História When I Fell In Your Station - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Kim Seung-min, Kim Woo-jin, Lee Felix, Lee Min-ho, Seo Chang-bin, Yang Jeong-in
Tags Amizade, Amor, Chan, Changbin, Coréia, Estação, Felix, Gay, Hyunjin, Inverno, Jeongin, Jisung, Jyp, Kpop, Minho, Minsung, Primavera, Romance, Rosas, Seungmin, Straykids, Woojin, Yaoi
Visualizações 72
Palavras 3.587
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha aí a autora sumida, ela é ruim com os leitores, eu sei. Mas estou aqui agora😍 Amo vocês!❤

Capítulo 13 - I'll be right back


Fanfic / Fanfiction When I Fell In Your Station - Capítulo 13 - I'll be right back

Han Jisung, pode vir aqui amanhã?


Só essa frase foi capaz de roubar qualquer sono que eu pudesse ter. Levei Chung Hee para a cama depois de jantarmos. Tentei esconder dele que algo estava errado, mas não acho que ele tenha se convencido. De toda forma, ele não precisava estar envolvido nisso.


Também insisti com o senhor Lee que poderia ir à sua casa no mesmo instante, mas ele pediu que fosse assim que o sol nascesse e não disse o motivo. Quando perguntei por Minho, ele disse que eu saberia logo.


Por mais que eu quisesse me distrair terminando minhas tarefas, a voz cansada do diretor continuava em minha mente.


A omma ligou bem tarde, ouviu minha explicação sobre Chung Hee. Um pouco hesitante perguntou se queria que ela viesse para cuidar dele, mas a impedi. Disse para que Jeongin —ouvindo a conversa preocupado ao lado —passasse aqui depois da escola.


Vi o dia clarear após um tempo, iluminando meu corpo dolorido. Também doía muito a minha cabeça.


Alonguei os braços e as costas antes de me por em pé e começar a arrumar tudo por ali. Eu tinha que me apressar para ir a casa de Minho. Escovei os dentes e fiz o café para Chung Hee o mais rápido que pude, quase ao mesmo tempo que arrumava minha mochila. Vesti o uniforme rapidamente, logo depois vendo o par de muletas adentrar a cozinha.


— Está acordado a essa hora? —Ele parecia sonolento.


— Você também.


— É meu costume, essa é a hora que vou ao trabalho. Você vai à universidade tão cedo?


— Tenho que passar em um lugar antes.


— Em casa?


— Na casa de um amigo —arrumei minha gravata no espelho próximo.


— Minho? —Fez uma expressão estranha.


— Por que essa cara? —O fitei.


— Vi você acordado a noite toda. Seu diretor ligou ontem, é o pai dele, certo? Olha só para as suas olheiras, o que está havendo?


— É o que eu quero descobrir —não consegui esconder minha preocupação —Consegue ficar um pouco sozinho? Eu talvez só volta à tarde. Jeongin virá depois da escola. Fiz o café da manhã e deixei porções de comida decente na geladeira, basta esquentar no microondas.


— Gomawo —eu já estava na porta —Você comeu?


— Não estou com fome —calcei meus sapatos.


— Vai acabar ficando com dor de cabeça, você tem que comer!


— Se sentir fome eu como algo. Estou indo agora.


— Ne —pela primeira vez em anos, era como se o meu pai realmente estivesse preocupado comigo.


Dor de cabeça eu tinha com ou sem comida. A pouca luz do dia clareando fazia doer também atrás dos meus olhos. Eu sempre ficava assim depois de noites em claro estudando. No caso, dessa vez não foi o estudo, mas sim a preocupação.


Acho que muita gente me achou estranho por andar tão rápido. Eu apenas queria chegar logo e ter certeza de que Minho estava bem, que provavelmente apenas estaria com um resfriado.


