História What i've been wishin' for - Capítulo 27


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Categorias NOW UNITED
Personagens Any Gabrielly, Bailey May, Diarra Sylla, Heyoon Jeong, Hina Yoshihara, Joalin Loukamaa, Josh Beauchamp, Krystian Wang, Lamar Morris, Noah Urrea, Personagens Originais, Sabina Hidalgo, Shivani Paliwal, Sina Deinert, Sofya Plotnikova
Tags Beauany, Drama Adolescente, Escola, Joaley, Musical, Sabailey
Visualizações 71
Palavras 4.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi xuxus :3
Estou finalmente de volta!!! E agora só irei parar quando a fic acabar!

Obs: Essas na foto aqui no início, são duas personagens que irão aparecer no meio do capítulo. Normalmente eu ponho o link nas notas finais, mas dessa vez decidi trazer a imagem antes pra vocês conseguirem imaginar a cena bem legalzinha :3


Enfim...
Boa leitura!!!

Capítulo 27 - Abandonadas


Fanfic / Fanfiction What i've been wishin' for - Capítulo 27 - Abandonadas

Pov Krystian

 No fim do dia, após o término das aulas, estava checando meus novos horários quando sou, surpreendentemente, puxado pelo braço. 

– Krys você precisa ver isso! – Shivani diz me puxando com euforia. 

 Ela me puxava tão apressada e parecia animada em me fazer chegar onde queria me levar, que nem se importou por estar esbarrando nos alunos que passavam pelo corredor no momento. Eu murmurava alguns "desculpa", "foi mal" pra eles, enquanto era manobrado por ela. 

 Até que chegamos no quadro de atividades ao lado da biblioteca. Sina, Hina e Heyoon estavam ali também. E estavam todos no mesmo ritmo animado de Shivani, e eu não estava entendendo nada, até que dei minha atenção para o que elas estavam apontando. 

– Não acredito nisso! – Digo analisando melhor a folha que elas tanto encaravam. 

– Passei aqui para pegar alguns livros pro trabalho de literatura, e quando vi isso precisei chamar vocês! – Shivani diz ainda no mesmo ritmo eufórico de antes. 

 Olhei para todos ali e dei minha atenção novamente para a folha no mural. 

LISTA DE INSCRIÇÃO 

1° Concurso anual de dança South High Pop

24 dias para aprimorar seus passos 

20 competidores 

5 grupos 

1 prêmio de 10 mil dólares 

Interessados preencher com nome e sobrenome as linhas abaixo: 

-Jessica Ritcher

-David Bell

-Artie Adams 

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... 

– Um concurso de dança pop! Isso é demais! – Heyoon diz animada, arrumando o lenço, que amarrou como uma tiara com laço, na cabeça. 

– Tanto tempo que eu rezei por algo assim nessa merda de escola! Finalmente fui ouvido! – Digo erguendo as mãos. Hina e Shivani riem.

– Esse momento é todo meu! – Shivani disse já colocando seu nome na lista. 

– Tá, um concurso de dança pop, é interessante e inovador pra escola… Mas vocês não estão pensando em entrar né? – Sina nos encarou com um olhar de censura. 

– É claro que estamos! – Digo e Shivani vibra em animação junto comigo. 

– E VAMOS! – Heyoon completa sorrindo. 

– Heyoon, nós temos a peça pra finalizar. 

– E daí? 

– E daí, que não podemos perder tempo com isso! – Sina diz e nós a encaramos incrédulos. 

– Mas você parecia interessada à pouquíssimos minutos atrás! – Digo com a testa franzida. 

– É que… Não teremos tempo pra isso! Temos que ensaiar, e nos preocupar com figurinos… 

– Mas isso é o de menos Sina! – Shivani fala com indiferença. – Pensa que iremos nos divertir! 

– É verdade! – Hina, que até então estava calada — como sempre — diz. 

– É Sina! Vamos?! – Heyoon diz em tom pidão. 

– Não! Gente realmente não dá pra mim! – Ela diz impaciente, e até um pouco alto demais, o que fez todos nós a encararmos. – Eu tenho as obrigações da peça, trabalhos e atividades para entregar, e ainda tem o meu trabalho na cafeteria! 

