História Whatever Happens - Capítulo 48


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Categorias Michael Jackson
Tags Amor, Michaeljackson, Romance
Visualizações 23
Palavras 1.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 48 - O homem misterioso


Sábado

 

Roberta on

 

Acordo com batidas na porta e pego o celular para olhar a hora. Meu deus, eu já era para estar pronta e saindo para a primeira palestra da manhã. Coloco um roupão e abro a porta tentando abrir os olhos direito.

 

-Marcel? Nossa, eu perdi a hora completamente! Digo me escorando na porta.

-Imaginei, não encontrei você no café, por isso resolvi bater aqui.

-Obrigada, não sei quem horas acordaria se você não batesse. Digo rindo meio sem graça.

-Não quero atrasar você, pode ir na minha frente, eu vou me arrumar correndo e vou assim que me ajeitar.

-Tudo bem, nos encontramos lá então.

 

Fecho a porta e tomo um banho, lavo meu cabelo em um recorde de 5 min e saio do banho parecendo que corri uma maratona. Odeio acordar atrasada e me arrumar correndo, ainda mais hoje que tenho minha palestra à tarde, mas nem lembro de ouvir o despertador tocar. Esses dias têm sido muito cansativo. Me arrumo rápido, como algo no café e pego um taxi para o evento. Marcel havia reservado um lugar para mim ao seu lado, sento e tento me situar no assunto que já estava andando quando sentei.

Chegou o intervalo da manhã com a graça de Deus, porque estou morta de fome, só consegui engolir uma bolacha antes de sair do hotel. Pego um canapé e um chá de hortelã e vou até uma parte arborizada para tomar um ar. Enquanto bebo meu chá o Michael me vem à cabeça, como inúmeras vezes acontece ao longo dos dias aqui. Por mais que em LA a gente também não se veja todos os dias, só o que nos separa lá são 2 horas de carro e sempre que dá, mesmo durante a semana, reservamos uma ou outra noite para nós dois. Aqui não tem como fazer isso, mas agora falta só mais uns dias.

 

-Roberta, está preparada para hoje à tarde? Pergunta Justine ao se aproximar de mim. Ela é uma das pessoas que encontrei no bar ontem e que trabalha em NY.

-Oi, Justine! Estou sim, um pouco nervosa, confesso. São muitas pessoas e é minha primeira palestra.

-Que isso, não fique nervosa! Tenho certeza que irá se sair bem. Mas eu também fico um pouco assim quando preciso falar em frente a tantas pessoas, é normal.

 

Ficamos conversando mais um pouco e logo o evento retorna com a programação.

 

Algumas horas depois

 

Almoço com Marcel e o pessoal de NY, novamente. A minha palestra é a última do dia então aproveito para passar no hotel e trocar a roupa, não consegui me arrumar direito de manhã. Tiro o vestido que estava e coloco um terninho preto e uma camisa branca por baixo, bem básico, mas arrumado. Pego meu modelador de cachos e faço uns cachos despojados nas pontas dos cabelos só para dar um pouco de balanço e volume, retoco a maquiagem e volto ao evento. No caminho ligo para Michael e cai na caixa de recados, queria falar com ele para me desejar boa sorte, mas pelo visto não vou conseguir.