Tomei o trem até sua estação, descendo rapidamente quando as portas abriram. Relembrei as quadras até sua casa até me dar de frente com sua moradia bonita e grande. Algumas luzes estavam acesas. Eu diria que a maioria. A chave virou no trinco sem eu nem mesmo tocar a campainha.


O senhor Lee era o retrato do cansaço quando me atendeu. A roupa de dormir era bem diferente de seu jeito formal e as olheiras dele ganhavam das minhas.


— Han, entre —nem mesmo sua voz era a mesma convidativa de sempre —me desculpe por te chamar dessa forma tão inusitada, eu apenas queria evitar menos estresse e também estava raciocinando freneticamente ontem. Te fiz perder o sono, não é? Mianhae.


— Se não tivesse me chamado eu teria vindo do mesmo jeito. O senhor não tem que se importar comigo, parece mais cansado que eu. E Minho? Onde ele está?


— Han —ele olhou para a escada de forma triste —Me parece que vocês estão bem próximos. Muito aliás —hesitou envergonhado —Minho gosta muito de você então não teria outra pessoa que pudesse tentar ajudar. Vocês estão…


— Não, não estamos. Ainda talvez. Eu...gosto muito do Minho, então...—hesitei.


— Você é muito bem-vindo nessa família, não se preocupe com isso.


— Gomawo! —Curvei-me.


— Ele...foi ver a mãe noites atrás. Eu nem o vi chegar. Quando o dia amanheceu ontem, ele estava febril na cama, delirante. Ele não se levanta, não come. Nem mesmo acorda direito. Chamei o médico da família e o diagnóstico dele não deu nada.


— Gripe?


— Aniyo. O doutor me disse que provavelmente está ligado ao psicológico dele. Mas não consigo saber o que aconteceu —suspirou.


Instantaneamente me lembrei da visita da senhora Bing. Se ela fez algo...


— Eu posso vê-lo?


— Claro. Você sabe o caminho. Depois desça, eu preciso te falar algumas coisas.


— Ne.


Sentindo pena da alma cansada do senhor Lee, subi as escadas de dois em dois degraus, logo avistando a porta no fim do corredor. Respirei fundo antes de bater educadamente e girar a maçaneta.


Minho dormia com uma compressa em sua testa, a expressão muito tensa. Não parecia que ele estava tendo bons sonhos. A pouca luz do quarto se tornou um pouco sombria depois que comecei a sentir meu coração pesado. O purificador de ar estava ligado e deixava o ar menos abafado.


Me aproximei cuidadosamente após encostar a porta. Hesitante, levei minha mão até seu rosto o sentindo quente e levemente suado. Uma lágrima solitária se esparramava lentamente por sua bochecha esquerda onde a sequei.


Tirei a compressa rapidamente para molhá-la no recipiente com água ao lado e ajeitá-la novamente em seu rosto. Sentei-me ao seu lado na cama, tirei sua franja para trás sentindo os fios macios de seu cabelo entre os meus dedos.


Ele estava tão frágil naquele estado. Era como se não tivesse as mesmas emoções que antes. Era como uma rosa que não foi cuidada por dias e tinha suas pétalas murchas e caindo.


Assustei-me um tanto quando ele começou a se mexer desconfortavelmente. Sua expressão muito angustiada me fez chamar seu nome:


— Minho! Acorde! É apenas um pesadelo!


Ele continuou assustado por alguns instantes. Chamei por várias vezes até ele parecer acordar. Sem abrir os olhos mas os apertando, suspirou muito cansado.


Acariciei sua bochecha e puxei seu rosto de forma que ele olhasse para mim quando abriu os olhos um tantinho.


— Sung...—a voz tão fraquinha e cheia de cansaço encheu meus olhos de água.


— Eu estou aqui —tentei sorrir.


— Eu sei que não está. Sei que é apenas um sonho porque eu queria que você estivesse aqui.


— Não é um sonho, Minho.


— Você também apareceu nos meus sonhos mais cedo…mas estava indo embora também. Por que estava me deixando?