– Podemos achar um tempo! Depois do seu trabalho, e podemos ensaiar na sua casa, quem sabe? 

– Não! – Sina diz depressa. Mas logo sorri sem graça. – Eu não posso! 

– Poxa amiga, eu não tô entendendo o motivo desse seus surto! – Heyoon diz um pouco "triste". 

– Não estou surtando. Eu simplesmente estou recusando de participar dessa competição. Mas vocês têm minha torcida se entrarem nisso! – Finalizou com um sorriso murcho e saiu. 

 Ficamos um tempo em silêncio, absorvendo tudo que acabou de acontecer. 

– O que ela tem? – Shivani perguntou confusa. 

– Ela tá sobrecarregada de obrigações… Não julgo! – Digo dando de ombros. 

– Não, me parecia que o problema era outro… – Heyoon diz sugestiva. – Acho que já passou da hora de eu entender o que ela tanto esconde! 

– Ela esconde algo? 

– Não sei, mas vou descobrir! – Heyoon disse sacudindo a cabeça em positivo, como se estivesse concordando com ela mesma. – Ponham meu nome nisso. Vejo vocês depois! – Diz e sai em passos apressados. 

 Viro para encarar Shivani e Hina. 

– Vocês vão né? – Pergunto encarando as duas. 

– É óbvio! – Shivani diz sorrindo e Hina concorda com a cabeça. 

– Fantástico. Então, temos um novo e maravilhoso desafio! – Digo e escrevo os nossos nomes no papel. 

 Nos olhamos sorrindo e saímos juntos para planejar a música, as roupas, tudo que precisamos para ganhar essa competição. 

 

Pov Heyoon 

 Após o pequeno surto que a Sina deu, eu não pude deixar de querer saber o que realmente aconteceu pra ela ter ficado daquele jeito. 

 Conheço Sina desde quando entrei nessa escola. Mas ao mesmo tempo em que acho que a conheço bem, sei que quase não tenho conhecimento algum sobre ela. Isso porque ela esconde algo. 

 Mas eu cansei de fingir que não tenho interesse nisso. 

– Preciso de você! – Digo enquanto puxo Noah pela gola de sua camisa. 

 Ele estava conversando com alguns alunos na entrada da escola, mas meu assunto é bem mais importante. 

– Oi pra você também Heyoon! – Ele diz assim que solto sua camisa e paramos de andar. – Aliás, que lencinho fofo. Te deixou bem Kawaii! 

– Sem gracinhas Urrea, o assunto é sério! – Digo seria. – Enquanto ao lenço, achei ele no meu quarto. Minha mãe deve ter deixado pra mim! Mas FOCO! 

– Ok, ok. O que de tão importante você tem pra me dizer? – Ele diz com um sorriso no rosto e cruza os braços. 

– Bom, Sina está escondendo algo! – Digo de uma vez e ele franze a testa. – Preciso saber o que é! 

– E o que eu tenho a ver com isso?! 

– Você vai me ajudar a descobrir! 

– Quê? 

– Vamos seguir ela! Sabe, tipo uma missão de espião. – Digo sorrindo e ele sacode a cabeça em negação. 

– Não mesmo! 

– Por favor Noah! – Junto as mãos e faço cara de pidona. 

– Não Heyoon. A última vez que estive com alguém espionando outra pessoa, acabou dando muito mal! E um dos envolvidos saiu com a testa cortada. – Diz mas continuei encarando-o, fazendo bico. – E nem adianta fazer essa cara! 

– Noah, você não pode negar que sente curiosidade sobre ela!

– É claro que eu tenho! – Ele diz e o olhei com uma sobrancelha levantada. – Mas isso é errado! Principalmente por se tratar de uma coisa que ela esconde. E se for íntimo demais? 

– E se for algo sério? E se ela precisar de ajuda mas não tem coragem de nos dizer? Nunca vamos saber!

– E nunca iríamos ajudar… – Ele diz pensativo. 

– Tá vendo! Precisamos descobrir o que acontece com ela! – Digo pondo a mão em seu ombro. 

