História What Is Love... - Capítulo 18


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Categorias EXO, Kris Wu, Lu Han
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Exo, Mpreg, Sulay
Visualizações 17
Palavras 7.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, tudo bem?

Depois de um pouco de drama... Vamos a mais um capitulo

Espero que gostem do que tem nele :D

Capítulo 18 - Capitulo 17 - Acho que acordamos alguém...


Fanfic / Fanfiction What Is Love... - Capítulo 18 - Capitulo 17 - Acho que acordamos alguém...

Capitulo 17

Acho que acordamos alguém...

 

2014

Observou os aparelhos por algum tempo anotando o que via no prontuário digital aberto no tablet.

- Está estável. – Suspirou e olhou para o garoto pálido deitado na maca com os fechados - Mas vamos mantê-lo sedado até amanhã, se ele acordar agora e se agitar pode ser perigoso. – Se virou para enfermeira que a acompanhava. - Monitore os sinais vitais e repita os exames de sangue a cada duas horas.

- A senhora vai falar com a família agora? – Ouviu a voz do residente ao seu lado enquanto caminhava para fora massageando pescoço.

– Eles ainda não chegaram... – Olhou para o relógio na parede da recepção depois de deixar o tablet sobre o balcão. - Já faz bastante tempo que ligamos.

– A chuva ta muito forte lá fora e... – Qualquer coisa que o garoto poderia ter dito foi interrompida quando uma voz feminina gritou o nome da médica.

- Doutora Jung. – A residente vestida com as roupas da emergência parou de forma abrupta em frente aos dois segurando um outro tablet, os cabelos castanhos estavam um pouco bagunçados e as mãos apoiadas nos joelhos para recuperar o fôlego. - Se lembra da mulher... – Começou a falar assim que conseguiu respirar. - Que pediu pra avisar assim que chegasse a emergência? – Estendeu o aparelho para a médica que o encarou confusa.

- Isso ‘tá certo? – Perguntou alarmada assim que seu cérebro conseguiu compreender a situação.

- Me desculpe doutora. – A residente pediu seguindo a superior que já caminhava apressada em direção ao elevador junto do rapaz. - Só trouxeram a bolsa dela agora, e eu não tinha como saber que é a mesma pessoa.

- Só vamos logo. – Entraram no elevador com a médica pressionando o botão com certa urgência. Estava tensa, aquele dia estava sendo um inferno por causa da chuva.

- Doutora, tem mais uma coisa. – Suspirou sentindo que o tom de voz da garota não traria boas noticias. Levantou o tablet e o deixou ao alcance dela.

- Só pode ‘tá de brincadeira comigo. – Resmungou quando a residente apontou com o dedo o que deveria olhar sobre a dona daquela ficha hospitalar. - Encontre o Doutor Kim agora! – Gritou assim que as portas metálicas se abriram fazendo o rapaz que a tinha acompanhado o dia todo se assustar.

- Qual Doutor Kim? – Ele continuou no elevador enquanto as duas saiam dando de cara com um ambiente quase caótico.

- Kim JongDae da obstetrícia. – Foi mais especifica, Kim era um dos sobrenomes mais comuns daquele país - Diga que eu preciso dele na emergência agora!

Não deu tempo para que ele pudesse dizer mais nada, apenas se apressou pelo corredor tentando colocar todos os pensamentos em ordem de urgência.

 

# # #

 

2017

 

Parou o carro no estacionamento e apertou as mãos contra o volante, respirou fundo e se olhou no retrovisor encarando os próprios olhos delineados e marcados por olheiras mal disfarçadas por maquiagem, resultado da noite mal dormida. Tinha passado tanto tempo pensando que quando notou já ouvia a movimentação de JiHeng e XuanYi na cozinha e praticamente não tinha fechado os olhos, conseguiu dormir por apenas uma hora antes de ter que se levantar para estar ali. Passou as mãos pelo cabelo arrumando os fios loiros que mostravam boa parte da raiz escura já que não podia pintá-los, antes de descer do carro, o mês de dezembro tinha trazido com tudo o frio rigoroso comum para a cidade, por isso ajeitou o casaco preto pesado e seguiu para o local marcado, aquela cafeteria era elegante de um modo que não se surpreendia de ter sido escolhida por ela, a fachada de vidro lhe dava visão das poucas mesas cobertas por toalhas brancas com bordados dourados na borda. Subiu os dois degraus que dava acesso à porta de entrada e não demorou a reconhecê-la em uma mesa afastada da entrada e próxima a parede, respirou fundo e caminhou até lá dispensando com um aceno discreto e educado uma atendente vestida em uma saia social preta e camisa branca com detalhes dourados na gola e punhos. A mulher digitava algo no celular, mas logo notou sua aproximação colocando um sorriso nos lábios pintados com um batom escuro e se levantando, deixando a mostra um vestido justo de mangas compridas preto com uma listra vermelha larga em cada lateral.

- Bom dia. – A cumprimentou com um tom de voz baixo, mantendo as mãos dentro do bolso do casaco.

- Bom dia. – Ela sorriu e ele pode ver certo brilho nos olhos escuros marcados pelo delineador e sombra escura esfumaçada. - Que bom que veio ZiTao.

- Diga logo o que quer. – Não se preocupou em esconder sua vontade de sair dali o mais rápido possível vendo a mulher perder um pouco seu sorriso e suspirar.

