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História Whatever It Takes (SasuHina) - Capítulo 1


Escrita por: HimeRed

Notas do Autor


Para quem já é de casa: sejam muito bem-vindoooooos a mais uma long universo original minha! Quem amou?
Para quem é novo por aqui e não leu nenhuma fanfic minha: sejam muito bem-vindoooooos!

Quem me acompanha de perto sabe o quão ansiosa eu estava para postar essa fanfic e o quão ansiosa eu estou para já ter o feedback de vocês! Chego até a tremer, é sério!

Eu acho que essa estória vai ser bem longe da realidade que vocês estão acostumados em fanfics originais, uma vez que aqui vocês vão ver uma versão bem diferente das que acompanham! Sem papo de redenção ou amor à primeira vista, vocês vão conhecer o pior lado não só dos personagens, como do mundo ninja. Mas — obviamente — vai ter aquele romancezinho, o chove não molha.... Kkkkkk.

Já vou começar falando de prazos de atualização, e assim como “Sob o olhar do Uchiha”, eu vou estar atualizando a fanfic a cada um mês! Claro! Às vezes vai sair mais de um capítulo por mês, mas em base, vai ser mensal.

E obviamente, eu acho que vocês já viram e babaram essa capa MARAVILHOSA e tão bonita que deveria ser considerada uma obra de arte! Pois então, ela foi feita pela talentosa @leithold-, e Deus, que espetáculo de designer! Ela é lá do Wonderful Designs e agora mora bem no meu coração também kkkkk.

E essa betagem incrível, e que eu nunca vou ter nada a reclamar, foi feita pela minha amada @Lightie_, que além de beta é minha leitora crítica e também a pessoa responsável por eu estar aqui hoje postando essa estória! Não sei o que eu seria sem ela! Amo demais você, amiga!

Sem mais delongas, começando com uma capítulo bem grandinho para vocês acostumarem mal kkkkk! Tenham uma ótima leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Whatever It Takes (SasuHina) - Capítulo 1 - Prólogo

O chão de terra almofadada e o clima úmido das florestas do país do Fogo deixavam de ser agradáveis com o passar dos dias incontáveis, uma vez que os ninjas devidamente uniformizados e identificados por formas numéricas em seus casacos, trilhavam o mesmo caminho por várias vezes seguidas; sentindo afinco uma sensação irrefutável de estarem perdidos e andando incessantemente em círculos.

Os dez ninjas escolhidos a dedo pelo Rokudaime de Konohagakure já não aguentavam mais seguir um caminho incerto, longe demais de seus familiares e de um ambiente estável. Entre eles, uma kunoichi tomava destaque pela tremenda determinação, caminhando com cautela e os olhos perolados em alerta a tudo à sua volta — com veias que saltavam superficialmente sob sua pele descoberta, tomando lugar ao lado de seus preciosos olhos.

Nas duas primeiras semanas, as únicas vezes que sua determinada visão aprimorada captou a presença de novas fontes de energia — além das outras nove que a acompanhavam —, não passou apenas de animais selvagens e inofensivos. Entretanto, há pouco menos de três dias — graças à sua enorme força de vontade e persistência, mesmo com o cansaço iminente sobre seus olhos — foi encontrado o rastro de sangue fresco sobre o chão íngreme de terra úmida.

Por mais que fosse apenas um pequeno e vasto rastro, ainda assim era uma presença quente e que apontava incessantemente para o que poderia ser uma ponta de esperança, ainda mais sob os olhos esperançosos daqueles que acompanhavam aquela jornada. O objetivo daquela missão secreta, e de um enorme perigo, era a captura de um ninja dado como perigoso e foragido. Ainda que outros grupos — até maiores — também focassem no mesmo desígnio, diferente dos outros, as ordens dadas a eles haviam sido claras quanto querer o alvo vivo.

Não era apenas um simples ninja a ser capturado, muito pelo contrário. Apenas o sobrenome já carregava um peso grandioso e que ao ser proferido deixava muitas pessoas em pânico. Sasuke Uchiha era o motivo de todos os dez estarem ali.

