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História When Gods Fall In Love - Capítulo 5


Escrita por:


Capítulo 5 - Forget it or destroy it


Volteiiii :)

Vamos de passar a quarentena lendo e escrevendo fic, o que resulta em um capítulo aqui para vocês, amores.

Espero que aproveitem.

Fiquem em casa e usem álcool em gel.

Beijos

Até á próxima

p.s; Comentem!!!

 

 

Boa Leitura!

 

When The Gods Fall in Love

 

LENA

Não foi difícil me apaixonar por Kara Danvers, apesar de saber sobre Supergirl, nenhum pedaço de tudo que aconteceu no passado teve qualquer influência sobre meus sentimentos. Admito que Supergirl me atraia muito antes de colocar meus olhos sobre ela e por minhas mãos sobre todo aquele glorioso poder que é seu corpo, mas não há como ignorar a forma que todos gravitam ao redor dessa deusa loira, seria inevitável ela não me puxar para si.

Fofa, adorável é gentil Kara Danvers, que fica vermelha facilmente, que vive me fazendo sorrir. Seus pequenos momentos falando sem parar e não havia nenhuma parte minha que não estivesse curiosa para saber como Supergirl conseguia se camuflar no meio de tantos humanos que estavam loucos para saber sobre a heroína que se escondia junto a eles. Ela sempre esteve ali, escondida dentro de uma garota um pouco atrapalhada, radiante como o sol, com lindos olhos azuis é um sorriso cativante.

Supergirl não foi esquecida, mas Kara é tão brilhante, seu sorriso é tão lindo que mal consigo me lembrar porque vim até essa cidade, porque me olhavam estranho e porque todos nesse maldito lugar me odeiam.

Kara consegue me convencer a ir a lugares que não fui, a lugares que nunca nem tive vontade de ir. Consegue me levar para comer coisas que nunca fui permitida, fazendo-me ainda agir como achei que não agiria, rasgando todas as camadas de uma CEO fria e distante que passei tanto tempo cultivando.

Depois de inúmeras traições me peguei confiando nela, ignorando seu segredo, meu segredo e me agarrando a todo o calor nada humano que Kara emite, porque estou com tanto frio, porque sinto tanto frio o dia todo.

E quando penso que não posso cair mais, que não posso desmoronar e me afogar um pouco mais que seja, Kara se tornar a minha primeira visão de manhã. Kara se tornar a pessoa que me chama de melhor amiga, Kara é a garota que briga por mim. Kara está destruindo todos os muros ao redor do meu coração, enfiando sua mão, apertando e aquecendo meu coração gelado entre seus dedos quentes e gentis.

Kara começou a dormir na minha casa, na minha cama, quando percebeu minha dificuldade para dormir. E difícil conseguir algum momento de descanso mental quanto há tanto para se fazer, quando há tantas pessoas esperando um pequeno deslize para me compararem ao meu irmão mais velho. Estou a tanto tempo tentando provar que não sou Lex, tentando provar que não serei assassina ou louca como ele, tanto tempo tentando provar a mim mesma que não sinto mais nada por ele, que não posso mais esperar meu irmão mais velho gentil voltar para mim, que devo odiá-lo, que amá-lo é errado, que Lex é louco, psicopata e não merece nada de mim.

Tenho pesadelos com momentos quando poderia ter evitado que tudo acontecesse, que poderia ter evitado que Lex destruísse tudo, que conseguisse machucar gravemente Superman, Supergirl, momentos em que os meus sentimentos por ele não deveriam te nublado meu julgamento. Como a pessoa mais próxima dele, como aquela que estava sempre ao seu lado, era meu dever saber tudo que ele estava planejando. E difícil afastar esses pensamentos quando se está em um quarto sozinha, com a cabeça uma bagunça é um buraco dolorido no coração.

Lex foi julgado, está preso e pagando por tudo que fez, assim como minha mãe, mas me sinto mais prisioneira do que eles que estão confinados em quatro paredes. Amarrada em garras de aço, a julgamentos dolorosos, a uma culpa que não é minha. Arrastando correntes pesadas para me afastar do escuro e desse maldito legado.

Kara percebeu minha dor, percebeu meu desespero quando sorrio para ela. Segurou-me entre seus braços, trazendo-me para mais perto e se deitando ao meu lado na minha cama, afastando meus pesadelos e sempre sorrindo, um sorriso sonolento e gentil toda a manhã quando percebe que dormir tão bem ao lado dela.

Mas não é apenas isso, Kara também sofre, também resmunga, se mexe, treme e chora durante seus sonhos mais perturbadores. Não dizendo nada no dia seguinte, mas sei que está lá, perturbando-a com coisas que ela não fala, com palavras que ela apenas sussurra, com uma voz embargada que não entendo, mas não pergunto sobre quando estamos acordadas.

Não quero fazê-la sofrer e a cada vez que dormimos juntas, vou aprendendo como acalmá-la, como fazê-la voltar a dormir, como tirar essa sombra de seus olhos. Ás vezes inevitável, mas nunca digo não para isso, quando percebo que é algo que faz bem para nós duas, que mesmo Kara não falando nada, ela também se sente muito melhor sem qualquer sono agitado perturbando lhe a mente.

