História When Love Happens - Capítulo 22


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexandra "Lexie" Grey, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Jackson Avery, Mark Sloan, Meredith Grey, Sophia Robin Sloan Torres
Tags Arizona, Calliope, Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 69
Palavras 1.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Twenty two


Calliope Torres.

Mais uma semana se passou e eu estava em casa, ou melhor, nesse momento eu estava indo em direção a empresa após ter assistido o filme com Addison, mesmo contra indicações médicas pois precisava do famoso reuposo. E que filme, meus amigos... superou minhas expectativas.

Estacionei meu carro em minha vaga e logo entrei cumprimentado alguns dos funcionários. esperei pacientemente pelo elevador e quando chegou, esperei mais um pouco até chegar em meu andar.

escuto a porta de aço se abrir e saio pelo corredor. Arizona não está em sua mesa e logo estranho pois está em seu horário de expediente. sigo para minha sala na esperança de encontrar Miranda mas ao invés dela, vejo a loira.

- Srta Robbins?

- Oh meu Deus, Sra Torres... que susto. - ela diz levando a mão ao peito.

- Não era minha intenção lhe assustar, onde está Miranda?

- Ela precisou sair com urgência por causa de seu filho, mas já já volta...

- ah sim... quando ela voltar pede para me ligar por gentileza.

- tudo bem, algo mais?

- só isso mesmo, precisava dar uma olhada na empresa rapidamente. enfim, até mais. - disse me virando para sair.

- Calliope? - parei com a mão na maçaneta.

- sim? - pude ouvir sua respiração pesada e um caminhar de dois passos.

- eu estou tão, tão sentida por ter magoado você, porquê eu te amo tanto que eu passaria o resto da minha vida dizendo isso. eu te pediria desculpas todos os dias se fosse necessário, mas Callie, eu só quis ajudá-la e não planejei nada daquilo, poxa... não me deixe... eu amo tanto você.

respirei fundo e me virei para encará-la.

- Arizona você a ajudou porque tem um bom coração. ninguém realmente planeja o que vai acontecer no dia de amanhã mas talvez não saiba, ou talvez você não tenha se tocado que não é a única nessa relação, somos nós duas. você a ajudou e independente do que aconteceu, nada muda...

pude perceber seu olhar de desapontamento, mas após aquelas palavras simplesmente saí porta a fora.

as palavras de Addison martelavam em minha cabeça para ser mais coração mole e acreditar nela, mas algo me impedia e eu até me sentia uma estúpida por isso. eu a amo e não estou acreditando nela? no que isso vai se resultar?

a base principal de um relacionamento é a honestidade, amor e confiança... e qual deles eu estava preservando? eu estava sendo honesta deixando isso acontecer? eu estava confiando? estava fazendo isso por amor? eu não sei responder.

eu só sei que a cada segundo nada fazia sentido para mim. mesmo estando chateada eu sentia a sua falta, mesmo odiando-a eu a amava.

não me critique, se você não sabe o que é viver na dúvida entre acreditar ou não acreditar, você não pode opinar. desculpe a grosseria.

Arizona Robbins.

"nada muda..."

um belo tapa na minha cara. eu sou aquele tipo de pessoa onde vê uma vergonha e já quer passar.

será que isso acontece com todas as pessoas que realmente amam as outras verdadeiramente ou eu posso me considerar uma excessão? mesmo sabendo que minhas desculpas não estavam valendo de nada, eu ainda assim continuaria insistindo.

é assim que funciona. meu pai me ensinou a não desistir e lutar por aquilo que eu amo, mesmo que isso me custe passar por algumas coisas. se eu sei que no final o resultado valerá a pena, eu devo arriscar.

é bem melhor eu me arrepender de ter arriscado do que não ter o feito.

levo isso comigo sempre, por isso meto as caras mesmo e seja o que Deus quiser, e é isso que continuarei a fazer com Calliope. eu aguento qualquer coisa, sou um bom soldado na tempestade.

o dia foi bem agitado, cheio de compromissos, reuniões, marcar e remarcar as mesmas, rever balancetes e diversas outras coisas. trabalhar com Miranda até que era legal, ela era legal. uma mulher de mais ou menos 57 anos mas muito bem conservada, seus cabelos numa tonalidade branca, mas não aquele branco de velhice e sim pintado lhe dando um charme maior. suas roupas devidamente alinhadas, muito bem passadas e chiques, sem contar que com certeza eram caríssimas. apesar de ter cara de metida rica e poderosa, Sra Priestly era uma ótima pessoa.

hoje Meredith veio almoçar comigo e trouxe Addison junto, as duas não se desgrudam por nada. na verdade eu não posso reclamar muito porque durante essas duas semanas, Mer e Addie tem sido como mães para mim. Mer sempre foi mas elas estão me ajudando a me manter de cabeça erguida.