Pensar que algo poderia ter causado aquele tipo de sonho em Minho cortava até o último pedaço do meu coração.


— Quem é que está te deixando? Eu estou bem aqui, não vou embora.


— Não quero ficar sozinho —virou-se repentinamente se achegando mais a mim —Não quero que esse sonho acabe, então você estará aqui.


A febre provavelmente o estava confundindo. Voltei a acariciar seu cabelo até que ele rapidamente tenha voltado a dormir.


— Eu estou aqui —sussurrei.


***


Cobri Minho direito com o cobertor fino que já usava. Sua febre continuava no mesmo estado. Passei ao seu lado da cama para ajeitar sua cabeça sobre o travesseiro.


Levantei com cuidado seu pescoço para depois puxar levemente o travesseiro. Alguma coisa então caiu ao lado do meu pé.


Pus Minho numa posição correta antes de pegar o papel dobrado que havia caído. Abri a folha dividida em quatro observando algumas demonstrações de resultado.


— Teste de paternidade? —Li o título.


Negativo.


Mas de quem era aquilo? Procurei o nome dos envolvidos até entender a situação.


Bing Yoo Na e Lee Minho não tinham o DNA compatível? Era isso que dizia ou eu estava ficando louco?


Jamais! Eles tinham o mesmo sorriso, por mais que não fosse superficial, com um pequeno esforço você via os dois bem parecidos. Mas que droga é essa? Onde Minho tinha conseguido algo assim?


Se Bing Yoo Na não era mãe de Minho...das duas uma: a mãe dele era alguém pior, que o senhor Lee por algum motivo esconder ou ele próprio também não era o pai de Minho.


Eu me recusava a acreditar naquilo. Mais do que parecido com a mãe, Minho era a cópia do pai. Agora, como aquele exame tinha sido feito e onde Minho o encontrou?


Se ele tinha ficado daquela forma depois que voltou da casa da mãe, então significava que foi lá ou a caminho disso que ele tenha encontrado algo assim. Inacreditável! Ela não falsificaria algo tão sério apenas para afastar Minho, não é?


Coloquei o papel no bolso do uniforme e deixei Minho no quarto descendo até o senhor Lee na sala. Ele tomava uma xícara de café aconchegado no sofá. Por um momento tive medo de mostrar aquele papel a ele.


— O senhor queria me dizer algo, certo?


— Sente-se aqui —me indicou a poltrona em sua frente —Minho ainda está com febre?


— Ele está bem quente sim.


— Sabe Han, eu tenho medo do que ele ouviu da mãe dessa vez. Minho tem esse tipo de vingança estranha depois que entrou na adolescência, ele sempre está atrás da Yoo Na. Eu não consigo o impedir.


— Acho que no fundo ele quer apenas que um dia eles sejam próximos.


— Esse é meu medo —tomou um gole do café —Demorei muito a perceber que ela não era capaz de ser uma boa pessoa. Ela tem negócios particulares muito perigosos. Ela sempre está agindo como se as situações estivessem sob seu controle, mas não vejo isso. Minho sempre vai ver como ela está justamente por isso.


— Que tipo de negócios?


— Digamos que ela quer parecer  uma justiceira de mulheres que são vítimas de seus companheiros violentos. Não há nada com armas como seria em um filme, mas ela consegue suporte para essas mulheres principalmente na justiça e dá a essas pessoas um lugar para ficarem protegidas. Se precisar ela também tem conhecidos que agem com violência. Acaba que muitas vezes é ela que acaba sendo perseguida.


— Isso é um tanto surreal. Parece uma intenção boa mas…


— Uma boa intenção com execução criminal? Não vejo um lado bom nisso, mesmo sabendo dos motivos. Ela simplesmente pratica uma justiça para as mulheres que a chamam sem mesmo se certificar se elas estão falando a verdade. Yoo Na já saiu machucada disso depois de cometer justiças erradas. Por isso Minho está sempre atrás dela querendo saber sobre o que está investigando.