Depois que Kara chora, que se remexe e tenta me afastar e finalmente consigo fazê-la dormir, me pergunto sobre o que ela sonha. Quais lembranças perfuram sua alma e infectam sua mente, fazendo-a agir assim, fazendo-a ter tais atitudes mesmo que inconsciente. Não há coragem em mim suficiente para perguntar, porque não consigo lidar com as respostas e porque todos meus pensamentos se voltam para Lex, para a perda de seus pais, de seu mundo e no fundo Kara e apenas uma menina quebrada, despedaçada por tudo que perdeu.

Como centenas de vezes antes cheguei à mesma conclusão depois de uma noite agitada. Perceber e entender que essa e uma das coisas que fazem com que nunca sejamos boas uma para a outra, é doloroso. Kara precisa de alguém que a ajude, que segurei sua mão, que perceba que suas histórias simples, coisas que ela fala em um momento de distração, nunca são simples, que elas carregam tantas coisas, que falam de tantas coisas, mas não posso ajudar Kara quando não estou nem mesmo me ajudando, quando ainda vivo com apenas um objetivo, quando não me preocupo com minha vida, quando não tenho qualidades para ser a pessoa de ninguém.

Quando acordo, ela está lá. Um lado do rosto pressionado no travesseiro branco, cabelos loiros bagunçados jogados ao redor e um pequeno sorriso que se esconde no canto dos lábios, mesmo quando está dormindo.

Meu cérebro entende, toda a minha racionalidade entende que Kara é eu nunca daremos certo juntas, mas meu coração, meu bobo coração apaixonado não consegue se segurar quando percebe que Kara está tão próxima, ressonando baixinho, com uma mão próxima de mim, apertando o lençol da cama e estou tentada a pegá-la, a tocar sua pele sempre tão quente e enfiar meus dedos por entre os seus.

Até mesmo movo meus dedos, minha ansiedade buscando tocá-la, mas Kara se move, se enfiando no conforto ao seu redor. Paro meus movimentos e me levanto, rápido, sem me deixar opção para ficar mais um pouco, para me deixar cair nesse calor e relaxar.

Ainda tenho um longo dia, ainda tenho experimentos para observar, para identificar seus problemas e achar soluções, ainda tenho uma empresa para levar para luz e não posso me deixar aqui e ignorar todas as pessoas que dependem de mim, todas as coisas boas que posso fazer.

Arrumo-me para o dia, andando de um lado para outro no quarto, buscando coisas, separando minha roupa e colocando em mim a imagem que todos vêm todos os dias. Preparada para ser forte, para qualquer imprevisto que surja e todos aqueles que sempre tentam me derrubar. Durante todo esse tempo, Kara não acordou e não me preocupo com isso, ela sempre demora demais para acordar, então, tenho tempo suficiente para me arrumar e observá-la dormir, com o coração quente e uma sensação dolorida no estômago sobre tudo o que isso poderia significar.

Pego meu celular na cômoda ao lado da cama, deixo-a dormir e saio do quarto. Ando pelo corredor e chego até a cozinha, observo todos esses objetos que não uso, que não faço questão de usar e talvez não haja em mim tanta habilidade assim para usá-los e me sento no sofá, atenta a todas as notificações que tenho, todas as mensagens e todos os e-mails. Suspiro com o conhecimento que o meu dia nem está no inicio.

- Hâ, então você também já está acordada?! – Escuto a voz de Lorelai e quando levanto o rosto ela está parada próxima ao sofá, cabelos bagunçados, calças jeans, tênis, blusa branca e uma jaqueta preta de couro, maior que seu corpo. Bem arrumada para tão cedo do dia.

- Sim. – Vejo-a se aproximar e se sentar ao meu lado, deitando a cabeça no encosto do sofá, fechando os olhos. – Por que acordada tão cedo? Achei que adolescentes gostassem de dormir até tarde. – Olhando de perto, percebendo todas as semelhanças dela com Kara, também percebo que ela não dormiu bem, que parece cansada, até em seu suspiro. Para uma menina da idade dela, Lorelai, parece pensar em coisas demais.

- Nada demais.

Desligo a tela do meu celular e dou toda a minha atenção para ela, que ainda não se move. Com os olhos fechados, relaxando nesse breve momento que se sentou ao meu lado. Estamos em uma semi escuridão, não liguei qualquer luz na sala e as cortinas da varanda não foram movidas, nossa única forte de luz são as luzes ligadas na cozinha. A expressão em seu rosto, a conheço, conheço bem demais e não consigo ignorar o que vejo, principalmente nela, que sinto essa necessidade de ajudar, que mesmo parecida com Kara ainda é uma menina tão diferente.

- Você não dormiu nada. Teve algum pesadelo? – Minha pergunta a faz se mover. Lorelai se senta com a coluna reta, olhando para o outro lado da sala, parecendo surpresa. – Não há vergonha nisso, Lorelai. Está tudo bem. Todos têm sonhos ruins ás vezes.

