mills...

-É Millie pra você sua vagabunda, eu não quero ouvir você sua metralhadora de bosta, sua adiposa, acéfala esclerosada, o Finn é meu, meu namorado, e eu sou a namorada dele e você nunca irá ser enquanto eu estiver viva na porra desse mundo tá me ouvindo? Você não vai falar com ele a não ser em trabalhos SÓ se houver necessidade, não vai se aproximar dele, nem encostar com essa mãozinha doida pra ser decepada nele, e muito menos olhar para ele e se fizer sabe o que eu vou fazer com você querida? – eu estava assustada demais para responder então apenas neguei – eu corto esse teu cabelo, taco fogo em sua casa com você dentro e se sair viva eu te caço até o inferno pra acabar com tua raça

-Não pode me impedir de fazer isso

-Não só posso como vou, eu não tenho medo de gente mal amada como você, tenta fazer algo e eu te quebro toda, estamos entendidas? – ela estende sua mão e eu a encaro, com força ela me empurra na parede – estamos entendidas? – confirmo e ela sorri – agora iremos sair por este banheiro e você vai fingir que nada aconteceu – ameaça e eu confirmo com a cabeça

Saímos do banheiro e damos de cara com Finn que nos olha confuso, finjo estar calma quando Millie me olha sorrindo como se realmente nada tivesse acontecido

-Oi amor – ela fala doce e calma e eu só tenho vontade de sair correndo e vomitar

-Oi bebê, está tudo bem por aqui? – ele pergunta e me olha, e eu só queria que ele me chamasse de bebê

-Sim, só estávamos falando das apresentações, né Lisa – Millie fala e Finn a abraça de lado, colocando sua mão em sua cintura, suspiro, dói ver isso e então apenas confirmo com a cabeça

-Tenho que encontrar minhas amigas, tchau pra vocês – digo e minha voz sai seca e fria e sem ligar para as impressões, me retiro

Essa filha da mãe verá quem eu sou, se ela acha que ameacinhas irão me retirar de seu caminho está totalmente enganada

 

Pov. Finn

-O que aconteceu? – pergunto após perceber uma certa tensão em Lisa e Millie suspira vendo a garota sumir de nossas vistas

-Nada

-Uhum sei

-Sério – ela ri sem ânimo – vou encontrar Noah, você está melhor da cabeça? – pergunta me analisando e eu minto para não preocupa-la

-Sim – digo um pouco frio – vou voltar para a biblioteca, tenho que ver se tem um livro que eu quero lá – ela confirma desconfiada

-Como sabia que estávamos aqui?

-Vi as duas saindo de mãos dadas e estranhei, só vim ver se ela não estava causando algum problema – Millie ri fraco me olhando, suspiro

-Você não tá bem né – fala calma e eu a encaro – eu te conheço e você me conhece e sabe que eu vou querer saber o que está te afetando Finn – fala olhando em meus olhos, pego sua mão e a levo até perto da enfermaria, basicamente a levei para perto do local conhecido como “local do esperma” pois os jovens meio que fazem atos vulgares aqui.

Millie solta minha mão e cruza os braços ficando em minha frente, suspiro e olho para cima, precisava ver o céu e sentir outros ares

-Desculpe Millie... – apenas digo isto, e é o suficiente para que ela entenda que meu incomodo envolve ela e Louis. A morena fecha os olhos e encosta a costa na parede, suspira e abre os olhos, mas não me encara, apenas fita um papel velho no chão – Mills....

-De novo né Finn – fala calma, mas posso sentir tristeza em sua voz, coloco as mãos no bolso, e encaro meus pés – mais uma vez acreditando em palavras....e de novo, acreditando em palavras de Lisa, e de novo sendo afetado por elas...- olho para Millie e estremeço ao ver que me encara – quantas vezes iremos bater nessa mesma tecla Finn? – olho para meus pés

-Me desculpe okay? E-eu...eu não consigo...

-Você nem ao menos tentou Finn! Nem ao menos tentou não se deixar levar por meras palavras. – fala começando a irritar-se e eu apenas a encaro – eu estou me cansando disso...

 -Eu sei... – digo sincero a encarando. Ela encosta a cabeça na parede e suspira desfazendo seus braços cruzados a colocando assim como eu, dentro do bolso

-O que faremos então? – me pergunta e eu não sei o que responder

-Não sei Millie...- ela suspira e fecha os olhos, fico a olhando e vejo uma lágrima descer

-Eu não posso – ela fala e me olha limpando o rosto – não posso continuar...você me ama, eu te amo, mas toda vez isso? Tem medo que eu te traia Finn? – me encara e nega com a cabeça – me dói saber que prefere acreditar em Lisa, do que a mim, que sempre estive contigo, nos momentos bons, nos momentos ruins, sempre do seu lado, me entregando por inteira e ainda sim – ela para e olha dentro dos meus olhos – prefere acreditar nela...