– Tá, vamos lá! Mas se percebermos que é algo íntimo que não devemos nos meter, vamos dar meia volta e esquecer essa missão boba! 

– Pode deixar! – Digo fingindo continência e logo depois voltei a puxar ele. Dessa vez, pela mão mesmo. 

 Continuei puxando ele até que avistamos ela de longe. Diminuímos o passo e ficamos afastados para evitar que ela nos visse ou que percebesse que estava sendo seguida. Nunca pensei que chegaria a esse ponto, mas realmente seguir a Sina era algo necessário. 

– Tem certeza que esse é o caminho que ela faz pra ir pra casa?! – Noah perguntou assim que Sina fez um desvio na estrada e entrou na parte florestal do parque. 

– Talvez seja um atalho! – Digo dando de ombros e continuamos a segui-la. 

 Talvez estivesse cortando caminho. Ou quisesse passar pelo campo para apreciar a paisagem ou ficar em paz. Certamente seria apenas um atalho. 

 Mas não era.

– Noah?! Você também viu a Sina entrar naquele barraco? – Pergunto olhando fixamente para o velho barraco, quase que idêntico ao que Sabina se escondeu quando fugiu do acampamento. 

– Calma, talvez seja um lugar que ela usa pra pensar ou algo assim … – Noah diz mas até ele mesmo deve ter sentido a falta de convicção no que disse. 

– E se não for? – Pergunto preocupada analisando bem a "casa". – E se esse for o motivo pelo qual ela nunca quis que eu ou qualquer outra pessoa à visitasse? 

 Não contive a curiosidade de entender o que estava acontecendo e se minhas teorias eram corretas. 

 Abandonei Noah na moita onde estávamos escondidos e fui em direção à casa. 

– Ei, tá maluca? – Noah diz chamando minha atenção. 

– Eu preciso fazer isso! – Digo o encarando. – Se não quiser mais me acompanhar, é só voltar. Já sabe o caminho de volta! – Finalizo e volto a caminhar. 

 Escuto o barulho na moita e ouço passos largos me acompanharem, até que ele já estava do meu lado. Olhei para Noah e ele acenou em positivo com a cabeça. Foi aí que eu percebi o que estava prestes a fazer. 

 Invadir a privacidade de Sina e usar Noah como cúmplice não me parecia uma boa ideia afinal. E logo eu já estava pensando em desistir, mas a porta da casa se abre no exato momento em que paramos lá. 

– Sina, tem gente na porta! – A criança gritou da porta e logo posso ouvir os passos de Sina sobre o chão de madeira, e então ela surge bem na nossa frente. 

 Os olhos dela se arregalaram ao ver quem estava ali. Seu rosto mudou de cor. E ela pareceu paralisar. 

 Meu coração bateu acelerado. Eu estava nervosa. Não por mim, mas por ela. 

– O-o que fazem aqui? – Sua voz falha. 

 Noah, assim como eu, não disse uma só palavra. O clima ficou bastante tenso. Ela nos encarava com uma cara chocada e ao mesmo tempo brava. E tudo que eu pude fazer foi encará-la de volta. Porque agora, estava envergonhada do que fiz. 

– Vocês não deveriam ter feito isso! – Ela diz com a voz falha e entra correndo no local. 

 Sina nunca foi de pedir ajuda. Mas dava sinais sempre que precisava ou queria. E dessa vez não foi diferente. Pois ela entrou, mas deixou a porta aberta. Nem esperei convite para entrar e segui-la. 

 A casa era bem menor por dentro do que aparentava. Havia um único cômodo onde era dividido entre sala, cozinha e quarto. 

 No canto, bem na entrada ao lado da porta se encontrava uma cama de casal, e não tão distante um sofá pequeno onde uma garota de aparentemente 13 anos estava sentada. 

 A mesa com três cadeiras ficava ao lado da janelinha do outro lado do cômodo, com um fogão e uma geladeira lado a lado. Além disso, tinha uma Tv de tubo sobre uma cadeira. Que certamente era a cadeira que faltava na mesa. 