- Sente-se e vamos tomar o café da manhã com calma, por favor. – Apontou a cadeira a frente da que estava sentada e fez sinal para um atendente, ZiTao retirou o casaco o pendurando no encosto da cadeira antes de se sentar - Peça o que quiser.

Quando a mesma moça se aproximou para anotar os pedidos ZiTao tentou ser o mais gentil possível ao pedir dois croissants e chá verde, preferia café, mas a cafeína lhe faria mal, a moça não tinha culpa de sua falta de vontade. Enquanto a mulher a sua frente fazia seu pedido, Huang a observou podendo notar como seus olhos eram de fato parecidos como se lembrava estreitos e bem puxados nas pontas, a pele branca trazia uma maquiagem rosada nas bochechas para camuflar a palidez, uma mulher tão bonita pessoalmente quanto nas revistas, até mesmo a pinta no nariz era um charme a mais para sua beleza. ZiTao balançou a cabeça afastando aqueles pensamentos. 

- Diga logo o quer Senhora Meng. – Manteve sua voz firme e baixa, mostrando apenas indiferença, a viu cruzar as mãos sobre a mesa e estalar a língua em desagrado.

- Não me chame assim. – Ela sorriu de lado quando ele arqueou uma das sobrancelhas - Me chame de Jia. – Ela repetiu seu gesto com a sobrancelha, como se mostrasse de quem havia herdado aquela mania e soltou uma risada contida. - O que? Achou que eu ia te pedir pra me chamar de mãe?

- Isso não aconteceria de toda forma. – Murmurou se remexendo contra o estofado branco da cadeira larga. - Mas gostaria de saber o porquê de ter vindo atrás de mim agora.

- Eu nunca fui embora de fato ZiTao. – Ela curvou os lábios e abaixou os olhos por alguns segundos antes de olhá-lo novamente - Sempre estive por perto e em contato com seu pai. – Ele iria responder, mas se conteve ao notar a aproximação da atendente com uma bandeja. - Obrigada.

- Obrigado. – Agradeceu assim que teve seu pedido posto a sua frente, apenas quando ela sorriu e se retirou retomou seu dialogo - Não vamos entrar nessa conversa sobre seu papel de mãe Jia. – Levou a xícara e sorveu um pouco do liquido negro. - Direto ao ponto, por favor.

- Muito bem, se quer assim. – Ela deixou seu garfo ao lado da torta de morango que já tinha comido um pedaço e limpou os lábios com um guardanapo - No mês passado eu passei muito mal e fui parar no hospital, aparentemente meu coração cobrou todos os anos de negligencia e rotina exaustiva. – Respirou fundo e ZiTao notou ela perder o foco por breves segundos. - Esse episódio me fez pensar sobre algumas coisas da minha vida.

- O que isso tem haver comigo Jia? – Lhe enviou um olhar com o intuito de demonstrar sua confusão.

- Tudo ZiTao. – Jia falou rápido abanando uma das mãos como se a resposta fosse algo obvio. - Você é meu único filho.

- O que? – A olhou um pouco chocado e atordoado, a mulher continuava a olhá-lo daquele jeito tempestivo. - Filho? – Riu balançando a cabeça - Você ta falando do mesmo filho que abandonou quando ainda era uma criança? – Não conseguiu esconder a incredulidade que sentia ao ouvir aquela palavra saindo dos lábios pequenos da mulher. - Não me diga que está com medo de morrer e quer reatar os laços de mãe e filho? Porque se for isso, esqueça! – Jogou o guardanapo ao lado do prato com apenas um croissant restante e se levantou pronto para pegar seu casaco e sair dali.

- Não é isso! – Jia falou um pouco alto demais atraindo um pouco de atenção, a mulher se encolheu afrouxando um pouco o aperto em seu braço que tinha segurado por reflexo. - Sente-se e me escute. – ZiTao a encarou nos olhos, mesmo tendo usado um tom de voz imperativo, seu olhar quase implorava para que ficasse, no entanto era orgulhosa demais para pedir o que queria com todas as letras. Suspirou e se rendeu, no fim das contas estava curioso sobre onde todo aquele papo acabaria, mas o orgulho com certeza era algo que tinha herdado de sua mãe. - De fato isso tem muito a ver com ter ido parar no hospital me acender uma luz sobre como algo pode acontecer comigo a qualquer momento. – Retomou a fala assim que se sentaram. - Mas o que eu quero de você não é reatar laços, até porque eles nem existem.

- O que você quer de mim então Jia? – Massageou as têmporas com a ponta dos dedos se desligando totalmente de regras de etiqueta para apoiar os cotovelos na mesa.

- Como eu disse antes, você é meu único filho ZiTao. E eu sei que você se formou em moda, e você deve saber que eu trabalho com isso.

- Não tem como não saber. – Balançou os ombros e voltou a recostar na cadeira. - Sua marca é famosa por todo o país.

- Talvez essa seja nossa única ligação... – Sorriu brevemente, antes de voltar à seriedade. - E é por isso que eu quero te dar isso. – Franziu o rosto ao vê-la curvar o corpo para alcançar a bolsa de couro negro pendurada no encosto da cadeira, por baixo do casaco preto. Quando se virou de volta tinha em mãos um envelope marrom que lhe foi estendido. - Abra e leia.