-Millie...eu...

-Não Finn....não precisa falar frases repetidas – ela nega com a cabeça e olha o céu, e então olha pra mim com os olhos marejados – acho melhor darmos um tempo

-Como é? – pergunto incrédulo, tempo? Que porra de tempo?

-Precisamos Finn, pensar em nós, enquanto esse ciúmes ficar entre nós não tem como dar certo, pois não importa quantas vezes eu te diga que nunca haverá nada entre eu e Louis....você ainda sim vai acreditar no oposto, você fica com ciúmes de qualquer garoto que se aproxima de mim, isso não dá certo – Millie sai de onde está e caminha em direção a saída

-Mills por favor, não...- pego em sua mão mas ela a solta – não termina comigo! Nós, nós – digo desesperado, terminar com Millie? Não, não, não! Ela me encara, se aproxima de mim e suspira calmamente

-Não é o fim Finnie – ela fala doce e coloca as mãos em meu pescoço – não terminamos por aqui, é só....um tempo sabe, eu sinto muito, mas é o melhor, precisamos disso, eu sei que precisamos, você precisa – ela toca em meu rosto e eu fecho meus olhos sentindo seu toque – eu amo você com todas as minhas forças, mesmo nem sabendo direito o que o amor é, mas se for o que eu sinto, então é lindo – coloco minha mão por cima da sua, a ao abrir meus olhos, vejo Millie ficar mais perto, ela passa os braços pelo meu pescoço, enterrando sua cabeça em meu ombro, a pego pela cintura, a apertando em meu corpo e a tirando do chão, sinto seu delicioso cheiro...

-Por quanto tempo? – pergunto abafado em seu pescoço a fazendo rir fraco

-O que for necessário – fala calma, começo a balançar seu corpo a fazendo rir

-Okay, dou apenas cinco minutos então – falo e ela ri retirando seu rosto de meu ombro e me olhando com um sorriso engraçado  

-É sério Finn!

-Eu também estou falando – digo e ela me encara entediada – tudo bem Millie, desculpe

-Para de pedir desculpas! Inferno

-Desculpa – a olho e rimos

-Você é um idiota

-E você ama

-Amo – ela suspira

-Você quer mesmo isso? – pergunto um pouco mais sério e ela suspira confirmando, a coloco no chão – tem certeza Millie? Vai aguentar ficar por um tempo sem beijar a minha boca? Olha que pode ficar com saud....

Millie puxa meu pescoço aplicando um delicado beijo em meus lábios, coloco minhas mãos em sua cintura e com força a empurro para a parede, a fazendo gemer

-Fui com força demais? – ela confirma e ri – desculpa – ela me repreende com o olho – desc....aaargh – Millie começa a rir e eu sorrio voltando a colar nossos lábios

A ideia de que talvez esse beijo seja o último faz meu coração apertar. Já passei por muitas dores envolvendo o amor, mas nenhum até então tinha me tocado e marcado tanto como nosso. Saber que a partir de agora, passarei dias sem a chamar de amor, ou toca-la com mais ousadia, faz uma lágrima mínima querer escorrer, mas não posso...

Sinto suas mãos serem enterradas em meus cachos e com força e agilidade puxo seu corpo mais para cima, a fazendo passar suas pernas pela minha cintura. Coloco minhas mãos em sua bunda e peço passagem com a língua no beijo, o qual a morena libera sem hesitar

Afinal, se for o último, que seja o melhor né?

Após infelizmente nossos pulmões fraquejarem por falta de ar, com tristeza separo nossos lábios, nossas respirações estão rápidas demais, encosto nossas testas e roço nossos narizes carinhosamente, encaro seus olhos fechados e com uma mão toco em seu rosto

-Mills.....eu não posso, eu não vou aguentar...

-Pode Finn....- ela abre os olhos me encarando – iremos aguentar – fala e se solta do meu corpo, me afasto um passo à trás e ela sorri sem mostrar os dentes - eu te desejo o melhor Finn, e não se esqueça que por cima de tudo, ainda somos amigos – fala e me olha

-Idem – digo e ela sorri – e nunca se esqueça, eu amo você

-Idem – repete e eu rio fraco – você ainda acredita nas palavras de Lisa? – me pergunta e eu suspiro

-Não sei, ela me contou que vocês estavam rindo no corredor e tudo mais...

-Tudo mais...?

-Encostados no armário – digo e Millie ri

-Louis queria me sujar de tinta – ela ri e eu uno as sobrancelhas – aula de artes – esclarece – quando fui desligar a luz encontrei ele no corredor e estava sujo, aí começamos a nos provocar e ele me encheu de cócegas, só isso – fala e eu pisco várias vezes – ela distorceu a história né?