- Eu sei... – Suas palavras são baixas, e essa pequena menina mexe nos cabelos, parecendo ainda tão hesitante e envergonhada. – Eu só... Hâ, não é nada. – E de repente ela fica em pé, não olhando para mim e não me convencendo nenhum pouco sobre tudo o que está tentando dizer.

- Ei, Lori? – Chamo baixo, porque ela parece sensível sobre falar algo. Não existe nada em mim que me impeça de ajudá-la. Kara pode ter tido essa criança com um homem, se apaixonado e criado sua própria família e está tão feliz quando ela merece ser. Quero segurá-la em meus braços e afastar todos os monstros que perturbam seu sono, porque essa criança é um pedaço de Kara, um pedaço que ela mesma lutaria com suas próprias forças para defender, um pedaço a qual me pego pensando em cuidar e proteger. – Sente-se aqui, por favor.

Lori é como uma criança e me pego sorrindo quando a vejo se sentar pesadamente ao meu lado, tão próxima, como a mãe dela. Um olhar sério no rosto, sobrancelhas franzidas e lábios apertados, mas ela também está hesitante, provavelmente não querendo falar muito sobre o futuro ou o que lhe afeta.

Me pergunto se Kara e eu seremos amigas até esse momento. Se estarei presente quando essa criança nascer, se conseguirei segurá-la em meus braços, se estaremos compartilhando a felicidade de um bebê em nossas vidas, mas pela forma que Lorelai age ao meu redor, talvez nada tenha ocorrido tão bem ou talvez sim. Algo me diz que não saberei pela boca de Lori.

- Não precisa se preocupar com nada, Lena. Eu estou bem. – Essa menina realmente tem o mesmo sorriso que Kara, mas não sou enganada facilmente por todo esse brilho, principalmente quando consigo ver rachaduras em tudo o que ela está tentando me convencer.

- Eu sei que está bem. – Seus olhos estão em mim, curiosos por minhas palavras. – De vez enquanto também tenho sonhos ruins, Lori. Com todo o histórico da minha família e o que as pessoas falam de mim, não e de se admirar que minha cabeça não consiga descanso. Mas está tudo bem, eu vou ficar bem.

Percebo que algo mudou, ela se encolhe em sua posição, juntando as pernas e apertando os dedos uns nos outros, hesitante, preocupada, culpada. Seus olhos estão à frente, em toda a minha decoração a qual nunca reservo muitos olhares.

- São apenas alguns sonhos... – Ela não consegue dizer mais, apertando fortemente os lábios, parecendo tanto com uma garotinha assustada.

Me aproximo dela, tocando sua bochecha direta, com uma delicadeza, uma gentileza, com medo que algo nela se quebra. Seus olhos são angustiados quando olham para mim, mas ela me encara, brilhantes e chorosos olhos azuis.

Deito seu rosto no encosto do sofá e deito o meu próprio, olhando longamente e percebendo que há algo mais aqui, algo que ela não quer contar, algo que está segurando fortemente para esconder, mas não vou pressionar ela. Lori é apenas uma menina.

- Meus sonhos envolvem todas as coisas que eu poderia ter evitado. – A encaro. Não tenho vergonha de admitir coisas assim, porque sinto uma necessidade gigante de protegê-la e farei qualquer coisa por isso. Uma verdade que aquece meu coração. – Você talvez conheça meu histórico familiar. Sobre meu irmão, sobre minha mãe. Sinto que se eu não estivesse tão envolvida em agradá-los poderia ter evitado muito do que aconteceu... – Paro minhas palavras porque ainda e doloroso pensar sobre isso, ainda dói muitas coisas em mim dizer essas palavras. Lorelai não se move, se aconchegando na palma fria da minha mão. – Meus sonhos sempre me torturam sobre meus erros, lembrando-os, detalhando todos os meus passos errados. Me lembrando que meu irmão mais velho não é gentil, não é mais amável, que ele é um louco psicopata. – Não há ódio, não há qualquer sinal de sentimentos ruins aqui, apenas falo baixo, em um tom torturado, com o gosto amargo dessas palavras na minha língua e não sinto tanta raiva sobre isso quando penso.

Lágrimas escorrem dos olhos dela, brilhando e rolando e rolando por seu rosto. Pisco surpresa, sem entender como a atingir e limpo as lágrimas que tocam em meus dedos.

- Tudo bem–

- Por que você não sente raiva dele? – Sua voz e grossa por segurar o choro e seu olhar e feroz, brilhando de lágrimas, mas com uma fúria sobre a borda. Não respondo, o que a faz franzir o cenho. Raiva ainda lá. – Por que você não sente raiva do Lex? – Sua mão toca meus dedos, tirando-os de seu rosto e ela se afasta, ainda uma criança, com uma fúria desconhecida. – Por que você não o odeia? Por tudo que ele fez, pelas pessoas que feriu, matou.