Ao fim da quarta guerra ninja, por mais misericordiosos que o povo de Konohagakure houvesse se mostrado diante aos crimes de Sasuke e sua traição, o homem não aceitou a proposta de redenção — que consistia nele sendo preso e pagando por seus crimes na prisão. A notícia repercutiu por todo o mundo, levando muitas pessoas que o odiavam a oferecerem muito dinheiro pela sua cabeça. Com o enorme aumento da recompensa pelo o homem e pelo o time que havia criado, e nomeado como “Taka”, muitos mercenários e ninjas que os queriam mortos montaram grupos de busca para os pegarem.

E por mais que Kakashi Hatake houvesse aceitado o cargo de Hokage e possuísse uma enorme influência sobre o povo de Konoha, não podia controlar os anseios de todos e muito menos a raiva dos anciãos, os quais sempre cobravam um posicionamento e queriam a morte ou a prisão permanente do único Uchiha existente. Sabendo que Sasuke nunca se submeteria à pressão e a prisão, o Rokudaime teve a certeza que a única forma de manter seu antigo pupilo vivo era trazendo-o à força para Konoha e o submetendo à penitência.

Convocando um grupo de pessoas de sua confiança e que ele possuía a certeza que também queriam o retorno do Uchiha para o lar, Kakashi convocou: Naruto, Sakura, Sai, Kiba, Hinata, Shikamaru, Tenten e mais três ninjas anbu altamente treinados para fazer rastreamento. O grupo se foi floresta adentro, seguindo os rastros antigos e as ruínas deixadas para trás pelo outro grupo formado de quatro pessoas, sendo elas: Sasuke, Suigetsu, Karin e Juugo.

Partiram sabendo que o conflito ocorreria assim que se encontrassem, pois, nos dois anos que haviam se passado desde a quarta guerra ninja, todos aqueles que cruzaram caminho com o Uchiha e seu time foram mortos. Sabendo que deveriam lutar para ganhar, preparavam-se todos os dias para o momento que os encontrassem, esse que se aproximava cada vez mais.

— Vê algo, Hinata? — A voz de Naruto ecoou pela floresta silenciosa e iluminada pelo sol que já sumia de vista, fazendo a noite ganhar lugar.

— Não — respondeu com a voz trêmula e fraca, já estava há horas com o byakugan ligado.

Kiba percebeu automaticamente a forma que a voz dela se arrastava, virando-se para trás na linha reta que seguiam os dez e encarando a menina pálida.

— Vamos parar para descansar, Hina já está exausta! — anunciou o Inuzuka de forma alta e autoritária.

— Não! Não vamos parar, não podemos! — Naruto bradou no mesmo instante, fazendo Kiba bufar. — Quem te colocou no comando?

— Quem colocou você no comando? — o outro homem retrucou no mesmo instante, o clima se tornando pesado, assim como em outras vezes. 

— Ele está certo, Naruto! Hinata já não aguenta mais — Shikamaru ditou de forma lenta, sendo ele a pessoa no comando. — Está na hora dela descansar um pouco, quando a noite cair voltamos a caminhar de novo.

O Uzumaki no mesmo instante caçou a Hyuuga com os olhos, focando suas íris azuis nos olhos ainda ativos dela. Por mais que Hinata quisesse assentir e dizer que estava tudo bem, como já havia feito em outras vezes, daquela ela não poderia o fazer, pois estava realmente muito cansada e sabia que não aguentaria por muito tempo. Mordendo o lábio inferior internamente, a mulher apenas negou com a cabeça o questionamento que o homem fazia silenciosamente.

No mesmo segundo as íris azuis caçaram as verdes que vinham logo ao seu enlaço, observando a rosada também balançar a cabeça em negação.

— Não posso curar o cansaço, Naruto — Sakura respondeu de forma vazia.

O homem bufou contrariado, jogando-se sentado no chão e fazendo as outras pessoas automaticamente cessarem o passo. Hinata desativou o byakugan no mesmo instante, sentando-se sobre o chão de terra e sendo confortada por sua amiga Tenten, a qual lhe oferecia no mesmo instante uma garrafa de água.

— Esse Uzumaki, fala sério! — bradou Kiba ao lado das duas. — Quem ele acha que é?

— Não fale assim, Kiba. — A voz suave da Hyuuga soou baixa, enquanto ela acariciava os pelos de Akamaru, o qual havia deitado com a cabeça sobre seu colo. — Ele apenas quer encontrar o amigo.

— Você não deveria protegê-lo tanto desse jeito — o Inuzuka sussurrou com desgosto, distanciando-se das duas — tampouco arriscar-se tanto por ele.

