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História When I First Met You - Drarry - Capítulo 27


Escrita por:


Notas do Autor


AAAAA
VOLTEI
Esse capítulo em específico me deu mt block, eu fiquei até duas da madrugada escrevendo o 14 de Fevereiro kkkk kkkk
Esse ficou maior pq tinha mais tópicos que eu queria botar, mas se vcs lembrarem bem, eu acabei cortando por completo a parte da Poção Polissuco TwT
Então tomem o capítulo comprido como uma recompensa pra vcs por terem esperado :3

Capítulo 27 - Fifty Years Ago


--- Dezembro, 1992, Hogwarts ---

_ Harry's POV _

O ataque duplo à Justino e sir Nicholas transformou o que até então era nervosismo em verdadeiro pânico. Ironicamente, era o destino do fantasma que mais parecia preocupar as pessoas. O que poderia fazer mal a um fantasma? Que poder terrível poderia fazer mal a alguém que já estava morto? Houve quase uma corrida para reservar lugares no Expresso de Hogwarts que levaria os alunos de volta para casa durante o Natal.

- A essa altura, vamos ficar nós e os Weasleys na escola - Blaise suspirou irritado durante o café da manhã. - Que maravilha de férias vamos ter.

Mesmo assim, não pude deixar de me sentir aliviado que a maioria das pessoas estivesse partindo. Já estava ficando cansado de ser evitado nos corredores e saber que haviam cochichos a meu respeito rodando soltos como o vento por aí.

Pansy parecia inquieta, como se algo a incomodasse. Ia e voltava da biblioteca como se estivesse prestes a fazer a maior prova da sua vida. Trazia dúzias de livros nos braços sobre todo tipo de coisa: Maldições, criaturas mágicas, tudo. Mas nada parecia satisfazê-la.

- Pansy, tá tudo bem? Você está lendo mais que o Draco.

- Não, Blaise, não tá nada bem! - Ela empurrou os livros da mesa da sala comunal para o chão. - Comecei uma pesquisa com Granger pra descobrir o que pode estar causando esses ataques, já que ela estava me ajudando com a matéria, mas agora ela foi pra casa e eu preciso tentar descobrir alguma coisa sozinha. - Ela respirou fundo e pegou os livros do chão, abertos em páginas aleatórias viradas para cima. - Já devemos ter revirado metade da biblioteca à procura de uma pista, mas até agora tudo que conseguimos foi um grande desperdício de tempo!

- Você devia ter falado. A gente pode ajudar.

- Eu agradeço, Harry, mas não precisa. - Ela se sentou na cadeira, empurrada. - Acho melhor esperar ela voltar de qualquer jeito.

--- 24 de Dezembro de 1992, Véspera de Natal, Salão Comunal da Sonserina ---

- A gente pode procurar informação no lugar de ação ao invés de livros.

- O que você quis dizer com Isso, Blaise? - Draco havia se oferecido para ajudar na pesquisa, mesmo que Pansy insistisse que não precisava de todo esse esforço.

- Eu quis dizer - Ele fechou bruscamente o livro sobre Poções mortíferas e seus efeitos sobre a mesa - Que nós devíamos procurar na cena do crime.

- Então o primeiro lugar seria o banheiro do terceiro andar. - Segui o seu raciocínio.

- Uhm... Não é uma boa ideia...

- Porque não, Pansy? Esse pode ser o jeito mais rápido de descobrir o que tá acontecendo.

- Porque aquele é o banheiro da Murta-que-Geme...

- Murta-que-Geme? - Os outros três soaram em uníssono.

--- Banheiro da Murta, Terceiro Andar ---

- Lá vamos nós. - O letreiro em vermelho continuava na parede, apesar de ter visto Filch esfregá-lo mais de mil vezes. Lembro-me vagamente de ter visto aranhas na parede, saindo pela janelinha de cima, mas afasto as memórias assim que Pansy abre as portas do banheiro. Finalmente entendo porque chama-se o "Banheiro da Murta-que-Geme": um alto choro era ouvido, dentro de algum boxe no banheiro. Todos entraram, meio hesitantes, mas entraram.

O fantasma de uma garota de 12 ou 13 anos saiu por cima do último boxe, usava marias-Chiquinhas e um par de óculos.