- Lorelai... Não é tão simples assim. – Não tenho resposta para essa pergunta e não tenho como combater com ela, agindo de uma forma tão estranha. Magoada, triste, machucada com raiva, por algo que falei ou fiz. – você é uma criança, não entenderia isso.

- Você que não entende, Lena! Ele é um demônio e você ainda está aqui, amando-o como seu gentil irmão mais velho. Aquele homem não merece nada disso. Ele não merece nenhum pingo do seu amor. Esqueça-o ou o destrua.

Essas palavras carregam tantas coisas e me pego pensando sobre tudo que essa menina sabe. Ela veio do futuro, conhece muito bem todo o passado e sabe sobre tudo. Sobre Luthors e Supers, o longo e doloroso caminho que trilhamos. Por que ela fala como se não tivéssemos acabado ainda? Me pego de pé, encarando-a, tentando olhar por debaixo de todas essas lágrimas, dessa fúria que dói em mim.

- Por que todas essas palavras falam sobre o futuro? O que acontece? O que acontece no futuro, Lorelai? – Estou olhando-a e vejo a forma como ela pisca, lembrando-se, talvez, que não podia ter falado tanto.

- Nada acontece no futuro. – Limpa suas próprias lágrimas rapidamente, fingindo, mas ainda irritada e com raiva.

- Você não quer me dizer.

- O futuro está a salvo. Está tudo bem, você não precisa se preocupar, Lena. – Seus olhos, seu sorriso, essa expressão dolorida. Tudo que vejo afunda em meu estômago de uma maneira dolorosa. – Eu prometo para você que seu futuro é brilhante.

- Lori...

- Vou dormir um pouco com a minha mãe, vejo você depois, Lena. – Ela se aproxima e beija meu rosto, sua pele ainda molhada de lágrimas, mas não diz outra coisa e não faz mais, apenas se afasta e entra no corredor que vai em direção ao meu quarto.

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KARA

Quando acordo a primeira pessoa que vejo não e Lena, e Lorelai, deitada tão próxima que consigo sentir o cheiro do meu shampoo em seus cabelos loiros. Me afasto e a observo dormir. Tiro fios de cabelo da frente do rosto e me pego olhando essa menina que é igualzinha a mim.

Beijo sua testa e a aconchego em mim, sentindo todo o calor que sai de seu corpo, um calor alto, parecido com o meu. Me sinto embriagada por essa sensação, feliz, como se um pedaço do meu coração estivesse preso aos meus braços.

- Estou acordada, mãe. – O sussurro da minha menina e baixo e sua voz está rouca, o que me faz apertá-la mais forte contra mim. – Lena está acordada lá na sala esperando você para tomarem café.

- Wow, Lena. – A afasto gentilmente e me levanto da cama, olhando meus pijamas e puxando os óculos que deixei na cômoda ao lado da cama. Quando os coloco vejo que Lori está toda arrumada até mesmo de tênis na cama de Lena.

- Estão fora! – Quase grita ao perceber meu olhar, saindo em um salto da cama. – Juro. – Aponta para os tênis, limpos, mas ainda bem, fora da cama.

- Tudo bem, tudo bem. Vou me trocar e você vá fazer companhia para Lena. – Ela se move em direção á saída do quarto quase totalmente escuro. Lena ainda teve esse cuidado para não me acordar, na verdade, Lena é toda cuidadosa comigo. – Lori? Por favor, não aborreça, Lena. – Lorelai faz uma careta, o que me faz franzi o cenho. – Por favor, não me diga que você já fez isso.

- Mãe, confie em mim. Não fiz nada disso.

Lorelai não me deixa terminar de falar e simplesmente sai do quarto. Não me demoro, porque quero ter esse café da manhã com Lena e Lorelai e me arrumo, escolhendo minhas roupas confortáveis. Fecho os botões da minha camisa e observo no espelho a combinação com minha calça caqui.

Quando chego até a cozinha, Lorelai e Lena estão sentadas nos bancos do balcão, tomando café e rindo de alguma coisa. Lena até mesmo tenta domar os cabelos rebeldes de Lorelai que não se move, apenas se debruça sobre o balcão, esticando os braços e espera Lena desistir.

- Eu já tentei várias vezes, Lee, e não consigo mantê-los arrumados. Lori sempre consegue os bagunçar. Um grande mistério. – Me sento ao lado de Lorelai que ainda não se move, apenas sorrir para mim.

- Estou quase certa que ela bagunça por vontade própria. – Lena se senta novamente, sorrindo e preparando um copo de café para mim e em seguida tomando um gole de seu próprio copo.

- Meu cabelo arrumado é chato. – Resolvemos o mistério quando ela enfia as mãos nos cabelos e começa a bagunça-los, desfazendo tudo que Lena fez, deixando-os exatamente da mesma maneira que anda por todo lugar.

- Você tem mais estilo do que eu na sua idade. – Lena comenta, pensativa, segurando o copo de café numa mão e os olhos brilhando na direção da minha pequena garota.

