História When and Why - Capítulo 7


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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Miro de Escorpião, Saga de Gêmeos
Tags Camus De Aquário, Cavaleiros Do Zodiaco, Milo De Escorpião, Saint Seiya, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 85
Palavras 1.912
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie!

Era pra eu postar esse capítulo só no dia 22, mas graças aos comentários no capítulo anterior de ynari, RavenaMorrigan, Athena_Atenaia, SonRita, MegumiLouvain, Milo_Valverde e VaioletZoldick eu decidi antecipar a postagem. Obrigada gente!

Eu espero postar essa fanfic semanalmente, porque assim eu termino e coloco em prática os planos que tenho pras outras do Reino de Poseidon...

Enfim, boa leitura!

Capítulo 7 - Sob a luz das estrelas


Todos na mesa riam bastante alto, realmente não acreditavam na tamanha ousadia de Milo em propor escravidão a Camus!

— O quê? Escravo? Como assim? – disse Camus bastante surpreso com aquela situação.

— Ué, Shura me perguntou e autorizou que quem eu dissesse o nome seria meu escravo, logo, seu primo me aceitou como seu mestre e senhor, Camus. – Milo disse entre risos.

— Eu não acredito! – Camus disse, mas decidiu entrar na brincadeira e completou — Pois então, mestre, qual a sua primeira ordem?

— Primeiro, vamos deixar esses senhores aqui e vamos à praia.

— Por favor, Milo, não mate meu primo afogado! – Shura comentou preocupado.

— Relaxe que eu vou cuidar muito bem dele!

— Eu aposto que vai... – Shina sussurrou para Aiolia e essa proximidade não passou despercebida para Shura, que começou a fitá-los com um pouco de ciúmes.

Milo e Camus saíram da casa de Shina e foram à praia que naquela hora estava deserta. Milo sentou-se em um tronco na areia, enquanto Camus permaneceu de pé e olhando para ele.

Camus estava atônito com a facilidade que aceitou ser escravo de Milo naquela noite. Enquanto ponderava até que ponto era seguro estar perto de Milo sem se envolver muito, ele não percebeu o olhar do outro percorrendo o seu corpo.

Milo pigarreou e disse:

— Vem aqui Camus, senta do meu lado e vamos conversar! Gostei muito de conversar contigo na quinta, apesar de que não tivemos muito tempo para isso, não é?

— É verdade! E sobre o que conversaremos?

— Conte-me de seus sonhos, o que gosta de fazer no tempo livre, se atualmente está feliz, conte-me de sua vida, pode ser? Depois a gente parte para as perguntas mais complicadas.

— Complicadas? – Camus perguntou franzindo o semblante — Como se essas coisas que você ordenou fossem fácil de falar.

— Deveriam ser... Fáceis ou difíceis, você terá que responder, pois sou seu mestre! – Milo comentou, dando uma piscadela.

— Oh, meu Deus... Então vou começar com um arrependimento...

— Sim, diga.

— Eu me arrependo por ser primo de Shura e ele ter feito aquela pergunta! – Camus falou rindo deliciosamente enquanto sentava ao lado de Milo. — Meu nome é Camus, nasci no dia sete de fevereiro, na cidade de Paris. Gosto de viajar e como você mesmo viu: sair por ai e fotografar as cidades que eu conheço. Como sou escritor, passo um bom tempo lendo, principalmente agora que estou passando por um bloqueio criativo. Além disso, gosto muito de observar o céu, seja no crepúsculo, na aurora ou procurar constelações à noite.

— Interessante! Depois você me mostrará as constelações, certo?

— Seu pedido é uma ordem, mestre Milo! – falou e ambos caíram na gargalhada.

— E o que mais? Atualmente está feliz?

— Eu tenho uma vida bem confortável, tenho relativo sucesso no que eu faço e adoro o que eu faço.

— Mas...

— Não há nenhum mas, eu me considero feliz. – mentiu.

— Vou fingir que acredito nessa mentira ai que você me contou. Agora meu escravo, me diga, o que você tanto reluta em me contar?

— Nada. Você deveria me contar sua vida também, sabe?!

— Um escravo dando ordens ao seu mestre... Onde já se viu isso? — Milo disse, sorrindo. — Mas tudo bem. Nasci dia oito de novembro na Ilha de Milos e morei lá até os meus dezoito anos. A arquitetura grega sempre me fascinou, por isso, não tive outra escolha senão virar arquiteto. Gosto de filmes, músicas, arte e também de Atenas. Considero-me bastante feliz apesar de que eu sinto falta de companhia amorosa na minha vida.