 A outra portinha dentro do local indicava ser o banheiro. E era onde Sina havia se "trancado". 

 Noah entrou trazendo a garotinha pra dentro também. Me aproximei da porta e percebi que a maçaneta estava quebrada. 

– Sina! – Digo com cautela, me aproximando da porta. 

– Vai embora Heyoon!!! – Ela grita entre o choro. – Já descobriu o que tanto queria…
O que mais você quer? 

– Quero te ver! Falar com você! 

– Mas eu não quero! – Ela diz ainda chorando. – Não quero que você me veja depois do que viu aqui! 

 Não contenho a emoção e abro a porta sem me importar se ela iria gostar ou não. Puxo ela para fora e lhe aperto em um abraço. 

 Pude olhar de relance para as outras duas meninas ali que olhavam tudo de maneira confusa. 

 Nesse momento até eu me encontrava em meio ao choro. Apertava ela no abraço e ela parecia devolver do mesmo jeito. 

 Passamos um bom tempo assim até que Noah finalmente nos interrompe limpando a garganta e se aproximando de nós. 

– Vamos conversar sobre isso! É melhor do que ficar nesse clima pesado! – Diz com um sorriso fraco enquanto me separo do abraço com Sina. 

– Não sei se você vai querer, mas eu estou pronta pra te ouvir! – Digo passando a mão em sua bochecha, limpando algumas lágrimas e ela concorda com a cabeça. 

– Vou pegar água! – A garotinha diz descendo da cama e indo até a geladeira. 

 Guio Sina até o sofá, e ela senta ao lado da outra garota. As duas se encaram com sorrisos fracos. Sento com Noah na cama e juntos esperamos Sina ter coragem para começar a falar. 

 Após beber água e se acalmar um pouco ela parece ter ficado pronta. 

– É aqui que eu moro! – Diz de cabeça baixa. A garotinha sobe no sofá e senta do seu lado. – Essas são minhas irmãs. Jennie e essa pequena aqui é a Lua. – Diz e aponta para as duas respectivamente. 

 As duas nos olham sorrindo. Devolvi o sorriso na esperança de jogar pra fora todo e qualquer clima chato que poderia facilmente brotar com aquela conversa. 

– Vocês sempre moraram aqui?! 

– Desde quando eu nasci! – Sina responde com um sorriso murcho. 

– Vocês moram sozinhas aqui? – Noah perguntou e ela confirmou com a cabeça. – Vocês não tem ninguém responsável por vocês? 

– Eu sou a responsável! – Sina diz firme. 

– Não Sina, responsável legal. Maior de idade… – Ele volta a dizer com um pouco de receio. Acho que com medo da sua reação. 

– É só a gente, nossos pais foram embora e desde então estamos… – Sina dizia mas suspirou de cabeça baixa. 

– Abandonadas! – Jennie diz percebendo que Sina não teria coragem de dizer. 

– Vocês moram por conta própria? – Perguntei em espanto. 

– Não faz tanto tempo assim. Na verdade, foi no final do ano passado… – Sina volta a dizer. – Eles perceberam que a gente era um peso na vida deles e foram embora numa madrugada qualquer. 

– Deixaram uma carta! – Lua diz. 

– Dizendo que tinham saído do estado e pedindo para que a gente não procurasse por eles! – Jennie completou. 

– E desde então eu cuido delas! – Sina finalizou e deu um suspiro. – Tudo tem dado certo. Ninguém nunca descobriu sobre isso, até hoje...

– Sina, mas viver assim é perigoso demais! – Falo em tom preocupado. 

– Não! Você não entende, se souberem que estamos só, vão levar a gente para um instituto de adoção. Ficamos escondidas aqui porque é melhor pra gente. Faço isso por elas, porque sei que perigoso vai ser se nos separarem! – Ela dizia tudo isso em meio ao choro. 

– Foi por isso que começou a trabalhar na Loukafeteria… 

– Sim. Mas antes eu trabalhava como babá e cuidava de alguns cachorros também. 

– Eu vendo brigadeiro na escola! – Jennie diz sorrindo. 