- Alex tinha muito estilo quando éramos adolescentes. – Sorrio para Lori, observando a jaqueta de Alex nela e me pergunto quando minha irmã vai conseguir tirá-la da minha filha.

- Tia Alex ainda tem muito estilo. O cabelo dela é lindo, as roupas...

- Vejo bem que gosta das roupas da sua tia, Lori. – Não consigo me conter em puxa Lena e Lori, uma em cada braço, para mim, sorrindo para o que minha melhor amiga falou, abraçando-as com essa sensação morna que ronda meu coração e estou tão feliz, tão feliz.

Beijo cada uma delas no canto da cabeça, sentindo seus perfumes e o cheiro de seus cabelos. Há algo pesado sobre meus ombros e algo quente em meu peito. Não me é uma sensação estranha, quando Alex parou de me ignorar, de me culpar pela morte de nosso pai, quando finalmente pude a abraçar pela primeira vez a sensação é tão semelhante como essa.

Saber que tenho algo a qual vou proteger, cuidar e não deixarei que nada possa atingir, usando até mesmo meu corpo como escudo, não me é assustador. Sinto que tenho o dever de proteger as pessoas, porque meu corpo é diferente, porque minha força não é humana e posso fazer muito mais do que humanos comuns.

Meus braços ficam pesados quando penso em perdê-las, qualquer uma das pessoas a qual amo tanto, minha família, meus amigos, essa criança a qual seguro, essa mulher que se aconchega e cheira meus cabelos. É uma coisa diferente e meu coração seria despedaçado se algo acontecer com elas, porque minha irmã é um pedaço de mim, porque minha filha é um pedaço de mim é porque Lena bate dentro de mim.

Nesse momento me pergunto sem em algum momento Alex também estará aqui, participando de tudo que enche meu coração. Confiando em Lena como confio, observando de perto Lorelai e todas as coisas que demonstram como somos iguais e diferentes ao mesmo tempo. Confio em minha irmã e ela está disposta a conhecer melhor Lena, não demonstrou nada de ruim com Lori, sei que no final tudo ficará bem, tão bem quando desejo.

- Vamos, temos um dia cheio pela frente. – Pegando o copo de Lorelai que está vazio e o meu os levo até a pia de Lena, busco até mesmo o copo dela. Arregaço as mangas e começo a limpar tudo antes de sairmos. – Peguem suas coisas, eu já estou terminando.

Apenas escuto os sons que elas fazem quando saem e me concentro no que estou fazendo. Depois de tudo terminado, lavado, limpo e guardado, Lorelai e Lena estão sentadas no sofá, ambas mexendo em seus celulares com expressões parecidas no rosto. Concentradas demais no que estão vendo, com a luz do sol brilhando em cada uma.

Estou sorrindo, sentindo uma sensação que queima dentro do meu peito, meu momento dura pouco quando Lorelai me vê. Seu sorriso e pequeno, mas muito bem vindo, levantando-se, puxando a mochila e passando por mim em direção à saída. Lena também se levanta, pega todas suas coisas e para na minha frente.

- Vamos?

Não me e novo tudo isso, mas sempre que estamos juntas fico ansiosa. Sentindo essa estranha necessidade de ser alguém ideal, alguém que Lena consiga se divertir, falar sobre qualquer coisa. Ser alguém que a segure quando for demais, porque conheço seu passado, porque conheço um pouco de tudo que está quebrado dentro dela e não me canso dessa incessante sensação de fazê-la se sentir bem.

Andar de carro com Lena depois de toda uma noite calma, sem pesadelos e essa aconchegante sensação que sempre me puxa para mais perto dela e tudo que melhora meu humor e transforma o sol em mais brilhante.

Sempre sou atormentada por terrores noturnos. Demônios, fogo e destruição compõem grande parte de tudo que não me deixa ter uma noite tranquila. Foi algo difícil quando cheguei a terra e ainda mais difícil quando busquei independência de Alex, a quem me segurava à noite em meio ao meu caos de lágrimas e medo, e admito que talvez Lena esteja se tornando uma ancora que me puxa de volta depois que me afogo em tudo que me faz mal, que me sufoca, que me faz vacilar em minha determinação. Vejo meu mundo morrer diante de mim inúmeras vezes e Lena me segura, me abraça e me acalma.

Lena fala um pouco do que vai fazer durante o dia. Também falo sobre o que planejo, sobre os artigos que estou enrolando para escrever, digitando poucas palavras e não encontrando nenhuma solução plausível para meus problemas, também recebo o conselho de parar de agir como assistente, aceitando tudo que Snapper jogar encima de mim, algo em que quero melhorar realmente.

Lori apenas se mantem silenciosa, observando o movimento pela janela, mas sempre se limitando a poucas palavras, com o rosto vazio de sentimentos. Lena me beija no rosto e sussurra que devo deixar um pouco minha menina em paz, faço o que ela pede, ainda hesitante, mas não tento fazê-la participar das conversas.