— Senhor, me desculpe ser intrometido, mas eu realmente preciso saber porque essa ahjumma o odeia tanto.


Ele estava totalmente hesitante agora.


— Ela foi à minha casa ontem. Me pediu para que mantivesse Minho longe dela. Me falou que eu não iria gostar de vê-lo machucado. E agora…


— Agora o quê?


— Isso aqui estava debaixo do travesseiro dele —tirei o papel do bolso e passei ao diretor por cima da mesinha.


Com cuidado ele desdobrou a folha e buscou seus óculos na mesa para lê-lo. Por um longo tempo ele encarou aqueles resultados. O vi engolir em seco enquanto uma lágrima descia de um de seus olhos.


— O senhor não acha que isso é verdade, não é?


— Não pode ser! —Secou os olhos —Ela não está indo longe demais? Isso...isso não…


— Por que o senhor está em dúvida? Minho é idêntico a você!


— Ele não é o único, Han.


— Do que está falando?


Vagarosamente, ele puxou a gaveta no criado-mudo ao seu lado e tirou de lá um envelope branco. Passou a mim depois, assim pude puxar de dentro dele uma foto antiga de quatro pessoas. Duas mulheres idênticas, assim como os rapazes.


— Vocês têm irmãos gêmeos? —Me surpreendi.


— Ye. Meu hyung é o motivo por Yoo Na odiar tanto a minha família. Meu irmão mantinha um relacionamento à distância com a irmã dela antes de nos conhecermos. Eles pareciam se gostar, mas ele nunca foi tão bom com as mulheres que mantinha algum relacionamento. Isso porque ele sempre tinha mais de uma mulher consigo. Era um idiota!


— Parece que o senhor não gosta muito dele também.


— Eu apenas não penso mais nele como um irmão. Nós nunca fomos tão próximos e meu pai gostava mais dele. Quem deveria ter assumido a direção da universidade seria ele, mas não está ligando para os negócios da família. A garota saiu muito machucada desse relacionamento e entenda Han: eu nunca estava próximo a minha família depois que minha mãe faleceu, não tinha conhecido ninguém da família Bing antes de Yoo Na chegar. Não sei direito sobre o que machucou tanto a garota a ponto de sua irmã querer vingança contra todos os Lee.


— Então ela se casou com o senhor por vingança? Foi tudo uma armação?


— Ela armou desde nosso primeiro encontro até nosso casamento para arrancar tudo da minha família. Eu nem mesmo sabia de sua irmã e de seu ódio  por meu pai e meu irmão até nos casarmos e ela mostrar seu verdadeiro lado.


— Por que não se separou assim que soube, então?


— Eu era bobo, Han. E eu a amava de verdade. Eu queria tentar fazê-la mudar seu modo de pensar. E posso jurar que ela também me amou alguma vez por milésimos de segundos que fossem. Yoo Na talvez conseguiu ver que eu não tinha nada a ver com suas mágoas e que se ela me contasse o que estava errado eu a ajudaria a dar um jeito com meu irmão de forma certa, mas preferiu ignorar e tentar acabar com todos os Lee.


— Minho veio antes ou depois de saber de tudo isso?


— Depois —ele pareceu triste —Por isso digo que ela hesitou em seus planos por um momento naquela época. Enquanto tentei conversar com ela e mudar seus pensamentos eu vi sua hesitação. Eu senti seu coração batendo rápido quando fui atrevido com ela por várias vezes. Eu vi os olhos dela perdidos nos meus quando chegava perto. Ela se rendeu ao que sentia por um dia e o resultado foi Minho.


— Senhor Lee —tive medo da próxima pergunta —você ainda a ama?


— Eu conheci um bom lado dela apesar de tudo, foi isso que amei um dia. Quando nos conhecemos eu sei que ela mostrou coisas boas e verdadeiras dela. Na verdade isso se enfraqueceu quando ela tentou tirar a criança quando descobriu a gravidez. Eu a amei, Han. Insisti com isso até pouco tempo atrás, mas isso acabou quando vi o maior amor da minha vida, o meu filho, ser machucado por ela. Hoje eu tento não ser como ela e não odiá-la mortalmente.