- Isso é um banheiro de garotas - Ela vociferou ferozmente. - Eles não são garotas.

- Eu sei. Eu só... Quis mostrar como é bonitinho aqui. - Pansy surgiu com uma desculpa o mais rápido possível.

- Pergunte a ela se viu algo. - Draco sussurrou em meu ouvido.

- O que vocês estão cochichando aí?

- Nada. - Respondi rapidamente. - Queríamos perguntar se---

- As pessoas podiam parar de fingir que não falam de mim! Eu estou bem na frente de vocês! - Ela voou pra dentro de um dos vasos e água escorreu pra todo lado, transbordando o banheiro. Tratamos de sair dali antes que Pansy tivesse um surto por seu uniforme estar molhado.

Mas a manhã seguinte, por mais que todos estivessem tensos (principalmente Pansy e Draco, eu não tenho a mínima ideia do que pode ter acontecido aos dois), foi capaz de animar todos. A decoração de Natal em Hogwarts era sempre maravilhosa, com doze árvores espalhadas em mesas pelo Salão Principal, azevinhos e guirlandas por todo lado, gemada e doces, doces até dizer chega. Além, é claro, do enorme e suculento peru de Natal.

Edwiges havia voltado a falar comigo, principalmente depois do acidente com o carro dos pais de Pansy, e me trouxe, esta manhã, o "presente" dos Dursleys: um palito e um bilhete perguntando se eu não poderia ficar em Hogwarts durante as férias de verão também. De Hagrid, ganhei um pacote de bolinhos de chocolate, que decidi deixar amolecer junto à lareira, um suéter da vó de Blaise; "ela me faz vários todo ano, nunca sabe qual a minha cor favorita. Apesar de ser bem óbvio", ele me disse, mostrando o único suéter que ele usaria dela, quase uma cor de abacate, com um par de all-star verdes nos pés, que havia ganhado de um primo mestiço, apesar de eu não ver motivo para ele usar os tênis dentro de Hogwarts. Acabei ficando com um suéter mais largo azul-celeste que me coube quase perfeitamente: o único problema era que as mangas eram muito compridas, então eu precisava ficar com elas arregaçadas até os cotovelos para que elas não caíssem de volta e me impedissem de segurar as coisas com firmeza. Draco, ao contrário, não parecia incomodado com as mangas compridas: havia recebido um suéter cinza-claro que o fazia parecer uma criança tímida.

Pansy não ficou pra trás: O suéter que havia recebido de Blaise era verde-água, que ela havia dado um jeito de prender as bordas na saia Branca, dando a impressão de ter sido feito pra ela.

Após as brincadeiras de snap explosivo durante o dia, conversas sobre os assuntos mais aleatórios possíveis e um pouco de ousadia para cada um pegar cinco feijoezinhos de todos os sabores (Blaise foi o que teve menos sorte: pegou um de couve de Bruxelas e um de canela, a qual ele era alérgico), fomos dormir felizes e despreocupados com o que viria depois.

--- Janeiro de 1993, Hogwarts ---

Ao caminho das aulas, já meio atrasado, vi o banheiro da Murta inundar e Filch descer as escadas do outro lado reclamando que falaria com Dumbledore. Disse a Blaise que ele poderia ir sem mim (Draco e Pansy já estavam na aula, ou pelo menos estavam mais próximos), e entrei no banheiro, ignorando o enorme aviso de "Interditado" colado na porta.

- O que houve, Murta? - Eu perguntei, levantando a barra da calça a fim de não chegar na aula de Feitiços pingando no corredor todo.

- O que você quer? Veio jogar mais alguma coisa em mim?

- Porque eu jogaria algo em você?

- Eu não sei, pergunte aos outros! - Ela soltou um soluço longo e agudo. - Eu estava aqui, pensando na morte, quando senti alguma coisa me atravessando.

- E aonde foi parar?

- Ali. - Ela apontou com o dedo de fantasma para um canto próximo às pias, uma caderneta pequena e escura. Provavelmente tinha sido levado até lá pela correnteza, já que foi atirado contra Murta. O peguei e guardei no bolso.

- Tem algo que eu possa fazer por você?