Lena nós deixa na frente da Catco. Ela sorrir, deseja bom dia para nós duas, e é delirante a forma como ela consegue ser ainda mais brilhante do que ouro e fico apenas parada, encarando o caminho que seu carro faz quando se afasta, ainda sentindo a sensação quente das suas mãos por meus braços e do seu beijo leve em meu rosto.

- Qual é o seu problema com a Lena? – A voz de Lori me tira dos meus pensamentos, me fazendo olhá-la, confusa.

- O que quer dizer? – Pergunto ainda não entendendo aonde ela quer chegar com tudo isso.

Ela fica em silêncio, seu olhar vaga por todo o ambiente ao nosso redor, mas não parando em mim. Sua expressão se transforma, de algo vazio e sem vida, para raivosa e cheia de energia. Tão poucos segundos e me pergunto o que aconteceu? Por que ela está agindo assim?

- Você simplesmente a sufoca com tudo isso. Fica em cima dela o tempo todo. Lena ao menos tem algum namorado? – Suas palavras chegam até mim, raivosas, junto a toda essa expressão a qual não tinha chegado a ver.

- Lena não tem tempo para namorar. – Estou falando a primeira coisa que me vem à mente, pensando em todos os momentos que monopolizei Lena apenas para mim, porque não consigo dividir nada. – Não é verdade. Lena não tem amigos aqui, ela tem apenas a mim. É as pessoas não conseguem separar ela do irmão. Julgando-a como se ela fosse ele. Estou protegendo-a, cuidando dela, como uma melhor amiga faria. – Ficamos em silêncio, encarando uma a outra. – Isso é algo que você ainda não entende, mas quando chegar o momento você terá alguém que se importar o suficiente para protegê-la não importa do que.

Por que não importa o que aconteça, protegerei Lena, como protegerei minha irmã, minha mãe, minha filha, nenhuma delas se machucará e todas elas terão tudo que houver para dá de mim.

Se permanecer na frente dela, se sufocá-la com minha presença e o suficiente para que ela não consiga ver todo o ódio das pessoas atrás de mim, será isso que vai acontecer. E não me importar com quais palavras vão surgir, contando que Lena fiquei bem, tudo estará bem.

- Você deveria está pensando em mim. – Lori se afasta, palavras baixas demais, pesadas demais, com esse sentimento em sua expressão, tristeza.

- O que quer dizer? – Estou confusa, perguntando sobre coisas que não sei se são conhecidas para mim.

- Quando chegar a hora, você vai escolher Lena a qualquer pessoa, a mim? – Seus olhos brilham, uma furiosa, uma dor e esse outro sentimento que ainda não consigo entender. Estou tentando segurá-la quando Lori se afasta de mim, andando na rua movimentada e sumindo rapidamente da minha vista.

Me pergunto o que aconteceu aqui, por que ela está agindo assim? Por que parece que tudo isso está indo por um caminho contrario do que imaginei?

Ligo para ela várias vezes, mas Lori não me atende, apenas me manda uma mensagem dizendo que tudo está bem e ela estava com fome, pedindo desculpas pelo que falou e mencionando que não devo me preocupar. Essa é a primeira vez que sua mensagem tem mais do que coisas simples, o que realmente me deixa preocupada.

Mas não posso ir até ela nesse momento, faço-a prometer que vai me ligar se acontecer qualquer problema, para mim, Alex ou Lena, não importa.

Compro algo para comer e entro na CatCo logo depois. CatCo continua em seu ritmo incessante. Há tantas pessoas andando de um lado a outro, mas não tenho dificuldades em desviar da grande maioria, sabendo que tenho que tomar cuidado, pois seus corpos são frágeis, seus ossos são quase como vidro e não quero machucar nenhum deles, nem que seja a mínima lesão.

James me encara quando me ver, mas não faz qualquer movimento para se aproximar, preferindo me cumprimentar a distância. Ainda não consigo me ver ignorando o que James fez, agindo pelas minhas costas, tomando decisões por mim, sem se importar com minha opinião, com os meus sentimentos.

Depois que tudo aconteceu, das minhas perdas, da minha nova família, o fato que meu primo não precisa mais de mim, a morte de Jeremiah, todos meus pesadelos e tudo sobre Alex, tomar decisões, poder decidir sobre tudo que quero, sobre tudo que preciso e a única forma de manter algum controle sobre o que é meu, decidir o que é meu. Não vou abrir mão disso, da forma como Eliza me ensinou, lutando por tudo que quero e preciso.

Sento-me em minha mesa, terminando de comer tudo que comprei e faço minha pesquisa. Depois da Lei de anistia para alienígenas, dinheiro não era para ser um problema, principalmente quando houve muitas pessoas doando depois de Lena. O governou mesmo mencionou várias formas de ajudar todos que estão vindo para a terra, então, por que existem prédios abandonados alojando esses mesmos alienígenas e pessoas, pegando fogo em seguida e fazendo-as irem para outro lugar com uma estrutura melhor, mas com problemas financeiros.

