História When Love Happens - Capítulo 20


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexandra "Lexie" Grey, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Jackson Avery, Mark Sloan, Meredith Grey, Sophia Robin Sloan Torres
Tags Arizona, Calliope, Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 58
Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Twenty


Calliope Torres.

sabe quando dizem que se você ver aquela luz branca no fim do túnel, não é para você seguir? pois bem, algo me arrastava para lá. olhava para meu corpo e a única coisa que via eram alguns machucados, ou melhor, vários porém sem nenhuma dor.

ao fundo eu também conseguia ouvir uma gritaria e isso estava me incomodando tanto. não se pode nem descansar em paz, eu hein.

o pior de tudo é que por mais que eu estivesse longe, eu reconhecia as vozes que praticamente berravam o meu nome, e uma dessas vozes era da pessoa que fez o favor de destruir meu coração.

jura que até morrendo a gente se lembra das mágoas ou eu sou a diferentona? talvez, porque até senso de humor eu tenho.

''Callie, se você estiver me ouvindo, por favor, volta para mim...''

ouvir aquilo doeu, se é que fosse possível doer algo quando se segue a bendita luz ''proibida''. mas se aquilo não fosse dor, algum sentimento com certeza era. 

''por favor, volta... me perdoe.''

algo dizia para voltar, algo também dizia para ficar. sabe quando tem o anjinho do bem e do mau? o anjo do bem insiste em dizer que mesmo que tudo esteja ruim agora, as coisas vão melhorar e se acertar enquanto o anjinho do mau mandou ligar o foda-se e morrer de vez.

pra quem tá seguindo a luz eu tô bem engraçadinha, hu-hum.

mas e se eu desistisse? e se eu ficasse por aqui mesmo? não haveriam mais problemas, nem empresa, nem amores, nem Carina, nem Arizona, nem...

''mamãe?''

Isa...

não, eu não posso ficar sem minha filha, não mesmo. quem vai alegrar as minhas manhãs? quem vai me deixar louca de preocupação quando estiver doente ou quando for para a casa de alguma amiguinha? quem vai me deixar de cabelos em pé? não, sem a minha filha não posso ficar!

legal, como é que faz pra voltar agora? se eu fechar os olhos e contar até três funciona?

''mamãe, voxê precisa acordar... eu e a tia Ari estamos com saudades... volta.''

''senhora, eu sei que é difícil mas ela não responde a nada.''

''não vamos desligar, tem apenas uma semana''.

''e ela não corresponde... e temos alguns documentos assinados pela própria senhorita Torres que não poderia passar de uma semana caso lhe ocorresse algo.''

credo, era tudo tão audível. mas é verdade, eu assinei uns papéis mesmo, faz um tempo já.

''mas ela é minha mulher, eu quem decido.''

''tem a assinatura dela, srta Robbins.''

''NÃO. Callie por favor, responde alguma coisa, um sinal, algum movimento... se você me ama, faça isso por mim''.

pude ouvir perfeitamente, talvez eu não esteja tão morta assim e minha alma ainda esteja em meu corpo.

''um único movimento, por...favor''. - disse em um sussurro.

eu queria voltar, queria mesmo, eu só precisava achar um jeito... certo, eu preciso dar um sinal, apenas um sinal... 

Arizona Robbins.

quando Callie foi embora aquele dia eu desabei em lágrimas. chorei por ela não estar aqui, por ela não ter acreditado em mim e chorei mais ainda quando soube de seu acidente. acredito que nunca me senti tão culpada minha vida inteira como me senti naquele momento. 

todos aqueles dias daquela longa semana eu não saí do seu lado, eu não parei de orar, não parei de implorar e desejar que a mesma acordasse. todos aqueles dias foram os piores porque não podia ver seus lindos olhos castanhos, seu sorriso, ouvir sua voz, sentir o calor do seu abraço... nada disso nessa maldita semana eu pude ter.

sabia que ela estava chateada, de maneira nenhuma tirava sua razão. eu a magoei, mesmo não sendo minha intenção e mesmo não tendo culpa. o que eu falei causou tudo isso.

Callie não correspondia nada, seu coração batia, seu cérebro estava ''normal'' mas é como se não tivesse ninguém ali. Sr Carlos estava aqui e levou Isa para comer me deixando sozinha com ela mais uma vez.