O rapaz não estava errado em sua fala, pois Hinata realmente defendia Naruto de qualquer palavra bruta que fosse lançada em sua direção, quase como se também fossem destinadas a ela; assim como também se arriscava ao máximo apenas para o ver bem. Por esse mesmo motivo, a Hyuuga estava ali agora.

Quando o próprio Rokudaime foi até seu distrito para recrutá-la, houve muitos problemas consequentes a isso. Pois Hiashi não aceitou que a primogênita participasse de uma missão para trazer o grande traidor Uchiha vivo, repetindo incessantes vezes o quanto aquilo seria uma vergonha para toda a casa principal, tamanha seria a desonra, mas a mulher, a qual já havia se arriscado até por menos, não deixaria de participar, uma vez que sabia o quanto o retorno de Sasuke deixaria Naruto bem, e isso era a coisa que ela mais queria no momento. Havia saído de casa escondida e se aventurado naquela missão sem o consentimento de seu pai; sabia que teria um enorme problema quando retornasse, mas mantinha em sua cabeça que era para um bem maior.

Entretanto, aquele amor platônico que emitia pelo o Uzumaki, nem de longe poderia ser recíproco, pois, o motivo já era um tanto quanto óbvio desde sua infância, deixando-a completamente triste ao lembrar. Naruto não gostava dela daquela forma, nunca a amaria daquele mesmo jeito. E por mais que soubesse disso, ela nem ao menos se esforçava para deixar de amá-lo.

Quando a noite chegou e as estrelas já se mostravam presentes no céu escuro, Naruto ergueu-se com uma enorme motivação do chão. Junto a ele, todos levantaram-se também, a fim de prosseguir o caminho que outrora trilhavam.

— Shikamaru? — Naruto o chamou quando percebeu que o amigo não havia se levantado.

O citado permanecia com os olhos vidrados nos três ninjas anbu que estavam afastados do grupo de amigos — alheios também à retomada dos outros seis. Não era a primeira vez que ele era encontrado observando-os atentamente, possuindo vez ou outra uma enorme desconfiança nas ações dos ninjas mascarados. Os mesmos não costumavam tomar a voz em meio aos outros, e quando faziam, trocavam poucas palavras; costumavam apenas manter a atenção sobre Hinata, para que qualquer mínimo sinal que ela percebesse com seus olhos, eles fossem avaliar pessoalmente a situação. Viviam sempre afastados dos outros, conversando entre si e vigiando-os ao longe.

— Shikamaru? — Sai tentou, dessa vez chamando a atenção do Nara e também dos outros três.

— Vamos prosseguir! — o líder se ergueu e ditou em voz alta, começando a caminhar à frente do grupo. 

Os dez seguiram novamente em passos leves e calculados, medindo o perímetro com os olhos atentos e a percepção minuciosa. Não demorou muito tempo para que a Hyuuga finalmente ativasse os olhos, em um sussurro assoprado. Quando o fez, seus pés automaticamente cessaram o passo, enquanto os quatro ninjas que vinham em seu enlaço se assustaram com a abrupta parada.

— O que você vê, Hyuuga? — um dos anbu perguntou, emitindo uma voz rouca e grave, materializando-se com rapidez para o lado da garota.

Logo, todos os outros já prestavam atenção nela, com os olhos repletos de expectativa e o coração acelerado pelo eminente êxtase que os atingia. Esperavam apenas uma resposta, a qual os levariam diretamente para o que procuravam, mas a feição da mulher não era remetente a boas notícias, resumindo-se à completa confusão.

— E-eu não sei — respondeu, falhando a voz e gaguejando brevemente — está tudo desconexo.

— Como assim, Hina? — Sakura andou ao encontro da amiga, imaginando se tratar de algo que suas mãos pudessem curar.

— Eu não sei explicar, mas parece que algo está alterando todo o lugar — explicou, atentando-se mais à sua volta.

— Não há diferença alguma no local, tampouco presença de chakra no perímetro — falou com convicção um dos ninjas anbu, acabando de surgir entre as árvores, sem nem mesmo terem percebido que ele havia se retirado.

— Não é visível para os nossos olhos — Tenten comentou — tente detalhar, Hinata.

— É confuso demais, quase como uma bifurcação — sussurrou confusa — parece que a floresta foi sobreposta a outra, algo está acontecendo! Isso não é normal! 