— Vê? Por isso não devemos acreditar nesse papel!


— Você ainda não entende, Han. A menor desconfiança me assusta. Me lembro de ver Yoo Na furiosa com sua irmã um pouco depois que eu a impedi de tirar Minho. Minha cunhada ligou e disse que também estava grávida de meu irmão. Eles tinham se encontrado e aconteceu isso. Depois de um tempo, eu não sei porque, ela sofreu um aborto espontâneo. Já eu...eu não vi Minho nascer. Yoo Na não me deixou entrar na sala de parto e eu nunca vi sua barriga enquanto estava grávida. Ela mantinha distância de mim sempre. Vi apenas as fotos dos ultrassons. Han, se Minho por algum motivo não foi meu filho biológico…


— Já chega! —Me levantei —Ontem, quando a senhora Bing me pediu para impedir Minho de ir atrás dela eu neguei porque para mim quem tinha que decidir isso era ele. Eu não tinha o direito de me intrometer se não fazia parte dessa família, mas me desculpe senhor Lee, eu vou me meter agora! Vou fazer isso porque gosto do seu filho e ele é importante para mim! Minho tem que se afastar dela! Sei que por ter um irmão gêmeo ele pode ser parecido com Minho também e por isso desconfia de algo assim, mas tenho certeza de que isso é apenas uma armação.


— Senhor Lee —a cozinheira se aproximou —Venha comer algo, por favor. Vou tentar fazer o menino acordar e comer.


— Deixe que eu vou —me ofereci —Eu preciso falar com ele de qualquer forma e eu garanto que ele vai comer. Coma também senhor Lee, por favor! —Caminhei até a senhora pegando a bandeja com sanduíches e suco de suas mãos e subi novamente as escadas.


Entrei no quarto rapidamente sem bater. Coloquei a badeja ao lado de Minho na cama e antes de qualquer coisa abri as cortinas e as janelas do quarto. Sentei-me no lado vago do colchão e puxei as cobertas dele o fazendo ter uma careta irritada. Tirei a compressa de sua testa e o puxei pelos braços.


— Minho, acorde! —O segurei sentado na cama. Seus braços estavam quentes, o cabelo muito bagunçado. Ele demorou a abrir os olhos minimamente —Minho!


— Sung —sua voz ainda fraca estava confusa —Estou sonhando com você novamente.


— Não está sonhando, abra os olhos! Quer que eu te belisque?


Ele acostumou os olhos à luz até me encarar corretamente.


— Sunggie, você está aqui? Está bravo? —Se jogou em meus braços.


— Estou bravo, mas não com você —afaguei sua cabeça enterrada em meu pescoço —Como você pode sumir desse jeito? Você ainda está queimando. Tem que comer.


— Eu não quero —sua voz estava abafada.


— Não perguntei se você quer, disse que você vai comer! —O afastei e ele se aprumou lentamente. Coloquei a comida mais próxima dele e ofereci o sanduíche —Abra a boca.


— Anyio —ainda estava lento.


— Abra a boca —insisti até ele dar um mordida e pegar o pão com as próprias mãos —Você é louco? Todo mundo está preocupado com você!


— Mianhe —disse com a boca cheia.


— Está assim por causa daquele teste ou há algo mais que não estamos sabendo?


— Teste? —Olhou automaticamente para seu travesseiro.


— Eu já vi. Não acha mesmo que é verdadeiro, acha?


— Meu pai tem um irmão…


— Gêmeo? —O cortei —Eu sei de tudo, ele me contou. Mas me recuso acreditar nesse teste. E mesmo que por mínima chance seu tio tenha te gerado, seu pai de verdade é o diretor Lee Kwan. Foi ele quem te criou, ele que te amou todo esse tempo.


