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História When I First Met You - Drarry - Capítulo 38


Escrita por:


Notas do Autor


BOM DIIIIAAAA
Estou postando este capitulo agora de manhã pq eu não tenho paciência ;w;
Já tenho todo o resto de Prisioneiro de Azkaban planejado, então...
Senhoras, senhores e não-binários, apresento a vocês o começo do efeito dominó
Tirando isso, aproveitem o capítulo <3

Capítulo 38 - What You Fear the Most


_+Narradora ’s Pov+_

 

Conforme as semanas se passaram, tudo pareceu voltar ao normal. Pelo menos o quanto normal poderia ser em Hogwarts. Após os bichos-papões, o Professor Lupin ensinou sobre barretes vermelhos – monstrinhos que pareciam zumbis, mas com o tamanho de duendes de jardim -, que rondavam os lugares onde houvera muito sangue derramado, na esperança de poder bater nos que vagavam perdidos por ali. Depois dos barretes, o professor apresentou os kappas, que pareciam macacos com um casco de tartaruga.

Por outro lado, Hagrid havia perdido a confiança sobre as aulas de Trato das Criaturas Mágicas. Depois que o fiasco com Bicuço e Draco chegou aos ouvidos de Lúcio Malfoy, Hagrid decidiu parar com as aulas radicais (e interessantes) para ir com os alunos aos poucos, ensinando primeiro sobre as criaturas mais simples. Um belo exemplo disso são os vermes.

Os alunos passaram as aulas seguintes enfiando folhas de alface pela goela dos vermes, resmungando grande parte do tempo.

 

No meio de outubro, Marcus Flint convocou uma reunião com os jogadores de Quadribol após as aulas. Era óbvio que ele daria mais um de seus discursos sobre o orgulho da Casa e a determinação de se provar, mas foi um pouco diferente do que esperavam.

- É o seguinte. Acho que todos aqui já sabem, mas eu vou me formar este ano. Então essa é a nossa última chance, minha última chance de ver o nome da Sonserina na Taça de Quadribol. Claro, tivemos alguns problemas técnicos e o cancelamento do torneio ano passado... – Marcus engoliu em seco, como se amedrontado pela lembrança do cancelamento dos jogos no ano anterior. – Mas eu tenho certeza que nós somos o melhor mais forte ­mais irado – time da escola.

Todos se sentiram um pouco melhor com o discurso ‘’inspiracional’’ do Capitão. Queriam mais do que tudo ver o nome da Sonserina na Taça, e seria ainda melhor no último ano de Marcus como Capitão. Acreditam que ele, então, poderia se formar em paz.

- Temos três artilheiros inigualáveis – Graham Montague e Adrian Pucey acenaram do banco, de onde ouviam com atenção o discurso. – Dois batedores imbatíveis – Peregrine Derrick e Luciano Bole ambos esconderam as caras, fingindo estar encabulados. – Um goleiro maravilhoso – Miles Bletchley deu uma risadinha nervosa. – E um apanhador que, há dois anos, nunca deixou de nos levar à vitória! – Harry não poderia negar; desde que entrou no time, nas primeiras semanas de seu primeiro ano em Hogwarts, o time de Quadribol da Sonserina tem conquistado uma vitória atrás da outra.

- É! Com muito empenho e muita dedicação, a gente consegue pôr o nome da Sonserina na Taça de Quadribol esse ano! – Todos sabiam que Miles tinha problemas de autoestima, então ouvir isso vindo dele animou todo mundo.

Passaram a tarde planejando jogadas e montando estratégias contra a Grifinória, já que o primeiro jogo era no começo de novembro. Seria moleza para Harry, já que o time da Grifinória tinha um apanhador bem fraco. O resto poderia ser resolvido com a boa liderança de Marcus e um preparo antes da partida. Tudo estava resolvido.

Os treinos começaram, três noites por semana; o clima não estava ruim, levando em conta que Harry e o time sempre treinava mesmo com neve e lama, mas um chuvisco persistente os perseguia toda noite.

 

Certa noite, Harry voltou à sala comunal exausto depois de um treino intenso. Sentia todos os músculos tensos, os cabelos ainda estavam úmidos do chuvisco frio e depois do banho quente. Se soltou em uma poltrona próxima à lareira e puxou a mochila mais pra perto na maior preguiça. E então se lembrou que teria que fazer aquele mapa de Astronomia, e que a poltrona não tinha nenhum tipo de apoio no qual ele pudesse apoiar o pergaminho. Grunhiu e caminhou até a mesa, parecendo um sonâmbulo.