– Nós fazemos de tudo, mas não corremos atrás de ninguém pra pedir ajuda! – Sina diz em tom de orgulho, mas ao mesmo tempo, triste. – É por isso que não queria que ninguém soubesse! 

– Poxa Sina, eu nem sei o que dizer! – Noah diz parecendo buscar conselhos bons para dar. Mas assim como eu ele havia falhado. 

 Eu realmente não fazia ideia do que dizer para ajudar ou amenizar todo esse clima que ficou. Agora que sei sobre o que ela passa, me sinto muito péssima. 

 Mas eu precisava falar algo, foi então que eu pûs minha mão sobre a dela. 

– Me desculpa! – Digo apertando sua mão. – Me desculpa por todas as vezes que você tentou me explicar sobre suas obrigações e eu não compreendi… Me desculpa por nunca ter me importado o bastante pra tentar entender o que você tinha… Me desculpa por ser uma amiga muito intrometida que agora sabe o que você passa porque te seguiu sem sua permissão…

– Tudo bem Heyoon. Eu que deveria te pedir desculpas. 

– Não. Você não me devia satisfação da sua vida! Eu que fui metida! 

– Você só estava preocupada comigo! E na verdade eu já estou até melhor agora que você sabe. Era muito ruim esconder tudo isso de você! – Ela diz sorrindo o que me deixa um pouco mais tranquila. 

– Sina, pode contar comigo pra tudo! – Noah diz pondo a mão sobre as nossas mãos juntas. 

– E comigo, principalmente! – Digo e Noah pisca pra mim. 

– Estamos com você! 

– Vocês nunca me decepcionam! – Ela diz e nós nos olhamos sorrindo. 

 Foi quando nos levantamos juntos e demos um abraço triplo. Cheio de carinho. Suas irmãs se juntaram à nós e então estávamos completos. 

– Sabe, na minha casa tem um quarto vago que cabem três camas direitinho! 

– Você não tem que fazer isso! 

– Não se preocupa. Eu sempre disse que não queria irmãos, mas nunca mencionei nada sobre irmãs! – Digo entre o abraço e Sina me lança um sorriso muito sincero. 

 E assim eu descobri o segredo de Sina. E ao mesmo tempo que fiz isso, percebi que tudo que eu mais preciso fazer agora é ajudá-la e nunca, em hipótese alguma, abandonar ela. Porque tudo que eu menos quero é que ela passe por coisas assim novamente. 

 

Pov Bailey 

 Já te falaram alguma vez que trabalhar é uma droga? Já? Pois então deixa eu reformular essa frase pra vocês. 

 Existe sim alguns trabalhos bem pé no saco, que realmente não valem a pena. Mas quando você trabalha com algo que você gosta, em um local bom, com pessoas incríveis ao seu lado, então meus amigos, trabalhar vale muito a pena. 

 E consegue ser ainda melhor, quando se tem uma pessoa em especial a qual você sempre quer ter por perto. E no meu caso, essa pessoa tem nome e sobrenome. 

 Joalin Loukamaa. 

– Ok, pode me servir uns Muffins de framboesa e um Latte por favor! – Pede a senhora de nariz em pé, que sempre vinha na Loukafeteria, às quartas.  

 Acenei com um sorriso e me afastei da sua mesa indo direto pra cozinha deixar o pedido. 

– Obrigado Bailey, pode tirar seus 30 minutos de intervalo. A Sina cobre você! – O Sr Loukamaa diz sorridente. Na verdade, estava sorridente até demais. 

 O Sr Loukamaa tem agido estranho ultimamente. Está menos rígido, tanto com a clientela quanto com os funcionários. Não que ele me tratasse mal, mas de um tempo pra cá notei que ele estava mais, relaxado. Como se estivesse de muito bom humor. 

 Não pude deixar de sorrir também e me apressei em ir até uma das mesas do fundos, onde me sentei e comecei a conferir as mensagens no meu celular. 

 E foi lendo algumas dessas mensagens que vi uma das fotos do meu encontro com Joalin no parque de diversões. Ela estava tão linda. Fiquei analisando bem a sua perfeição e o quão bem eu aparentava estar por ter ela do meu lado. Um sorriso bobo se formou no meu rosto involuntariamente. 