- O que é isso? – Perguntou por reflexo abrindo o envelope e retirando alguns papéis dali. Passou os olhos por todos eles lendo o suficiente para entender do que se tratava cada uma daquelas folhas e a cada palavra que lia ficava mais confuso e chocado. - Você por acaso está tentando compensar seu abandono com dinheiro? – Soltou um riso de deboche e soltou as folhas em uma espaço vazio na mesa. - Eu não quero nada de você!

- Eu não quero compensar nada. – Ela foi rápida em explicar. - Isso tudo é seu por direito. – Ela suspirou e pegou os papéis os arrumando para devolver em uma pilha a sua frente. - Eu posso nunca ter sido uma mãe pra você, mas nem mesmo o seu ódio vai mudar o fato de que nasceu de mim. – Ela sorriu pequeno - Isso é apenas uma procuração, ela vai facilitar as coisas caso algo aconteça comigo. – Cruzou um braço por cima da barriga e coçou a têmpora com a outra. - Olha eu trabalhei durante anos para erguer minha própria marca e não quero que no fim ela acabe nas mãos de acionistas e ou gente idiota que não se importa com ela.

- E o que te faz pensar que eu vá querer cuidar de algo? – Cruzou os braços e apontou os papéis com a cabeça.

- Na verdade nada. – Balançou os ombros. - Mas de toda forma me sinto melhor sabendo que isso está com você. Meu filho que compartilha da mesma paixão pela moda, o que vai fazer com ela depois, eu já não vou estar aqui para me sentir mal. – Juntou as mãos sobre as coxas e sorriu o encarando. - Mas de todo modo essa também é a herança da minha neta.

- Não use minha filha pra me fazer aceitar qualquer coisa! – Bufou irritado a vendo erguer os braços como se estivesse se rendendo. - E esse outro papel? Quem é... – Remexeu na pilha e buscou o ultimo para ler o que precisava. - Wang YiBo?

- De certa forma seu irmão. – Ela falou de forma calma e ZiTao a olhou com os olhos de um pouco abertos e os lábios separados. - Não me olhe assim, ele não é meu filho. A mãe dele era empregada na minha casa e eu o adotei quando ela morreu.

- Então você abandonou o seu próprio filho, mas cria o da empregada? – Balançou a cabeça fechando os olhos por alguns segundos. - Inacreditável.

- Não fale assim! – Se endireitou na cadeira apoiando as duas mãos abertas sobre a mesa, sua voz também se alterou alguns décimos, mas continuando baixa. - Fei foi muito mais do que uma empregada, ela também era chinesa como nós dois e foi uma grande amiga durante muitos anos. Eu acompanhei de perto o sofrimento dela quando o marido morreu pouco tempo depois de descobrirem a gravidez e também quando ela se foi. – Suspirou e segurou sua mão sobre a mesa, ele tentou se soltar, mas ela apertou seus dedos. - Eu abandonei você sim e eu sei disso, mas eu não te deixei sozinho, você sempre teve o seu pai, um homem bom e que sabia que te criaria muito bem. – Ela o soltou e o Huang recolheu sua mão tomando distancia dela. - YiBo nunca conheceu o pai e tinha acabado de perder a única família que ele tinha, eu não poderia deixar ele ser jogado em um orfanato qualquer. E é exatamente isso o que vai acontecer se eu morrer e não tiver tomado nenhuma providencia.

- Vamos ver se eu entendi. – ZiTao arqueou uma das sobrancelhas e ergueu a mão indicando para que ela escutasse. - Você está me pedindo pra cuidar não apenas da sua empresa, mas também desse garoto caso aconteça de você morrer?

- Basicamente.

- Eu não sei como você consegue... – Respirou fundo e guardou os papéis no envelope. - Me abandonou quando eu ainda era uma criança e me visitou o que? Três vezes durante toda a minha vida? E agora aparece querendo me empurrar responsabilidades. – Ele tirou a carteira do bolso e jogou algumas notas sobre a mesa. - Isso é demais pra minha cabeça. – Se levantou a fazendo se levantar junto por instinto - Tenha um bom dia Meng Jia. – A deixou para trás antes que tivesse chance de dizer qualquer coisa.

 

# # #

 

JongDae chamou a atenção da enfermeira pelo vidro e a viu indicar o outro lado, caminhou até a porta enquanto a mulher baixinha de olhos pequenos caminhava ao seu encontro, ela tinha um tablet nas mãos cobertas pelas luvas de látex azul e vestia uma roupa de proteção amarela típica de hospitais, o Kim sorriu quando ela atravessou a primeira porta entrando na ante sala.

- Dr. Kim. – Ela sorriu assim que abriu a porta que os separava - Veio ver o DaeHyun? – Ele apenas assentiu com um sorriso curto. - O Dr. Wu esta com ele, mas o senhor pode entrar. - Ela deu espaço para ele entrar e os fechou na ante-sala, de onde estava tinha a visão de algumas pessoas dentro da neonatal, um casal sorrindo para um bebê pequeno através do vidro da incubadora, um homem sentado ao lado de outra tocando a mãozinha de um bebê um pouco maior através da abertura e um medico alto de costas para a porta. – Aqui - Desviou a atenção quando ouviu a voz da enfermeira outra vez, ela lhe estendia um embrulho plástico que ele sabia conter a roupa de proteção que deveria vestir.

- Obrigado. – Agradeceu depois de pronto. Atravessou a sala sorrindo de forma gentil para os pais que o olhavam curiosos até parar atrás do homem alto que examinava um bebê pequeno e magro através da abertura da incubadora de vidro, o notou olhar pelo canto dos olhos e sorrir brevemente por isso não teve receio de chamar. – JiHeng?