Os olhos perolados mexeram-se impacientes, tentando escapar daquela visão conflituosa e estranha, mas pouco conseguia focar-se em alguma coisa à sua volta. Sentia que algo estava por vir, mas não sabia dizer quando ou como. Seus olhos ainda trabalhavam em uma forma de desvendar o que se iniciava, quando puderam finalmente se focar em alguma coisa metros ao longe, similar a algo que já haviam visto antes.

— Trinta metros à frente, na direita ao chão — anunciou com precisão.

O ninja anbu, o qual outrora havia surgido entre as árvores, materializou-se com rapidez até o local indicado pela garota. Ainda que estivessem em uma das florestas do país do Fogo, não haviam árvores suficientes para bloquearem abundantemente suas visões, permitindo assim que eles pudessem ver com precisão o homem ajoelhado no chão. Erguendo uma das mãos enquanto esfregava um líquido escuro e espesso entre os dedos, o ninja virou-se em direção a eles.

— Sangue fresco — anunciou de forma prolongada, parecendo atordoado — alguém estava nos observando há pouco tempo.

Os sete amigos se entreolharam no mesmo instante, totalmente certos da conclusão que aquela descoberta os traria. Pertencente a aquele grupo, haviam três ninjas altamente treinados para notarem até mesmo o mínimo possível de chakra emitido, inclusive, sendo capazes de sentirem a presença dessa mesma fonte de energia quando ocultada. Para não terem percebido que estavam sendo observados e rondados, só havia uma explicação sólida: alguém bastante forte e que domasse totalmente seu próprio chakra havia estado ali. E apenas uma pessoa com tais técnicas e domínio fazia presença por aquelas terras que caminhavam. Sasuke Uchiha.

Alguns deles já estavam preparados para falar aquilo que rondava a mente de todos presentes, mas não houve tempo para que as palavras saíssem de encontro ao ar, pois, no segundo seguinte, os preciosos olhos perolados captavam mais uma potente alteração. Atrás do ninja anbu, algo expandia-se através de fortes rupturas de energia no ar, quase como se uma fenda energética se formasse, era algo que Hinata nunca havia visto e não saberia nem ao menos explicar, mas uma certeza pertencia à sua mente. Era um notável sinal de perigo. 

— Cuidado! — Um grito eclodiu de sua garganta, assustando a todos.

Não foi preciso uma explicação, pois no segundo seguinte o ninja anbu sentiu a presença de chakra atrás de si, e mesmo que ainda não fosse visível para os olhos comuns o que ocorria logo à frente, eles viram quando o homem mascarado se virou com a espada já suspensa em sua mão e outra lâmina metálica atravessou o seu corpo. 

Quando a estrutura corporal do anbu caiu no chão, finalmente ficou conspícuo o que se expandia no ambiente. Como uma porta recém-aberta para outra realidade, à frente dos olhos de todos um portal se abria uniforme ao ar, e de dentro dele três figuras surgiam da intensa escuridão.

Os olhos preciosos vislumbraram os outros dois distintos e tão valiosos quanto os seus, percebendo a enorme quantidade de energia que originava-se do esquerdo, tendo a certeza naquele momento que toda a situação adversa causada perante seu byakugan era exclusivamente criada por aquele. Antes mesmo que os outros tivessem ainda mais certeza — diante da sua visão aprimorada —, Hinata sabia que aquele era Uchiha Sasuke. Os outros dois que o acompanhavam — quando já iluminados pela luz brilhante do luar — se mostraram ser Suigetsu e Juugo.

— Sasuke! — Sakura e Naruto gritaram em uníssono.

O Uchiha olhou na direção de ambos com certo menosprezo, havia algo diferente com o homem, e não se resumia apenas ao seu olhar de frieza. Havia — novamente — dois braços em seu corpo, uma vez que tanto ele como Naruto haviam perdido um dos braços. Entretanto, o loiro por sua vez havia implantado um novo, mas ver também em Sasuke uma prótese, era surpreendente para os olhos curiosos. E o responsável por aquilo já era um pouco óbvio, tratando-se de um aspirante a cientista e que por muitas vezes havia dado origem a experiências. Orochimaru.

— Achei que havia deixado claro minhas intenções quando falei para não me procurarem — falou de forma ácida, encarando conflituosamente os antigos parceiros de time.