Minha pesquisa me revela que sim, há muito dinheiro entrando, levado a vários lugares e me aprofundando mais, mandando mensagem para Winn para ele hackear algo. Estou cheia de coisas que não deveria e sei que vou ter que achar uma forma de encobrir isso, mas não me preocupo no momento, quando vejo um nome mencionado várias vezes em quase todos os documentos para onde certas quantias de dinheiro estão indo.

- Kara, você viu o que está acontecendo na frente da L-corp? – James fala em pé a frente da minha mesa. Levanto a cabeça, saindo do meu momento e franzindo o cenho para o que ele diz. – Ali. – Sai da frente e aponta para uma das telas na minha frente.

Fico em pé e observo, vendo alguém aumentar o volume para que todos possam ouvir. São várias pessoas e aliens com cartazes, com broches com o símbolo da minha casa, irritados e revoltados e todos eles gritam sobre a culpa de Lena, sobre quererem que ela vá embora, sobre todos os crimes que seu irmão cometeu, como se ela tivesse feito tudo, como se ela fosse uma criminosa que devesse ficar enjaulada.

Todos eles, vestidos como aqueles que me chamam de deusa, gritam em meio à raiva, culpando Lena pela destruição da estátua que estavam construindo, aos montes em frente à empresa dela.

Sinto algo apertar minha garganta e uma raiva escalar do meu estômago para todo meu ser, me fazendo apertar minhas mãos, me controlando sobre queimar meus olhos para não fazer qualquer besteira. Franzindo as sobrancelhas, inundada de irritação, ciente que posso voar até lá em poucos segundos e tirá-los daquele lugar, mas não deixando de escutar essa voz que sussurra no canto mais escuro da minha cabeça que tudo vai dá errado, que eles vão me odiar, que Lena vai me odiar e que tudo vai ser apenas em vão.

Ligo para Alex. Pegando minhas coisas e saindo rapidamente, porque não posso deixar que algo assim aconteça. Não posso deixar que eles coloquem a culpa em Lena por algo que ela não fez, não posso deixar que nenhum deles consiga machucá-la, não posso deixar que ela mesma ache que qualquer coisa relacionado a isso seja sua culpa.

Entro no elevador, vendo-o vazio e assim que a ligação e atendida, falo;

- Supergirl vai fazer todos eles pararem. – Digo, não dando qualquer oportunidade para outras palavras. Alex suspira do outro lado, não precisando de muito mais para saber sobre o que estou falando.

- Não faça isso. – Suas palavras são sérias e ao mesmo tempo calmas, porque minha irmã me conhece o suficiente para saber que não consigo me controlar quando nada faz sentido para mim.

- Por quê? – Quando desço no estacionamento não há ninguém aqui e meus olhos queimam, me fazendo fechá-los e respirar fundo, sentindo raiva demais para pensar corretamente. Me obrigando a trazer minha cabeça de voltar para esse problema, para essa realidade.

Por que colocar a culpar nela quando nada foi dito?

Por que Lena continua ser tornando alvo de todos?

Não foi ela que os machucou, não foi ela que fez tudo aquilo, mas continua sendo julgada por tudo que não fez, pelo sangue que correr em suas veias, por tudo que seu sobrenome diz, quando nada sobre isso a representa. Seu coração continua sendo despedaçado e suas ações não valem nada e eles continuam culpando-a continuadamente.

 - Por que você precisa primeiro perguntar a Lena se ela quer algo assim. Dá ultima vez não deu bem certo. E Lena não gosta quando Supergirl se envolve em seus problemas. Não é por isso que vocês ainda estão brigadas?!

- Não estamos brigadas! – Não espero que ela termine seu raciocino, porque não estou definitivamente brigada com Lena.

- Supergirl e Lena estão brigadas. Você a levou voando no meio de uma coletiva de imprensa que estava sendo atacada e Lena ficou com raiva, porque não pôde ajudar outras pessoas e você ficou com raiva porque ela não pensa na própria segurança e assim terminou com vocês brigando. Lena não tinha falado isso para a Kara?

Me pego pensando que falei disso á Alex antes, quando Lena e eu não éramos tão amigas, quando não imaginei que iriamos nós tornar amigas, quando todos os meus sentimentos por ela eram de raiva, porque essa mulher não consegue pensar em si própria. E ainda me acusou de achá-la frágil, como se seu corpo não sendo de aço fosse motivo para se esconder.

Mais tarde descubro, quando Kara se tornar sua amiga, a pessoa que a escuta falando sobre tudo e nada, que Lena achou a atitude arrogante, e que não gostaria de ser tratada assim por Supergirl e por ninguém, porque ela não vai se esconder, não vai recuar e nunca vai deixar que ninguém a derrube. Lena pode não ter um corpo de aço como o meu, mas ela definitivamente tem uma determinação a qual me faz me orgulhar dela, me faz admirá-la.

 Esse era um dos motivos de Lena sempre tratar Supergirl formalmente, odiando tudo que fiz naquele dia, e ainda mais, acusando Supergirl de se achar um deus e semanas depois tudo sobre as tais pessoas que adoravam Supergirl em segredo explodiu.

