História When Love Happens - Capítulo 19


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexandra "Lexie" Grey, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Jackson Avery, Mark Sloan, Meredith Grey, Sophia Robin Sloan Torres
Tags Arizona, Calliope, Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 29
Palavras 1.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Nineteen


Calliope Torres.

Arizona me contou meio por cima o que aconteceu durante essas horas. Fiquei um tanto enciumada e um pouco brava mas tentei não dar importância. O fato é que ela continua sendo minha e isso é suficiente.

- você vai para minha casa ou prefere um tempo sozinha? - pergunto a loira que estava virada para a bancada.

- oh... eu vou com você. Não quero ficar aqui. - ela se vira.

- tudo bem, vamos?

- eu só preciso de um banho.

- mas você já não tomou? a propósito, seu cabelo está úmido ainda. - a loira riu.

- estou nos meus dias, baby... e você sabe que nesses dias se eu pudesse tomava banho de hora em hora.

- é, eu sei. - sorrio.

- me acompanha?

- o quê? no chuveiro?

- não, boba. - ela ri mais uma vez. - até o quarto, apenas.

- ah, que pena... - eu rio.

- onde está Isa? já estou com saudades. - Ari sobe as escadas enquanto sigo atrás.

- está na minha casa com Mark, perguntou de você quando acordou. - sorri.

- own... Addison já apareceu?

- não, por que?

- nada, Meredith ainda não voltou também. - ela ri.

- essas duas estão num fogo... - entramos no quarto e a loira segue para o banheiro.

Aproveito que a loira está no chuveiro e tiro esse tempo para analisar seu quarto. Pois é, do tempo em que estamos juntas eu nunca tive tempo para ver o que tinha aqui, primeiro porque passamos metade do tempo em minha casa e segundo que entramos aqui apenas com outras intenções.

Seu quarto tinha um tom infantil, o teto recheado de estrelas, sobre sua cama uns cinco bichos de pelúcia, na parede haviam posters de cantores que ela gostava e havia mencionado para mim, mas um quadro me chamou atenção... nele estavam presentes Ari, Bárbara, Daniel e um rapaz que era praticamente gêmeo de Arizona. Não podiam ser namorados até porque até o que sei Ari sempre torceu para o outro time. Nessa foto, por mais simples que aparentasse ser era perceptível o exalar de amor, carinho e compaixão. Uma verdadeira família feliz.

Mas se ela tinha um irmão, por que nunca me contou? Bem, ultimamente eu não ando no direito de exigir que ela me conte nada, hum?

Mais alguns olhares e outros quadros foram vistos, um referente a melhor aluna do ano, feira de ciências, xadrez e um de futebol.

Futebol?

Arizona também jogou futebol e eu não sabia? Oh não, são coisas simples e ela não me contou? Eu sei, eu sei, realmente não estou no melhor momento para exigir explicações mas o caso dela é simples, não é?

Ao lado de um dos quadros haviam três medalhas, duas de ouro e uma de prata sendo resultadas no futebol, xadrez e a feira.

Estava feliz e chocada ao mesmo tempo por descobrir essas coisas assim... isso mostra o quanto ela era dedicada.

Seu quarto realmente tinha bastante coisa, mas eu adoraria ver com mais calma e junto a ela para que pudesse perguntar, mas outra coisa me chamou atenção.

Havia um bilhete e por baixo uma calcinha em sua escrivaninha. Como minha curiosidade não tinha limites, andei até o local pegando o mesmo.

Eu tive tempo de conhecer as calcinhas de Arizona, é estranho dizer isso e talvez nem seja normal... a única pessoa que sabe de todas as nossas peças íntimas são nossas mães, mas eu sabia das dela.

Pensei em deixar de lado até ler o que tinha no bilhete.

uma lembrança pela noite maravilhosa.

ps: você continua incrível.

- Carina.

Gelei.

Meu coração acelerou, meu estômago embrulhou, meus olhos arderam tanto em vontade de choro como a raiva que estava querendo me consumir, mas meu orgulho era maior e eu não deixaria que escorresse uma lágrima sequer.

Esperei que a loira saísse do banheiro e minutos depois ela o fez.

- O que foi? - disse indo até seu guarda-roupa e eu nada falei. - Callie?

- uma lembrança pela noite maravilhosa... - repeti o que estava no papel e a loira continua a me olhar sem entender. - Carina... - levanto o papel em sua direção para logo depois o colocar em seu lugar.

- Callie, eu não estou entendendo.

- não entende sua noite com sua ex-noiva ou seja lá o que for sua? impossível. - rio sarcástica. - pelo visto você não viu, mas ela te deixou um presentinho. - pego a peça com a ponta dos dedos e mostro a ela.

- Callie, não é nada disso que você está pensando. Eu... eu... - ela tenta se defender mas não deixo.

- Se você soubesse o ódio que tenho dessa maldita frase, Arizona... você nunca a falaria para mim. 

- Por favor, acredite no que te digo. Não aconteceu nada entre a gente, eu nem sei que papel é esse. - ela parecia estar entrando em pânico, e se fosse pra entrar, entraria com gosto.

- como eu posso acreditar no que você diz sendo que quando chego aqui descubro que ela passou a noite, vejo-a te beijando e agora encontro isso. o que mais eu posso encontrar? resquícios de sexo? - eu falava com raiva.

- eu nunca faria isso com você, por favor, acredite em mim. - seus olhos começaram a marejar.

- me dê um motivo ou uma explicação plausível para que eu possa acreditar em você.

- Callie, eu te expliquei o que aconteceu lá embaixo e a única coisa indecente que aconteceu foi quando nós quase nos beijamos a noite.

Pronto, lá vai meu estômago revirar de novo.

- então teve outro beijo? - o nó que estava em minha garganta era quase insuportável. 

- Não... sim... mas... - ela se perde em suas palavras.

- você queria... beijá-la? - minha última pergunta sai como um fio de voz.

- eu... eu não sei... Callie, foi impulso... - Arizona tenta se aproximar com os olhos cheio de lágrimas. Eu queria conseguir acreditar em suas palavras mas era tão difícil, ainda mais depois disso.

- não, você me deu o que eu já imaginava e é só isso. 

Eu não sei como minhas pernas criaram movimentação, mas o que fiz de mais rápido foi sair daquela casa e a última coisa que ouvi foi ela gritar meu nome.

No caminho de volta para meu apartamento eu seguia em velocidade tão alta que com certeza alguma multa apareceria para mim, mas eu pouco me importava, só queria correr.

Estava tão destruída psicologicamente, ainda mais porque a dúvida que surgiu em sua voz na minha pergunta martelavam em minha cabeça. Se realmente aconteceu beijo ou não eu não sei te dizer, mas por pensar e imaginar que ela queria beijá-la me deixa sem chão.

Eu sei, escutei todas aquelas coisas lindas ditas por ela naquele momento, mas as pessoas tem o dom de nos enganar, exatamente como fez agora. Eu merecia o prêmio de corna do ano, só pode. 

Minha chateação era tão imensa que não cabia em mim, ao mesmo tempo em que dirigia com pressa eu conseguia esmurrar meu volante. Não esperava isso dela, não mesmo. Não sabia que ela poderia cair em tentação.

Estava tão perdida em pensamentos que a última coisa que eu me lembro de escutar e ver antes de apagar foi uma buzina soar tão alto e meu carro girar em um 360.



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