– Tá tão feliz assim porque? – Ouço a voz angelical da garota que tem perturbado, ou melhor, iluminado meu sonhos ultimamente. 

 Ela senta bem do meu lado.

– Vendo nossas fotos! – Digo sorrindo e entrego o celular para que ela visse também. Percebo ela sorrir assim que pôs os olhos na tela. 

– Ficou bem nessa foto! – Ela diz sorrindo. 

 Eu já disse que amo ver ela sorrindo? 

– Nós ficamos! – Digo pegando o celular de volta. – Ficamos bem, juntos! – Sorrio de canto e ela logo fica tímida. 

– Você ainda tem tempo pra conversar? – Ela perguntou pondo uma mecha do seu cabelo atrás da orelha. O que dá o sinal perfeito de que estava envergonhada. 

– Me restam 20 minutos. – Digo checando o horário em meu relógio. – Então, tenho tempo sim! 

– Bailey, eu preciso ser muito sincera com você! – Ela diz depois de dar um suspiro. 

– Pode dizer. Seja lá o que for, tô preparado! – Brinco um pouco, apesar de estar com medo do que ela quer me falar. 

– Eu estive pensando sobre nós! – Ela diz e morde o lábio nervosa. 

– O que exatamente? – Levanto uma sobrancelha. 

– Sobre como eu estou me sentindo em relação a tudo isso… Você sabe que não é fácil pra mim, me deixar levar por uma paixão, e-eu te dei milhares de motivos para que você se afastasse de mim, mas você simplesmente insistiu e não deixou de me dizer o quão você estava determinado a esperar por mim…

– Joalin, tá tudo bem! – Digo pondo minha mão sobre a dela. – Eu ainda vou continuar esperando… 

– Não! Não tem mais o que esperar! – Ela diz de cabeça baixa e olhos fechados, como se estivesse com medo de me olhar. 

– Não? Porque não? – Pergunto preocupado. 

 Desistir dela era algo que sinceramente eu não estava disposto a fazer. 

– Porque eu estou pronta! – Ela diz e então me olha. – Eu quero ficar com você. 

 Essa simples frase me atingiu como uma bala, vinda de um tiro à queima roupa. O impacto me deixou tonto, mas era num bom sentido. Depois que consegui processar aquilo, e perceber que ela estava mesmo falando sério, um sorriso enorme se abriu no meu rosto. Eu não podia conter a emoção. Simplesmente estava animado demais para esconder. 

 Minha vontade era de soltar milhares e milhares de fogos de artifício. Embora minha mente é meu coração estavam agora explodindo como um. 

 Talvez por fora eu não demonstrasse tanto, mas por dentro eu estava à mil. Meu coração nunca bateu tão acelerado e sinceramente, eu nunca senti nada no meu estômago comparado ao que estou sentindo agora. 

 Nem acredito que vou dizer isso, mas era como se mil borboletas estivessem agora mesmo dentro de mim. Eu sei, clichê demais. Mas o que posso fazer? Era assim que eu estava me sentindo. 

– Bailey, diz alguma coisa! – Ela me tira do transe em que eu estava. E só então percebo que ela estava muito corada. 

– Me desculpa, é que eu me perdi na imensidão azul que é esse seu olhar! – Digo tocando sua bochecha corada e fazendo carinho na mesma. – Tô muito feliz que tenha se decidido! 

– Eu também! 

– Não sei se aqui é um lugar apropriado pra isso, mas eu quero tanto te beijar agora! 

 Eu não queria passar uma imagem ruim pra ela. Principalmente pelo fato de estarmos em local de trabalho, e por seus pais estarem aqui. Não sei se ela se sentiria confortável beijando alguém na frente deles, por isso evitei todo o desejo que eu tinha naquele momento. 

 Mas surpreendentemente, ela segura minha nuca e me dá um beijo rápido. Nada que pudesse ser chamado de quente ou apaixonante. E isso nem me importava. Por ser ela, já era bom o bastante. 

– Isso foi só pra te animar para o que vem depois! – Ela diz e ri.