— Sasuke, por favor, pare com isso — Sakura pediu com lágrimas já presentes em seus olhos esverdeados — volte para casa conosco.

— Tsc, você nunca me entenderá, não é mesmo? Nenhum de vocês — sua voz se tornou mais sombria e rouca a base do que falava — então vejo que palavras não serão o suficiente para afastá-los.

Assim que completou sua frase, Juugo e Suigetsu tomaram à frente com suas armas já em punhos, fazendo automaticamente os anbu trocarem um rápido olhar carregado de cumplicidade.

— Ataque para matar — o líder anbu ditou para o outro, logo ambos tomando à frente para iniciar uma batalha com os outros dois.

— Não, esse não é o objetivo da missão! — Shikamaru tentou impedi-los, mas apenas foi arremessado longe por um dos ninjas mascarados. Nem mesmo os selos que fez com as mãos foram suficientes para controlar as sombras e pará-los. — Os anbu traíram as ordens do Rokudaime, eles também são nossos inimigos! Sai, Kiba! Parem-os!

Os citados no mesmo instante envolveram-se na confusão que havia se iniciado.

— Akamaru, cuide das garotas! — ordenou Kiba, fazendo o cachorro no mesmo instante tomar lugar à frente das três kunoichi’s.

— Naruto! — Shikamaru chamou pelo homem. — Você sabe o que tem que fazer, não importa se um dia ele já foi seu amigo, se Sasuke tiver a oportunidade, ele nos matará.

— Não, Naruto! — Sakura tentou se aproximar do loiro, o qual estava parado a alguns passos dela, mas foi barrada pelas mãos firmes de Tenten.

— Ele tem razão, Sakura — a Otome sussurrou — aquele não é mais o Sasuke.

Hinata se aproximou com rapidez da rosada, abraçando-a com força, tal ato que fez a mulher se desfazer em lágrimas.

— Não… aquele ainda é o Sasuke — choramingou, caindo sobre o chão de terra.

— Não se preocupe, Sakura — Naruto finalmente falou, virando-se para a mulher e observando o rosto da mesma inundado por lágrimas. — Eu levarei o Sasuke vivo para casa.

E o Uzumaki caminhou firmemente sob o olhar dos quatro, tomando uma postura rígida e encarando o homem que já o olhava com as íris ainda mais sombrias.

— Como nos velhos tempos, Naruto — falou secamente, girando a espada entre os dedos e com um sorriso maldoso nos lábios.

— Tomem conta dela, eu irei ajudá-lo — Shikamaru avisou com rapidez, sumindo entre as sombras das árvores.

As três amigas permaneceram juntas, evitando se envolveram no iminente conflito, zelando pela kunoichi fragmentada, a qual se desfazia em lágrimas e remorso, pensando se um dia suas atitudes poderiam ter evitado tal deletério fim.

Sob os olhos atentos, pretensiosos e perolados, um confronto se alastrava entre as árvores. Sai e Kiba travavam uma luta contra quatro ninjas, uma vez que os anbu também os atacavam em uma forma de afastá-los, mas os rapazes pouco davam indícios que recuariam. Em posse das mãos alvas de Suigetsu, estava Kubikiribocho — a espada que um dia já havia sido de Zabuza Momochi —, e com bastante técnica ele a conduzia uniformemente aos ataques, mostrando uma invejável dominação adquirida com o passar do tempo. A mesma espada foi responsável pela primeira morte naquela fatídica noite, quando em um deslize de um dos anbu, Suigetsu cortou seu corpo ao meio.

Movido pela indignação da morte de um dos “seus”, Kiba exaltou-se, movendo-se para um ataque afobado e inesperado na direção do Hozuki, mas antes que pudesse se aproximar o suficiente para diretamente o atacar, foi arremessado longe por Juugo, o qual o acompanhou pelas árvores, distanciando-se dos outros três. Akamaru no mesmo instante latiu ao ver seu dono no chão, angustiosamente movido pela vontade de ajudá-lo, mas apenas um assobio agudo de Kiba foi o suficiente para orientá-lo a continuar onde estava. 

Observando que Sai estava em desvantagem, Tenten ergueu-se do chão motivada, não poderia deixar seu colega de equipe sozinho.

— Hina? — chamou pela amiga, a qual não precisou nem mesmo de uma explicação válida, entendendo no mesmo instante do que se tratava.