A tarde começa e o fluxo segue normal, minha vez está quase se aproximando. Levanto com certa dificuldade porque está um tanto escuro aqui e vou até a saída para tentar falar com Michael novamente mas não atende. O ambiente aqui tem um palco amplo e alto e os assentos são poltronas confortáveis, é como se fosse um teatro, mas mais projetado para convenções e essas coisas. Durante as palestras a iluminação se concentra no palco e a plateia não fica muito iluminada. Quando termina a iluminação geral volta para que todos possam se movimentar sem dificuldade. Então minha hora chega, subo no palco e coloco meu roteiro no suporte que tem aqui e pego o microfone. O fato da iluminação não ser muito forte na plateia me tranquiliza porque não consigo ver muito bem o rosto de ninguém, então começo a falar. Tenho 40 min reservados para mim e após é aberta para perguntas e geralmente o pessoal utiliza todo o tempo, então preparei bastante coisa. Pode não parecer muito tempo, mas ter que preencher 40 min com teorias, explanações de casos práticos e informações jurídicas relevantes, é assunto que não acaba mais. Depois de uns 30 min falando, me encaminho para o final e uso quase todo o tempo dos 10 min faltantes. Mas quando estava quase concluindo percebo que alguém está espiando da porta principal, consigo ver pois ao abrir a porta entra um tanto de claridade da rua, mas só consigo ver que é um homem. Ele logo sai novamente e fecha a porta. Ao concluir, o pessoal aplaude, como é de praxe, e agradeço. Nisso vejo que novamente a porta se abre e entre os aplausos a pessoa entra. Dessa vez, por ter se aproximado um pouco mais, posso notar que é um homem vestido com um moletom vermelho e está de capuz. Ele então senta em uma poltrona na última fileira, que está vazia, e fica ali. Acho bem estranho alguém chegar já na parte dos questionamentos e ainda por cima de roupa esportiva, já que todos estão de ternos e roupas sociais, mas em seguida começam a perguntar sobre algumas coisas que falei e volto minha atenção ao que estou fazendo. Depois de 4 questionamentos e um assunto um tanto polêmico ter se estendido por uns 10 min, abro para mais uma pergunta. Enquanto um microfone chega até a pessoa para que possa formular sua dúvida, noto que a porta novamente se abre e outro homem entra e se dirige ao mesmo local onde o homem de moletom está sentado. Assim que ele chega na fileira de poltronas o microfone quase cai de minha mão, não é possível que eu esteja enxergando o Bill, segurança de Michael, aqui. Perdi metade da pergunta da pessoa e fui obrigada a pedir que repetisse com a desculpa de que não havia compreendido por culpa do som baixo. Depois da pessoa novamente ter feito sua pergunta eu começo a responder. Ao final, aplaudem e vejo que os dois homens misteriosos se levantam, e tenho a confirmação, é realmente Bill, consigo identificar claramente seu rosto e seu porte. O que só me resta concluir que o homem de moletom é Michael, mas não parece ele e não faz sentido ser ele. Os dois saem pela mesma porta que entraram enquanto eu desço do palco. Algumas pessoas se dirigem até mim e ficamos conversando, Marcel se aproxima e entra no assunto. Assim que consigo me despedir de todos, saio em passos rápidos até a porta para ir à cata de Bill e vê-los de perto. Saio e não vejo nem rastro de Bill, nem de Michael ou do homem de moletom vermelho que estava com Bill ou com o homem que parecia Bill, porque agora já não sei mais se era Bill ou não. Isso não faz o menor sentido, o que ele faria aqui e por que sumiria? Enquanto tento achar um taxi, pego o celular e ligo para Michael. Depois de alguns toques ele atende.

 

-Michael? Onde você está? Pergunto confusa.

-Oi, meu amor! Estou em casa. Por que a pergunta?

-Nossa, onde você se meteu o dia inteiro? Tentei falar com você, queria ouvir sua voz antes de chegar minha vez de palestrar mas você não atendeu, amor.

-Eu fiquei preso em uma reunião a tarde toda, Ro! Me perdoe, mas eu não esqueci que hoje era o dia que você falaria no seu evento, mesmo longe eu mandei minhas boas energias!

-Obrigada... queria tanto te ver, não acredito que vamos passar mais um final de semana longe. Falo com um tom um pouco triste.

-Não fique triste, meu amor. Daqui uns dias você volta e vamos ficar abraçados até cansar.

-Eu jamais cansaria de você! Falo sorrindo um pouco, ele tem o poder de me fazer achar um sorriso mesmo quando estou triste.

-Mas por que você perguntou onde eu estava assim que eu atendi?

-Vai parecer loucura, mas tinha um cara igual ao Bill aqui e do lado dele um homem meio estranho, de moletom em um uma conferência jurídica. Eu cheguei a achar que era ele mesmo e que o outro homem era você, então eles sumiram e te liguei para ver se estou louca mesmo. Falo rindo.

-Ué, amor! Bill está aqui comigo, ele me acompanhou o dia inteiro. Sinto informar, mas você está louca, sim. É uma pena isso, tão bonita e talentosa! Ele fala e ri do outro lado da linha.

 

-Roberta, vamos até o bar do outro dia com o pessoal? Justine diz baixo gesticulando enquanto afasto um pouco o telefone para poder ouvi-la.

-Só um instantinho, Justine. Peço e volto a falar com Michael.

 

-Amor, estão me convidando para sair. Acho que vou aproveitar que amanhã não preciso acordar cedo e vou ir, você se importa? Falo gesticulando para Justine aguardar um pouco e ela se afasta para me dar privacidade para terminar a ligação.

 

 

Continua...

 


Notas Finais


Eita, que confusão na cabeça de Roberta! kkkkk
Mas vocês já devem ter sacado, não é?


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