-Não, ela contou exatamente assim, mas, a forma que contou...me sinto um otário – digo sincero e Millie ri

-Claro que sente, você é um – abro a boca a Millie ri – ai, ai...vamos comer alguma coisa? Amigo – fala dando ênfase no “amigo” e eu rio um pouco alto

-Vamos amiga – dou entonação na palavra “amiga” e ela ri entrelaçando nossos dedos e só então saímos. Talvez dar um tempo pode ser bom, resolver meus pensamentos, tudo isso pode ser bom, assim como pode ser a pior coisa, mas, se ela estiver em meu lado, comigo, mesmo como somente uma amiga, eu aceito.

 

Pov. Millie

Mentir não, odiei o fato de ter que dar um tempo, mas Finn precisa ajeitar sua mentalidade e acho que deixar a relação de lado e ser apenas uma amiga possa funcionar. E ele concordou, vai ser difícil, mas eu farei isso, aceitarei ser a amiga, só para o ter por perto.

O intervalo passou voando, assim como os tempos e já chegou a hora de ir para casa, conto a Noah e Sadie do nosso tempo e Noah conta para Jack que conta para Jaeden, Sadie conta para Caleb que conta a Gaten que conta para Lizzy que conta a Iris que conta à Louis que agora me puxa para um canto

-Como assim terminaram? – pergunta sussurrando enquanto eu olho para nossos amigos conversando, menos Finn que está sério e nos olhando com suas mãos no bolso, volto a encarar Louis

-Não terminamos, só demos um tempo

-E de quem foi a ideia?

-Minha

-Besta

-Como é?

-Besta, ideia besta, isso é oportunidade para Lisa ir com Finn, ela vai perceber que vocês não estão agindo como namorados e vai aproveitar a oportunidade de fisgar teu homem – rio e ele revira os olhos

-Migo, eu e Finn não terminamos, então ele ainda é meu namorado, se ele ficar com ela então irá me trair e eu sei que é algo que ele jamais iria fazer, se ele me ama como diz então eu não tenho o que temer – digo tranquila e Louis nega

-Besta, para com isso e se resolvam logo – fala e eu rio – pera, então já que são só “amigos” – faz aspas no ar – eu posso te roubar sem que aja problemas? – fala e sorri

-Acho que....sim?

-Agora ficou bom, comprei tanto treco e não sei o que fazer com eles – fala e ri – vai pra casa comigo logo – fala e eu penso – vem Mills, eu te alimento – rio e concordo

-Tá, tá eu vou – ele comemora – Finn está encarando tanto a gente...

-Bora provocar? – fala rindo

-Tá doido? Não, não gosto de ver ele com raiva – digo e Louis suspira mas me abraça apertado, empurrando meu corpo para trás e me fazendo rir

-Você é tão pequena, parece uma criança de 12 anos

-Vai se fuder – chuto sua canela o fazendo grunir e escuto a risada alta de Finn, me viro e o encontro rindo de Louis e rio também, corro até os nossos amigos e Louis vem atrás

-Tavam fofocando sobre o que? – Jack pergunta

-Nada demais – digo

-Vai pra casa com a gente Mills? – Jaeden pergunta subindo em sua bicicleta e Finn pega seu skate

-Não, vou ter que suportar o Chernobyl aqui – aponto para Louis que abre a boca

-E eu já sei que vou ter que fazer compras – o encaro – tem um buraco negro no lugar do estomago – abro a boca mas Sadie me chama

-Oi amiga – digo me aproximando

-Você está bem? Digo, se separou do Finn...sei que é só um tempo, mas não se sente estranha?

-Eu não tô bem mana, mas sei disfarçar – rio sem ânimo – acho que será melhor assim, a gente vai se resolvendo aos pouquinhos sabe

-Eu espero – fala – vai mesmo pra casa dele?

-Vou – reviro os olhos – mais tarde nos falamos – ela concorda e me abraça

-MILLIE! – Louis grita meu nome e me viro o encontrando balançando as chaves do carro

-Ai credo, tá eu já vou – digo e me despeço de todos, olho para Finn e o hábito me faz o abraçar, aperto os olhos me culpando por algo que não devia ter feito, e sinto seus braços passando pelo meu corpo – sorry – digo me separando e ele ri, olha para minha boca e eu me viro – tchau gente – corro até Louis que soca meu braço levemente e eu o encho de tapas, e então corremos até seu carro – toca pro inferno motorista – digo e ele ri dando partida

 

Pov. Louis

-Millie o gliter – ela me olha aérea – me passa o gliter mulher – peço já que ela está na outra ponta do tapete e eu em outra, ela me entrega – tá bem?

