História Whatever - Capítulo 8


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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe Z. "Felps", Flavia Sayuri, Gabriel "MrPoladoful", Guilherme "Mano Coelho" Coelho, Guilherme Damiani, Júlio Cocielo, Kéfera Buchmann, Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti, Maddu Magalhães, Mariana "Satty" Ferreira (Pense Geek), Rafael "CellBit" Lange, Thiago Elias "Calango", Zelune
Personagens Alan Ferreira, Felps, Flavia Sayuri, Gabriel Tenório Dantas, Guilherme Coelho, Guilherme Damiani, Júlio Cocielo, Kéfera Buchmann, Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Maddu Magalhães, Mariana "Satty" Ferreira, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange, Thiago Elias "Calango", Zelune
Tags Amigos, Amor, Cellbit, Drama, Fanfic, Rafael Lange, Romance, Romantico, Youtubers
Visualizações 37
Palavras 1.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Volteeei!
Não tem muito o que falar, então é isso kkkkk.

Qualquer erro ou contradição me avisem.

Boa leitura!

Capítulo 8 - Obrigada!


Não dormi essa noite. A raiva que me consumia me deixou bem agitada, e incapaz de pensar em qualquer outra coisa que não fosse a estupidez de Luíza.

Só consegui me distrair quando o céu já começava a clarear. Coloquei uma série aleatória na Netflix, mais para não ficar muito silencioso do que para assistir, e fiquei mexendo no celular. Esperando que eu pegasse no sono.

Mas não funcionou. Preciso parar com essa mania de não dormir.

Já amanheceu e a bateria do meu celular acabou e deixei o carregador na sala. Mas sair e ter o risco de encontrar com a Luíza não é uma opção para mim agora. Então não faço ideia de que horas sejam.

Comecei a sentir fome, e com o tempo ela só aumentou. Eu não posso ficar de cativeiro no meu quarto. Preciso saber que horas são e tomar café da manhã, além de começar a precisar usar o banheiro. O que me deixou sem escolha.

Abri a porta do quarto e atravessei o corredor. As luzes estavam todas apagadas, e não tinha sinal de movimento na casa. Tudo estava igual a como deixamos ontem, então imagino que Luíza também transformou seu quarto em uma prisão.

Primeiramente fui ao banheiro, imagino que não aguentaria por muito mais tempo se tentasse. Peguei meu carregador de cima do sofá e já o coloquei pra carregar. Por fim, fui à cozinha e comecei a abrir os armários a procura de algo para comer.

Nada. Não tinha nada para comer além de algumas fatias de pão velho e umas bolachas de água e sal. Nem ao menos frutas tinham. Precisamos ir ao mercado...

Me conformando que passaria fome até a hora do almoço, peguei meu celular e o carregador e voltei pro meu quarto.

Depois de um tempo carregando, pude finalmente ligar meu celular. Vendo que já eram quase 15:00 horas. Tinha passado do meio dia e cheguei em um ponto que nem sentia mais fome.

Botei uma roupa decente e peguei minha carteira e meu celular já carregado. Deixei um bilhete em cima da mesa avisando à Luíza que sairia pra comprar o almoço e que demoraria, pois iria ao mercado também.

Peguei, então, as chaves em cima da mesa e sai do apartamento.

Por coincidência, encontrei com Felps também saindo de seu apartamento.

Gelei. Ele tava lá, ele me viu passar toda aquela vergonha. Ele deve me achar uma puta agora.

Apressei o passo, passando por ele e, acredito eu, consegui com que ele não me visse. Entrei no elevador e apertei o botão do subsolo, onde o carro estava estacionado.

Fui direto para o shopping. Não tinha muito dinheiro comigo e não pretendia usar meu cartão, então não poderia comprar muitas coisas no mercado, já que também teria de comprar o almoço.

Fui para a praça de alimentação, indo logo em seguida ao Burger King. Pedi dois hambúrgueres para viagem. Mas logo me arrependi, devia ter feito as compras primeiro.

