História When a Star Falls in Love - Capítulo 48


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Categorias Kaleido Star
Personagens Personagens Originais
Tags Kaleido Star
Visualizações 9
Palavras 1.508
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, finalmente chegamos ao capítulo mais recente da minha fanfic. Não tenho outros escritos por enquanto, semana que vem tenho outra prova difícil na faculdade, e esse fim de semana eu não sei se conseguirei escrever algo.

A história será atualizada na frequência que eu conseguir.

Espero que gostem.

Capítulo 48 - Shallow


Shallow

Leon encontrava-se em seu quarto. Ele sabia que algo estava acontecendo, por ouvir gritos e desespero…mas ele se sentia tão…falho…insuficiente…fraco. Correu até uma gaveta com um frasco de comprimidos. O abriu. Aquilo acabaria agora. Sem o amor de Sora, não havia mais sentido na vida. Ele fitava os dez comprimidos em sua mão, a visão deturpada pelas lágrimas que escorriam de seu rosto. Sim. Ou não? Sim? Não? Sim?

Mas quando ele estava prestes a cometer tal loucura, um som o trouxe para a realidade: uma sirene de ambulância.

—SORA! - Ele descera desesperadamente, e trôpego, pelas escadas, a voz embargada de choro. Mas não via ninguém nas salas, em lugar algum. Onde estariam? Ele buscava desesperado pelo som que parecia vir dos palcos. Correndo. Precisava achar Sora. Correndo mais ainda. Estava ofegante. Ao chegar lá, não só se deparou com ela em uma maca, mas também com um soco em seu rosto- um soco de ódio, e furioso, de Ken.

—A SORA ESTÁ QUASE MORRENDO E ONDE VOCÊ ESTAVA? -Outro soco. Não respondeu, apenas o olhava de forma suplicante, chorosa e triste.Ele merecia, por ser um covarde. Merecia, por cogitar deixar Sora sozinha, e se juntar à sua irmã. Se ele não a protegesse, quem a protegeria? Ela era inocente demais para esse mundo.

 

Ninguém ali conseguia reagir nem ir em defesa de Leon- na verdade, todos o olhavam com um misto de raiva, pena, e acusação.

 

—Por quê você não estava com ela?

 

— Vocês brigaram, não foi?

 

—Não sei o que ela vê em você!

 

—Ela estar assim é culpa sua!

 

E quem ele queria menos ver...Sophie e Alice. Era patético ambas disputando a atenção dele, tentando consolá-lo, e ao mesmo tempo se aproveitarem da situação.

 

—Desculpem, Sophie,Alice, mas eu não quero falar com NINGUÉM!!! -As dispensou, entre lágrimas, com o seu velho olhar de Leon diabólico, que assustava e afugentava todas as suas parceiras.

 

Elas, com medo, se afastaram, também atordoadas pela situação. Elas sabiam que era melhor naquele momento uma retirada estratégica, mas sorriram uma para a outra. Aquela situação era boa- só para elas.

 

O sangue escorria pela testa e nariz de Leon, mas ele não se importava-empurrou Ken e correu até Sora, que estava na maca, debulhado em lágrimas. Ela estava inconsciente, desacordada, não respondia, pulso fraco. -SORA?? SORA???!!! RESPONDA!!! SOPHIE!!!

 

Foi afastado pelos paramédicos, a muito custo, afinal, precisavam sair rapidamente dali dos palcos, e levá-la para fora do Kaleido Star.

 

Todas as pessoas só sabiam gritar, chorar, e chamar um nome:

 

—SORA!!! SORA!!! AGUENTE FIRME, VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ!!!

 

Os paramédicos correram até a entrada do Kaleido Star com ela, e colocaram a maca na ambulância, sendo seguidos por uma multidão de pessoas, Leon estando à frente, correndo desesperadamente e implorando para entrar junto na ambulância.

 

—POR FAVOR, POR FAVOR, ME DEIXEM ENTRAR! - Os paramédicos negaram.

 

—Você é parente dela por acaso? - Perguntaram, nervosos, e de forma grossa e ríspida.

 

—OS PAIS DELA MORAM NO JAPÃO, INFERNO! EU SOU O NAMORADO DELA! -Falou, mais uma vez, de forma extremamente assustadora, o que assustou todos os paramédicos, que por fim, o deixaram entrar (“no estado que ele está, vamos é apanhar”).

 

Rosetta havia ligado para os pais de Sora, que estavam extremamente apreensivos, tão desesperados quanto o elenco do KS e Leon, os amigos dela.

 

Todos estavam brigando entre si, se culpando, e queriam chamar vários táxis para visitá-la. Estava um tumulto. Isso chamou a atenção de viaturas, que queriam entender o motivo de tanta balbúrdia e gritaria.

 

O policial Jerry, visivelmente desesperado e preocupado, tentava manter a calma, e pegou um megafone e começou a berrar.

 

—ATENÇÃO! NÃO DÁ PRA LEVAR TODO MUNDO PARA O HOSPITAL! ELA ESTÁ EM ESTADO GRAVÍSSIMO! VOCÊS QUEREM QUE ELA MORRA ATRASANDO A AMBULÂNCIA ASSIM?

 

May e Rosetta, as meninas mais temperamentais, estavam agarradas na ambulância, também implorando para que fossem junto.

 

—Por favor, por favor, Sora é como se fosse minha irmã, estou preocupada! -A ruiva se debulhou em lágrimas. Ken correu até ela e a afastou, mesmo a garota se debatendo e esperneando, e a abraçou.

 

—Por favor, Rosetta, seja racional. May, você também. -Olhando para a chinesa que insistia em se agarrar à ambulância.