- Oi Dae. – Ele sorriu mais aberto e JongDae notou o cuidado com que ele tocava no pequeno serzinho que resmungava baixinho sem acordar. – Já terminei de examinar o garotão aqui. – JiHeng deixou um carinho sutil no bracinho dele antes de retirar as mãos da abertura e se virar para o amigo.

- Tá tudo bem? – JongDae olhava o menino deitado com os olhos fechados indicando que dormia.

- Ele é bem forte, já respira sozinho. – O Wu cruzou os braços sobre o peito. – É quase um milagre ele não ter nenhum problema, a mãe teve problemas na gestação e uma queda induziu o parto prematuro. – Ele apenas confirmou com a cabeça, sabia que aquelas informações faziam parte do prontuário do garoto.

- Acha que ele vai poder sair em quanto tempo? – Olhou para o amigo, pode notar as discretas bolsinhas abaixo dos olhos e as bochechas um pouco mais cheias que o de costume.

- É difícil dar um prazo pra isso. – Suspirou relaxando os ombros e juntando as mãos em frente ao corpo. - Sabe que depende do quanto ele cresce e ganha peso.

- Alguém veio visitá-lo? – Repetiu a pergunta que fazia as enfermeiras sempre que aparecia

- Além de você. – O chinês pensou por alguns segundos. - Só uma garota loira.

- Hirai Momo. – JongDae sorriu brevemente se lembrando de vê-la sempre ao lado de sua paciente. - Ela era amiga da DaHyun. – Suspirou balançando a cabeça para tentar afastar aqueles pensamentos recorrentes de perda. - Bem, eu já vou indo. – Se aproximou alguns passos da incubadora e passou os dedos contra o vidro - Fica bem garoto.

– Bom, eu preciso cuidar dos meus outros pequenos. – Olhou uma ultima vez os monitores do bebê.

- Eu trago eles ao mundo e você cuida deles aqui fora. – O Kim riu baixinho recebendo um aceno do outro. – Tchau Heng. – Colocou a mão sobre os ombros do amigo e sorriu – E parabéns. – O outro o olhou confuso por alguns segundos, mas logo depois sorriu assentindo. JongDae dirigiu um ultimo olhar ao garotinho antes de virar as costas, saindo dali - Senhorita Hirai? – Chamou assim que reconheceu a garota na ante-sala colocando a roupa amarela.

- Dr. Kim, como vai? – Ela sorriu de amplo ao erguer o rosto, eles tinham conversado pouco tempo depois da morte de DaHyun, sabia que ela não o culpava pela morte da amiga, mas ainda era estranho estar de frente para ela.

- Bem. – Ele sorriu a cumprimentando - E você, como está?

- Bem também. – Balançou os ombros, mostrando que seguia em frente. - Eu vim ver o DaeHyun, mas me pediram pra esperar.

- O doutor Wu estava examinando ele.

- Ele está bem? – Ela perguntou franzindo o rosto e o Kim confirmou com uma aceno. – Eles não podem me dizer muita coisa já que não sou da família – Ela soltou um suspiro frustrado, aquilo era uma norma do hospital, para evitar passar informações de pacientes a desconhecidos. - Sabe... – A garota juntou as mãos em frente ao corpo brincando com os dedos. – Eu estava com medo de perguntar... – Ela o olhou e logo os desviou para dentro da neonatal. – O que vai acontecer com ele quando puder sair da incubadora?

- O hospital entrou em contato com o Serviço de Proteção – O Kim achou aquele um bom momento para começar a retirar as luvas. - Se não conseguirmos encontrar nenhum familiar ou alguém que reclame a guarda dele, ele vai pra um orfanato assim que receber alta.

- Eu não consigo falar com os pais da Hye e eu não sei quem é o pai dele. – A frustração na voz da menina era tão evidente que o obstetra teve o impulso de colocar as mãos sobre o ombro da garota - Se eu pudesse ficaria com ele. – As lagrimas já inundavam os olhos pequenos. - Mas eu trabalho o dia todo, divido apartamento com outras duas garotas e ainda mal dou conta de pagar minhas contas. Eu não tenho como cuidar dele e isso é tão frustrante, porque ele é o bebe da Hye e eu não quero que ele fique abandonado em um orfanato qualquer. – Despejou tudo de uma vez deixando o choro mais forte e JongDae a abraçou sentindo sua roupa ser molhada pelas lagrimas grossas quando ela escondeu o rosto em seu pescoço.

- Ei. – Acariciou as costas que já estavam cobertas pelo tecido amarelo. -Tudo bem.

- Desculpa. – Momo se afastou de si levando as mãos ao rosto como se estivesse envergonhada - Eu só...

- Senhorita Hirai. – A voz da mesma enfermeira que atendeu JongDae se fez presente e os dois olharam para a porta a vendo os olhar um pouco confusa pela cena - Já pode entrar. – Ela avisou e se retirou em seguida, JongDae alcançou alguns lenços de papel que ficavam no balcão, já que infelizmente era comum mães chorarem ao visitarem seus filhos em situações difíceis.