Pergunto, chegamos em casa e eu tive que encher a barriga da garota caso contrário ameaçou me bater, e então começamos a preparar a decoração, mas até então Millie estava meio aérea, não falava nada, apenas fazia seu trabalho

-Tô sim, me passa a fita roxa por favor – lhe entrego e paro o que estou fazendo para lhe observar

-Tá não – digo e puxo os papeis de suas mãos e ela me olha – para um pouquinho, fala pro mano aqui o que está acontecendo – ela suspira e se deita no tapete, faço a mesma coisa, não estamos lado a lado, mas se virássemos nossos rostos ainda da pra ver olho a olho

-Finn – fala e eu suspiro

-Queria tá com ele agora?

-Queria

-Então por que não está?

-Porque eu sou idiota

-É mesmo

-Louis! – rio fraco

-Millie...já te falei, o ciúmes dele é excesso de amor fia, só isso – digo e ela suspira

-Eu sei, mas sufoca, me sinto presa, não me sentia assim com ele até essas crises de ciúmes, sabia que ele prefere acreditar em Lisa do que a mim? Que sou sua namorada? Não, não dá, ele tem medo que eu o traia cara, eu jamais faria isso com ele, o amo tanto sabe, e eu que já passei por tanta barra, eu que devia ter medo e não ele

-Na verdade ninguém devia né – digo e ela suspira

-Eu só acho muito chato tudo isso sabe, Finn sabe que eu o amo, caralho eu transei com ele depois de tudo que passei, ele me fez me sentir segura pra isso – resolvo me calar e apenas ouvir, tenho primas e sei que nesses momentos elas precisam falar – eu não tenho raiva disso, eu tenho é ódio, ciúmes, ciúmes pra quê porra? O que me irrita é ele acreditar naquela cretina do que a mim, poxa vida eu confio nele e por que é tão difícil ele confiar em mim?

-Mas ele confia...

-Mas não, ele continua acreditando nela, porra se acredita tanto nela casa com ela logo então caralho, saco isso, quero bater em alguma coisa – se levanta e eu me sento – preciso descontar minha raiva

-Vem comigo – pego em sua a mão a puxando para fora da minha casa

-Por que estamos indo ao seu quintal? – pergunta olhando enquanto pego uma telha e lhe entrego

-Toma isso – lhe entrego um telha, ela me encara confusa – joga em qualquer canto, na parede, no chão, só não joga na minha cabeça – digo e ela sorri – ali ó, tem um monte – aponto para a pilha de telhas – quando reformamos a casa sobrou e nunca usamos, pode jogar a vontade – digo e puxo uma cadeira me sentando e Millie observa a pilha de telhas

-Posso jogar onde?

-Na sua cabeça talvez – digo e ela revira os olhos, rio fraco – no chão, na parede, no ar, nas árvores, tanto faz, só expresse sua raiva, faz bem também jogar dizendo o que sente – digo e ela suspira analisando a telha em suas mãos

-Como sabe de tudo isso?

-Quero ser psicólogo – digo tranquilo e ela me olha confusa e eu rio – é, não é policial ou algo do ramo investigativo – ela sorri – ou do ramo esportivo – digo calmo mas rio pela sua cara

-Como descobriu isso?

-A partir do momento em que as pessoas começaram a desabafar comigo do nada e eu ouvir e dar conselhos bons – ela ri e nega com a cabeça – ah toma isso – me levanto e lhe entrego um óculos de proteção e pego um para mim que tinha em uma caixa – agora sim – volto a me sentar – pode começar

Observo Millie com os óculos suspirar, ela encara a telha, puxa a ar e solta um grito tão alto e forte, que faz os pássaros das árvores saírem voando, coloco a mão nas orelhas e então só escuto o barulho da telha se partindo...

 

Pov. Millie

A primeira telha tinha sido lançada, encaro Louis que me olha sorrindo e eu pergunto com o olhar se posso pegar mais

-Toda sua mi amore – cruza as pernas e eu sorrio

Pego a segunda telha da pilha e miro em uma árvore, eu estava com raiva, triste, irritada, abalada, com fome, com sono, com raiva e muito puta com Finn

-CRETINO – grito lançando a telha na árvore, pego outra – PREFERE ACREDITAR NAQUELA VADIA SEU FILHO DE UMA PUTA – lanço outra telha na mesma árvore – AI PORQUE A LISA ME DISSE ISSO, ME DISSE AQUILO, FILHOTE DE CRUZ CREDO FILHO DA MÃE – mais uma telha se parte, meu coração batia rápido, minha respiração descontrolada me deixava ofegante e eu podia sentir o suor começando a escorrer em minha testa – EU TE ODEIO SEU ESCROTO – pego mais uma dessa vez lançando ao chão e me viro para Louis – COMO QUE ELE PODE CONFIAR NAS PALAVRAS DAQUELA VAGABUNDA PUTA KENGA DO QUE AS MINHAS? – pego uma telha jogando com força no chão – EU ODEIO ESSA ATITUDE EU ODEIO ELE EU ODEIO, ODEIO, ODEIO – vou repetindo essa palavra lançando todas as telhas que vejo ao chão, nas árvores, na parede, no ar. Sinto as lágrimas escorrendo em minhas bochechas e minhas pernas começarem a fraquejar