— Eu fico com ela! — falou no mesmo instante, observando a Mitsashi assentir e se afastar com pressa.

Hinata apertou-se a Sakura no chão, como se pudesse protegê-la de tudo à volta apenas com um simples toque. A Hyuuga entendia completamente a situação que a outra se encontrava, era difícil ver uma pessoa tão próxima de si se entregar completamente à escuridão, quase como se não houvesse outra opção, mas para Sakura era ainda mais árduo, uma vez que não se tratava apenas de um amigo de time, mas sim de um amor de infância. Ali não estava apenas Sasuke, mas sim a pessoa a qual pertencia o seu coração.

Hinata sentia quase a mesma sensação observando Naruto incessantemente correr atrás do amigo, sabendo toda a frustração que o loiro carregava consigo; e agora lutando contra aquele que mais queria ao seu lado, imaginava toda sua dor. E por mais que em seus braços agora estivesse a garota de cabelos rosas, aquela que possuía desde muito tempo o coração de seu amado, a Hyuuga não se sentia mal ou ludibriada, muito pelo contrário, ela sentia-se fazendo o seu mais deleitoso dever, o de amiga.

As coisas estavam começando a se tornarem mais ímpias, uma vez que havia muito mais motivação em cada ataque, independente de quem fosse a pessoa direcionada. O único ninja anbu que restava já não se importava mais em distanciar os seus próprios, direcionando também hostilidade a Tenten e Sai, e foi justamente na primeira citada que a lâmina prateada de sua espada rasgou a pele.

Por mais que a ferida não chegasse a ser significante, foi o suficiente para despertar um instinto predador em Sai. Largando completamente o pergaminho de lado — e com isso sua invocação através da animação do desenho feito no objeto —, o menino se focou em puxar sua espada, seguindo no segundo seguinte a um ataque completamente inesperado em direção ao anbu. O garoto poderia aceitar a iminente traição, mas nunca aturaria que ferissem um de seus colegas.

Quando o corpo do anbu caiu sem vida no chão, o olhar negrume e frio de Sai estava direcionado para Suigetsu e o outro rapaz já o encarava da mesma forma, exibindo os dentes pontiagudos em um ato nocivo. Ambos se encararam de forma gélida, sabendo que dificilmente um deles sairia vivo dali naquela noite maçante e amargurante.

— Vá ficar com Kiba — sussurrou de forma arrastada para a garota que o olhava quase apavorada pelas anteriores ações do mesmo.

Tenten não argumentou contra, apenas afastou-se, percebendo que aquela luta que se iniciaria não pertencia a si. Moveu-se com cautela entre as árvores, capturando Juugo com seus olhos castanhos escuros, o qual confrontava firmemente o Inuzuka.

Ninguém soube quando tudo começou a dar errado ou o porquê, mas Hinata Hyuuga viu com clareza diante dos seus olhos perolados toda a ruína que estava se formando, tal que levava seus próprios companheiros à destruição. 

De um lado, Kiba se encontrava desacordado no chão, com Akamaru — o qual havia saído de sua posição de guarda para defender seu dono — na mesma situação perto de si; Tenten ainda se mantinha em pé, mas já não parecia suportar os ataques de Juugo. Do outro lado, Sai se encontrava banhado por sangue, esse que não era apenas seu, mas também do outro homem — o qual, mesmo ferido, parecia muito mais propenso a se manter em pé por mais tempo. Ao longe, podia-se ver as sombras sendo controladas e tentando incessantemente capturarem a de outra pessoa, essa mesma que lutava firmemente com um antigo amigo seu, e que ainda assim desviava de todas as tentativas de Shikamaru em o prender; Sasuke com toda a certeza não iria se abster da situação.

Hinata sabia que deveria ajudar os amigos mais prejudicados, por mais que ainda tivesse que manter seus olhos sobre Sakura. Sabia também que se não interviesse — nem que em uma tentativa de recuar seu time —, as coisas poderiam ficar piores. A menina soltou o corpo da amiga, fazendo a de olhos verdes encararem os seus perolados com determinação.

— Ajude Akamaru e Kiba, Sakura, eles precisam de você! — ditou para a rosada, erguendo-se do chão. — Eu ajudarei Sai!

