História When Love Happens - Capítulo 18


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexandra "Lexie" Grey, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Jackson Avery, Mark Sloan, Meredith Grey, Sophia Robin Sloan Torres
Tags Arizona, Calliope, Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 60
Palavras 1.079
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Eighteen


Arizona Robbins.

Acordei às 03h da madrugada com alguém esmurrando a minha porta e ao fundo, gritando meu nome. Não conseguia reconhecer a voz e sabia que não se tratava de Callie.

Desci as escadas extremamente irritada e xingando baixinho, e fiquei mais ainda ao ver pelo olho mágico de quem se tratava.

Destranquei a porta e a encarei com uma cara nada agradável.

- O que faz aqui?

- Arizona, finalmente. Seus vizinhos me matariam caso continuasse. - dizia rindo e entrando sem ao menos ser convidada, quase tropeçando.

- Carina o que quer? Isso são horas de aparecer na casa das pessoas, bêbada ainda por cima?

- Oh Ari... desculpa. Mas eu... não tinha pra onde ir e pensei em você.

Não acredito que isso poderia estar acontecendo, logo comigo? E como ela descobriu onde moro?

- Carina, sente-se... vou fazer um café para você.

Ela se sentou e jogou a cabeça para trás, fechando os olhos. Segui para minha cozinha e tratei de fazer o café, sem açúcar!

Eu estava exausta, tive uma tarde e tanto, extremamente divertida mas que me deixou bem cansada e agora pela madrugada preciso lidar com a infantilidade da minha ex.

Alguns minutos depois voltei para sala e lhe entreguei a xícara. Carina fez uma cara horrível quando tomou o primeiro gole.

- Argh, cadê o açúcar? - colocou a língua pra fora. - Isso é pra mostrar como não gosta de mim, né? - começou a rir e acabou derrubando um pouco do líquido no chão. - Ops.

- Vontade de te fazer limpar com a língua. - reviro os olhos me levantando para ir atrás de um pano.

- Nossa amor...zinho, desde quando ficou tão irritada assim?

- Poupe-me, Carina.

Esperei que ela terminasse e a ajudei a subir as escadas, quase fracassando pelos tropeços e a minha paciência indo a zero.

Nos dirigi até o quarto de hóspedes que ficava ao final do corredor e a encaminhei até o banheiro, me vendo obrigada a segurar seu cabelo enquanto a mesma vomitava.

eu mereço... pensei.

- Consegue tomar banho? - pergunto.

- a-ham... mas você poderi...

- Não!

- Af, só estava brincando. - começa a tirar a roupa e viro-me de costas. - Pode olhar, eu deixo.

- Vou separar algo para você e deixar sobre a cama, daqui 15min venho ver se você está bem.

Saio do cômodo e vou atrás do meu celular. Vejo uma mensagem de Callie, mais especificamente uma foto dela com Isa mandando um beijo. Senti uma vontade imensa de correr para a casa dela e dormir agarradinha.

maldita hora quando disse que preferia vir pra casa.

Exatos 15 minutos depois estava voltando ao quarto com um Alka-Seltzer, juntamente com uma garrafinha de água. Notei que Carina ainda estava no chuveiro.

Ela queria acabar com a água e fazer a conta vir cara ou eu nunca percebi como a mesma demorava tanto no chuveiro?

Aguardei mais um pouco e a mulher saiu somente de toalha. Me levantei e fui para a varanda do quarto enquanto ela se trocava.

- Pronto. - entro novamente.

- Trouxe remédio para você. - aponto. - Vai aliviar o mal estar, ânsia e você não acordará com ressaca.

- Obrigada... ainda estou bêbada mas estou conseguindo entender suas palavras.

- Vou te deixar descansar, boa noite.

Estava abrindo a porta quando senti sua mão segurar meu braço me fazendo parar e virar-se para olhá-la.

Estávamos muito próximas. Podia sentir sua respiração em meu rosto e seus olhos focados em minha boca... O cheiro de álcool de sua boca se esvaiu e o cheiro de hortelã se fez presente.

Aos poucos ela foi quebrando o mínimo de espaço que ainda nos restava e sua mão ia subindo devagar, lentamente...

Seu rosto se aproximou, minha respiração se tornou pesada. Um pouco mais e nos beijaríamos, mas antes que pudesse acontecer, me dei conta de onde estava e saí de lá o mais rápido possível.

o que deu em mim?

🥀

Pela manhã levantei por volta de 07h30. Arrumei minha cama e fui fazer minhas higienes matinais. Desci para preparar meu café e para a moça que dormia em minha casa.

infelizmente não foi um sonho.

Organizei a mesa e comecei a preparar ovos, bacon e algumas panquecas.

- Bom dia... como eu vim parar aqui? - Carina aparece na cozinha com o rosto um pouco amassado.

- Não se lembra?

- Pouquíssimas coisas.

Lhe explico na maior paciência que Deus me deu e no fim, ela apenas ri.

- Ual, me desculpe.

- Tudo bem... já passou. Você vai embora, não vamos nos ver mais e está tudo certo.

- Te ver falando assim insinua que me odeia. - ela diz pegando uma torrada.

- Talvez... - falo sincera. - Mas ódio é uma palavra muito forte, querida.

- Sinto sua falta.

- E eu sinto muito por isso.

- Não seja rude, Robbins. sei que no fundo você ainda me ama ou sente algo por mim.

- Em uma coisa você tem razão, sinto algo por você sim. - dou uma pausa. - Nojo! Nojo e raiva por tudo o que me fez passar.

Ela se levanta.

- Mas eu te amo.

- E eu amo a Callie. - como num passe de mágica vejos seus olhos se escuresserem em irritação... poucas vezes vi Carina com aquele olhar.

- Você não sabe o que está falando. Você viveu comigo por 10 anos, me amou, planejamos filhos, eu era o amor da sua vida.

- Exatamente Carina, você era... e essa palavra está no passado caso você não saiba. A mulher quem eu amo e por quem estou apaixonada hoje se chama Calliope, ela é a mulher com quem quero passar mais de 10 anos, com quem quero ter filhos, quem está se tornando o amor da minha vida. É ela quem eu quero para mim, é ela quem me faz feliz.

Carina avançou em minha direção e pressionou seus lábios nos meus. Tentei empurrá-la mas a mulher parecia que tinha criado forças de não sei onde.

- Me... solta... - tento falar.

- Solta minha mulher agora! - ouço uma voz ao fundo que faz meu corpo inteiro esquentar e relaxar... era ela.

Carina me solta e me lança um olhar raivoso, fazendo o mesmo com Callie.

- Ela não é sua mulher, é minha!

- Eu não sou sua! Você não me merece, nunca mereceu. Entenda de uma vez e suma da minha casa. - acabo gritando.

Vejo-a sair porta a fora e me viro apertando a bancada. Meus olhos começam a encher-se de lágrimas e sinto os braços quentes da minha latina ao redor de meu corpo.

- Você está bem? - nego. - Mas vai ficar, estou aqui com você.




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