-POR QUE VOCÊ FAZ ISSO COMIGO? – jogo a telha no ar e vejo que Louis se desvia – EU TE AMO TANTO SEU MERDA QUE BOSTA! – escuto Louis se aproximar – EU TE DEI MEU FÍGADO PRA VOCÊ VIVER, UM ÓRGÃO MEU PORRA! - eu estou alterada, chorando, com raiva – EU ME ENTREGUEI PRA ELE LOUIS, OFERECI E ENTREGUEI MEU CORPO, MINHA ALMA PRA ELE SIMPLESMENTE ACREDITAR EM PALAVRAS TÓXICAS? – empurro todas as telhas ao chão e começo a gritar chorando, a situação tinha saído do controle, eu não tinha mais domínio de meu corpo

Chuto as telhas e pego uma, mas ao jogar ao chão acabo cortando minha mão, escuto Louis correndo até mim e caio de joelhos no chão, a dor do corte era pequeno comparado a dor que eu estava sentindo em meu coração

-Por Deus Mills – Louis se agacha por trás de mim enquanto eu apenas choro, sinto o sangue quente escorrer entre meus dedos, assim como sinto o garoto me abraçando por trás, relaxo em seu corpo, meu coração batia freneticamente, ofegante e suada, sinto meu corpo ser envolvido pelo seu, ele por trás pega meu braço analisando minha mão e suspira – temos que estancar isso, consegue levantar? – nego – tudo bem, eu te carrego tá, só tenta controlar sua respiração, e não morre por favor

Fecho meus olhos e sinto Louis colocar minha mão boa envolta do seu pescoço, seus braços passam em minha cintura e perna e então meu corpo é suspenso, rapidamente Louis entra em casa me colocando sentada no balcão de mármore, abro os olhos vendo sua agilidade ao pegar uma toalha e envolver minha mão ensanguentada

-Aperta – ordena e eu obedeço calada

Ele corre para fora da cozinha e logo volta com uma caixinha preta com uma cruz branca desenhada ao meio, a abre revelando vários materiais de primeiros socorros.

-Olha Mills, preciso limpar isso, aquelas telhas estavam sujas e pode infeccionar se eu não limpar – confirmo com a cabeça – está doendo? – nego – vai doer, se doer muito, pode gritar ou então morde isso – me entrega um acessório de borracha e eu confirmo

Com agilidade, ele retira a toalha vermelha pelo sangue da minha mão, suspira vendo o corte profundo e eu suspiro esperando a dor que está por vir. Louis me olha com piedade e eu confirmo levemente com a cabeça, ele pega um maço de algodão e coloca álcool nele, fecho meus olhos e então sinto a ardência em minha mão, solto um grito alto e rapidamente Louis limpa, aplica o remédio e enfaixa minha mão

-Prontinho miga, beijinho pra sarar – ele beija a parte machucada já enfaixada e eu sorrio limpando a lágrima que escorreu

-Desculpa – peço e ele me olha, mas eu encaro minha mão – desculpa por ter feito toda aquela cena e... – ele me interrompe

-Eu te entendo – fala e eu o encaro – eu já passei por isso mana, já quebrei muita telha nesses meus 17 anos – rimos – vem, desce daí – coloca as mãos em minha cintura e então me tira do balcão me colocando em pé – tá com fome? Sei nem porque pergunto, você sempre está né – rio – te senta ali, vou fazer algo pra gente – confirmo e me sento na mesa, pego meu celular em meu bolso e suspiro ao ver algumas mensagens que não abro de Finn e espero Louis terminar de fazer nosso lanche

-Está se sentindo melhor? – me pergunta entregando-me um prato com sanduiches

-Em relação a mão ou....- ele confirma – foi libertador quebrar as telhas, senti um peso saindo de mim – digo e ele se aproxima com dois copos de achocolatado e então se senta em minha frente – Finn me deixou abalada sabe, com tudo isso

-Sei... – responde e eu mordo meu sanduíche e ele faz o mesmo – Iris me deu um fora – fala e eu arregalo os olhos o encarando e ele ri – falou que não quer homem nenhum, que quer um tempo pra si amar e tals, um fora educado – rio e ele revira os olhos – mas disse que ainda podemos ser friends, sugiro uma amizade colorida, mas não creio que ela irá querer – rio alto e ele sorri – foda né, só me fodo nessa merda quando gosto de alguém, puta que pariu olha, acho que nasci para ser o melhor amigo de todas mas não o “alguém” de alguém – rimos e ele sorri

-Ainda irá achar alguém que te ame do jeitinho que merece – falo e ele sorri

-Bem que esse alguém já poderia aparecer né?