- Me deixar em paz!

Dito isso, voltei à aula. Mas pude ouvir Prof.Lockhart falando com a Profa.McGonagall no caminho:

- Minerva, não há mais com o que se preocupar. O monstro deve ter se tocado que era apenas questão de tempo até que nós o descobríssemos, tudo que essa escola precisa é de uma injeção de moral...

O que exatamente ele quis dizer com "Injeção de moral", eu só descobri no dia 14 de Fevereiro. Havia acordado mais tarde por ter treinado Quadribol a noite toda, então desci sozinho para o Salão Principal. Quando abri as portas, achei que tivesse ido ao lugar errado.

O Salão todo estava cheio de flores e decorações em rosa-berrante e vermelho escarlate; da abertura do teto do Salão, choviam confetes em formato de coração; Lockhart combinava com o lugar, esbanjando seu conjunto de vestes azul-elétrico e rosa.

- Bom dia, meus queridos alunos! Como vocês podem ver, eu tomei a liberdade de fazer uma surpresinha. Feliz Dia dos Namorados! - Vários alunos aplaudiram, enquanto eu me sentava à mesa da Sonserina. - Posso agradecer as 46 pessoas que me mandaram cartões até o momento? E a brincadeira não termina por aí! - Ele bateu palmas duas vezes e, pela porta do Salão, entraram uma dúzia de duendes, mas não duendes quaisquer; usavam asas e carregavam arcos e flechas com corações na ponta. Estavam fantasiados de cupidos. - Os meus cupidinhos vão entregar cartões de forma anônima entre os alunos! É a sua chance de conquistar o paquera! - Ele deu uma piscadela para o grupo de jovens distribuídos pelas 4 mesas, que cochichavam novamente. Pelo menos não era sobre mim, eu acho.

A caminho da aula de Transfiguração, um duende me parou.

- Ey! Você é Arry Potter?

- Uh, não, não conheço ninguém com esse nome--

- Tenho um cartão especial para o senhor Arry Potter.

Eu tentei correr. Reforçando o "tentei".

- Você fica! - Ele me puxou pela mochila, me fazendo cair no chão e atraindo os olhares de todos. Uma verdadeira catástrofe. E então ele começou a ler:

"Seus olhos são verdes como sapinhos cozidos

Teus cabelos, negros como uma lousa de aula.

Queria que fosses meu, ó garoto divino,

Herói que derrotou o malvado Lorde das Trevas"

- Harry, vamos embora.

- Draco, mas que---

- Eu disse vamos embora! - Ele me puxou pra fora da multidão, parecia capaz de explodir uma parede só com o olhar. Não direcionou uma palavra a mim o caminho inteiro, mas ficou murmurando algo que eu não tenho ideia do que seja, e não parou até estarmos em dois terços do caminho.

- Draco!

- Sim? - Ele virou o rosto e olhou pra mim, já parecendo mais calmo.

- Você pode soltar a minha mão agora.

- Ah... - Draco soltou a minha mão, botando a sua nos bolsos do robe. - C-Certo. Desculpa.

O resto do caminho foi em silêncio.

Uma coisa que eu reparei é que todos os meus livros foram ensopados de tinta vermelha, provavelmente de algum tinteiro que derramou quando eu fui puxado pelo duende-cupido-seja-lá-o-que-fosse-aquilo. Mas o diário do banheiro, que por algum motivo eu comecei a carregar comigo, continuava tão limpo quanto antes. Decidi examinar isso mais a fundo mais tarde.

Dito isso, assim que chegamos da aula, todos ficaram no Salão Comunal, conversando ou trocando anotações, enquanto eu ia ao dormitório. Coloquei o diário e um tinteiro preto sobre a escrivaninha e molhei a pena. O que eu poderia dizer a um diário de 50 anos atrás?

"Olá. Eu sou Harry Potter."

A tinta sumiu no papel e outra frase se formou, em uma caligrafia mais firme.

"Olá, Harry Potter. Eu sou Tom Riddle. Como encontrou o meu diário?"

"Alguém tentou se desfazer dele no banheiro."

"Que bom que selei minhas memórias em algo mais durável que a tinta", o tal Tom Riddle respondeu.