- Obrigada. – Ela secou o rosto e se recompôs depois de alguns minutos. - Até logo. – JongDae se virou para ir embora quando ela fez menção de entrar na sala, mas foi parado pela voz baixa o chamando - Tinha me esquecido – Ela voltou até si retirando algo do bolso. - Achei isso nas coisas dela. – Lhe passou um papel branco dobrado e um pouco amassado. - Acho que fundo ela já sabia que não ia sobreviver. – Foi a ultima coisa que disse antes de sair.

JongDae deixou a ante-sala seguindo pelo corredor do hospital um pouco desnorteado enquanto desembolava aquele pedaço de papel, a primeira coisa que notou foi seu nome escrito em uma grafia um pouco torta em um dos lados do envelope, do outro lado um pequeno adesivo de coração fechava o embrulho. O Kim se permitiu sorrir pensando em como aquilo era a cara de sua paciente. Antes que pudesse abrir a carta, ouviu novamente seu nome ser chamado, dessa vez teve que levantar a cabeça e olhar para o fim do corredor para ver DaHye caminhando em sua direção.

- Oi... – Sua fala saiu baixa e contida devido a falta de jeito ao ver a mulher, a ultima conversa dos dois tinha sido minutos depois da morte de DaHyun a base de gritos vindos do homem e pedidos de desculpas sussurrados logo depois. – Como vai?

- Bem. – Ela sorriu e apertou os papéis que tinha em mãos. – Eu estava pensando... – Começou um pouco hesitante – Você não quer, sei lá, tomar um café?

- Eu... – Ficou surpreso pela pergunta e um tanto sem reação, o que a fez suspirar

- Imaginei que precisávamos conversar.

- Sim, claro. – Balançou a mão que estava livre - Eu só fui pego de surpresa. Mas você tem razão. – JongDae olhou para o relógio que carregava no pulso - Será que podemos nos encontrar mais tarde? Tenho algumas consultas agora à tarde...

- Claro. – Sorriu. - Meu turno acaba as sete.

- Nos encontramos na frente do hospital então...

 

# # #

 

O mais novo soltou um gemido baixo quando seus lábios tocaram seu pescoço deixando uma trilha molhada, uma de suas mãos segurava com firmeza a cintura esguia enquanto a outra segurava uma das coxas que envolvia seu quadril. Voltou seus lábios para os do outro e deslizou sua mão pela perna dele invadindo o short curto que vestia.

- Hannie... – Ouviu seu nome ser chamado quando encerrou o beijo. Abriu os olhos o encarando, em sua opinião SeHun estava lindo com os cabelos coloridos bagunçados, as bochechas avermelhadas e os lábios entre abertos em busca de recuperar o fôlego. – O que foi? – Ele perguntou quando abriu os olhos e o pegou encarando.

- Só estou admirando o quanto você é lindo. – Sorriu e viu o garoto levar as mãos ao rosto resmungando. LuHan teve que juntar seu auto controle para resistir a vontade de tirar a roupa de SeHun e continuar o beijando, por isso apenas deixou um selinho nele e se afastou tirando o corpo de cima do garoto para se sentar com as pernas encolhidas na ponta da cama do Wu, o Lu apoiou os braços nos joelhos dobrados e abaixou a cabeça fechando os olhos por alguns segundos para respirar fundo, quando os abriu percebeu SeHun lhe encarando com a testa franzida e o lábio inferior entre os dentes. – O que foi? – O garoto o olhou por alguns segundos antes de balançar a cabeça e desviar o olhar, Han estranhou aquela atitude e arrastou o próprio corpo até estar deitado ao lado do garoto, virado para ele e com a cabeça apoiada no algo em uma das mãos. – O que ‘tá te incomodando bebê?

- Eu não sou um bebê LuHan! – Resmungou bravo antes de se sentar com rapidez, o que deixou o chinês alarmado. – É esse o problema não é?

- Problema? – Estava confuso sobre onde o mais novo queria chegar.

- Você ainda me vê como um bebê! – Acusou sem olhá-lo – Pra você eu ainda sou um garotinho que você vê como um irmãozinho mais novo.

- SeHun, eu não te vejo como um irmão faz muito tempo. – O Lu fez uma careta. – Até porque seria bem estranho estar agarrando numa cama alguém que eu vejo como irmão.

- Mas você me vê como um bebê. – O garoto estava em pé ao lado da cama, mas não olhava para o mais velho. - Você parou de novo...

- Do que você está... – O Lu levantou o corpo e se sentou na ponta da cama apoiando os pés no chão enquanto o Wu continuava parado no mesmo lugar segurando os braços um pouco encolhido, LuHan sabia que aquilo era vergonha, então parou para analisar a situação em que estavam. Tinham ido até o quarto do garoto depois do trabalho para ficar um pouco juntos antes de o chinês precisar ir embora, o que tinha começado com SeHun sentado na cama com as costas apoiadas no peito do Lu entre conversas amenas e beijos inocentes, acabou em toques muitos mais intensos em um LuHan deitado sobre o corpo do adolescente. Quando o cérebro do Lu ligou os pontos ele não conseguiu evitar o sorriso de lado que surgiu em seus lábios. - SeHun, você por acaso ta falando de sexo? – Quando o garoto o olhou com os olhos arregalados para logo desviar o rosto corado LuHan não conseguiu segurar a risada que saiu diante daquela situação, sabia que era errado e se controlou quando sua jaqueta que estava num canto junto a mochila voou em seu rosto. Ai. – Agarrou a peça de roupa a jogando para o lado. - Desculpa, é só que... – Suspirou quando viu que o SeHun o olhava com os braços cruzados e uma expressão emburrada. - Okay, vem aqui. – Estendeu a mão, e quando SeHun o ignorou esticou o braço para alcançar o garoto e o puxar até estar sentado ao seu lado na cama. - Hunnie, isso não tem nada a ver com eu não querer ou te ver como um bebê. – Segurou uma das mãos dele e as colocou sobre sua coxa, aquilo o lembrava do momento que tinham tido um tempo antes no parque. - Eu parei simplesmente porque não acho que seja hora pra isso. Nós estamos juntos á o que? Um mês? – Viu o garoto concordar. - Eu sei que tem vontades, você é um adolescente cheio de hormônios e eu também sou no fim das contas, mas não tente apressar as coisas. – Levantou uma das mãos para acariciar uma das bochechas rosadas. - Pra essas coisas não tem regras meu bem, vai acontecer quando for à hora, independente de quanto tempo demorar.