— Se eu não tivesse nascido, isso não estaria acontecendo —sua cabeça pendeu para frente, triste.


— Você precisava ter nascido, Minho. Porque eu precisava te conhecer! Se eu tivesse nascido e você não, em um ponto da minha vida eu me chatearia com Dak Ho e teria cumprido a promessa que me fiz depois disso.


— Promessa? —Voltou a olhar em meus olhos.


— Eu prometi a mim mesmo que evitaria amar alguém outra vez na minha vida. Eu cumpri isso até você aparecer. E cá estou eu, te amando.


Ele pareceu muito envergonhado ao morder o sanduíche novamente. Eu também estava, mas continuei:


— Se você não existisse, muita gente não conheceria a felicidade. Eu não teria ninguém para me socorrer quando caí na sua estação, o diretor não teria um filho lindo para o apoiar e seguir seus passos. Chan, Woojin e Binnie hyungs não teriam você na equipe para os salvar nas interpretações de texto. Minha omma e Jeongin não teriam alguém novo para adorar e Bing Yoo Na não teria sua vingança merecida. Ela teria conseguido se vingar da sua família se você não nascesse.


Minho deixou escapar algumas lágrimas enquanto mastigava.


— Agora já chega Minho. Seu pai já está vingado, é hora de parar de ir atrás dela. Está se tornando obsessivo. Sei que sua vingança é feita com amor para ser diferente dela, mas amor em excesso também machuca. Não vou te deixar continuar com isso porque você pode aparecer muito mais machucado que isso daqui um tempo. Eu vou colocar um basta nisso agora mesmo!


— Do que você está falando? —Buscou meus olhos novamente.


— Quando eu sair, só volto quando puder resolver o que quero. Coma e não volte a dormir, sua mente vai atrofiar! Tome banho e volte a ser o meu Lee Min Ho!


Ele de repente deixou o resto de pão na bandeja e jogou seus braços ao redor de meu pescoço, me abraçando forte.


— Do que você está falando? O que pensa que vai fazer? Não vou te deixar sair daqui!


— Eu volto logo, assim que puder resolver isso —o abracei de volta.


— Isso não tem nada a ver com você, a minha vida não tem que ferir a sua! Não saia daqui, estou te implorando Jisung!


— Eu quero fazer parte da sua vida, Minho…


— Você já faz —me cortou.


— Por isso tenho que me meter. Eu gosto muito de você, também do seu pai. Não posso deixar isso continuar.


— O que você vai fazer?


— Minho —o afastei para segurar seu rosto entre minhas mãos —eu também não sei, mas vou achar um jeito. Você também vai precisar ser forte, pense no que eu disse. Eu pensei que Chung Hee e Yoo Na eram equivalentes, mas sinto te dizer que ela é bem pior se esse teste for ou não for falso. Você tem que parar, Min. Tem que parar de se mutilar internamente!


— Não saia daqui! —Mais lágrimas caíram de seus olhos.


Impedi que as gotinhas escorregassem demais e me aproximei deixando um beijo rápido em seus lábios e outro logo depois em sua testa.


— Se eu sair daqui quer dizer que apenas estou saindo da sua casa, não da sua vida. Eu volto logo —me levantei.


— Sung...—ele não conseguiu me impedir quando saí.


Desci encontrando o senhor Lee na cozinha.


— O senhor comeu bem?


— O suficiente —tentou sorrir —Minho acordou?


— Ne. Eu o fiz comer também.


— Ainda bem. Gomawo! Você tem que ir para suas aulas, eu posso te levar até lá.


— Não vou hoje. Na verdade, preciso que me ajude e apoie com algo.


***



Notas Finais


Annyeong meus anjos, estão vivos após esse comeback maravibeautiful? Qual a música favorita de vocês? 😍

Eu dou minha palavra de não demorar mais tanto assim, fiquem comigo. Amo vocês!

Popo😍😙


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...