Draco, também sentado na mesa, viu por cima do ombro um Harry absolutamente esgotado vindo. Estava terminando o seu mapa de Astronomia, que deveria ser entregue no dia seguinte, e checou o relógio de numerais romanos sobre a porta. Eram quase 9 horas da noite, e apenas eles, Pansy e Blaise estavam na sala. Pansy e Blaise, porém, conversavam mais a distância, Bichento se esfregando na perna de Blaise e Perebas aparentemente adormecido nas mãos de Pansy. Era engraçado o quanto o cabelo de Pansy era comprido, quase cobrindo seu colo quando ela estava sentada. Devia ser um tópico frequente no dormitório das garotas, perguntar desde quando ela deixa crescer ou que tipo de produtos ela usa.

Apesar de haverem mais quatro cadeiras vazias ao longo da mesa, Harry acabou optando por se sentar ao lado de Draco, os seus ombros quase se tocavam. Respirou fundo antes de abrir o pergaminho e o livro de Astronomia sobre a mesa.

- Você pode copiar do meu. – A voz de Draco era alta o suficiente para que Harry o ouvisse perfeitamente, mas baixa o suficiente para que apenas ele ouvisse.

- Achei que você fosse estritamente contra as colas?

O leve corar das bochechas de Draco não passou despercebido por Harry, talvez porque os dois estavam muito próximos.

- Eu posso fazer uma exceção pra você.

Harry ficou em silêncio, simplesmente porque o seu cérebro deu branco e não se lembrou de nenhuma palavra que pudesse dizer. A única coisa que passava pelo seu cérebro era:

Que garoto lindo.

- Ah... Obrigada.

- Acho que você não ouviu ainda, mas marcaram o primeiro fim de semana em Hogsmeade, no Dia das Bruxas. Mas vou presumir que os seus tios não assinaram o formulário, não depois de você ter transformado a sua tia em um balão.

- Parabéns! Você acaba de ganhar cem galeões por acertar exatamente o que aconteceu! – Draco deu um sorrisinho discreto antes de voltar a atenção ao pergaminho. – Minha vez: eu sou o único do terceiro ano que não vai, né?

- Se você quiser, eu posso ficar...

- Sem chance.

Draco ficou quieto por um instante. Tentou não deixar claro o que pensava. ‘’Não seria o mesmo sem você lá’’.

- Okay.

- Nem vai insistir?

- Harry, nem que eu implorasse de joelhos você mudaria de ideia.

- Awn, você me conhece tão bem.

O clima da conversa foi cortado quando Bichento passou por baixo da mesa, esbarrando-se nas pernas dos dois rapazes. Quando deu a volta por trás das cadeiras e voltou aos fundos, aonde Pansy e Blaise continuavam conversando, perceberam que Bichento carregava uma enorme aranha morta na boca.

- Parece que a sua jornada de caça deu bons resultados. – Blaise comentou quando Bichento sentou-se ao seu lado, encarando Pansy com seus grandes olhos amarelos enquanto mastigava lentamente a aranha.

- Só toma cuidado com a fome desse gato, coloquei o Perebas na minha mochila enquanto ele estava fora. Você sabe melhor do que ninguém como os instintos desses bichos funcionam.

Draco continuou explicando a Harry o segmento de lógica do seu pergaminho, por mais que algumas vezes Harry tenha perdido o foco. Bichento continuou exatamente onde estava sentado, mesmo depois que Blaise se levantou. Encarava a mochila de Pansy, do lado de uma das poltronas. O bolso da frente se mexia, mostrando que Perebas estava acordado e em movimento. Empinou o rabo e esperou, esperou...

E atacou.

Foi dolorido tirar as garras de Bichento da mochila; Pansy puxava a mochila, tentando não machucar Bichento e não ser arranhada por ele; Blaise, por outro lado, ficou bem arranhado ao arrancar Bichento de cima da mochila de Pansy. O botão do bolso onde Perebas estava mal foi tocado, mas o rato se recusava a sair dali. Pansy levou a mochila para o dormitório e desejou boa noite a todos. Estava com raiva, mas não guardava rancor.

Blaise também foi dormir depois de mandar Bichento pra fora do dormitório; se queria caçar, que caçasse lá fora. Draco e Harry ficaram até terminarem o projeto.