Assim que a outra garota assentiu, também se erguendo, a Hyuuga partiu para o lado do menino que já parecia não sustentar o próprio corpo. Em apenas um chamado, seu byakugan foi ativado. Aproveitando que Suigetsu se mantinha concentrado em Sai, ela atacou de surpresa, mas ainda assim ele foi capaz de bloquear seu ataque. Trocaram ações ofensivas por um tempo, onde a menina defendia com seu punho gentil qualquer golpe e analisava com seus olhos todos os pontos de chakra de seu oponente, esperando o momento certo para danificar algum e não demorou muito para achar a chance perfeita.

Quando Suigetsu recuou sem já sentir ou conseguir mexer — momentaneamente — seu braço esquerdo, ele a olhou com raiva e com um sorriso muito sádico, e Hinata automaticamente esperou pelo pior dos ataques e ele não demorou a vir. Com toda a força que tinha, o menino impulsionou seu corpo, juntamente com Kubikiribocho pronta para cortar tudo que estivesse em sua frente, entretanto, antes que ele pudesse se aproximar o suficiente do corpo da garota, ela usou uma de suas melhores técnicas: Oito Trigramas Palma da Parede de Vácuo.

O corpo de Suigetsu voou pelo campo de batalha que havia se tornado a floresta, quase acertando Naruto e Sasuke em sua luta, mas por sorte ambos conseguiram desviar. Antes que o corpo do Hozuki se chocasse de encontro ao chão, sua estrutura física foi tomada pelas sombras de Shikamaru e Kubikiribocho separada de sua mão.

Desativando seu byakugan, Hinata observou Naruto olhando apreensivamente em sua direção, mas ele não era o único a levar os olhos ao seu encontro. Um pouco mais ao longe dele, Sasuke a olhava como se houvesse acabado de achar o maior troféu de todos. A Hyuuga não reconheceu aquele olhar sádico, mas o Uzumaki sim.

— Ela não! — gritou enquanto partia para cima do Uchiha.

Mas Sasuke estava cansado de brincar e em apenas um golpe não só feriu o abdômen de Naruto, como também o arremessou longe. Então, ele apenas se virou para a garota, andando em sua direção como um leão prestes a atacar. Um sorriso maldoso tomou o rosto de Sasuke enquanto ele girava sua espada nas mãos, e Hinata sentiu que sua lâmina logo a cortaria, assim como o olhar dele já fazia consigo.

Ela recuou, porque não conseguiu pensar ou raciocinar em outra atitude a tomar. Ela temeu que aquele fosse seu fim, temeu que não fosse mais voltar para casa e ver sua amada irmã, que não assumiria seu clã ou que teria seu almejado final feliz com o Uzumaki. Hinata sabia que ele a mataria, porque podia ver no olhar dele o quanto o mesmo ansiava por aquilo.

— Hinata, corre! — Sai gritou enquanto corria ao encontro do Uchiha, pronto para atacá-lo, mas antes que pudesse desferir qualquer golpe, assim como Naruto, também foi ferido e arremessado, perdendo a consciência por consequência.

— Hina! — Tenten também tentou os alcançar, mas Juugo a prendeu em seus braços, evitando que ela fizesse algo.

A Hyuuga também pôde ver o olhar aterrorizado de Sakura juntamente ao corpo inconsciente de Kiba e Akamaru, assim como viu também Shikamaru tentando fazer algo, mas Suigetsu tomando as rédeas da situação e recuperando sua arma. Então, não havia mais para onde recuar, estava encurralada em uma árvore e o Uchiha não parava de se aproximar.

Mas, no segundo depois, uma fonte enorme de chakra já havia tomado lugar em sua frente, essa que ela conhecia muito bem. Com a energia de Kurama envolvendo a si, Naruto protegia Hinata, bloqueando o caminho à sua frente. A situação, com um gosto incontrolável de déjà vu, parecia atenuadamente mais amenizada.  

— Você não vai tocá-la — o loiro falou rispidamente, tomando um posicionamento mais hostil. 

— E quem vai me impedir, você? — Sasuke debochou, com a voz repleta de sarcasmo e um certo sabor de acidez. 

Atrás dele, bem ao longe, Hinata pôde ver a presença de outra pessoa carregando destemidamente uma kunai em mãos, essa sendo Sakura, a qual estava disposta a machucar aquele que amava pela amiga que nunca havia virado as costas para si.