 

—VOCÊ SOCOU O LEON E QUER FALAR DE RACIONALIDADE? - Disse furiosa, também.

 

—Olha, estamos indo… o namorado dela dará notícias!!!- O motorista da ambulância encerrou, já de saco cheio daquilo, e dando uma arrancada. Quanto mais tempo demorasse, mais risco de morte ela corria. Saiu cantando pneu.

 

A multidão correu atrás da ambulância, mas sem sucesso, ela já estava longe. Todos ,ou quase, choravam copiosamente, e desesperadamente.

 

~ Na ambulância~

 

—ELA ESTÁ SEM PULSO! BATIMENTOS CARDÍACOS FRACOS! PRECISO DE UMA MASSAGEM DE REANIMAÇÃO AGORA! DROGA, ELA QUEBROU MUITOS OSSOS, ELA TOMOU UM TOMBO DA ALTURA DO PALCO OU O QUÊ?? - E faziam os procedimentos de reanimação.

 

—Ela deveria…ter se esforçado…menos…ela estava há pouco tempo…reabilitando…com fisioterapia… -Leon balbuciava, segurando a mão dela.

 

—EU DEVERIA TE ACUSAR POR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, POR DEUS! ELA PODE VOLTAR A FICAR PARAPLÉGICA DE TANTOS OSSOS QUE QUEBROU! - O paramédico berrou, nervoso. Estavam tentando estabilizar a respiração dela, que estava instável. Cada segundo ali contava, ela poderia morrer. -SUSPEITA DE TRAUMATISMO CRANIANO! -O paramédico examinando ela berrou, mais uma vez.

 

Os poucos minutos que eles passaram naquela ambulância pareciam horas para Leon. Todos ali estavam preocupados e nervosos, e o acusavam, embora não tivesse sido culpa dele o acidente. Mas na cabeça dele, era, e ele merecia tudo aquilo que estava ouvindo, então ele abaixou a cabeça, ainda com lágrimas escorrendo, mas sem soltar a mão dela. Os paramédicos se entreolharam, mas não tinham tempo para aquilo, era ela quem corria risco de vida.

 

Desceram da ambulância com a maca dela, apressados, e Leon correndo atrás deles. A recepção imediatamente se agitou. Enfermeiras, médicos, e cirurgiões, já estavam de prontidão, e Leon corria ao lado da maca.

 

—SORA??? SORA?? Eu estou aqui, sou eu, Leon!!! SORA, POR QUE VOCÊ NÃO RESPONDE??? - Racionalidade já não existia ali há muito tempo. Leon estava em um estado de desespero, deplorável, preocupações, paranoias correndo a sua cabeça.

 

—Senhor, peço que se acalme, e você não poderá entrar na sala de cirurgia. Sinto muito. As chances de sobrevivência são baixas.- O médico disse, reunindo toda a calma que não tinha naquele momento.

 

Leon até então estava em pé, mas depois daquela declaração, se jogou no chão, de joelhos, e continuou a chorar, mas dessa vez era um choro da alma, com gritos desesperados, berros, tanto que os seguranças estavam tendo de contê-lo, e ameaçaram o tirar dali. Por fim, ele encostou o seu rosto no chão, se sentindo indigno de sequer olhar para alguém ali. Para os parentes dos outros pacientes. Para os profissionais. Para Sora.

 

Até que ele ouviu uma voz que não reconhecia, mas era a de um homem adulto, que estava tão desesperado quanto ele, e obviamente estressado e furioso.

 

—LEON, VOCÊ NÃO VAI ENCARAR A MINHA FILHA? SAIA DESSE CHÃO! SEJA HOMEM! ELA NÃO GOSTARIA DE TE VER ASSIM NESSA SITUAÇÃO RIDÍCULA! - O homem pegou Leon pelo colarinho, ameaçando socá-lo, mas foi contido pela sua esposa.

 

—Querido, não seja ridículo, a Sora tomou um tombo mas ele nem estava no momento. Leon, eu sei que a culpa não é sua.

 

— Mas...é...minha… Ele se levantou, ainda de cabeça baixa, sem coragem de encarar os pais da namorada. Eu devia tê-la protegido… - Já não tinha lágrimas em seu rosto, as que tinha, já chorara. Estava amassado, suas olheiras pareciam mais profundas do que nunca, ele estava lastimável.

 

—Acho que você precisa se sentar e de um copo d’água, todos estão te olhando. - O pai de Sora colocou uma mão no ombro de Leon, e indicou que ele se sentasse, junto com a mãe de Sora. Mas Leon voltou a ficar em pé. Como ficar sentado nessa situação…?

 

Continua~

Tell me something, girl
Are you happy in this modern world?
Or do you need more?
Is there something else you’re searching for?

I’m falling
In all the good times
I find myself longing for change
And in the bad times I fear myself

Tell me something, boy
Aren’t you tired trying to fill that void?
Or do you need more?
Ain’t it hard keeping it so hardcore?

I’m falling
In all the good times
I find myself longing for change
And in the bad times I fear myself

I’m off the deep end, watch as I dive in
I’ll never meet the ground
Crash through the surface
Where they can’t hurt us
We’re far from the shallow now

In the shallow, shallow
In the shallow, shallow
In the shallow, shallow
We’re far from the shallow now

I’m off the deep end, watch as I dive in
I’ll never meet the ground
Crash through the surface
Where they can’t hurt us
We’re far from the shallow now

In the shallow, shallow
In the shallow, shallow
In the shallow, shallow
We’re far from the shallow now


Notas Finais


A música do capítulo é Shallow- Lady Gaga feat Bradley Cooper, do filme A Star is Born/ Nasce uma Estrela.

Recomendo a escuta da música enquanto se lê o capítulo.


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