– Quer dizer que vou ter que esperar até o fim do dia pra te beijar de verdade?! – Perguntei com a sobrancelha levantada. Ela concordou ainda rindo. – Que maldade. – Faço bico. 

– Talvez, só talvez, eu tenha reservado uma mesa pra gente no karaokê… – Ela diz sugestiva, o que me faz sorrir. 

– Então talvez, só talvez, eu esteja muito animado pra ir! – Digo e nós dois rimos. 

– Vou adorar ouvir você cantar! 

– Posso te mostrar um pouquinho do que andei escrevendo… Acho esse o momento perfeito pra divulgar esse meu talento! – Digo convencido. 

– Bailey May compondo canções?! 

– Eu só precisei de uma boa inspiração! – Digo segurando sua mão e fazendo carinho nela com o polegar. 

 Dei um suspiro e a encarei bem fundo nos olhos antes de soltar a voz. 

[Bailey] 
Eu tive um sonho de você e eu na noite passada
Sob as estrelas e a lua, tão brilhante
Deitados juntos nos abraçamos
Não há nada melhor do que estar apenas com você
É como um sonho que se tornou realidade
De novo e de novo
De novo e de novo
Eu direi

eu te amo

Agora estamos juntos
Eu nunca vou deixar você
Estamos juntos
Ninguém vai te tirar de mim
Porque você será
Você sempre será 
A única garota para mim

 Terminei de cantar esse pequeno trecho da minha canção, e pra minha surpresa, as pessoas ali presentes começaram a aplaudir. Corro meus olhos por todo o salão e pude ver a Sra Loukamaa aplaudindo também. Meu Deus, eu acho que estou mais vermelho que uma pimenta. 

 Sorri tímido com tanta atenção.

  Joalin me olhava tão sorridente que minha vontade era de passar o dia todo cantando só pra vê-la assim. 

– Acho que essa noite vai ser memorável! – Ela diz encostando a cabeça em meu ombro. 

– Você acha? Eu tenho certeza! – Digo e Sorrio aproveitando aquele momento "à sós" com ela. 

 Eu estava me sentindo realizado, finalmente. Ela havia tomado uma decisão sobre nós, e não podia ter sido melhor. Agora tudo que preciso fazer é dar à ela todo o carinho e amor que prometi que daria se um dia ela estivesse pronta para mim. 

 Passei o braço sobre seu pescoço e a puxei pra mais perto de mim. Queria aproveitar o resto do meu tempo livre com ela. Receber essa notícia tinha feito meu dia. E eu não queria mais sair de perto dela, não quando eu tinha certeza de que era ali que eu deveria ficar. 

 Mas então, o sininho da porta de entrada soou e despertei do pequeno transe em que estava. Olhei para a pessoa que ali entrava e de longe eu a reconheceria.

  Ela me viu à distância e veio em minha direção com um sorriso no rosto. Levantei ainda inacreditado de que ela estava mesmo aqui. 

 Não olhei para o rosto de Joalin, mas tenho certeza de que sua expressão nesse momento é de confusão. 

 A outra garota, já apressava os passos até mim e quando estávamos perto, me abraçou. O abraço mais forte que eu já pude sentir. 

 E no mesmo tom confuso que vi no rosto de Joalin, estava no meu. Mas era um confuso no sentido de estar surpreso. Era assim que eu estava. Totalmente surpreso de ver ela. 

– Achei que nunca mais fosse te encontrar! – Ela diz entre o abraço. – Eu tava morrendo de saudades de você! 

– O que você tá fazendo aqui, Ylona? 


Notas Finais


Ylona /-/ Ylona Garcia
https://iv1.lisimg.com/image/15094385/640full-ylona-garcia.jpg

~°~

E aí, gostaram???

Não esqueçam de comentar, já tô cansado de dizer que isso é MUITO importante mesmo!!! Por favor, deixe seu comentário e faça de mim um autor feliz :)

Confiram a úsica cantada pelo bailey nesse capítulo:
https://youtu.be/NKxkGoln1FU

Se inscrevam caso não sejam inscritos ainda!!

Bjão e até o próximo!


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