- Eu sei, eu só... – SeHun encolheu os ombros e soltou o ar com força. - Me sinto frustrado.

- É porque você não tem amigos da sua idade não é? – Viu o menino o olhar um pouco confuso, então continuou seu raciocínio. - Tipo, eu e JunMyeon somos os mais próximos, mas ainda somos mais velhos, Junnie tem um namorado grávido e eu sou seu quase namorado.

- E eu sei que você já fez isso... – A voz sai baixa, mas LuHan escutou e balançou a cabeça.

- Sim. – Achou melhor não falar mais nada sobre aquele assunto. - Mas sabe SeHun você não precisa tentar se igualar a nós em nenhum aspecto. – Se aproximou o suficiente para abraçar o corpo maior que o seu de lado e o acomodar da melhor forma possível. - Você só tem quinze anos meu bem, você é um menino e todos nós entendemos isso, não precisa ficar se esforçando pra parecer mais maduro ou mais adulto do que é.

- Eu sei. – Ele suspirou e se afastou, sem tirar as mãos de LuHan. - Mas é como você disse Hannie, vocês todos são mais velhos. – Ele apertou os dedos na calça do Lu, segurando com firmeza o tecido. - Antes eu achava que você nunca ia gostar de mim desse jeito por me ver como um irmãozinho. Agora eu tenho medo que você perceba que eu sou só um pirralho irritante.

- Você não é um pirralho, irritante talvez... – Riu baixo quando SeHun ameaçou lhe dar um tapa. - Brincadeira. – Acariciou a bochecha dele. - Você realmente já é alguém maduro pra sua idade Hun, mas não precisa ficar se esforçando pra parecer mais só por nossa causa. Além disso, não tem a menor chance de eu te deixar. – Deixou um selinho nos lábios que pegou o garoto de surpresa. - Eu estava planejando algo super fofo e romântico e bem clichê do jeito que combina com a gente. – Se levantou indo até o canto do quarto próximo ao guarda roupa. - Mas você é um garoto muito agoniado Wu SeHun. – Vasculhou um dos bolsos internos da mochila que tinha jogado ali. - Então vai assim mesmo. – Ele voltou a se aproximar e parou bem em frete ao adolescente que continuava sentado. - Eu realmente amo você e não vou a lugar nenhum. – Se abaixou apoiando os dois joelhos no chão e usando as coxas de SeHun como apoio e então ergueu uma das mãos onde segurava o que tinha pego na mochila. - Então, Wu Sehun, você que ser meu namorado? – O garoto abriu a caixinha preta e sorri ao ver o outro arregalar os olhos quando viu o par de alianças de prata.

- Siiim! – SeHun abriu os braços quando se recuperou do choque e se jogou o outro que se desequilibrou e levou os dois ao chão. - Hannie! – O mais novo riu enquanto se deitava ao lado do outro depois de se recuperar do susto da queda. - Obrigado por sempre me entender tão bem. – SeHun se virou e se aconchegou ao corpo menor, apoiando a cabeça e as mão no corpo do chinês.

- Pare de ficar criando teorias mirabolantes nessa cabecinha oca. – Cutucou a testa alheia com o indicador e depois o fez erguer a cabeça para poder encará-lo – Começamos a namorar literalmente agora, vamos deixas as coisas irem acontecendo, certo?

- Certo!

Os dois trocaram um beijo que foi interrompido por uma bolinha de pelos brancos que atraída pelo barulho entrou correndo pela porta do quarto para pular no dono.

 

# # #

 

O vento gelado já cortava o rosto de JunMyeon quando ele finalmente alcançou a porta do prédio, esfregou as mãos uma nas outras e as soprou, mesmo enluvadas estavam frias. Se encolheu dentro do casaco, cumprimentando o porteiro enquanto ia até o elevador, agradecendo por estar vazio. Fechou os olhos enquanto a caixa de metal subia até o quarto andar, as últimas duas semanas tinham sido complicadas, fora as provas de final de semestre que tinham começado seu relacionamento com YiXing o preocupava, estavam quase que completamente afastados ainda que se vissem todos os dias. Abriu os olhos quando o elevador parou no andar e saiu respirando fundo, buscou as chaves do apartamento do namorado na mochila quando se aproximou da porta.

- Oi Xing. – Cumprimentou assim que passou pela porta a fechando atrás de si.

- Oi Jun... – YiXing o respondeu baixinho, o chinês estava sentado com as costas apoiadas em uma almofada no braço do sofá, tinha as pernas encolhidas o máximo que a barriga de seis meses permitia e JunMyeon o achou fofo todo enrolado na manta preta com uma caneca e colher nas mãos.