- meu amor, você já está cansada de ouvir minhas desculpas mas eu continuarei insistindo porque eu nunca vou desistir de você. sei que errei feio, pisei na bola mas eu te amo tanto e nunca, Callie, nunca nem nessa vida e nem em outra eu te trairia ou te trocaria por qualquer outra pessoa. você se tornou o amor da minha vida, você se tornou aquela pessoa que eu preciso que esteja comigo para que meus dias sejam mais felizes então, me dê pelo menos um sinal de que você está me ouvindo... por favor.

abaixei minha cabeça na maca enquanto acariciava sua mão, até sentir um levíssimo levantar de dedo.

- Callie? - ela não responde e logo desanimo, mas sinto outra vez. - Callie?

- mi... minha... - ela tenta falar porém está fraca demais, mas meu sorriso foi tão inevitável ao vê-la acordar.

- vou chamar um médico, meu bem... espere um pouco.

🥀

- como está se sentindo? - pergunto depois de um tempo em que ficamos sozinha novamente.

- com dores...

- posso imaginar. Callie eu... - antes que pudesse falar me interrompe.

- agora não, Arizona. onde está minha filha? 

- bom, seu pai havia levado-a para comer mas ainda não voltou.

- quero vê-la.

- vou pedir para que a tragam. posso te fazer uma pergunta?

- hum? - ela disse sem olhar pra mim, isso estava me matando.

- quando você assinou aquele termo de uma semana?

- faz tempo... - é a única coisa que diz.

- por qual motivo?

- passei mal uma vez ao ponto de ficar internada, e eu já assisti uma série médica e vi sobre esse papel e insisti para assinar um. eu preciso mudar urgentemente.

- precisa mesmo, e se você não tivesse voltado? você não poderia ter feito isso.

- por que não? a escolha é minha.

- porque você não é louca. e se você não acorda, Calliope? quantas pessoas que te amam você deixaria para trás? você tem uma filha, você tem família e tem amigos... você me tem e deixaria sua vida assim? - ela continua sem olhar para mim e minha calma estava indo por água abaixo. - olhe para mim enquanto eu falo com você! - praticamente gritei.

- eu virei Deus agora, Arizona? por algum acaso eu sei do meu futuro? eu sabia que isso ia acontecer, que eu estaria em uma cama de hospital, que antes de assinar aquele papel eu ficaria grávida ou que para me destruir, a mulher que eu amo pisaria no meu coração? eu voltei pela minha filha, porque ela precisa de mim. ela é a única que precisa de mim.

- eu preciso de você, sua idiota! - meus olhos arderam em lágrimas. - eu preciso tanto de você que chega dói. eu preciso tanto de você pra que tudo esteja bem na minha vida. estou e sou tão apaixonada por você. você está dentro de mim. é como se você fosse uma doença, como se eu estivesse infectada por Calliope Torres. não consigo pensar em mais nada, nem ninguém, não consigo dormir, respirar, nem comer. eu amo você o tempo todo, todos os minutos de todos os dias. e tudo o que eu mais preciso agora é que você me perdoe e acredite em mim.

- vá embora daqui, por favor... - ela disse virando o rosto e secando as lágrimas com as costas da mão.

- eu te amo, Callie e não vou desistir de nós.

saí daquele quarto com o coração estraçalhado e o pior é que eu não tinha ninguém para me ajudar a juntar e colar todos os caquinhos pelo chão. eu tinha minha melhor amiga, mas até parece que estragaria o lindo romance que ela está vivendo para me consolar.

eu sou uma mulher crescida, deveria saber lidar com meus problemas sozinha, até porque eu sei. mas estou tão triste pra conseguir fazer isso, eu preciso muito de alguém para me ouvir desabafar.

eu queria mesmo era Callie aqui comigo, eu queria ter poder ou usar magia para reverter toda essa situação e fingir que nada disso aconteceu. eu queria, mas querer não é poder e para se querer, é necessário o poder.

eu não vou desistir, essa é uma palavra que não existe em meu vocabulário. darei o tempo que ela precisar para pensar, para refletir, e se ela quiser, terminar.

eu vou aceitar.

eu sei aceitar.

mas não vou desistir...



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