-Paciência meu anjo, paciência é uma virtude – digo e ele revira os olhos

-Fodase a paciência – rio fraco

-Migo

-Hum? – murmura enquanto mastiga

-Posso dormir aqui hoje? – peço e sorrio amarelo

-Ué? Por que?

-Não quero voltar pra casa e encontrar Finn..

-Ué, mas não queria estar com ele?

-Não, sim ai não sei

-O que você tá sentindo mana?

-Confusão – falo e ele suspira – eu não quero ver Finn, pronto. Não quero porque sei que ele vai me pedir perdão, assumir seu erro, e iremos voltar e então ele mais uma vez irá cair no mesmo erro. E eu não quero isso, quero voltar com Finn quando ele realmente entender que não precisa ser assim, até lá...eu não quero o ver com tanta frequência – esclareço e Louis confirma com a cabeça - podemos até terminar as coisas do baile também... – digo e ele pensa – por favooooooooooooooooor – entrelaço meus dedos e ele revira os olhos

-Tá, mas não vai causar problemas entre você e o Finn? Tipo, cê mesma disse que não terminaram e sim deram um tempo

-Não vai causar problema algum, mas só tem uma coisa – sorrio amarelo – não tenho roupa, e ainda são 14:00, quero trocar de roupa, tomar um banho....

-Pode colocar a minha – fala tranquilo

-E as peças intimas?

-Usa a da mamãe – fala rindo e eu reviro os olhos – não quer que eu pegue calcinha e sutiã seus né? Puta merda

-Ai por favor – peço fazendo biquinho e ele bufa

-Ai garota tá bom, mas se o Finn vier com onda pro meu lado eu bato nele, tô com vontade mesmo – rio – vou logo lá então, vê se não come tudo sua fominha – rio novamente e ele se levanta indo pegar suas chaves e a minha de casa, me abraça, beija minha testa e então vai embora

 

Pov. Finn

Estava ficando impaciente. Millie não respondia minhas mensagens, Millie não estava comigo e sim com Louis, e isso me irritava ao extremo. Deitado, encarando o teto, escuto o barulho de um carro, caminho até minha janela vendo que somente Louis sai do carro e não Millie, bufo e continuo o observando

Ele retira as chaves da Millie do bolso e abre o portão, entra, tranca e caminha até a porta sumindo do meu campo de visão, que porra tá acontecendo? Corro até a janela onde tenho a visão do quarto de Millie, já que está aberta e consigo o ver pegando uma bolsa sua, ele digita algo no celular e o leva até a orelha, fala algo que não consigo entender e então....abre sua cômoda pegando peças intimas e roupas? Que porra?

Saio do meu quarto com raiva e corro até a porta, abrindo-a e vendo que Louis sai da casa na mesma hora que eu, ele está com a sua bolsa nas costas e quando me vê apenas suspira e continua caminhando

-Ei Louis – o chamo alterado – o que pensa que está fazendo?

-Cara...calma aí okay – ele sai da casa da Millie trancando o portão e me olha

-Cadê a Millie? Por que ela não veio com você? O que você fez com ela?

-Calma Wolfhard, a Millie está bem okay? Não tem com o que se preocupar – fala calmo e minha vontade de socar seu rosto perfeito só aumenta

-Você....

-Eu o que Wolfhard? – pergunta com um tom frio me encarando com profundidade – não vem bancar o ciumentinho comigo – fala e se vira, com raiva puxo o ombro de Louis e miro meu punho em seu rosto, mas ele consegue desviar me proferindo outro soco

-Filho da puta – digo colocando a mão no nariz que sangra

-Escuta aqui Wolfhard, você não tem nem porque estar com raiva, Millie está sofrendo por sua culpa tá entendendo? Sofrendo muito, e eu tô com vontade de esfolar essa sua cara de sapo no asfalto quente mesmo, eu te disse que se você fizesse ela sofrer eu iria te arrebentar não te disse Wolfhard? – ele rosna e eu apenas concordo e então ele me larga – não vou fazer isso por amor a Millie, e sei que ela não iria querer que ninguém o batesse por ela – suspira e eu ando até meu portão vendo o líquido vermelho em minhas mãos

-Você quer ela não é? – faço a pergunta que sempre martela em minha mente e Louis me olha confuso – a Millie, sempre quis namorar ela, ficar com ela, mas ela me escolheu e você odiou isso e agora paga de amigo, mas quer roubar ela de mim e – sou interrompido por uma risada alta de Louis

-Não, pera hahahahaha isso é demais pra mim, socorro hahahaha é meme né? Não pode ser  – o encaro e Louis ajeita a mochila em sua costa cessando as risadas – ai Finn, acho que já adiamos essa conversa demais, vem – fala calmo e caminha até o outro lado do carro – vem cara, precisamos esclarecer as coisas e ajeitar esse nariz de tucano – ele ri e eu desconfiado, e um pouco menos alterado entro em seu carro e Louis entra se sentando no outro lado – certo – ele fala e coloca a mochila no banco de trás e abre o porta luvas, retirando uma caixa branca – sabe limpar seu nariz sozinho? – confirmo e ele me entrega a caixa e eu começo os preparativos do meu nariz

Louis liga o ar condicionado e então dá a partida, limpo meu nariz e passo um remédio, a ardência e o latejamento está forte, mas eu consigo aguentar.