— Sabe o que eu ainda gosto nas pessoas, Naruto? — O Uchiha não deixou que o Uzumaki respondesse a pergunta anterior, sorrindo maliciosamente ao perguntar novamente. Naruto não respondeu, mas ele ainda assim continuou. — O amor que elas sentem.

A resposta pegou todos de surpresa, fazendo até mesmo Sakura cessar o passo e prestar atenção no que era falado. O sorriso que Sasuke emitia, mostrava que havia um duplo sentido por trás daquilo.

— Afinal, não existe algo capaz de matar mais do que amor, você concorda, Naruto? — mais uma vez ele perguntou. — A questão é: qual delas você ama mais?

Hinata entendeu no mesmo instante o que ele quis dizer e sua voz rompeu com rapidez no ar.

— Sakura!

Mas era tarde demais para avisos prévios, pois o Uchiha já havia sacado uma kunai e jogado na direção da citada.

Naruto correu com toda a energia e velocidade presente em si, ansiando por chegar mais rápido do que a kunai — desejando evitar que ela ferisse sua amada —, mas aquilo não pôde ser evitado.

Deixada para trás, Hinata não teve nem mesmo tempo de se desesperar pela amiga ferida ou pela iminente demonstração de que seus sentimentos jamais seriam recíprocos, pois Sasuke a olhava repleto de maldade e frieza, voltando a caminhar em sua direção logo em seguida. Ela estava sozinha e não havia mais ninguém por si, mas isso não a deixava menos confiante ou mais aterrorizada. Lembrou-se de Neji e de todas as vezes que ele já havia dito para que ela não deixasse que ninguém nunca a fizesse duvidar de sua própria capacidade, pois, ela era sim capaz, mais além, ela podia defender a si mesma.

Tomando posição de ataque, ela ativou novamente seu byakugan enquanto puxava uma kunai de seu uniforme.

— Tsc. — O estalar de língua se fez presente pela boca do Uchiha, juntamente à pura ironia. — Não acha mesmo que irá conseguir vencer-me em uma batalha, não é?

— Não deixarei que me mate! — falou firmemente, fechando o semblante.

— Matar? Eu nunca disse nada sobre isso — ele respondeu de forma maldosa, fazendo uma enorme confusão se firmar na mente dela.

Aproveitando o momento de distração da garota, ele a atacou com a espada em mãos, mas ainda assim, ela conseguiu levar a kunai à frente de seu corpo em uma tentativa de se proteger, mas infelizmente, não foi o suficiente. Com a força do impacto do Uchiha, a Hyuuga foi jogada para trás, atravessando a árvore.

Seu corpo ainda caía de encontro ao chão quando ela sentiu o tempo em sua volta se reduzir e tudo aparentemente ficar lento demais, assim como com seu byakugan novamente viu tudo ficar estranho e sobreposto, parecendo mais confuso do que anteriormente. Mais uma vez, viu rupturas no ar e o olho esquerdo do homem à sua frente ganhar ainda mais presença de chakra.

Desativou os olhos precisos, encontrando agora o olho negrume e o roxo de Sasuke, o último que brilhava como uma pedra preciosa e lendária. Enquanto caía em um lugar incerto, viu tudo ficar escuro demais. A última coisa que conseguiu captar foi o olho púrpura, assim como a última coisa que conseguiu ouvir foi o grito desesperado de seus amigos, chamando com urgência por si.

Hinata Hyuuga não sabia se estava afundando na escuridão de sua própria consciência ou no vale da morte, mas sabia que independente de onde fosse, encontraria Sasuke Uchiha novamente lá.


Notas Finais


E cá estamos nós, acho que eu mesma não tenho o que dizer, mas espero que vocês sim e que digam! Eu espero muito que tenham gostado, muito mesmo! E que abracem essa ideia doida comigo. Nos vemos no próximo capítulo?

҂ Como vocês estão meus amores? Eu espero que bem, pois eu estou ótima. Ainda mais por estar trazendo essa história para vocês, espero de coração que tenham gostado! Não deixem de dizer o que acharam.

҂ Quero ter a interação de vocês para sempre saber o que estão achando, se estão gostando ou não. Assim como qualquer dúvida que tiverem eu estarei a disposição para responder. Não deixem de me seguir também, para que sejamos ainda mais próximos, seguirei todos de volta.

҂ Por hoje é só. Um beijo enorme da autora e até o próximo capítulo.


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