— Mas você não estava sendo cantado por aquele senhor que o Shura comentou? – falou tentando disfarçar o interesse que estava engasgado na sua boca desde que Shura contou o fato durante o jogo.

— Sim, mas ele sequer é uma opção.

— Então está solteiro por opção?

— Sim, opção dos outros. – Milo gargalhou.

Camus olhou para o céu pensativo. “Quem sequer rejeitaria esse loiro?”.

— Mas espera quem faz as perguntas aqui sou eu! Agora me diga, por que você acha que não foi feito para o amor? – disse o loiro tocando levemente na mão do francês.

Camus continuou fitando o céu em silêncio.

— Tudo bem, tópico sensível, mudaremos para outro... – falou o escorpiano – Há quanto tempo está solteiro?

— Sem me envolver efetivamente com alguém, um ano. – murmurou baixo.

— Efetivamente? Como é isso? – arqueou as sobrancelhas, não entendendo onde o ruivo queria chegar.

— Sim, aquele envolvimento profundo, de alma e coração que você está apaixonado e acha que encontrou o amor da sua vida! Já teve isso na sua vida, Milo?

— Pensei que sim, mas era só fogo de palha. Conte-me mais sobre o seu último relacionamento efetivo, é uma ordem.

— Só tive um desses. Nos conhecemos na França, namoramos dos quinze aos vinte e quatro anos, ele me traiu e nós terminamos. Não foi grande coisa o nosso relacionamento.

— Nove anos e não foi grande coisa! Foi o único relacionamento efetivo que você teve na vida e mesmo assim não foi grande coisa?! — Milo disse, com uma pequena dose de sarcasmo.

— E você, Milo, conte-me sobre seus relacionamentos... – disse Camus um pouco incomodado.

— Bem, os meus sim que não foram grande coisa! Apaixonei-me, mas não foi como descreveu entre você e seu ex-namorado.

— E por que você estava fechado para os relacionamentos e agora não está mais? – o francês já não podia mais calar sua curiosidade.

— Eu cansei de procurar a pessoa certa e de perder tempo com as erradas, mas ai eu vi que eu estava meio ranzinza e que a vida se resume a isso: Amor. Há os bons relacionamentos, mas que nem sempre dão certo! Mas veja, a vida continua.

Camus deu um longo suspiro. Ao perceber a reação do outro, Milo disse:

—A vida continua meu amigo. Não sei quase nada sobre sua vida, mas noto que você tem um medo de se envolver. Enfim, vamos pra areia? Lá você pode-me falar sobre as estrelas.

— Tudo bem.

Milo, já deitado sobre a areia fria da praia, notava que Camus ao seu lado, estava perdido em seus pensamentos, por isso, interrompeu o silêncio entre eles.

— Camus, perdoe-me em fazer você falar sobre essas coisas desagradáveis e me envolver em tal assunto que não sou convidado, mas é que eu noto que seus olhos, apesar de muito belos, escondem certa amargura, e isso me incomoda.

— Por quê?

Milo desconversou.

— Por nada. Agora fale-me sobre as estrelas, Camus.

— Isso é uma ordem, certo?

— Não, quero ver sua boca mencionar palavras de um assunto que te encanta, quero ver seus olhos brilharem enquanto você fala disso.

Camus sorriu e começou a falar.

— Então, o céu está um pouco nublado, mas acho que podemos ver algumas constelações. Ambos então fitaram o céu em silêncio.

— Camus, por que algumas estrelas são azuis e outras vermelhas?

— Por conta do calor, como as azuis são mais novas elas são mais quentes, já as vermelhas são mais frias.

— Ah, entendi. Eu pensava que era ao contrário... Qual é aquela constelação ali?

— Aquela, meu caro, é Escorpião.

— E aquela ali?

— Aquário. Como as nuvens não nos deixam visualizar outras, eu vou te contar a história por trás dessas constelações, mas acredito que você já saiba, afinal veio da mitologia grega.

— Não, eu só sei coisas sobre os deuses gregos.

Camus sorriu docemente para Milo.

— A constelação de Escorpião recebeu esse nome porque parece um escorpião no céu, olha ali. – disse apontando para escorpião.

— Sim, ela parece um escorpião mesmo.