 

Quando finalmente chegou o Dia das Bruxas, não havia outro assunto entre os terceiranistas e mais velhos que não fosse o fim de semana em Hogsmeade. Falavam de tudo: A Zonko’s – Logros e Brincadeiras, a Dedosdemel e seus incríveis doces mágicos, a Casa dos Gritos, que todos acreditavam ser assombrada... Harry tentou não demonstrar o quão arrasado estava de ser o único do terceiro ano a não ir a Hogsmeade. O formulário continuava na sua mala, com marcas de dobra, mas ainda vazio. Draco continuou insistindo na ideia de ficar no Castelo para lhe fazer companhia; por mais que preferisse mil vezes ficar com Draco do que ficar sozinho, não queria tirar dele a chance de visitar o vilarejo do qual todos falavam. Só descansou quando Draco prometeu que traria dúzias de doces da Dedosdemel.

Sem mais nada pra fazer, voltou ao interior do castelo e deu uma volta pelo pátio. Uma voz esganiçada atrás dele o fez arrepender-se imediatamente.

- Harry! Oi, Harry! Você não vai a Hogsmeade, Harry? Porque não?

Harry deu de ombros.

- Você pode vir se sentar com a gente, Harry! – Colin apontou para uma mesa mais distante, onde três outros colegas da Grifinória conversavam e se focavam em meia dúzia de pergaminhos. – Já que você é mais velho, poderia ajudar a gente com o dever de casa. Só se você quiser, não estou te forçando!

- Desculpa, Colin, eu tenho um trabalho do Professor Lupin pra entregar na segunda-feira, estava indo à Biblioteca agora...

- Ah, tudo bem, Harry! Desculpa por tomar o seu tempo, Harry! – Colin quase berrou a última frase enquanto Harry apressava o passo até a Biblioteca. Mesmo não tendo um trabalho do Professor Lupin para entregar segunda-feira, poderia se distrair com algum livro sobre Quadribol ou coisa do tipo.

Infelizmente, encontrou com Filch no caminho.

- Que é que você está fazendo, hein?

- Nada.

- Nada! Ora essa! Porque não está em Hogsmeade, enchendo os bolsos de chumbinhos fedorentos e sendo intragável e malandro com os seus coleguinhas?

- Eu não tenho autorização.

- Claro que não tem... Volte para a sua sala comunal, se não vai fazer nada, então! – Filch saiu com Madame Nor-r-ra em seu encalço, resmungando alto. – Esses meliantes de hoje em dia, nem os pais confiam neles... Ah, é melhor assim, não preciso de mais pessoas atirando bombas de bosta nos corredores... Se eu pegar aqueles gêmeos Weasley, Deus que me perdoe pelo que eu vou fazer com eles...

Ao invés de descer para as masmorras, Harry virou a esquina para subir até o corujal. Poderia pelo menos ver Edwiges para passar o tempo.

Descendo as escadas, vinha o Professor Lupin, as enormes olheiras de prováveis noites em claro um pouco escondidas na iluminação do Sol.

- Harry? Porque está aqui? Onde estão os seus colegas?

- Em Hogsmeade, Professor. Eu não tenho autorização.

- Ah. Entendo. – Harry decidiu não perguntar porque o Professor fora ao corujal; afinal, não era da sua conta. – Porque não vem comigo tomar uma xícara de chá na minha sala? Eu estava esperando uma confirmação para receber um grindylow na nossa próxima aula.

- Um o quê?

- Eu tenho um em um aquário na minha sala, lá eu te explico.

Assim os dois seguiram até a sala do Professor Lupin em silêncio.

A última vez em que Harry esteve na sala dos Professores de Defesa Contra as Artes das Trevas foi no ano anterior, quando foi ‘’desejar boa-sorte’’ a Lockhart antes de invadirem a Câmara Secreta. As paredes de madeira, antes cheias de quadros e pôsteres, agora foram ocupadas por estantes e mais estantes, todas cheias de livros; apesar da maior parte ser em inglês, reconheceu algumas runas em títulos e um que deduziu ser francês por conta da quantidade excessiva de apóstrofes. Sobre a mesa, entre vários pergaminhos e livros espalhados, havia de fato um aquário com um monstrengo verde-musgo cheio de tentáculos, dois olhos verde lima pequenos e redondos no meio da face e dentes, mais dentes do que seria agradável pra uma criaturinha daquele tamanho, mais ou menos vinte centímetros de altura. O Professor Lupin indicou a Harry uma cadeira em frente a mesa, do lado oposto do aquário do grindylow.