"Quem é você exatamente?"

"Eu sou apenas Tom Riddle, um aluno de Hogwarts do quinto ano."

"É onde estou agora", eu respondi apressado. "Estou em Hogwarts e a Câmara Secreta foi aberta novamente. Você sabe algo sobre o assunto?"

"Ah, sim. A Câmara Secreta foi aberta no meu tempo, um aluno morreu e o culpado, apesar de ser expulso, não foi preso."

"Quem foi que abriu a Câmara Secreta da última vez?"

"Você não precisa acreditar no que eu digo. Eu posso te mostrar." Me mostrar? "Só se você quiser."

Como ele poderia me mostrar o que aconteceu? Eu poderia entrar nas memórias de Tom Riddle?

"Ok."

Com isso, as páginas começaram a virar sozinhas e pararam no dia 13 de Junho, abrindo uma janelinha iluminada no canto superior da página. Cheguei cada vez mais perto, com a intenção de encaixar o olho na janelinha, e de repente me senti caindo.

Eu estava em uma sala completamente diferente, parecida com a de Dumbledore, mas muito menos interessante. As paredes de pedra cinza davam um tom monótono, e havia um senhor sentado na escrivaninha, escrevendo uma carta. Se não me viu até agora, não se incomodaria com a minha presença. O homem se levantou o abriu a cortina, ainda sem me ver. Foi então que me dei conta que estava nas memórias de Riddle, há 50 anos atrás, e que eu era meramente alguém ali. Como um fantasma, mas ninguém poderia me ver. Alguém bateu na porta.

- Senhor Dippet?

- Ah, Riddle, entre, entre! - Riddle entrou, usando os robes da Sonserina.

- O senhor mandou me chamar?

- Sim... Eu só queria te perguntar - Ele convidou Riddle a se sentar com um gesto. - Se tem algo que você gostaria de me dizer.

Ele pareceu hesitar por um instante.

- Não. Não tem nada, professor. - Eu sabia que ele estava mentindo. Como? Eu já havia mentido da mesma maneira. "It takes a liar to know a liar".

Riddle saiu da sala, descendo as escadas direto ao primeiro andar. Dumbledore passou por ele em certo momento, parecendo suspeitar de alguma coisa, mas continuou seu caminho. Dumbledore não havia mudado muito em cinquenta anos, pensei: claro, sua barba estava cinzenta e menor do que eu estava acostumado, mas ainda tinha os óculos meia-lua e o nariz ligeiramente entortado.

Riddle parou em frente à uma porta, mas não pude ver o que tinha dentro. Ele ficou lá, a espera do que parecia uma eternidade. Então finalmente ele escancarou a porta, que bateu contra a parede, dando um susto em quem estivesse por perto, mais ainda em quem estivesse lá dentro. Havia Alguém, alguém muito alto mesmo para um aluno do sétimo ano, e uma aranha enorme. E por enorme eu não quero dizer uma daquelas aranhas que se encontra nas casas, que eles consideram grandes, quase do tamanho da Palma da sua mão; eu me referia a uma aranha do tamanho de um gnomo de Jardim. As oito pernas esticavam-se em todas as direções, ajudando-a a se mover com destreza e facilidade.

- Acabou, Rúbeo.

- Por favor, Tom, Aragogue não machucaria ninguém---

- Você sabe que é contra as regras. Uma aluna morreu, Rúbeo. O mínimo que a escola pode fazer pelos pais dela é garantir que o culpado seja encontrado. - Então ele suspirou e puxou a varinha do bolso, apontando-a para a aranha. -Bombarda!

- NAAAAAO!

Antes que percebesse, já estava de volta a 1993, debruçado sobre a mesa. Quem visse poderia pensar que eu simplesmente tirei um cochilo.

- Harry? Tudo bem?

- Foi Hagrid - Eu praticamente tossi as palavras pra fora. - Hagrid abriu a Câmara Secreta há 50 anos.


Notas Finais


*tensão*
Mas por hoje vai ser só
Eu vou estar respondendo os comentários, sejam eles construtivos ou não (Só não vale dar hate), entao não tenham vergonha de comentar
Até a próxima ~
Beijins de alquingel 💚


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