- O que é isso? – Perguntou caminhando até estar atrás do sofá bem ao lado dele, tentando sem sucesso identificar aquela massa disforme dentro da caneca.

- Bolo de chocolate com leite condensado. – Murmurou e o Kim suspirou ao notar que ele não tinha olhado para si.

- Sabe que não pode comer muito doce, né? – Se aproximou um pouco mais, passou as mãos já sem luvas pelos cabelos escuros e deixou o um beijo no todo de sua cabeça, sentindo com pesar YiXing se encolher um pouco.

- Eu sei. – Viu ele empurrar a manta para o lado e se levantar deixando a mostra as únicas peças de roupa que usava, uma camisa cinza larga de mangas longas que tinha sido comprada na semana anterior junto a outras peças, já que ele não entrava mais na maioria de suas roupas e uma boxer preta. - Mas eu vi esse bolo na geladeira, aí comecei a pensar em qual seria o gosto se eu misturasse com leite condensado? Precisava provar. – Se explicou indo para a cozinha deixar a caneca vazia na pia sem olhar para JunMyeon nenhuma vez.

- YiXing... – Começou na intenção de iniciar um dialogo descente com o namorado, mas foi interrompido.

- Eu vou tomar um banho... – Ele olhou por alguns segundos e logo abaixou o rosto segurando o próprio braço mostrando certo desconforto. JunMyeon permaneceu na cozinha e soltou o ar com força, as coisas entre eles estavam frias, mesmo que quase tudo tivesse sido esclarecido naquela conversa, tinha ouvido todas as explicações do namorado e entendido parte da culpa que ele carregava, mesmo que não tivesse de fato alguma culpa em grande parte das coisas que aconteceram. O problema era que depois daquela conversa YiXing tinha se fechado e não o deixava se aproximar, estava retraído novamente e aquilo o frustrava, deveriam estar mais unidos, mas aquilo tudo só o lembrava do inicio de seu relacionamento, quando Zhang praticamente fugia de si e até mesmo evitava o tocar. Respirou fundo e passou as mãos pelo rosto decidindo que as coisas não poderiam ficar daquele jeito e sabia que o primeiro passo ia ter que ser seu, tirou os tênis deixando ali no canto perto do sofá e pegou a mochila que tinha deixado ali. Ouviu o barulho do chuveiro ligado quando entrou no quarto e deixou a mochila sobre a cama, retirou o casaco preto, a blusa de lã e a camiseta os jogando de qualquer jeito pelo chão, fez o mesmo com o cinto, o jeans e as meias. Respirou fundo para se manter firme e foi com calma até a porta do banheiro que estava aberta, sorriu com a visão que teve, YiXing estava de costas para a porta com a cabeça encostada na parede, uma mão próximo a ela o apoiando e outra dava pra perceber estar sobre a barriga, o vapor da água quente que escorria por seu corpo embaçava o vidro do Box. Entrou no cômodo depois de tirar a ultima peça de roupa que cobria seu corpo, sabia que YiXing já tinha ouvido sua movimentação mesmo que não tivesse o olhado.

– O que você está fazendo? – A pergunta veio quando já estava dentro do Box junto ao mais velho.

- Tomando banho com meu namorado? – Perguntou com graça na voz. - Faz tempo que não fazemos isso. – Levou as mãos até as costas nuas as deslizando por ali, sentia o corpo mais alto estremecer com seu toque, passou os braços em volta do corpo apoiando as mãos na barriga grande enquanto sentia a água o molhar, deixou um beijo próximo aos ombros para o ouvir soltar o ar com força. – Eu amo você. – Sussurrou próximo ao ouvido alheio. Subiu as mãos as passando pelo tronco até chegar aos ombros e o incentivar a se virar. – Vira pra mim amor. – Mantinha sua voz baixa e calma. O chinês se virou mantendo a cabeça baixa e o corpo um pouco tenso, por isso não tirou as mãos dele, ao invés disso o abraçou da melhor maneira que conseguia considerando que a barriga de seis meses não o deixava se aproximar muito, apoiou a cabeça no ombro dele e distribuiu beijos por ali para logo depois subir pelo pescoço e bochecha até chegar aos lábios. – Eu te amo. – Sussurrou outra vez e se afastou para buscar o sabonete, sorriu vendo que ele o observava e começou a passar o sabonete no corpo do Zhang.

O banho durou pouco tempo, não queria ficar demais embaixo d’água, mas naquele pequeno momento conseguiu suspirar aliviado quando YiXing tomou a iniciativa de tirar o sabonete de suas mãos e fazer o mesmo consigo. Quando já tinham se livrado de todo o sabão JunMyeon se aproximou novamente e desta vez o beijou de verdade, sentindo os lábios se tocarem enquanto o namorado cedia passando os braços por seus ombros, aprofundou o beijo o empurrando com delicadeza para trás até o encostar contra a parede fria, o choque térmico o fez encerrar o beijo, mas JunMyeon o encheu de selinhos, os descendo até o pescoço onde sugou a pele com um pouco mais de força.

- Jun... – A voz de YiXing saiu quase como um gemido baixo. - Myeonnie, eu estou sensível... – E de fato estava, a gravidez mexia com seus hormônios e JongDae já os tinha avisado em uma conversa constrangedora sobre aquele fato.