- Temo que só tenho chá de saquinhos... Mas acho que você já bebeu chá de folhas até dizer chega.

- Ah, então o senhor soube das aulas da Professora Trelawney.

- A Profa. McGonagall me contou. – O Professor Lupin se sentou à mesa, entregando a Harry uma xícara lascada de chá verde, enquanto tomava o primeiro gole da sua própria xícara. – Não está preocupado, está?

- Não. – Era fácil mentir sobre estar preocupado ou não sobre algo, mas era difícil fingir que não se preocupava. Se lembrou da imagem do enorme cão, os brilhantes olhos escarlates na solidão da rua Magnólia, pensando se valeria a pena contar ao Professor Lupin. Decidiu que não. Já era suficiente humilhação não poder enfrentar o Bicho-Papão, não queria que Lupin pensasse que ele era um covarde que teve medo de um cachorro sem dono no mundo trouxa. Quais eram as chances de aquilo ser alguma espécie de sinal do Sinistro? Tomou mais um gole de chá, esperando engolir suas preocupações junto.

- Tem algo o preocupando, Harry?

- ... – Tomou mais um gole, observando o grindylow, dando voltas no aquário. – Tem.

- Então diga. Se quiser, é claro.

- Estive pensando... Por que o senhor não me deixou enfrentar o Bicho-Papão?

- Ora, Harry, pensei que fosse óbvio.

Pelo menos ele foi direto ao ponto.

- Presumi que o Bicho-Papão que enfrentasse assumisse a forma de Lorde Voldemort.

Harry não soube o que dizer, então tomou mais um gole de chá. Não apenas aquela era a última resposta que esperava, além da mais óbvia, Harry nunca ouviu nenhum Professor além de Dumbledore chamar Voldemort pelo nome.

- Na verdade, no começo eu pensei mesmo em Voldemort... Mas depois eu me lembrei do... ‘’incidente’’ no trem com aqueles dementadores...

- Entendo. Bem... Isso é muito sensato, Harry. Quer dizer que o que você mais teme é o medo.

Harry abriu a boca para dizer algo, mas se viu sem palavras, então tomou o último gole do chá. Alguém bateu na porta.

- Entre. – O Professor Snape entrou, usando as mesmas vestes negras que Harry sempre o viu usando desde o primeiro ano. Ou talvez eram várias e todas muito parecidas. Trazia nas mãos um cálice cinzento, cheio de algo que fumegava. – Ah, Severo, muito obrigado. Pode deixar na mesa, eu guardarei depois. – Professor Snape pôs o cálice sobre a mesa.

- Deveria beber isso logo, Lupin.

- É, é, daqui a pouco.

- Fiz um caldeirão cheio. Se precisar de mais, não hesite em me pedir.

- Claro, Snape, muito obrigado.

- De nada. – Apesar de parecer uma conversa civilizada, nenhum dos dois escondeu a irritação no tom de voz. Quando o Professor Snape saiu, batendo a porta atrás de si, Harry esgueirou um olhar para o cálice.

- O Professor Snape teve a gentileza de preparar essa poção pra mim. É bem complicada de se preparar, uma pena que o açúcar estrague o efeito. – Lupin cheirou a poção antes de tomar tudo em um gole só. – Tenho me sentido meio indisposto, e essa poção tem me ajudado muito. Não conheço muitos bruxos que saibam prepará-la, então precisei pedir a ajuda de Snape. – Lupin pôs o cálice de lado. – Bem, Harry, eu deveria voltar ao trabalho, vejo você na festa mais tarde.

 

À tarde, Pansy, Blaise e Draco voltaram, com os bolsos vazios e as mãos cheias. Harry esteve esperando na sala comunal, lendo ‘’Quadribol Através dos Séculos’’.

- Harry! Segura aí, compramos tudo que pudemos pagar. – Draco jogou suavemente uma sacola de papelão cheia de caixas de doces; Pansy e Blaise abriram tudo sobre a mesa, sendo os únicos da Sonserina a voltarem diretamente para a sala comunal.

- Como é Hogsmeade? Aonde vocês foram?

De acordo com o que disseram, foram a todos os lugares. Dervixes & Bangues, onde vendiam e consertavam produtos mágicos; Três Vassouras, que vendia cervejas amanteigadas para os estudantes menores de idade; Zonko’s Logros e Brincadeiras, com todo tipo de item pra pegadinha que você pudesse imaginar.

- O Correio! Umas trezentas corujas, cada uma com um código de cor dependendo do quão urgente a sua carta é ou pra quão longe ela vai!