Tudo se tornou um caos, mas me segurei firme nela, impedindo-a de se afastar de mim, impedindo-a de achar que aqui não e seu lugar. Não consigo me imaginar em um lugar onde não existam almoços com Lena, onde não poderíamos rir sobre besteiras, fazer brincadeiras e dormir uma com a outra.

- Vocês já eram amigas naquele tempo? – A voz de Alex vem baixa, um tom meio chateado, e no meio do estacionamento, sozinha, com raiva, com a cabeça cheia de lembranças não tenho por que mentir.

- Não.

- Quanto tempo depois vocês se tornaram amigas? – Minha irmã pergunta, e entendo o que diz, entendo o sentimento que ela não fala.

- Uns dois meses depois... – Fico em silêncio, pensando que fiquei obcecada por Lena quando ela me empurrou, brigou comigo e me mandou salvar o máximo de pessoas possíveis que ela cuidaria de todo o resto, mas devo mencionar a forma que ela me olhou, a forma que seus olhos brilhavam, mesmo brigando, mesmo me empurrando. – Depois de toda a entrevista com Kal, fui procurá-la, porque eu odeio Lex e tudo que ele fez para minha família, mas Lena, Lena é tão gentil, tão bondosa é tão linda. Como alguém como ela cresceu junto com um homem como ele. Eu não conseguia entender, não entrava na minha cabeça e algo dentro de mim era puxado em direção a ela todas ás vezes e me peguei encontrando-a em muitos lugares, me fazendo conversar com ela, sentar e rir junto com ela. Quando vi, éramos amigas e em um momento estou implorando para que ela participe das nossas noites de jogos, porque quero que vocês duas se conheçam, que sejam am...

Desligo quanto não consigo mais falar e sei que continuo me sentindo assim sobre ela, sobre tudo que temos. Essa sensação queimar dentro de mim e não consigo imaginar algo tão próximo disso por outra pessoa.

Lena é importante como amiga, importante como Alex e Eliza são e não posso deixar que ela se machuque com tudo isso sobre Supergirl.

Meu celular volta a tocar e esperando que seja Alex, levo o dedo para ignorar a chamada, mas e Lori e estou atendendo segundos depois.

- O que aconteceu? Você está bem? – Minhas palavras são afobadas e sinto uma urgência sobre o que seja que Lori quer. Uma ansiedade para ir até Lena e resolver tudo isso.

- Vovó Eliza chega hoje à noite. O que devo vestir?

Fico em silêncio, sentindo meus batimentos voltando ao seu normal e de alguma forma minha raiva está se apaziguando, algo que minha pequena criança consegue fazer, assim como Lena, que está precisando da minha ajuda e estou grata por essa pergunta boba, com a consciência que todo esse desespero ainda vai me fazer errar em algo.

- Qualquer coisa que goste, Lori. Eliza vai gostar de você de qualquer forma, não se incomode com isso. – Minhas palavras são baixas e estou olhando ao redor, começando a andar para fora, notando que cheguei até aqui para me acalmar primeiro e agora mais sã, preciso chegar até a L-Corp.

- Você tem certeza? – Seu tom é inseguro. Enrolado em tantos outros sentimentos humanos que ainda não consigo entender. O que me frustra.

- Tenho. Confie em mim. – Sorrio, mesmo sabendo que ela não pode ver, mas quero acalmá-la, usando qualquer palavra. E qual criança não confiaria em sua própria mãe? Seu silêncio me deixa ansiosa. Não posso deixá-la sem saber que está bem para ir a outro lugar, para ir até Lena.

- Onde você está? – Me pergunta.

- Estou indo até a L-Corp. Aconteceu uma coisa e preciso ajudar Lena. Sei que está na rua, volte para casa, Lorelai. – Quando chego até a rua, há toda a movimentação típica e me direciono até um beco próximo. Não quero esperar, não quero me atrasar.

- Também estou indo até lá. Aqueles malditos, como ousam culpá-la por algo que Lena não fez. Vou bater em cada um deles! – Seu tom e carregado de raiva e paro na entrado do beco, sabendo que não posso deixá-la se expor assim, a todos esses perigos que me rondam.

- Não! De jeito nenhum! Lori, vá para casa, agora. – Estou firme e bastante ciente de tudo que pode acontecer se minha criança, essa garota que é minha sair por ai, expondo seus poderes, expondo tudo que nós faz iguais.

- Por quê? Eu quero ajudar Lena. Isso tudo que estão fazendo com ela é injustiça e você sabe! – Essa menina não choraminga, não tenta dialogar comigo. Ela grita e ataca. Não consigo me imaginar fazendo isso quando era minha mãe, muito menos quando era Eliza, mas vi várias vezes em Alex, sendo castigada por minha causa.

- Eu vou cuidar da Lena e você vai para casa. Lori, não se preocupe. Eu prometo que tudo vai ficar bem. Lena estará segura. – Não quero que ela se preocupe, não quero que faça algo impulsivo e quero acalmá-la, por isso minha voz e baixa é gentil, mesmo quando quero está voando para fazer tudo que digo o mais rápido possível.

- Tudo bem



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