Mas já estava feito, então continuei e fui ao mercado.

Já estava com o carrinho de compras cheio de coisas que faltavam em casa, embora não tudo. Passava por um corredor qualquer indo na direção dos caixas, pronta para pagar tudo e voltar para casa.

Quando dois adolescentes passaram correndo por mim, um deles bateu na prateleira do meu lado ao passar derrubando um monte de potes, já que eu estava no corredor dos plásticos.

Tive poucos segundos para perceber que uma geleira enorme vinha do alto na minha direção. Estava me preparando para sentir uma forte pancada na cabeça e já ia me encolhendo quando sinto um braço passando por minha cintura e me puxando pra trás. Tudo isso em apenas alguns segundos.

Me recuperava do susto quando ouço uma voz conhecida, me fazendo virar para ver quem é.

– Ta tudo bem? Quase foi nocauteada – quando encontrei com dois lindos olhos azuis, me surpreendi.

– É, eu to bem. Muito obrigada – falei percebendo que ele ainda me segurava pela cintura, me fazendo olhar para baixo. O que logo o fez tirar os braços de volta de mim.

– Ah, não foi nada. Me pergunto o que esses adolescentes fazem no mercado.

– Merda, provavelmente – rimos. – É incrível como temos nos encontrados ultimamente.

– Pois é – ele solta uma risadinha fraca após falar. – Tem virado rotina.

– Sim – minha vez de rir. – Eu preciso ir agora, a Luíza ta esperando que eu leve o almoço. Obrigada de novo! – falei já saindo com o carrinho.

– Até mais, eu acho – ele fala acenando e eu aceno de volta.

Depois de pagar pelas compras com o meu cartão, voltei para o estacionamento e andava distraída com o celular em direção ao carro quando um carro preto passa muito rápido na minha frente enquanto buzinava violentamente. Por pouco não me levou junto.

Parece que um tsunami de azar veio pra inundar minha vida hoje. Incrível.

Depois de alguns segundos em choque recuperei meu foco e continuei andando até o carro.

Enfiei a mão no bolso e percebi que a chave do carro não tava mais ali, me desesperei. Em que outro lugar eu colocaria a chave se não no meu bolso? Comecei a tatear meu corpo sob a mínima esperança de que a chave estivesse ali em algum lugar.

Mas não estava.

Cheguei no meu limite. Hoje realmente não é meu dia.

Estava pronta pra começar a chora quando pensei que, por sorte – que me faltava no momento –, eu encontraria a chave no shopping.

Me virei de cabeça baixa e comecei a andar de volta pro shopping quando ouvi alguém gritar meu nome. Levantei o rosto e o que encontrei foi o Rafael correndo enquanto sacudia minhas chaves a cima da cabeça.

Um sorriso involuntário surgiu no meu rosto e quando percebi ele já estava apoiado nos joelhos ofegante na minha frente.

– E-eu não acredito!

– Acredite... Porque eu... corri bas... bastante! – ele falava com pausas devido a respiração falha. Minha única reação foi abraçar ele, o que o surpreendeu bastante.

– Obrigada, obrigada, obrigada! – depois de se recuperar do susto por eu ter o abraçado de repente, com uma das mãos ele retribui o abraço e com a outra acaricia meu cabelos.

– De nada! – me aconcheguei no peito dele, apertando mais o abraço. – T-ta tudo bem? – falou ao perceber que um dos motivos para eu ainda não ter o soltado, é que tinha começado a chorar.

– Eu queria que estivesse! – ele separa o abraço, me segurando pelos ombros e eu limpo o rosto com o braço.

– O que aconteceu? – ele coloca a chave do carro na minha mão e abre a porta do motorista pra mim entrar. Eu entro e ele da a volta, entrando no banco do passageiro. – Melhor conversar assim. Pode falar – tombei com a cabeça no volante, o que fez com que o carro buzinasse, mas não liguei e continuei com a cabeça ali.