-Estamos indo aonde?

-Pra canto nenhum, só vou dirigindo enquanto conversamos e depois eu te deixo em casa – fala e me olha – caralho, tem que colocar o osso de volta no lugar Finn – fala o que eu temia e para o carro – eu sei fazer isso, mas vai ter que confiar em mim, pode fazer isso? – fecho os olhos e confirmo – confia mesmo?

-É isso ou meu nariz fica torto – digo. Louis coloca as mãos em meu nariz e com rapidez o ajeita, fazendo uma dor imensa invadir meu corpo e eu gritar

-Pronto, agora é só ir tomando analgésicos e pôr gelo – fala tranquilo

-O que quer conversar comigo? – pergunto olhando a rua

-O que quer saber de mim Finn? – me responde com outra pergunta e eu respiro fundo – pode me perguntar o que quiser

-Millie está com raiva de mim?

-Sim, mas vai passar

-Como sabe?

-Millie nunca fica por tanto tempo com raiva, ainda mais quando ela gosta....

-Ela vai dormir em sua casa?

-Vai

-Na sua cama?

-Sim – o olho e ele ri – vou dormir no quarto dos meus pais, relaxa – reviro os olhos

-Ela chorou? – pergunto e Louis suspira

-Muito...ela está sofrendo Finn, apesar de tudo, ela te ama, ela nem sabe direito o que é isso sabe, ninguém nunca lhe apresentou o amor verdadeiro até você, e você faz isso é foda né amigo – fala e eu confirmo pensando em suas palavras

-Você gosta dela?

-Não

-Por que? – pergunto e Louis me olha incrédulo

-Porque ela é minha irmãzinha de coração? – respondo como se fosse uma coisa óbvia e ao mesmo tempo, me olha sereno – Wolfhard, entende de uma vez cara. Eu já fui apaixonado por ela sabe, mas ela não me quis, então eu segui em frente. Segui com minha vida, ela com a dela e o fato de sermos maduros em respeito a sentimentos, não nos afetou nem nada, o que sentia por ela era atração, desejo....amor, porém ela vinha com papos de amor ser algo irreal e mentiroso. E essa visão dela sobre o amor me fez a olhar com outros olhos, eu fui passando a gostar da amizade dela, e esse “amor” foi se transformando em um amor de irmão, um amor em cuidar dela, proteger, mas como um irmão, e – ele fala e dobra uma rua – e eu só sinto isso sabe. Se provoco é porque eu sou assim, mas não significa que eu a ame dessa forma que pensa – ele ri e eu fecho meus olhos – ai ai esses jovens – o encaro e ele nega com a cabeça e me olha - vocês se amam, mas são jovens demais para saber amar, e acabam fazendo, sentindo o que não deviam, fazendo e agindo por impulso...- olha para a rua e continua dirigindo

Eu realmente não sabia o que falar, então só escutava e enquanto escutava, reconhecia meu erro.

-Ela quer me ver? – faço a pergunta e temo que a resposta doa, Louis me olha e eu o encaro sentindo meus olhos marejarem

-Desculpa cara....mas não – fala calmo e eu apenas confirmo sentindo a lágrima descer em minha bochecha

-Eu tô errado em amar demais?

-Não, mas está errado em demonstrar isso com ciúmes – fala e respira – Millie sabe do teu amor Finn. Só espera que você saiba do dela também

-Eu devo ir pedir desculpas?

-A questão não é pedir desculpas Finn e sim você pensar se voltará a persistir no erro. – me olha e eu suspiro – não adianta pedir perdão, desculpas, o que for e voltar a cair no erro quando ele aparecer – fala calmo e eu suspiro – esse tempo serve pra isso Wolfhard. Pense em seus atos, pense no que está sentindo. E quando se decidir, quando saber o que quer ou no que acreditar, pode ir falar com ela. – confirmo novamente com a cabeça, encostando a mesma no banco

-Está certo...

-Mas não demore muito – ele me olha rápido e eu o olho também – Millie não poderá esperar a sua vida toda – encaro o reto e Louis continua a dirigir – o tempo amigo, passa rápido demais. Um dia você estava em Nova Iorque, e no outro em Seattle, um dia foi depressivo e agora....

-Não sou mais

-Que bom – fala e sorri – quer o meu conselho?