- Eu sei. – Se afastou com calma e sorriu, selando os lábios finos. - Vamos sair da água, não podemos correr o risco de ficar resfriado, nem de cair aqui.

JunMyeon fechou o registro e abriu o vidro puxando uma toalha branca felpuda do gancho a usando para enrolar o corpo do namorado, pegou a outra e enrolou na própria cintura para em seguida pegar a mão de YiXing e os guiar para o quarto sem se importar com água pingando no chão. Se aproximou do namorado assim que entraram no quarto, estavam em pé próximos cama e envolveu os braços ao redor do corpo alheio, seus toques eram sutis e carinhosos, não queria que YiXing se retraísse de novo.

- Ei... – Chamou baixinho o vendo levantar os olhos. – Eu amo você! – Foi mais incisivo dessa vez vendo um sorriso mínimo brincar nos lábios alheio, envolveu um dos braços ao redor da cintura e subiu o outro para retirar a toalha que cobria o corpo que amava, quando o tecido caiu no chão levou YiXing até a cama buscando qualquer sinal de desconforto, mas YiXing estava calmo e embora estivesse silencioso JunMyeon sorriu porque o conhecia muito bem, os olhos grudados em si e os lábios entre abertos em busca de puxar o ar a cada vez que sua boca alcançava um ponto sensível daquela pele macia, eles passaram muitos dias distantes e sabia que aquilo tinha haver com o medo de YiXing, medo de ser  julgado, de JunMyeon deixar de amá-lo e isso o fazia se fechar, por isso tentava demonstrar ao máximo o quanto o amava em cada toque, e aos poucos reduzia aquelas barreiras até tê-lo gemendo baixo entre seus braços.

- Jun... – Ele o chamou com um gemido impaciente quando desceu a boca por seu tronco, passou por sua barriga onde beijou e esfregou a ponta do nariz de um modo carinhoso, tinha ganhado algumas estrias abaixo dela que o deixava um pouco inseguro, mas JunMyeon não conseguia o achar menos lindo. Deixou de lado a admiração e se concentrou em dar prazer o namorado, por isso desceu o rosto envolvendo sua intimidade com os lábios se sentindo bem ao ouvir um gemido mais alto. Continuou até se sentir satisfeito, quando se afastou teve a visão de um YiXing ofegante de olhos fechados agarrando com força os lençóis bagunçados entre os dedos, ele lhe sorriu assim que abriu os olhos e estendeu os braços o chamando para perto, se colocou entre as pernas dele e abaixou o tronco para beijar os lábios.

- Eu também te amo... – Ouviu o ofego baixinho quando YiXing o abraçou de um jeito meio desengonçado e sorriu deixando um beijo na teste dele.

- Quer continuar? – YiXing assentiu – Como? - Perguntou acariciando a bochecha corada, YiXing não respondeu apenas tomou a iniciativa de virar o corpo de lado, JunMyeon sorriu entendendo, a barriga já estava grande e não o deixava se aproximar direito, além de pesada, por isso aquele jeito permitia que tivessem mais contado entre os corpos e deixava YiXing confortável. O Kim aconchegou as costas do Zhang ao seu peito e passou um dos braços por baixo da cabeça dele e o usou para o prender ao seu corpo, o outro escorregou pelo braço até conseguir entrelaçar seus dedos, usou uma de suas pernas para afastar as de YiXing e sentiu sua mão ser apertada quando o penetrou. JunMyeon fez questão de se movimentar com calma, acariciando o corpo de YiXing todo o tempo para o ouvir ofegar e gemer entre seus braços até ambos estarem completamente satisfeitos.

- Eu te amo... – Ouviu ele dizer em voz baixa, ainda um pouco ofegante.

- Eu também te amo. – Afastou os cabelos grudados na testa suada do namorado e o beijou, virou seu corpo de barriga para cima e virou o outro para aconchegá-lo a si da melhor forma que conseguiam, em seguida puxou uma das cobertas que estavam ali e cobriu os corpos nus, graças ao aquecedor não precisavam se preocupar muito com o frio, mas não queria deixá-los tão expostos.

- Me desculpe... – Pediu assim que apoiou a cabeça contra seu peito.

- Não precisa pedir desculpas. – O envolveu em um abraço carinhoso.

- Eu tive tanto medo...

- Eu sei, mas eu estou aqui com você e não vou a lugar nenhum.

O silencio prevaleceu por um tempo, as respirações calmas eram o único som ali até YiXing ofegar baixinho. JunMyeon acompanhou com estranheza o namorado se remexer até estar de barriga para cima para então descer a coberta até cintura e levar as duas mãos a barriga as passando por ali de forma sutil.

- Acho que acordamos alguém... – O chinês tinha um sorriso no rosto que só deixou o garoto mais confuso, até YiXing pegar uma de suas mãos e colocar ali perto da lateral de sua barriga. Não levou mais que alguns segundos para o Kim se sentar com os olhos arregalados, ele se aproximou e recolocou a mão no mesmo lugar olhando para o rosto do namorado, o chinês sorria e tinha os olhos cheios de lagrimas prestes a cair, já tinha ouvido o namorado de dizer que sentia aquilo dentro de si, mas era a primeira vez que de fato conseguia sentir seu filho se mexer.


Notas Finais


E então, o que achou?

To nervosa aaaah

Me deem opiniões por favor aaaaaaah

Obrigado por ler, beijinhooos :D


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