- A Dedosdemel agora tem amostras grátis, as moças de uniforme dão a volta no vilarejo e oferecem pra todo mundo!

- A gente viu um ogro no Três Vassouras, juro!

- Draco ficou uns quinze minutos conversando com uma moça no balcão, mas tenho certeza que não era inglês... Ele falou muito rápido e tinha muito som de ‘’ch’’.

- Ah, é francês. – Pansy e Blaise, que contavam a Harry tudo que viram em Hogsmeade, encararam Draco de queixo caído e olhos arregalados.

- Você fala francês!?

Draco engoliu um pedaço de tortinha de abóbora antes de responder:

- Oui, mes parents m'ont appris quand j'étais petite. Ils disent qu'il est essentiel de connaître au moins deux langues pour communiquer, j'ai donc choisi le français.

Pansy e Blaise continuaram de queixo caído, enquanto tudo que Harry conseguia pensar era ‘’a voz dele fica muito bonita quando ele fala francês’’. Claro, nunca admitiria isso em voz alta. A menos que alguém perguntasse. E jurasse nunca contar pra ninguém.

- O que você fez enquanto estivemos fora? Algum dever? – Pensando melhor, a voz de Draco era bonita, qualquer fosse a língua que ele falasse. Acho importante ressaltar que ele jamais admitiria.

- Na verdade, não. Professor Lupin me convidou pra tomar uma xícara de chá na sala dele e... – Harry contou sobre o cálice que o Professor Snape trouxe.

- E Lupin bebeu?

- De uma vez só.

- Meio suspeito... Porque ele precisaria de uma poção complicada se ele só estava se sentindo indisposto? – Blaise, na verdade, tinha um ponto. Mas passou pela cabeça de Harry que talvez Lupin estivesse doente, mas não dissera para não preocupar ninguém.

- Ele disse algo específico sobre os ingredientes da poção?

- Ele disse que o açúcar estraga o efeito.

- Não é muita coisa...

- Draco, eu juro, se o seu plano for fazer uma lista com todas as poções contra doenças que não levam açúcar---

A expressão de Draco quase gritava ‘’Não me subestime’’. Harry bufou, sabendo que não conseguiria convencê-lo do contrário. Conhecia Draco bem demais pra sequer pensar em tentar impedi-lo.

- Quer saber? A gente devia subir. A Festa de Dia das Bruxas começa em pouco tempo.

- Boa ideia.

Os quatro saíram das masmorras e foram ao Salão Principal, já cheio de outros alunos conversando e comendo; a sala cheirava a caramelo e suco de abóbora, servido em jarras por toda a mesa. Até mesmo Pansy e Blaise, que comeram de tudo um pouco em Hogsmeade, arrumaram espaço para repetir. Foi uma noite tão leve e agradável que Harry nem se incomodou com os olhares de Snape sobre Lupin ou a inquietação de algumas alunas da Grifinória, as quais Harry reconheceu por estarem sempre próximas a sala da Professora Trelawney nas horas vagas.

Enquanto voltavam, Harry percebeu uma aglomeração ao redor da Torre da Grifinória. Um rapaz alto usando óculos ridículos passou por entre a multidão, todos pareciam chocados. O que acontecera, Harry na verdade não sabia. Não conseguia ver muito de onde estava. Viu uma aluna (provavelmente uma dos Weasley, devido ao seu cabelo ruivo e o rosto coberto em sardas) descer as escadas correndo e voltar com Professor Dumbledore. Pirraça deu uma volta por cima dos alunos e desceu ao pé da escada, próximo de onde Harry e os outros estavam.

- Pirraça? O que aconteceu?

- Ah, menino Malfoy, pobre Mulher Gorda está uma tragédia... Não deixou ele passar, ele ficou furioso...

- Quem? Quem queria entrar no salão da Grifinória?

- Hehe... – Pirraça ria sozinho, ignorando a pergunta de Harry. – É exatamente como dizem... Tem um gênio danado, esse tal de Sirius Black.


Notas Finais


PANSY TEM CABELO COMPRIDO SIM, ISSO VAI SER IMPORTANTE MAIS TARDE 7-7
Endorfina! Endorfina faz bem pra mim, faz bem pra você, deixa todo mundo feliz e tem no chocolate!
Portanto, comam chocolate e fiquem felizes :D
Beijins de alquingel, até dia 20 (づ ̄ 3 ̄)づ💚


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