– Eu briguei com a Luíza. Ela ta sendo egoísta comigo e por isso a gente brigou, mas mesmo sabendo que eu tenho razão, é horrível não falar com ela. Depois eu quase fui nocauteada por uma geleira, por pouco não fui atropelada e se não fosse tu, teria perdido a chave do carro dela – suspirei e levantei a cabeça. – Além de esse “novo começo” que eu sempre quis, ter começado uma bosta. A primeira impressão que eu deixei pra todos os youtubers é que eu sou uma vadia bêbada?

– Se é tão ruim assim ficar sem falar com a Luíza, por que não pede desculpas?

– Pedir desculpas? Pelo que exatamente? Eu fiz e ainda faço tudo por ela e mesmo assim ela me trata como se eu só a atrapalhasse. Eu não tenho porque pedir desculpas.

– Ela com certeza tem os motivos dela pra ficar chateada – suspiro. – Mas quanto as outras coisas que aconteceram hoje: Hoje só não é teu dia de sorte, daqui a pouco as coisas se resolvem.

– E o resto da minha vida? Vai se resolver assim também?

– É só uma fase, daqui a pouco as coisas começam a melhorar. Afinal tu a recém chegou e ainda tem muita coisa pela frente. E eu tenho certeza que os yutubers não te acham uma vadia bêbada.

– É... Acho que sim. Espero, pelo menos – nós ficamos um tempo em silêncio, até eu quebrar o gelo. – Eu não acredito, eu nem consigo resolver meus problemas sozinha e já fico desabafando por aí, fazendo drama...

– Por aí? – ele franze o cenho e eu olho pra ele como se dissesse “tu entendeu o que eu quis dizer”. – E não é drama, tu ta passando por uma fase ruim. É normal ficar triste.

– Obrigada, sério – ofereci um sorriso, recebendo outro em troca. – Eu preciso ir, a Luíza ta esperando pelo almoço – falo já abrindo a porta.

Nós dois saímos do carro e ele me ajuda a guardar as compras no porta-malas. Nos despedimos e ele volta pro carro. Eu entro no carro e dou partida no carro, saindo do estacionamento logo em seguida.

Quando chego em casa, encontro a Luíza na sala vendo TV.

– Demorou – ela bufa.

– De nada por ter ido buscar o almoço e fazer compras pra casa mesmo sem tu ter pedido – minha vez de bufar, e ela revira os olhos em troca.

– Obrigada – ela fala de má vontade.

Eu coloco as compras na mesa e jogo a sacola com o hambúrguer dela no colo dela e pego o meu.

– Má agradecida... – murmurei.

– Eu ouvi – ela fala já comendo no sofá enquanto eu andava paro o balcão.

– Não é como se eu tivesse escondendo, também.

Nós comemos em silêncio sem trocar uma única palavra. Mas quando ela veio colocar as coisas na pia – enquanto eu já guardava as compras –, tive que falar.

– Onde pensa que vai? – falei ao ver ela saindo pela porta.

– Pro meu quarto – ela nem mesmo parou de andar ao me responder secamente.

– Errado. Tu vai dar meia volta e lavar a louça – ela finalmente se vira pra falar comigo.

– Eu sou a tua empregada agora? Eu já lavei a louça ontem!

– Não, e eu também não sou a tua. Mas mesmo assim eu sai e comprei as coisas pra casa e o almoço. Então é justo que tu lave a louça. Se não gosta, então o almoço é responsabilidade tua da próxima vez – falo sem desviar a atenção das compras. Ela bufa e começa a lavar a louça.

Depois disso, eu e a Luíza não nos falamos mais. Eu fui pro meu quarto e ela pro dela. Nos encontrando as vezes quando saíamos para ir ao banheiro ou pegar alguma coisa pra comer.

Acabei ficando acordada de novo.


Notas Finais


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