-Não

-Mas vai ouvir assim mesmo – fala e eu reviro os olhos – viva sabe. Sempre diga a verdade, sempre faça a coisa certa, viva cada dia como se fosse o último, embriague-se! – fala e ri – seja uma pessoa aventureira, audaz, mas aprecie, a vida passa rápido demais

Ele volta e me deixa em casa, abro a porta mas antes me viro ao mesmo, que me olha tranquilo

-Obrigado

-Pelo que?

-Por me esclarecer

-Bem, para mim era o óbvio né – ele ri e eu rio fraco – eu te entreguei a rosa mais bela do meu jardim Finn. Te disse isso quando ficou no hospital, eu sempre a reguei e cuidei para que não morresse. Não faça isso com ela está bem – confirmo – e eu que agradeço

-Por?

-Me escutar – ele sorri e então eu saio por completo do carro

-Pode dizer a ela que eu a amo?

-Não acho que seja o melhor agora – confirmo com a cabeça – estamos de bem agora? – ele estende sua mão e eu a aperto sorrindo

-Sim

-Graças a Deus – ele ri – você vai ficar bem?

-Vou...vou tentar

Louis confirma com a cabeça e então se despede, dando partida e saindo com seu carro. Suspiro e entro em casa, me jogo no chão, e desabo ali todas as lágrimas que estava segurando. Choro igual a uma criança. Eu estava sem chão, chorando por ter sido um otário, chorando por amar demais e não saber como controlar isso

Pego meu celular e mesmo sabendo que ela não irá atender, a ligo e claro, caixa postal...

“Oi, Millie....minha pequena...não deve nem querer me ver pintado de ouro agora, e talvez nem nunca mais...e eu sei que estava errado, errado em não escutar, acreditar em você, e sei que pode não querer me perdoar e...eu não espero que você me perdoe, de verdade, só não quero que guarde rancor em seu coração, você é pura demais para isso...

“Eu sei que você tem seus motivos para me querer longe, mas não deixa essas coisas banais serem maiores que o nosso amor, eu te imploro. Não! Não é um pedido pra você voltar, talvez você fique melhor sem mim, só é um apelo para que não esqueça aqueles infinitos que a gente tinha em minutos ou de nossas juras eternas de amor...”

“Um pedido carinhoso para que sempre lembre do meu abraço e da forma que eu te beijava. Porque pra mim nada foi em vão. Você ainda tem um lugar imenso em meu coração e me dói te ligar assim. Não chora, eu não quero que chore, eu sei que não mereço suas lágrimas, e você sempre foi mais do que eu merecia, sempre sou disso e... tudo bem, não querer me ver, tudo bem sentir raiva de mim, eu mesmo tenho raiva de mim....mas por favor Millie, só guarda uns 10min antes de dormir e conta de mim pro teu travesseiro, se o silêncio dele te doer você vai entender o quanto o seu está doendo em mim também... não quis te sufocar, eu juro, mas eu faço tudo errado”

“Eu amo você Millie, e irei pedir a Lua, que te faça sentir o meu amor, e meus beijos em seus lábios...”

Desligo meu celular e volto a chorar, escuto passos rápidos e vejo que é vóvo, ela corre ao meu encontro e quando vê me estado me abraça. E no conforto de seu colo, permito-me desabar

-Finn! Céus meu anjinho o que houve? – não respondo, apenas choro – está tudo bem okay, eu tô aqui com você, está tudo bem, tudo bem

Ela me ajuda a ir para meu quarto e me dá banho, logo em seguida me alimenta e me coloca na cama

-Eu sou um idiota

-Não é querido...

-Sou sim vó, faço tudo errado – digo colocando as mãos em meus olhos sentindo as lágrimas voltarem

-Tem a ver com a Mills? – me pergunta e eu confirmo chorando entre minhas mãos – vocês terminaram?

-Demos um tempo – digo e ela suspira

-Dar um tempo não é terminar...- ela fala e retira minhas mãos de meus olhos – você agiu errado? – confirmo e ela suspira – e como se sente?

-Péssimo

-Olhe querido, eu não sei o que você fez. Mas não deixe que essa distância separe vocês por nada. O amor de vocês é o mais puro que eu já vi, e em nome desse amor, não deixe que nada os abale – confirmo com a cabeça e vovó beija minha testa, ela se levanta da cama e então sai do quarto

Pego meu celular vendo a nossa foto como papel de parede e suspiro, coloco a tela do celular em meu peito, no local exato onde meu coração bate com força, o aperto e em meio as lágrimas, sinto a escuridão apertar meu corpo...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Para a dúvida de quem tiver sobre as postagens, como vocês esperaram muito, postarei dois capítulos um dia sim e UM dia não,ou seja, hoje é terça então eu postarei dois capítulos hoje, amanhã não, quinta mais dois e assim até chegarmos ao capítulo 50....

É isto

Cap. 1/2


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