— Sabe aquela constelação que tem as três Marias? O nome dela é Orion, um caçador nascido da carcaça de um touro após receber sêmen de Zeus, Poseidon e Hermes. Uma das lendas diz que ele tentou seduzir Ártemis, a deusa virgem da caça e recebeu como punição ser perseguido por um escorpião, quando Orion está visível no céu, escorpião não está visível, pois está atrás do sol. As duas constelações nunca se encontram, mas vivem numa eterna perseguição.

— Que interessante! E a de aquário? Não parece um aquário!

Camus sorriu.

— Sim, não parece. Na verdade, retrata um aguadeiro que segundo uma lenda é Ganimedes, um jovem que Zeus se apaixonou e levou ao Olimpo para que ele fosse uma espécie de garçom. E como está entre as constelações de Baleia e Peixes, levou a simbologia de mar ou água.

“É admirável o quanto brilham seus olhos quando ele fala disso”. — Milo pensou olhando ternamente para o homem ao seu lado.

Camus retribuiu o olhar de Milo. Ele estava encantado em poder falar sobre tal tópico que era apaixonado com alguém. Camus fitou demoradamente os olhos de Milo, correu o olhar por seu rosto e parou no meio sorriso que estava formado em sua boca. Percebendo que seu coração batia mais forte e que poderia beijar Milo a qualquer momento, Camus desviou o olhar e contemplou as estrelas. Naquela noite parecia que Antares e Beta Aquarii brilhavam mais do que o normal.

Enquanto olhava as estrelas, Camus sentiu que não havia nenhuma razão para temer uma aproximação com Milo. E percebeu que, por mais que tentasse, não conseguia ter controle sobre o seu coração, que jazia em chamas, e que exigia para estar envolvido nos braços de Milo.

Camus sorriu. Ele havia aceitado vir para Atenas para dar um tempo no sofrimento após o término com Saga e jamais poderia pensar que um simples vagar nas ruas fosse lhe trazer aquele homem que estava fazendo com que seu coração falasse, derrotando todo e qualquer pensamento restritivo que sua mente lhe impusera naquele último ano.

E sob a luz das estrelas estava exposto um sinal de que era possível, que realmente era possível ele tentar se envolver com Milo.

Olhando a expressão no rosto de Camus, Milo se aproximou. Ele queria tomar seus lábios num beijo profundo e apaixonado, queria mostrar a Camus que ele estava muito enganado em pensar que não foi feito para o amor.

Entretanto, Milo preferiu segurar a impulsividade e dedicou-se aquele momento único de contemplação. Ele sentiu a mão quente de Camus segurando a sua e ao virar para ele, uma mecha vermelha voou em sua direção e seus olhares se encontraram.

Camus retirou seu cabelo docemente do rosto de Milo e se aproximou mais, colando os corpos. Milo fechou os olhos e Camus aproveitou esse momento para beijá-los. Quando terminou, Milo o encarou e Camus sentiu uma sensação estranha que o fazia estremecer.

Enquanto Camus estava hipnotizado pelos olhos azuis de Milo, o escorpiano tomou sua boca em um beijo lento e suave que logo foi evoluindo para um beijo apaixonado de uma forma que nenhum dois jamais teve em suas vidas. E ficaram ali, perdidos em beijos e carícias, alheios a todas as coisas. Era como se estivessem sozinhos no mundo e que o tempo tivesse se congelado.

No céu, os primeiros raios da aurora se misturavam com as formas de animais esculpidas em nuvens, anunciando um novo dia. Uma chuva fina caia e chamou a atenção de Milo.

— Bem, parece que sua escravidão acabou. – ele falou em tom de brincadeira – Mas esse momento entre nós não precisa terminar.

Camus encarou-o perdido em pensamentos, sua mente estava lhe dizendo que era para ir devagar. Mas como ir devagar quando a luz da manhã clareava seu coração lhe dizendo que Milo era tudo que ele precisava?

Camus fechou os olhos e teve seu rosto acariciado por Milo.

— Camus, eu sei que você tem medo, mas eu te ofereço apenas aquilo que eu posso dar. Eu só te peço uma chance...

Camus sorriu, concordando, e juntos saíram da praia.


Notas Finais


Oie!

Beta Aquarii e Antares são as estrelas mais brilhantes de Aquário e Escorpião, respectivamente. Gente, coloquei o Camus dando o beijo em Milo porque não aguento esse homem sendo pamonha nas fanfics não kkkkkk

Então é isso. Espero que tenham gostado. Beijos <3


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