- ela simplesmente saiu e fechou a porta? não disse mais nada?

- não... - falei tomando meu suco.

- filha de uma mãe. Arizona eu só não vou dizer pra você parar de ser trouxa porquê você não é nenhuma adolescente e porquê eu sei o quanto você é apaixonada por essa mulher. o máximo que você pode fazer é continuar pedindo desculpas e tentar tê-la de volta ou dar tempo ao tempo para que ele faça Callie perceber que já passou da hora de acreditar em você. o tempo é o senhor de tudo, minha amiga.

- eu sei disso, mas se tivesse alguma forma de praticamente esfregar na cara da Torres que eu não tenho culpa de nada, eu esfregaria.

- minha amiga é cabeça dura, Ari. - a ruiva fala.

- eu falei pra você por câmeras dentro de casa, você não quis. - ela diz rindo e acabo sorrindo.

- sem necessidade. apesar de que dessa vez me ajudaria bastante. - digo suspirando.

- vocês vão se resolver, mon cher. - solta seu francês. - você só precisa ter um pouco mais de paciência.

- Callie está chateada. - Addison se pronuncia novamente.

- você mais do que ninguém sabe o que é ser traído. - Meredith ressalta.

- mas eu não a traí, vocês sabem disso.

- sim, eu sei... eu Meredith Grey sei! agora ela é quem não sabe. ela está se sentindo como você. Carina tentou de quantas formas se redimir e você não aceitou de hipótese alguma?

- eu tinha e tenho muitos motivos para não ter aceitado, vi com os meus próprios olhos... ela me fez de trouxa durante 10 anos.

- mas mesmo assim ela insistiu. tudo bem que ela não conseguiu nada até porque não merecia, mas você é diferente, você tem uma chance.

- Callie vai te perdoar e quando você menos esperar, vão estar juntas novamente.

- que Deus ouça vocês duas.

🥀

parada na porta de seu prédio batucando os dedos no volante em nervoso. subir ou não subir? eis a questão. olho no relógio e está tarde, penso em ir embora mas eu sei que não posso, preciso tentar mais uma vez.

saio do carro entregando a chave para o manobrista e entro no lugar. aperto o número de seu andar e a cada segundo meu coração acelera mais. meu cérebro me avisa que ainda é tempo de ir embora mas isso acaba quando me vejo batendo em sua porta e ouço sua voz e caminhar.

'Mark, esqueceu as chaves de novo?' ela abre a porta e quando me vê sua expressão denuncia a confusão.

- o que faz aqui?

- eu preciso que me escute, pelo menos uma última vez.

- Robbins... está tarde, por que não deixa isso pra amanhã?

- porque eu te amo! eu te amo e eu vou ficar e vou lutar pra te mostrar que estou comprometida com a gente. eu sou uma pessoa que foge, eu costumo fugir quando a coisa complica para mim e talvez seja porque fui criada por um pai militar, pois nos mudavamos a cada 18 meses. talvez eu nunca tenha aprendido a me entregar e quando aconteceu fui magoada mas eu estou aqui agora. eu não sou perfeita mas você também não é. você quer apontar nossos defeitos? que tal não ser capaz de me perdoar? em alguém momento você terá que fazer isso e vai ter que ser agora porque eu amo muito você, Calliope, e você também me ama e eu só estou te pedindo mais uma chance.

- você quer mais uma chance? - não havia expressão em seu rosto. não sabia decifrar o que era.

- é tudo o que eu mais quero... - dou um pequeno sorriso, quase invisível.

- mas no momento eu não posso te dar essa outra chance!


Notas Finais


meninxs, Miranda Priestly não é a Bailey, okay? pra quem assistiu 'O Diabo Veste Prada' sabe de quem estou falando e pra quem não assistiu, é simplesmente minha rainha Meryl Streep ♥️


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